quarta-feira, 27 de abril de 2011

Os Cânones de Dort (1618-1619)

CAPÍTULO 1

A DIVINA ELEIÇÃO E REPROVAÇÃO

1. Todos os homens pecaram em Adão, estão debaixo da maldição de Deus e são condenados à morte eterna. Por isso Deus não teria feito injustiça a ninguém se Ele tivesse resolvido deixar toda a raça humana no pecado e sob a maldição e condená-la por causa do seu pecado, de acordo com estas palavras do apóstolo: "... para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus... pois todos pecaram e carecem da glória de Deus...", e:"...o salário do pecado é a morte..." (Rom. 3:19,23; 6:23).
2. Mas "Nisto se manifestou o amor de Deus em nós, em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo...", "...para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (I Jo 4:9; Jo 3:16).
3. Para que os homens sejam conduzidos à fé, Deus envia, em sua misericórdia, mensageiros desta mensagem muito alegre a quem e quando Ele quer. Pelo ministério deles, os homens são chamados ao arrependimento e à fé no Cristo crucificado. Porque "...como crerão naquele de quem nada ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados?..." (Rom. 10:14, 15).
4. A ira de Deus permanece sobre aqueles que não crêem neste Evangelho. Mas aqueles que o aceitam e abraçam Jesus, o Salvador, com uma fé verdadeira e viva, são redimidos por Ele da ira de Deus e da perdição, e presenteados com a vida eterna (Jo 3:36; Mc 16:16).
5. Em Deus não está, de forma alguma, a causa ou culpa desta incredulidade. O homem tem a culpa dela, tal como de todos os demais pecados. Mas a fé em Jesus Cristo e também a salvação por meio dEle são dons gratuitos de Deus, como está escrito: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus..." (Ef 2:8). Semelhantemente, "Porque vos foi concedida a graça de..." crer em Cristo (Fp 1:29).
6. Deus dá nesta vida a fé a alguns enquanto não dá a fé a outros. Isto procede do eterno decreto de Deus. Porque as Escrituras dizem que Ele "...faz estas cousas conhecidas desde séculos." e que Ele "faz todas as cousas conforme o conselho da sua vontade..." (Atos 15:18; Ef 1:11). De acordo com este decreto, Ele graciosamente quebranta os corações dos eleitos, por duros que sejam, e os inclina a crer. Pelo mesmo decreto, entretanto, segundo seu justo juízo, Ele deixa os não-eleitos em sua própria maldade e dureza. E aqui especialmente nos é manifesta a profunda, misericordiosa e ao mesmo tempo justa distinção entre os homens que estão na mesma condição de perdição. Este é o decreto da eleição e reprovação revelado na Palavra de Deus. Ainda que os homens perversos, impuros e instáveis o deturpem, para sua própria perdição, ele dá um inexprimível conforto para as pessoas santas e tementes a Deus.
7. Esta eleição é o imutável propósito de Deus, pelo qual Ele, antes da fundação do mundo, escolheu um número grande e definido de pessoas para a salvação, por graça pura. Estas são escolhidas de acordo com o soberano bom propósito de sua vontade, dentre todo o gênero humano, decaído pela sua própria culpa de sua integridade original para o pecado e a perdição. Os eleitos não são melhores ou mais dignos que os outros, porém envolvidos na mesma miséria dos demais. São escolhidos em Cristo, quem Deus constituiu, desde a eternidade, como Mediador e Cabeça de todos os eleitos e fundamento da salvação. E, para salvá-los por Cristo, Deus decidiu dá-los a Ele e efetivamente chamá-los e atraí-los à sua comunhão por meio da sua Palavra e seu Espírito. Em outras palavras, Ele decidiu dar-lhes verdadeira fé em Cristo, justificá-los, santificá-los, e depois, tendo-os guardado poderosamente na comunhão de seu Filho, glorificá-los finalmente. Deus fez isto para a demonstração de sua misericórdia e para o louvor da riqueza de sua gloriosa graça. Como está escrito: "... assim como nos escolheu nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito [bom propósito] de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado...". E em outro lugar: "E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou" (Ef 1:4-6; Rom 8:30).
8. Esta eleição náo é múltipla, mas ela é uma e a mesma de todos os que são salvos tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento. Pois a Escritura nos prega o único bom propósito e conselho da vontade de Deus, pelo qual Ele nos escolheu desde a eternidade, tanto para a graça como para a glória, assim também para a salvação e para o caminho da salvação, o qual preparou para que andássemos nEle (Ef 1:4,5; 2:10).
9. Esta eleição não é baseada em fé prevista, em obediência de fé, santidade ou qualquer boa qualidade ou disposição, que seria uma causa ou condição previamente requerida ao homem para ser escolhido. Mas a eleição é para fé, obediência de fé, santidade, etc. Eleição, portanto, é a fonte de todos os bens da salvação, de onde procedem a fé, a santidade e os outros dons da salvação, e finalmente a própria vida eterna como seus frutos. É conforme o testemunho do apóstolo: Ele "...nos escolheu..." (não por sermos mas) "...para sermos santos e irrepreensíveis perante ele..." (Ef 1:4).
10. A causa desta eleição graciosa é somente o bom propósito de Deus. Este bom propósito não consiste no fato de que, dentre todas as condições possíveis Deus tenha escolhido certas qualidades ou ações dos homens como condição para salvação. Mas este bom propósito consiste no fato de que Deus adotou certas pessoas dentre da multidão inteira de pecadores para ser a sua propriedade. Como está escrito: "E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal...já lhe fora dito a ela (Rebeca): O mais velho será servo do mais moço. Como está escrito, "Amei a Jacó, porém me aborreci de Esaú." E, "...creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna." (Rom 9:11-13; At 13:48).
11. Como Deus é supremamente sábio, imutável, onisciente, e Todo-Poderoso, assim sua eleição não pode ser cancelada e depois renovada, nem alterada, revogada ou anulada; nem mesmo podem os eleitos ser rejeitados, ou o número deles ser diminuído.
12. Os eleitos recebem, no devido tempo, a certeza da sua eterna e imutável eleição para salvação, ainda que em vários graus e em medidas desiguais. Eles não a recebem quando curiosamente investigam os mistérios e profundezas de Deus. Mas eles a recebem, quando observam em si mesmos, com alegria espiritual e gozo santo, os infalíveis frutos de eleição indicados na Palavra de Deus - tais como uma fé verdadeira em Cristo, um temor filial para com Deus, tristeza com seus pecados segundo a vontade de Deus, e fome e sede de justiça.
13. A consciência e a certeza desta eleição fornecem diariamente aos filhos de Deus maior motivo para se humilhar perante Deus, para adorar a profundidade de sua misericórdia, para se purificar, e para amar ardentemente Aquele que primeiro tanto os amou. Contudo absolutamente não é verdade que esta doutrina da eleição e a reflexão na mesma os façam relaxar na observação dos mandamentos de Deus ou rendam segurança falsa. No justo julgamento de Deus isto ocorre freqüentemente àqueles que se vangloriam levianamente da graça da eleição, ou facilmente falam acerca disto, mas recusam andar nos caminhos dos eleitos.
14. A doutrina da divina eleição, segundo o mui sábio conselho de Deus, foi pregada pelos profetas, por Cristo mesmo, e pelos apóstolos, tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, e depois escrita e nos entregue nas Escrituras Sagradas. Por isso, também hoje esta doutrina deve ser ensinada no seu devido tempo e lugar na Igreja de Deus, para qual ela foi particularmente destinada. Ela deve ser ensinada com espírito de discrição, de modo reverente e santo, sem curiosa investigação dos caminhos do Altíssimo, para a glória do santo nome de Deus e consolação vivificante do seu povo.
15. A Escritura Sagrada mostra e recomenda a nós esta graça eterna e imerecida sobre nossa eleição, especialmente quando, além disso, testifica que nem todos os homens são eleitos, mas que alguns não o são, ou seja, são passados na eleição eterna de Deus. De acordo com seu soberano, justo, irrepreensível e imutável bom propósito, Deus decidiu deixá-los na miséria comum em que se lançaram por sua própria culpa, nao lhes concedendo a fé salvadora e a graça de conversão. Para mostrar sua justiça, decidiu deixá-los em seus próprios caminhos e debaixo do seu justo julgamento, e finalmente condená-los e puni-los eternamente, não apenas por causa de sua incredulidade, mas também por todos os seus pecados, para mostrar sua justiça. Este é o decreto da reprovação qual não torna Deus o autor do pecado (tal pensamento é blasfêmia!), mas O declara o temível, irrepreensível e justo Juiz e Vingador do pecado.
16. Há pessoas que não sentem fortemente a fé viva em Cristo, nem confiança firme no coração, nem boa consciência, nem zelo pela obediência filial e pela glorificação de Deus por meio de Cristo. Apesar disso elas usam os meios pelos quais Deus prometeu operar tais coisas em nós. Elas não devem se desanimar quando a reprovação for mencionada nem contar a si mesmos entre os reprovados. Pelo contrário, devem continuar diligentemente no uso destes meios, desejando ferventemente dias de graça mais abundante e esperando-os com reverência e humildade. Não devem se assustar de maneira nenhuma com a doutrina da reprovação os que desejam seriamente se converter a Deus, agradar só a Ele e serem libertos do corpo de morte, mas ainda não podem chegar no ponto que gostariam no caminho da piedade e da fé. O Deus misericordioso prometeu não apagar a torcida que fumega, nem esmagar a cana quebrada. Mas esta doutrina é certamente assustadora para os que não contam com Deus e o Salvador Jesus Cristo e se entregaram completamente às preocupações do mundo e aos desejos da carne, enquanto não se converterem seria mente a Deus.
17. Devemos julgar a respeito da vontade de Deus com base na sua Palavra. Ela testifica que os filhos de crentes são santos, não por natureza mas em virtude da aliança da graça, na qual estão incluídos com seus pais. Por isso os pais que temem a Deus não devem ter dúvida da eleição e salvação de seus filhos, que Deus chama desta vida ainda na infância.
18. Aqueles que reclamam contra esta graça de eleição imerecida e a severidade da justa reprovação, nós replicamos com esta sentença do apóstolo: "Quem és tu, ó homem para discutires com Deus?!" (Rom 9:20). E com esta palavra do Salvador: "Porventura não me é lícito fazer o que quero do que é meu?" (Mt 20:15). Nós entretanto, adorando reverentemente estes mistérios, exclamamos com o apóstolo: "O profundidade da riqueza, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos! Quem, pois conheceu a mente do Senhor? ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro lhe deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele e por meio dele e para ele são todas as cousas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém." (Rom 11:33-36).


REJEIÇÃO DE ERROS

Havendo explicado a doutrina ortodoxa de eleição e reprovação, o Sínodo rejeita os seguintes erros:
Erro 1 - A vontade de Deus para salvar aqueles que crerem e perseverarem na fé e na obediência da fé é o decreto inteiro e total da eleição para salvação. Nada mais sobre este decreto foi revelado na Palavra de Deus.
Refutação - Este erro engana aos simples e claramente contradiz a Escritura. Ela testifica não apenas que Deus salvará aqueles que crêem mas também que escolheu específicas pessoas desde a eternidade. Nesta vida Ele dará a estes eleitos a fé em Cristo e perseverança, que Ele não dá a outros; como está escrito: "Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo." (Jo 17:6). "...e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna." (At 13:48). "...como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele..." (Ef 1:4).
Erro 2 - Há vários tipos de eleição divina para a vida eterna. Um é geral e indefinido, e outro é particular e definido. Esta última eleição ou é incompleta, revogável, não-decisiva e condicional, ou é completa, irrevogável, decisiva e absoluta. Do mesmo modo, há uma eleição para fé e outra para salvação. Portanto eleição pode ser para a fé justificante, sem ser decisiva para a salvação.
Refutação - Isto é uma invenção da mente humana, sem nenhuma base na Escritura. Essa invenção corrompe a doutrina da eleição e quebra a corrente de ouro da nossa salvação. "E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou." (Rom 8:30).
Erro 3 - O bom propósito de Deus do qual a Escritura fala na doutrina da eleição não significa que Ele escolheu certas pessoas e não outras, mas que Ele, dentre todas as condições possíveis (inclusive as obras da lei) ou seja, dentre todas as possibilidades, escolheu como condição de salvação, o ato de fé, que é sem méritos de si mesmo, e a obediência imperfeita da fé. Na sua graça Ele a considera como obediência perfeita e digna da recompensa da vida eterna.
Refutação - Este erro perigoso invalida o bom propósito de Deus e o mérito de Cristo, e desvia as pessoas, por questões inúteis, da verdade da justificação graciosa e da simplicidade da Escritura. Ele acusa de falsidade esta declaração do apóstolo: " ...que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos." (II Tim 1:9).
Erro 4 - Eleição para fé depende das seguintes condições prévias: o homem deve fazer uso adequado da luz da natureza, e deve ser piedoso, humilde, submisso e qualificado para a vida eterna.
Refutação - Assim parece que a eleição depende destas coisas. Isto tem o sabor do ensino de Pelágio e está em conflito com o ensino do apóstolo em Efésios 2:3-9: "...entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo -- pela graça sois salvos, e juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie."
Erro 5 - A eleição incompleta e não-definitiva de certas pessoas para a salvação se baseou nisto: Deus previu que elas começariam a crer, se converter, viver em santidade e piedade, e até continuariam nisto por algum tempo. Eleição completa e definitiva de pessoas, porém, ocorreu porque Deus previu que elas perseverariam em fé, conversão, santidade e piedade até ao fim. Isto é a dignidade graciosa e evangélica por causa da qual a pessoa que é escolhida é mais digna que outra que não é escolhida. Consequentemente a fé, a obediência de fé, a piedade e a perseverança não são frutos da imutável eleição para glória. São condições e causas previamente requeridas e previstas como cumpridas naqueles que serão eleitos completamente. Só com base nestas condições ocorre a eleição imutável para a glória.
Refutação - Este erro está em conflito com toda a Escritura que repete constantemente para nossos ouvidos e corações, estas e semelhantes afirmações: eleição "não [é] por obras mas por aquele que chama..." (Rom 9:11), "...e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna." (At 13:48); "...nos escolheu nele antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis perante ele..." (Ef 1:4); "Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros..." (Jo 15:16); "...se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça." (Rom 11:6). "Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou, e enviou o seu Filho..." (I Jo 4:10).
Erro 6 - Nem toda eleição para salvação é imutável. Alguns dos eleitos podem perder-se e de fato se perdem eternamente, não obstante qualquer decreto de Deus.
Refutação - Este erro grosseiro faz Deus mutável, destrói o conforto dos crentes quanto à constância de sua eleição, e contradiz a Escritura: os eleitos não podem ser enganados (Mt 24:24); "E a vontade de quem me enviou é esta: Que nenhum eu perca de todos os que me deu..." (Jo 6:39); "E aos que predestinou a esses também chamou; e aos que chamou a esses também justificou; e aos que justificou a esses também glorificou." (Rom 8:30).
Erro 7 - Nesta vida não há fruto, consciência ou certeza da eleição imutável para glória, exceto a certeza que depende de uma condição mutável e incerta.
Refutação - Falar acerca de uma certeza incerta é não apenas absurdo mas também contrário à experiência dos santos. Sentindo sua eleição, eles se regozijam junto com o apóstolo e glorificam este benefício de Deus (Cf Ef 1:12). Conforme o mandamento de Cristo Eles se regozijam junto com os discípulos por seus nomes estarem escritos nos céus (Lc 10:20). Eles colocam a consciência de sua eleição contra os dardos inflamados das tentações do diabo, quando perguntam: "Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?" (Rom 8:33).
Erro 8 - Deus não decidiu, simplesmente com base em sua justa vontade, deixar ninguém na queda de Adão e no estado comum de pecado e condenação. Nem decidiu passar ninguém quando deu a graça, necessária para fé e conversão.
Refutação - Pois isto é certo: "Logo, tem ele misericórdia de quem quer, e também endurece a quem lhe apraz." (Rom 9:18). E também isto: "...Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido." (Mt 13:11). Igualmente: "...Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas cousas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi de teu agrado." (Mt 11:25,26).
Erro 9 - Deus envia o Evangelho a um povo mais que a um outro, não meramente e somente por causa do bom propósito de sua vontade, mas por ser este melhor e mais digno que o outro, ao qual o Evangelho não é comunicado.
Refutação - Moisés nega isto quando se dirige ao povo de Israel dizendo: "Eis que os céus e os céus dos céus são do SENHOR teu Deus, a terra e tudo o que nela há. Tão-somente o SENHOR se afeiçoou a teus pais para os amar: a vós outros, descendentes deles escolheu de todos os povos, como hoje se vê." (Dt 10:14, 15). E Cristo diz: "Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido, com pano de saco e cinza." (Mt 11:21).
 
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A Desmoralização da Disciplina Eclesiástica

Por Cleyton Gadelha
Muito se tem  discutido sobre a necessidade de as igrejas locais praticarem o claro ensino bíblico da disciplina de membros que se mostrarem endurecidos e pecaminosos. Ananias e Safira (At.5), o imoral de 1 Cor.5 os falsos ensinadores de 2 João 1:10-11, e o faccioso de Tito 1:10, estabelecem clara convicção sobre essa doutrina. Textos é o que não faltam para assegurar a escrituricidade do assunto.
Entretanto, dentro da cristandade plural dos nossos dias, ações disciplinadoras têm perdido completamente sua eficácia, em razão de várias igrejas e pastores receberem como membros àqueles que vêm excluídos de outras comunidades co-irmãs.
O crente excomungado (apartado da comunhão) em uma igreja frustra o seu próprio processo disciplinar transferindo-se para outra igreja local, que, o receberá em sua comunhão, sem nenhum respeito pela ação disciplinar da igreja da qual o crente em estado de excomunhão é oriundo.
O efeito de tal prática é desmoralizante para a Igreja de Cristo e para os ministros do Evangelho. Já vi gente suspeitando que essa prática, em alguns casos, tem em vista o aumento de receita financeira por parte do pastor que desrespeita a decisão disciplinar de uma igreja co-irmã.
Os prejuízos causados por essa prática são muitos.
Primeiro: Torna trivial a prática de igreja desmoralizar igreja. Para Calvino um dos propósitos da disciplina eclesiástica é “Preservar a honra de Deus através da Igreja”.
Segundo: Promove o descaso da membrezia para com qualquer ação disciplinadora por parte da igreja local. Os crentes sabem que, se forem excluídos de sua igreja, serão recebidos por alguma outra ávida por números.
Fica perdido um dos propósitos da excomunhão, que é infundir na congregação o temor do pecado (1Tim.5:20). O objetivo de “evitar a corrupção dos piedosos” (Calvino), fica completamente comprometido.
Terceiro: Promove o endurecimento do membro excomungado, que perde uma das marcas mais importantes de um eleito que é um profundo respeito para com as igrejas de Cristo.
A excomunhão tem dois propósitos claros:
1) “… foi instituída a fim de que sejam afastados e expulsos da congregação dos crentes aqueles que, falsamente, simulando fé em Cristo, pela indignidade da vida e licenciosidade desenfreada de pecado, nada mais são do que um escândalo para a Igreja, sendo, portanto, indignos de se gloriar no nome de Cristo”. (Calvino).
2) Mas a excomunhão é também um meio de forçar o arrependimento “… embora a disciplina eclesiástica não nos permita viver com familiaridade com pessoas excomungadas ou ter íntimo contato com elas (1Cor.5:11), todavia devemos… pela exortação, ensino…  (e) orações (pedir) a Deus para que elas possam (arrependidas) retornar a comunhão da Igreja”.
Ao desrespeitar a ação disciplinadora de uma igreja co-irmã, o pastor e a igreja recptora estão praticando uma ofensa ao Senhor da Igreja, pois frustram um processo recomendado por ele e pelos seus apóstolos, que deve ser exercido sobre pessoas endurecidas com, pelo menos, três objetivos:
1) “a fim de que eles não sejam contados entre os cristãos… como se a Igreja fosse uma conspiração de malfeitores e homens notoriamente ímpios. 2) A fim de que, por relacionamentos freqüentes, eles não corrompam outros pelo exemplo de uma vida perversa. E 3) Para que possam começar a se arrepender consternados pela vergonha…” (Richard de Rider citado por Heber Campos Jr./Fides Reformata Vol.X nº1/2005)
Portanto “a liderança da congregação local faz bem em lembrar-se de que o Senhor irá requerer de suas mãos uma prestação de contas. (…) Aquilo que o membro disciplinado faz, torna-se responsabilidade pessoal dele; aquilo que os líderes deixam de fazer é, inevitavelmente, responsabilidade deles…” (L. de Koster).
Calvino distinguiu três marcas nos eleitos: “Confissão de fé, exemplo de vida e participação nos sacramentos”, marcas que ligam visivelmente o crente  a igreja de Cristo. Martin Bucer, e os calvinistas depois de Calvino, asseveravam que a disciplina eclesiástica é uma das marcas de uma verdadeira igreja de Cristo.
Essas marcas só se tornam visíveis no contexto de uma igreja local (visível). É no seu âmbito que o eleito faz declaração de sua fé, participa do batismo e da ceia do Senhor, e é também ali onde ele é submetido a disciplina, quando a marca de uma vida exemplar dá lugar a um endurecimento pecaminoso.
“Para o protestantismo, a igreja universal torna-se visível na congregação local, é ali que o poder das chaves é exercido e a disciplina administrada”.(L.deKoster) (Mt.16:19).
Se “Cristo governa a Igreja por meio da Igreja” (Ernest Kevan), o desrespeito praticado por pastores e igrejas que desconsideram as ações disciplinadoras de outras igrejas, é desrespeito contra o governo de Cristo.
As Igrejas e pastores que passam por cima de medidas disciplinatórias de igrejas co-irmãs estão em completo desacordo com o Novo testamento. Não faria sentido a Escritura ensinar a uma igreja local  “… sobre a importância de manter a integridade da Igreja ao lidar com pecado persistente na congregação” (Franklin Ferreira/Alan Myatt) e ao mesmo tempo não julgar a insolência de uma outra igreja local que, abertamente, descredencia a decisão disciplinatória de outra.
“Em Mt.18:15-20 Jesus disse que um irmão em pecado deve ser confrontado, reprovado e excluído da igreja, caso não se mostre arrependido” (Teol.Sistemática Franklin Ferreira/Alan Myatt). Essa recomendação perde totalmente sua eficácia, se os pastores não tomarem a firme resolução de respeitarem as ações disciplinares de outras igrejas, praticando a troca de cartas de transferências, E-Mail’s, telefonemas, enfim buscarem, junto a igreja de origem o histórico de crentes que chegam.
Em caso de membros em situação de pendência disciplinar, recomendar que retornem e resolvam as pendências existentes, e só então, recebê-los como novos membros, nunca antes disso.
“Se os membros fossem aceitos nas igrejas baseadas simplesmente nas declarações destes que desejam ser membros haveria grande potencial para o mal. Pois então cada ‘Cristão carnal’ que tivesse sido excluído de uma igreja por impiedade ou heresia, poderia simplesmente ir para uma outra igreja, proclamando-se um cristão bom e espiritual, e teria que ser recebido como um membro”. (Davis W. Huckabee).
O episódio envolvendo Ananias e Safira em Atos 5:1-11 nos ensina a seriedade do pecado deliberado, enquanto 1 Coríntios 5:1-5 nos adverte para a gravidade do pecado tolerado. A atitude de desrespeitar uma igreja de Cristo, recebendo como membro uma pessoa excomungada pela mesma, desmoraliza a noção de seriedade que se deve ter para com o pecado, enquanto rouba-se de uma igreja de Cristo o respeito que lhe é devido.
“É uma triste verdade que muitas igrejas, em seu zelo por números, põem de lado a disciplina das igrejas co-irmãs quando propositalmente recebem membros excluídos de outras igrejas sem requerer que o membro excluído corrija a sua situação com a igreja anterior”. (Davis W. Huckabee).
É bom lembrar que, as verdadeiras igrejas estão diante do Senhor, os que promovem tal prática desmoralizante, certamente receberão severa reprovação dEle.
“… se cada igreja requeresse carta de recomendação das igrejas co-irmãs antes de aceitar um novo membro, e somente fizesse exceção a esta regra após uma completa verificação das circunstâncias… então diminuiria, e muito, a destruição das igrejas por pessoas mundanas que se mudam de igreja em igreja como andarilhos maldosos destruindo [ou contaminando] uma igreja após outra…” (D.W.Huckabee).
Na verdade os pastores deveriam ser exemplos para o rebanho de Cristo no cumprimento de 2 João 10-11 e não buscarem proveito numérico na desobediência.
“Não pode haver uma igreja sem disciplina eclesiástica” (Martin Bucer).
Fonte: http://blogfiel.com.br

Valores Invertidos

Esse é um tema sempre inquietante pra mim. Não suporto observar como o mundo tem habilidade em inverter os valores, ainda mais sabendo que são expressamente declarados na Bíblia e refletem aquilo que nos levará à felicidade. Um cartunista retratou seu igual protesto contra a inversão de valores e eu aqui reproduzo sua arte para que não só apreciemos a habilidade gráfica, mas que reflitamos a lição contida nesta obra:

terça-feira, 26 de abril de 2011

A Luz de Deus e a Cegueira dos Homens


Todavia, apesar da claríssima luz sob a qual as obras de Deus são expostas à contemplação, representando o Seu Ser e a Sua realeza imperecível, tão preso à carne está o nosso espírito que não conseguimos ver esses testemunhos tão nitidamente manifestos. Sim, pois, quanto à composição do universo, quantos elevam os olhos aos céus? E dos que percorrem muitas regiões da terra, quantos se lembram do Criador? Não se põem, antes, a contemplar as criaturas, esquecidos do Criador?
Quanto às coisas que sucedem no curso comum da vida diária, não são muitos os que imaginam que são guiados pela roda do destino cego, que os faz girar e agitar-se para cá e para lá, em vez de atribuírem à providência de Deus o bom governo do mundo? E se alguma vez somos constrangidos por estas coisas a pensar em Deus (o que acontece necessariamente com todos os seres humanos), logo depois de conceber uma débil noção de uma divindade duvidosa, recaímos na loucura da nossa carne e, com nossa vaidade, corrompemos a pura verdade de Deus. É bem verdade que nisso nós somos diferentes uns dos outros. Cada um inventa seus erros particulares. Nisto, porém, somos parecidos: Todos nós nos desviamos do único Deus verdadeiro e nos deixamos dominar por nossas enganosas imaginações. Este mal não afeta somente os elementos do povo simples e inculto, mas atinge também os que noutras áreas se mostram excelentes e instruídos. Quanta insensatez, quanta tolice, tem mostrado a imensa linhagem dos filósofos! Porquanto, ainda que poupemos os outros filósofos que abusivamente erraram, que dizer de Platão, que, sendo o mais sóbrio e o mais razoável deles todos, e não estando distante da religião, perdeu-se em sua busca de um deus corpóreo – o que é impróprio e totalmente indigno da majestade divina. E que dizer dos outros, se os principais, que deveriam esclarecer o restante do povo, erram tão grosseiramente?
De igual modo, quanto ao governo das coisas humanas, é tão patente a ação da providência divina que é impossível negá-la. Mas isso não dá proveito maior do que acreditar que todas as coisas são deixadas em desordem e temerariamente dirigidas pelo destino cego. A tal ponto chega a nossa propensão para a vaidade e para o erro! Como sempre, estou falando dos que atingiram alto grau de excelência, não dos tipos vulgares, cuja loucura em contaminar e corromper a verdade ultrapassa todas as medidas.

16º Tese de Lutero - Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o 
semidesespero e a segurança.

Coisas Boas Acontecem


Voddie Baucham - A Supremacia de Cristo em um Mundo Pós-Moderno (O Problema do Mal).

Irmão e Irmã antes de Marido e Esposa


Adivinhe só: você não tem que esperar até o casamento para participar da bela harmonia do plano de Deus para ambos os sexos. O casamento não o torna um homem ou uma mulher – você já o é. E Deus quer que você pratique a masculinidade ou feminilidade agora.
Em 1 Timóteo 5.2, Paulo diz para o solteiro Timóteo tratar as jovens “como as irmãs, com toda a pureza”. Observe que ele não diz a Timóteo para tratar como “um dos rapazes”. A masculinidade de Timóteo deve ser expressa de uma forma única em relação às mulheres: ele deve vê-las como suas irmãs.
O que isso nos ensina é que os papéis de nossos sexos são importantes durante toda a nossa vida. Antes de sermos marido e esposa, somos irmãos e irmãs em Cristo que praticam juntos a definição de Deus de masculinidade e feminilidade. Homens, nós podemos praticar a liderança amável e gentil agora. Mulheres, vocês podem praticar o apoio ao justo homem de suas vidas hoje. Lado a lado podemos nos tornar homens e mulheres santos que Deus quer que sejamos.
 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Rev. Ronaldo Lidório, Missionário da APMT Fala Sobre Gratidão

Por Cibele Lima
“Alguns passam por angústias e tornam-se murmuradores. Outros passam por angústias e reconhecem a bondade do Senhor. A diferença está na atitude do coração” (R. Lidório)
Missionário Ronaldo Lidório é pastor, teólogo e escritor. Atuou quase dez anos na África com plantio de igrejas e tradução bíblica para a língua Limonkpeln de Gana, com apoio da APMT, Agência Presbiteriana de Missões Transculturais. Atualmente, lidera uma equipe missionária na Amazônia.
Ronaldo Lidório escreveu um artigo sobre o cristão e a gratidão, levantando a  importância do louvor a Deus em todos os momentos, como manifestação de um coração disposto a viver a vontade D'ele.
Para acompanhar o ministério de Ronaldo Lidório e Rossana Lidório acesse http://www.ronaldo.lidorio.com.br/ .
Leia na íntegra:
Louvar a Deus é uma Atitude de Coração
Ronaldo Lidório
É comum observar que alguns que muito tem, com abundância e mais do que precisam, por vezes permanecem em contínuo murmúrio pelo que julgam ainda lhes faltar. Nada lhes é suficiente. Outros, mesmo tendo pouquíssimo, o pouco que tem lhes basta para encher o coração de louvor e agradecimento a Deus.
Isto nos leva a uma percepção bíblica de que o louvor não é definido pelas circunstâncias da vida, mas pela atitude do coração.
O Salmo 34 é um convite ao louvor e à maturidade espiritual. Nele o salmista manifesta o seu compromisso de louvar ao Senhor em “todo o tempo”(v.1).
Louvar ao Senhor ao ganhar o que se desejou, ao ter o pedido atendido ou ao ser surpreendido por uma ótima notícia não exige nada especial do nosso coração. A proposta bíblica, porém, é bem mais ampla: é louvar a Deus em “todo o tempo”, no dia bom e também no dia mau, em plena saúde e nos dias de enfermidade, quando aplaudido ou quando criticado, ao receber uma resposta positiva do Senhor ou quando Ele nos fecha um caminho que desejávamos seguir.
Louvar a Deus em “todo o tempo” implica em reconhecer que todos os planos do Senhor são planos de amor. Que, de fato, todas as coisas cooperam, de alguma forma que pouco compreendemos, para o bem dos que sinceramente amam a Deus, e isto nos basta. Louvar a Deus em “todo o tempo” implica também em reconhecer que as circunstâncias da vida, mesmo as mais difíceis, possuem algum motivo de louvor.
Neste salmo não encontramos um cenário de perfeição que nos leva ao louvor, mas um louvor que é proferido na realidade da vida que possui seus desafios realistas e constantes. Os versos 4, 5 e 6 nos falam sobre temores, angústicas e prisões. O verso 8 nos leva, entretanto, ao reconhecimento de que além das cores que pintam o presente cenário da nossa vida, Ele é bom. Somos conduzidos não apenas a compreender a Sua bondade, mas a experimentá-la: “provai e vede que o Senhor é bom”! Deus não é apresentado como aquele que realiza atos de bondade, mas como aquele que é bom em sua essência. É da natureza de Deus ser bom.
Alguns passam por angústias e tornam-se murmuradores. Outros passam por angústias e reconhecem a bondade do Senhor. A diferença está na atitude do coração.
O louvor a Deus combate também a ansiedade da alma.Depressões, ansiedades, fobias e temores são as enfermidades do nosso século. Jamais tantos medicamentos foram produzidos e consumidos para estes problemas emocionais como hoje. Neste salmo vemos que, ao lidar com o louvor, pacificamos também nossos corações. No verso 1 ele nos fala sobre a alegria, no 2 sobre a libertação de nossos temores e no 5 da libertação das nossas angústias. Louvar a Deus alegra o coração do Pai e também pacifica a nossa alma, uma vez que reconheço que minha vida está nas mãos daquele que, em todas as coisas, é bom.
Em 1873 um navio francês, o Ville de Havre, seguia da costa leste americana para a Europa. Entre os passageiros encontravam-se a senhora Spafford e seus quatro filhos, esposa de um cristão piedoso, jovem advogado de Chicago. Nesta viagem o navio sofre um acidente e vem a naufragar, morrendo quase todos os tripulantes. Dias de desespero se seguem com a ausência de notícias para as famílias dos desaparecidos em alto mar. Finalmente o senhor Spafford recebe um telegrama comunicando que sua esposa foi encontrada ainda com vida, mas estava só. A mensagem sobre a perda de seus quatro filhos lhe aflige a alma. Ele chora e lamenta. Depois senta-se e escreve a letra de um hino que se tornaria conhecido em todo o mundo: “It is well with my soul” (Está bem a minha alma), conhecido como “Sou feliz com Jesus”.
Nele ele diz:
Se paz a mais doce me deres gozar
se dor a mais forte sofrer
Oh, seja o que for, Tu me fazes saber
Que feliz com Jesus sempre sou
O louvor a Deus não é definido pelos marcadores da nossa história,mas sim pela bondade do Senhor que vai além das linhas do horizonte do entendimento da vida. Louvar a Deus é reconhecer que a Sua bondade será sempre maior do que qualquer tragédia que possa se abater sobre nossa existência. É cantar a Sua bondade nos dias de luz e alegria, e não deixar de fazê-lo nos dias de neblina forte e cores cinzas. Sua bondade é maior que a vida.
Um dia, em luz plena e eterna, cantaremos a Sua bondade, em “todo o tempo”. Não precisaremos de fatos da vida para fazê-lo. A Sua presença nos bastará.

QUEM É JESUS PARA VOCÊ?


O meu Jesus não é aquele estampado em camisas e quadros; mas é aquele que quer estar como emblema no meu e no teu coração.

O meu Jesus não é aquele que estoura em vendas de camisas, botons, biscoitos, etc., mas e aquele que oferece pela sua graça e pelo seu sangue, de graça, a vida eterna para mim e para você.

O meu Jesus não é aquele que nasceu pobrezinho e até hoje o enxergam pobrezinho; mas é o Rei da glória, o Senhor dos Exércitos, o Rei dos Reis cujo reinado nunca haverá fim.

O meu Jesus não está pendurado na cruz; que muitos insistem em carregar pendurada no pescoço; mas é aquele que está bem vivo no céu.

O meu Jesus não é aquele que muitos olham para ele e choram de tão penalizados ao vê-lo sendo crucificado nos filmes da semana chamada Santa; mas é aquele que afirmou que tudo estava consumado; ou seja, que a nossa salvação já estava garantida; que se permitiu passar pela cruz, mesmo podendo descer dela, por ter o coração cheio de compaixão pelas almas dos seus eleitos.

O meu Jesus não é aquele que dizem que está em qualquer lugar onde se fala o seu nome; mas é aquele que está onde houverem dois ou três reunidos em seu nome, no sentido de continuar, de forma coletiva, o culto que já é a sua vida, tanto em palavra quanto em testemunho.
O meu Jesus não é aquele que aceita restos do meu nem de teu tempo e interesse, mas é aquele que requer primazia;

O meu Jesus não é aquele que muitos teimam em dizer que ainda está na tumba, mas é aquele que, cumprindo a sua promessa, ressuscitou, subiu ao Pai e a qualquer momento virá sobre as nuvens, com poder e grande glória!

E eu, quem sou? Sou serva dele sem reservas?
E você?

Busquemos viver uma vida verdadeiramente firmada nele, uma vida que não se resuma a datas comemorativas. Ele requer muito mais de mim e de você.
Profª Ana Chagas (IEC Joao Pessoa)
Fonte: www.conectadonabiblia.com

Esportista Cristão

Kaká marca dois e homenageia mulher grávida

Caroline Celico está grávida de Isabela, segundo filho do casal evangélico. Na última sexta, Kaká fez 29 anos. Mero espectador na final da Copa do Rei na última quarta-feira, o jogador evangélico Kaká ganhou uma chance de José Mourinho neste sábado e não desapontou. Como o treinador escalou o Real Madrid principalmente com reservas, o meia brasileiro atuou como titular e marcou duas vezes na comemoração
Kaká comemora o seu primeiro gol colocando a bola por baixo da camisa, simulando a barriga da esposa Carol Celico, grávida da menina Isabella. Os dois já são pais do menino Luca.
goleada por 6 a 3 sobre o Valencia. O segundo foi um golaço. Na comemoração, ele homenageou a mulher Caroline Celico, grávida de seu segundo filho. Higuaín, com três gols, foi o nome do jogo. Jonas também foi bem pelo Valencia.
A partida, válida pelo Campeonato Espanhol, aconteceu no estádio Mestalla, em Valência, mesmo palco do título da Copa do Rei, conquistado com vitória por 1 a 0 sobre o Barcelona. Os jogadores do Valencia seguiram a tradição e formaram um corredor para parabenizar os atletas do Real na saída do vestiário.
Kaká fez o terceiro gol da partida, aos 38min do primeiro tempo. Benzema puxou contra-ataque e tocou para Higuaín. O argentino, então, deu a assistência perfeita para Kaká. O brasileiro colocou a bola sob a camisa e homenageou a mulher, que está grávida de Isabella, segundo filho do casal (Luca é o primogênito).
Na etapa final, Kaká fez mais um, aos 16min, ampliando a vantagem do Real para 6 a 1. E foi um golaço. Pouco antes, o Valencia havia descontado com gol de Soldado após boa assistência do atacante Jonas, ex-Grêmio, que ainda fez o segundo gol com belo chute de primeira. Jordi Alba foi o autor do terceiro.
Mas com Kaká e Higuaín inspirados, os anfitriões não tiveram chance. O atacante argentino não perdoou. Além de dar a assistência para o brasileiro, ele fez três gols e infernizou a defesa do Valencia. No final, foi substituído por Cristiano Ronaldo, poupado por Mourinho. Benzema anotou o outro gol do Real.
O técnico do Real quis preservar a equipe para as semifinais da Liga dos Campeões. Nesta quarta-feira, a equipe merengue começa a disputar uma vaga na decisão com o arquirrival Barcelona. O duelo de volta será na semana seguinte.
No Espanhol, a vantagem do Barcelona ainda é confortável. O Real Madrid chegou aos 80 pontos, cinco a menos que o time catalão, cujo jogo da atual rodada acontece ainda neste sábado, diante do Osasuna. Depois deste fim de semana, restarão cinco rodadas (15 pontos em disputa).

Notícias Crisas com informações da UOL

Em tempo:

Caroline Celico dá entrada em hospital
 Getty ImagesCaroline Celico, mulher de Kaká, deu entrada no hospital Albert Einstein, em São Paulo, por volta das 15h. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do jogador. A pastora, que já é mãe de Luca, está grávida de uma menina, que se chamará Isabella.
Horas antes, usuários do Twitter parabenizaram Kaká pelo nascimento da garotinha. A informação foi divulgada por uma pessoa próxima ao casal. "Fiquei sabendo por amigos em comum", afirmou a jovem.
Horas antes de a notícia ser divulgada no microblog, ele comemorou um dos gols da vitória de seu time, o Real Madrid, contra o Valencia, e homenageou a filha.
Na sexta (22) foi a vez de Caroline Celico falar no Twitter sobre a expectativa para o nascimento da garotinha. "Estou entrando na ultima semana amanha! Mas pode atrasar como o Luca! Talvez maio!", escreveu. Além de Isabella, o casal já é pai do pequeno Luca, de 3 anos.

Notícias Cristãs com informações da QUEM

História da Igreja Presbiteriana do Brasil

Discurso do Rev. Boanerges Ribeiro em sua posse como presidente reeleito do Supremo Concílio (1970)

Rev. Boanerges Ribeiro

DISCURSO DE POSSE DO PRESIDENTE DO SUPREMO CONCÍLIO, EM NOME DA MESA ELEITA.
Permiti que vos diga uma palavra de fé.

Somos presbíteros desta Igreja. Presbíteros docentes; presbíteros regentes. Somos presbíteros pela vocação divina, na chamada do Espírito Santo, reconhecida pela Igreja do Senhor e estabelecida no ato solene da ordenação, em nome da Santíssima Trindade.

Ao sermos ordenados perguntaram-nos aqueles que constituíam o Presbitério que nos ordenava, fosse Conselho local ou Presbitério regional, se aceitávamos as Sagradas Escrituras como a Palavra de Deus e única regra infalível de fé e prática, ao que respondemos que sim. Aliás, não poderíamos responder que não. Perguntaram-nos, também, se aceitávamos os Símbolos de Fé da Igreja Presbiteriana do Brasil como uma exposição sistemática fiel do ensino das Sagradas Escrituras. Em perfeita e sã consciência respondemos que sim e se assim não tivéssemos respondido não teríamos sido ordenado presbíteros. Em seguida perguntaram-nos se aceitávamos e se poríamos em prática a Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil, havendo também recebido de nós resposta afirmativa. Em meu caso pessoal isso já foi há algum tempo. Eu tinha pouco mais que 22 anos de idade. No caso dos meus companheiros, em circunstâncias variáveis e em lugares diversos.

Esses Presbitérios jogavam em nossa honradez, na seriedade de nossa palavra. Quando aceitavam nossos votos, faziam-no em uma honrada confiança, porque eram integrados por homens honrados também, e não conviria a homens honrados negarem confiança a outros que de boa fé compareciam perante eles para proferirem os votos sagrados da ordenação.

A Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil não é a Palavra de Deus, infalível. Ela é trabalho humano que pode ser alterado, desde que o seja pelos meios estabelecidos na própria Constituição.

A Confissão de Fé e os Catecismos não são Palavra de Deus. Eles podem ser reformulados pelos meios estabelecidos na Constituição da Igreja. Contudo, aqueles Presbitérios aceitaram nossos votos de que nós os subscrevíamos e os praticaríamos, entendendo, evidentemente, que só admitiríamos a sua alteração pelos processos constitucionais vigentes. Aqui assumimos a Presidência do Supremo Concílio; meus companheiros assumem a Vice-Presidência e as Secretarias, na força e na segurança daqueles votos de ordenação.

Os senhores têm diante dos senhores os mesmos homens honrados que foram ordenados presbíteros há dez, vinte e trinta anos atrás e declararam aceitar a Palavra de Deus como única regra de fé e prática, e não entendem uma Igreja Presbiteriana do Brasil que apostate dos ensinos das Escrituras Sagradas.

Os senhores têm diante dos senhores um grupo de homens que aceita os Símbolos de Fé da Igreja Presbiteriana, acata a Constituição, pratica-a e a praticará. Nós jamais fomos infensos à compreensão e ao entendimento com nossos irmãos, ainda aqueles que de nós divergissem em qualquer ponto. Não fomos atingidos, em ocasião alguma, por ofensa pessoal alguma. De maneira alguma, em nenhuma ocasião dominou-nos ressentimento pessoal, seja da parte do Presidente ou de qualquer de seus companheiros de Mesa.

Contudo, meus irmãos, (não creio que fosse necessário dizê-lo, mas perdoai se o repito), a Mesa que elegestes, vós a elegestes porque a conheceis e conheceis os seus compromissos e a segurança com que está disposta a cumpri-los. Ela os cumprirá com toda certeza.

Não há, na Igreja Presbiteriana do Brasil, lugar para insubordinação que desborde daqueles planos de lei que nós aceitamos com liberdade. Ninguém nos obriga a ser Presbiterianos. Mas, se queremos sê-lo, sejamo-lo honradamente. Ninguém nos obriga a aceitar a Constituição da Igreja. Mas, se prometemos aceitá-la e acatá-la, sejamos honrados e cumpramos esses votos da ordenação. Ninguém nos obriga a aceitar esses Símbolos de Fé. Mas, se os aceitamos; se, ao serem ordenados declaramos aceitá-los, sejamos honestos.

Sejamos, além de homens de Deus, simplesmente homens e cumpramos esses votos de ordenação.

Esta Igreja é uma Igreja aberta, na qual entram todas as pessoas que estão dispostas a assumir os compromissos da iniciação. Na qual, uma vez eleitos, são ordenados todos os oficiais que proferem os votos de ordenação.

Contudo, é uma Igreja aberta a pessoas que saibam cumprir os seus votos. Esta Igreja não é horda. Esta Igreja não é caterva. Ela é povo: Povo de Deus, organizado. Ela tem lei. Não é Legalista, mas tem lei. Não lei imposta por alguém, mas, lei que nós livremente aceitamos em sã consciência, sem que ninguém a isso nos obrigasse.

Essa lei é uma das expressões da graça de Deus. Não nos é imposta por poder arbitrário e estranho, mas nós mesmos, para que possamos ser povo, para que possamos viver juntos e juntos servir a Deus e somar nossas forças, nós mesmos é que a aceitamos e a praticamos com liberdade.

Esta Mesa não tem poderes, exceto os poderes da Constituição. Não tem autoridade, exceto aquela que vem da persuasão, que se dirige a homens livres como nós, e que apresenta argumentos razoáveis, que possam ser aceitos.

Esses elementos, contudo, sempre são usados. Porque, meus irmãos, durante o presente quadriênio esta Igreja continuará a ser Igreja e não se transformará em horda solta, desbordando pelos quatro cantos ao furor das paixões desaçaimadas.

Ela tem governo. Esse governo é a presença do Senhor entre nós. Ele se expressa na Palavra do Senhor que todos abrimos e acatamos. Ele se expressa em nossos Símbolos de Fé e nossa Constituição, nas deliberações de nosso Concílio Superior e dos Concílios Inferiores.

Nossa Igreja se encontra na voragem de um mundo em que organizações muito mais antigas, estáveis, se desfazem ou ameaçam desfazer-se com grande rapidez, ou começam a desfazer-se com grande rapidez.

Não possuímos meios de coação. A Igreja, graças a Deus, não tem poder de polícia. A única coisa que mantém a coesão da Igreja de Deus é a presença do Santo Espírito, e a honestidade daqueles que integram seu Ministério e seu Presbiterato.

Nesta reunião do Supremo Concílio, como neste quadriênio, serviremos a Igreja com alegria, com segurança; com a dedicação que o Senhor colocar em nós, nós a serviremos cada dia, todos nós da Mesa.

Mas não desejamos que haja ilusão em alguém, imaginando que o fato de estarmos sempre abertos à compreensão, à exposição do que ocorre, significa que haverá concessões doutrinárias e que haverá concessões à insubordinação e à desordem.

Não houve e não haverá.

Muito obrigado, meus irmãos, pelo seu voto, pela sua presença e pelo trabalho que, juntos, aqui faremos.

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Fonte:
Jornal Brasil Presbiteriano, Ano XIII, nº 08, agosto de 1970, p. 3.
Via: Cristão Reformado

Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org