sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Seja Sal. Seja Luz! [Reflexões sobre Mateus 5:13-1

Por Thiago Ibrahim (@thiagoibrahim)

Faz 2 dias que escrevi aqui no blog um texto entitulado "O Desafio de Ser Cristão" em que abordei o tema vida cristã e como é difícil viver num tempo de relativismo e valores pós-cristãos. Já o post de hoje se propõe a fazer uma reflexão sobre o que é ser santo (qualidade do que é separado), palavra que usamos tanto no dia a dia cristão, mas que não paramos para dar a devida atenção ao seu significado.

Ser santo não é se separar, ou seja, segregar-se de tudo o que é "do mundo". Quando pensamos assim vivemos um dualismo doentio que nos prende e amarra, fazendo com que nos afastemos das pessoas por medo da "contaminação" que podemos sofrer. Esse pensamento em si não tem fundamento lógico, nem mesmo bíblico, já que em momento algum somos orientados pela Palavra de Deus a nos trancar dentro de uma redoma e viver como monges.

Quando você finalmente entende o que quis dizer Jesus com o "Vocês são o sal da Terra" e com o "Vocês são a luz do mundo", aí sim tem seus olhos abertos para o sentido da sua existência e começa a enxergar o motivo de você estar aqui.


Se somos sal, somos úteis e a nossa utilidade é conferir sabor, temperar, tornar palatável aquilo que perdeu o gosto. Assim é o mundo em que vivemos: perdido em dissolussões, abandonado a seu bel prazer, sem afeto, iniquo, pecador, maldoso. Você, cristão, que é sal e luz precisa afirmar-se em seus princípios e valores, sem, contudo excluir o viver diário. Viver uma vida com Deus não significa viver uma vida longe da realidade. O sal só dá sabor aos alimentos se está em contato com ele, não dentro do saleiro - para temperar uma salada você não precisa abrir o sachê do sal e derramá-lo sobre o alimento? Da mesma forma Deus faz conosco; nos coloca nesse mundo para que, em contato com a realidade, façamos a diferença, conferindo sabor ao que é insípido.

Você tem uma vida, não é? Estuda, trabalha, brinca, relaciona-se com seus amigos, conhece pessoas novas, navega na internet, vai à igreja, ao clube, anda de bicicleta, joga futebol, vai ao restaurante etc. Porém, saiba de uma coisa: nunca perca as suas propriedades de sal e luz e permita-se iluminar e dar sabor a esse mundo e à vida das pessoas que cruzarem seu caminho. Permita que as pessoas vejam refletida em você a luz de Cristo e peça a Deus que mostre a elas através da sua vida o gostoso sabor que a vida ganha quando se anda com Jesus.

Pense: algo santo é algo que foi separado para um fim e que está sendo usado exatamente para aquilo a que foi destinado.
 
Fonte: www.blogdoibrahim.com/ 

Deus limpará toda a lágrima [Pregação sobre Salmo 30:1-5]

Por Jorge Fernandes Isah

Primeiramente, queria dizer que este Salmo é um clamor e um agradecimento que, ao mesmo tempo, o Rei Davi faz a Deus.

Davi louva o Senhor pois, mais uma vez, ele o havia livrado dos seus inimigos.  Davi era o rei de Israel; mas antes, foi alvo do ódio de Saul que o perseguiu e intentou a sua morte. Tenho para comigo que durante o reinado de Saul, ele não se preocupou nem mesmo com o seu povo, nem em servir a Deus, mas exclusivamente ele tinha o objetivo maligno de destruir Davi; como um ferroz inimigo daquele que o próprio Deus chamou de um homem segundo o seu coração [1Sm 13.14].

Deus se alegrava em Davi, o qual executou toda a sua vontade. E quem ouviu isso da boca do profeta Samuel? Saul. Naquele momento, ele soube que havia sido rejeitado por Deus, porque não guardou o que o Senhor havia lhe ordenado. Saul soube que Davi era amado do Senhor, e de que ele e o seu reino não subsistiriam. Daí em diante, Saul não mais seguia o Senhor, e não cumpriu as suas palavras, ao ponto em que Deus diz se arrepender de tê-lo posto como rei [1Sm 15.11]. Perseguir Davi não foi o pior pecado de Saul. O pior pecado de Saul foi a desobediência, o desprezar constantemente os mandamentos de Deus, entregando-se ao estado de permanente rebeldia a ele. Por isso ele perseguiu Davi enquanto teve vida; e não soube reinar conforme os mandamentos divinos. 

Davi, portanto, era um homem acostumado ao perigo. Mesmo entre os do seu povo, e mesmo entre os da sua própria carne. Davi foi perseguido, traído e desejaram e maquinaram a sua morte. Era um homem de dores. Não como o Senhor Jesus, mas um tipo do Senhor Jesus nesse aspecto. Interessante que, como àquela época, ele hoje é desprezado por muitos irmãos! Temos uma tolerância absurda e desproporcional para com os ímpios, para conosco mesmo, com os nossos pecados, mas em se tratando de Davi e, também, de Pedro, por exemplo, somos intolerantes... O que vem à nossa mente é sempre o adultério do rei com Bate-seba, e a traição do apóstolo para com o Senhor, momentos antes da Crucificação. 

Esperamos que eles fossem super-homens, quando nos assemelhamos a sub-homens em relação a eles. Nem Davi, nem Pedro, ou qualquer outro homem foi alguma coisa por seus próprios méritos. Como um instrumento inútil, eles foram feitos úteis pelo poder de Deus. Assim como nós, não fizeram nada além do que lhes era devido fazer, contudo, muito, mas muito mais do que fazemos. Esquecemo-nos de que ambos foram poderosos nas mãos de Deus; de como Deus os escolheu para obras grandiosas, para feitos que resultassem no louvor e glória do seu nome. Deus os usou como nenhum de nós jamais será usado. E por isso, Deus os exaltou em Cristo. 

Por outro lado, eles também sofreram na carne o que jamais sofreremos; e souberam, mesmo nas tribulações, nas lutas, na injustiça, permanecerem firmes e confiantes no Senhor, em uma fé inabalável de que Deus não somente os sustentaria mas os ergueria caso caíssem; uma fé que muitos de nós, nos menores reveses da vida, colocamos em dúvida, perdemos a esperança, e nos entregamos à murmuração e ao desalento. Nos tornamos no pior tipo de ingrato, aquele que é incapaz de reconhecer todos os favores que lhe foi dado por Deus. Sem merecimento algum. Sem mover um dedo para alcançá-lo. Exclusivamente pela bondade e graça do nosso Senhor, quando a nossa recompensa, por aquilo que não fizemos e deixamos de fazer, seria a condenação e o inferno. 

Cada um de nós deveria se espelhar no exemplo desse herói da fé, que a todo momento sabia que Deus era aquele que o livraria dos seus inimigos, e lhe daria a vitória sobre eles [v 1]. Quando Davi diz: "Exaltar-te-ei, ó Senhor, porque tu me exaltaste", podemos ter a ideia errada de que o louvor a Deus deve ser dado somente se recebemos algo de que queremos ou precisamos em troca. O fato é que Deus não é um negociador. Tudo o que recebemos é por sua graça, de tal forma que não há mérito algum no homem que obrigue a Deus dar uma resposta que atenda os desejos e anseios humanos. O que Davi está fazendo aqui é reconhecendo o favor de Deus, colocando-se na posição de favorecido, de alguém que recebeu uma graça, e que, por isso, como um agradecimento, uma forma de reconhecimento ao que Deus fez, ele o exalta. 

Pedro nos alertou de que sem humilhação não seremos exaltados: "Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que ao seu tempo vos exalte" [1Pe 5.6]. Davi se humilhava diariamente diante do Senhor, reconhecendo a sua dependência, e por isso, Deus o exaltou diante dos seus inimigos, os quais eram também inimigos de Deus. 

Por isso ele disse "clamei a ti, e tu me saraste" [v.2]; porque a cura da dor, da aflição, do temor, da angústia e de todos os males, somente pode vir do bom Deus. Hoje, esperamos por um alívio que venha de vários lugares. Esperamos na ciência, em terapias, nos prazeres, no poder, na diversão... de que sejamos capazes de curar a nós mesmos; mas esquecemos que apenas Deus pode curar nossas feridas. Novamente, Pedro nos diz: "Lançando sobre ele [Jesus] toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" [1Pe 5.7]; e o profeta nos garantiu:"Verdadeiramente ele tomou sobre si [Jesus Cristo] as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si" [Is 53.4]. Como o próprio Davi pode confirmar, ao dizer: "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará" [Sl 37.5]. Ele sabia, claramente, que no momento da angústia e da aflição, de uma enfermidade, de uma injustiça, apenas Deus poderia curá-lo; por isso, ele clamava pela misericórdia que somente podia vir do alto.

No verso seguinte, Davi nos revela o estado em que se encontrava, como que o de um morto. E não há como não nos lembrar do Senhor, que sofreu toda a sorte de injustiças e crueldades por amor de nós, sendo crucificado, morrendo, mas ressurgindo dos mortos, como o próprio Davi revelou, profeticamente, séculos antes, em outro Salmo: "Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção" [Sl 16.10].

O corpo de Davi, diferentemente do corpo do Senhor Jesus, viu a corrupção, mas a sua alma foi preservada para a vida por Deus, e assim como ele, também nós não veremos a morte, pois Cristo garantiu: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" [Jo 5.24]

Ainda que Davi esteja falando aqui sobre as aflições da vida, nas quais ele se via como um morto, dado o grau de opressão sobre a sua alma, o fato é que somente Deus pode nos livrar delas.

Então, ele conclama todos os santos, todos os irmãos, a cantar e louvar o Senhor, não por ter lhe dado um escape momentâneo, por ter solucionado um problema circunstancial, mas como forma de gratidão pela maneira como Deus cuida e concede ao seu povo o seu favor gracioso em toda a vida. Como está escrito:"E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" [Rm 8.28]. Ou seja, a vida que o Senhor nos dá é suprida em todos os mínimos e mais imperceptíveis detalhes pela sua providência e graça.

Então, somos presenteados com versos da mais rara beleza: "Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida" [v. 5]. Que realidade fantástica o salmista nos revela aqui. Primeiro, de que somos merecedores da ira divina. Pela desobediência e transgressões, estávamos debaixo da ira de Deus. Estávamos mortos em ofensas e pecados, segundo o curso deste mundo, e éramos por natureza filhos da ira [Ef 2.1-3]. Mas graças a Deus que nos vivificou em Cristo, por sua misericórdia e o seu muito amor com que nos amou [Ef 2.4-5]

E o salmista continua: "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã". O que pode ser o choro? Pode ser momentâneo, uma dor passageira, algo mesmo que não traga cicatrizes, nem marcas em nossas vidas. Mas pode durar uma vida inteira, anos e anos e mais anos em dores. O choro pode durar até a nossa morte; pode percorrer toda a vida do crente. Pode ser tão duro de suportar que somente Deus para nos manter com vida, quando o desejo é a morte iminente e o alívio da dor. O choro pode nos fazer sofrer, mesmo que seja através de uma lembrança. Mas ainda que o alívio não venha nesta vida, temos a promessa de que ele virá, enfim, na eternidade. É o que João ouviu: "E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas" [Ap 21.3-4]. Estejamos certos, meus irmãos, de que Cristo faz novas todas as coisas, porque, como ele mesmo nos diz: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" [Jo 16.33].

O fato é que, todo este Salmo é um louvor a Deus; Davi nos revela como devemos ser gratos, como devemos nos entregar à adoração, bendizendo o nome do bom Deus, porque ele é bom, e sua misericórdia não tem fim. Como filhos, devemos honrar o nosso Pai. Como filhos, devemos obedecê-lo. Como filhos, devemos reverenciá-lo. Andando em temor e tremor, porque também a sua justiça é certa. Graças a Deus por ter-nos tirado do lamaçal do pecado, e ter feito de Cristo, seu Filho Amado, a nossa justiça. Por isso, cada um de nós, irmãos, louvemos e glorifiquemos a Deus, levantando mãos santas, corações contristados, e lábios puros em agradecimento por tudo quanto o Senhor tem feito, e tem nos dado.

Disciplina & Sofrimento

Por Jorge Fernandes Isah

Continuando a meditação no Salmo 30, dissemos na semana passada que este é um cântico de louvor e agradecimento, mas também de súplica, de clamor de Davi a Deus. 

Os quatro primeiros versos foram de agradecimento a Deus por tê-lo livrado das mãos de seus inimigos. De forma que ele conclamou todos os santos a bendizer e louvar o Senhor. 

No verso 5 é-nos dito que mesmo passando por tribulações e dores, Deus age em nossos corações trazendo a certeza da esperança, a confiança de que um dia nossas lágrimas serão enxugadas.

Chegamos então ao versículo 6: "Eu dizia na minha prosperidade: Não vacilarei jamais". Davi reconheceu a sua presunção e autoconfiança, nos dias em que não havia aflição, nem angústia, nem privações; de que pelo seu esforço, capacidade e dons, não cairia dessa condição. Ele se orgulhava do quanto havia conquistado, de como era próspero e não necessitava de nada. 

Aqui temos o relato de um homem que, em sua soberba, reputou que não seria abalada a sua felicidade. Ele se considerou autônomo, independente, de tal forma que não considerou que tudo o que tinha era pelo favor de Deus para consigo mesmo. 

Provavelmente Davi se considerou um homem forte, inabalável, poderoso, rico, trazendo-lhe a falsa ideia de que tudo o que conquistou era fruto exclusivamente do seu talento em obtê-los. Entre todos os pecados, o seu maior pecado, o qual confessou neste verso, foi acreditar na sua independência de Deus, não reconhecendo que o Senhor era quem, por sua providência, havia tornando-o em um homem próspero.

Vejamos o que Paulo tem a nos dizer em 2 Co 12.

Paulo foi arrebatado até o paraíso, e lá ouviu, como mesmo disse, "palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar" [v.4]Provavelmente, Paulo se orgulhou de ser escolhido para ver e ouvir o que viu e ouviu no paraíso, e que mais ninguém viu e ouviu. Talvez tenha se considerado um homem especial, até mesmo um super-homem, envaidecido-se, e se ensoberbecido com o privilégio que havia recebido de Deus. 

Por isso, Deus lhe deu um "espinho na carne", um mensageiro de Satanás para o esbofetear, a fim de não se exaltar [v.7]

Foi o que Deus fez com Davi. Fortaleceu-o, fez forte a sua montanha, para depois encobrir dele o seu rosto. Deus acrescentou à vida de Davi tudo o que era-lhe necessário e muito mais, de forma que ele se sentiu como uma montanha, inexpugnável. 

Então, Deus retirou-lhe o favor, como se o deixasse à própria sorte, de maneira que Davi se perturbou, e pode reconhecer a dependência que tinha de Deus [v.7]

Foi necessário que Deus disciplinasse Davi, porque ele disciplina aquele que ama, como está escrito: "Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, e não desmaies quando por ele fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho" [Hb 12.5-6].

O salmista pode então reconhecer que era fraco, que nada do que supunha ser pelo seu poder era-o de fato. Pode reconhecer que sem Deus, sem a sua providência, misericórdia e graça, ele não passava de um homem "desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu" [Ap 3.17]

Ele suportou a correção, porque estava sem disciplina; e, por isso, clamou e suplicou a Deus por misericórdia, para que Deus retirasse o castigo, tirasse a vara dos seus lombos: "A ti, Senhor, clamei, e ao Senhor supliquei" [v.8]

Assim como ele, Paulo também orou três vezes a Deus para que o "espinho" fosse desviado dele [2Co 12.8].

Davi, novamente, se sentiu como morto; havia a iminência de morte, pois ele reconheceu que sem Deus, a vida não é possível; a vida é impossível; sem Deus, ele não passaria de um inútil, carne e sangue e ossos mortos, lançados numa cova, e que não teriam proveito algum [v.9]

E, ao fazê-lo, reconheceu a sua pequenez, e de como fora tolo por considerar a sua força aparte de Deus; e constatar que a vida está presente no homem somente quando ele tem comunhão com Deus, somente quando ele o serve, em adoração e louvor; em Espírito e em verdade. 

Creio que Davi quis dizer o mesmo que Paulo, ainda que não tenha usado as mesmas palavras do apóstolo: "Fui néscio em gloriar-me" [2Co 12.11]. Por isso, ele clamou a Deus para que lhe fosse devolvida a vida, pois estava morto em si mesmo, e, assim, como poderia adorá-lo e louvá-lo? Como anunciaria ele a tua verdade? [v.9].

Mais uma vez, o salmista clama a Deus por vida, pelo perdão, pela misericórdia, para que Deus se apiedasse dele e, enfim, o auxilasse, e o curasse: "Ouve, Senhor, e tem piedade de mim, Senhor; sê o meu auxílio" [v.10]

Um pequeno aparte: Davi nos deu o testemunho de como devemos estar dispostos e prontos a nos arrepender diante de Deus, constantemente, a cada momento, por nossos pecados, buscando o seu perdão. 

O fato de nos considerarmos fortes e suficientes em nossa convicção de que jamais cairemos, como o salmista acreditou, apenas nos fará reconhecer a queda depois que quebrarmos a cara no chão. 

Paulo nos diz, sabiamente, que "aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia" [1Co 10.12]

Davi tomou um tombo enorme; ele caiu do alto da sua presunção, do alto do seu orgulho e arrogância, e não viu o chão até bater-lhe a cara. Mas, ao invés de praguejar e murmurar, colocando a culpa em Deus, reconheceu o seu erro e a necessidade de se arrepender.

Num momento, em que, cada vez mais, os cristãos estão indolentes, insensíveis, diante da obrigação de cumprir os preceitos divinos; cada vez mais queixosos e rebeldes; cada vez mais orgulhosos e abusados em cobrar de Deus seus supostos direitos, o salmista nos deu um grande exemplo de submissão e
de aceitação das suas fraquezas. Não por estar resignado a elas, como se dissesse: "Sou assim, não posso fazer nada! Vou-me conformar com o que sou e viver o que sou. Nasci assim, vou morrer assim".

Esta é a fala de um tolo, do estúpido, que ao invés de se arrepender e buscar a graça divina, contenta-se em se exaltar e se conformar em seus próprios pecados. Como se  o pecado pudesse ser bênção, aceito e não rejeitado.

Pelo contrário, Davi, ao compreender suas fraquezas e desatino, pode se alegrar no sustento que Deus lhe deu, em como o fortaleceu, de tal forma 
que se cumpriu nele a palavra de que o Senhor transformaria todo o pranto em gozo, e em lugar da tristeza daria consolo e alegria [Jr 31.13].

É o que o salmista nos diz no verso 11: "Tornaste o meu pranto em folguedo; desatastes o meu pano de saco, e me cingiste de alegria".

É possível que, mesmo no sofrimento, nas tristezas, em nossas fraquezas, possamos glorificar e louvar a Deus por elas. Porque nelas temos a prova da nossa fé, purificada, mais preciosa do que o ouro, por amor de Cristo [1Pe 1.6-7]

Aqueles que precisam dos sinais para se ter fé, na verdade, não a têm, porque a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem [Hb 11.1]

Assim, Paulo nos diz: 
"De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim 
habite o poder de Cristo.Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas 
necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque 
quando estou fraco então sou forte" [2Co 12.9-10]. 

Nem sempre as aflições e angústias da vida vêem por causa de um pecado 
específico. Nem sempre são punições por algum erro específico. Certo 
é que, como pecadores, deveríamos sofrer não somente os castigos 
incessantes, mas a pior de todas as punições: não ter comunhão com o 
bom Deus. Não temos direito à paz, à felicidade, ao gozo e à alegria. Isso não 
nos pertence por direito. Mas nos é dado por Deus pelo seu favor, por sua 
graça e infinita misericórdia. Pelo amor com que nos amou; o amor pelo 
qual deu o seu Filho unigênito para nos resgatar para si. 

Não temos direito algum a não ser o direito à morte. Mas pela eterna bondade
de Deus foi-nos abolido esse direito; na cruz, Cristo pagou por nossos pecados
e passamos a ter, por sua exclusiva graça, o direito à vida que não tínhamos. 

Davi e Paulo foram afligidos por causa da tolice humana, a mesma tentativa
iniciada no Éden e que nos quis alçar ao nível de Deus, e até mesmo nos 
colocar em seu lugar, nos fazendo como ele. Foi assim com Satanás e seus 
demônios. Foi assim com Adão e Eva. Foi assim conosco. Mas como o 
apóstolo nos disse, quem somos nós para dizer a Deus o que ele deve 
fazer? Ouçamos a sua voz: "Porque, quem compreendeu a mente do Senhor?
ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja 
recompensado? Porque dele e por ele e para ele, são todas as coisas; 
glória, pois a ele eternamente. Amém" [Rm 11.34-36].

Muitas tribulações acontecerão na vida do crente; e nem todas entenderem
os, mas em todas Deus tem um propósito definido, santo, perfeito. E 
qual é ele? Nos santificar, nos conformar à imagem do seu Filho Amado, Jesus 
Cristo, o qual foi rejeitado, desprezado e homem de dores [Is 53.3]. Se o 
Senhor sofreu, sem merecer, o justo pagando pelos injustos, por que havemos
de reclamar do sofrimento quando somos injustos e merecemos o justo castigo?

Mas, é quando o Senhor entra em ação, e nos liberta da injustiça, fazendo-
nos justos pela justiça de Cristo. Para que, como Davi, não nos calemos. Para
 que, mesmo fracos, como Davi, sejamos fortes. Para que o louvemos, como 
Davi. Para que, como Davi, a glória que nos foi dada por Deus seja para o 
louvor do seu nome; e, para que nele, o nosso coração se regozije, e a 
nossa carne e espírito repousem seguros em tuas santas e benditas mãos. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011


Ambos (Deus e as riquezas) fazem-nos uma exigência totalitária. Como já vimos, é fato que as coisas do mundo fazem uma exigência totalitária. Como elas tendem a agarrar a personalidade inteira e como nos afetam em todos os aspectos da vida! Exigem nossa total devoção, querem que vivamos absolutamente para elas.

Sim, mas Deus também exige. . . Não necessariamente num sentido material, mas em algum outro sentido Ele diz-nos a todos: «Vai, vende o que tens. . . então vem, e segue-me». «Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim». É exigência exclusivista. . . É uma alternativa exclusivista: «ou. . .ou»; neste ponto é impossível qualquer meio termo. «Não podeis servir a Deus e às riquezas».

Isto é algo tão sutil que muitos de nós somos completa-mente incapazes de percebê-lo. . . Alguns entre nós se opõem violentamente àquilo que chamamos de «materialismo ateu». Mas. . . entendamos que a Bíblia nos fala que todo materialismo é ateu. . . Assim, se um ponto-de-vista materialista nos está controlando, somos ímpios, não importando o que digamos. Há muitos ateus que falam com linguagem religiosa. . . O homem que se julga religioso porque fala acerca de Deus, diz crer em Deus e ocasionalmente vai a um lugar de culto, mas na verdade vive em prol de certas coisas terrenas — quão grandes são as trevas desse homem!. . . Estude cuidadosamente 2 Reis 17.24-41. . .

Os assírios conquistaram certa área. Depois tomaram gente do seu próprio povo e a colocaram naquela área. Esses assírios, naturalmente, não cultuavam ao Senhor. Então apareceram alguns leões e destruíram as propriedades deles. «Isso nos aconteceu», disseram eles, «porque não servimos ao Deus deste território». Portanto,, buscaram um sacerdote que lhes deu instruções gerais sobre a religião de Israel. . . Mas, eis o que diz a Escritura sobre eles: «temiam o Senhor e ao mesmo tempo serviam aos seus próprios deuses». . . A quem você está servindo? Essa é a questão; e há de ser ou a Deus ou às riquezas.
 
Por Martyn Lloyd 

Studies in tne Sermon on the Mount, ii. p. 94,5

“FINALMENTE, IRMÃOS, ORAI POR NÓS” – Um apelo em favor dos pastores

Por Alcir Moreno
O apóstolo Paulo fez um apelo claro e direto à igreja de Tessalônica: “Irmãos, orai por nós” (2 Tessalonicenses 3.1). Aprecio a simplicidade desse apelo. Foi proferido de forma emocionalmente branda. Você conhece a profunda necessidade que este apóstolo tinha da ajuda de Deus? “Em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigo de salteadores, em perigo entre patrícios, em perigo entre os gentios, em perigo na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez” (2 Coríntios 11.26-27).
Nós a percebermos, com mais veemência, em Romanos 15.30: “Luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor”. Temos aqui um grande homem. Ele possui grandes dons e experiências com Deus. É muitíssimo inteligente; é um valoroso guerreiro espiritual. É um instrumento escolhido por Deus. No entanto, faz um apelo por oração: “Orem por mim. Lutem comigo nas orações a Deus a meu favor”.
Por quê? Há duas razões:
1. Porque as coisas mais importantes no ministério cristão não podem ser realizadas pelo homem que confia em si mesmo.
  • “Não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os gentios à obediência” (Romanos 15.18).
  • “Pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo” (1 Coríntios 15.10).
  • “Se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo” (1 Pedro 4.11).
  • “Ora, o Deus da paz… vos aperfeiçoe em todo bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo sempre” (Hebreus 13.20-21).
2. Porque Deus estabeleceu o mundo de tal modo eu a transformação moral e os triunfos no ministério ocorrem por meio da oração.
a) transformação moral:
  • “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção” (Filipenses 1.9).
  • “Não cessamos de orar por vós… a fim de viverdes de modo digno do Senhor… frutificando em toda boa obra” (Colossenses 1.9-10).
  • “Orai, para que não entreis em tentação” (Lucas 22.40).
b) triunfos no ministério:
  • “Luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor, para que eu me veja livre dos rebeldes que vivem na Judéia, e que este meu serviço em Jerusalém seja bem aceito pelos santos” (Romanos 15.30-31).
  • “Orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada” (2 Tessalonicenses 3.1).
  • “Também por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho” (Efésios 6.19).
  • Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado; para que eu o manifeste, como devo fazer” (Colossenses 4.3-4).
Falo em benefícios de milhares de pastores. Pedimos humildemente: ore por nós. Que estes versículos sejam o seu guia. Imagine o que Deus pode fazer! Sonhe com os efeitos contagiantes em nosso país – durante muitas décadas. “Finalmente, irmãos, orai por nós”.
(Extraído do Livro “Provai e Vede” de autoria de John Piper, p. 141-143)

Fonte: www.aliancareformada.com

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O conhecimento de Deus na visão Calvinista (Leitura obrigatória)


Por Ricardo Castro

Sicut scriptum est...

Conhecer a Deus – isso é possível?! Surge outra pergunta, óbvia, talvez a primeira a se fazer: Deus existe? E surgem outras questões: Onde podemos buscar informações sobre a existência de Deus? Será que podemos realmente conhecer a Deus? O quanto de Deus podemos conhecer? E então, como resolver essas questões?

As “provas” racionais, tradicionais, da existência de Deus, arquitetadas por filósofos cristãos e não cristãos, são tentativas de analisar as evidências, especialmente as evidências da natureza, de modos extremamente cuidados e logicamente precisos, a fim de convencer as pessoas de que não é racional rejeitar a ideia de que Deus existe. São elas:

- O Argumento Ontológico: O homem tem a ideia de um ser absolutamente perfeito; que a existência é atributo de perfeição; e que, portanto, um ser absolutamente perfeito tem de existir.

- O Argumento Cosmológico: Cada coisa existente no mundo tem de ter uma causa adequada; sendo assim, o universo também tem de ter uma causa adequada, isto é, uma causa indefinidamente grande.

- O Argumento Teleológico: Em toda parte o mundo revela inteligência, ordem harmonia e propósito, e assim implica a existência de um ser inteligente e com propósito, apropriado para a produção de um mundo como este.

- O Argumento Moral: Há um senso humano do certo e do errado, e da necessidade da imposição da justiça; sendo assim, deve existir um ser superior que seja a fonte do certo e do errado e que vá algum dia impor a justiça a todos os homens.

- O Argumento Histórico (ou Etnológico): Entre todos os povos e tribos da terra há um sentimento religioso que se revela em cultos exteriores. Visto que o fenômeno é universal, deve pertencer à própria natureza do homem. E se a natureza do homem naturalmente leva ao culto religioso, isso só pode achar sua explicação num ser superior que constituiu o homem como um ser religioso.


Avaliando os argumentos acima, argumentos racionais, devemos atentar para o fato de que os cristãos não precisam deles. Todos esses argumentos se baseiam em fatos sobre a criação que são verdadeiros. Esses argumentos são provas válidas, porque avaliam corretamente as evidências e ponderam com acerto, chegando a uma conclusão verdadeira: de fato, o universo realmente tem Deus como causa, realmente dá provas de um planejamento deliberado, Deus realmente existe como ser maior do que qualquer coisa que se possa imaginar e ele realmente nos deu um senso do certo e do errado e um senso de que seu juízo virá algum dia e, há de fato em todos os povos vestígios de cultos e adoração a um ser superior. Assim, os fatos reais nessas provas, nos argumentos acima, são verdadeiros e nesse sentido as provas são válidas, ainda que nem todas as pessoas se convençam delas.

O pensamento reformado, calvinista, declara que certo é que não há como negar que há no espírito humano, por inclinação natural, certo senso da Divindade – o senso do divino (sensus divinitatis). Reconheçamos que certo é que há uma universalidade da ideia da existência de Deus e do sentimento religioso em todos os homens, não importando a nação e a época histórica. Não há nação tão bárbara, nenhum povo tão selvagem que não tenha impressa no coração a existência de algum deus. Assim, temos que reconhecer que há um senso da Divindade gravado no coração de todos os homens – até mesmo a idolatria nos serve de forte argumento a favor dessa ideia. Ninguém nasce ateu – essa é uma afirmação lógica, decorrente do que foi dito acima. O ateísmo, em última análise, resulta do estado moral pervertido do homem e do seu desejo de fugir de Deus. Mas, todos nós nos desviamos do único Deus verdadeiro e nos deixamos dominar por nossas enganosas imaginações. Porém, a falta de capacidade natural para obtermos o puro e claro conhecimento de Deus tem a causa em nós mesmos e, não temos desculpa, nós todos os homens. Não temos desculpa por andarmos extraviados e perdidos, pois todas as coisas nos mostram o caminho certo. Contudo, ainda que essa ignorância deva ser atribuída aos homens que, em sua maldade, corrompem logo a semente do conhecimento de Deus semeado em seu entendimento pelas admiráveis obras de Deus na natureza, impedindo-a de dar bom fruto, a verdade é que não somos suficientemente habilitados pelo simples e nu testemunho que as criaturas dão da grandeza de Deus.

Dirão alguns: a religião foi invenção de alguns poucos com a finalidade, sórdida, de controlar o povo simples e, a este povo, incitou a servir a Deus, com regras e preceitos ditados apenas para manter o controle, o domínio. Sem dúvida isso já ocorreu e ainda ocorre, mas tal ato só foi e é possível porque a ideia do divino já estava, e está, presente no espirito dos homens.

Mas volta-se a questão apresentada no início: Deus existe? Prove-se.

O conhecimento de Deus, conforme os reformadores, só é possível através da revelação especial, sob a influência iluminadora do Espírito Santo. Porém, o conhecimento completo e perfeito de Deus é impossível. Ter o conhecimento completo de Deus seria equivalente a compreendê-lo, e isto está completamente fora de questão: “Finitum non possit capere infinutum” – O finito não é possível conter o infinito. O homem pode sim obter um conhecimento de Deus perfeitamente adequado à realização do propósito divino na sua vida (na vida do homem).

Quanto a questão inicial, damos um sonoro sim: Sim, Deus existe. Não provamos, constatamos – pela fé. A tentativa de provar a existência de Deus ou é inútil ou é um fracasso. O cristão aceita a verdade da existência de Deus pela fé e esta última também é ação de Deus – somente depois que Deus implantou a semente da fé no coração do homem, é que ele pode exercer a fé. Assim, a fé é primariamente um dom de Deus, é um firme e seguro conhecimento do favor de Deus para conosco.

Deus, o criador do homem, ele mesmo transmite o conhecimento de si próprio ao homem. Se assim não fosse, Adão não o reconheceria como seu criador. O homem só pode conhecer a Deus na medida em este ativamente se faz conhecido. Assim, Deus é, antes de tudo, o sujeito que transmite conhecimento ao homem, e só pode tornar-se objeto de estudo do homem na medida em que este assimila e reflete o conhecimento a ele transmitido pela revelação. Sem a revelação, de Deus, o homem nunca seria capaz de adquirir qualquer conhecimento de Deus. E, mesmo depois de Deus ter-se revelado objetivamente, não é a razão humana que descobre Deus, mas é Deus que se descerra aos olhos da fé. Todo o conhecimento humano de Deus é derivado da sua auto-revelação na natureza e nas Escrituras. Esse é o pensamento calvinista, reformado.

Deus se revela ao homem – este é o princípio fundamental do conhecimento de Deus. E, há uma dupla revelação de Deus, sendo que tal fato é atestado pelas Escrituras: Deus se revela na natureza e na Bíblia. O método de revelação é natural quando esta é comunicada por meio da natureza – por meio da criação visível com suas leis e poderes ordinários. Já o método sobrenatural ocorre quando a revelação é comunicada ao homem de maneira mais elevada, sobrenatural, como quando Deus fala, quer diretamente, quer por meio de mensageiros sobrenaturalmente dotados. Há também outra distinção da revelação de Deus, ao homem: a revelação geral e a revelação especial. A revelação geral é dirigida de modo geral a todas as criaturas inteligentes e, portanto, acessível a todos os homens. Por sua vez, a revelação especial é dirigida a uma classe especial de pecadores, aos quais Deus quis tornar conhecida a sua salvação.

Ao afirmar que Deus se revela na Bíblia, ao homem, devemos atentar para o fato de que ela, a Bíblia, não foi escrita, ou tem a mínima intenção de provar a existência de Deus, na forma de uma declaração explícita, e muito menos na forma de um argumento lógico. Isso pode ser comprovado pelo primeiro versículo do primeiro capítulo do primeiro livro: Gênesis 1.1 – No princípio, criou Deus os céus e a terra. Tal declaração pressupõe que Deus existe, e que é o criador dos céus e da terra. Assim, a Bíblia pressupõe que Deus existe. Se houvesse o interesse em provar a existência de Deus, de forma lógica, a Bíblia não começaria com a afirmação “No princípio, criou Deus...”, e o último versículo da Bíblia seria: Então, comprovamos que Deus existe e é o criador de todo o universo e tudo o que nele há. Mas, ao nos convencermos de que a Bíblia é verdadeira, então sabemos com base nela não só que Deus existe, mas também muita coisa sobre sua natureza e seus atos. Enfim, o que podemos afirmar é que: Deus se revela, na Bíblia, ao homem. Mas, a Bíblia não é necessária para saber que Deus existe. Sem expandir esse assunto, consideremos os seguintes aspectos das Escrituras: A Bíblia é necessária para conhecer o Evangelho; A Bíblia é necessária para sustentar a fé espiritual; A Bíblia é necessária para o conhecimento seguro da vontade de Deus.

Podemos conhecer a Deus de um modo verdadeiro, porém não podemos conhecê-lo exaustivamente – podemos conhecer coisas verdadeiras sobre ele. Tudo, absolutamente tudo, o que as Escrituras falam sobre Deus é verdadeiro. Isso não implica ou exige que saibamos tudo sobre Deus e os seus atributos. Temos conhecimento verdadeiro de Deus com base nas Escrituras, ainda que não tenhamos conhecimento exaustivo. É importante perceber que conhecemos o próprio Deus, e não meramente fatos sobre ele ou atos que ele executa – as Escrituras afirmam isso. O fato de conhecermos o próprio Deus é demonstrado pela percepção de que a riqueza da vida cristã envolve um relacionamento pessoal com Deus. Conforme várias passagens bíblicas, temos privilégio bem maior do que o mero conhecimento de fatos acerca de Deus. Falamos com Deus em oração e ele fala conosco pela sua Palavra. Temos comunhão com ele na sua presença, entoamos seus louvores e temos consciência de que ele pessoalmente habita no meio de nós para nos abençoar.

Deus se revela, como dito anteriormente, também na natureza. Para onde quer que voltemos os olhos, não há o mais diminuto rincão do mundo em que não refulja ao menos alguma centelha da glória de Deus. Ninguém, realmente ninguém, pode de um relance contemplar a belíssima obra de arte universal em sua vasta amplitude e extensão, sem ficar, por assim dizer, estupefato ante a incomensurável riqueza do seu esplendor. No céu e na terra há incontestáveis demonstrações da maravilhosa sabedoria de Deus. Não há como atribuir a beleza, o equilíbrio e a organização do universo a um ato do acaso, mera casualidade. Somos, todos os homens, convidados a buscar um conhecimento de Deus que não se confunde com o conhecimento que gira em torno de vãs especulações; mas, sim, o conhecimento que é proveitosos e frutífero, desde que bem apreendido. Porque Deus se manifesta por suas obras poderosas. Não há, pois, melhor meio de buscar a Deus, não há processo mais eficaz para isso do que contemplá-lo em suas obras. Por suas obras, ele se aproxima de nós, torna-se mais familiar a nós e até se comunica conosco, ainda que alguns detalhes dos propósitos de Deus para o homem, só possa ser conhecidos por meio das Escrituras.

Finalizando: Deus existe e é possível conhecê-lo através da revelação de si mesmo que ele mesmo providenciou para nós, na natureza, nas Escrituras e na semente que ele implantou em todos os homens, semente essa que dá aos homens o senso da existência dele mesmo (a capacidade de saber que ele, Deus, existe e que é o nosso criador).

Sicut scriptum est...

Bibliografia utilizadas na construção deste artigo: 
- Teologia Sistemática (Louis Berkhof – Editora Cultura Cristã) 
- Teologia Sistemática (Wayne Grudem – Editora Vida Nova) 
- As Institutas, volume 1 (João Calvino – Editora Cultura Cristã) 


(Há, no artigo acima, várias compilações das obras acima, não havendo indicação por aspas ou referências. Minha intenção é incitar o leitor a pesquisar nessas obras e, assim lê-las.) 


Textos bíblicos sugeridos para consultas e estudos: 
- Rm 1.18 a Rm 2.29 ; Sl 19.1-6; 1Co 1.20-21; Jo 7.17; Sl 10.4; Sl 14.1; 1Co 2.6-16 

Fonte: www.blogdoibrahim.blogspot.com

O Espírito Santo Como Consolador

João 14.16-18; Atos 19.1-7; Romanos 8.26,27; Gálalas 4.6
Em seu ensino no Cenáculo, pouco antes de sua morte, Jesus falou longamente sobre Espírito Santo. Ele disse: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador” (Jo 14.16). A palavra Consolador às vezes é traduzida como “Ajudador” ou “Conselheiro”; ela se deriva do termo grego paracleto.
A primeira coisa que notamos nesta passagem é que Jesus promete ou­tro “Parácleto” ou “Ajudador”. Para Jesus dizer que o Espírito Santo seria outro Ajudador, teria de haver um primeiro Ajudador antes do Espírito. O Novo Testamento identifica claramente este primeiro Ajudador, ou Parácleto, como o próprio Jesus. João escreve: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Je­sus Cristo, o Justo” (1Jo 2.1).

O título Advogado, dado a Jesus neste texto é outra tradução da palavra grega parácleto. Vemos então que Jesus é o primeiro Parácleto e em sua partida deste mundo ele ora para que o Pai providencie outro Parác1eto em sua ausência; o Espírito é enviado para ser o substituto de Cristo; ele é o supremo vigário de Cristo na terra.
No mundo antigo, um parác1eto era alguém convocado para dar assis­tência legal num tribunal. O Espírito Santo, ao cumprir este papel, desempenha mais de uma tarefa. Uma delas é o auxílio que ele presta ao crente quando este se dirige ao Pai. Paulo escreve à igreja de Roma:
Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraque­za; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos. (Romanos 8.26,27).
O Espírito Santo também ajuda o crente a enfrentar o mundo. Ele fala em nosso favor quando enfrentamos os conflitos, conforme Jesus promete em Mar­cos 13.11. O Espírito nos defende contra o mundo, convencendo-o do pecado. Ele opera em defesa do justo contra os ataques dos ímpios.
O conceito de Parácleto inclui também o papel de Consolador, o qual tem dois aspectos: o Espírito é a terna fonte de conforto para o crente ferido, abatido e aquele que tem sido abalado pela tristeza. O segundo aspecto é igual­mente importante. A palavra Consolador em sua derivação latina significa “com energia”. O Espírito vem a nós quando estamos precisando de poder. Ele nos capacita com coragem e ousadia. Como Consolador, ele consola e dá ousadia, para que em Cristo sejamos mais que vencedores (Rm 8.37).

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Fonte:
Verdades Essenciais da Fé Cristã, R.C. Sproul, Ed. Cultura Cristã, 2º Caderno, cap. 6, pág.20,21.

Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O que é um evangélico?

Então vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio, entre os que servem a Deus e os que não o servem. Ml 3:18
A religiosidade está em alta. E a griffe evangélico mais em evidência do que nunca. Aliás, nunca foi tão chic ser evangélico e “gospel” dá status. O resultado é uma confusão tamanha que para fugir dela alguns chegam a dizer “não sou evangélico”. Mesmos sendo. Vamos tentar nos encontrar no meio desse emaranhado que se tornou o cristianismo protestante. Vamos tentar enxergar alguns pontilhados que sirvam de linhas divisórias.
A primeira divisão a ser feita é entre ateus e teístas. Ateu é aquele que a Bíblia chama de tolo por pensar que "Deus não existe" (Sl 14:1). Por comparação, o teísta é o que admite a existência de Deus, por entender que “quem dele se aproxima precisa crer que ele existe" (Hb 11:6). Equilibrando-se entre esses dois extremos temos os deístas, existindo em duas formas, uma ateísta e outra teísta. O deísmo ateísta confia nas forças da natureza, o deísta crê num poder acima da natureza, mas não o identifica como o Deus que se revela dos cristãos ou o de nenhuma outra religião. E necessário dizer que muitos que se dizem cristãos evangélicos são deístas na prática.

Entre os teístas, precisamos diferenciar os cristãos dos pagãos. Os pagãos são os que adoram um ou vários deuses diferentes do Deus da Bíblia. Temos um exemplo neotestamentário nos atenienses: “Então Paulo levantou-se na reunião do Areópago e disse: "Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos, pois, andando pela cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um altar com esta inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO” (At 17:22-23). Idólatras ou politeístas, os pagãos diferem dos cristãos pois estes reconhecem que “o Senhor é Deus em cima nos céus e embaixo na terra. Não há nenhum outro” (Dt 4:39).

Apesar do exclusivismo cristão, no que se refere ao deus vivo, há várias ramificações dentro do cristianismo e uma linha divisória principal pode ser traçada separando o catolicismo romano do protestantismo bíblico. A qualificação bíblico para protestantismo é necessária pois muitos evangélicos, ditos protestantes, são tão ou mais supersticiosos que um romanista medieval. Vejamos alguns pontos distintivos do protestante identificado com o cristianismo bíblico.

A primeira diferença está na regra de fé, ou dizendo de outro modo, a fonte de autoridade. O romanismo recorre à autoridade do papa e da tradição, as quais são necessárias para validar a autoridade da Escritura. O protestantismo nominal recorre a apóstolos modernos e líderes carismáticos, além de profecias não julgadas, para nortear a sua conduta e para definir quais partes da Bíblia se aplicam à sua vida. A uns e outros aplica-se a repreensão de Jesus: “Assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram. E fazem muitas coisas como essa" (Mc 7:13). Já um cristão evangélico reconhece a Escritura como sua única fonte de fé, prática cúltica e conduta civil. Todas as demais autoridades à que se sujeita, o faz somente na medida em que reconhece que ela deriva e concorda com o que a Bíblia ordena, colocando-se sob o dever de discordar e desobedecer a qualquer autoridade que queira constranger sua consciência contra a Bíblia Sagrada, pois crê que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2Tm 3:16-17).

Outra distinção a ser feita é quanto à fonte da salvação. O romanismo advoga a capacidade humana de, pelo menos, cooperar com a graça, enxergando no homem capacidade para tal. De igual modo, o evangélico popular presume que o homem tem livre-arbítrio que o capacita a aceitar por si mesmo a Cristo. Dessa forma, para ambos, o homem é capaz de iniciar e/ou complementar a operação da salvação, seja atraindo ou cooperando com a graça. O cristianismo bíblico, por sua vez, crê que o homem está completamente morto em pecados e como tal é incapaz de se preparar ou de cooperar com a obra da graça para a sua salvação. Para estes, a salvação é totalmente de Deus, do início ao final, com tudo mais que vem no meio: “Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos” (Ef 2:4-5).

Quanto aos instrumentos que Deus usa para salvar, também há divergência entre os evangélicos bíblicos e os demais. Os católicos romanos acreditam numa combinação de fé e obras para a salvação. Os evangélicos nominais, embora neguem a necessidade de obras, admitem que é necessário “colocar a fé em prática”. E a prática consiste de sacrifícios, legalismo e o uso de artifícios supersticiosos, como o uso de fórmulas ou rituais para obter o favor de Deus, especialmente relacionado à prosperidade, saúde e reconhecimentos social. Os cristãos genuínos aceitam a intrumentalidade da fé somente, pura e simples. “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2:8-9), é o que afirmam e vivem, sabendo que é “Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele” (Fp 2:13).

Essa dependência exclusiva da fé por parte dos evangélicos bíblicos tem a ver com a causa da nossa salvação. No catolicismo, a salvação se baseia no mérito. E quando há mérito excedente, por obras de supererrogação (que vão além do dever), esses méritos são administrado pelo papa, que assim pode vender indulgências. Evangélicos nominais confiam na mediação de seus líderes ou em pontos de contato, para que obtenham favores divinos. Os cristãos bíblicos rejeitam a intercessão de santos falecidos, a mediação de qualquer homem e o recurso a qualquer fórmula ou objeto, recorrendo e confiando unicamente nAquele que disse "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (Jo 14:6), sabendo que “não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos" (At 4:12), além do nome de Jesus.

Os pontos anteriores levam a uma distinção final entre os verdadeiros evangélicos e aqueles que apenas usam o nome. Trata-se de a quem é dada toda glória. O romanismo cultua aos santos, especialmente a Maria, além de Deus. Embora tente estabelecer uma diferença teórica entre culto de latria, superlatria e dulia, tal tentativa falha em todo aspecto prático. Evangélicos nominais veneram celebridades gospeis, exaltam apóstolos modernos e rendem tributos a homens, dividindo com eles uma glória que é devida unicamente a Deus. Cristãos genuínos, embora dêem graças a Deus por levantar e usar homens e mulheres, reconhecem que Ele o faz para Sua própria glória, e assim rendem louvor unicamente ao seu nome, pois ouvem-no dizer "Eu sou o Senhor; esse é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem a imagens o meu louvor” (Is 42:8) e respondem “Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e por tua fidelidade!” (l 115:1).

Em conclusão, é necessário dizer que todas essas diferenças são exteriores ou manifestas. E podem ser simuladas por simples assentimento intelectual ou aparência de conformidade exterior. Por isso o texto diz “vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio” (Ml 3:18). Pois a verdadeira diferença não pode ser percebida pelo homem, precisando ser revelada por Deus, em momento oportuno: quem é salvo e quem não é. Deus determinou um dia, quando Seu Filho porá à sua direita os que salvou e à sua esquerda os que perecerão, ainda que pensassem estar a serviço dEle. "Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo” (Mt 25:34) e “Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos” (Mt 25:41).

Assim, antes e acima de qualquer diferença visível ou aparente, o que realmente importa é: você está salvo? Se ainda não creu na pessoa de Jesus e não depositou toda a sua confiança em Sua obra para sua salvação, então você está perdido. Arrependa-se de seus pecados e creia nEle para sua salvação, nesta vida e para sempre!

Soli Deo Gloria
Clóvis Gonçalves é blogueiro do Cinco Solas e 5 Calvinistas

FONTE: www.5calvinistas.blogspot.com

SERMONÁRIO DO MISSIONÁRIO VERONILTON PAZ (IPB, SITIO SERROTE)

TEXTO: GÊNESIS 5.24

TEMA: O QUE É ANDAR COM DEUS?

  1. É TER COMUNHAO COM DEUS. MATEUS 22.37
A)    ORAÇÃO. I TESSALONICENSES 5.17

B)    BÍBLIA. JOÃO 5.39

C)    TESTEMUNHO. ATOS 9.21

  1. É TER COMUNHÃO COM PRÓXIMO. MATEUS 22.38
A)    FAMÍLIA. I TIMOTEO 5.8

B)    IGREJA. HEBREUS 10.25

C)    AMIGOS. PROVÉRBIOS 17.17; 18.24

Pregada na Congregação Presbiteriana do Sítio Serrote, Monteiro-PB. 

CONTATO DO MISSIONÁRIO (083) 9679-0574,  3351-1582 (TRABALHO)

ESBOÇO DO SERMÃO DOMINICAL DO REV. ALTINO JUNIOR (IPB-MONTEIRO-PB)


 DATA: 04/09/2011

 LOCAL: TEMPLO LOCAL

 RUA: PREFEITO INÁCIO JOSÉ FEITOSA, 339.

 TEXTO: I SAMUEL 17

 INTRODUÇÃO:
Existe uma mitologia a famosa história de Tróia, onde Agamenon propõe a seu irmão Menelau um duelo, dali surge Aquiles, Ágil, valente e enfrenta seus inimigos. Davi enfrenta Golias que era superior em força e agilidade, mas Davi tinha o Senhor dos Exércitos com ele e venceu com uma pedra o gigante, hoje não enfrentamos gigantes literais, mas enfrentamos gigantes que tentam nos fazer cair, provas que muitas vezes parecem invencíveis aos nossos olhos humanos. Para vencer os gigantes precisamos enfrentar alguns opositores, que quero falar sobre tema abaixo:

TEMA: COMO VENCER GIGANTES?

1.      ENFRENTAR O GRUPO DOS MEDROSOS. V. 11,24

2.      ENFRENTAR O GRUPO DOS CRÍTICOS. V.28

3.      ENFRENTAR O GRUPO DOS ARROGANTES. V.28B

4.      ENFRENTAR O GRUPO DOS OESIMISTAS. V.33

5.      LIDAR COM O TEMPO. V.32-37

a)      RELEMBRAR A PROVIDENCIA DE DEUS NO PASSADO. V.34,35

b)      TEM ANIMO NO PRESENTE. V.32

c)      CRÊ NA PROVISÃO FUTURA DE DEUS. V.37

APLICAÇÃO:
Oração pelos irmãos com desafio a confiar no Senhor e esperar na sua provisão soberana.

A 2ª parte da mensagem continua no domingo dia 11/09/2011 
Contatos: (083) 9971-3610