quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Presbitero e Missionário Veronilton Paz da Silva Apresenta Resenha na UEPB sobre Livro da Linguista Roxane Rojo e Fica com Nota 9,5

Veja o Conteúdo da Resenha Abaixo:
  
Universidade Estadual da Paraíba
  Campus VI – Poeta Pinto de Monteiro
Curso de Licenciatura Plena de Letras – Língua Portuguesa
Disciplina: Prática Pedagógica II
Professor: Paulo Vinicius
Aluno: Veronilton Paz da Silva
     
ROJO, Roxane. Letramentos Múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.
          Este trabalho é baseado na obra Letramentos múltiplos, escola e inclusão social de Roxane Rojo, doutora em lingüística aplicada ao ensino de línguas pela PUC – SP, professora do curso de letras e do programa de pós – graduação em lingüística aplicada do IEL/UNICAMP, onde é chefe do departamento de lingüística aplicada (DLA), fez pós – doutoramento na Universidade de Genebra, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, setor de Didática de Línguas. Tem se dedicado às questões de política da educação lingüística, por meio de pesquisas, assessorias, consultorias e projetos desenvolvidos junto a entidades políticas e privadas, nos âmbitos municipal, estadual e federal. Atualmente participa da avaliação do livro didático de língua portuguesa do PNLD, como coordenadora dos trabalhos da equipe paulista de avaliação. É organizadora dos volumes Alfabetização e letramento: Perspectivas lingüísticas; A prática de linguagem em sala de aula: Praticando os PCNs; Livro didático de língua portuguesa: Letramento e cultura da escrita; ajudou na tradução do livro Gêneros orais e escritos na escola, pesquisadora e colaboradora do CNPq.
          A obra é dividida em seis capítulos e mais outros pontos, ordenados da seguinte forma: I - O insucesso escolar no Brasil do século XX – Um processo de exclusão social; II - Letramento escolar, resultados e problemas – O insucesso escolar no Brasil do Século XXI; III - Letramentos da população brasileira – Alfabetismo funcional, níveis de alfabetismos e letramentos; IV - Alfabetização – O domínio das relações entre os sons da fala e as letras da escrita; V - Alfabetismos - Desenvolvimento de competências de leitura e escrita; VI - Letramentos – Práticas de letramentos em diferentes contextos; referências bibliográficas e anexos.
         Aqui trataremos a partir do segundo capítulo que traz dados recentes no Brasil sobre capacidades de leitura, escrita e letramentos escolares mostrando que alunos são avaliados por órgãos nacionais e internacionais de avaliação (PISA, ENEM, SAEB), expõe que a população conquistou o acesso ao ensino, ainda não conquistou, entretanto, a escolaridade de longa duração, isso alude ao fracasso e exclusão escolar traduzido em reprovação, evasão, e parcos resultados de aprendizagem, conhecimento e letramentos que o ensino em geral tem alcançado no Brasil, faz um questionamento critico construtivo para levar-nos a refletir sobre o porquê de alunos com uma longa escolaridade e desenvolver capacidades leitoras tão limitadas. De quem seria a culpa? Onde estaria o erro? Encerra com uma atividade de análise de capacidades leitoras de alunos de ensino médio a partir dos descritores de desempenho.   
          No terceiro capítulo a autora leva questiona o leitor sobre os letramentos que os brasileiros apresentam dentro e fora da escola. Como a escola poderia ampliar estes conhecimentos? Leva o leitor a conhecer eventos e praticas de letramentos, experimentar e refletir sobre conceitos de alfabetização, alfabetismo, alfabetismo funcional, letramento, como atualizar-se em relação aos índices recentes de alfabetismo funcional e letramentos da população brasileira em geral; o acesso aos impressos está mais democratizado e a população possui acesso a outros letramentos que não se aprende necessariamente na escola, apresenta ainda implicações para escola: A escola da forma como popularizou os impressos, deve se preocupar com acesso a outros espaços valorizados de cultura como museus, bibliotecas, teatros, espetáculos e outras mídias como do tipo analógicas e digitais; deve rever suas praticas de letramentos, uma vez que os resultados tanto escolares como alfabetismo da população são elitizados e insuficientes para a grande maioria da população, apresenta que a escola como agencia cosmopolita deve estabelecer a permeabilidade entre as culturas e letramentos locais/globais dos alunos e a cultura valorizada como um possível caminho para a superação do insucesso escolar e da exclusão, apresenta atividades para identificar eventos e praticas de letramentos.    
          No quarto capitulo retoma alguns aspectos dos capítulos anteriores como no primeiro sobre o acentuado fracasso escolar dos meios populares nos últimos séculos; no terceiro sobre o conceito de alfabetização e o que ela leva o aluno a fazer, ou seja, conhecer o alfabeto, mecânica da leitura/escrita e ser alfabetizado. O leitor aprenderá um pouco sobre a história da escrita alfabética desde a época das cavernas, passando por fenícios, gregos, latinos e aramaicos, árabes e indianos. Fala sobre os conceitos de as letras e suas regularidades que Moraes chama de: Regulares contextualizadas, definido no contexto da palavra ou da sílaba em que ocorrem como rr, ss, m antes de p e b; regulares morfológico – gramaticais, definidas por aspectos ligados a morfologia, não envolve fonemas, mas morfemas. Apresenta que alfabetização se comparado ao alfabetismo se resume na construção do conhecimento  sobre os sons e as letras, mas não é tão simples assim e exige longo trabalho de construção por parte dos alunos e de ensino pelos professores, por isso muitas obras foram criadas sobre  o melhor método de ensino da alfabetização, antes no Brasil pensava-se que tratava-se apenas de associação de uma letra a um som,  a criança já tendo esta habilidade já podia grafar, isto fez a escola ensinar do mais simples ao mais complexo, obtendo resultados equivocados, tardios e artificiais. Traz exercícios sobre a analise do texto da criança em termos de ortografização. 
          No quinto capitulo Rojo trata mais profundamente sobre os níveis de alfabetismo e o diferencia de letramento, faz uma discussão das competências e habilidades de leitura, em seguida de escrita. Relata que ler na segunda metade do século XX era visto como decodificação, mas através das pesquisas e estudos verificou-se num primeiro momento que não seria só decodificação, mas cognição, compreensão de mundo, práticas sociais e conhecimentos lingüísticos, posteriormente passou-se a ver o ato de ler como uma interação entre o leitor e o autor, ainda tratou sobre as capacidades de compreensão que são: Ativação de conhecimentos de mundo prévios à leitura ou durante o ato de ler; antecipação ou predição de conteúdos ou de propriedades dos textos, por hipóteses levantadas pelo leitor sobre o conteúdo do trecho seguinte; checagem de hipóteses ao longo da leitura, confirmando ou desconfirmando-as; localização ou retomada de informações na leitura em outras fontes; comparação de informações ao longo da leitura do texto ou de outros textos; generalização, síntese resultante da leitura realizada; produção de inferências locais em lugar de palavras desconhecidas; produção de inferências globais, a leitura pode ir além do texto. Critica a leitura escolar que segundo ela parece ter parado no início da segunda metade do século passado, ainda critica os equívocos das praticas de leitura adquiridas e definidas como dom, texto literário como modelo padrão, desenvolver temas como o foco principal, o aluno deve ser guiado e não incitado, avaliação com correção gramatical, regras ou rotinas pré – dadas. A autora informou ainda que as matérias retórica, poética e gramática fundiram-se na disciplina português, que a profissão de professor antes era elitizada, mas começou a desprestigiar-se e perder autonomia, ainda trata que a  formação do aluno tem como alvo principal a aquisição de competências e habilidades, preparação cientifica  e capacidade para utilizar tecnologias. Este capítulo ainda apresenta exercícios para verificar capacidades de leituras e produção de texto.  
          No último capítulo ela fala retoma autores como Soares, Kleiman citando do primeiro que letramento envolve habilidades individuais e práticas sociais ligadas à leitura e escrita dos indivíduos em seus contextos sociais e da segunda fala dos diversos agentes de letramento fora a escola, como igreja, família, rua, local de trabalho que apresentam letramentos diferentes. Ainda apresenta tipos de letramentos como leitura em sala de aula, frase de vendedor de balas lido pelos compradores, uso de caixa eletrônico para retirar dinheiro ou comprar, toques e frases ditas em terreiro de umbanda que vira projeto de pesquisa acadêmica, retoma mais uma vez Kleiman para dizer que o conceito de letramento nos meios acadêmicos visavam destacar as competências individuais no uso e prática da escrita, ainda trouxe à baila que o termo alfabetismo funcional foi criado nos Estados Unidos e passou a ser utilizado para designar  a capacidade de leitura e escrita para fins pragmáticos em contextos próprios em contraposição a concepção tradicional acadêmica. Para a autora o letramento busca recobrir os usos e praticas sociais de linguagem que envolvem a escrita de uma ou outra maneira sejam valorizados ou não, locais ou globais em contextos diversos como: Família, igreja, mídias, numa perpectiva sociológica, antropológica ou sociocultural. Traz os novos estudos de letramento voltados em especial para os letramentos locais ou vernaculares, não valorizadas ou pouco investigadas. Além disso o mundo está em transformação e os letramentos precisam acompanhar, por outro lado a escola, em especial, a pública mudou com o ingresso de alunos e professorado das classes populares nas escolas públicas criando um conflito entre práticas letradas valorizadas e não valorizadas, traz ainda gráficos apresentando as culturas locais, escolares e valorizadas. Apresenta atividades com sobre letramentos dominantes e dominados e outra sobre um samba enredo sobre a cultura regional do Brasil.
          Esta obra é excelente, pois a escola brasileira está necessitando romper com vários preconceitos com relação a letramento, alfabetização e afins, incitando o aluno a ter saberes diversos e acesso a vários métodos que não estão necessariamente na escola, mas que fazem parte do cotidiano dos alunos e podem muito bem ser usados pela escola para melhorar seus conteúdos nestes assuntos tratados nesta obra.
          Esta obra é indicada para todos os professores de língua portuguesa do Ensino Fundamental e Médio da rede estadual e municipal de Monteiro-PB, bem como alunos de pedagogia e letras da UEPB, ainda para cientistas da linguagem e todo aquele que pretenda transmitir conhecimentos nas áreas de letras e afins.
        Resenhado por Veronilton Paz da Silva, bacharel em Telogia pelo ITG, aluno do 3° Período de Licenciatura em Letras – Língua Portuguesa na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).    

Por que idolatro pastores e artistas gospel


 
Por Maurício Zágari

É inegável o fenômeno que existe hoje em dia na Igreja brasileira da idolatria a certos pastores ou artistas. Os que os idolatram vão dizer que não, que apenas os admiram, tomam como exemplo ou coisa parecida. Mas se você for analisar a fundo o relacionamento de multidões com essas figuras verá que os idólatras de celebridades gospel têm uma coisa em comum: põem o objeto de sua idolatria acima do bem e do mal: não admitem que os critiquemos, não admitem que se discorde deles, se alguém fala algo contrário ao que os tais dizem seus fãs partem numa defesa altamente aguerrida de seus ídolos e aquilo que os ídolos dizem torna-se lei para eles. Então pode-se usar a semântica e jogos de palavras para se negar o fato, mas a verdade é que sim: esse comportamento denuncia o bom e velho pecado da idolatria. Só que praticado por cristãos no que se refere a outros seres humanos.

Tendo ficado claro isso, passamos à pergunta: por que existe essa idolatria? Vamos refletir um pouco sobre essa questão. Espero que ao final desse texto você possa olhar para dentro de si e, se for o caso, se perguntar "Afinal, por que idolatro pastores e artistas gospel?". E, ao ver o absurdo bíblico que é isso, mude de comportamento e passe a enxergar tais pessoas pecadoras como elas são: pessoas pecadoras, como eu e você. E se identificar erros em seus ensinos, letras de música, comportamentos ou teologias, possa abandonar aquilo que transmitem e buscar a sã doutrina em outros arraiais.
 
A primeira explicação dessa idolatria é a mais triste de todas: falta de intimidade com Deus. Muitos começam a frequentar a igreja (convertidos ou achando que foram convertidos) e passam a cumprir a cartilha tradicional de comportamento cristão (vão aos cultos, ouvem só "música cristã", usam jargões da igreja, assumem um visual de crentes, colam adesivos com versículos bíblicos no automóvel, entre outras coisas) e por isso acham que estão vivendo a fé em sua plenitude. Mas, infelizmente, apesar de cumprir todos esses itens, não têm intimidade com Deus. De fato não o conhecem. Conhecem superficialmente a Bíblia, a entendem puerilmente, pouco ou nada oram fora da igreja ou nas comunidades eclesiásticas que frequentam, não praticam disciplinas espirituais e, por isso, não desenvolveram um relacionamento íntimo com Jesus. Sua relação é superficial.

Com isso, por não conhecer Deus profundamente, praticam o que Freud chamou de "transferência": transferem para certas pessoas a imagem que têm do que seria Deus em sua opinião. É comum isso acontecer com novos convertidos e seus pastores: os sacerdotes são vistos como o que há de mais divino. É por isso, por exemplo, que, quando um néscio vê um pastor num mau dia, se decepciona com a igreja e se desvia ou desigreja: não entende que o pastor não é Deus e que o Senhor não tem culpa se um sacerdote - tão humano como eu e você - o decepciona.

O mesmo ocorre com artistas. O irmão sem intimidade com Deus vê aquela pessoa no palco com toda a  aparência de devoção, levantando as mãos, falando em tom de voz choroso entre as músicas frases feitas de louvor a Deus, clichês de "ministração" que sabem que dá certo, apertando os olhos...parecem estar em alfa. E pensam: "Esse aí é de Deus!". Muitas e muitas vezes é apenas uma forma teatral de se apresentar, sem nenhuma devocionalidade real, mas o irmão sem intimidade com o Altíssimo aplica o processo inconsciente de transferência e passa a enxergar naquele cantor ou cantora o supra sumo do que seria a santidade. Passa a deificar tal pessoa. E aí já era: diga-se qualquer verdade desabonadora sobre tal celebridade que os olhos, ouvidos e coração do fã estarão blindados e lacrados para isso. Afinal, ninguém admite que se critique seus ídolos: sejam eles de gesso ou de carne e osso.
 
A segunda explicação é: a cultura de celebridadesstar system em que vivemos. Esse fenômeno é milenar. Muitos vinham de longe para estudar com Platão ou Aristóteles, na Grécia Antiga. Muitos eram fãs de seus gladiadores prediletos nas lutas do Coliseu. E assim foi, ao longo dos séculos, até que Hollywood soube explorar a tendência natural dos humanos em deificar outros para faturar seus milhões. A indústria do cinema, visando ao lucro, criou o chamado (algo como "sistema de astros"), que funciona muito bem, obrigado, até hoje. Tem como forma de agir promover atores e diretores para que o público se torne seus fãs e passe a assistir a um filme não pela história ou outra razão qualquer, mas apenas porque seu astro preferido está atuando. Você mesmo, quantas vezes não assistiu a um longa-mertragem porque "é o mais recente filme de George Clooney" ou "a nova produção de Steven Spielberg"?

E os cristãos não estão isentos disso, pois são humanos. Então têm a tendência natural de fidelizar-se a certos indivíduos. No meio artístico isso é visibilíssimo: basta você criticar a cantora que rasteja como um  leão no palco ou que vai a programas de TV em emissoras anticristãs para vender mais CDs e logo multidões de fãs ardorosos daquela semideusa partirão com dentes e unhas afiados contra você, em defesa daquela que "afinal, está fazendo alguma coisa" ou que "prega o Evangelho a tempo e fora de tempo". São tão cegos em sua idolatria que não conseguem nem ao menos cogitar que aquela diva pode muito bem estar fazendo aquilo só pra faturar uns bons trocados. Esse é um dos males da idolatria: ela cega os idólatras.
 
Com pastores e teólogos idem. É só você se tornar fã de uma dessas celebridades que não adianta nada alguém mostrar por A+B que o que ele ensina é heresia ou que suas motivações são mercadológicas ou escusas: o idólatra de pastores não te ouvirá. Em São Paulo há um pastor que usa mais poesia que Bíblia para pregar, que chamou os irmãos calvinistas de "malditos", que rompeu com o movimento evangélico mas continua assinando seus artigos com um dos 5 solas dos evangélicos (Soli Deo Gloria), que afirma que Deus abriu mão de sua soberania e criou sua tresloucada Teologia Relacional, que elogia Rudolf Bultmann (teólogo que afirmou que a Bíblia é um aglomerado de mitos), que é a favor do casamento gay e que recentemente soltou a última pérola: Jesus não é o único caminho para o Céu. A vontade que dá é pedir pelo amor de Deus que alguém ponha uma silver tape em sua boca, de tão herege que ele se tornou, mas sua legião de seguidores idólatras o defende furiosamente (afinal ele fala de amor e é tão poético!) e estão cegos para as doutrinas de demônios que ensina.
 
Há o cavalheiro que coordena a pós-graduação de uma faculdade em São Paulo e que tuíta coisas tão lindas! Mas diz que Deus não controla forças da natureza, que isso é um conceito grego e não cristão, afinal o Evangelho "é relacional". Meu Deus, quantos alunos esse homem não está estragando! Seu liberalismo teológico satânico vem influenciando os incautos da internet, que replicam furiosamente seus escritos heréticos. Soube que até a revista Cristianismo Hoje vai entrevistá-lo. Meus Deus...

Há o pastor que caiu em adultério, não se arrependeu, casou-se com uma terceira e obviamente não recebeu a bênção da Igreja por sua conduta - e começou a usar a web como seu púlpito principal, arrebanhando em especial os jovens que não viveram a sua época de ouro e não viram o que ele era e no que se tornou. E suas bobagens, como que não precisamos mais dar dízimo (algo que o sustentou muitos anos enquanto era pastor presbiteriano mas que agora que é um desigrejado condena, vingativamente), contaminam suas multidões de idólatras. Chama pastores sérios, homens de Deus, de "bundões" em seu programa de web, mas diz que ensina o caminho da graça. Sua postura, porém, é a coisa menos graciosa que há. Mas é o ídolo dos revoltados e dos desigrejados.

Há o herege mais terrível da TV evangélica, o telepastor com problemas graves de domínio próprio que em seu programa de TV grita, esbraveja, vende os produtos de sua editora e cospe em berros contra os que o criticam. Ensina a demoníaca, antibíblica e anticristã Teologia da Prosperidade. Mas tem batalhões de seguidores, que o idolatram cegamente, diga você o que diga. Promoveu a unção diabólica dos 900 reais, coisa que bastaria para afundar o ministério de qualquer pastor que tivesse seguidores pensantes, mas como é ídolo de massas que não pensam e se ajoelham perante qualquer absurdo que ele proponha, sai incólume de suas propostas bizarras e infernais. Resultado: a compra de um jato particular e passeios de limusine (fotos). Para o Reino de Deus? Nada. Outro dia fui a um casamento em uma igreja da denominação a que ele pertenceu antes de fundar a sua própria e ouvi de membros que ali estava sendo imitado o que ele faz pois, afinal, "dá certo". Quase chorei quando escutei isso.

Há os mais conhecidos neopentecostais, com suas emissoras de TV, seus exorcismos, sua guerra por dizimistas e suas heresias. Mas sobre esses você já sabe tudo. Os mais conhecidos começaram a caminhada de fé numa igreja séria, a Igreja Cristã Nova Vida, e quando propuseram ao seu líder, Bispo Roberto McAlister, que os deixassem fazer na denominação um culto nos padrões dos que fazem hoje e ele não concordou abandonaram a denominação e fundaram sua própria igreja. Virou esse império do mal que é hoje - e ainda o pobre Bispo Roberto ficou conhecido, sem culpa, como o "pai dos neopentecostais". Mas é um império com milhares de seguidores que dizem amém a qualquer campanha doida que seu ídolo bispo (ou missionário ou sei lá mais o quê) proponha. E seus clones estão seguindo pelo mesmo caminho.

Há outros de menor expressão, mas sempre sobrevivendo sob o mesmo conceito: idolatria de pessoas sem intimidade com Deus, entregues a um sistema que deifica homens e faz deles celebridades e, assim, enchem seus bolsos, destilam seu veneno herético e arrebentam homens e mulheres que tudo o que buscam... é o Evangelho simples de Jesus Cristo.

Sobre os artistas é até difícil falar. Tem o que saiu da sala da diretora da gravadora berrando palavrões porque não conseguiu o contrato como queria. Tem a ídola (não tem "bispa"? Então por favor permita-me inventar essa palavra) teen, que se atraca com músicos nas madrugadas de gravação de seus CDs "ungidos". Tem a famosa cantora devassa que faz apelos de altar magníficos em seus shows. Tem os ministérios que se prostituem com empresas do mundo. Tem de tudo, meu irmão, minha irmã.

E o que mantém essa máquina funcionando? Idolatria.

Querido, querida, sei que você deve estar de queixo caído por coisas que escrevi aqui. E que caia. Porque a coisa está feia. Quando você diz no seminário em que dá aula há anos que a unção dos 900 reais é demoníaca e é repreendido pela direção da instituição por ter dito isso...é porque o sistema está falido mesmo, como diz Walter Mcalister no livro "O Fim de Uma Era". Levantamos bezerros de ouro e amamos! Olhamos para homens de carne e osso, mulheres normais e achamos que eles são ungidíssimos, santíssimos e que veem Deus face a face. Mas mal sabemos nós a podridão dos bastidores.
 
Precisamos olhar para Deus. Olhe para Deus. Basta de ficar deificando homens. Basta dessa idolatria cega, que tem destruído vidas e afastado multidões do caminho da vida eterna. Não dê ouvidos a essas vozes que têm aparência de piedade mas por dentro são sepulcros caiados. Chega dos poetas. Chega dos artistas. Chega dos telepastores. Chega dos vaidosos, gananciosos e lobos em pele de cordeiro. Vamos voltar à simplicidade. Abandone a fama - e os famosos. Entenda, meu irmão, minha irmã: ser famoso não quer dizer absolutamente nada. Não torna biblicas as heresias que o famoso diz. Não torna suas ideias cristãs. Celebridade não é atestado de correção bíblica, de boas intenções ou de vida com Deus. Se fosse assim, todo participante do Big Brother Brasil seria o mais santo dos homens. Muitos famosos que falam lindamente sobre amor, a fé e a graça ensinam doutrinas tão demoníacas que chega a ser difícil crer que alguém que passou por um processo sólido de discipulado acredite em suas loucuras. Esqueça os outros. Olhe para a sua vida. Quem você idolatra? Que sacerdote famoso você não admite que critiquem? De quem são as ideias e teologias que você vive repetindo, retuitando ou compartilhando nas redes sociais? Que cantor ou cantora "gospel" você põe acima do bem e do mal? De quem são os shows que você "não pode perder"?

Conseguiu detectar? Agora, faça um favor a sua alma: esqueça essas pessoas... e olhe somente para a Cruz. Olhe para a Cruz e chore pelo estado calamitoso que vive a Igreja brasileira, cheia de ídolos e idólatras. Se você estiver entre os idólatras, irmão, irmã, comece a fugir dos bezerros de ouro e prostre-se aos pés do Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo. Com simplicidade, sem raio laser, sem púlpitos nababescos, sem máquina de fumaça, sem dançarinas no palco ou videocasts charmosos na Internet.

Pois tudo o que importa é um homem pregado numa Cruz, pingando sangue, dor e amor por você.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Fonte: Apenas
 

O Espiritismo "é racional"? (Rev. Júlio Andrade Ferreira)

"Quanto à doutrina espírita basear-se num conjunto de idéias muito bem sistematizado, sendo, portanto, passível de aceitação racional, precisa de uma resposta. O espiritismo procura firmar-se em três pilares principais: a comunicação com os mortos, a reencarnação e a salvação pela prática das boas obras.

 
Todos esses pilares do espiritismo são condenados pela Palavra de Deus. Sobre a comunicação com os mortos, veja Deuteronômio 18.11, 12 e Isaías 8.19, 20. A crença na salvação pela prática das boas obras é amplamente refutada nas Escrituras. Basta ler Efésios 2.8, 9; 2 Timóteo 1.9 e Tito 3.5-7. Agora, abraçar a tais doutrinas do espiritismo, claramente condenadas pela Palavra de Deus, é algo racional?


Mas, há outras questões intrigantes no espiritismo. Um delas é o ensino de Allan Kardec de que outros planetas são habitados: “De todos os globos que constituem o nosso sistema planetário, segundo os Espíritos, a terra é daqueles cujos habitantes são menos adiantados, física e moralmente; Marte lhe seria ainda inferior, e Júpiter, muito superior, em todos os sentidos...


Muitos Espíritos que animaram pessoas conhecidas na Terra disseram estar reencarnados em Júpiter” (O Livro dos Espíritos, capítulo IV, 188, nota 1). Os espíritos também ensinaram a Kardec que o planeta Marte não tem qualquer satélite, que Saturno só tem um anel formado pelo mesmo material do planeta, e que algumas estrelas como Sírio são milhares de vezes maiores do que o sol (A Gênese, capítulo VI, 27). 


Ao contrário do que os espíritos ensinaram a Kardec, a ciência já descobriu que Marte possui dois satélites, que o anel de Saturno não é formado da mesma matéria do planeta e que Sírio tem um tamanho entre 13 a 15 vezes maior do que o sol. Tudo isso é racional? É lógico que não. Trata-se, então, de espíritos mentirosos.


Diante das informações mencionadas acima, pode-se confiar nos espíritos que influenciaram e revelaram as doutrinas espíritas a Allan Kardec? A resposta lógica e racional é não. Se os espíritos por trás de Allan Kardec não são confiáveis quando tratam das coisas deste mundo, muito menos o serão ao tratar de coisas espirituais, coisas relacionadas com a salvação da alma e com a vida eterna. 


Os espíritos também ensinaram Allan Kardec e outros expoentes do espiritismo como Léon Denis, a atacar a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. Kardec declarou: “A Bíblia contém evidentemente narrativas que a razão, desenvolvida pela ciência, não poderia aceitar hoje em dia” (A Gênese, IV, 6).


Léon Denis afirmou: “Daí segue que não poderia a Bíblia ser considerada ‘a palavra de Deus’ nem uma revelação sobrenatural. O que se deve nela ver é uma compilação de narrativas históricas e legendárias, de ensinamentos sublimes, de par com pormenores às vezes triviais”. 


Ora, usar a Bíblia para formular doutrinas e atacá-la ao mesmo tempo é racional? Trata-se, no mínimo, de uma contradição. Seria como namorar uma jovem, desejar casar-se com ela e difamá-la ao mesmo tempo. 


Léon Denis   
    

Quanto à salvação em Cristo, Léon Denis afirma: “Não; a missão do Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada de exterior a nós poderia fazê-lo.

É o que os Espíritos, aos milhares, afirmam em todos os pontos do mundo”. [5] Basta comparar essa declaração de Léon Denis com Atos 20.28 para se constatar o engano do espiritismo: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue”. Há muitos textos na Bíblia que demonstram os equívocos de Léon Denis (veja Efésios 4.13, 15 e Hebreus 9.11-15).  Insistir com Léon Denis é racional? É óbvio que não.
Como pode alguém afirmar que a doutrina espírita se baseia num conjunto de idéias muito bem sistematizado, sendo, portanto, passível de aceitação racional, pois quando Allan Kardec codificou a doutrina espírita, deu-lhe um revestimento científico?


Como afirmar que o espiritismo se vale de uma roupagem racional no mundo moderno se as suas doutrinas são condenadas pela Palavra de Deus? E por que as pessoas não conseguem perceber isso? A resposta pode ser encontrada em 2 Coríntios 4.4: “O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. O testemunho das Escrituras Sagradas permanece, afirmando que só Jesus Cristo pode salvar do pecado e da morte eterna (João 14.6 e Atos 4.12)."


Autor: Rev. Júlio Andrade Ferreira
 
Fonte: www.mcapologetica.blogspot.com

terça-feira, 5 de junho de 2012

Religião do Coração

Por J.C. Ryle

Auto exame
 
Nós vivemos num tempo de peculiar perigo espiritual. Talvez nunca, desde que o mundo começou, tenha havido uma tal imensidão de profissão de religião meramente exterior, como existe nos dias atuais. Uma proporção dolorosamente grande de todas as congregações da terra consiste de pessoas não convertidas que nada conhecem sobre uma religião do coração e nunca confessam Cristo nas suas vidas diárias. Milhares daqueles que estão seguindo pregadores e amontoando-se para ouvir sermões não são melhores do que címbalos que retinem, sem uma gota de cristianismo verdadeiro em casa.

As vidas de muitos crentes professos, receio, não são melhores do que um trajeto contínuo de embriaguez espiritual. Estão frequentemente sedentos de novos excitamentos, e parecem pouco se importar com significados e consequências, contanto que consigam a excitação almejada. Toda pregação parece ser igual para eles. E são aparentemente incapazes de ver diferenças, contanto que ouçam o que é talentoso e sintam seus ouvidos deleitados. Muitos destes professos, ah!, comportam-se como jovens recrutas que mostram quão pouco profundas são suas raízes e conhecem pouco seus próprios corações — pelo barulho, exterioridade, prontidão para contradizer e censurar cristãos antigos e confiança presunçosa em sua própria imaginária sanidade e sabedoria recente. Certamente, em tempos como estes há grande necessidade de auto-exame.

Deixe-me perguntar se você está tentando satisfazer sua consciência com uma religião meramente formal. Milhares há que estão naufragando neste rochedo. Como os fariseus de outrora, eles têm em alta conta o cristianismo exterior, enquanto que a parte interior, espiritual, está totalmente negligenciada. Eles são cuidadosos em assistir a todos os trabalhos do seu lugar de adoração e são regulares em usar seus ritos e ordenanças. Frequentemente eles são vivos partidários da sua própria igreja ou congregação e estão prontos para brigar com qualquer um que não concorde com eles. Contudo, o tempo todo, não existe coração em sua religião. Qualquer um que os conheça intimamente pode ver até de olhos fechados que sua afeição está colocada nas coisas de baixo, não nas coisas de cima, e que estão tentando compor a falta de cristianismo interior com uma ênfase excessiva na forma exterior.

Esta religião formal não lhes faz bem realmente. Eles não estão verdadeiramente satisfeitos.  Começando pelo lado errado, fazendo primeiro as coisas exteriores, eles nada conhecem da paz e alegria interiores, passando suas vidas num constante esforço, secretamente conscientes de que existe algo errado, embora não saibam porque quando cristãos professos desta espécie são tão dolorosamente numerosos, a ninguém causa admiração se eu pressiono sobre eles a suprema importância de um íntimo auto-exame; se você ama a vida e o Senhor, não se contente com a casca e o invólucro da religião. Meios de graça e ritos de religião são úteis a seu modo e Deus raramente faz algo para a Sua Igreja sem eles. Mas, tenhamos cuidado para não nos chocarmos contra o mesmo farol que mostra o canal para o porto.

Deixe-me perguntar: “Você conhece algo, por experiência, de conversão a Deus?”. Sem conversão não há salvação. Nós somos por natureza tão fracos, tão mundanos, tão propensos ao que é terreno, tão inclinados ao pecado, que sem uma profunda mudança não podemos servir a Deus em vida nem usufruí-lo após a morte. Um senso de pecado e profunda aversão a ele, fé em Cristo e amor por Ele, deleite na santidade e desejo ardente por mais santidade, amor ao povo de Deus e aborrecimento das coisas do mundo — são estes sinais e evidências que sempre acompanham a conversão.

União na Comunhão
 
Você conhece alguma coisa do viver a vida de comunhão habitual com Cristo? Por comunhão eu quero dizer aquele hábito de permanecer em Cristo, do qual nosso Senhor fala como algo essencial para a fertilidade cristã (Jo 15.4-8). Fica entendido que União com Cristo é uma coisa e Comunhão é outra. Não pode haver qualquer comunhão com o Senhor Jesus sem primeiro haver união; infelizmente porém, frequentemente há união mas, depois, pouca comunhão. União é o privilégio comum de todos quantos sentem seus pecados e, verdadeiramente se arrependem e vêm a Cristo pela fé, e são aceitos, perdoados e justificados por Ele. Receia-se que muitos crentes jamais ultrapassam este estágio. Em parte por ignorância, em parte por preguiça, em parte por medo dos homens, em parte por um secreto amor ao mundo, em parte por bloqueio de algum pecado não mortificado, eles contentam-se com uma fé pequena, uma  pequena esperança, uma pequena paz e uma pequena medida de santidade. E continuam vivendo suas vidas nestas condições — duvidando, fraquejando, vacilando e dando frutos apenas “a trinta” até o fim de seus dias.

Comunhão com Cristo é o privilégio daqueles que estão continuamente procurando crescer na graça, fé, conhecimento e conformidade à imagem e mente de Cristo em todas as coisas. União é o botão, mas comunhão é a flor; união é o bebê, mas comunhão é o homem forte. Aquele que tem união com Cristo faz bem, mas aquele que goza comunhão com Ele faz muitíssimo melhor. Ambos têm uma vida, uma esperança, uma semente celestial em seus corações — um Senhor, um Salvador, um Espírito Santo, um lar eterno, mas, união não é tão bom quanto comunhão. O grande segredo da comunhão com Cristo é estar continuamente “vivendo a vida de fé n’Ele” e retirar d’Ele, cada hora, a provisão que cada hora requer. “Para mim”, diz Paulo, “o viver é Cristo”, “Eu vivo; não mais eu mas, Cristo vive em mim” (Fp 1.21 Gl2.20).

Comunhão como esta é o segredo de permanente “alegria e paz em crer”, o que eminentes santos como Bradford e Rutherford possuíram. A comunhão genuína é o segredo de vitórias esplêndidas que homens como aqueles tiveram sobre o pecado e o medo da morte. A comunhão com Cristo é uma coisa comum? Ah! E’ muito rara, realmente! A maioria dos Cristãos parece satisfeita com a mais pobre e elementar posse da justificação pela fé e uma dúzia de outras doutrinas, e continuam duvidando, manquejando, lamentando ao longo do caminho para o céu; e pouco experimentam do senso de vitória ou júbilo. As igrejas estão cheias de crentes fracos, sem poder e sem influência, salvos no fim das contas, “como que pelo fogo” porém jamais abalando o mundo e nada sabendo sobre uma “entrada abundante” (1Co 3.15; 29 e 1.11). Em “O Peregrino” os personagens Desânimo, Débil e Muito-Medroso alcançaram a Cidade Celeste, como também Valente Pela-Verdade e Grande-Coração, mas, certamente, não com a mesma comodidade. Acho que assim é com muitos em nossos dias. Leitor, em matéria de comunhão com Cristo eu pergunto: ”como está a sua alma?”

J.C.Ryle (1816-1900) serviu como bispo de Liverpool, Inglaterra, durante vinte anos e foi um ávido escritor da teologia Reformada, prática.

Algumas diferenças entre Justificação e Santificação
 
1. A substância da justificação é a justiça de Cristo. A substância da santificação é a graça de Cristo.
2. Justificação muda nosso estado. Santificação muda coração e vida.
3. Na justificação, a justiça de Cristo é imputada aos crentes. Na santificação a graça de Cristo é infundida neles.
4. A justificação é perfeita. A santificação é imperfeita
5. A justiça da justificação é meritória. A graça da santificação não é
6. A justificação é igual para todos os crentes. A santificação é desigual.
7. A justificação diz respeito a nossas pessoas. A santificação diz respeito a nossas naturezas.
8. A justificação revela o amor de Deus em nosso perdão e aceitação. A santificação expressa nosso amor em Seu serviço e na obediência.
9. A justificação liberta os crentes da lei como um pacto. A santificação os prende à lei como uma regra de vida.
10.A justificação jorra principalmente do ofício sacerdotal de Cristo. A santificação jorra principalmente do seu ofício real.
11. A justificação dá aos crentes um título para o céu. A santificação prepara-os para o céu.
12. A justificação é ato de Deus removendo a culpa e declarando os crentes justos. A santificação é obra de Deus removendo sua iniquidade e fazendo-os justos.
13. A justificação estabelece-nos  no favor de Deus. A santificação conforma-nos à sua imagem.
14. A justificação é pela graça por meio da fé somente. A santificação é pela graça por meio da fé e boas obras.
15. O sujeito da justificação é uma pecador crente. O sujeito da santificação é um pecador justificado.
  
Fonte: Os Puritanos
Generosidade, o fundamento da prosperidade
 
A generosidade é o caminho da prosperidade. Quando abrimos o coração e as mãos para socorrer os aflitos, Deus abre sobre nós as janelas dos céus. A generosidade e não a usura é a fonte da verdadeira prosperidade. Vejamos três aspectos da generosidade cristã:

Em primeiro lugar, a generosidade é uma semeadura que produz farta colheita. A Palavra de Deus diz: "A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á pura perda" (Pv 11.24). Na economia de Deus, você tem o que dá e perde o que retém. O dinheiro é como uma semente, só se multiplica quando é semeado. A semente que se multiplica não é a que comemos nem a que guardamos, mas a que semeamos. A semeadura generosa terá uma colheita farta, pois quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais. É o próprio Deus quem multiplica a nossa semente e faz prosperar a nossa sementeira, quando abrimos a mão para abençoar. Mãos abertas produzem bolsos cheios. O contrário, também, é verdadeiro. Ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á pura perda. Vasa entre os dedos. É como receber salário e colocá-lo num saco furado. Aqueles que acumulam com avareza o que poderia socorrer o aflito, descobre que esse dinheiro acumulado não pode lhes dar felicidade nem segurança. Aqueles que ajuntaram fortunas e viveram no fausto e no luxo, deixando à míngua o próximo à sua porta, descobrem que, quando a morte chegar, não poderão levar sequer um centavo. Não há caminhão de mudança em enterro nem gaveta em caixão. Mas aquilo que você dá com generosidade, é como uma semente bendita que se multiplica e alimenta a milhares.

Em segundo lugar, a generosidade é uma dádiva que produz prosperidade. A Palavra de Deus é clara em afirmar: "A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado" (Pv 11.25). A prosperidade não é resultado da usura, mas da generosidade. A avareza é a mãe da pobreza, mas a generosidade é a genetriz da prosperidade. Aqueles cujos corações foram abertos por Deus, têm mãos e bolsos abertos para socorrer os necessitados. Jesus Cristo disse que mais bem-aventurado é dar do que receber. A contribuição não é um favor que fazemos às pessoas, mas uma graça que recebemos de Deus. Quando abrimos a mão para ofertar estamos investindo em nós mesmos e semeando em nosso próprio campo. Quem dá ao pobre empresta a Deus e ele jamais fica em débito com ninguém. Deus multiplica a sementeira daquele que semeia na vida dos seus irmãos. Quem dá alívio aos outros, alívio receberá. Quando damos a beber a quem tem sede, dessedentamos a nós mesmos. O bem que fazemos aos outros, retorna para nós em dobro.

Em terceiro lugar, a generosidade é um empréstimo a Deus, que a ninguém fica devendo. A Palavra de Deus é enfática: "Quem se compadece do pobre ao Senhor empresta, e este lhe paga o seu benefício" (Pv 19.17). Deus sempre demonstra um cuidado especial aos pobres. Deus, porém, faz tanto o rico quanto o pobre. Se o pobre é um mistério divino, o rico tem um ministério divino. O rico não deve acumular sua riqueza com avareza, mas distribui-la com generosidade. Deve ser rico de boas obras e ter consciência de que, o que recebe de Deus com abundância, deve ser compartilhado com generosidade. Isso é como emprestar a Deus, pois Deus é o fiador do pobre. Deus nunca fica em dívida com ninguém. Ele não dá calote. Sua justiça é perfeita e sua misericórdia não tem fim. Ele é a fonte de todo o bem. Tudo o que temos e somos vem de Deus. Riquezas e glórias vêm das suas mãos. É ele quem multiplica a nossa sementeira para continuarmos semeando na vida do nosso próximo. É ele quem nos faz prosperar como fruto da generosidade. É ele quem nos paga em dobro tudo quanto ofertamos ao pobre.

Rev. Hernandes Dias Lopes
Recebido por e-mail

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Notícias da seca no sertão


Choveu em algumas áreas do sertão nordestino, porém as chuvas que caíram foram poucas e localizadas e uma extensa região se encontra em estado de calamidade.
Aliás, não há fato novo nesta história, o clima do sertão não mudou, (muito embora a seca deste ano é tida como uma das maiores que se tem conhecimento) a famigerada indústria da seca voltou a funcionar a todo vapor e, como em toda situação de emergência, vemos ressurgir vários atores... Imprensa sensacionalista ávida em vender matérias improdutivas (explorando a miséria alheia), políticos corruptos que trocam água por votos, contratos toscos onde os menos favorecidos são os sertanejos e uma sociedade insensível (inclusive a igreja) que não prioriza o exercício do caráter solidário e do amor ao próximo.
Há muito se sabe que soluções simples como a construção de cisternas, barragens subterrâneas, açudes, barragens, instalação de dessalinizadores e perfuração de poços, beneficiariam efetivamente nossa querida gente que mora neste torrão. Mas infelizmente estas ações não rendem votos e nem vendem matérias jornalísticas.

Recebi esta foto do nosso irmão Walter Leopoldino, que tem atuado como missionário do Sal da Terra em Iatecá, município de Saloá (sertão pernambucano). No cenário vemos o irmão André em um dia (ensolarado) de trabalho na sua roça, esperançoso que o pouquinho de chuva que caiu continue caindo, de outra sorte e se configurando as previsões do tempo, a situação para dele e para milhões de sertanejos estará   bem complicada.

Pedimos as suas orações:
. Para que continue chovendo em Iatecá e no pedacinho do sertão onde recentemente caíram chuvas
. Para que chova na imensa região que ainda está completamente seca.
. Para que a igreja se mobilize em ações emergenciais e ações duradouras, em favor dos nossos queridos conterrâneos sertanejos. 
 

Sou um tremendo santarrão


 
Por Maurício Zágari
Santarrão. Antes de Jesus me converter eu nunca tinha ouvido falar dessa palavra. É um jargão da Igreja protestante usado para designar pessoas que basicamente ostentam uma aparência de santidade externa sendo pecadoras e que vivem pondo o dedo na cara dos outros por seus pecados. Em linguagem bíblica, seria gente com trave no olho mas que está sempre apontando o argueiro no olho dos outros. Pois bem, eu gostaria de confessar publicamente que sou um santarrão. Cheguei a essa conclusão depois de me analisar à luz da Bíblia. Mas vamos por partes. Tomando por exemplo a definição acima de "santarrão", mostro aqui três constatações que me levaram a descobrir que sou um:
1. "Pessoas que basicamente ostentam uma aparência de santidade externa sendo pecadoras" - Começando pelo final da frase, confesso: eu sou um grande pecador. Sou pó, sou humano e carrego o pecado original. Nasci de novo em Cristo quando Ele me estendeu sua graça, mas isso não evita que todos os dias eu cometa uns 3 mil pecados. E isso antes de levantar da cama pela manhã. 1 João 1.8ss me denuncia: "Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós". E, sendo eu um miserável pecador, confesso que apesar disso procuro sempre mostrar aparência de santidade. O que, aliás, é o que todo cristão faz, não? Ou você encontra seus irmãos em Cristo e eles saem gritando pelos corredores os pecados que cometeram? Usam camisas e bandanas onde se lê "Hoje eu menti" ou "Sou um tremendo glutão"? Os adesivos que põem em seus carros dizem "Invejoso e fofoqueiro a bordo"? Não. Porque nenhum cristão faz isso. Todos nós procuramos nos apresentar com aparência de santidade, mesmo nos conhecendo e sabendo do mal que em nós grita e viceja.  Todos.
2. "Que vivem pondo o dedo na cara dos outros por seus pecados" - Pensei bem e vi que também faço isso. Denuncio pastores hereges que arrastam multidões para o erro, alerto sobre os teólogos que ensinam doutrinas de demônios, chamo meus irmãos em Cristo para a responsabilidade com aquilo que creem. Curiosamente, mais uma vez ao fazer isso estou sendo bíblico: em 2 Timóteo 4.2 Paulo diz: "Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina". Ele também fala em  1 Timóteo 5.1: "Não repreendas ao homem idoso; antes, exorta-o como a pai; aos moços, como a irmãos". Novamente repete a ordem em Tito 2.6: "Quanto aos moços, de igual modo, exorta-os para que, em todas as coisas, sejam criteriosos".  No mesmo Tito 2.15 prossegue: "Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze". E ainda poderíamos concluir com mais palavras de Paulo em Romanos 12.8a: "o que exorta faça-o com dedicação". Então vejo bastante base bíblica para exortar, admoestar. Ou, como disse, "pôr o dedo na cara".
 
Aí você poderia dizer: "Ah, Zágari, mas quem falou tudo isso foi o grande apóstolo Paulo, ele era um santo, tinha moral para isso. Que moral você tem?". Eu rio ao ouvir isso, pois é curioso que as pessoas não percebem quão pecador Paulo era. Dou só três exemplos bíblicos. Em 2 Coríntios 12, o apóstolo conta que Deus o arrebatou ao Paraíso, onde "ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir". Só que Deus sabia que Paulo era humano e que estava passível de sentir soberba por aquilo, pecador que era. Então o que o Todo-Poderoso faz? "E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte". Para ajudar Paulo a combater o autoengrandecimento, o Senhor põe o tal espinho na carne dele. Para auxiliá-lo a não pecar pela soberba.
Segundo exemplo da pecaminosidade de Paulo: em Gálatas 2.11  ele confessa: "Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível". Em outras palavras, Paulo teve um belo de um bate-boca com Pedro. Parece que o apóstolo tinha lá seus momentos de pega-pra-capar com os irmãos. E se essas duas provas não bastam e parecem especulativas, vamos ao terceiro exemplo: Atos 15 revela que o cabeça-quente Paulo mais uma vez entrou em uma briga com um irmão: "Alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Voltemos, agora, para visitar os irmãos por todas as cidades nas quais anunciamos a palavra do Senhor, para ver como passam. E Barnabé queria levar também a João, chamado Marcos. Mas Paulo não achava justo levarem aquele que se afastara desde a Panfília, não os acompanhando no trabalho. Houve entre eles tal desavença, que vieram a separar-se". Note que a expressão "tal desavença" mostra que não foi uma simples discordância, mas uma divergência tão feia que fez a dupla de irmãos missionários rachar. Sim, Paulo estava sujeito a soberba, a brigas e desavenças com irmãos na fé: tudo pecado.
 
3. "Gente com trave no olho mas que está sempre apontando o argueiro no olho dos outros" - Já disse: sou um tremendo pecador. Se eu cruzasse comigo na rua provavelmente atravessaria para a calçada do outro lado. Sei o mal que há em mim. No meu olho há uma trave maior do que a do Maracanã. E sim, como eu disse, estou sempre apontando o erro dos outros, dizendo qual é o cantor gospel cuja letra é mundana, falando que o sacerdote x ou y ensina teologias demoníacas e anticristãs - como a da Prosperidade, a Relacional, a da Confissão Positiva, a Liberal e outros pensamentos  que por fora se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia. Eu faço isso, basta ler meus posts aqui no blog APENAS. No meu livro "A Verdadeira Vitória do Cristão", então, sai de baixo, denuncio o triunfalismo mentiroso dos pregadores hereges e manipuladores da primeira à última página - com provas bíblicas e históricas. Como amo Cristo e a Igreja, vivo apontando o argueiro nos olhos dos enganadores do povo de Deus, dos que usam dinheiro sagrado em benefício próprio, das celebridades gospel arrogantes, dos pastores vaidosos, dos lobos em pelo de cordeiro. Confesso: sim, eu faço isso.

Portanto, cumpro todos os requisitos para ser chamado de santarrão: peco, busco ter aparência de santidade, denuncio o pecado alheio. Taí, inegável, sou mesmo um santarrão. Porém...
 
...essa constatação nos leva a uma ponderação: como sou um santarrão devo me calar? Fechar o APENAS? Deixar de escrever livros? Deixar de proclamar o Evangelho? Isso faz de mim alguém  indigno de anunciar as verdades do Reino e a salvação por Cristo? Eis o ponto. Independentemente de eu ser um santarrão, Deus continua sendo Deus, Jesus continua sendo o caminho, o pecado continua sendo pecado. Um aspecto interessantíssimo que 1 Pedro 1.12 nos revela é que os anjos pediram a Deus o privilégio de anunciar o Evangelho. Faria sentido: seres sem pecado pregarem contra o pecado. Mas, veja você, quem é que o Altíssimo comissiona para proclamar as boas-novas de salvação, a santidade, o mau cheiro do pecado? Marcos 16 e Mateus 28 deixam claro que essa grande comissão foi delegada aos homens pecadores. Extraordinário. Pecadores necessitados de arrependimento denunciando o pecado de pecadores e os chamando ao arrependimento. Isso é hipocrisia? Se for, meu irmão, minha irmã, eu e você que anunciamos - sendo pecadores - que o pecador necessita se arrepender dos pecados e se voltar para Cristo somos gigantescos hipócritas.
E, sabendo que todo homem peca, todo cristão busca a aparência de santidade e que todo salvo para proclamar o plano de salvação teria de pôr o dedo na cara do pecador, sendo ele próprio pecador, e dizer "arrependa-se dos seus pecados", é justamente a todo homem manchado pelo pecado que Deus ordena que proclame a salvação por meio do Cordeiro sem mácula. Não é fascinante?
Em 2 mil anos de História da Igreja houve milhões e milhões de cristãos que proclamaram o Evangelho. Que chamaram pecadores ao arrependimento em Cristo. E absolutamente todos eles eram tremendos pecadores. Paulo: pecador, soberbo, brigão, mas é esse o homem que escreve sobre o amor em 1 Coríntios 13. Pedro: impulsivo, cortou a orelha de Malco, negou Cristo três vezes, e é esse que escreve na Bíblia: "segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo". Tremendos santarrões.
Mas vamos além: Agostinho, o grande teólogo dos primeiros mil anos de Igreja, era um conhecido rabo de saia.  Lutero, o grande Reformador, vivia bêbado. Calvino, o teólogo da Reforma, ajudou a condenar um homem à pena de morte. Consta que John Wesley viajava tanto para pregar porque vivia às turras com a esposa e viajar era um alívio. Charles Spurgeon (conhecido como "o príncipe dos pregadores") era um fumante convicto e pufava montes de charutos por dia, a ponto de ter defendido esse hábito de púlpito e dito que "fumava para a glória de Deus". Dietrich Bonhoeffer, mártir da Igreja no século 20, arquitetou planos para assassinar Hitler. Mauricio Zágari, escritor de alguns livros cristãos, tem tantos pecados que não caberiam num post. E você, será que se enxerga no meio de tão grande nuvem de testemunhas... pecadoras? Todos chamados por Deus para de alguma forma proclamar o Evangelho, a Cruz, a santidade, o arrependimento de pecados, Jesus Cristo. Todos poços de pecados. Logo, todos santarrões.
Sim, eu peco. Sim, procuro manter a aparência de santidade mesmo pecando. Sim, eu denuncio os erros dos outros tendo eu muitos erros. Sim, eu sou um santarrão. Mas Deus é Deus, independente de mim, e eu amo a mensagem da Cruz. E até morrer eu a vou proclamar.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
Fonte: Apenas