terça-feira, 12 de junho de 2012

Com menos de 10% do público previsto, Parada Gay vira palco para jovens evangélicos ajudarem embriagados

Com menos de 10% do público previsto, Parada Gay vira palco para jovens evangélicos ajudarem embriagados

Jovens cristãos se reuniram no último domingo, 10/06, para ajudar pessoas embriagadas que participavam da Parada Gay 2012, em São Paulo.

A ação idealizada pela Jocum (Jovens com uma missão), organização cristã protestante que desenvolve trabalhos missionários e evangelísticos, também acontece durante outras grandes festas populares na capital paulista, como Virada Cultural, Carnaval e Ano Novo.

Durante a Parada Gay, os jovens evangélicos usavam luvas cirúrgicas e encaminhavam pessoas ao posto médico para receberem atendimento, e aguardavam a recuperação dos embriagados, para então, conversarem sobre os motivos da bebedeira.

A jovem Carolina Muzy, 27 anos, afirmou à reportagem do jornal Folha de S. Paulo que o motivo de estarem presentes na Parada Gay é a necessidade de auxiliar o próximo: “A gente ajuda, enquanto as outras pessoas estão dançando”, disse.

A Parada Gay 2012 foi realizada com o tema “Homofobia tem cura: educação e criminalização” e de acordo com o DataFolha, reuniu menos que 10% do público previsto, com 270 mil pessoas participando da passeata.

A previsão inicial era de que 3 milhões de pessoas comparecessem ao evento, mas pela primeira vez na história a organização se recusou a divulgar o número oficial de participantes.

Em declarações aos veículos de imprensa, os responsáveis disseram que a edição 2012 foi “a maior da história”, embora a Polícia Militar não tenha confirmado essa informação.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

SIGNIFICADO DA ALIANÇA NO CASAMENTO


A aliança entre DEUS e duas pessoas que se unem pelos laços do matrimônio, vai muito mais além de um simples contrato de casamento, ou regime de comunhão de bens.
Aliança é um compromisso ilimitado que o casal assume diante de DEUS, e dos homems como confissão de amor eterno. “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que DEUS ajuntou não o separe o homem”. Mateus (19:6).
Características de aliança no casamento.
a) Juramento
b) Fidelidade
c) Vida compartilhada
d) Compromisso
e) Prioridade
f) Lealdade
g) Companheirismo
Os que já se casaram firmaram promessa de aliança eterna, até que a morte os separe, os que ainda irão se casar, também firmarão promessa de aliança eterna com sua amada.
DEUS fez aliança com seu povo, e tem promessas para todos nós, é Ele quem nos capacita em cumprir a aliança com nosso cônjuge. 
Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não será removida, diz o senhor, que se compadece de ti”. Isaias (54:10).
Durante a cerimônia de casamento os cônjuges fazem promessas como:
a) Amar
b) Honrar
c) Cuidar
d) Respeitar
Incondicionalmente como:
a) Na alegria
b) Na dor
c) Até a morte
Mais se em todas estas promessas, DEUS não estiver inserido como centro e razão da união, o compromisso foi firmado apenas entre duas pessoas.
a) Para que um casamento possa ser considerado como aliança é preciso que DEUS seja convidado a estar presente como testemunha eterna.
b) No casamento não pode haver egoísmo e nem individualismo, os cônjuges não são mais crianças, nunca poderá existir expressões como eu e meu.
c) As expressões que deverão ser usadas sempre serão nós e nosso, e assim vamos prosseguindo no crescimento e amadurecimento no plano de DEUS para o casamento.
Coloque nas mãos de DEUS seu casamento, faça sua parte, viva em perfeita harmonia, experimente a plenitude de seu relacionamento vivendo em sabedoria.
Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade”. Eclesiastes (4:9-12).
Vocês dois fizeram votos no dia de seu casamento, portanto devem cumpri-los, conforme nos alerta a palavra de DEUS.
Quando a DEUS fizeres algum voto, não tardes em cumpri-los; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras”. Eclesiastes (5:4-5).
DEUS também tem promessas de aliança para a sua família, deixe DEUS dirigir sua família conforme. 
Eles serão o meu povo, e eu serei o seu DEUS. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim. Alegrar-me-ei por causa deles, e lhes farei bem, planta-los-ei firmemente nesta terra, de todo o meu coração e de toda a minha alma”. Jeremias (32:38-41).
Como podemos observar, existem muitos benefícios quando estamos em aliança com DEUS. Confie Nele, permita que JESUS CRISTO faça parte de seu relacionamento. Muitos ainda não experimentaram, permita a unção do Espírito Santo no seu casamento, você vai ver que JESUS CRISTO fará a diferença.
Respondeu-lhe Jesus; eu sou o caminho e a verdade e a vida, ninguém vem ao pai senão por mim”. João (14:6).
DEUS em sua infinita misericórdia fez oito alianças com o homem conforme relatado em sua palavra, revelando a nós, qual a boa, perfeita e agradável vontade em seu propósito, refletindo o seu amor, a sua graça e a sua fidelidade, embora nós não demonstremos nossa fidelidade para com Ele, mas pela sua misericórdia, Ele tem nos capacitado. Sejam muito felizes na santa graça de nosso senhor e salvador JESUS CRISTO.


Texto de JOSÉ GERALDO


Fonte: somensagembiblicas.blogspot.com.br
 
 

O PASTOR DEBAIXO DOS HOLOFOTES

“Então, Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o SENHOR, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra.” (1Reis 17.1)

Deus levantou Elias, um homem desconhecido, de um lugar desconhecido, para levar uma mensagem ao rei. A mensagem de Elias é urgente, contundente e poderosa. Sua palavra era de juízo divino sobre a nação apóstata. O povo de Israel estava com o coração dividido, servindo a uma divindade pagã e creditando as bênçãos divinas a esse ídolo abominável. Baal era o deus da fertilidade. Se a chuva fosse retida, a credibilidade dessa divindade pagã cairia por terra. Isso seria quebrar a espinha dorsal de Baal. Foi o que Elias fez. Ele orou para Deus fechar as comportas do céu e reter as chuvas, e isso foi exatamente o que Deus providenciou.

Elias não procede da classe sacerdotal nem vem da escola de profetas. Elias não é um homem rico nem carrega medalhas de honra ao mérito. Sua família é humilde, e sua aparição, despretensiosa. Isso nos ensina que Deus não precisa de estrelas para fazer sua obra; ele precisa de homens disponíveis e obedientes. A origem de Elias é um golpe no orgulho dos poderosos. Ele vem de Tisbé, um lugar obscuro e desconhecido. É um ilustre desconhecido, sem títulos, sem diplomas na parede. Não é um figurão. Um dos grandes problemas enfrentados pela igreja evangélica brasileira é o pecado da tietagem. Alguns pastores e cantores são tratados como astros e atores. São pessoas altivas que gostam do sucesso e estão embriagadas pela fama. São pessoas que se sentem importantes demais e acabam colocando o seu ninho entre as estrelas (cf Obadias 2). Há pastores que gostam desse glamur do sucesso e se perdem nessa tolice ensandecida.

Elias se apresenta a Acabe com uma mensagem solene e urgente. Ele diz que não choverá em Israel durante três anos e meio, segundo a sua palavra (1Reis 17.1). Por que tamanha convicção? O texto não responde. Mas, quando lemos Tiago 5.17, encontramos que Elias orou com instância para não chover, e não choveu. Com isso, aprendemos que Elias associou o ministério da pregação com o ministério da oração. Ele orou com instância para não chover e entregou a mensagem a Acabe. Quem ora prega com poder. Quem ora prega com eficácia. Só podemos ter êxito em púlpito se tivermos intimidade com Deus em secreto. Só podemos prevalecer diante dos homens se primeiro prevalecermos em secreto diante de Deus. Elias se levantou diante do rei porque primeiro se prostrou diante do Rei dos reis. Sem oração teremos apenas luz na mente, mas não fogo no coração. Uma das grandes tragédias da igreja evangélica hoje é que nós separamos pregação de oração. Temos gigantes do saber no púlpito, mas pigmeus na vida de oração. Temos pastores com fome de livros, mas sem fome de Deus. Pastores que conhecem muito a respeito de Deus, mas não conhecem a intimidade com Deus. Os apóstolos entenderam que a oração e o ministério da palavra precisam andar juntos (Atos 6.4). É lamentável que a média de vida devocional dos pastores brasileiros não passe de quinze minutos por dia. Isso, na verdade, é uma calamidade!

Elias teve autoridade de aparecer na presença dos homens porque andava na presença de Deus. Elias era um homem semelhante a nós: teve medo, sentiu solidão, fugiu, pediu para morrer, ficou deprimido (cf Tiago 5.17; 1Reis 19.1-3). Mas Elias também aprendeu a viver na presença de Deus. A maior necessidade da igreja hoje é de pastores que vivam na presença de Deus. A maior necessidade hoje é de pastores que conheçam a intimidade de Deus. Muitos falam sobre Deus, mas não o conhecem. Precisamos desesperadamente de um avivamento na vida dos pastores. Precisamos de um avivamento nos púlpitos. Precisamos aprender com Robert Mackeyne, o pastor presbiteriano da Escócia que viveu no século 19 e morreu aos 29 anos. Quando esse jovem pastor se levantava no púlpito, as pessoas já começavam a chorar, tamanha a intimidade que ele tinha com Deus. Hoje muitos pastores buscam os holofotes, gostam das luzes da ribalta, querem galgar os degraus mais elevados do sucesso, mas nunca se humilharam sob a poderosa mão de Deus, nunca conheceram as delícias da intimidade com Deus.

Por rev. Hernandes Dias Lopes, fonte: trecho do livro: De: Pastor A: Pastor, Ed. Voxlitteris; resumo e adaptação para o blog: rev. Ronaldo P. Mendes.

A tentativa de destruição da família pelo PT e Marta Suplicy


ISSO É O CÚMULO DO ABSURDO!!.
Essa é a proposta da Sen. Marta Suplicy vem propor quem acha que está certo, apague a matéria e fica por isso mesmo, mas se não concordar, faça como eu, repasse.

PEC elaborada pela OAB?!!!

Amigos,
É essa a Proposta de Emenda à Constituição que a Senadora Marta Suplicy e a Comissão Especial de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB estão elaborando para o nosso País.

Principais pontos:
- Acabar com a família tradicional

- Retirar os termos "pai" e "mãe" dos documentos

- Acabar com as festas tradicionais das escolas (dia dos pais, das

mães) para "não constranger" os que não fazem parte da família

tradicional

- A partir de 14 anos, os adolescentes disporão de cirurgia de mudança de sexo custeada pelo SUS

- Cotas nos concursos públicos para homossexuais etc...


Com a aprovação da PEC, a própria Constituição do Brasil se transformará num PLC 122. Mas Suplicy reconhece que a tentativa de transformar a Constituição do Brasil numa constituição anti-“homofobia” certamente enfrentará resistência de “setores como o da igreja”.
A senadora acredita que, estrategicamente, será importante aprovar primeiro o PLC 122/2006, pois sua tramitação está mais avançada, tendo já sido aprovado sorrateiramente na Câmara dos Deputados e restando apenas a votação no Senado. O segundo passo, na avaliação de Marta, é apresentar a PEC, que é uma matéria mais ampla e complexa. “A PEC é bem mais difícil de aprovar. Então, vamos começar com a homofobia e avaliar o momento adequado para fazer uma PEC com essa amplitude, que é realmente o sonho que nós gostaríamos para todo o País”, explicou a senadora à agência do Senado.
O Estatuto da Diversidade Sexual conta com 109 artigos, que alteram 132 dispositivos legais. O Estatuto criminaliza a homofobia, reconhece o direito à livre orientação sexual e iguala os direitos fundamentais

entre heterossexuais e LGBTs.
Eis algumas dos “avanços” que o Estatuto da Diversidade Sexual propõe:

Legitimação da PEDOFILIA e outras anormalidades sexuais:
Título III, Art. 5º § 1º – É indevida a ingerência estatal, familiar ou social para coibir alguém de viver a plenitude de suas relações afetivas e sexuais.
Sob essa lei, a família nada poderá fazer para inibir um problema sexual nos filhos. A sociedade nada poderá fazer. E autoridades governamentais que ainda restarem com um mínimo de bom senso estarão igualmente impedidas de “interferir”.
Retirar o termo PAI E MÃE dos documentos:
Título VI, Art. 32 – Nos registros de nascimento e em todos os demais documentos identificatórios, tais como carteira de identidade, título de eleitor, passaporte, carteira de habilitação, não haverá menção às

expressões “pai” e “mãe”, que devem ser substituídas por “filiação”.
Essa lei visa beneficiar diretamente os ajuntamentos homossexuais desfigurados tratados como família. Para que as crianças se acostumem com “papai e papai” ou “mamãe e mamãe”, é preciso eliminar da mente

delas o normal: “papai e mamãe”.
Começar aos 14 anos os preparativos para a cirurgia de mudança de sexo aos 18 anos (pode começar com hormônios sexuais para preparar o corpo):
Título VII, Art. 37 – Havendo indicação terapêutica por equipe médica e multidisciplinar de hormonoterapia e de procedimentos complementares não-cirúrgicos, a adequação à identidade de gênero poderá iniciar-se a partir dos 14 anos de idade.
Título VII, Art. 38 - As cirurgias de redesignação sexual podem ser realizadas somente a partir dos 18 anos de idade.
Cirurgias de mudança de sexo nos hospitais particulares e no SUS:
Título VII, Art. 35 – É assegurado acesso aos procedimentos médicos, cirúrgicos e psicológicos destinados à adequação do sexo morfológico à identidade de gênero.
Parágrafo único – É garantida a realização dos procedimentos de hormonoterapia e transgenitalização particular ou pelo Sistema Único de Saúde – SUS.
Uso de banheiros e vestiários de acordo com a sua opção sexual do dia:
Título VII, Art. 45 – Em todos os espaços públicos e abertos ao público é assegurado o uso das dependências e instalações correspondentes à identidade de gênero.
Não é permitido deixar de ser homossexual com ajuda de profissionais nem por vontade própria:
Título VII, Art. 53 – É proibido o oferecimento de tratamento de reversão da orientação sexual ou identidade de gênero, bem como fazer promessas de cura.
O Kit Gay será desnecessário, pois será dever do professor sempre abordar a diversidade sexual e consequentemente estimular a prática:
Título X, Art. 60 – Os profissionais da educação têm o dever de abordar as questões de gênero e sexualidade sob a ótica da diversidade sexual, visando superar toda forma de discriminação, fazendo uso de

material didático e metodologias que proponham a eliminação da homofobia e do preconceito.

Contos infantis que apresentem casais heterossexuais devem ser banidos se também não apresentarem duplas homossexuais travestidas de “casais:
Título X, Art. 61 – Os estabelecimentos de ensino devem adotar materiais didáticos que não reforcem a discriminação com base na orientação sexual ou identidade de gênero.
As escolas não podem incentivar a comemoração do Dia dos Pais e das Mães:
Título X, Art. 62 – Ao programarem atividades escolares referentes a datas comemorativas, as escolas devem atentar à multiplicidade de formações familiares, de modo a evitar qualquer constrangimento dos

alunos filhos de famílias homoafetivas.
Cotas nos concursos públicos para homossexuais assim como já existem para negros no RJ, MS e PR e cotas em empresas privadas com já existe para deficientes físicos:
Título XI, Art. 73 – A administração pública assegurará igualdade de oportunidades no mercado de trabalho a travestis e transexuais, transgêneros e intersexuais, atentando ao princípio da proporcionalidade.
Parágrafo único – Serão criados mecanismos de incentivo a à adoção de medidas similares nas empresas e organizações privadas.
Casos de pedofilia homossexual irão correr em segredo de justiça:
Título XIII, Art. 80 – As demandas que tenham por objeto os direitos decorrentes da orientação sexual ou identidade de gênero devem tramitar em segredo de justiça.
Censura a piadas sobre gays:
Título XIV, Art. 93 – Os meios de comunicação não podem fazer qualquer referência de caráter preconceituoso ou discriminatório em face da orientação sexual ou identidade de gênero.

“O Estatuto da Diversidade Sexual é um avanço. Isso nunca havia sido pensado em relação às questões LGBT”, reconheceu Marta Suplicy, classificando-o como de importância “inquestionável”.

O Estatuto defende que o Estado é obrigado a investir dinheiro público para homossexuais que querem caros procedimentos de reprodução assistida por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e também o Estado é obrigado a criar delegacias especializadas para o atendimento de denúncias por preconceito sexual contra homossexuais, atendimento privado para exames durante o alistamento militar e assegura a visita íntima em presídios para homossexuais e lésbicas.

 
NÃO VAMOS DEIXAR ISSO ACONTECER! É O FIM DO MUNDO PESSOAL.

O POVO BRASILEIRO TEM QUE REAGIR, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.

LEMBREM DO QUE ACONTECEU NA ALEMANHA COM HITLER.


E TODOS SABEM DO RESULTADO FINAL.
 
 
Divulgação:




O Jesus Frankenstein dos crentes imaturos

O Jesus Frankenstein dos crentes imaturos 
 Por Maurício Zágari
 
“E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo“. (Efésios 4.11-15 -versão NVI)
Confesso que tenho um apreço muito especial por essa passagem. Pois ela toca num ponto fundamental da vida cristã: maturidade espiritual. Algo que, para nossa tristeza, tem faltado em gigantesca escala na Igreja dos nossos dias. As igrejas institucionais, as comunidades que detestam ser chamadas de igrejas, os grupos domésticos e qualquer outra expressão de comunhão cristã no Brasil de nossos dias têm estado lotadas de pessoas que professam a fé em Cristo, comparecem aos cultos, andam com amigos cristãos…mas demonstram em seu falar e em seu proceder uma imaturidade espiritual espantosa.
Frequente por um dia as redes sociais e você ficará pasmo. A quantidade de irrelevância ou equívocos bíblicos que circula entre os cristãos é enorme. Ligue a TV: os programas ditos “evangélicos” são assustadores. Pior: aqueles que sentam-se para assistir engolem qualquer coisa que lhes é passada pelos telepastores – de livros e DVDs a heresias. Converse numa pizza após o culto com irmãos e verá que o conhecimento teológico ou da realidade da grande maioria é raso: em geral estão por dentro dos escândalos que veem na TV e olhe lá. Mas comece a falar sobre Bíblia e logo o assunto será conduzido para o campeonato de futebol. A verdade, meu irmão, minha irmã, é que uma enorme parcela da Igreja brasileira hoje está igualzinha a um barco numa tempestade, com seus passageiros sendo “levados de um lado para outro pelas ondas”.
O hábito de estudar a Bíblia a sério minguou. Lê-se a Bíblia, mas um versículo aqui, outro ali. A teologia dos cristãos é formada de tal modo imaturo que faz de Jesus um grande monstro de Frankenstein: um braço formado por uma pregação que se viu no Youtube, uma perna por tuítes de um pastor-celebridade, o pescoço por um louvor antropocêntrico da moda, o tronco por um texto que se leu num blog escrito sabe-se lá por quem, outro braço formado por ensinamentos apócrifos desses DVDs que pregam vitória, um quadril de conversas achistas em corredores de igrejas… enfim, na época da comida a quilo, cada pessoa forma em sua mente um Jesus conforme melhor lhe apraz: um pouquinho de cada coisa, que no final gera uma enorme mistureba sem identidade.
Afinal, dá menos trabalho isso do que cursar quatro anos de um seminário, ler livros de teologia sérios, densos e muitas vezes parrudos, participar de uma família de fé onde você será discipulado e acompanhado por um pastor que vai te chamar para conversar (por zelo a tua alma) se você estiver vivendo de modo antibíblico (e ninguém quer que se metam na sua vida, não é?). E isso gera o quê? Bebês espirituais.
Pois crescer não é fácil. E, por se manter na infância espiritual por anos e anos, às vezes décadas, legiões de cristãos estão caindo em qualquer conto do vigário gospel. Acreditam em Teologia da Prosperidade, Confissão Positiva, declaram, decretam, tomam posse, caem como bebês cambaleantes que ainda não sabem andar direito na conversa de qualquer espertalhão que lhes ofereça uma mandinga neopentecostal ou uma heresia poética travestida de intelectualidade. Os crentes em Cristo estão sendo “jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro” e se lambuzam com isso.
Fico pasmo ao ver certos pastores-celebridades que pregam a heresia de que Deus não controla as forças da natureza nem as tragédias da humanidade e que chamam seus irmãos calvinistas de “malditos”… e que têm quase 30 mil seguidores no twitter! Meu Deus, quase 30 mil almas consumindo todo aquele besteirol poético encharcado de ensinamentos antibíblicos e sendo induzidas ao erro. Também há os que doam seu suado dinheirinho em troca de “unções de x  reais” e outras propostas diabólicas feitas por mais pastores-celebridades…e acham que aquilo é sério! Mas, se formos pensar bem, como não achariam? São imaturos espiritualmente. Não sabem que o simples fato de um pastor ser americano e ter uma Bíblia sobre prosperidade financeira publicada não faz dele um homem de Deus.
Pastores abolindo o dízimo, blogueiros anatemizando termos corretos como “evangélico” e “religião”, teólogos do inferno atraindo cristãos sem base bíblica com suas heresias…o negócio é sério. Amadurecimento espiritual começa quando você descobre que aqueles pastores cuja pregação achava o máximo são na verdade hereges. Pois mostra que seu conhecimento bíblico e sua intimidade com Deus te elevaram a um patamar em que é capaz de discernir “homens que induzem ao erro”.
Quando digo que o negócio é sério não estou brincando. Como crianças, multidões de cristãos estão sendo levados de um lado para outro pelas ondas, jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Do jeitinho que o apóstolo Paulo falou. E qual é a consequência disso? Como diz o texto aos Efésios, os que assim fazem não alcançam a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, não seguem a verdade em amor e muito menos crescem em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Em outras palavras, o imaturo espiritual torna-se um zumbi que corre atrás do primeiro que aparece com uma fórmula mágica ou uma teologia linda que fale de amor.
O resultado é uma igreja amorfa. Que segue não Jesus de Nazaré, o Deus encarnado revelado pelas Escrituras, mas um ídolo com cara de monstro de Frankenstein a quem chamam “jesus”. Mas que não tem as características do Jesus da Bíblia. E isso é sério. Pois se a salvação vem pela fé no Jesus da Bíblia e multidões estão seguindo um falso jesus… muitos não serão salvos e ao final terão de enfrentar a morte espiritual. E dirão: “Senhor, Senhor, em teu nome expulsamos demônios e…”.
Como se pode ver, maturidade espiritual é uma questão de vida ou morte – eterna. Assim como crianças imaturas trepam em janelas correndo o risco de despencar do décimo andar, cristãos imaturos seguem um cristo que não é o Cristo. E com isso, o grande risco da imaturidade espiritual é a morte espiritual. Não se deixe matar por imaturidade, meu irmão, minha irmã. É o destino eterno da tua alma que está em jogo. Fuja dos famosos. Busque o aprendizado. Corra das celebridades. Procure os anônimos e simples. Escape da fé de pé de ouvido. Mergulhe no estudo das Escrituras. Em outras palavras: já é hora de deixar para trás o leite e começar a comer um bom filé com salada. A digestão no início pode ser difícil, mas quando se acostuma o fruto é um entendimento e uma clareza numa antes obtidos e a vida eterna.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
Fonte: Gospelmais

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Refutação Bíblica a palavra do Silas Malafaia sobre "Uma Vida de Prosperidade"

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Por Ruy Marinho

Recentemente, o tele-pastor Silas Malafaia veio a público desafiar os "blogueiros, críticos de meia-tigela e sites de bandidos travestidos de evangélicos... quem planta notícia em internet, invejosos, caluniadores..." [1], a mostrar biblicamente onde é que se encontram as falhas teológicas de sua pregação sobre a teologia da prosperidade, que “ele prega e crê” [2].

Talvez o título dessa postagem fosse mais conveniente com a frase: Ensinando Silas Malafaia a deixar a colher e comer de garfo! Seria uma resposta a própria afirmação dele de que, quem o critica “come de colher e quer ensiná-lo a comer de garfo”. Porém, não posso deixar de lado o que a Bíblia diz em 1 Pedro 3.14-17: 
“Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom? Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem aventurados sois, Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados, Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pede razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo, porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal.” (negrito meu)
É de conhecimento de todos que, há alguns anos o tele-pastor desvirtuou-se de sua posição clássica contrária aos modismos e heresias, inclusive que ele mesmo criticava e condenava [3], para aderir à perniciosa teologia da prosperidade. Com isso, o mesmo vem promovendo uma série de distorções bíblicas e heresias gravíssimas, além de abrir a porta para pregadores heréticos da tal teologia mercantilista vindos de outros países. Basta pesquisar aqui no blog para constatar que existem inúmeros artigos de refutação e denúncias das práticas anti-bíblicas de Silas. Inclusive, destaco um ótimo resumo crítico que foi publicado recentemente no Púlpito Cristão, no qual você pode ver aqui!

Embora Silas Malafaia tenha feito o desafio com um tom ofensivo de deboche e covardia, eu farei a refutação de sua palavra supra-citada não pelo desafio em si, mas pelo dever em defender o evangelho, aja visto ter detectado em sua pregação várias distorções bíblicas e conclusões errôneas feitas pelo tele-pastor, referentes ao que ele defende. Portanto, para ser mais direto e categórico, vou me conter em refutar somente a pregação do Silas Malafaia neste programa específico, onde ele desafia os blogueiros (dos quais incluo-me).

A primeira parte de sua pregação - com base na teologia da prosperidade - denominada “uma vida de prosperidade”, foi ao ar no último sábado, dia 2 de maio de 2012. Veja abaixo:


Em sua pregação, para começar ele cita três pontos que serão abordados: o que é a oferta, características de um ofertante e o resultado na vida do ofertante. Silas utiliza 2Co 9.1-15 de uma maneira desconexa e fragmentada, utilizando somente de alguns versículos desta passagem para fazer a sua defesa da teologia da prosperidade, algo normal de uma pessoa que prega tal conceito, pois não há o costume de utilizar uma pregação expositiva equilibrada. Ele ainda afirma que esta passagem é o “melhor compêndio no Novo Testamento sobre o assunto". 

Porém, ao sair do círculo fechado e fragmentado que Silas arma em torno de 2Co 9.1-15, afirmando a prosperidade financeira como recompensa para todos os crentes que ofertam, não tem como ignorar todo o contexto bíblico que trata de dinheiro, principalmente as passagens que afirmam o contrário do que Silas defende. Como harmonizar, por exemplo, a sementeira e a colheita de 2Co 9 com esta outra passagem que diz “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (I Tm 6.8-10, ARA) ? 

O que dizer então das palavras do Mestre: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão! Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mt 6.19-24, ARA ) ?

Enquanto uma passagem supostamente afirma (segundo Silas) que podemos ofertar com a promessa de prosperidade financeira plena, outras afirmam exatamente o contrário, que não devemos enfatizar a prosperidade financeira! Tem alguma coisa errada aí! Será que Silas Malafaia está pregando algo correto à luz do contexto bíblico? Será que Deus ficaria preso na condição de obrigação em recompensar financeiramente quem oferta?
2Co 9.1-15 pode ser o “melhor compêndio” sobre o assunto conforme ele afirma, porém não é o único, principalmente no Novo Testamento! Não se pode interpretar uma passagem isolada de outras que tratam do mesmo assunto (regra básica de hermenêutica).

Quando desfragmentamos os versículos isolados que Silas utiliza e analisamos a luz do contexto imediato desta passagem, veremos facilmente que o foco de Paulo não é a prosperidade financeira para os crentes em resposta ao ato de ofertar, mas sim a necessidade de ajudar financeiramente - com alegria e deliberadamente - os irmãos mais pobres. Paulo usa como exemplo aos Coríntios (uma igreja com membros financeiramente estáveis) de como os irmãos macedônios foram generosos nas ofertas enviadas à igreja de Jerusalém. Mesmo com sérias limitações financeiras (profunda pobreza, 2Co 8.2) eles tiveram alegria em ajudar os irmãos pobres. Este exemplo deve ser aplicado a nós nos dias de hoje com total significância. Porém, não com o objetivo de barganhar com Deus, esperando algo em troca.

Uma pergunta que devemos fazer: será que as ofertas e desafios financeiros que, tanto Silas Malafaia, quanto os demais tele-pastores fazem em seus programas são destinados aos pobres da Igreja? Não, pois eles categoricamente afirmam qual é o destino do dinheiro doado em suas coletas: sustentar os programas de TV (valores milionários), viagens nacionais e internacionais, mega-cruzadas caríssimas, jatinho particular etc. Posso estar errado, mas eu nunca vi Silas fazendo um desafio financeiro para ajudar os pobres da Igreja. 

Continuando a análise ao vídeo, Silas comete outro erro grave: ao citar 2Co 9.4, ele afirma que “a oferta tem sólida base no mundo espiritual”. Para chegar a esta conclusão, ele utiliza a tradução bíblica Almeida Corrigida Fiel onde diz na parte final “...firme fundamento de glória”[4]. Porém, ao analisar melhor outras traduções da bíblia (inclusive o grego original), bem como o contexto direto (vs 1 a 5), veremos exatamente o que Paulo afirma: “Não tenho necessidade de escrever-lhes a respeito dessa assistência aos santos. Reconheço a sua disposição em ajudar e já mostrei aos macedônios o orgulho que tenho de vocês, dizendo-lhes que, desde o ano passado, vocês da Acaia estavam prontos a contribuir; e a dedicação de vocês motivou a muitos. Contudo, estou enviando os irmãos para que o orgulho que temos de vocês a esse respeito não seja em vão, mas que vocês estejam preparados, como eu disse que estariam, a fim de que, se alguns macedônios forem comigo e os encontrarem despreparados, nós, para não mencionar vocês, não fiquemos envergonhados por tanta confiança que tivemos.”(NVI, grifo meu)

Portanto, concluímos facilmente duas coisas: primeiro, que não se deve fazer uma exegese profunda em um texto bíblico considerando somente uma tradução da bíblia; segundo, que a passagem em si não há, absolutamente, nada de super sobrenatural como Silas afirma, mas a passagem narra a demonstração de confiança e orgulho que Paulo tinha pelos crentes de Corinto, na certeza dos mesmos ajudarem através das ofertas os irmãos pobres da Judéia, conforme fizeram os irmãos da Macedônia. 

Mais um erro teológico de Silas: Ele cita, estranhamente de forma fragmentada parte de 2Co 9.5, onde diz “...e preparassem de antemão a vossa bênção” [negrito meu], afirmando que a palavra “benção” nesta passagem significa “um meio de receber favor Divino e meio de felicidade”. Ou seja, segundo Silas, em resposta a oferta haverá uma ação direta de Deus em abençoar os ofertantes! Isto é uma distorção forçada do texto, pois no contexto direto a palavra benção está direcionada a uma ação direta dos ofertantes aos que receberiam as ofertas! Embora reconheça que Deus pode, segundo a vontade Dele, abençoar a vida financeira de quem ajuda, não é o que este versículo em si afirma. Os “abençoados” são os que recebem as ofertas e não os que ofertam!

Veja a mesma passagem em outra tradução: “...concluam os preparativos para a contribuição que vocês prometeram. Então ela estará pronta como oferta generosa, e não como algo dado com avareza.” (NVI, negrito meu) No original grego, a palavra utilizada é eulogia (benção), empregada neste contexto como "generosidade" [5]. Lembrando que o significado da palavra “benção” é variável, no caso desta passagem se enquadra na definição de “expressão ou gesto com que se abençoa. Benefício, favor especial.” [6]

Continuando, Silas cita 2Co 9.10 “Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça”, afirmando que Deus nos dá a semente para ofertar. Está correto! Afinal, Deus é o provedor de tudo, o homem não dá do que é propriamente seu, e sim daquilo que Deus lhe tem dado (veja At 17.25). Mas, para quê serve esta semente que Deus nos dá? Para sustentar ministérios milionários de tele-pastores que cada vez mais ficam ricos para esbanjar “prosperidade”, em troca de uma suposta benção financeira sobrenatural? Não! 

A semente que provém de Deus é para ajudar os pobres da igreja para que todos sejam abençoados e Deus seja glorificado! Veja o contexto direto no versículo 9: “Como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre” (ACF, negrito meu), uma citação que Paulo faz de Salmos 112.9 para mostrar que a generosidade à quem precisa é característica de todo Cristão. Deus abençoa a nossa vida para “aumentar os frutos da nossa justiça”(vs9), para “toda a generosidade”(vs11) e para “suprir as necessidades dos santos” (vs10). Ou seja, Deus pode, segundo a vontade Dele, prover em nossas vidas quando ajudamos os pobres da Igreja, principalmente para aumentar a possibilidade desta ajuda continuar cada vez mais: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (1Jo 3.16-17, ARA)

Mais um erro de Silas: Ele cita parte do VS 12 “...porque a administração deste serviço”, para afirmar que a oferta é um serviço para Deus. Logo em seguida, ele cita 1Co 15.58 que diz “que o nosso trabalho não é em vão” para afirmar que, se é um trabalho, Deus vai recompensar. Ainda cita Jr 21.14 que diz “o Senhor recompensará a cada um segundo o fruto das tuas ações”. E termina afirmando que: “se a oferta é um serviço para Deus, Ele vai nos recompensar da mesma forma que alguém trabalha e tem que receber salário.”

Errado Pr. Silas! O contexto de 1Co 15.58 em nenhum momento é formalizado um contrato de trabalho entre nós e Deus com promessa de honorários financeiros, muito pelo contrário, fala da esperança que os Coríntios deveriam ter no dia da ressurreição para continuarem perseverando na fé, mesmo sob ensinos falsos e várias tentações, sabendo que os esforços para o serviço à Deus nunca será em vão (veja Is 65:17-25). 

Segue o contexto direto da passagem em questão: “Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?  O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” [1Co 15.50-58, ACF, negrito meu]. 

E sobre Jeremias 21.14, veja o que diz: “Eu vos castigarei segundo o fruto das vossas ações, diz o SENHOR; e acenderei o fogo no seu bosque, que consumirá a tudo o que está em redor dela.” O texto fala de castigo e não de recompensa financeira! Que distorção bíblica grosseira Pastor Silas!

Dando continuidade na análise do vídeo, Silas agora discorre para os resultados na vida de um ofertante. Logo de cara ele afirma que “Deus trabalha com a lei da recompensa”. Para tal afirmativa, ainda divide esta lei em “5 leis que funcionam na vida de um ofertante”. Chamo a atenção para algo gravíssimo: colocar a condição de lei para Deus é neutralizar a onisciência Dele! É afirmar que Deus trabalha somente em troca do nosso dinheiro! Afinal, se temos que cumprir esta lei, Deus também tem o dever de cumpri-la. Estaria Deus amarrado em uma condição humana?

Para a 1ª lei, Silas utiliza 2Co 9.6 afirmando a “lei da semeadura”: “E digo isto: o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” Esta passagem está em conexão com todo o contexto direto, no qual já tratamos nesse artigo (veja explicação acima sobre os versos 9 e 10). 

Se esta suposta lei da semeadura financeira funcionasse como Silas afirma, porque existem cristãos pobres que precisam de ajuda da própria Igreja? Falta de fé para ofertar o que não tem? Porque então Paulo organizou esta coleta de ofertas aos Pobres da Judeia, ao invés de fazer um desafio financeiro para eles serem abençoados com a lei da semeadura? Inclusive o próprio Paulo passou por muitas necessidades ( Fp 4.10-20, 2Co 11.27). Porque Jesus se fez pobre durante seu ministério na terra (2 Co 8.9) não tendo sequer aonde reclinar a cabeça (Mt 8.20)? Porque Jesus também disse que dificilmente entraria um rico no reino dos Céus (Mt 19.23-24), e ainda disse para não juntar tesouros na terra, mas no Céu (Mt 6.19-24)? Estaria Paulo pregando uma teologia contrária à Bíblia e entrando em contradição consigo próprio? Claro que não! A teologia contrária a Bíblia é a que Silas Malafaia tenta defender sem êxito.

Paulo cita esta metáfora baseada na vida agrícola para mostrar que, aquilo que é doado nunca se perde, é semeado. Embora Deus, às vezes, proveja uma colheita generosa no terreno físico, principalmente para aumentar as possibilidades de ajuda aos pobres da Igreja, esse não é o padrão e nem é a promessa do Novo Testamento, muito pelo contrário, veja: 2 Co 8:9, 11:27, Lc 6:20-21, 24:25, Tg 2:5.

Tentando justificar a demora na “colheita” de muitos, Silas ainda faz uma analogia entre o tempo de cumprimento da “lei da semeadura” com as sementes de frutas naturais. Dentre várias frutas, ele cita tamarindo, uma fruta que demora até 60 anos para começar a dar frutos. Com isso, ele justifica que pode demorar muito para alguém receber o pagamento da tal “lei da semeadura”. Ou seja, o que você ofertar, talvez nem receba de Deus nesta vida. Na verdade, trata-se da famosa "desculpa espiritual" dos adeptos da teologia da prosperidade para os que não receberam a sua colheita, mesmo depois de ofertar. Engraçado que na hora dos desafios televisivos é exaustivamente enfatizado que Deus vai nos abençoar, que vamos colher cem vezes mais, que vamos ter uma vida próspera, que vamos pagar nossas contas e ter prosperidade em abundância etc.

Na 2ª lei, Silas cita 2 Co9.7 onde diz “...porque Deus ama a quem dá com alegria”, o que seria a “lei do amor de Deus sobre o ofertante”. Logo após, solta uma pérola histórica: “você não vê Deus usando essa palavra de amor pra salvação” E ainda pede para avisá-lo se alguém souber de outra passagem bíblica que utiliza esta expressão de amor de Deus, pois ele não sabe de tudo da Bíblia. 

Sinceramente, alguém que faz tal afirmação deixa-me mais desconfiado ainda do quanto a pessoa é desprovida de conhecimento Bíblico, veja: Jo 3.16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (negrito meu) Leia também 1Jo 4.9 e Rm 5.8. 

A 3ª lei, segundo Silas, consta no versículo 8, onde diz: “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra,”(ARA) o que seria a “lei total do favor de Deus, a graça”. Silas afirma – corretamente – que a graça é o favor imerecido, benevolente e amoroso de Deus para o homem. Mas comete um erro gravíssimo afirmando que “a oferta chama a graça de Deus para nós”. Ora, se a graça é um favor imerecido, como pode ser merecido ao mesmo tempo? 

Para piorar, segundo este pensamento Silas afirma que através da oferta nós podemos obter soluções de problemas emocionais, curas e soluções de problemas financeiros. Enfim, erros gravíssimos e infantis que nem um aluno novo de Escola Bíblica dominical confunde.
O versículo em questão não dá margem para esta interpretação incorreta. No verso 8 diz que Deus pode nos abençoar para sermos um instrumento de sua graça, fazendo que tenhamos o suficiente para continuar ajudando os pobres. Quando os santos carentes recebem uma generosa doação de outros crentes, eles reconhecem que Deus é a fonte da generosidade, reconhecendo o dom inefável de Deus (vs 15). E assim eles respondem com ações de graças e louvor a Deus por Sua graça em suas vidas (v. 11). E isto acontece segundo a vontade Dele e não por nosso merecimento. Nós não merecemos e nunca vamos merecer a graça Dele, é Ele quem nos ama e nos concede a sua graça, segundo o Seu querer.

A 4ª lei que Silas cita, segundo 2Co 9.9 é a “lei da multiplicação”, que na verdade é o mesmo que a “lei da semeadura”. Ou seja, a refutação para a 1ª lei serve para esta 4ª lei também.

Enfim, a 5ª lei. Silas cita o verso 11 que diz “para que tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus”, para fundamentar a “lei da abundância”. Com isso, Silas afirma que Deus é um Deus de sobra, sem mesquinharia. 

Obviamente, ele utiliza este argumento para justificar a suposta abundância da teologia da prosperidade. Mas, ao contrário que ele afirma, o que esta passagem mostra é que, quando Deus nos dá uma provisão financeira, mesmo sendo com sobras, não é para o proveito próprio, e sim para ser usada em generosidade aos necessitados, para a glória de Deus. O versículo é claro quando afirma “...para toda a beneficência”(ACF), “para toda generosidade”(ARA). Veja como viviam os convertidos naquela época: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.” (At 2.44-45, ARA) Este conceito de abundância financeira é, de fato, o mais claro sinal de avareza na vida de alguém: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Mt 12.15, ARA)

Silas ainda cita exemplos do que aconteceu com Adão e Eva no jardim do Éden e a prosperidade de Abraão para afirmar que Deus fará o mesmo com quem ofertar. Isto é um absurdo! Afinal, estes são casos isolados em que Deus agiu com um propósito específico e exclusivo para cumprir os seus planos! Por exemplo: não é porque Deus sustentou o povo no deserto enviando o maná dos céus (Ex 16:35) que ele fará o mesmo hoje da mesma forma conosco. Vai deixar de trabalhar esperando o maná para ver o que acontece!

Para terminar, mostro na Bíblia a verdadeira prosperidade para o Cristão:
"Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários". (2Co 8.1-3). 
Antigamente, Silas Malafaia concordava que esta passagem nos mostra a verdadeira prosperidade bíblica, veja o que ele disse muitos anos atrás: "Os pobres da Macedônia dividiram o pouco que tinham com os pobres da Judeia. Isto é prosperidade. Prosperidade é você compartilhar com o outro... é viver bem com aquilo que Deus tem te dado... é mesmo você tendo pouco, você ainda tem forças e capacidade de ajudar alguém que está pior do que você." [7]

Fico na esperança de que esse artigo sirva de alerta para todos aqueles que ainda acreditam na teologia da prosperidade, onde infelizmente nos últimos anos muita gente se corrompeu, contaminando-se nas heresias importadas da teologia de Mamon. 
Espero de coração que Silas Malafaia se arrependa verdadeiramente, voltando ao evangelho puro e verdadeiro. Não existe nada mais nobre para um Cristão do que assumir sua condição de pecador e humildemente reconhecer os seus erros para nunca mais praticá-los.
Soli Deo Gloria!

Notas:
1 – Vídeo onde Silas Malafaia faz o desafio aos blogueiros e sites de notícias com palavras ofensivas: Clique aqui p/ ver!
2 – Idem.
3 – Como a teologia de Malafaia mudou radicalmente em alguns anos: Clique aqui p/ ver!
4 – A Almeida Corrigida e Fiel é baseada no Textus Receptus (ou texto majoritário), onde a interpretação bíblica segue o método de equivalência formal (literal-gramatical-histórico) das palavras nos originais da Bíblia. Sendo assim, há muitas palavras de difícil entendimento devido à literalidade da tradução. Neste caso, é necessária a análise do contexto direto para um claro entendimento, bem como a leitura de outras versões da bíblia em paralelo. Para mais informações, veja aqui.
5 - GINGRICH, F. W.; DANKER, F. W. Léxico do N.T. grego/português. São Paulo: Vida Nova, 2003. pág. 88.
7 - Idem a nota 3.
Fonte: Bereianos

O suicídio pela palavra

"Veja", uma das cinco revistas semanais de informações mais importantes do mundo, levou 2.272 edições, em 44 anos de circulação, para cometer o maior "nariz de cera" da sua história, do jornalismo brasileiro em muitos anos e talvez da imprensa mundial. Sua matéria de capa do último número, do dia 6, abre com 98 linhas da mais medíocre "encheção de linguiça", como se diz "no popular".
Se tivessem mesmo que sair, esses quatro enormes parágrafos, numa matéria de apenas oito períodos, tirando boxes e penduricalhos outros para descansar a vista (e relaxar a cabeça), caberiam na Carta ao Leitor, espaço reservado à opinião do dono. Mas lá já estava o devido editorial da "casa", repleto de adjetivações e subjetividades, conforme o estilo.
A tarefa do repórter Daniel Pereira não era competir em fúria acusatória com a voz do dono, mas dar-lhe — se fosse o caso — suporte informativo. Sua matéria devia conter fatos, que constituem a arma de combate do repórter, infalível diante de qualquer assunto sob sua investigação.
Ao invés disso, metade da sua falsa reportagem, com presunção de trazer novidades e gravidades suficientes para merecer a capa da edição, é um rosário de imprecações opiniáticas, no mais grosseiro e primário estilo, num desabamento de qualidade em relação à Carta ao Leitor.
Em tom professoral digno de um sábio de almanaque Capivarol, o editor da sucursal de Brasília, distinto e ilustre desconhecido (ainda, claro), faz gracejo insosso com o fracasso da estratégia de Lula de usar a "CPI do Cachoeira" como manobra diversionista para tirar o foco do julgamento dos integrantes da "quadrilha do mensalão".
Tentando reparar o efeito inverso gerado pela iniciativa, Lula procurou o ministro Gilmar Mendes, do STF, para um acerto, "movimento tão indecoroso que, ao contrário do imaginado pela falconaria petista, se voltou contra o partido", sentencia o jornalista.
Não sou petista. Nunca fui. Também não sou nem nunca serei filado a qualquer partido político, enquanto minha profissão me conceder um espaço para opinar e interpretar. É onde faço política: tentando armar o meu leitor para ter sua agenda atualizada aos grandes temas ao alcance da sua vontade.
Votei uma única vez em Lula para presidente da República, na primeira tentativa dele, contra Collor, em 1989. Ninguém encontrará um artigo de louvor a ele no meu Jornal Pessoal. Como não moro em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro ou Belo Horizonte, mas em Belém do Pará, distante dois mil quilômetros da capital federal, não me atrevo a escrever reportagens a respeito dele.
Para isso, precisaria estar em contato com pessoas do centro do poder, testemunhar acontecimentos, criar fontes com acesso às informações diretas. Mas minhas análises, feitas à distância, não ultrapassam o limite da possibilidade de demonstrar com fatos o que digo. E só digo o que os fatos me autorizam.
Ao autorizar um repórter, encarregado de produzir uma reportagem, que requer tudo que está fora do meu alcance, justamente porque não disponho dos recursos ao alcance de Daniel Pereira, "Veja" mostra que não respeita a si, aos seus jornalistas e ao leitor. Desrespeita a própria história, que a fez ocupar um lugar tão destacado na imprensa mundial e ter-se estabilizado há muitos anos em 1,2 milhão de exemplares de tiragem.
O respeito e a admiração que as pessoas tem hoje pelos jornalistas da TV Globo era o mesmo, com outra substância, do início dos anos 1970, quando "Veja" se consolidou como a mais importante novidade na imprensa brasileira. Antes de passar a trabalhar na revista, via-me diante de humilhação partilhada por repórteres das outras publicações, como as minhas. Depois de dar entrevista coletiva, o personagem da reunião se desculpava e atendia à parte o representante de "Veja", que costumava assistir calado ao pingue-pongue de perguntas e respostas entre os colegas e o entrevistado.
Mas não ficávamos furiosos ou nos revoltávamos pelo privilégio dado ao concorrente. Veríamos, quando a revista circulasse, que o tratamento diferenciado tinha uma motivação fundamentada na qualidade do trabalho da revista. Por opção editorial, as matérias não eram assinadas. Mas tanto os profissionais que iam às ruas atrás das notícias eram bons como ótimos eram aqueles que reescreviam tudo na redação, estabelecendo uma homogeneidade de alto nível em todos os textos, do primeiro ao último.
Essa boa novidade levou ao exagero da padronização, logo corrigido pela liberação dos freios da centralização: cada jornalista pode desenvolver seu estilo e as matérias começaram a sair assinadas.
Muitas das matérias que forniram as páginas da revista eram do melhor jornalismo, vizinho dos textos de autores da melhor literatura. Tanto pelo domínio do vernáculo como pela consciência de que jornalismo é a vida pulsando todos os dias em sua materialização factual, sempre sujeita ao humano, demasiado humano (o que serviu de halo para o "novo jornalismo" americano).
Com a sucessão de textos do tipo que agride a essência do jornalismo já há bastante tempo, "Veja" está prestando um grave desserviço ao Brasil, a pretexto de brecar o avanço do "lulismo" tirânico e irresponsável. Está fazendo o país retroceder a um jornalismo praticado até seis décadas atrás, quando o Diário Carioca introduziu o lide no manual de redação jornalística. Sucederam-se a partir daí os aperfeiçoamentos que "Veja" consolidou.
A começar pelo curso de formação que deu aos seus futuros integrantes antes de começar a circular, uma revolução em matéria de recrutamento de quadros. E pelo elevado padrão de profissionalismo que estabeleceu, tornando-se uma meta para todos aqueles que queriam avançar no seu ofício e ter uma vida digna, decente e confortável — conquistas das quais só a última era frequente, à custa da venda da alma ao diabo; até "Veja" demonstrar que jornalista também pode ganhar bem sem se prostituir.
É profundamente lamentável que essa mesma revista esteja agora, num paroxismo editorial difícil de explicar e mais difícil ainda de entender, renunciando a todas essas conquistas para se entregar a uma voragem de apoplexia palavrosa, se a tipologia cabe nessa forma surpreendente de patologia. Lula pode sobreviver a esse tipo de vírus. O jornalismo, não.
Querendo ser a coveira de um líder político esquivo e ambíguo, "Veja" está, na verdade, cometendo um haraquiri patético, capaz de arrastar consigo muito mais gente do que a que sucumbiu sob outro desses líderes em transe: Jim Jones.
(Saio da bitola amazônica nesta carta jornalística pela necessidade de desabafar, que partilho com meus leitores. Quase meio século de jornalismo autorização a quebra da bitola, I presume.)