segunda-feira, 11 de abril de 2016

Novas revelações da Lava Jato podem tumultuar semana de votação do impeachment de Dilma


Rô Moreira

O juiz federal Sérgio Moro pode deflagrar na próxima semana uma nova Operação da Lava Jato. O governo teme isso acontecer. [image: Juiz federal Sérgio Moro em destaque.] Juiz federal Sérgio Moro em destaque. Novas revelações da Operação Lava Jato podem movimentar ainda mais o cenário político na semana em que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff começa a engrenar. No Planalto, há uma grande expectativa de que algo não muito bom pode acontecer. Responsável pelas investigações da Lava Jato, o juiz federal Sérgio Moro pode preparar uma ofensiva contra o governo e ... mais »

terça-feira, 5 de abril de 2016

Dízimo, uma prática bíblica a ser observada

Rev. Hernandes Dias Lopes

Há uma enxurrada de comentários tendenciosos e distorcidos circulando as redes sociais, em nossos dias, atacando a doutrina dos dízimos. Acusam os pastores que ensinam essa doutrina de infiéis e aproveitadores. Acusam as igrejas que recebem os dízimos de explorar o povo. Outros, jeitosamente, tentam descaracterizar o dízimo, afirmando que essa prática não tem amparo no Novo Testamento. Tentam limitar o dízimo apenas ao Velho Testamento, afirmando que ele é da lei e não vigente no tempo da graça.
Não subscrevemos os muitos desvios de igrejas que, laboram em erro, ao criarem mecanismos místicos, sincréticos e inescrupulosos para arrecadar dinheiro, vendendo água fluidificada, rosa ungida, toalha suada e até tijolo espiritual. Essas práticas são pagãs e nada tem a ver com ensino bíblico da mordomia dos bens. O fato, porém, de existir desvio de uns, não significa que devemos afrouxar as mãos, no sentido de ensinar tudo quanto a Bíblia fala sobre dízimos e ofertas. Destaco, aqui, alguns pontos para nossa reflexão.

Em primeiro lugar, a prática do dízimo antecede à lei. Aqueles que se recusam ser dizimistas pelo fato de o dízimo ser apenas da lei estão rotundamente equivocados. O dízimo é um princípio espiritual presente entre o povo de Deus desde os tempos mais remotos. Abraão pagou o dízimo a Malquizedeque (Gn 14.20) e Jacó prometeu pagar o dízimo ao Senhor (Gn 28.22), muito antes da lei ser instituída.

Em segundo lugar, a prática do dízimo foi sancionada na lei. O princípio que governava o povo de Deus antes da lei, foi ratificado na lei. Agora, há um preceito claro e uma ordem específica para se trazer todos os dízimos ao Senhor (Lv 27.32). Não entregar o dízimo é transgredir a lei, e a transgressão da lei constitui-se em pecado (1Jo 3.4).

Em terceiro lugar, a prática do dízimo está presente em toda Bíblia. A fidelidade na mordomia dos bens, a entrega fiel dos dízimos e das ofertas, é um ensino claro em toda a Bíblia. Está presente no Pentateuco, os livros da lei; está presente nos livros históricos (Ne 13.11,12), poéticos (Pv 3.9,10) e proféticos (Ml 3.8-10). Também está explicitamente ratificado nos evangelhos (Mt 23.23) e nas epístolas (Hb 7.8). Quanto ao dízimo não podemos subestimá-lo, sua inobservância é um roubo a Deus. Não podemos subtraí-lo, pois a Escritura é clara em dizer que devemos trazer “todos os dízimos”. Não podemos administrá-lo, pois a ordem: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”.

Em quarto lugar, a prática do dízimo é sancionada por Jesus no Novo Testamento. Os fariseus superestimavam o dízimo, fazendo de sua prática, uma espécie de amuleto. Eram rigorosos em sua observância, mas negligenciam os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Jesus, deixa claro que devemos observar atentamente a prática dessas virtudes cardeais da fé cristã, sem omitir a entrega dos dízimos (Mt 23.23). Ora, aqueles que usam o argumento de que o dízimo é da lei, e por estarmos debaixo da graça, estamos isentos de observá-lo; da mesma forma, estariam também isentos da justiça, da misericórdia e da fé, porque essas virtudes cardeais, também, são da lei. Só o pensar assim, já seria uma tragédia!

Em quinto lugar, a prática do dízimo é um preceito divino que não pode ser alterado ao longo dos séculos. Muitas igrejas querem adotar os princípios estabelecidos pelo apóstolo Paulo no levantamento da coleta para os pobres da Judéia como substituto para o dízimo. Isso é um equívoco. O texto de 2 Coríntios 8 e 9 trata de uma oferta específica, para uma causa específica. Paulo jamais teve o propósito de que essas orientações fossem um substituto para a prática do dízimo. Há igrejas na Europa e na América do Norte que estabelecem uma cota para cada família para cumprir o orçamento da igreja. Então, por serem endinheirados, reduzem essa contribuição a 5% ou 3% do rendimento. Tem a igreja competência para mudar um preceito divino? Mil vezes não! Importa-nos obedecer a Deus do que aos homens. Permaneçamos fiéis às Escrituras. Sejamos fiéis dizimistas!


sexta-feira, 1 de abril de 2016

JEJUM, FOME DE DEUS

O jejum é uma prática milenar, porém em desuso na igreja cristã contemporânea. O jejum está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Os profetas, os apóstolos, Jesus e muitos homens de Deus ao longo da história experimentaram os benefícios espirituais por intermédio do jejum. Os santos de Deus em todos os tempos e em todos os lugares não somente creram no jejum, como também o praticaram. Hoje, porém, são poucos os crentes que jejuam com regularidade e ainda há muitas dúvidas acerca da sua necessidade e de seu funcionamento.

O que é jejum? É a abstenção de alimento por um período definido para um propósito definido. O jejum não é apenas abstinência de alimento. Não é um regime para emagrecer. Ele deve ter propósitos espirituais claros. Jejum é fome de Deus, é saudade do céu. A Bíblia diz que comemos e bebemos para a glória de Deus e também jejuamos para a glória de Deus (1Co 10.31). Se comemos para a glória de Deus e jejuamos para a glória de Deus, qual é a diferença entre comer e jejuar? Quando jejuamos nos alimentamos do pão da terra, símbolo do Pão do céu; mas quando jejuamos não nos alimentamos do símbolo, mas da essência, ou seja, nos alimentamos do próprio Pão do céu. Jejuar é amar a realidade acima do emblema. O alimento é bom, mas Deus é melhor (Mt 4.4; Jo 4.32). A comunhão com Deus deve ser a nossa mais urgente e apetitosa refeição. Nós glorificamos a Deus quando o preferimos acima dos seus dons.

O maior obstáculo para o jejum não são as coisas más, mas as coisas boas. Nem sempre nos afastamos de Deus por coisas pecaminosas em si mesmas. Os mais mortíferos apetites não são pelos venenos do mal, mas pelos simples prazeres da terra, os deleites da vida (Lc 8.14; Mc 4.19). “Os prazeres desta vida” e “os desejos por outras coisas” não são um mal em si mesmos. Não são vícios. São dons de Deus. No entanto, todas elas podem tornar-se substitutos mortíferos do próprio Deus em nossa vida. Jesus disse que antes de sua volta as pessoas estarão vivendo desatentas como a geração que pereceu no dilúvio. E o que elas estavam fazendo? Comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento (Mt 24.37-39). Que mal há em comer e beber, casar e dar-se em casamento? Nenhum! Mas, quando nos deleitamos nas coisas boas e substituímos Deus pelas dádivas de Deus estamos em grande perigo. O jejum não é fome de coisas boas; o jejum é fome de Deus. O jejum não é fome de coisas que Deus dá; o jejum é fome do Deus doador. Nossa geração corre atrás das bênçãos de Deus em vez de buscar o Deus das bênçãos. Deus é melhor do que suas dádivas. O abençoador é melhor do que a bênção.

O propósito do jejum não é obter o favor de Deus ou mudar a sua vontade (Is 58.1-12). Tampouco impressionar os outros com uma espiritualidade farisaica (Mc 2.16-18). Nem é para proclamar a nossa própria espiritualidade diante dos homens. Jejum significa amor a Deus. Jejuar para ser admirado pelos homens é ter uma motivação errada. Jejum é fome do próprio Deus e não por aplausos humanos (Lc 18.12). É para nos humilharmos diante de Deus (Dn 10.1-12), para suplicarmos a sua ajuda (2Cr 20.3; Ed 4.16) e para voltarmo-nos para Deus com todo o nosso coração (Jl 2.12,13). É para reconhecermos a nossa total dependência divina (Ed 8.21-23). O jejum é um instrumento para fortalecer-nos com poder divino, em face dos ataques do inferno (Mc 9.28,29).

É tempo da igreja jejuar! É tempo da igreja voltar-se para Deus de todo o seu coração, com jejuns e com pranto. É tempo de buscar um reavivamento verdadeiro que traga fome de Deus em nossas entranhas, que traga anseio por um profundo despertamento da realidade de Deus em nossa igreja, em nossa cidade, em nossa nação!

Rev. Hernandes Dias Lopes



domingo, 27 de março de 2016

Crise derruba dízimos e já tira programação de igrejas da TV


Agenor Duque, auto-intitulado apóstolo, líder da Igreja da Plenitude, em crise econômicaA crise econômica já afeta de forma profunda a sociedade, inclusive as igrejas evangélicas. Algumas denominações já demonstram isso de forma clara. A Igreja da Plenitude, do evangélico Agenor Duque, acaba de ficar fora do ar por uma semana no canal RBI, devido a falta de pagamento. Já a Igreja Mundial de Valdemiro Santiago, vem "penando": perdeu praticamente todos os horários que comprava na RedeTV! --também por atraso no pagamento-- e agora mal consegue manter sua emissora na TV fechada (Rede M... mais »

(Cadê a Fé, toalha ungida, Amuletos, decreta, determina turma!!)

sábado, 19 de março de 2016

BATISMO POR ASPERSÃO: EXPRESSÃO INICIAL DA FÉ CRISTÃ (Mt 3.1-6; 13-17)

Professor Pádua


*INTRODUÇÃO* A comunidade evangélica da atualidade é imersionista (Batistas e pentecostais), é possível que muitos cristãos históricos (congregacionais, presbiterianos, metodistas, etc) tenham assimilado essa prática e gerado um preconceito contra o batismo por aspersão. Tais pessoas defendem o ensino imersionista contra o modo por aspersão, de duas formas: a) Pela associação com o Batismo Católico Romano – Ser aspersionista é ser católico romano; assim, dizem os crentes modernos. b) João Batista batizou no Rio Jordão – Esse tem sido o argumento do imersionistas, pois, eles supõ... mais »

Como ser um bom aluno na EBD?

Luciano Sena


Na atividade pedagógica da igreja, muitas pessoas apreciam um mestre capaz, quer seja nas aulas, quer seja na pregação. *De fato, quem ensina, faz muita diferença*. A Bíblia diz que quem ensina deve fazer isso com esmero, com dedicação (Rm 12.7). A marca do ensino de Jesus foi seu ensino eficaz, simples e com poder (Mt 7.29). Existem vários princípios bíblicos que nos orienta para um ensino com qualidade e eficaz. Porém, não é sobre quem ensina que quero tratar aqui, mas a respeito de quem *aprende*. Em muitos casos, quem está aprendendo não aprendeu a aprender, e isso, faz uma eno... mais »

segunda-feira, 14 de março de 2016

O perigo de vestir-se com um lençol


O texto de Marcos 14.51,52 relata o episódio de um jovem vestido com um lençol. A cidade de Jerusalém estava vivendo a noite mais dramática da sua história. Judas liderava a turba de sacerdotes e soldados que iam prender Jesus. Já era noite. Muitas pessoas apenas olharam a cena, mas um jovem não se conteve. Do jeito que estava enrolado em um lençol, pulou de sua cama e infiltrou-se no meio da turba que estava levando Jesus preso. Não se apercebeu que lençol  não é roupa. Não se deu conta que estava indevidamente vestido e que poderia ser desmascarado e exposto ao  vexame.
Esse jovem é um símbolo daqueles que seguem a multidão, mas sem saber direito o que está acontecendo. Ele representa os seguidores ocasionais e os discípulos de plantão. Ele estava seguindo a Jesus, mas sem medir as conseqüências. Ele estava vestido inconvenientemente e despreparado para enfrentar as dificuldades. O texto em tela nos enseja algumas lições:
Em primeiro lugar, os que se cobrem com um lençol são um símbolo dos que seguem a Cristo sem compromisso. Aquele jovem tornou-se um discípulo casual. Faltava-lhe  o compromisso com Jesus. Ele era um discípulo de improviso. Seguia Jesus movido apenas pela curiosidade. Muitos ainda hoje, estão na igreja, mas não seguem a Jesus de verdade. Estão no meio da multidão, mas não conhecem a Jesus nem tem qualquer aliança com ele.
Em segundo lugar, os que se vestem com um lençol são um símbolo daqueles que vivem superficialmente. O lençol era a única cobertura que aquele jovem possuía. Era, portanto, um arranjo, uma proteção superficial. Não havia mais nada além daquilo que era aparente. Quando lhe arrancaram o lençol, não havia mais nada para lhe proteger a vergonha. Há muitas pessoas ainda hoje, que vivem uma vida rasa, descomprometida, superficial. Têm apenas um verniz, uma casca de piedade, mas nenhuma essência de santidade. 
Em terceiro lugar, aqueles que se cobrem com um lençol são adeptos do pragmatismo. Eles preferem o que dá certo em lugar do que é certo. Não era certo sair de lençol, mas naquele momento deu certo. Era noite e pensou que poderia ficar despercebido. O lençol enrolado no corpo, à noite, parecia-se com vestimenta decente. A escuridão favorecia esse tipo de arranjo. Ele pensou: “ninguém saberá, então, eu vou fazer”. Sua ética era a ética do momento, da conveniência. Muitos ainda hoje agem desta mesma forma. Estão mais preocupados com resultados do que com a verdade; buscam mais a conveniência pessoal do que fazer o que é certo diante de Deus.
Em quarto lugar, aqueles que se cobrem com um lençol são um símbolo daqueles que não podem se defender. O jovem viu-se indefeso quando foi atacado. Ao precisar usar suas mãos, o lençol caiu e ele ficou nu. Eram suas mãos que faziam com que o lençol aderisse ao corpo. Ao liberar as mãos, o lençol caiu. Ficou vulnerável, exposto, desprotegido, nu. O inimigo agarrou o lençol, a única coisa que lhe protegia. Ficou nu. Fugiu nu. As máscaras podem nos esconder por um tempo. Mas ninguém consegue afivelar as máscaras com segurança. Uma hora a máscara cai e deixa a pessoa em maus lençóis, ou melhor, sem lençol. Há muitas pessoas que se infiltram no meio da multidão, despreparados para a luta. Na hora da crise, quem estiver trajando apenas um lençol ficará exposto ao opróbrio e à vergonha. Não é sensato vestir-se com um lençol! Você precisa trajar toda a armadura de Deus. Você precisa ser um discípulo de verdade, um seguidor de Cristo pronto a viver e morrer com ele e por ele, sem precisar fugir envergonhado.

Rev. Hernandes Dias Lopes






domingo, 13 de março de 2016

Moro dá ultimato de cinco dias a Lula e intima ex presidente para que se explique sobre cofre encontrado pela PF


As Ações do Juiz Sergio Moro são temidas por seus alvos por uma razão bem simples: Moro não costuma questionar operações lícitas , documentadas e transparentes. Daí o pânico quando alguém é citado em algum de seus despachos ou quando alguém é convidado a depor. O Juiz Moro é meticuloso e conta com uma equipe de inteligencia extremamente dedicada e competente. tanto é que, entre os acusados que tiveram a infelicidade de cair nas garras da Lava jato, estão executivos bilionários, com dinheiro para contratar os advogados mais caros do planeta. Nem assim, conseguiram escapar. O ex-...mais » em Blog da Rô - Mulheres Sábias

terça-feira, 1 de março de 2016

SAUDADES ETERNAS - EVERALDO

A família e amigos sentirão muitas saudades das brincadeiras dele, os mais próximos sabiam que dentro dele pulsava um coração quase de mãe, que abraçava a todos. Não entendemos porquê algumas coisas acontecem, nem porque existem tanta maldade neste mundo, porém, a lembrança que se deve guardar é da sua vida, do seu sorriso e sua disposição de ajudar quem quer que fosse. A toda a família nossos mais sinceros sentimentos, pois somente o Deus eterno pode trazer o consolo! Quanto ao jovem Everaldo, só podemos dizer que sentiremos saudades eternas! Veronilton, Helenilda e Hellen!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O Pastor precisa mesmo ser Teólogo?



Mais uma vez, dirijo-me aos pastores. É importante deixar claro que não falo como pastor, mas como ovelha que tem alguns pedidos a fazer. Não falo em tom de superioridade, mas com muito carinho e respeito aos pastores. Tem sido semeada em muitas igrejas - e até em instituições teológicas - a ideia de que ser pastor não é ser teólogo. Antes de qualquer coisa, quero esclarecer que não sou a favor de uma teologia sem espiritualidade, nem de que o conhecimento bíblico apenas, sem que haja uma vida piedosa, seja suficiente. Também não estarei dizendo que não se pode ser pastor sem ter feito algum curso teológico. O ponto não é esse e não entrarei nessa questão.

Dito isso, apresento-lhes um fato: não é pequena a quantidade de igrejas que são pastoreadas por homens com raso conhecimento teológico e superficial conhecimento bíblico. Há instituições que carecem profundamente da sã doutrina e do zelo pelas Escrituras. Mas a grande pergunta é: Se isso é um fato, por qual motivo ele existe? Tenho um palpite. Acredito que tudo que deixamos de lado, seja em qualquer área de nossa vida, é porque não consideramos importante (que Deus tenha misericórdia de nós, pois fazemos isso). E, se a teologia tem sido deixada de lado por alguns pastores/igrejas/instituições, é porque ela não tem sido considerada importante. A teologia ortodoxa afirma que o estudo sobre Deus (Theo + logia) deve ser baseado única e exclusivamente na Bíblia. O que me leva a concluir que, quando o estudo teológico é deixado de lado, a própria Escritura também não tem sido considerada importante.

Então, surge o ponto central deste meu escrito: É possível ser pastor e não ser teólogo? Minha resposta vai mais além que um simples "não". O conceito de pastor e teólogo tem sido dicotomizado quando, na realidade, ambos nunca deveriam, nem poderiam ser considerados diferentes com relação ao pastorado. Vejamos o que Efésios 4:11-14 diz:

"E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro." 

Note, no versículo 11, que as expressões "pastores e mestres" estão ligadas. No grego, elas são apontadas por um mesmo artigo. Alguns para apóstolos; Outros para profetas; Outros para evangelistas; E, por fim, outros para PASTORES e MESTRES. Essas últimas expressões, que formam um mesmo grupo - e não dois, caracterizam os dons espirituais de homens que têm a responsabilidade de cuidar e guiar o rebanho. Sim, são os pastores. Mas o que quer dizer "mestres"? Em outras versões, encontramos a palavra "doutores" no lugar de "mestres". Essas palavras querem dizer a mesma coisa: pessoas que detém conhecimento. E, se estamos falando de mestres da igreja, que tipo de conhecimento seria se não o do Filho de Deus (v.14), o próprio Cristo, revelado na Escritura?


O próprio texto deixa claro para quais finalidades Deus designou essas pessoas. No aspecto positivo, "preparar os santos para a obra do ministério", edificar o "corpo de Cristo" - a Igreja, alcançar a "unidade da fé" e "conhecimento do Filho de Deus" - Jesus Cristo, chegar à "maturidade", atingir "a medida da plenitude de Cristo". No aspecto negativo, evitar que sejamos "como crianças", "jogados para cá e para lá por todo vento de DOUTRINA" (ênfase minha), evitar homens que "induzem ao erro". Fica claro, pelo texto, que ser pastor é ser mestre, de modo que eles tenham o conhecimento suficiente para tudo isso. Então do que estamos falando? De pastores teólogos! Sim, existem teólogos que não são pastores, mas é inadmissível biblicamente a existência de pastores não teólogos.

É provável que, até aqui, a maioria destes pastores dos quais me refiro já tenham desistido de ler este texto. Discursos e atitudes como essas provocam justamente aquilo que deve se evitado pelo pastor e mestre. As igrejas não têm crescido. Os irmãos têm permanecido como crianças, levados por qualquer vento de doutrina. E a consequência disso é erro por cima de erro. Meu convite é a você, ovelha como eu, que tem sido prejudicado pela ausência de líderes como esses. Oremos e trabalhemos por uma radical mudança em nosso meio. Não podemos nos calar. A igreja tem voz. Podemos e devemos cobrar, com amor e humildade, que nossos pastores empenhem-se no estudo teológico para servir melhor as suas igrejas. Até quando vamos ter perguntas sem respostas? Até quando vamos engatinhar enquanto outras igrejas crescem em maturidade bíblica? Aos pastores não teólogos, falo pautado na Palavra e não com minha autoridade própria, arrependam-se e mudem de atitude, ou vocês verão suas ovelhas sendo melhor pastoreadas por pregações do YouTube do que por vocês.

Autor: Richardson Gomes