quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

MANÁ DIARIO (GENESIS 37.5-11) - MISSº VERONILTON PAZ DA SILVA

TEXTO: GENESIS 37.5-11
[5] Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais. [6] Pois lhes disse: Rogo-vos, ouvi este sonho que tive: [7] Atávamos feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu. [8] Então, lhe disseram seus irmãos: Reinarás, com efeito, sobre nós? E sobre nós dominarás realmente? E com isso tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras. [9] Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim. [10] Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra? [11] Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo”.

JOSÉ, O FILHO SONHADOR DO SEU PAI.
O sonho possui significados distintos levando em conta a religião, ciência e cultura. A interpretação dos sonhos tem grande credibilidade nas religiões judaico-cristãs: está escrito na Toráh e na bíblia que Jacó, José e Daniel receberam de Deus a habilidade de interpretar os sonhos. O desejo de Deus é que sonhemos e projetemos nossa vida para a sua glória, devido a isto ele coloca sonhos em nós. Mas, estes sonhos não podem deixar Deus de fora. Se os nossos sonhos não fizerem parte da vontade de Deus eles jamais se realizarão, mas há homens que sonham de fato segundo a vontade de Deus, buscam viver para gloria Dele. José foi uma homem que Deus, por meio dos seus sonhos, realizou o seu plano soberano sobre ele e sua família, sobre os sonhos de José, iremos retirar alguns ensinamentos baseados no tema acima mencionado.

Primeiro, José era o homem que sonhava os sonhos decretados por Deus e isto lhe rendia ódio de outros. José quando sonhou contou aos seus irmãos, talvez quisesse compartilhar sua benção com eles,mas os mesmos não entenderam, sobre isto foi registrado: Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais” (v.5). Que aprendizado podemos extrair disto tudo? Não conte seus sonhos a qualquer pessoa, conte aquelas que você pode confiar, que são instrumentos de Deus para te abençoar. As pessoas que traem é porque já estiveram ao seu lado como amigos, o personagem aqui mencionado foi traído pelos irmãos, cuidado com os seus sonhos, não conte-os qualquer que se diz seu amigo. Os seus sonhos precisam ser colocados nas mãos de Deus e se for compartilhar com alguma pessoa, faça-o depois de consagrar estes sonhos a Deus por meio da oração, jejum e piedade, assim escolha de maneira piedosa e não interesseira as pessoas que quer compartilhar os seus sonhos e projetos, pois os seus sonhos geram ódio nas pessoas que não compreendem a sua intimidade com Deus. Os sonhos do servo de Deus não somente traz ódio, mas também confusão na mente dos homens carnais, será o assunto tratado a seguir.

Segundo, José era o homem que sonhava os sonhos decretados por Deus que o homem carnal não entendia. José contou ainda contou dois sonhos, sendo o primeiro aos seus irmãos e o segundo, além destes, estava presente também seu pai, conforme está registrado nesta passagem: “Pois lhes disse: Rogo-vos, ouvi este sonho que tive: Atávamos feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu. Então, lhe disseram seus irmãos: Reinarás, com efeito, sobre nós? E sobre nós dominarás realmente? E com isso tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras. Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim. Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?” (v.6-10). Segundo esta narração ele teve sonhos revelacionais que apontavam para o futuro, porém podemos extrair lições para as nossas vidas, os sonhos que foram projetados por Deus para a sua vida não serão compreendidos pelos homens carnais, pois o homem natural não compreende as coisas de Deus (I Co 2.14), se você falar da sua fé revelada nas Escrituras e da sua intimidade com Deus os incrédulos a te muitos membros de igrejas vão entender como loucura, os irmãos de José nem mesmo seus pais entenderam seus sonhos, porém, Deus entende seus sonhos e projetos, pois ELE mesmo foi quem os projetou, não se preocupe se sua fé é ridicularizada por homens carnais, diante de Deus você é bem aventurado. Se os seus sonhos são provindos de Deus, eles irão se cumprir, mesmo que as pessoas não entendam. Confie em Deus e busque viver de acordo com os projetos de Deus para a sua vida. Estes projetos de Deus para a sua vida podem gerar reações diversas nas pessoas, isto será explicado abaixo.

Terceiro, José era o homem que sonhava os sonhos decretados por Deus e reações diferentes eram vistas nas pessoas. Quando os projetos de Deus são revelados para a sua vida, eles não geram as mesmas reações nas pessoas, alguns agem de uma forma positiva outra negativa, conforme se registra no versículo seguinte: Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo” (v.11). Neste caso de José gerou ciúmes nos seus irmãos e meditação no seu pai. Os seu projetos receberão aplausos de uns e inveja ou ciúme de outros, não espere unanimidade, pois você não terá, você terá oposição aos seus projetos, mas se estes estiverem dentro da vontade de Deus, eles se cumprirão integralmente, pois contra o povo de Deus não vale ações contrarias, conforme Moisés registra ao afirmar que: “Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; agora, se poderá dizer de Jacó e de Israel: Que coisas tem feito Deus!” (Nm 23.23), assim os sonhos de Deus para você se realizarão para a gloria de Deus, mesmo que você esteja sozinho, mesmo que a oposição contra você seja tamanha, você vai vencer porque os seus sonhos foram decretados por Deus e Ele se responsabiliza por eles. ALELUIA!!! Deus também irá pessoas para te abençoar e te ajudar a realizar os seus sonhos, pois você não terá apenas opositores, mas haverá pessoas que serão instrumentos de Deus na tua vida. Da mesma forma que os sonhos de José foram decretados por Deus para realizar o seu plano soberano e livrar no futuro a família de Jacó da fome e morte, este Deus não mudou e pode pela sua soberana vontade realizar os seus sonhos para a glória Dele.

Para concluir, gostaria de dizer que esta mensagem sobre os sonhos de José do Egito, estes sonhos trouxeram ódio de alguns, não foi entendidos pela mente natural dos homens e, geraram reações diferentes nas pessoas. Aprenda que você não deve compartilhar seus sonhos com qualquer pessoa, pois sem querer pode se tornar odiado por alguns. Entenda também que seus sonhos podem não ser entendidos por alguns e até gerar criticas, também as reações das pessoas são diferentes, alguns podem ter reações negativas e outros positiva. O desafio que esta reflexão nos traz é confiar em Deus e esperar Nele, pois se os seus sonhos forem projetos de Deus, eles se realizarão para a sua glória, desejo para você que: O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz” (Nm 6.24-26) .Amém!


AUTOR: Veronilton Paz da Silva – Licenciado ao Sagrado Ministério (PRVP); Missionário Presbiteriano na Cidade de Sumé-PE (JMN/IPB); Bacharel em Teologia (IBHT); Licenciado em Letras – Língua Portuguesa (UEPB); Formação Presbiteriana de Evangelista/Missionário (CPO/IBN e CEIBEL); Pos Graduando em Estudos Teológicos (CPAJ/Mackenzie).

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

OS PONTOS DO CALVINISMO – EXPOSIÇÃO BÍBLICA (5)


Parte V - Perseverança Dos Santos Ou Segurança Dos Crentes
Os eleitos não são apenas redimidos por Cristo e regenerados pelo Espírito; eles são mantidos na fé pelo infinito poder de Deus. Todos os que são unidos espiritualmente a Cristo, através da regeneração, estão eternamente seguros nEle. Nada os pode separar do eterno e imutável amor de Deus. Foram predestinados para a glória eterna e estão, portanto, assegurados para o céu.  A doutrina da perseverança dos santos não mantém que todos que professam a fé cristã estão garantidos para o céu. São os santos - os que são separados pelo Espírito - os que perseveram até o fim. São os crentes - aqueles que recebem a verdadeira e viva fé em Cristo - os que estão seguros e salvos nEle.  Muitos que professam a fé cristã caem, mas eles não caem da graça pois nunca estiveram na graça.

Os crentes verdadeiros caem em tentações e cometem graves pecados, às vezes, mas esses pecados não os levam a perder a salvação ou a separá-los de Cristo. A Confissão de Fé de Westminster diz o seguinte a respeito dessa doutrina: "Os que Deus aceitou em seu Bem-amado, os que ele chamou eficazmente e santificou pelo seu Espírito, não podem decair no estado da graça, nem total, nem finalmente; mas, com toda a certeza hão de perseverar nesse estado até o fim e serão eternamente salvos" (XVII, 1). Boettner certamente está correto em afirmar que "essa doutrina não se manifesta isoladamente, mas é uma parte necessária do sistema calvinista de teologia.

As doutrinas da Eleição e da Graça Eficaz implicam logicamente na salvação certa daqueles que recebem essas bênçãos. Se Deus escolheu homens de modo absoluto e incondicional para a vida eterna, e se o Seu Espírito efetivamente aplica-lhes os benefícios da redenção, a conclusão inevitável é que essas pessoas serão salvas" (op. cit., p.182). Os seguintes versículos mostram que o povo de Deus recebe a vida eterna no momento em que crê. Estes são guardados pelo poder de Deus mediante a fé e nada os pode separar do Seu amor. Foram selados com o Espírito Santo que lhes foi dado como garantia de sua salvação e, desta forma, estão assegurados para uma herança eterna: (Is 43.1-3; 54:10; Jer 32:40; Mt 18:12-14; Jo. 3:16, 36: 5:24; 6:35-40, 47; 10:27-30; 17:11-12, 15; Rom 5:8-10; Rom 8:1, 29-30, 35-39; 1Co 1:7-9; 10:13; 2Co 4:14, 17; Ef 1:5, 13-14; 4:30; Col 3:3-4; 1Ts 5:23-24; 2Tm 4:18; Heb 9:12, 15; 10:14; 12:28; 1Pe 1:3-5; 1Jo. 2:19, 25; 5:4, 11-13, 20; Jd 1:24-25)


Tradução Livre e adaptada do livro Os Cinco Pontos do Calvinismo - Definidos, Defendidos, Documentado, de David N. Steele e Curtis C. Thomas, Partes I e II, [Presbyterian & Reformed Publishing Co, Phillipsburg, NJ, EUA.], Feito por João Alves dos Santos)

MANÁ DIÁRIO (GN 37.1-4) - MISSº VERONILTON PAZ

MANÁ DIÁRIO – GÊNESIS 37.1-4
[1] Habitou Jacó na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã. [2] Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai. [3] Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas. [4] Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente”.

JOSÉ, O FILHO MAIS INTIMO DO SEU PAI
Muitas vezes os pais possuem mais afinidade com algum dos seus filhos, as criticas surgem sem saber os reais motivos para tal afinidade, pois as vezes estes filhos são os que se aproximam mais dos pais para obedecer, aprender, etc. você tem buscado ter intimidade com Deus? Estaremos iniciando aqui algumas mensagens sobre a vida de José do Egito, falando sobre as fases que ele teve que enfrentar, desde a fase de filho mais amado, traído e vendido como escravo, até chegar ao cargo de governador e livrar o seu povo da fome, neste instante estudaremos um pouco sobre a primeira fase da vida de José que se tratará tendo como base o tema sugerido acima, deste extrairemos algumas lições para a nossa vida.

Primeira, José era o mais intimo seu pai porque desde jovem já o servia. Muitas vezes perguntamos porque José tinha tanta afinidade com José, mas a Bíblia dá respostas, ela apresenta José que desde jovem já fazia tudo para agradar a seu pai, já trabalhava para o pai, conforme os versículos seguintes: “Habitou Jacó na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã. Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos [...]” (v.1-2a). Você tem buscado agradar a seu pai terreno? E o Pai Celestial? Precisamos estar atentos para não cairmos nos laços do diabo, buscando fazer a nossa própria vontade. Precisamos fazer a vontade de Deus! Jesus também era submisso aos seus pais (Lc 2.51), você tem sido obediente? A missão principal do Senhor para nós é adorar e só adora quem obedece, devemos fazer sempre a sua vontade. Mas, José não somente obedecia ao seu pai na presença, também o fazia na ausência, ele além de reputação, tinha caráter, sobre isto trataremos a partir das próximas linhas.

Segunda, José era o mais intimo do seu pai, pois se distinguia dos outros irmãos na integridade. José tinha algo que faltava nos seus irmãos, que era o seu caráter, enquanto aqueles buscavam servir de maneira correta somente na presença do pai, quando ele estava ausente, eles faziam o serviço mal feito, não é a toa que José como sendo uma pessoa honesta teve que denunciar os mesmos ao seu pai, conforme está registrado nas seguintes linhas: “[...] sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai” (v.2b). Você não precisa apenas ter reputação diante das pessoas, mas ter caráter quando se está ausente deles, pois os olhos do senhor estarão nos vendo em qualquer lugar (Pv 15.3), José tinha caráter e você tem? Ele não fazia para aparecer aos homens, mas para agradar a Deus.

Terceira, José era o mais intimo do seu pai a ponto de receber dele presentes valiosos. Jacó amava muito a José, quando você ama alguém dá presentes a ele, José recebeu isto do seu pai, conforme está escrito: “Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas” (v.3), Deus também nos ama muito e demonstra isto ao nos dá a salvação de maneira gratuita, conforme Paulo explicou: Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8), nesta passagem ele diz que tanto a salvação como a fé é “dom” do grego “karisma” que significa presente, eu e você também recebemos presentes do nosso Pai celeste, como família, saúde, finanças, porém, a maior destes presentes é a salvação, Como Jacó deu presentes ao filho que amava, Deus Pai nos dá presentes graciosos porque Ele muito nos ama. Mas, além de José buscar sempre agradar seu pai, ser integro e receber presentes do seu pai, o amor de Jacó por ele atraiu o ódio dos seus irmãos contra ele, sobre isto iremos trazer uma reflexão nas próximas linhas.
                                                                                                                  
Quarta, José era o filho mais intimo do seu pai e isto causou ódio de terceiros. Vendo que Jacó tinha amor excessivo por José os seus irmãos o odiaram, conforme  o versículo a seguir: “Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente” (v.4), os irmãos de José não queriam ter os trabalhos que ele tinha, não queriam ter o seu caráter, para eles o que valeria a apena eram apenas as bênçãos que José tinha, estas eles queriam, devido a isto o odiaram por perceber que Jacó tinha mais intimidade com o seu irmão. Da mesma forma nós também somos odiados pelo mundo, porque eles não conhecem a Deus (Jo 15.18-21), a amor de Deus por nós nos torna odiados, pois o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus (I Co 2.14), eles tem os cristãos como arrogantes por dizer que eles precisam de Jesus, por que eles querem receber apenas as bênçãos do Senhor e não obedecer seus ensinos. Lembre-se que da mesma forma que José foi odiado por seus irmãos por causa do amor do seu pai, nós somos odiados pelo mundo por causa do amor de Deus que habita em nós.

Concluindo, você examinou que: Primeira, José foi um filho muito íntimo de Jacó porque Ele desde jovem buscava trabalhar para o pai, agradando-o, este amor é sentido de afinidade, intimidade. Nós temos tido intimidade com Deus nosso Pai? Segunda, vimos que aquele amor intimo de Jacó por José era por causa da sua integridade, ou seja, ele apenas não tinha reputação na presença do Pai, mas tinha também caráter, pois quando estava ausente dele fazia também o que lhe agradava, nós temos reputação diante dos homens ou caráter diante de Deus? Terceira, José era tão próximo de seu pai a ponto de receber dele presentes valiosos, nós também somos tão amados por nosso Pai que recebemos Dele presentes inigualáveis, dentre estes a salvação. Quarta, a intimidade de Jacó por seu filho José atraiu o ódio dos irmãos de José, nós também somos odiados pelo mundo por causa do amor de Deus em nós, se o mundo lhe ama é porque o amor de Deus não está em você. Você tem buscado agradar a Deus? Tem reputação diante dos homens apenas, ou caráter diante de Deus? Já recebeu o presente da vida eterna (salvação)? O mundo tem odiado você? Lembre-se que José buscou agradar a Deus, ele se comportava não apenas para ser visto pelas pessoas, mas para agradar aquele que sonda mentes e corações, ele também recebeu presentes e você hoje pode receber o maior presente de todos, que é a salvação por meio da fé em Jesus, ao fazer isto o mundo que hoje te aplaude, amanhã te odiará, mas você estará no melhor lugar de todos que é a presença de Deus. Entregue sua vida a Cristo agora e viva uma vida de paz aqui e tenha a certeza que quando morrer irá morar eternamente com Ele no céu. Pense e reflita! Deus nos abençoe neste ano em curso!

Autor: Veronilton paz da Silva – Missionário Licenciado ao Sagrado Ministério (PRVP); Missionário Presbiteriano na Cidade de Sumé-PB (JMN/IPB); Bacharel em Teologia (IBHT); Licenciado em Letras – Língua Portuguesa (UEPB); Pós Graduando em Estudos Teológicos (CPAJ/Mackenzie); Formação Presbiteriana de Evangelista/Missionário (CPO/IBN e CEIBEL).


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

OS PONTOS DO CALVINISMO – EXPOSIÇÃO BÍBLICA (4)

Parte IV - Chamada Eficaz do Espírito ou Graça Irresistível

Cada membro da Trindade - Pai, Filho e Espírito Santo - participa e contribui para a salvação de pecadores. Como já foi mostrado, o Pai, antes da fundação do mundo, escolheu aqueles que iriam ser salvos e deu-os ao Filho para serem o Seu povo. Na época oportuna o Filho veio ao mundo e assegurou a redenção desse povo. Mas esses dois grandes atos - a eleição e a redenção - não completam a obra da salvação, pois está incluída no plano divino para a recuperação do pecador perdido a obra renovadora do Espírito Santo, pela qual os benefícios da obediência e da morte de Cristo são aplicados ao eleito. A doutrina da Graça Irresistível ou Eficaz está relacionada com essa fase da Salvação. Declarada de modo simples, esta doutrina afirma que o Espírito Santo nunca falha em trazer à salvação aqueles pecadores que Ele pessoalmente chama a Cristo. Ele aplica inevitavelmente a salvação a todo pecador que Ele tencionou salvar, e é Sua intenção salvar todos os eleitos. O apelo do evangelho estende uma chamada à salvação a todo que ouve a mensagem. Ele convida a todos os homens, sem distinção, a beber da água da vida e viver. Ele promete salvação a todo que se arrepender e crer. Mas essa chamada geral externa, estendida igualmente ao eleito e ao não eleito, não trará pecadores a Cristo. Por que? Porque os homens estão, por natureza, mortos em pecado e debaixo de seu poder. Eles são, por si mesmos, incapazes de abandonar os seus maus caminhos e se voltarem a Cristo, para receber misericórdia. Nem podem e nem querem fazer isso.

Conseqüentemente, o não regenerado não vai responder à chamada do evangelho para arrepender-se e crer. Nenhuma quantidade de ameaças ou promessas externas fará um pecador cego, surdo, morto e rebelde se curvar perante Cristo como Senhor e olhar somente para Ele para a salvação. Tal ato de fé e submissão é contrário à natureza do homem perdido. Por isso, o Espírito Santo, para trazer o eleito de Deus à salvação, estende-lhe uma chamada especial interna em adição à chamada externa contida na mensagem do evangelho. Através dessa chamada especial, o Espírito Santo realiza uma obra de graça no pecador que, inevitavelmente, o traz à fé em Cristo. A mudança interna operada no pecador eleito o capacita a entender e crer na verdade espiritual. No campo espiritual, são lhe dados olhos para ver e ouvidos para ouvir. O Espírito cria nele um novo coração e uma nova natureza. Isto é realizado através da regeneração (novo nascimento), pela qual o pecador é feito filho de Deus e recebe a vida espiritual. Sua vontade é renovada através desse processo, de forma que o pecador vem espontaneamente a Cristo por sua própria e livre escolha. Pelo fato de receber uma nova natureza que o habilita a amar a retidão, e porque sua mente é iluminada de .forma a habilitá-lo a entender e crer no evangelho, o pecador renovado (regenerado) volta-se para Cristo, livre e voluntariamente, como seu Senhor e Salvador. Assim, o pecador que antes estava morto, é atraído a Cristo pela chamada interna e sobrenatural do Espírito, a qual, através da regeneração, o vivifica e cria nele a fé e o arrependimento. Embora a chamada externa do evangelho possa ser, e freqüentemente é, rejeitada, a chamada interna e especial do Espírito nunca deixa de produzir a conversão daqueles a quem ela é feita.
Essa chamada especial não é feita a todos os pecadores, mas é estendida somente aos eleitos. O Espírito não depende em nenhuma maneira da ajuda ou cooperação do pecador para ter sucesso em Sua obra de trazê-lo a Cristo. É por essa razão que os calvinistas falam da chamada do Espírito e da graça de Deus em salvar pecadores como sendo "eficaz", "invencível" ou "irresistível". A graça que o Espírito Santo estende ao eleito não pode ser obstada, nem recusada; ela nunca falha em trazê-lo à verdadeira fé em Cristo. A doutrina da Graça Irresistível ou da Vocação Eficaz é apresentada em termos bem claros no capítulo X da Confissão de Fé de Westminster.

1. Declarações gerais mostrando que a salvação é tanto obra do Espírito como é do Pai e do Filho: (Rom. 8.14; 1Co. 2:10-14; 6:11; 12:3; 2Co. 3:6, 17-18; 1Pe. 1:2;);

2. Através da regeneração ou novo nascimento, os pecadores recebem a vida espiritual e são feitos filhos de Deus. A Bíblia descreve esse processo como uma ressurreição espiritual, uma criação, o recebimento de um novo coração, etc. A mudança interna, que é operada através do Espírito Santo, é fruto do poder e da graça de Deus e de forma nenhuma depende da ajuda do homem para a operação do Espírito ser bem sucedida:

a) Os pecadores, através da regeneração, são trazidos para o Reino de Deus e feitos Seus filhos. O autor desse "segundo" nascimento é o Espírito Santo: o instrumento que Ele usa é a Palavra de Deus: (Jo. 1:12-13; Jo. 3:3-8; Tt. 3:5; 1Pe. 1:3; 1Jo. 5:4);

b) Através da obra do Espírito o pecador morto recebe um novo coração (uma nova natureza) e é levado a andar na lei de Deus. Em Cristo ele torna-se uma nova criação: (Dt. 30.6; Ez. 36:26-27; Gál 6:15; Ef. 2:10; 2Co. 5:17-18);

c) O Espírito Santo ergue o pecador de seu estado de morte espiritual e o vivifica: (Jo 5.21; Ef. 2:1, 5; Col. 2:13);

3. Deus torna conhecidos aos Seus escolhidos os segredos do Reino através da revelação interna e pessoal dada pelo Espírito: (Mt. 11:25-27; Lc. 10:21; Mt. 16:15-17; Jo. 6:37, 44-45, 64-65 1Co. 2:14; Ef. 1:17;);

4. A Fé e o Arrependimento são dons divinos, os quais são operados na alma através da obra regeneradora do Espírito Santo: (At. 5.31; 11:18; 13:48; 16:14; 18:27; Ef. 2:8-9; Fl. 1:29; 2Tim. 2:25-26);

5. O apelo do evangelho estende uma chamada geral externa à salvação a todos que ouvem a mensagem. Em adição a essa chamada externa, o Espírito estende uma chamada especial interna aos eleitos e só a esses. A chamada geral do evangelho pode ser, e geralmente é, rejeitada, mas a chamada especial do Espírito não pode ser rejeitada. Ela sempre resulta na conversão daqueles a quem é feita: (Ro. 1:6-7; 8:30; :23-24; 1Co. 1:1-2, 9, 23-31; Gál. 1:15-16; Ef. 4:4; 2Tim. 1:9; Heb. 9:15; Jud. 1:1; 1Pe. 1:15; 2:9; 5:10; 2 Pe. 1:3; Ap. 17:14);

6. A aplicação da salvação é toda pela graça e só é realizada através do infinito poder de Deus: (Is. 55.11; Jo. 3:27; 17:2; Rom. 9:16; 1Co. 3:6-7; 4:7; Fil. 2:12-13; Tg. 1:18; 1Jo. 5:20).


Tradução Livre e adaptada do livro Os Cinco Pontos do Calvinismo - Definidos, Defendidos, Documentado, de David N. Steele e Curtis C. Thomas, Partes I e II, [Presbyterian & Reformed Publishing Co, Phillipsburg, NJ, EUA.], Feito por João Alves dos Santos)

MANÁ DIÁRIO - O DIA DO JULGAMENTO VEM, VOCÊ ESTÁ PREPARADO?)

COLHEITA DO MANÁ: ATOS 17.31
 “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos”.

O DIA DO JULGAMENTO VEM, VOCÊ ESTÁ PREPARADO (A)!
Há um comentário de um autor desconhecido sobre o dia do julgamento que diz o seguinte: “O julgamento final é o dia quando Deus julgará todas as pessoas do mundo. Cada pessoa será julgada por Deus de maneira justa e imparcial. Teremos que dar conta de tudo que fizermos em nossas vidas. Quem for condenado irá para o lago de fogo, a destruição eterna. Mas quem for salvo irá para o Céu, onde não haverá mais sofrimento nem dor. Deus será completamente justo e ninguém poderá o enganar.  Mas todos pecamos e estamos condenados ao inferno. A única forma de sermos salvos é através de Jesus. Jesus morreu para pagar o preço de todo pecado. Quem crê em Jesus e o aceita como seu salvador será salvo. Jesus levou toda a condenação! (Fonte: https://www.bibliaon.com/julgamento_final/)” Esta passagem de Atos trata sobre o discurso de Paulo em Atenas, o berço da filosofia e politeísmo, ele ficou revoltado por causa da idolatria daquela cidade (v.16), que tinha muitos altares de deuses e para não esquecer nenhum, estabeleceram um com o nome “Ao Deus Desconhecido”, Paulo usou esta figura para falar sobre o Deus verdadeiro que não é instrumento da arte e imaginação do homem (v.22-29), após esta explicação sobre como adorar a Deus, convida os homens ao arrependimento (v.30), para finalizar ele traz a razão pela qual as pessoas deveriam se arrepender, que é o julgamento futuro e final de Deus e para isto devemos estar alerta e prontos, sobre este tão glorioso assunto, e inspirados no tema acima mencionado iremos extrair algumas lições:

Primeira, Deus Julgará Todo o Mundo. Deus julgará todas as pessoas de todas as classes que existem na terra, não haverá como dar um jeitinho para escapar, pois seu julgamento e certo e todos hão de comparecer perante Ele naquele dia, sobre isto Paulo no seu discurso fala: “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo [...]” (v.17a). O mundo será julgado por causa do pecado que entrou nele e o corrompeu por completo, sobre este alastramento terrível a avassalador os calvinistas chamam de depravação total, que significa “a corrupção do pecado alcançando todas as partes da natureza humana e toda a raça humana, tratando sobre esta temática Paulo afirmou: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12), assim sendo ninguém pode dizer que tem qualquer mérito diante de Deus, pois todos são pecadores e só merecem de Deus a condenação eterna, quando Deus salva alguns o faz somente por sua graça. O mundo será julgado porque Deus enviou homens para pregassem o evangelho, a escuta da pregação é um critério do julgamento divino, sobre isto o evangelista Marcos narrou as palavras de Jesus quando Ele disse: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15), esta palavra traz a evidencia do julgamento divino tanto nos salvos como nos perdidos, uma mesma pregação traz salvação para alguns que crêem e condenação para os descrentes, Jesus, nosso mestre, falou: “Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia” (Jo 12.48), ainda sobre este resultado duplo da pregação Paulo também falou que: “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (I Co 1.18), o julgamento de Deus será sobre todo o mundo e trará salvação para uns e condenação para outros, em qual grupo você está, nos salvos ou perdidos? Sobre este julgamento ainda continuaremos falando, a partir das próximas linhas, enfatizando a justiça de Deus.

Segunda, Deus Julgará de Maneira Justa. Deus julgará de maneira muito justa, podemos examinar isto nas palavras de Paulo quando disse: Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar [...] com justiça [...]” (v.17b), ninguém poderá dizer que o seu juízo foi injusto, Deus jamais poderia cometer injustiça porque seu caráter é justo e por Ele ama ser justo, atestando isto o salmista grafou sobre Jesus: “Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros” (Sl 45.7), ou seja, Jesus tem prazer em ser justo, em fazer tudo com base no seu caráter santo, no seu julgamento não haverá palavras para desmanchar a sua sentença, sobre isto o Rev. Hernandes Dias Lopes disse que: No seu juízo desfalecem palavras humanas. A voz de Cristo detém a última palavra e é a única a ter razão”(Lopes, Hernandes Dias. Estudos no Apocalipse, p.14). Deus tem a palavra final, no seu tribunal é proferida a sentença judicial de maneira perfeita, não cabe recurso nem apelação, Ele é o reto juiz e diante Dele tudo se cala.
As suas ações são justas, seus caminhos são justos e verdadeiros, todos temem o seu nome por causa dos seus atos justos, a apostolo João no Apocalipse disse que os salvos exaltavam a justiça de Deus disse que: entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor? Pois só tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos” (Ap 15.3-4). Todas as ações de Deus são justas, aquilo que ninguém sabe sobre você, Deus sabe, o seu julgamento é perfeito e justo, as aparências humanas não causam emoção em Deus, Ele conhece o coração do homem e seu julgamento virá de maneira justa. As pessoas podem até se dar bem aqui enganando, no juízo de Deus os conchavos não funcionam, pense nisso, mas, este julgamento além de ser para todo o mundo e de maneira justa, será feita apenas por meio de Jesus Cristo, isto será explicado a partir de agora.

Terceira, Deus Julgará por Meio de Jesus Cristo. O apostolo Paulo finaliza este discurso falando sobre o meio pelo qual Deus executa o seu julgamento que é Por meio de Jesus, sobre isto verifica-se as suas palavras dizendo que: “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar [...] por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (v.17c), Jesus é o Filho de Deus que foi enviado ao mundo para salvar a humanidade (I Jo 4.14), Ele é o único meio pelo qual podemos nos aproximar de Deus, comprovando isto, João narrou as palavras de Jesus: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Ele não é um caminho ou uma possibilidade, pelo contrário, é o único caminho que pode levar o homem a se aproximar de Deus, Jesus é a ligação perfeita, é a ponte que vai dar no céu, quem crê Nele não é condenado o que não crê já está condenado (Jo 3.18). Ele é o único mediador entre Deus e os homens, conforme Paulo Escreveu a Timóteo: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (I Tm 2.5), Paulo aqui trata sobre Cristo justamente como esta ligação que Deus fez para estar unido aos homens, podemos dizer então que Cristo é a única e verdadeira religião, pois religião vem do latim “religare” que significa religar o homem a Deus, somente Cristo pode fazer isto, não é a religião que faz isto, não são suas obras, somente Jesus pode fazer isto. O julgamento é este que as pessoas cheguem a Deus por Jesus, se tentarem chegar por outro meio estarão condenados. A Bíblia também trata de Jesus como o nosso único intercessor, conforme atesta Paulo na sua Carta aos Romanos: “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8.34). Ele conforme Joao condenará todo o que rejeitar o seu Filho Jesus Cristo, vejamos as palavras do apostolo: Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.17-19). Se você estiver em Cristo você estará livre da condenação e naquele dia do julgamento estará salvo, porém se busca chegar a Deus por outros meios ou se divide a sua glória com anjos, santos ou outros seres, estará naquele julgamento com uma sentença condenatória sem direito à defesa. O que deseja para a sua vida? Lembre-se que Deus julgará todo o mundo de acordo com a aceitação ou rejeição do seu filho, pense nisto!

Concluindo, vimos nesta mensagem sobre a solenidade do julgamento divino e a nossa necessidade de estarmos preparados para este singular dia, foram extraídas as seguintes verdades: Primeira, Deus Julgará Todo o Mundo: Esse julgamento será por causa do pecado o afetou; do evangelho que escutou e da pregação que rejeitou. Segunda, Deus Julgará de Maneira Justa: Porque Deus ama a justiça e; age com justiça. Terceira, Deus Julgará por Meio de Jesus Cristo: Porque enviou o seu Filho como único meio do homem se  achegar a Ele e; Por, apesar Dele enviar seu Filho como Salvador da humanidade, os homens o rejeitaram. O julgamento de Deus é certo, Ele virá para julgar todo o mundo, Paulo falou como escapar deste julgamento chamado de ira vindoura de Deus, veja o que Ele disse: “E para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura”, assim sendo, a única maneira de nós escaparmos da condenação eterna é tendo Jesus como nosso advogado, você já o tem?


AUTOR: Veronilton Paz da Silva - Missionário Licenciado ao Sagrado Ministério (PRVP); Missionário Presbiteriano na Cidade de Sumé-PB; Bacharel em Teologia (IBHT); Licenciado em Letras - Língua Portuguesa (UEPB), Formação Presbiteriana de Evangelista/Missionário (CPO/IBN e CEIBEL); Pós - Graduando em Estudos Teológicos (CPAJ/Mackenzie).

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

ATIVIDADES REALIZADAS NA IGREJA PRESBITERIANA DE SUMÉ (CAMPO MISSIONÁRIO)

 Culto Evangelístico no Bairro Carro Quebrado

 Culto de Estudo e Oração no Lar de Adenilma e Jonatã

Curso de Pregação Visando Preparar Irmãos para Continuar a Obra

OS PONTOS DO CALVINISMO – EXPOSIÇÃO BÍBLICA (3)

Parte III - Redenção Particular Ou Expiação Limitada

Como já foi observado, a eleição em si não salva ninguém; apenas destaca alguns pecadores para a salvação. Os que foram escolhidos pelo Pai e dados ao Filho precisam ser redimidos para serem salvos. Para assegurar sua redenção, Jesus Cristo veio ao mundo e tomou sobre Si a natureza humana para que pudesse identificar-Se com o Seu povo e agir como seu representante ou substituto. Cristo, agindo em lugar do Seu povo, guardou perfeitamente a lei de Deus e dessa forma produziu uma justiça perfeita a qual é imputada ao Seu povo ou creditada a ele no momento em que cada um é trazido à fé nEle. Através do que Ele fez, esse povo é constituído justo diante de Deus. Os que constituem esse povo são libertos da culpa e condenação como resultado do que Cristo sofreu por eles. Através do Seu sacrifício substitucionário Ele sofreu a penalidade dos seus pecados e assim removeu sua culpa para sempre. Por conseguinte, quando Seu povo é unido a Ele pela fé, é-lhe creditada perfeita justiça pela qual fica livre da culpa e condenação do pecado. São salvos não pelo que fizeram ou irão fazer, mas tão somente na base da obra redentora de Cristo.

O Calvinismo histórico tem mantido de modo consistente a convicção de que a obra redentora de Cristo foi definida em desígnio e realização; isto é, foi intencionada para render completa satisfação em favor de certos pecadores específicos e que, de fato, assegurou a salvação a esses indivíduos e a ninguém mais. A salvação que Cristo adquiriu para o Seu povo inclui tudo que está envolvido no processo de trazê-lo a um correto relacionamento com Deus, incluindo os dons da fé e do arrependimento. Cristo não morreu simplesmente para tornar possível a Deus perdoar pecadores. Nem deixa Deus aos pecadores a decisão se a obra de Cristo será ou não efetiva. Pelo contrário, todos aqueles por quem Cristo morreu serão infalivelmente salvos. A redenção, portanto, foi designada para cumprir o propósito divino da eleição.

Todos os calvinistas concordam que a obediência e o sofrimento de Cristo são de valor infinito, e que, se fosse o propósito de Deus, a satisfação rendida por Cristo teria salvado todos os membros da raça humana. Não seria requerido de Cristo mais obediência nem sofrimento maior para assegurar a salvação de todos os homens do que foi requerido para a salvação apenas dos eleitos. Mas Ele veio ao mundo para representar e salvar apenas aqueles que Lhe foram dados pelo Pai. Desta forma, a obra salvadora de Cristo foi limitada no sentido em que foi designada para salvar uns e não outros, mas não foi limitada em valor, pois seu valor é infinito. Ela teria assegurado a salvação de todos, se essa tivesse sido a intenção de Deus. Os arminianos também estabelecem uma limitação na obra expiatória de Cristo, mas de natureza inteiramente diferente. Eles acreditam que a obra salvadora de Cristo foi designada para tornar possível a salvação de todos os homens, desde que eles creiam, e de que a morte de Cristo, em si mesma, não assegura ou garante a salvação para ninguém. Desde que todos os homens serão salvos como resultado da obra redentora de Cristo, devese admitir que há uma limitação. Essa limitação consiste num desses dois pontos: ou a expiação foi designada para assegurar a salvação para certos pecadores e não para outros, ou ela foi limitada no sentido em que não foi intencionada para assegurar a salvação de ninguém, mas apenas para tornar possível a Deus perdoar os pecadores na condição da fé. Em outras palavras, a limitação deve ser colocada, em desígnio, na sua extensão, (não foi intencionada para todos), ou na sua eficácia (ela não assegura a salvação para ninguém). Como Boettner adequadamente observa, "para o calvinista a expiação é como uma ponte estreita que atravessa todo o rio; para o arminiano, é como uma grande e larga ponte que vai apenas até a metade do caminho" (The Reformed Doctrine of Predestination, p. 153). Desta forma, são os arminianos que impõem uma limitação maior à obra de Cristo.

1. As Escrituras descrevem o fim intencionado e realizado pela obra de Cristo como a salvação completa do Seu povo. (reconciliação, justificação e santificação).

a) As Escrituras declaram que Cristo veio, não para capacitar os homens a se salvarem a si mesmos, mas para salvar pecadores: (Mt. 1.21; Lc. 19:10; Gl. 1:3-4; Tt. 2:14; 1Pe. 3:18);

b) As Escrituras declaram que, como resultado do que Cristo fez e sofreu., Seu povo é reconciliado com Deus, justificado, e recebe o Espírito Santo que o regenera e santifica. Todas essas bênçãos foram asseguradas por Cristo mesmo, ao Seu povo.

l) Cristo, pela Sua obra redentora, assegurou a reconciliação ao Seu povo: (Rom. 5:10- 11; 2Co. 5:18-19; Ef. 2:15-16; Cl 1:21-22);

2) Cristo assegurou a justiça e o perdão que Seu povo necessita para a sua justificação. (Rom. 3:24-25; 5:8-9; 1Co. 1:30; Gál. 3:13; Col. 1:13-14; Heb. 9:12; 1Pe. 2:24);

3) Cristo assegurou o dom do Espírito, o qual inclui regeneração e santificação e tudo que está incluído nessas graças: Ef 1:3-4; Fil. 1:29; At. 5:31 Tt. 2:14; 3:5-6 Ef. 5:26; 1Co. 1:30; Heb. 9:14; 13:12 1Jo. 1:7).

2. Passagens que apresentam o Senhor Jesus Cristo, em tudo que Ele fez e sofreu pelo Seu povo, como cumprindo os termos de um pacto ou concerto gracioso no qual entrou com Seu Pai celestial antes da fundação do mundo:

a) Jesus foi enviado ao mundo pelo Pai para salvar o povo que o Pai Lhe deu. Os que o Pai Lhe deu vêm a Ele e nenhum deles se perderá: (Jo. 6:35-40);

b) Jesus, como o bom Pastor, dá a Sua vida pelas Suas ovelhas. Todos os que são Suas ovelhas são trazidos por Ele ao aprisco, levadas a ouvir a Sua voz e a seguí-lo. Notemos que o Pai tem dado as ovelhas a Cristo! (Jo. 10:11-29);

c) Jesus, em Sua oração sacerdotal, roga não pelo mundo mas por aqueles que o Pai lhe dera. Em cumprimento à tarefa dada pelo Pai, Jesus realizou a Sua obra. Essa obra era tornar Deus conhecido do Seu povo e dar-lhe a vida eterna: (Jo. 17.1-26);

d) Paulo declara que todas as "bênçãos espirituais" que os santos herdam, tais como filiação, redenção, perdão de pecados, etc., resultam do fato de estarem "em Cristo", e liga essas bênçãos à sua fonte última - o eterno conselho de Deus - onde repousa a grande bênção de terem sido escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo para serem filhos de Deus, por meio dEle (Ef. 1:3-12).

e) O paralelo que Paulo estabelece entre a obra condenatória de Adão e a obra
salvadora de Jesus Cristo, o "segundo Adão", pode ser melhor explicado na base do princípio de que ambos figuravam numa relação pactual com o "seu povo". Adão figurava como o cabeça federal da raça e Cristo como o cabeça federal dos eleitos.
Assim como Adão envolveu o seu povo na morte e condenação pelo seu pecado, assim também Cristo trouxe justiça e vida ao Seu povo através de Sua justiça (retidão): Rom. 5.12-19).

3. Algumas passagens falam de Cristo morrendo por "todos" os homens e de Sua morte como salvando "o mundo"; todavia, outras falam de Sua morte como sendo definida em desígnio, isto é, para assegurar a salvação de um povo específico.

a) Há duas classes de textos que falam da obra salvadora de Cristo em termos
gerais:

(1) As que contém a palavra "mundo" (Jo. 1:9, 29;3:16,17; 4:42; 2Co 5:19; 1Jo. 2:1,2; 4:14 e;

(2) As que contêm a palavra "todos" (Rm 5:18; 2Co 5:14,15; 1Tm 2:4-6; Heb 2:9; 2Pe 3.9 ; Jo. 1:9; 29; 3:19; 3:16-17; 4:42; 2Co. 5:19; 1Jo. 2:1-2; 1Jo. 4:14; Rom. 5:18; 2 Co 5:14-15; 1Ti. 2:4-6; Heb. 2:9; 2Pe. 3:9).

Uma das razões para o uso dessas expressões era corrigir a noção falsa de que a salvação era apenas para os judeus. Frases como "o mundo", "todos os homens", "todas as nações", "toda criatura”, eram usadas para corrigir esse erro. Essas expressões eram usadas para mostrar que Cristo morreu para todos os homens sem distinção (i.e., Ele morreu tanto para judeus como para gentios), mas elas não pretendem indicar que Cristo morreu por todos os homens, sem exceção (i.e., Ele não morreu com o propósito de salvar todo e qualquer pecador perdido).

b) Há outras passagens que falam de Sua obra salvadora em termos definidos e mostram que ela foi intencionada para salvar infalivelmente um determinado povo, a saber, aqueles que Lhe foram dados pelo Pai: (Mt. 1:21; 26:28; Jo. 10:11; Jo. 11:50-53; At. 20:28; Ef. 5:25-27; Rom. 8:32-34; Heb. 2:17; 3:1; 9:15, 18; Ap. 5:9


Tradução Livre e adaptada do livro Os Cinco Pontos do Calvinismo - Definidos, Defendidos, Documentado, de David N. Steele e Curtis C. Thomas, Partes I e II, [Presbyterian & Reformed Publishing Co, Phillipsburg, NJ, EUA.], Feito por João Alves dos Santos)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

OS PONTOS DO CALVINISMO – EXPOSIÇÃO BÍBLICA (2)

Parte II - Eleição Incondicional

Devido ao pecado de Adão, seus descendentes entram no mundo como pecadores culpados e perdidos. Como criaturas caídas, eles não têm desejo de ter comunhão com o seu Criador. Ele é santo, justo e bom, ao passo que eles são pecaminosos, perversos e corruptos. Deixados à sua própria escolha, eles inevitavelmente seguem o deus deste século e fazem a vontade do seu pai, o diabo. Conseqüentemente, os homens têm se desligado do Senhor dos céus e têm perdido todos os direitos de Seu amor e favor. Teria sido perfeitamente justo para Deus ter deixado todos os homens em seus pecados e miséria e não ter demonstrado misericórdia a quem quer que seja. É neste contexto que a Bíblia apresenta a doutrina da eleição.

A doutrina da eleição declara que Deus, antes da fundação do mundo, escolheu certos indivíduos dentre todos os membros decaídos da raça de Adão para ser o objeto de Seu imerecido amor. Esses, e somente esses, Ele propôs salvar. Deus poderia ter escolhido salvar todos os homens (pois Ele tinha o poder e a autoridade para fazer isso), ou Ele poderia ter escolhido não salvar ninguém (pois Ele não tem a obrigação de mostrar misericórdia a quem quer que seja), porém não fez nem uma coisa nem outra. Ao invés disso, Ele escolheu salvar alguns e excluir (preterir) outros.

Sua eterna escolha de determinados pecadores para a salvação não foi baseada em qualquer ato ou resposta prevista da parte daqueles escolhidos, mas foi baseada tão somente no Seu beneplácito e na Sua soberana vontade. Desta forma, a eleição não foi condicionada nem determinada por qualquer coisa que os homens iriam fazer, mas resultou inteiramente do propósito determinado pelo próprio Deus. Os que não foram escolhidos foram preteridos e deixados às suas próprias inclinações e escolhas más.

Não cabe à criatura questionar a justiça do Criador por não escolher todos para a salvação. É suficiente saber que o Juiz de toda a terra tem agido bem e justamente. Deve-se, contudo, ter em mente que se Deus não tivesse graciosamente escolhido um povo para Si mesmo, e soberanamente determinado prover-lhe e aplicar-lhe a salvação, ninguém seria salvo. O fato de Ele ter feito isto para alguns, à exclusão dos outros, não é de forma alguma injusto para os excluídos, a menos que se mantenha que Deus estava na obrigação de prover salvação a todos os pecadores - o que a Bíblia rejeita cabalmente.

A doutrina da eleição deve ser vista não apenas contra o pano de fundo da depravação e culpa do homem, mas também deve ser estudada em conexão com o Eterno Pacto ou acordo feito entre os membros da Trindade. Pois foi na execução deste pacto que o Pai escolheu desse mundo de pecadores perdidos um número definido de indivíduos e deu-os ao Filho para serem o Seu povo. O Filho, nos termos desse pacto, concordou em fazer tudo quanto era necessário para salvar esse povo escolhido e que lhe foi concedido pelo Pai. A parte do Espírito na execução desse pacto foi e é a de aplicar aos eleitos a salvação adquirida para eles pelo Filho.

A eleição, portanto, é apenas um aspecto (embora muito importante) do propósito salvador do Deus Triuno, e dessa forma não deve ser vista como salvação. O ato da eleição em si mesmo não salvou ninguém. O que ele fez foi destacar (marcar) alguns indivíduos para a salvação. Desta forma, a doutrina da eleição não deve ser divorciada das doutrinas da culpa do homem, da redenção e da regeneração, pois de outra forma ela será distorcida e deturpada. Em outras palavras, se quisermos manter em sua perspectiva bíblica, e corretamente entendido, o ato da eleição do Pai deve ser relacionado com a obra redentora do Filho, que Se deu a Si mesmo para salvar os eleitos e com a obra renovadora do Espírito, que traz o eleito à fé em Cristo.

1. Declarações gerais mostrando que Deus tem um povo eleito, que Ele predestinou esse povo para a salvação e, desta forma, para a vida eterna (Dt. 10.14-15; Sl. 33:12; Ag. 2:23; Mt. 11:27; 22:14 )

2. Antes da fundação do mundo, Deus escolheu determinados indivíduos para a salvação. Sua escolha não foi baseada em qualquer resposta ou ato previsto, a ser cumprido pelos escolhidos. A fé e as boas obras são o resultado e não a causa da escolha divina.

a) Deus fez a escolha: (1Ts 1:4; 2:13);

b) A escolha divina foi feita antes da fundação do mundo: (Ef. 1:4; 2Ts. 2:13; 2Tim. 1:9; Ap. 13:8; 17:8);

c) Deus escolheu determinados indivíduos para a salvação - seus nomes foram escritos no livro da vida antes da fundação do mundo: Ap 13:8;17:8.[acima];

d) A escolha divina não foi baseada em qualquer mérito previsto naqueles a quem Ele escolheu, nem foi baseada em quaisquer obras previstas, realizadas por eles: (Ro. 9.11-16; 10:20);

e) As boas obras são o resultado e não a base da predestinação: Ef. 1.12; 2:10; Jo. 15:16);

f) A escolha divina não foi baseada na fé prevista. A fé é o resultado e, portanto, a evidência da eleição divina, não a causa ou base de Sua escolha: (At. 13.48; 18:27 Fl.1:2; 2:12; 2:13; 1Ts. 1:4-5; 2Ts. 2:13-14);

g) É através da fé e das boas obras que alguém confirma sua chamada e eleição: (2Pe. 1.5-11);

3. A eleição não é a salvação, mas é para a salvação. Assim como o presidente eleito não se torna o presidente de fato até o dia da sua posse (instalação), assim aqueles que são eleitos para a salvação não são salvos até que sejam regenerados pelo Espírito e justificados pela fé em Cristo:(Em Efésios 1:4 Paulo mostra que os homens foram eleitos “em Cristo” antes que o mundo existisse. Em Rm 16:7 ele mostra que os homens não estão realmente “em Cristo” até que se convertam). (Ro. 11.7; 2Ti. 2:10; At. 13:48; 1Ts. 2:13-14)

4. A eleição foi baseada na misericórdia soberana e especial de Deus. Não foi a vontade do homem, mas a vontade de Deus que determinou que pecadores iriam ser alvos da misericórdia e ser salvos: (Ex. 33.19; Dt. 7:6-7; Rom. 9:11-24; 11:4-36 )

5. A doutrina da eleição é apenas uma parte da doutrina bíblica mais ampla da soberania de Deus. As Escrituras não apenas ensinam que Deus predestinou certos indivíduos para a vida eterna, mas que todos os eventos, grandes ou pequenos, acontecem como o resultado do eterno decreto de Deus. O Senhor Deus reina sobre os céus e a terra com absoluto controle. Nada acontece fora do Seu eterno propósito: (1Cr 29.10-12; Jó 42:1-2; Sl. 115:3; 135:6; Is. 14:24-27; 46:9-11; 55:11; Jer. 32:17; Dan. 4:35; Mt. 19:26)


Tradução Livre e adaptada do livro Os Cinco Pontos do Calvinismo - Definidos, Defendidos, Documentado, de David N. Steele e Curtis C. Thomas, Partes I e II, [Presbyterian & Reformed Publishing Co, Phillipsburg, NJ, EUA.], Feito por João Alves dos Santos)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

OS PONTOS DO CALVINISMO – EXPOSIÇÃO BÍBLICA (1)


Parte I - Depravação Total Ou Inabilidade Total

O ponto de vista que alguém toma a respeito da salvação será determinado, em grande escala, pelo conceito que essa pessoa tem a respeito do pecado e de seus efeitos sobre a natureza humana. Por isso, o primeiro ponto tratado pelo sistema calvinista é a doutrina bíblica da depravação total ou inabilidade total. Quando o calvinista fala do homem como sendo totalmente depravado, quer dizer que sua natureza é corrupta, perversa e totalmente pecaminosa. O adjetivo “total” não significa que cada pecador está tão completamente corrompido em suas ações e pensamentos quanto lhe seja possível ser. O termo é usado para indicar que todo o ser do homem foi afetado pelo pecado.

A corrupção estende-se a todas as partes do homem, corpo e alma. O pecado afetou a totalidade das faculdades humanas - sua mente, sua vontade, etc. (Confissão de Fé, VI, 2). Também se pode usar o adjetivo “total” para incluir nele toda a raça humana, sem exceção. Como resultado dessa corrupção inata, o homem natural é totalmente incapaz de fazer qualquer coisa espiritualmente boa. É o que se quer dizer por “inabilidade total”. A inabilidade referida nessa terminologia é a “inabilidade espiritual”. Significa que o pecador está tão espiritualmente falido que ele nada pode fazer com respeito à sua salvação.

É evidente que muitas pessoas não salvas, quando julgadas pelos padrões humanos, possuem qualidades admiráveis e realizam atos virtuosos. Porém, no campo espiritual, quando julgadas pelos padrões divinos, são incapazes de fazer o bem (Confissão de Fé, XVI, 1 e 7). O homem natural está escravizado pelo pecado: é filho de Satanás, rebelde para com Deus, cego para com a verdade, corrompido e incapaz de salvar-se a si mesmo ou de preparar-se para a salvação. Em resumo, o não regenerado está morto em pecado e sua vontade está escravizada à sua natureza má. O homem não veio das mãos do seu Criador nessa condição depravada. Deus fez a Adão perfeito, sem qualquer maldade em sua natureza. Originalmente, a vontade de Adão estava livre do domínio do pecado. Ele não estava sujeito a qualquer compulsão natural para escolher o mal; porém, por sua queda, trouxe a morte espiritual sobre si mesmo e sobre toda a sua posteridade. Desse modo, lançou a si mesmo e a toda a raça na ruína espiritual e perdeu para si e para os seus descendentes a habilidade de fazer escolhas certas no campo espiritual. Seus descendentes ainda são livres para escolher - todo homem faz escolhas em sua vida - mas, visto que a geração de Adão nasce com natureza pecaminosa, não tem a habilidade para escolher o bem ao invés do mal. Por conseguinte, a vontade do homem não é mais livre (i.e., livre do domínio do pecado) como era livre a vontade de Adão, antes da queda. Em vez disso, a vontade do homem, como resultado da depravação herdada, está escravizada à sua natureza pecaminosa.

A Confissão de Fé de Westminster nos dá uma declaração clara e concisa dessa doutrina: “O homem, caindo em um estado de pecado, perdeu totalmente todo o poder de vontade quanto a qualquer bem espiritual que acompanhe a salvação, de sorte que um homem natural, inteiramente adverso a esse bem e morto no pecado, é incapaz de, pelo seu próprio poder, converter-se ou mesmo preparar-se para isso” (IX, 3). 1. Como resultado da transgressão de Adão, os homens são nascidos em pecado e são, por natureza, espiritualmente mortos; portanto, para se tornarem filhos de Deus e entrarem no Seu reino precisam nascer de novo, do Espírito.

1. Como resultado da transgressão de Adão, os homens são nascidos em pecado e são, por natureza, espiritualmente mortos; portanto, para se tornarem filhos de Deus e entrarem no Seu reino precisam nascer de novo, do Espírito.

a) Quando Adão foi colocado no jardim do Éden, foi advertido para não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, sob pena de imediata morte espiritual;

b) Adão desobedeceu e comeu do fruto proibido (Gn 3:1-7); por conseguinte, trouxe morte espiritual sobre si mesmo e sobre a raça;

c) Davi confessou que tanto ele, como os demais homens, foram nascidos em pecado (Sal. 51).

d) Porque os homens são nascidos em pecado e são, por natureza, espiritualmente mortos. Jesus ensinou que, para alguém entrar no reino de Deus, é preciso nascer de novo. (Jo. 3.5-7)

2. Como resultado da queda, os homens estão cegos e surdos para a verdade espiritual. Suas mentes estão entenebrecidas pelo pecado; seus corações são corruptos e malignos (Gen. 6:5; 8:21; Ec. 9:3; Jr. 17:9; Mc. 7:21-23; Jo. 3:19; Ro. 8:7-8; 1Co. 2:14; Ef. 4:17-19, 5:8; Tt. 1:15) ):

3. Antes dos pecadores nascerem no reino de Deus pelo poder regenerador do Espírito, são filhos do diabo e estão debaixo de seu controle. São escravos do pecado (Jo. 8:34, 44; Rom. 6:20; Ef. 2:12; 2Tim. 2:25-26; Tt. 3:3; 1Jo. 3:10);

4. O domínio do pecado é universal: todos os homens estão debaixo do seu poder; por conseguinte, ninguém é justo, nem um só (Rom. 3:9-18).

5. Os homens, sendo deixados em seu estado de morte, são incapazes, por si mesmos, de se arrepender, de crer no evangelho ou de vir a Cristo. Não têm poder, em si mesmos, para mudar sua natureza ou preparar-se para a salvação (Jer. 13:23; Mt. 7:18; Jo. 6:37, 44, 65 Rom. 11:35; 1Co. 2:14; 2Co. 3:5).


Tradução Livre e adaptada do livro Os Cinco Pontos do Calvinismo - Definidos, Defendidos, Documentado, de David N. Steele e Curtis C. Thomas, Partes I e II, [Presbyterian & Reformed Publishing Co, Phillipsburg, NJ, EUA.], Feito por João Alves dos Santos)