segunda-feira, 13 de março de 2017

O Velho Chico chegou

Monteiro (PB), 12 - No semiárido dos Estados de Pernambuco e Paraíba, região consumida pela seca há seis anos, a grande atração tem sido a água. Mais especificamente, a água que, desde a virada do ano, foi preenchendo os 217 quilômetros do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco. Ela sai da represa da Usina de Itaparica, formada pelo Rio São Francisco, na divisa da Bahia, atravessa quatro municípios de Pernambuco - Floresta, Betânia, Custódia e Sertânia - até desembocar na cidade de Monteiro, na Paraíba.

À medida que a água avançou, primeiro na beira de povoados, depois nas cidades maiores, foi recebida com deslumbramento. Famílias inteiras vestem roupas de banho e mergulham nas represas da Transposição. Os mais audaciosos se jogam no canal, mesmo sem ter noção da profundidade. O gesto mais trivial por lá é tirar selfie com a água.

“A gente faz a foto para registrar e acreditar que não estamos imaginando: olha aí, a água do Chico chegou. Depois de séculos, mas chegou”, diz Rafael Barbosa dos Santos, 26 anos, desempregado, que junto de uma amiga, a técnica de enfermagem Raquel Simplício dos Santos, 31 anos, se autofotografava, quinta-feira passada, no final da Transposição, em Monteiro.

Lazer

No último mês, não faltaram episódios para ilustrar o surto de euforia. No município de Floresta, dois nadadores morreram afogados. Em Sertânia, os banhistas ocupam as represas, sem a menor cerimônia, desde o carnaval. “É impressionante, no domingo, vira o piscinão, a prainha de uma quantidade absurda de pessoas”, diz a comerciante Iranuedja Moreira de Aquino, 42 anos, que se espantou quando foi ver com os próprios olhos a aglomeração. Seu marido, Paulo Cesar Santana, 50 anos, tem uma justificativa para o descontrole coletivo. “Quando a gente, que vive na estiagem, vê uma represa cheia, se sente como ganhador da Mega-Sena, não qualquer Mega-Sena, a da virada.”

Há uma semana, a água ensaiou uma tragédia. O reservatório Barreiro, em Sertânia, se rompeu. A força da água foi tão violenta que abriu uma cratera na pista da rodovia quilômetros à frente. As causas estão sendo apuradas, mas quem mora no entorno conta que o reservatório encheu rápido demais. Na véspera do acidente, dava a impressão de que iria transbordar.

O auge do encantamento ocorreu na sexta-feira passada, em Monteiro, na cerimônia de inauguração do Eixo Leste. A cidade já estava mobilizada pela manhã. O casal Aldo Lídio e Luciana Ferreira levou os filhos Abraão, de 10 anos, e Sara, 4, para a borda da Transposição. “Queremos participar desse momento histórico”, disse Aldo. E foi de tirar o fôlego. Um jorro de água eclodiu da Transposição e promoveu o milagre da engenharia hidráulica: o leito estorricado do rio Paraíba, vazio há seis anos, foi inundado em minutos. Tornou-se tão caudaloso que ninguém na multidão, assombrada com o feito, teve coragem de mergulhar. O rio Paraíba é estratégico. Alimenta os principais açudes do Estado e cheio vai tirar centenas de municípios do racionamento.

Deserto

O entorno do Eixo Leste da Transposição é desolador. São centenas de quilômetros de desertos, preenchidos por arbustos retorcidos, terra ocre, rios secos e rebanhos de cabras magras. As poucas manchas verdes são plantações de palma, tipo de cacto que alimenta o gado. A região sempre foi pouco desenvolvida, já que agricultura, indústria e urbanização só prosperam com garantia de água. E a prolongada estiagem fez dessa carestia uma rotina insustentável para os padrões de vida no século 21.

Luiza Aurélia da Silva, 68 anos, moradora do assentamento Serra Negra, em Floresta, passou a infância buscando água em lata, na cabeça e em lombo de burro. Saía ao amanhecer e voltava na hora do almoço. Hoje, as 64 famílias do assentamento são abastecidas por um poço, de água salobra, e por carros pipas da prefeitura. Parte da comida vinha do cultivo de feijão e milho. “Como não chove, todo ano a gente planta e todo ano perde quase tudo”, diz Luiza.

Mas quis Deus, diz ela, que a Transposição passasse do lado do assentamento. A sua casa está a poucos metros do canal. A expectativa por lá é que haverá irrigação para o plantio de culturas comerciais, como a melancia, viabilizando uma vida nova. “Um hectare irrigado vale mais do que 10 secos. Meu tempo passou, mas meus filhos e netos poderão ter uma vida melhor”, diz Luiza.

A falta de água, porém, não é problema apenas de comunidades pobres e isoladas. Entre os moradores do semiárido não se fala outra coisa: que o governo acelerou a conclusão da Transposição Leste para evitar o colapso no abastecimento do polo econômico de Campina Grande e mais 18 cidades. Na área vivem 800 mil habitantes. Todos dependem do açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão. Hoje, ele está no volume morto, com 3% de água.

O garçom José Gonçalves, 67 anos, lembra que até Juscelino Kubitschek inaugurar o Boqueirão, nos anos 50, os moradores de Campina Grande tiravam água de um chafariz. Gonçalves recorda que ele mesmo carregava galões. Com o crescimento da cidade, aquilo parecia ter ficado para trás. Há um ano, o desabastecimento voltou: ele teve de reequipar a casa com uma caixa d’água adicional e baldes de 100 litros, além de manter um estoque com 12 galões de 20 litros água mineral para fazer comida. “Agora, só o rio São Francisco nos salva”, diz ele.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, nega que o cronograma de obras foi acelerado para atender a uma única cidade, mas confirma que Campina Grande havia se tornado preocupação. “A informação é que em setembro a água vai acabar, mas como o volume morto já é uma reserva comprometida, a cidade poderia ficar sem água a qualquer momento”, diz. Barbalho lembra que a Transposição é apenas um ponto de partida. Várias obras adicionais, como o Ramal do Agreste e o Ramal Juá, estão em andamento para criar, enfim, uma rede segura de abastecimento contra a estiagem.

Apreensão. Como isso depende de obras adicionais, de saneamento e encanamento, os moradores da região ainda estão preocupados. “Nossa pergunta agora é: quando a água do São Francisco chega às torneiras?”, pergunta a comerciante Gilvanete Pires, de 53 anos, proprietária de um café em Monteiro. Para fazer a limpeza do estabelecimento, gasta, por semana, mais de R$ 300 em água de carro-pipa. Também precisa desembolsar R$ 50 com tambores de água mineral para preparar as refeições que serve na hora do almoço. Todos os meses, recebe a conta de água, apesar de não receber uma gota. São mais de R$ 200 por mês.

O agricultor José Severino da Silva Irmão, o Zequinha, tem a mesma preocupação. Em um sítio da família, em Sertânia, ele cria um bezerro, duas vacas, três bois, seis cachorros e 17 jumentos, que recolheu na estrada porque ninguém mais os quer. Hoje, ele busca água no vizinho e colhe mandacaru para engrossar a ração. No entanto, se a Transposição regularizar o abastecimento dos açudes, a água deixará de ser problema e ele poderá garantir uma alimentação melhor para os animais e ampliar o rebanho. “Por ora, a única coisa que a Transposição nos dá é alegria - alegria de ver a belezura da água.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Extraído de: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/03/12/internas_economia,853619/o-velho-chico-chegou.shtml?ref=yfp

sexta-feira, 10 de março de 2017

MANÁ DIÁRIO (GENESIS 37.18-36) - MISSº VERONILTON PAZ

MANÁ DIÁRIO – GENESIS 37.18-36
18 De longe o viram e, antes que chegasse, conspiraram contra ele para o matar. 19 E dizia um ao outro: Vem lá o tal sonhador! 20 Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos. 21 Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles e disse: Não lhe tiremos a vida. 22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão sobre ele; isto disse para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai. 23 Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia. 24 E, tomando-o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água. 25 Ora, sentando-se para comer pão, olharam e viram que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade; seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra, que levavam para o Egito. 26 Então, disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue? 27 Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas; não ponhamos sobre ele a mão, pois é nosso irmão e nossa carne. Seus irmãos concordaram. 28 E, passando os mercadores midianitas, os irmãos de José o alçaram, e o tiraram da cisterna, e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito. 29 Tendo Rúben voltado à cisterna, eis que José não estava nela; então, rasgou as suas vestes. 30 E, voltando a seus irmãos, disse: Não está lá o menino; e, eu, para onde irei? 31 Então, tomaram a túnica de José, mataram um bode e a molharam no sangue. 32 E enviaram a túnica talar de mangas compridas, fizeram-na levar a seu pai e lhe disseram: Achamos isto; vê se é ou não a túnica de teu filho. 33 Ele a reconheceu e disse: É a túnica de meu filho; um animal selvagem o terá comido, certamente José foi despedaçado. 34 Então, Jacó rasgou as suas vestes, e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias. 35 Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado e disse: Chorando, descerei a meu filho até à sepultura. E de fato o chorou seu pai. 36 Entrementes, os midianitas venderam José no Egito a Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda.

JOSÉ, O FILHO ULTRAJADO E TRAÍDO PELOS FILHOS DE SEU PAI.
Quem já sofreu ultraje e traição sabe o quanto é difícil, pois esta acontece por meio de pessoas que temos convivência e muitas vezes amizade, no caso de José, ele já era odiado por seus irmãos porque ele tinha mais intimidade com o seu pai e seu pai com ele, porém, sendo irmãos de sangue, quem sabe o jovem não imaginasse que eles seriam tão audaciosos e maldosos a ponte de prejudicar alguém do seu próprio sangue. Os irmãos de José já demonstravam que já lhe tinham ódio desde cedo (Gn 37.4), também não o suportavam por causa de sonhos que Deus lhe dava (Gn 37.5-11), eles eram pessoas sem caráter e José por não concordar os denunciava (Gn 37.2), José pagou um preço por sua obediência a seu pai, por sua integridade e por ter sonhos revelacionais de Deus, isto atraiu o ódio de alguns e eles só esperavam a hora para  fazer-lhe o mal, toda aquela traição teve uma seqüência de atos e a partir do tema acima iremos tratar um pouco sobre eles, vamos lá gente?

Primeira, A traição feita a José foi iniciada com uma conspiração: Aqueles irmãos de José planejaram tudo contra ele, a passagem fala sobre isso falando que: “18 De longe o viram e, antes que chegasse, conspiraram contra ele para o matar” (v.18). O Dicionário Online de Português atesta que conspiração é: Maquinação; ação de construir um plano que prejudica alguém, geralmente um governante ou uma pessoa poderosa: conspiração contra a presidente.Conluio; ação de quem busca prejudicar alguém, com a ajuda de uma outra pessoa.Trama; ação de combinar algo, secretamente com alguém, contra uma terceira pessoa. Ou seja, eles tramaram de maneira secreta a malévola contra a vida do próprio irmão, o mundo também tem conspirado contra o povo de Deus, às escuras, para prejudicar e fazer o povo de Deus cair, o mundo nunca vai querer o bem do povo de Deus, se o mundo está amando você, é porque você está mais próximo dele e longe de Deus. José foi odiado não por causa dos seus erros, mas por causa dos seus acertos, quando o mundo estiver conspirando contra você, saiba que estás mais próximo de Deus. José sofreu esta conspiração, mas além disso ele foi humilhado pelos seus irmãos, verdade esta que será tratada abaixo.

Segunda, A traição feita a José continuou com gestos de humilhação: Depois de planejar uma maneira de causar danos no seu irmão eles o humilharam, afirmando isto a passagem cita: “19 E dizia um ao outro: Vem lá o tal sonhador! 20 Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos. 21 Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles e disse: Não lhe tiremos a vida. 22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão sobre ele; isto disse para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai. 23 Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia. 24 E, tomando-o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água” (v.19-24). Eles pegaram um rapaz jovem de 17 anos e lançaram mão, ele passou momentos de desespero, conforme relatado mais a frente: “Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos; por isso, nos vem esta ansiedade” (Gn 42.21), ou seja, fora humilhado, o despiram de sua túnica, isto era uma vergonha para os judeus, a sua intenção era matar, mas Deus usou um deles chamado Rubén para não permitir e só o humilharam (v.21-22), saiba que se você estiver sendo humilhado, Deus está no controle e mesmo em meio às humilhações está cuidando de Ti. Deus permite que passemos por humilhações por pessoas da família, amigos, irmãos na fé, as humilhações que Deus permite que passemos, Ele faz com que estas sirvam para forjar o seu caráter em nós, as humilhações que José passou o prepararam para que mais adiante ele fosse exaltado em uma terra estrangeira. Se você estiver sendo humilhado, saiba que no tempo de Deus, Ele vai te exaltar. Todo aquele plano dos irmãos de José começou com uma conspiração, depois fizeram ele  passar por humilhações, depois aparece alguém que não queria o peso da culpa e sugeriu uma atitude tão pecaminoso quanto humilhar e matar, que foi vender seu irmão, porém ele queria lavar aos mãos quanto aquilo, assunto este que será visto nas próximas linhas.

Terceira, A traição de José é seguida por alguém que tenta tirar de si o peso da culpa: Depois de conspirar e humilhar agora eles fizeram algo que era proibido fazer aos filhos de Israel que era vender como escravos. O texto apresenta Judá que para minimizar sua culpa e se livrar daquele crente certinho, sugeriu vendê-lo para um povo distante conforme as Escrituras continuam ditando: “25 Ora, sentando-se para comer pão, olharam e viram que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade; seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra, que levavam para o Egito. 26 Então, disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue? 27 Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas; não ponhamos sobre ele a mão, pois é nosso irmão e nossa carne. Seus irmãos concordaram”(V.25-27). Não adianta tentar tirar o peso da culpa pelas suas atitudes erradas arrumando paliativos, o que precisa fazer é se arrepender e deixar o pecado de lado, eles não estavam quebrantados, apenas queriam tirar o peso da consciência, sem chegar ao verdadeiro arrependimento, vejamos o sábio Salomão afirmou: “13 O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13), ele não orienta a criar métodos alternativos para se conseguir o perdão, mas que se deve confessar e deixar o pecado, os irmãos de José não queriam a parte correta, queriam a mais fácil e nem sempre esta é a decisão certa a se tomar. Quando estivermos em um dilema para tomar decisões, a decisão certa, mesma que seja amarga é sempre a certa, não queira tirar o peso da consciência, queira agradar a Deus e fazer o certo. José foi vitima de conspiração, humilhação, os algozes tentaram tirar o peso da culpa com paliativos, além disso negociaram a tragédia do seu irmão, coisas estas que serão examinadas abaixo.
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Quarta, A traição de José é prosseguida por alguém que faz uma negociação escusa: Imagine alguém que negocia para que seu irmão sofra danos, foi isso que eles fizeram com José segundo o verso seguinte: “28 E, passando os mercadores midianitas, os irmãos de José o alçaram, e o tiraram da cisterna, e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito”(v.28) Eles só pensaram de maneira egoísta em satisfazer os desejos do seu coração, queriam satisfazer o seu ódio, quantas vezes nós também fazemos negociatas que prejudicam os nossos irmãos, às vezes quando muda um governo começam rolar as cabeças, irmãos perdem um emprego, são transferidos e por vezes com anuência de irmãos na fé, para satisfazer o ódio do irmão por ele ter seguido outra orientação política, se não tomarmos cuidado podemos sermos tão traidores como os irmãos de José. Eles prejudicaram o seu próprio irmão, não pensaram, não pensaram nem nos laços familiares, fizeram uma negociação escusa, da mesma forma que muitas vezes são feitas por políticos, fazendo votações secretas para prejudicar o próximo, venderam-no como se a vida humana não tivesse nenhum valor, por causa de negociatas a vida humana tem sido colocada em risco, pacientes ficam na fila do SUS porque não tem dinheiro e os que poderiam resolver não resolvem nada. Aqueles irmãos fizeram o que de fato estava no seu coração, eles estavam cheios de orgulho e aquela negociação demonstrou que eles estavam dispostos a qualquer coisa para se ver livre dele, nós devemos pensar que aquilo que aconteceu tem sido muitas vezes a nossa história, negociamos as coisas de Deus, queremos colocar nossas vontades dentro do evangelho, porém, o evangelho é inegociável, pensemos nisso! Vimos que José foi traído por uma conspiração, humilhado, depois eles tentaram tirar o peso da culpa ao invés de o matar, o venderam por meio de uma negociata escusa, depois de tudo isto tinham que dar alguma satisfação ao velho pai antes que se desse conta da falta de José, arquitetaram uma estória, um teatro para fazer o pai crer que seu filho era morto. Esta será a próxima explicação que daremos.

Quinta, A traição de José é levada por alguém ao cumulo da enganação: Os irmãos traidores agora com a sua saga completa, teriam de criar uma cena que justificasse a ausência de José, eles armaram o que está registrado a seguir: “29 Tendo Rúben voltado à cisterna, eis que José não estava nela; então, rasgou as suas vestes. 30 E, voltando a seus irmãos, disse: Não está lá o menino; e, eu, para onde irei? 31 Então, tomaram a túnica de José, mataram um bode e a molharam no sangue. 32 E enviaram a túnica talar de mangas compridas, fizeram-na levar a seu pai e lhe disseram: Achamos isto; vê se é ou não a túnica de teu filho. 33 Ele a reconheceu e disse: É a túnica de meu filho; um animal selvagem o terá comido, certamente José foi despedaçado. 34 Então, Jacó rasgou as suas vestes, e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias. 35 Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado e disse: Chorando, descerei a meu filho até à sepultura. E de fato o chorou seu pai”(v.29-34). Aqueles cidadãos pensaram apenas em si, nem no pai pensaram que ficou consternado quando recebeu a túnica do filho suja de sangue e entendendo que havia sido devorado por uma fera (v33-34), porém, antes relata a maldade deles que mataram um animal do rebanho para sujar de sangue a roupa de José, aqueles homens mentiram, eles praticaram algo que Deus abomina e lança condenação sobre quem pratica tal ato (Ap 21.8), foram enganadores e nós temos sido muitas vezes quando prestamos relatórios falsos em congressos, convenções, etc. Eles enganaram para esconder sua astucia cruel e muitos têm enganado para não serem descobertas suas ações pecaminosas. O engano não pode estar na boca de quem conhece a Deus, devemos ser verdadeiros e nunca deixar que o nosso coração queira ditar as ordens na nossa vida, pois segundo Jeremias: Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9), siga Cristo e não seu coração, seja verdadeiro e não enganoso. José foi traído por seus irmãos e eles conspiraram contra ele, o humilharam, tentaram tirar o peso da culpa não o matando, mas vendendo por uma negociata, para não serem descobertos eles armaram um plano para enganar o pai, parecia que tudo estava dando certo e eles estariam para sempre livres daquele moleque atrevido que estragava os seus mal-feitos contando ao pai. Mas, será que se livrariam mesmo para sempre dele? Isto nos chama para mais um aprendizado que será visto a partir de agora.

Sexta, A traição de José pode trazer á tona acontecimentos surpreendentes: A história poderia acabar aqui e eles nunca mais ver e nem ser atormentado por ele, mas eles não contavam com uma questão chamada a “Soberania de Deus”, Ele no seu plano já tinha tudo traçado para que José chegasse ao Egito e ficasse lá, conforme relata a passagem na seqüência: 36 Entrementes, os midianitas venderam José no Egito a Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda” (v.36). Os compradores de José foram justamente ao lugar que Deus havia determinado no seu plano que José estivesse ali, fosse comprado por Potifar, ali Deus o abençoou de tal forma que tudo que o egípcio fazia dava certo por causa de José e ele o colocou sobre tudo que era dele (Gn 39.1-6), depois a mulher do oficial queria se deitar com ele, o mesmo não quis e ela mentiu para o marido ao dizer que o rapaz tentou forçá-la a ter relação com ela, ele foi preso (Gn 39.7-20), depois que estava na prisão ele era tão reto que o carcereiro entregou os presos a ele (Gn 39.1-23). Depois na prisão interpretou dois sonhos de um padeiro e de um copeiro e assim aconteceu (Gn 40.1-23). Adiante, Faraó teve um sonho duplo de sete vacas gordas e sete espigas magras, depois de sete vacas e sete espigas magras, José interpretou e tornou-se governador do Egito (Gn 41.1-57), para encurtar a história, José terminou cuidando de seu pai e dos seus algozes do passado, mas ao invés de ter deixado seu coração cheio de ódio, Ele disse que tudo o que aconteceu foi pela Divina Providencia, vejamos as suas palavras: 19 Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus? 20 Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. 21 Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim, os consolou e lhes falou ao coração”. Deus não perdeu o controle, mesmo diante da traição dos irmãos de José, Ele estava controlando a história para o fim pretendido por Ele.

Concluindo, amados irmãos Nesta mensagem vimos que José foi traído pelos seus próprios irmãos, eles conspiraram de maneira malévola contra ele; o humilharam de maneira vergonhosa, tentaram tirar o peso da sua consciência deixando de matar para o vender com escravo, fizeram uma negociata escusa contra seu irmão, enganaram o seu velho por meio de uma cena teátrica montada para parecer que tinha morrido, eles somente não contaram que por trás de todos os acontecimentos está a mão soberana de Deus guiando todos os rumos da história, este Deus soberano mesmo quando eu você passamos por traições está no controle e manejando a história para um fim glorioso pretendido por Ele próprio. Que este Deus soberano nos abençoe em Nome de Jesus! esta é mais uma mensagem Devocional do Maná Diário.

Autor: Veronilton Paz da Silva – Licenciado ao Sagrado Ministério (PRVP); Missionário Presbiteriano na Cidade de Sumé-PE (JMN/IPB); Bacharel em Teologia (IBHT); Licenciado em Letras – Língua Portuguesa (UEPB); Formação Presbiteriana de Evangelista/Missionário (CPO/IBN e CEIBEL); Pos Graduando em Estudos Teológicos (CPAJ/Mackenzie).

domingo, 5 de março de 2017

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM JOÃO 1.35-42 - O TESTEMUNHO DOS HOMENS - SEGUNDA MENSAGEM

Veredas da Justiça: Sermões que Edificam

TEXTO: JOÃO 1.35-42
35 No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus! 37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. 38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes? 39 Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima. 40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).

INTRODUÇÃO
O rainha inglesa Maria Tudor chamada de “Maria Sanguinária”, que tinha este nome por ter feito um banho de sangue no seu pais matando crentes ela queimou vivos na fogueira, em acordo com o Papa Julio III, os três maiores lideres cristãos do país Cranmer, Lalimer e Ridley, tudo isto porque eles se negaram a aceitar os dogmas contrários às Escrituras, estes homens continuaram fieis a Cristo, apesar da maldade daquela rainha, o evangelho cresceu e com as perseguições um grupo fugiu formando o a Nova Inglaterra, que hoje é os Estados Unidos da América, o testemunho cristão não é em vão. Aqui nesta passagem de João trata do resultado do testemunho de João Batista, Ele apontou Jesus desde o inicio como a aquele que tem a primazia (Jo 1.15, 30), o cordeiro de Deus (Jo 1.29, 35), aquele que batiza com o Espírito Santo (Jo 1.33), o Filho de Deus (Jo 1.34), tudo isto resultou em pessoas dentre os seus discípulos saindo das suas para seguir a Jesus, mas isto não era problema para João, pois seu objetivo era engrandecer a Cristo (Jo 3.30), André e um outro foram procurar Jesus para se tornarem seus discípulos, vamos extrair mais algumas lições sobre os homens testificando sobre quem é Jesus, faremos isto com base no tema abaixo mencionado.

TEMA: O TESTEMUNHO DOS HOMENS SOBRE JESUS – QUINTA PARTE

1.     O TESTEMUNHO TEM O OBJETIVO DE APONTAR PARA JESUS. V.35-36
35 No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus!

1.1   O testemunho dos homens deverá aponta para Cristo como a única saída para o homem pecador. At 4.10-12
10 tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós.b11 Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. 12 E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.

1.2   O testemunho dos homens sobre Cristo deverá apontar para Cristo através Escrituras. Jo 5.39
Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.

1.3   O testemunho dos homens sobre Cristo deverá apontar para Cristo a partir de uma experiência pessoal com Ele. Jo 1.16
“Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça”.

2.     O TESTEMUNHO TEM O OBJETIVO DE LEVAR PESSOAS A SEGUIR A JESUS. V.37-39
37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. 38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes? 39 Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima.

2.1   Para seguir a Jesus o discípulo precisa negar a si mesmo. Lc 9.23
Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me”.

2.2   Para seguir Jesus o discípulo precisa calcular o preço do discipulado. Lc 14.28-33
28 Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? 29 Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, 30 dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar. 31 Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? 32 Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz. 33 Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo”.

2.3   Para seguir Jesus o discípulo deve fazê-lo com urgência. Mt 8.21-22
21 E outro dos discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai. 22 Replicou-lhe, porém, Jesus: Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos.

3.     O TESTEMUNHO TEM O OBJETIVO PREPARAR MISSIONÁRIOS DENTRE OS DISCIPULOS. V.40-42
40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

3.1   Os discípulos alcançados por Jesus querem falar desta boa noticia para outros. V.40-41
40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo)”.

3.2   Os discípulos alcançados por Jesus querem a todo custo levar pessoas a Jesus. V.24
“E o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

CONCLUSÃO

A presente mensagem tratou que o testemunho do cristão: Primeiro, tem o objetivo de apontar para Jesus: 35 No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus!” (v.35-36). Segundo, tem o objetivo de levar pessoas a seguir a Jesus: 37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. “38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes? 39 Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima” (v.37-39). Terceiro, tem o objetivo preparar missionários dentre os discipulos: 40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)” (v.40-42). Aplicação: a) O nosso testemunho tem apontado para Jesus ou para nós mesmos? b) O nosso testemunho tem levado pessoas a seguir a Jesus ou a se afastar Dele? c) O nosso testemunho tem levado discípulos a se envolver com a obra missionária ou a ser omisso e negligente? Desafio: 1. Que o testemunho nosso como discípulos aponte para Jesus. 2. Que o nosso testemunho como discípulos leve pessoas a seguir a Jesus. 3. Que nosso envolvimento com a obra de Cristo possa induzir outros a fazer o mesmo. Que Deus nos abençoe em Nome de Jesus!

sexta-feira, 3 de março de 2017

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM JOÃO 1.35-42 (O TESTEMUNHO DOS HOMENS SOBRE JESUS - OBJETIVO - SEXTA PARTE) - PRIMEIRA MENSAGEM

Veredas da Justiça: Sermões que Edificam

TEXTO: JOÃO 1.35-42
35 No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus! 37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. 38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes? 39 Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima. 40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).

INTRODUÇÃO
No discurso existem três pessoas: A pessoa que fala (eu), a pessoa com quem se fala (tu, você) e a pessoa de quem se fala (ele), um testemunho não é falar de si, é falar de alguém, quando se testemunha sobre Jesus, o objetivo não pode ser falar de si, das suas habilidades, caprichos e desejos, João Batista tanto falou sobre Jesus que o seu objetivo foi alcançado, sobre o objetivo do testemunho iremos tratar neste instante continuando a temática sugerida.

TEMA: O TESTEMUNHO DOS HOMENS SOBRE JESUS – O OBJETIVO - SEXTA PARTE

1.     O TESTEMUNHO DO CRISTÃO TEM O OBJETIVO DE APONTAR PARA JESUS. V.35-36
35 No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus!”

1.1  Cristo é a conteúdo central de todas as Escrituras. Jo 5.39
“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.

1.2  Cristo é a revelação perfeita do Pai aos homens. Jo 1.18
“Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”.

1.3  Cristo é superior aos que ensinam sobre Ele. Jo 1.30
“É este a favor de quem eu disse: após mim vem um varão que tem a primazia, porque já existia antes de mim”.

2.     O TESTEMUNHO DO CRISTÃO TEM O OBJETIVO DE LEVAR PESSOAS A SEGUIR JESUS. V.37-39
37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. 38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes? 39 Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima”.

2.1  Para seguir Jesus o homem precisa ouvir falar sobre Jesus. V.37
“Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus”.

2.2  Para seguir Jesus o homem precisa ser sincero diante de Cristo. V.38
“E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes?”

2.3  Para seguir a Jesus o homem precisa ter proximidade com Jesus. v.39
“Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima”.

3.     O TESTEMUNHO DO CRISTÃO TEM O OBJETIVO DE ENCORAJAR OS CRENTES A SALVAR OUTRAS VIDAS. V.40-42
40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

3.1  O discípulo de Cristo inicia a sua pregação pelos seus parentes. V.40-41a
40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão [...]”

3.2  O discípulo de Cristo prega somente sobre Cristo. V.41b
“[...] a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo)

3.3  O discípulo de Cristo sabe que seu testemunho por si só não salva, a palavra de salvação vem de Cristo. V.42
“e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

CONCLUSÃO
Examinamos nesta mensagem que o Testemunho tem por objetivo: Primeiro, Apontar para Jesus: Como o conteúdo central das Escrituras, a revelação perfeita do Pai e, também superior aos que ensinam sobre Ele. Segundo, Levar Pessoas a Seguir Jesus: Ouvindo sobre Jesus, tendo sincero diante Dele e, tendo proximidade com Ele. Terceiro, Encorajar os Crentes a Salvar outras Vidas: Começa pelos parentes, prega somente Cristo e, reconhece a incapacidade de seu testemunho de salvar sem a ação de Cristo. Você tem testemunhado sobre Jesus? Você já tem Cristo como o teu Senhor e como o teu Salvador? Lembre-se que para testemunhar sobre Jesus você precisa primeiro ter Ele em sua vida. Reflita se você já pertence a Ele e assim poderá testemunhar.


AUTOR: Missionário Veronilton Paz da Silva

quarta-feira, 1 de março de 2017

MANÁ DIÁRIO - GÊNESIS 37.12.17 (JOSÉ, O FILHO OBEDIENTE AO SEU PAI)

MANÁ DIÁRIO – GÊNESIS 37-12-17
12 E, como foram os irmãos apascentar o rebanho do pai, em Siquém, 13 perguntou Israel a José: Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém? Vem, enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José: Eis-me aqui. 14 Disse-lhe Israel: Vai, agora, e vê se vão bem teus irmãos e o rebanho; e traze-me notícias. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e ele foi a Siquém. 15 E um homem encontrou a José, que andava errante pelo campo, e lhe perguntou: Que procuras? 16 Respondeu: Procuro meus irmãos; dize-me: Onde apascentam eles o rebanho? 17 Disse-lhe o homem: Foram-se daqui, pois ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. Então, seguiu José atrás dos irmãos e os achou em Dotã”.

JOSÉ, O FILHO OBEDIENTE AO SEU PAI
Certa feita uma mãe que perdeu um filho em um acidente expressou uma frase que ficou marcada na mente de todos, dizendo que: “Meu filho sempre foi obediente, nunca transgrediu uma ordem minha”, isto nos leva a pensar sobre a questão da obediência que devemos ter aos pais, autoridades, acima de tudo, a Deus. José dando provas da sua obediência às ordens do seu pai, saiu para cumprir ordens dele, apesar de ser filho da mulher amada de Jacó, Raquel, ao contrário de se tornar um filho encostado, preguiçoso, desobediente, por causa da posição de proximidade que tinha junto ao seu pai, não foi isso que ele fez. Pelo contrário, foi obediente ao seu pai, se destacando não pelos mimos do pai a ele, e sim pela sua dedicação obediente a ele, sobre isto iremos extrair algumas lições praticas para a nossa vida.

Primeira, A obediência de José era digna de ser seguida porque ele fazia sem reclamar. Jacó precisou de José para ir procurar seus irmãos e saber como estavam, podemos examinar isto na passagem: “12 E, como foram os irmãos apascentar o rebanho do pai, em Siquém, 13 perguntou Israel a José: Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém? Vem, enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José: Eis-me aqui” (v.12-13). Podemos observar que Jacó deu uma ordem para que José fosse naquela missão, quem sabe José foi levando comida, água e outras coisas de necessidade deles, justamente para aqueles que zombavam dos seus sonhos, que lhes demonstravam ódio, ele poderia ter argumentado com o seu pai, mas ao contrário disto, obedeceu sem questionar dizendo: “Eis-me aqui”. Como você tem agido diante das ordens dos seus pais, autoridades, igreja, Deus? Obediência não deve ser forçada, mas feita de maneira voluntária, sem reclamar. Cristo disse que nos tinha como amigos (Jo 15.15), o que ele falava era de uma relação pessoal, nossa obediência não era por medo de um senhor carrasco, mas para satisfazer um amigo querido, faça como José diga eis-me aqui para obedecer Senhor, para o que o Senhor quiser. José além de obedecer sem reclamar, cumpria as ordens do seu pai em qualquer circunstancia, isto será visto agora.

Segunda, a obediência de José era digna de ser seguida porque ele fazia mesmo se isto trouxesse dificuldades para ele. Aquele menino era pau para toda obra, não se preocupava em fazer outra coisa senão agradar ao seu pai, sem pensar nos revezes, conforme se registrou: “14 Disse-lhe Israel: Vai, agora, e vê se vão bem teus irmãos e o rebanho; e traze-me notícias. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e ele foi a Siquém. 15 E um homem encontrou a José, que andava errante pelo campo, e lhe perguntou: Que procuras?” (v.14-15). Andando por aqueles vales, montes ele poderia encontrar animais selvagens, peçonhentos, etc. Ele chegou a ficar errante pelo caminho, mas estava disposto a obediência, não estava se preocupando com isso, mas em obedecer ao seu Pai, no NT temos um homem que disse não ser a vida preciosa desde que cumprisse o seu ministério, ou seja, para ser obediente a Deus, poderia até morrer (At 20.24), Jesus disse que aquele que é fiel até a morte receberá a coroa da vida (Ap 2.10). Mesmo que surjam as dificuldades seja obediente meu irmão, obedeça ao Senhor de todo o seu coração. José não se preocupou com os problemas, para ele o importante era ser obediente. Temos sido obedientes nas horas das dificuldades ou somente quando tudo bem? Guardamos os preceitos do Senhor quando o céu está lindo e cor de anil ou quando surgem as noites escuras e tempestuosas? José foi obediente mesmo quando se perdeu no caminho ficando errante e eu e você? Além de guardar as ordens do pai sem reclamar e mesmo passando por dificuldades ele também fez de maneira completa, assunto este tratado abaixo.

Terceira, A obediência de José era digna de ser seguida porque ele fazia de maneira completa. José obedecia as ordens de maneira completa, ele não negociava nem deixava sua obediência pela metade, vejamos o texto aqui está descrito: “16 Respondeu: Procuro meus irmãos; dize-me: Onde apascentam eles o rebanho? 17 Disse-lhe o homem: Foram-se daqui, pois ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. Então, seguiu José atrás dos irmãos e os achou em Dotã” (v.16-17). Tozer disse que já tentou viver obedecendo a Deus pela metade e Deus pelas Escrituras o fez entender que com Cristo é tudo ou nada, que com Ele quem não ajunta espalha (Lc 11.23), não tente brincar com Deus achando que pode servir a Deus e ao mundo ao mesmo tempo, Faraó tentou fazer uma proposta para Moisés para o povo sair do Egito, Faraó fez propostas para Moisés que ficassem as mulheres, meninos, gado, e Moisés foi enfático dizendo que “nem uma unha ficará” (Êx 10.26), A obediência de Moisés foi semelhante a José, foi completa, o nosso coração não pode está dividido. José não parou até encontrar seus irmãos (v.17), ele obedeceu de maneira completa, não fez pela metade, Deus não aceita o homem pela metade, Deus não divide sua glória (Is 42.8), busque obedecer não fazendo quase tudo, mas tudo. Como disse Spurgeon: “Com Cristo é tudo ou nada”, assim imite o servo José, seja obediente de maneira completa.

Para Concluir gostaria de relembrar o que vimos sobre José e sua obediência, enfatizamos que: A sua obediência foi feita sem reclamar, mesmo em meio à dificuldades e, de maneira completa. Você é obediente? Tem feito alegre ou murmurando? Quando a coisa fica difícil obedece ou tira o corpo fora? Faz de maneira completa ou quase tudo? Queridos a obediência é uma marca evidente do cristão, além de prestar submissão aos pais, autoridades, igreja, você precisa obedecer à autoridade suprema que é o Deus Soberano, Criador e Sustentador do universo. A maneira de obedecer a Ele está contido nas Escrituras. Quer saber quais são as ordens de Deus para você, leia a Bíblia, obedeça a Deus e seja feliz!

AUTOR: Veronilton Paz da Silva – Licenciado ao Sagrado Ministério (PRVP); Missionário Presbiteriano na Cidade de Sumé-PE (JMN/IPB); Bacharel em Teologia (IBHT); Licenciado em Letras – Língua Portuguesa (UEPB); Formação Presbiteriana de Evangelista/Missionário (CPO/IBN e CEIBEL); Pos Graduando em Estudos Teológicos (CPAJ/Mackenzie).


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

MANÁ DIÁRIO (MT 22.37-39) - MISSº VERONILTON PAZ DA SILVA

MANÁ DIÁRIO – MATEUS 22.37-39
37 Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. 38 Este é o grande e primeiro mandamento. 39 O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

QUAL DEVE SER O OBJETO DO SEU AMOR?
As pessoas muitas vezes fazem uma confusão medonha a respeito da Lei, alguns dizem que ela foi abolida, outros dizem que ela funciona até hoje, mas não explicam o porquê, tudo que nós seguimos hoje na graça são doutrinas oriundas da Lei, quando Cristo e demais escritores do Novo Testamento citam as Escrituras, eles estão se referindo ao Antigo Testamento que era composto de Lei, Profetas e Escritos (Mt 21.42; Mt 22.29; Lc 24.32; Jo 5.39; At 17.11; Rm 15.4; I Co 15.3Gl 3.8; II Tm 3.16; Tg 2.8; II Pe 1.20), porém, além de citar o valor da Lei, Jesus também fala de algo que era sua mola propulsora e que resume toda a Lei, ou seja, o amor (Rm 13.8-10), sobre este importante tema que permeia toda a Escritura, iremos extrair algumas lições importantes a seguir.

Primeira, o Objeto do Nosso Amor Deve ser Deus. Jesus aqui cita a primeira prioridade do nosso amor que é ao Senhor, quando diz que este amor deve ser de todo coração, alma e entendimento (v.37-38) está tratando da completude deste amor, ou seja, Ele não aceita que você o ame menos que a sua totalidade. Jesus aqui está citando um trecho que era considerado como o coração da Lei: Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Deut. 4.5-6). Quando examinamos o decálogo em Êxodo 20.1-17, vemos que este grande mandamento de Jesus está explicado nos quatro primeiros mandamentos: a) Não possuir outros deuses (v.1-3), ou seja, tudo que você coloca no lugar de Deus; b) Não fabricar imagens esculpidas que tencionem aludir ao culto divino (v.4-6), pois o próprio Deus proibiu fazer imagens que o representem (Dt 4.14-16) e Ele não deve ser cultuado pela imaginação do homem nem sugestões de satanás como fazem os pagãos; c) Não tomar o seu Santo Nome em vão (v.7), portanto, piadas com o nome de Deus, usar textos bíblicos com brincadeira, usar seu nome por nada, citar o nome de Deus para fazer tramóias como fazem alguns lideres, isto é usar o Nome de Deus em vão e irão pagar um preço por isto; d) Guardar o dia do Senhor, ou seja, trabalhar seis dias e guardar um dia para servir ao Senhor (v.8-11), Deus te deu uma semana inteira, separe um dia para ouvir a Palavra de Deus. Se na sua vida houver outras coisas que tomam teu tempo e você não tem um momento para congregar e ouvir a Palavra de Deus, você precisa rever o seu amor por Deus. Jesus disse que se alguém o ama ou se declara seu amigo precisa ser obediente ao que Ele diz (Jo 15.14), se não obedeço a sua Palavra não posso dizer que o amo. Se você o ama de verdade guarde os seus mandamentos, pois disto depende toda a sua vida. Mas, além de amar a Deus eu também devo amar a mim mesmo, isto será verificado nas seguintes linhas.

Segunda, o Objeto do Nosso Amor Deve ser nós mesmos. Aqui neste versículo há o mandamento de amar ao próximo como a si mesmo (v.39), porque é impossível amar alguém se você não se ama. Você não irá cuidar bem de alguém se não cuida de si, exortar outros a que mudem de vida se sua vida é uma bagunça. Para ter amor ao próximo, preciso ter primeiro por mim mesmo. O amor ao próximo deve ser igual ao que tenho por mim e não maior. Quando demonstramos amor por nós mesmos iremos cuidar bem do nosso corpo, pois é morada do Espírito Santo de Deus,(I Co 3.16-17) não podemos destruir o templo do Espírito Santo, para fazer isto teremos que: (1) Deixar de ingerir elementos que possam causar dano ao corpo, pois quando se ingere drogas seja bebida, cigarro, maconha, cocaína outra não está se zelando pelo corpo, ou mesmo quando se consome alimentos que prejudicam a saúde, como gordura excessiva ou açúcar no caso dos diabéticos, etc. (2) Evitar práticas no corpo como sexo ilícito, tatuagens, masoquismo, ou automutilação; (3) Expor seu corpo ao perigo com atitudes imprudentes como alta velocidade na direção ou aventuras sem motivo da glória de Deus, mas apenas para satisfazer o seu coração. Lembre-se, você só pode cuidar do próximo se você estiver com a sua vida em ordem, se tiver cuidado da sua própria vida. Abaixo trataremos sobre a forma correta de agir com o próximo, amando-o.

Terceira, o Objeto do Nosso Amor Deve Ser o Próximo. Jesus trata neste instante ainda sobre a Lei e apresenta que ela trata sobre o amor a Deus, mas também ao nosso semelhante, podemos ver isto na continuação da passagem quando ele falando sobre o mandamento diz que: “O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (v.39), Dizer que ama a Deus, mas não demonstrar amor ao outro é mentira, sobre esta verdade João disse que: Se alguém disser: “Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (I Jo 4.20), ou seja, é impossível você e eu amarmos a Deus e odiarmos o próximo. Como demonstrar amor pelo próximo? A Bíblia nos dá algumas importantes verdades sobre isso, vejamos: (1) Demonstramos amor ao nosso semelhante quando tratamos das suas necessidades espirituais, levando-o a Cristo, Como fez André que levou seu irmão Simão Pedro a Cristo (Jo 1.40-42); como fez o ex-endemoninhado geraseno que quando se viu liberto saiu pregando a todos (Mc 5.18-21); Como agiu Paulo para pregar aos seus compatriotas, fazendo todos os meios para que pudesse de alguma forma que alguns se salvassem (I Co 9.22). (2) Demonstramos amor pelo próximo quando tratamos das suas necessidades físicas, dando-lhe alimento, roupa e o que necessitarem, conforme diz Tiago, irmão de Jesus: 15 Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, 16 e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” (Tg 2.15-16), esta passagem deixa clara a necessidade daqueles que dizem terem Deus demonstrar isso no cuidado com os carentes, ajudando-os a vencer as suas dificuldades de suprimento, nesta mesma linha o apostolo João falou que as pessoas cujo amor de Deus habita nelas, são conhecidos pelo seu amor pelo próximo e seu cuidado com ele, verifica-se isto na seguinte passagem:  16 Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.17 Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? 18 Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (I Jo 3.16-18), ou seja, você e eu não podemos dizer que amamos as pessoas se quando está em nós o ajudá-las, negamos a ajuda necessária. Devemos amar o próximo como a nós mesmos, portanto, se nós queremos ser bem tratados, o próximo também, por isso Jesus disse no sermão do monte que: Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7.12), assim sendo nós não podemos viver de maneira egoísta, pensando apenas em nós mesmos, devemos amar o próximo como a nós mesmos. Louvado seja Deus!

Concluindo, esta passagem está tratando o principal mandamento da Lei, que é o amor, falamos sobre o objeto do nosso amor, assim trouxemos algumas verdades inauditas para a nossa vida que foram: Primeira, o Objeto do Nosso Amor Deve ser Deus; Segunda, o Objeto do Nosso Amor Deve ser nós mesmos; Terceira, o Objeto do Nosso Amor Deve Ser o Próximo. Será que estamos amando a Deus acima de todas as coisas? Amando a nós mesmos como templo do Espírito Santo? E amando ao próximo como a nós mesmos? Saiba que nós amamos a Deus quando o priorizarmos nas nossas atividades, nós amamos ao próximo quando cuidamos dele como se estivéssemos cuidando de nós mesmos. Somente pode amar verdadeiramente aquele que já foi alcançado pelo amor de Deus, se você ainda está distante de Deus, entregue-se a Ele hoje em Nome de Jesus!


Autor: Veronilton Paz da Silva – Missionário Licenciado ao Sagrado Ministerio (PRVP); Missionário Presbiteriano na Cidade de Sumé-PB; Bacharel em Teologia (IBHT); Licenciatura Plena em Letras – Língua Portuguesa (UEPB); Formação Presbiteriana de Evangelista/Missionário (CPO/IBN e CEIBEL); Pos Graduando em Estudos Teológicos (CPAJ/Mackenzie).

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

MANÁ DIARIO (GENESIS 37.5-11) - MISSº VERONILTON PAZ DA SILVA

TEXTO: GENESIS 37.5-11
[5] Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais. [6] Pois lhes disse: Rogo-vos, ouvi este sonho que tive: [7] Atávamos feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu. [8] Então, lhe disseram seus irmãos: Reinarás, com efeito, sobre nós? E sobre nós dominarás realmente? E com isso tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras. [9] Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim. [10] Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra? [11] Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo”.

JOSÉ, O FILHO SONHADOR DO SEU PAI.
O sonho possui significados distintos levando em conta a religião, ciência e cultura. A interpretação dos sonhos tem grande credibilidade nas religiões judaico-cristãs: está escrito na Toráh e na bíblia que Jacó, José e Daniel receberam de Deus a habilidade de interpretar os sonhos. O desejo de Deus é que sonhemos e projetemos nossa vida para a sua glória, devido a isto ele coloca sonhos em nós. Mas, estes sonhos não podem deixar Deus de fora. Se os nossos sonhos não fizerem parte da vontade de Deus eles jamais se realizarão, mas há homens que sonham de fato segundo a vontade de Deus, buscam viver para gloria Dele. José foi uma homem que Deus, por meio dos seus sonhos, realizou o seu plano soberano sobre ele e sua família, sobre os sonhos de José, iremos retirar alguns ensinamentos baseados no tema acima mencionado.

Primeiro, José era o homem que sonhava os sonhos decretados por Deus e isto lhe rendia ódio de outros. José quando sonhou contou aos seus irmãos, talvez quisesse compartilhar sua benção com eles,mas os mesmos não entenderam, sobre isto foi registrado: Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais” (v.5). Que aprendizado podemos extrair disto tudo? Não conte seus sonhos a qualquer pessoa, conte aquelas que você pode confiar, que são instrumentos de Deus para te abençoar. As pessoas que traem é porque já estiveram ao seu lado como amigos, o personagem aqui mencionado foi traído pelos irmãos, cuidado com os seus sonhos, não conte-os qualquer que se diz seu amigo. Os seus sonhos precisam ser colocados nas mãos de Deus e se for compartilhar com alguma pessoa, faça-o depois de consagrar estes sonhos a Deus por meio da oração, jejum e piedade, assim escolha de maneira piedosa e não interesseira as pessoas que quer compartilhar os seus sonhos e projetos, pois os seus sonhos geram ódio nas pessoas que não compreendem a sua intimidade com Deus. Os sonhos do servo de Deus não somente traz ódio, mas também confusão na mente dos homens carnais, será o assunto tratado a seguir.

Segundo, José era o homem que sonhava os sonhos decretados por Deus que o homem carnal não entendia. José contou ainda contou dois sonhos, sendo o primeiro aos seus irmãos e o segundo, além destes, estava presente também seu pai, conforme está registrado nesta passagem: “Pois lhes disse: Rogo-vos, ouvi este sonho que tive: Atávamos feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu. Então, lhe disseram seus irmãos: Reinarás, com efeito, sobre nós? E sobre nós dominarás realmente? E com isso tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras. Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim. Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?” (v.6-10). Segundo esta narração ele teve sonhos revelacionais que apontavam para o futuro, porém podemos extrair lições para as nossas vidas, os sonhos que foram projetados por Deus para a sua vida não serão compreendidos pelos homens carnais, pois o homem natural não compreende as coisas de Deus (I Co 2.14), se você falar da sua fé revelada nas Escrituras e da sua intimidade com Deus os incrédulos a te muitos membros de igrejas vão entender como loucura, os irmãos de José nem mesmo seus pais entenderam seus sonhos, porém, Deus entende seus sonhos e projetos, pois ELE mesmo foi quem os projetou, não se preocupe se sua fé é ridicularizada por homens carnais, diante de Deus você é bem aventurado. Se os seus sonhos são provindos de Deus, eles irão se cumprir, mesmo que as pessoas não entendam. Confie em Deus e busque viver de acordo com os projetos de Deus para a sua vida. Estes projetos de Deus para a sua vida podem gerar reações diversas nas pessoas, isto será explicado abaixo.

Terceiro, José era o homem que sonhava os sonhos decretados por Deus e reações diferentes eram vistas nas pessoas. Quando os projetos de Deus são revelados para a sua vida, eles não geram as mesmas reações nas pessoas, alguns agem de uma forma positiva outra negativa, conforme se registra no versículo seguinte: Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo” (v.11). Neste caso de José gerou ciúmes nos seus irmãos e meditação no seu pai. Os seu projetos receberão aplausos de uns e inveja ou ciúme de outros, não espere unanimidade, pois você não terá, você terá oposição aos seus projetos, mas se estes estiverem dentro da vontade de Deus, eles se cumprirão integralmente, pois contra o povo de Deus não vale ações contrarias, conforme Moisés registra ao afirmar que: “Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; agora, se poderá dizer de Jacó e de Israel: Que coisas tem feito Deus!” (Nm 23.23), assim os sonhos de Deus para você se realizarão para a gloria de Deus, mesmo que você esteja sozinho, mesmo que a oposição contra você seja tamanha, você vai vencer porque os seus sonhos foram decretados por Deus e Ele se responsabiliza por eles. ALELUIA!!! Deus também irá pessoas para te abençoar e te ajudar a realizar os seus sonhos, pois você não terá apenas opositores, mas haverá pessoas que serão instrumentos de Deus na tua vida. Da mesma forma que os sonhos de José foram decretados por Deus para realizar o seu plano soberano e livrar no futuro a família de Jacó da fome e morte, este Deus não mudou e pode pela sua soberana vontade realizar os seus sonhos para a glória Dele.

Para concluir, gostaria de dizer que esta mensagem sobre os sonhos de José do Egito, estes sonhos trouxeram ódio de alguns, não foi entendidos pela mente natural dos homens e, geraram reações diferentes nas pessoas. Aprenda que você não deve compartilhar seus sonhos com qualquer pessoa, pois sem querer pode se tornar odiado por alguns. Entenda também que seus sonhos podem não ser entendidos por alguns e até gerar criticas, também as reações das pessoas são diferentes, alguns podem ter reações negativas e outros positiva. O desafio que esta reflexão nos traz é confiar em Deus e esperar Nele, pois se os seus sonhos forem projetos de Deus, eles se realizarão para a sua glória, desejo para você que: O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz” (Nm 6.24-26) .Amém!


AUTOR: Veronilton Paz da Silva – Licenciado ao Sagrado Ministério (PRVP); Missionário Presbiteriano na Cidade de Sumé-PE (JMN/IPB); Bacharel em Teologia (IBHT); Licenciado em Letras – Língua Portuguesa (UEPB); Formação Presbiteriana de Evangelista/Missionário (CPO/IBN e CEIBEL); Pos Graduando em Estudos Teológicos (CPAJ/Mackenzie).

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

OS PONTOS DO CALVINISMO – EXPOSIÇÃO BÍBLICA (5)


Parte V - Perseverança Dos Santos Ou Segurança Dos Crentes
Os eleitos não são apenas redimidos por Cristo e regenerados pelo Espírito; eles são mantidos na fé pelo infinito poder de Deus. Todos os que são unidos espiritualmente a Cristo, através da regeneração, estão eternamente seguros nEle. Nada os pode separar do eterno e imutável amor de Deus. Foram predestinados para a glória eterna e estão, portanto, assegurados para o céu.  A doutrina da perseverança dos santos não mantém que todos que professam a fé cristã estão garantidos para o céu. São os santos - os que são separados pelo Espírito - os que perseveram até o fim. São os crentes - aqueles que recebem a verdadeira e viva fé em Cristo - os que estão seguros e salvos nEle.  Muitos que professam a fé cristã caem, mas eles não caem da graça pois nunca estiveram na graça.

Os crentes verdadeiros caem em tentações e cometem graves pecados, às vezes, mas esses pecados não os levam a perder a salvação ou a separá-los de Cristo. A Confissão de Fé de Westminster diz o seguinte a respeito dessa doutrina: "Os que Deus aceitou em seu Bem-amado, os que ele chamou eficazmente e santificou pelo seu Espírito, não podem decair no estado da graça, nem total, nem finalmente; mas, com toda a certeza hão de perseverar nesse estado até o fim e serão eternamente salvos" (XVII, 1). Boettner certamente está correto em afirmar que "essa doutrina não se manifesta isoladamente, mas é uma parte necessária do sistema calvinista de teologia.

As doutrinas da Eleição e da Graça Eficaz implicam logicamente na salvação certa daqueles que recebem essas bênçãos. Se Deus escolheu homens de modo absoluto e incondicional para a vida eterna, e se o Seu Espírito efetivamente aplica-lhes os benefícios da redenção, a conclusão inevitável é que essas pessoas serão salvas" (op. cit., p.182). Os seguintes versículos mostram que o povo de Deus recebe a vida eterna no momento em que crê. Estes são guardados pelo poder de Deus mediante a fé e nada os pode separar do Seu amor. Foram selados com o Espírito Santo que lhes foi dado como garantia de sua salvação e, desta forma, estão assegurados para uma herança eterna: (Is 43.1-3; 54:10; Jer 32:40; Mt 18:12-14; Jo. 3:16, 36: 5:24; 6:35-40, 47; 10:27-30; 17:11-12, 15; Rom 5:8-10; Rom 8:1, 29-30, 35-39; 1Co 1:7-9; 10:13; 2Co 4:14, 17; Ef 1:5, 13-14; 4:30; Col 3:3-4; 1Ts 5:23-24; 2Tm 4:18; Heb 9:12, 15; 10:14; 12:28; 1Pe 1:3-5; 1Jo. 2:19, 25; 5:4, 11-13, 20; Jd 1:24-25)


Tradução Livre e adaptada do livro Os Cinco Pontos do Calvinismo - Definidos, Defendidos, Documentado, de David N. Steele e Curtis C. Thomas, Partes I e II, [Presbyterian & Reformed Publishing Co, Phillipsburg, NJ, EUA.], Feito por João Alves dos Santos)

MANÁ DIÁRIO (GN 37.1-4) - MISSº VERONILTON PAZ

MANÁ DIÁRIO – GÊNESIS 37.1-4
[1] Habitou Jacó na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã. [2] Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai. [3] Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas. [4] Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente”.

JOSÉ, O FILHO MAIS INTIMO DO SEU PAI
Muitas vezes os pais possuem mais afinidade com algum dos seus filhos, as criticas surgem sem saber os reais motivos para tal afinidade, pois as vezes estes filhos são os que se aproximam mais dos pais para obedecer, aprender, etc. você tem buscado ter intimidade com Deus? Estaremos iniciando aqui algumas mensagens sobre a vida de José do Egito, falando sobre as fases que ele teve que enfrentar, desde a fase de filho mais amado, traído e vendido como escravo, até chegar ao cargo de governador e livrar o seu povo da fome, neste instante estudaremos um pouco sobre a primeira fase da vida de José que se tratará tendo como base o tema sugerido acima, deste extrairemos algumas lições para a nossa vida.

Primeira, José era o mais intimo seu pai porque desde jovem já o servia. Muitas vezes perguntamos porque José tinha tanta afinidade com José, mas a Bíblia dá respostas, ela apresenta José que desde jovem já fazia tudo para agradar a seu pai, já trabalhava para o pai, conforme os versículos seguintes: “Habitou Jacó na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã. Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos [...]” (v.1-2a). Você tem buscado agradar a seu pai terreno? E o Pai Celestial? Precisamos estar atentos para não cairmos nos laços do diabo, buscando fazer a nossa própria vontade. Precisamos fazer a vontade de Deus! Jesus também era submisso aos seus pais (Lc 2.51), você tem sido obediente? A missão principal do Senhor para nós é adorar e só adora quem obedece, devemos fazer sempre a sua vontade. Mas, José não somente obedecia ao seu pai na presença, também o fazia na ausência, ele além de reputação, tinha caráter, sobre isto trataremos a partir das próximas linhas.

Segunda, José era o mais intimo do seu pai, pois se distinguia dos outros irmãos na integridade. José tinha algo que faltava nos seus irmãos, que era o seu caráter, enquanto aqueles buscavam servir de maneira correta somente na presença do pai, quando ele estava ausente, eles faziam o serviço mal feito, não é a toa que José como sendo uma pessoa honesta teve que denunciar os mesmos ao seu pai, conforme está registrado nas seguintes linhas: “[...] sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai” (v.2b). Você não precisa apenas ter reputação diante das pessoas, mas ter caráter quando se está ausente deles, pois os olhos do senhor estarão nos vendo em qualquer lugar (Pv 15.3), José tinha caráter e você tem? Ele não fazia para aparecer aos homens, mas para agradar a Deus.

Terceira, José era o mais intimo do seu pai a ponto de receber dele presentes valiosos. Jacó amava muito a José, quando você ama alguém dá presentes a ele, José recebeu isto do seu pai, conforme está escrito: “Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas” (v.3), Deus também nos ama muito e demonstra isto ao nos dá a salvação de maneira gratuita, conforme Paulo explicou: Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8), nesta passagem ele diz que tanto a salvação como a fé é “dom” do grego “karisma” que significa presente, eu e você também recebemos presentes do nosso Pai celeste, como família, saúde, finanças, porém, a maior destes presentes é a salvação, Como Jacó deu presentes ao filho que amava, Deus Pai nos dá presentes graciosos porque Ele muito nos ama. Mas, além de José buscar sempre agradar seu pai, ser integro e receber presentes do seu pai, o amor de Jacó por ele atraiu o ódio dos seus irmãos contra ele, sobre isto iremos trazer uma reflexão nas próximas linhas.
                                                                                                                  
Quarta, José era o filho mais intimo do seu pai e isto causou ódio de terceiros. Vendo que Jacó tinha amor excessivo por José os seus irmãos o odiaram, conforme  o versículo a seguir: “Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente” (v.4), os irmãos de José não queriam ter os trabalhos que ele tinha, não queriam ter o seu caráter, para eles o que valeria a apena eram apenas as bênçãos que José tinha, estas eles queriam, devido a isto o odiaram por perceber que Jacó tinha mais intimidade com o seu irmão. Da mesma forma nós também somos odiados pelo mundo, porque eles não conhecem a Deus (Jo 15.18-21), a amor de Deus por nós nos torna odiados, pois o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus (I Co 2.14), eles tem os cristãos como arrogantes por dizer que eles precisam de Jesus, por que eles querem receber apenas as bênçãos do Senhor e não obedecer seus ensinos. Lembre-se que da mesma forma que José foi odiado por seus irmãos por causa do amor do seu pai, nós somos odiados pelo mundo por causa do amor de Deus que habita em nós.

Concluindo, você examinou que: Primeira, José foi um filho muito íntimo de Jacó porque Ele desde jovem buscava trabalhar para o pai, agradando-o, este amor é sentido de afinidade, intimidade. Nós temos tido intimidade com Deus nosso Pai? Segunda, vimos que aquele amor intimo de Jacó por José era por causa da sua integridade, ou seja, ele apenas não tinha reputação na presença do Pai, mas tinha também caráter, pois quando estava ausente dele fazia também o que lhe agradava, nós temos reputação diante dos homens ou caráter diante de Deus? Terceira, José era tão próximo de seu pai a ponto de receber dele presentes valiosos, nós também somos tão amados por nosso Pai que recebemos Dele presentes inigualáveis, dentre estes a salvação. Quarta, a intimidade de Jacó por seu filho José atraiu o ódio dos irmãos de José, nós também somos odiados pelo mundo por causa do amor de Deus em nós, se o mundo lhe ama é porque o amor de Deus não está em você. Você tem buscado agradar a Deus? Tem reputação diante dos homens apenas, ou caráter diante de Deus? Já recebeu o presente da vida eterna (salvação)? O mundo tem odiado você? Lembre-se que José buscou agradar a Deus, ele se comportava não apenas para ser visto pelas pessoas, mas para agradar aquele que sonda mentes e corações, ele também recebeu presentes e você hoje pode receber o maior presente de todos, que é a salvação por meio da fé em Jesus, ao fazer isto o mundo que hoje te aplaude, amanhã te odiará, mas você estará no melhor lugar de todos que é a presença de Deus. Entregue sua vida a Cristo agora e viva uma vida de paz aqui e tenha a certeza que quando morrer irá morar eternamente com Ele no céu. Pense e reflita! Deus nos abençoe neste ano em curso!

Autor: Veronilton paz da Silva – Missionário Licenciado ao Sagrado Ministério (PRVP); Missionário Presbiteriano na Cidade de Sumé-PB (JMN/IPB); Bacharel em Teologia (IBHT); Licenciado em Letras – Língua Portuguesa (UEPB); Pós Graduando em Estudos Teológicos (CPAJ/Mackenzie); Formação Presbiteriana de Evangelista/Missionário (CPO/IBN e CEIBEL).