Covid-19 prejudica viagens de evangelista na Ásia Central A Portas Abertas contou a história de Ilmur* na revista de Novembro de 2019. Antes de ser líder de uma igreja doméstica e evangelista itinerante na Ásia Central, ele se definia como um homem muito mal, que bebia, usava drogas, roubava e era violento com os familiares. Mas quando teve um encontro com Jesus, a vida dele foi mudada e passou a testemunhar de Cristo onde mora e viajar a outros locais procurando pessoas necessitadas do amor de Deus. Com as restrições impostas para conter a propagação do coronavírus, o cristão precisou interromper as viagens de evangelismo. Ilmur informou que está trabalhando como gerente de suprimentos em uma escola infantil. A esposa dele, Gulya*, fica em casa gerenciando a sauna construída no jardim, e que eles alugam para complementar a renda. O casal lidera uma igreja doméstica na própria casa e trabalha junto para espalhar a mensagem da cruz a outras pessoas. Ele leva alimentos, roupas e a palavra de Deus até os mais necessitados pelo menos uma vez ao mês. Mas com a quarentena, as viagens foram canceladas. Mas a boa notícia é que os cristãos não ficaram desamparados; Ilmur treinou alguns irmãos locais para dar apoio aos novos na fé. *Nomes alterados por segurança Apoie o evangelismo na Ásia Central Assim como Ilmur, muitos outros líderes da Ásia Central obedecem a ordem de fazer discípulos de Jesus onde moram e em outras cidades. Cada viagem feita por eles até um vilarejo remoto envolve gastos com combustível e itens a serem doados, como comida, roupas e calçados. Fortaleça este projeto! Pedido de oração Interceda para que a quarentena não seja mais necessária em cidades da Ásia Central e que os evangelistas, como Ilmur, possam viajar novamente levando o nome de Jesus. Peça pelo fortalecimento dos cristãos locais neste tempo de crise. Que eles tenham a paz de Cristo e a certeza de que o Senhor está no controle de toda a situação. Clame para que as autoridades tenham sabedoria para instruir a população e tomar atitudes que sejam eficazes contra o coronavírus. Fonte: Portas Abertas
sábado, 28 de março de 2020
segunda-feira, 2 de março de 2020
Curso de Preparação de Obreiros (CPO) da Igreja Presbiteriana do Brasil Faz 30 Anos de Serviços Prestados ao Reino de Deus.
Graça e paz!
Eu sou Rev. Veronilton Paz da Silva, um fruto deste curso maravilhoso, um dos muitos que chorou nas aulas de OVC do Rev. Luis Ricardo e que se assustou com a frase "cuidado com o Aranha", ao chegar no 1º Ano do curso no Instituto Bíblico do Norte (IBN) em Garanhuns - PE, depois conheci a fibra de Missª Lea, o abraço da Missª Cristina, e os afagos das Missª Norma e Jardelita, bem como todos que fizeram este momento impar na minha vida, porque não dizer, na vida de inumeros obreiros nestes rincões do Brasil. Parabéns a todos nós que fazemos parte da história deste curso! Quem venham mais 30, 90, 180, 300 anos, se Cristo não voltar antes. CPO não não é um simples curso, é um estilo de vida". Abaixo deixamos o belíssimo relato do profº Rev. Carlos Eduardo Aranha Neto que de modo tão brilhante exaure sobre este belo curso:
CURSO DE PREPARAÇÃO DE OBREIROS (CPO) – 30 ANOS
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem
de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” 2 Timóteo 2:15
No último dia 31 de janeiro de 2020, realizou-se pela 30ª vez o culto de encerramento da temporada do Curso de Preparação de Obreiros, CPO. Neste culto, a gratidão pela 22ª turma de concluintes e a recepção da 24ª turma que inicia os estudos. Os números das turmas podem não bater com a celebração do trigésimo aniversário, mas aqui segue a história que se iniciou em 1991 nas dependências da Escola Evangélica do Buriti, Chapada dos Guimarães – MT.
No ano de 1990, a Junta de Missões Nacionais da Igreja Presbiteriana do Brasil, através de seu Departamento de Educação Cristã, tinha como preocupação um melhor preparo aos seus obreiros que não haviam sido formados nos Seminários Presbiterianos ou Institutos Bíblicos da Igreja. Pelo encerramento do curso intensivo que havia no Seminário Presbiteriano do Sul até 1982, que atendia pessoas com disponibilidade apenas do período de férias para os estudos teológicos, uma lacuna se abriu para dificuldade dos que não podiam estudar no período regular dos seminários.
A diretoria da JMN/IPB determina que fosse elaborado um curso que teria por finalidade a reciclagem teológica, treino para o campo missionário e o suprimento das necessidades da JMN, não visando tanto a área acadêmica, mas a prática pastoral. No dia 16 de setembro de 1990 reúne-se a comissão designada para tal fim: Rev. Carlos Aranha Neto, Rev. Ademir Ramos Novaes, Presb. Dirceu Cersózimo de Souza, Missª. Ana Valdete Papandré, Missª. Léa Siqueira e a convite, Rev. Rubens Pires do Amaral Osório. Trataram ali do “Curso Intensivo de Seminário para Missões”.
O trabalho subiu de degrau, indo para conhecimento e aprovação da Junta de Educação Teológica (JET-IPB) que pelo ofício de 21 de novembro de 1990 (Ref. JT 10/90) aprovou a criação do curso, mas mudando seu nome para “Curso de Treinamento Missionário – CTM”. E assim se fez. A primeira turma, com 44 alunos, frequentou as aulas na Escola Evangélica do Buriti, na linda Chapada dos Guimarães. Entretanto, o acesso não era fácil, e no ano seguinte (1992) transferiu-se para Patrocínio – MG, utilizando das dependências do Instituto Bíblico Eduardo Lane (IBEL) e grande participação de seu diretor, Rev. Roberto Brasileiro Silva, professores locais e funcionários, que ajudaram a dar andamento ao projeto.
Tudo caminhava bem, 6 turmas até então, 196 alunos recebidos, quando o curso recebe um baque. Em 1996, na reunião da Comissão Executiva do SC-IPB é criado o “Centro de Treinamento Missiológico”, também com a sigla CTM. A decisão continha o seguinte texto: CE-1996 – DOC. CLXVIII: Quanto ao Doc. 113 - Criação do CTM pela JET/IPB, a CE-SC/IPB resolve: 1) Aprovar o RI do CTM-JET/IPB conforme a proposta: “CENTRO DE TREINAMENTO MISSIOLÓGICO - Regimento Interno - Da Natureza - Art. 1º - O Centro de Treinamento Missiológico, doravante designada por CTM, é um instituto de capacitação de pastores e evangelistas egressos dos Seminários Teológicos e Institutos Bíblicos da Igreja Presbiteriana do Brasil, e outros candidatos de outra Instituição de ensino, aprovados pela Junta de Educação Teológica, com vistas ao exercício de missões no Brasil e no Exterior O que decretava o encerramento do primeiro CTM era registrado no final da decisão: Art. 22 - O CTM mantido pela Junta de Missões Nacionais, terá duração até 1998, não podendo abrir novas turmas.
Naturalmente a decisão trouxe tristeza, choro e muitas orações por parte dos que estavam direta ou indiretamente envolvidos com o CTM da JMN. As necessidades dos campos ainda se viam, preparo de obreiros, frentes de trabalhos abertas... Várias reuniões da JMN com a JET e mesa do SC/IPB, até que se autoriza criar novamente um curso para este espaço aberto. Com os mesmos objetivos do primeiro, começa em 1997 a 1ª turma do Curso de Preparação de Obreiros, CPO. Mudança de nome para não trazer confusão com o novo CTM, mas matérias e preparação tão iguais ao anterior.
O CPO continuava servindo à IPB preparando irmãos e irmãs para o trabalho do Senhor em suas igrejas. Gente de praticamente todos os estados. Para facilitar a participação de quem vinha de regiões distantes, na reunião da CE-2002 um documento (DOC. LXXX – referente ao Doc. 37) procedente do Sínodo de Pernambuco solicitava a extensão do CPO para o Instituto Bíblico do Norte – IBN, em Garanhuns – PE. No ano seguinte, 2003, no mês de Julho de cada ano a partir de então, o CPO-Nordeste começava a funcionar, enquanto se mantinha em Patrocínio, anualmente, no mês de Janeiro.
Em 2004 um novo baque. Mas também suplantado. Nas ocasiões dos tempos difíceis para o Curso sempre se viu a direção de Deus em permitir sua continuação. Mais uma vez constatando: é o próprio Senhor quem abre as portas necessárias para continuação das bênçãos à sua Igreja. A JMN/IPB resolve encerrar a participação financeira no CPO. Continuaria apoiando, encaminhando alunos, etc, mas não teria mais como sustentar o curso, que neste momento funcionava em dois polos. De novo tristeza, choro e muitas orações. E mais reuniões. Até que no entendimento com as direções dos Institutos Bíblicos através do Rev. Roberto Brasileiro (IBEL) e Rev. José Hernando Vasconcelos (IBN), estas casas abraçaram o CPO para dar o apoio necessário para continuação de suas finalidades.
E assim, debaixo da graça de Deus, o CPO tem continuado. Somados os grupos de Patrocínio e Garanhuns, de 1991 a 2020 já foram recebidos 1.332 alunos. Muitos tem continuado para uma carreira pastoral, outros para a obra missionária, outros mais como bons e preparados líderes para suas igrejas locais. Louvado seja Deus!
A equipe de Coordenação que há muitos anos tem atuado na direção do CPO está composta (da esquerda para a direita na foto) do Rev. Luiz Ricardo Monteiro da Cruz, Missª. Léa Siqueira, Missª. Cristina Teresa do Amaral e Rev. Carlos Eduardo Aranha Neto. Em Garanhuns estão também o Rev. Carlos Sócrates Oliveira Siqueira, Missª. Norma Suely Soares Melo e Missª. Jardelita Bispo da Silva Filha.
Assim somam-se as 6 turmas CTM com as 24 turmas CPO e se completa o Jubileu de Pérola para Glória de Deus, preparando aqueles que desejam servir ao Senhor da Obra. Nesse meio tempo, já são 18 anos em Garanhuns até o presente momento.
O versículo do início do texto é o que pauta o propósito do CPO. Este é o objetivo: ajudar os que se dispõe a servir a Deus a se prepararem melhor para o trabalho do Reino de Jesus. E que Ele receba toda a glória por isso!
Rev. Carlos Eduardo Aranha Neto
Equipe de Coordenação do CPO
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
O que torna uma mulher forte: Como Deus preparou Débora para liderar
Deus se deleita em mulheres fortes. Nós na igreja
também deveríamos. Nossa celebração por mulheres fortes no corpo de Cristo
deveria ser ouvida em alto e em bom som. O que também precisa ser ouvido é um
acolhimento jubiloso daquilo que a Bíblia celebra como uma mulher forte. Não há
fórmula bíblica para uma mulher forte e consagrada. Mas conforme o Espírito
abre nossos olhos, podemos cavar persistentemente na revelação de Deus, para
obter uma visão mais e mais clara.
Eu tenho vasculhado ultimamente a história de
Débora em Juízes 4–5. Essa mulher forte se destaca: uma das poucas profetisas
mencionadas, e a única juíza mulher mencionada de Israel – sem dúvida a mais
consagrada.
Eu amo o retrato de Débora, esposa de Lapidote,
sentada trabalhando sob aquela palmeirana região montanhosa de Efraim, “e os
filhos de Israel subiam a ela a juízo” (Juízes 4.4-5). Aqui está uma mulher forte usada por Deus para exercer liderança estratégica entre o povo de Deus;
isso é belo e valioso para nós entendermos. Quanto mais verificamos como a
Bíblia nos mostra a força de Débora, melhor vemos sua beleza e magnitude. Com
este propósito, vamos fazer quatro observações sobre esta história de uma forte
mulher.
1. A história de Débora eleva nossos olhos para Deus.
Débora faz parte de uma história maior. Quando nos
deparamos com Débora, encontramos parte da semente de Abraão que Deus prometeu
multiplicar e abençoar. O povo de Israel tem a palavra de Deus e está
estabelecido na terra que ele prometeu, a caminho de se tornar um grande reino
através do qual Deus abençoaria as nações deste mundo caído. Mas no livro de
Juízes eles o desobedecem uma vez após a outra, gradualmente indo de mal a
pior.
Cada vez que eles se afastam do Senhor, ele permite
que as nações inimigas os oprimam. Mas cada vez que eles clamam por ajuda, ele
os resgata. Débora participa de um desses resgates. Ela não sabia disso,
mas todos esses resgates apontavam para o grande resgate que
Deus realizaria por meio daquela semente prometida, seu próprio Filho.
Débora fazia parte de um povo que fazia parte do
plano redentor de Deus para a humanidade, e ela fielmente desempenhou seu
papel. Eu começo aqui celebrando essa forte mulher, porque a força humana, como
a Escritura mostra, é somente uma força derivada. Não há força, senão aquela dada pelo Deus Criador em quem há vida e força eternas. Ele
é a única fonte. De um mundo caído com pecadores, ele escolhe um povo para
resgatar e usar para seus propósitos salvadores. Débora é antes de tudo uma
parte desse povo escolhido. Não vamos nem começar a falar de mulheres fortes –
ou homens – além dessa história maior do que Deus está fazendo.
A história de Débora não é principalmente sobre
Débora. O ator primário e soberano nessa história é Deus. É um ótimo exercício:
leia Juízes 4–5, marcando todas as referências a Deus. Desde a introdução (Juízes
4: 1–2) até o clímax (Juízes 4: 14–15) até a conclusão (Juízes 4: 23 24), essa história é sobre o que Deus está fazendo.
Quando celebramos a força de Débora, celebramos
primeiro o Deus todo-poderoso em cuja história Débora participa.
2. Débora fala a palavra de Deus.
Débora não só vem no fluxo da palavra de Deus, mas
ela mesma fala a palavra de Deus. Claro, isso era o que os verdadeiros profetas
faziam: eles falavam a palavra do Senhor conforme ele a dava a eles. E é isso
que vemos Débora fazendo ao longo desta história. Chamando Barak para lutar
contra Sísera, ela apela: “O Senhor, o Deus de Israel, ordena a você?” (Juízes
4.6). Nos mandamentos (Juízes 4.6, 14), nos juízos (Juízes 4.9) e nas promessas
(Juízes 4.7, 14), a boca de Débora transborda com a palavra de Deus.
Quando celebramos a força de Débora, celebramos uma
mulher em cuja língua encontrava-se a palavra de Deus. É claro que, no tempo de
Débora, a palavra escrita ainda não estava completa, e Deus falou em muitas
vezes e de muitas maneiras por seus profetas – ao passo que agora, nestes
últimos dias, Deus nos falou por meio de seu Filho (Hebreus 1.1–2). As
Escrituras, revelando aquele Filho, estão completas. Na língua das mulheres
fortes de hoje – ou homens – está a palavra de Deus nas Escrituras do Antigo e
Novo Testamento.
3. Débora obedece à palavra de Deus.
Débora não apenas fala a palavra de Deus; ela a
obedece. Juntamente com suas palavras, é evidente um coração de submissão ao plano revelado de Deus –
especificamente aos líderes revelados de Deus. Deus ordenou que Baraque
conduzisse o exército de Israel como libertador de Israel; A própria Débora
transmitiu essa ordenança.
Ela claramente respeita e abraça o papel ordenado
por Deus de Baraque. Mesmo quando Baraque tem medo de obedecer, Débora não o
deprecia nem o substitui; em vez disso, ela o ajuda. Ela imediatamente concorda
em ir com ele, quando ele pede. Agora, ela dá o julgamento de Deus sobre a
fraqueza de Baraque: O próprio Sísera morrerá não pela mão de Baraque, mas pela
mão de outra forte mulher, Jael. As duas fortes mulheres suportam a narrativa
como pilares que sustentam a casa.
Pode não parecer justo que, no “Hall da fé” de
Hebreus 11, que o medroso Baraque seja nomeado no rol dos fiéis (Hebreus
11.32). Não acho que Débora se importaria; de fato, era isso que Débora pretendia: erguer os líderes de Israel –
para encorajá-los e ajudá-los a agirem como líderes.
4. Débora canta a palavra de Deus.
Sabemos disso sobre Débora não apenas por sua interação
com Baraque, mas também por seu cântico. Débora professa a palavra de Deus; ela
a obedece; e, finalmente, ela a canta! À medida que caminhamos na narrativa do
capítulo 4 para a poesia do capítulo 5, Débora primeiramente louva a Deus pelos líderes de Israel que
saíram fielmente para a batalha:
“Desde que os chefes se puseram à
frente de Israel, e o povo se ofereceu voluntariamente, bendizei ao Senhor.”
Juízes 5.2
Débora não só louva a Deus pelos homens que
lideraram; nos versículos 16–17, ela também nomeia e reprova os que não o
fizeram. O versículo 9 revela seu coração para os líderes ordenados por Deus:
” Meu
coração se inclina para os comandantes de Israel, que, voluntariamente, se
ofereceram entre o povo; bendizei ao Senhor.” Juízes 5.9
Basicamente, essa poesia
inspirada pelo Espírito mostra um coração voltado para o Senhor Deus e seus
propósitos. Usando figuras que lembram o êxodo, Débora canta glória a Deus pela libertação de seu povo,
incluindo a destruição de seus inimigos. Ela o louva por conquistar aqueles
propósitos por meio de dispostos líderes homens; através de Jael, “mais
abençoada das mulheres”; e através dela mesma, uma “mãe em Israel” (Juízes
5.4-7, 24–31). Débora revela as bênçãos de mulheres e homens que se oferecem
voluntariamente ao Senhor, para fazer os distintos trabalhos que ele os chama a
fazer.
Quando celebramos a força de Débora, celebramos uma
mulher que fala e obedece à palavra de Deus, e que a canta de todo o coração!
Através de seu cântico, Débora dá testemunho das maneiras pelas quais Deus usa
homens e mulheres para servi-lo e todo tipo de serviço requer grande força.
Leia os versos que Débora canta sobre Jael: falam sobre competência, não apenas
com um martelo do trabalhador e uma estaca, mas com o poder de um poeta
inspirado em elaborar palavras que transpassam o coração.
A exortação de Débora
Juízes 4–5 recordam-me de olhar primeiro para o meu
todo-poderoso Criador e Redentor, cuja palavra ordena meus dias. Eu estou
vivendo em sua história. Como mulher especificamente, sou exortada a ver como Deus distintamente prepara, chama e usa homens e mulheres. Eu
oro para servir fielmente como uma mulher cheia da palavra. Eu oro para que meu
coração saia em busca dos indivíduos que Deus chama como líderes espirituais da
igreja, de acordo com o ensinamento do apóstolo Paulo. Eles são imperfeitos e
às vezes fracos, e assim sou eu também. Às vezes eu sou forte quando eles são
fracos.
Que eu possa bendizer a Deus por seus propósitos
salvadores ao chamar seu povo para juntos servirmos ao nosso perfeito
Libertador – e que eu esteja preparada para travar batalhas espirituais junto
com e de todas as maneiras possíveis, ajudando os empreiteiros escolhidos a
liderar o corpo de Cristo.
Como Débora, que cada vez mais e mais mulheres
fortes e consagradas falem a palavra, obedeçam e cantem de todo o coração para
a glória de Cristo, nosso Senhor.
Autor: Kathleen Nielson
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
Verdades sobre a Oração – Reflexão trazida no culto de oração Na Igreja Presbiteriana de Zé Doca - MA
Texto:
Mateus 7.7-12
Para
começo de Conversa, explicitamos que a oração é primordial
para a vida cristã, ter intimidade com Deus envolve necessariamente uma vida de
oração, não podemos deixar de buscar a Deus no quarto secreto da oração, no recôndito
da presença de Deus. Jesus no sermão do monte também nos ensinou sobre este
tema necessário e maravilhoso. Algumas lições que podemos aprender com o Mestre
Jesus, são:
Primeira,
o porquê de orar: É uma ordem de Deus. Jesus dá ordens
concernentes a oração como “pedi”, “batei”, “buscai”
(v.7). Quem não ora é um cristão rebelde e desobediente, não tem prazer na obediência,
não agrada a Deus e vive como se Deus não existisse ou que não fosse alguém digno
da sua obediência. Oração é obediência ao Deus soberano, governador do universo.
Segunda,
a forma de orar: Com perseverança. Jesus disse nesta
parte devemos orar insistindo, podemos observar isso quando relata: “Pedi e dar-se-vos-á, buscai e achareis, batei e
abrir-se-vos-á” (v.7), ou seja, peça até Ele responder, busque e não pare
até que o encontre, bata e insista até que a porta se abra para você. Persevere,
não esmoreça na oração, Ele vai se levantar em seu favor. Como diz Rev.
Jeremias Pereira: “Clame até que os céus se
abram sobre você”. Não pare, não desista.
Terceira,
Os resultados da oração: A Resposta de Deus. Jesus vai dizer
que “todo o que pede recebe, o que busca
encontra e a quem bate, abrir-se-lhe-á”, porque Deus é Pai de todos os que recebem
a Cristo (Jo 1.12), se nós como pais terrenos e falíveis buscamos dar coisas
boas aos nossos filhos, como no exemplo citado, se nos pedirem pão não lhe
daremos pedra, se pedir peixe, não lhe daremos uma cobra (vv.9-11), pelo
contrário, nós como pais, buscamos dar o melhor para os nossos filhos, porém,
muitas vezes precisamos dizer sim, não ou espere porque buscamos dar algo que
vai lhe fazer bem e não mal, Deus não é diferente, Ele irá dizer sim, não
ou espere dentro da sua vontade porque sabe
o que é melhor para nós.
Quarta,
A responsabilidade da oração na igreja: Orar uns pelos outros.
Jesus termina esta seção sobre oração tratando da nossa responsabilidade como
igreja de termos uma mutualidade de oração, isso pode ser examinado quando diz:
“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos
façam, fazei também a eles (v.12). Embora este versículo seja muitas vezes
usado para tratar sobre causa e efeito, dizendo que se você fizer o bem ao próximo
vai colher o bem, porém, este verso está dentro de um contexto sobre oração,
entendemos então que ele trata de oração mutua, uns devem orar pelos outros.
Concluindo,
pedimos que você reflita como está sua vida de oração. Você e eu precisamos
levar a oração a sério, a Palavra de Deus diz que devemos buscar o conhecimento
de Deus, saber sobre Ele, ter a boa teologia (Reformada), mas não podemos esquecer
de buscar o seu poder pela oração, o conhecimento se adquire na Bíblia, nos
livros confiáveis; porém, conhecimento sem estar banhado pelo Espírito não nos
ajudará, mas quando juntamos o conhecimento ao poder advindo de uma vida
constante de oração veremos Deus fazer grandes coisas. Queira Deus que dos céus
desça sobre nós um poderoso reavivamento espiritual neste momento em Nome de
Jesus.
Autor:
Veronilton Paz da Silva – Pastor Presbiteriano; Missionário Plantador de Igreja
na Cidade de Zé Doca – MA. Email: Cristaoreformado@gmail.com
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
Maria de Nazaré: mãe de Jesus
“As mulheres contemporâneas devem ser incentivadas pelas mulheres que, nas Escrituras, contribuíram para disseminar a mensagem do reino… Ambos, homens e mulheres, foram criados à imagem de Deus, e ambos têm sido poderosamente usados por Ele.” – Thomas R. Schreiner, (citação do livro Homem e Mulher)
“Embora essas mulheres tenham vivido em tempos bem diferentes dos nossos, encararam os mesmos desafios que encaramos; eram filhas, esposas e mães; jovens, adultas e idosas; tiveram de lidar com mistérios como vida e morte, fé e dúvida, alegria e tristeza. Ao estudarmos seus exemplos, somos instruídas nos caminhos de Deus e descobrimos o padrão para o nosso viver hoje. – Nancy DeMoss Wolgemuth (citação do livro Mulher Cristã)
De fato, o Senhor tem graciosamente nos provido de muitos exemplos de mulheres que foram usadas por Ele, nas épocas e circunstâncias mais diversas, deixando para nós, mulheres contemporâneas, marcas distintivas que nos ajudam a viver vidas que glorificam a Deus, e testemunham de Cristo. Em tempos em que as credenciais e conquistas pessoais são tão valorizadas, precisamos voltar para as Escrituras e aprender com aquelas mulheres que depositaram toda sua confiança no Senhor, e dependeram completamente dele, reconhecendo que a graça de Deus nos salva, nos capacita para toda boa obra, e opera maravilhas através de nós, e apesar de nós.
Maria, uma mulher usada por Deus
Uma dessas mulheres foi Maria de Nazaré, mãe de Jesus, e aqui gostaria de trazer algumas situações e reflexões.
A primeira está em Lucas 1.28, na saudação feita pelo anjo: “Salve, muito favorecida! O Senhor é contigo”. Não seremos verdadeiramente usadas por Deus, se Ele não estiver conosco, se sua graça – favor imerecido – não for derramada sobre nossas vidas. E foi exatamente o que o anjo afirmou:
Maria recebeu graça de Deus – esta é a primeira coisa que devemos buscar, antes de se quer pensar em realizar qualquer coisa.
Moisés mesmo afirma isso, em Êxodo 33.16: “Pois como se há de saber que achamos graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Não é, porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de todos os povos da terra?
Temos buscado a graça e a presença de Deus em nossas vidas, de maneira que somos separados dos povos?
Maria se dispôs a fazer a vontade de Deus e, mesmo sabendo das lutas que viriam e com todas as incertezas que experimentava, mesmo quando seus planos e expectativas foram interrompidos (ela estava desposada) e seu mundo virou de ponta cabeça, ela ainda assim foi capaz de entoar um canto de louvor ao Senhor (Lucas 1.46-56). Ela prostrou-se como serva, pronta para cumprir a vontade de seu Senhor, reconheceu a mão poderosa do Senhor que opera maravilhas, e exaltou o Deus de sua salvação.
Temos colocado nossa vida ao serviço do Senhor, com tamanha disposição e contentamento? Com júbilo e ações de graças, “porque o poderoso nos tem feito grandes coisas”?
Maria foi uma mulher humilde, que recebeu com gratidão o favor do Senhor, sabendo que estaria na “penumbra” de Jesus (“Ele será grande” – Lc 1.32), e reconhecendo que não era merecedora do favor de Deus (“Porque deu atenção à condição humilde de sua serva” – Lc 1.48).
Ela também usou sua influência para direcionar outros a Cristo, encorajando-os a segui-lo e obedecê-lo, como vemos nas bodas de Caná (“Fazei tudo o que ele vos disser” – João 2.5). Nos versículos 1 e 2, vemos que Maria já estava em Caná da Galileia, e Jesus foi também convidado para o casamento. Isto, e o fato de que os empregados ouviram e acataram sua instrução de obedecer a Jesus, nos apontam que ela não estava ali apenas como convidada, mas tinha alguma importância e influência no evento. Mas mesmo assim, ela apontou para Jesus e disse: não olhem para mim, olhem para ele! Ele pode lhes dar algo muito melhor do que eu jamais poderia. (Eu creio assim!)
E nós, será que temos buscado apontar para Cristo, para aqueles sobre os quais temos exercido alguma influência? E temos recebido conselho daqueles que apontam para Cristo? Ou estamos confortáveis com o protagonismo e tentado resolver as coisas ao nosso próprio modo?
Por fim, Maria tinha uma fé sólida, atuante e perseverante. Por todo relato dos evangelhos, vemos Maria seguindo fielmente a Jesus em cada etapa do seu ministério, meditando sobre tudo quanto acontecia, em comunhão com os discípulos e servindo a Jesus e seus discípulos, “juntamente com as outras mulheres que o acompanhavam”. Mesmo após o sepultamento de Jesus, momento em que experimentou grande tristeza e desalento, ela se manteve em comunhão com os demais. Maria teve a grande alegria de receber em primeira mão a notícia de que Jesus havia ressuscitado, e a incumbência de anunciar aos discípulos (Mc 16.6-7).
Mesmo depois da ascensão de Cristo, ela não descansou. Uniu-se aos demais, perseverando em oração, anunciando o evangelho de Cristo (At 1.14).
Quanto temos exercitado nossa fé, perseverado em oração e testemunho? Quanto temos nos esforçado por seguir a Cristo, especialmente nos momentos mais difíceis, de tristeza e desalento? E quanto temos nos esforçado por estar com nossos irmãos, em comunhão, para que sejamos fortalecidos em nossa fé e edificados mutuamente (Rm 1.27; Hb 3.13; Cl 3.16; Sl 133)?
O Senhor tem sido rico em graça e nos tem abençoado com exemplos tão cheios de ensino, como estes que vimos. Que Ele opere em nós tanto o querer, como o efetuar, para seguirmos a Jesus, e refletir a imagem de Cristo, nosso Salvador.
Autoria: Elaine Santos
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