terça-feira, 19 de abril de 2011

Idolatria evangélica: Conheça a Santa Paula Valadão

Sempre dou aquela passadinha básica em outros blogs e sites. Faço questão de ler alguns posts, deixar meu comentário e assim aprender sempre mais. Bom, porém, fiquei espantado ao saber da canonização evangelica realizada por um grupo de jovens que revelando falta de maturidade e obediência as Escrituras Sagradas louvam a " Santa Paula Valadão ".  

Se não houvesse precedentes na cultura evangelica brasileira, eu diria, " só faltava essa ! ".

Eis, o louvor na integra:



O mais triste de tudo é que são alunos do centro de formação de missionários e pastores do ministério Diante do Trono. Isso significa que não aprenderam (ou não lhes foi ensinado) nem o básico mais básico da doutrina cristã: que toda a honra e a glória pertence a Deus, não a homem ou mulher algum.
Fonte: Teologiareformada.blogspot.com

Plantação de Igrejas


Se você tem desejo de servir ao Senhor através da plantação de novas Igrejas, ou grupos de evangelização, não deve deixar de acompanhar este curso ministrado pelo Bispo Jossep Rosselo, da Igreja Anglicana Reformada. Com tantas Igrejas a nossa volta, qual a razão para trabalharmos na plantação de novas comunidades? Neste vídeo introdutório, Rosselo procura responder de modo claro e direto tal questionamento. Confira!



Sobre o editor: Marcelo Lemos Gonçalves é Bacharel em Teologia, pastor,apaixonado por pregação, liturgia, anglicanismo e escola dominical. Casado, com Meirelene Gonçalves,  é pai de dois filhos, Yago e Yuri; e nas horas nada vagas, atua como blogueiro. De vez em quando, acha que sabe fritar pastéis, fazer churrasco e escrever artigos.

Raio atinge igreja durante culto em Pernambuco, diz pastor

Cerca de 200 pessoas estavam no local; ninguém ficou ferido.
'Achei que tudo ali ia desmoronar', conta pastor da Igreja Batista dos Remédios.
Um raio atingiu a Igreja Batista dos Remédios, no bairro de Afogados, no Recife, durante um culto realizado na manhã deste domingo (17). Segundo o pastor José Xavier Câmara Filho, o teto do templo chegou a ser danificado. Cerca de 200 pessoas estavam no local, mas não houve feridos.
“Estávamos reunidos por volta das 11h. Eu estava a poucos minutos de começar a pregar quando percebi uma luminosidade diferente, que era o raio. Estava chovendo muito no momento, com muitos trovões. Achei que tudo ali ia desmoronar”, afirma Câmara Filho ao G1.
Segundo o pastor, a estrutura do prédio não foi prejudicada, mas os cultos estão suspensos pelo menos até esta quarta-feira (20), para reparos dos danos no telhado da igreja. O Corpo de Bombeiros não chegou a ser acionado, nem a Defesa Civil Municipal.
Na quinta-feira (14), um para-raios havia sido instalado na igreja. “Foi por Deus que instalamos o para-raios. Sou pastor dessa igreja há quase 30 anos e nunca havia ocorrido coisa parecida”, diz.

Notícias Cristãs com informações do G1

SOU ÉTICO! Cito as fontes. Copiado do Site Notícias Cristãs. Link Original: http://news.noticiascristas.com

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Tadinho do Malafaia. Ignorante Quanto a Bíblia . . .


Sim! Os salvos são predestinados! Jesus morreu por todos, mas por todos os que seriam salvos, por todos aqueles aos quais o Pai predestinou, e aos quais em determinado momento na corrente do tempo que conhecemos (o chromos) os chama e concretiza aquilo já pré-estabelecido por Ele na eternidade, antes que o mundo viesse a exsitir! Glória a Deus por isso!
"Porquanto, aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem do Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito de muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou." (Rm 8.29-30)
O período em que temos registro da história humana até a sua consumação, chamamos de chromos, que teve origem do grego, onde marcamos em nossos calendários, contando dias, meses, anos décadas , séculos, e assim por diante. Mas há um tempo que difere do nosso no sentido de que nele não há um início e nem fim, que é eterno, tanto para o passado quanto para o futuro, ao qual chamamos de eternidade, ao qual chamamos de Kairós, também proveniente do grego, que em Teologia chamamos de "tempo de Deus". O nosso Deus é atemporal, ou seja, está além das convenções humanas, além de nossas limitações, em todos os sentidos. E este Deus maravilhoso e eterno, antes mesmo que fundasse o mundo, escolheu e separou aqueles que seriam salvos. Alguns podem até indagar e criticar, como o Pr. Silas Malafaia em uma de suas pregações, dizendo: "Que Deus é esse, que predestinaria alguns para a salvação e outros para o inferno?" O questionamento dele não é diferente do de muitas outras pessoas que ainda não compreederam que os mistérios de Deus são tão profundos, os quais nenhum, eu disse, nenhum homem é capaz de esgotá-los, nem mesmo quando chegarmos na glória onde estaremos com Ele para sempre os conheceremos na sua totalidade, pois Ele é eternamente incognicível, ou seja, ninguém pode sondar os seus propósitos e desvendar os seus pensamentos. Aleluia!
Na realidade, o fato de que alguns escaparão do inferno, a saber, os escolhidos, é somente e exclusivamente obra da Graça de Deus, da sua infinita misericórdia; pois, de acordo com a santidade e justiça de Deus, todos nós seríamos dignos da condenação ao inferno, todos, não escaparia ninguém. O salmista diz no Salmo 130.3:
"Se observares, Senhor, iniquidades,quem, Senhor? subsistirá?"
Deus é Santo, e não pode conviver com o pecado, com a iniquidade; por isso veio a necessidade do sacrifício de Cristo, para que, através do Filho, pudéssemos ser perdoados e justificados, para, somente após este ato de misericórdia, o Senhor possa nos receber novamente como filhos.
"[...] a saber, que os gentios são co-herdeiros,membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus, por meio do Evangelho." (Ef. 3.6)
A Palavra é clara. Ela diz que Deus escolheu o Evangelho, ou seja, Deus escolheu o Seu próprio Filho Jesus Cristo- O Caminho, A Verdade, A Vida (Jo 14. 6), Único Mediador entre Deus e os homens (1 a Tm 2.5), Único Nome, dado entre os homens pelo qual devemos ser salvos (At 4.12); para que, apenas, exclusivamente por meio Dele, pudéssemos ser novamente recebidos como filhos, e agora, por meio da lavagem do sangue de Jesus, somos dignos de adentrar na glória com Ele. Portanto, se alguém não passar por Ele, não poderá ser salvo, antes sofrerá, para a glória da justiça de Deus, a condenação mais do que justa ao inferno.
Somos alvo da misericórdia de Deus, somos alvo do seu amor, somos alvo da sua justiça, e agora, por meio de Cristo, da sua Justificação. Aleluia!
Por isso, quando orarmos após a conversão de alguém, não devemos pedir que Deus escreva o seu nome no Livro da Vida, mas devemos agradecer a Deus por Ele ter escrito aquele nome naquele Livrona eternidade, ou seja, antes da fundação do mundo, Livro este, o qual será aberto no Grande dia do Juízo Final! Porém, se esta pessoa ainda não se converteu genuinamente, mas tem o seu nome escrito no Livro da Vida, dentro da igreja, ou fora dela, no dia marcado por Deus para que ela venha aos seus pés, ela virá, nem que seja na hora da sua morte; pois o Seu chamado é irresistível. E aquele sobre quem oramos estas palavras diante de Deus; se o seu nome não estiver escrito lá desde a eternidade, ele pode até ter ido até à frente por emocionalismo, e ficar por anos dentro de uma igreja, mas se não passou pelo novo nascimento, não entrará no gozo eterno com o Senhor. Isto não é afirmativa minha, mas a Bíblia nos dá respaldo para afirmar isto:
"E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida." (1 Jo 5.11-12)
"Vi também os mortos, grandes e pequenos, postos em pé diante do trono. Então se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo." (Apocalipse 20.12-15)

Note-se, não se fala aqui de salvação pelas boas obras, mas de obras de iniquidade que praticaram aqui; porém, aqueles que foram lavados pelo sangue do Cordeiro- Jesus, não fazem parte deste grupo, pois agora, justificados po Ele, os salvos recebem dele a capacidade de realizar obras, não como meio de salvação, mas como evidência da salvação. Pois as "boas obras" que muitos julgam estar preparando-lhes o céu, se feitas por pessoas que estão distantes de Deus, que não nasceram de novo em Cristo, mas permanecem na impiedade, segundo a Bíblia estas obras ".[..]Não passam de trapos de imundícia", apenas lhes iludem e as fazem pensar que por meio delas chegarão ao céu. (Is 64.6)

Silas Malafaia, ao gritar durante a sua mensagem a sua indagação de "Que teologia extremada é esta, e que Deus é este que separa alguns para o céu e deixa que outros vão para o inferno?", demonstra que ignora os textos bíblicos que nos mostram que, através da salvação e da condenação é exaltada a justiça de Deus; é como se o referido pregador quizesse rasgar da Bíblia as páginas que falam claramente acerca da salvação através do sacrifício de Cristo e do fato de que, nem todos crerão Nele, e, portanto, nem todos serão salvos.
Aqueles que tem negado e rejeitado o Evangelho, permanecendo em suas iniquidades não terão salvação, exceto se forem vivificados por Deus, o qual, por meio do seu Espírito Santo, agirá na vontade destes homens, primeiro lhes dando Fé, a fim de que estes reconheçam seu real estado de depravação total e se arrependam e confessem o Filho como seu Salvador e Senhor, e fazendo também com que estes reconheçam o fato de que, se não fosse a misericórdia e a Graça do Senhor, jamais viriam a conhecer o amor de Deus e confessá-lo como seu único e suficiente salvador e Senhor de suas vidas.
O referido Pastor utilizou o versículo de João onde está escrito: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (Jo 3.16); só que ele e todos quanto lêem este versículo, devem interpretá-lo da maneira única e correta. Ele diz: "[...]todo aquele que nele crê [...]", portanto, nem todos crerão, e nem todos virão até Ele. No Evangelho de Marcos, capítulo um, versículo quinze, Jesus começa o seu Ministério público, pregando: "O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no Evangelho." Jesus falava ali da necessidade que há de que, o homem, para ser salvo, deve primeiro crer Nele, em Cristo-O próprio Evangelho, se o homem não crer, não será salvo. E devemos ainda deixar bem claro que este "crer" ao qual Jesus se refere, não é simplesmente saber que Ele existe e dizer que o adora (pois até mesmo o diabo crê dessa forma), mas é um "crer" gerado por Deus, no homem, a partir do momento em que este ouve o Evangelho, quando torna a receber vida para crer, arrepender-se e temê-lo em obediência até o fim.

"Alguns afirmam de boca cheia: "Eu tenho Deus no meu coração desde pequeno", ou "vou sempre à igreja onde falamos sobre Deus toda semana", ou ainda "em toda igreja onde se fala de Deus, Deus está, e poderá levar ao céu", mas não é bem assim. O Senhor Deus alerta o seu povo para o fato de que muitos o louvam apenas com os lábios, mas os seus corações estão distante DELE:
"O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu." (Is 29.13)
Se no fim de tudo, todos estivessem predestinados somente para a salvação, não haveria necessidade de Jesus ter vindo, se feito como nós, ter sofrido, ter sido obediente até a morte e morte de cruz; pois Deus, por amar a todos, não condenaria ninguém ao inferno. Esta ideia é um tanto quanto incoerente. Não podemos invalidar o sacrifício de Cristo que foi necessário; único e suficiente, para, de uma vez por todas, tornar pecadores justificados diante do Pai, por meio da Fé Nele. Assim o Senhor determinou que fosse. Quem somos nós para questionar o amor e a Justiça de Deus, e, acima de tudo a Sua Soberania?
Há ainda outros textos que gostaria de compartilhar com vocês que também dizem respeito à predestinação dos salvos:
"Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade." (Ef 1.11)

"Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois Ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua Misericórdia." (Rm 9.14-16)

"Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios." (Rm 9.15)

Para finalizar, cito o texto em que Deus diz:
"Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR. Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que castigarei a todos os circuncidados juntamente com os incircuncisos [...] porque todas as nações são incircuncisas, e toda a casa de Israel é incircuncisa de coração" (Jr 9.24; 26b)

Louvo a Deus porque me predestinou! Aleluia!
Este artigo é da profª Ana Chagas do site www.conectandoabillia.com e o titulo é meu, pois assino em baixo de tudo que esta profª Congregacional Reformada escreveu (Pb. Missº Veronilton Paz)

Existe Mentira Branca?

Quem nunca mentiu? Mesmo que tenha sido aquela "mentirinha inocente"?

Mas a questão é: Toda mentira é contabilizada por Deus? Os fins justificam os meios? Se a mentira for por uma boa causa, Deus não leva em conta?

Se analisarmos biblicamente chegaremos à conclusão de que a mentira, independente do grau que aos olhos humanos possa ter , é pecado da mesma forma diante de Deus?
A base para compreendermos este assunto é a própria Palavra de Deus. Analisaremos juntos alguns textos que esclarecem qualquer dúvida acerca deste assunto.
No decorrer da história bíblica vemos alguns exemplos a não serem seguidos de forma alguma, como é o caso de Rebeca e seu filho Jacó, que mentiram para Isaque para que este desse a bênção da primogenitura a Jacó (Gn 27), ou ainda as filhas de Ló, que o enganaram, embriagando-o e deitando-se com ele com o objetivo de continuar a descendência (Gn 19.30-38). Estes exemplos nos mostram o quanto somos tendenciosos a ceder ao pecado quando nos é conveniente,e enm sequer nos preocupamos com as consequências destas mentirinhas, que, vale salientar, foram ditas por uma boa causa.
Às vezes já estamos tão acostumados com a mentira, que ela se torna praticamente um "bichinho de estimação", do qual cuidamos e nos tornamos dependentes além de espiritualmente, também emocionalmente; pois passamos a pensar que não conseguimos mais viver sem mentir. Isto se torna um círculo vicioso, e até mesmo em situações bobas, que poderíamos não mentir, nos pegamos pregando mentiras.

Mas o que a Bíblia nos diz acerca da prática da mentira?


"Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com seus feitos." (Cl 3.9)
"Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros [...] Nem deis lugar ao diabo" (Ef 4.25 e 27)

Muitas vezes lutamos mais fortemente contra pecados visíveis aos olhos dos outros, pois comprometem mais a nossa reputação; porém, vivemos na prática da mentira e de outros pecados que geralmente ficam ocultos e nos esquecemos do fato de que tudo está patente aos olhos de Deus, e de que não há nada que eu venha pensar, maquinar, ou distorcer, que Ele não tome conhecimento.
Quando pecamos, seja qual for o tipo de pecado, se já nascemos de novo em Cristo Jesus, entristecemos O Espírito Santo que habita em nós, e sentimos grande pesar e corremos aos pés do Senhor imediatamente para pedir-lhe o perdão. Mas há duas situações que também podem ocorrer: A pessoa pode nunca ter experimentado o novo nascimento e não sentir temor algum em ferir a santidade de Deus e estar achando a coisa mais natural do mundo viver na prática da mentira; ou ainda, a pessoa pode, mesmo sendo nova criatura, estar vivendo uma vida cristã superficial, não lê a Bíblia, não ora, e em consequência disso, estar insensível à voz de Deus e habituado a sempre estar cedendo à mentira; o que não pode acontecer, em hipótese alguma. Pois, como o Apóstolo Paulo disse no primeiro texto que citamos, que esta prática não convém a santos.
Não existe essa de "mentirinha branca"; e não importa o quanto esteja em jogo, se o nosso emprego está em jogo, se ser admitido ou não naquele emprego está em jogo, se continuar ou não com a namorada ou namorado está em jogo; não importa! Nada justifica a mentira! E não podemos nos esquecer de que um abismo chama outro abismo, e que, uma mentirinha, sempre vai chamar a necessidade de uma outra mentirinha para se manter de pé, e de outra e depois de outra, e assim por diante, e isso é muito perigoso e traz consequências diante de Deus que tudo sabe, e diante das pessoas quando descobrem toda a verdade.
Deus abomina o pecado, seja qual for aforma dele. O Senhor nos ama, mas não compactua com a mentira de ninguém, mesmo que seja para "proteger alguém", ou para "não magoar alguém".
"Não importa o prejuízo iminente, fale sempre a verdade."

O diabo é o pai da mentira. Lembre-se disso!

Viver a fé às escondidas na Arábia Saudita

Entrevista com um especialista em Igrejas do Oriente Médio
A Arábia Saudita é considerada terra sagrada para a maioria dos muçulmanos que vivem ali. Em consequência disso, cristãos e inclusive muçulmanos de outros grupos enfrentam graves restrições.Os cristãos são cerca de 3% da população, mas não têm igreja e nunca expressam sua fé em público.O professor Camille Eid, jornalista, escritor, professor da Universidade de Milão e especialista em Igrejas do Oriente Médio, faltou sobre a situação na Arábia Saudita com o programa “Deus chora na terra”, de ‘Catholic Radio and Television Network’ (CRTN) em colaboração com Ajuda à Igreja que Sofre.
–A Arábia Saudita é uma monarquia hereditária baseada na fundação do islã wahhabi. Que é esse ramo do islã?
–Eid: O wahhabismo é uma nova doutrina do islã. Seu fundador é Abd-al Wahhab, que foi um erudito religiosa de Hanafi Islã, que é a doutrina mais estrita do islã. Ele decidiu que se deviam eliminar do islã todas as inovações, ‘Bida’ é o termo em árabe. Uma visita a um cemitério, por exemplo, é considerada uma inovação bida, e se proíbe. Você não pode fazer nada que o profeta Maomé e seus companheiros não fizeram. Desta forma, a aliança entre os seguidores de Wahhab e o príncipe fez possível na Arábia Central o nascimento do reino árabe saudita. A Arábia Saudita tomou seu nome da família Saud. Essa aliança da casa Saud com o ramo wahhabi ainda se mantém hoje, e os sucessores do reino continuam esta versão e doutrina estrita do wahhabismo; as leis do reino seguem as diretrizes estritas do wahhabismo.
–O que ocorre com os xiitas?
–Eid: Os xiitas representam quase 10% da população e enfrentam uma grande discriminação. Concentram-se sobretudo na parte leste do reino. Há outro ramo dos xiitas, os ismaelitas, que estão muito próximos da fronteira com o Iêmen. O rei e seus dirigentes professam o wahhabismo.
–O Alcorão é a constituição da Arábia Saudita. Que postura o Alcorão adota com os não muçulmanos?
–Eid: O Alcorão distingue entre cristãos e judeus, e outros não crentes. Os cristãos e judeus são chamados de o “povo do livro”, ou dos livros, – o Evangelho e a Torá. Em ocasiões os cristãos são descritos no Alcorão de um modo muito positivo. O rei cristão e os sacerdotes rezam. Mas, durante o segundo período na revelação do Profeta, os cristãos são descritos como incrédulos e se diz que deveriam pagar "jizya", o imposto requerido para receber proteção em uma sociedade islâmica. Parece haver uma contradição no próprio livro. Essa é a razão pela qual há um islã liberal e um islã violento. O islã violento é resultado da segunda revelação, que aconteceu durante o último reinado de Maomé e, como resultado, as sociedades islâmicas atuais estabelecem que se devem seguir os acontecimentos da segunda revelação e não os das revelações anteriores, que são mais tolerantes.
–O governo baseia-se nos princípios da sharia. O que é?
–Eid: A sharia é o compêndio do Alcorão, o Hadith, que são as declarações de Maomé, e de outras fontes como o Ishma, que é o consenso de todos os eruditos islâmicos (ulemás). A lei da sharia sai de tudo isso.
–Todos os residentes que vivem na Arábia Saudita estão submetidos à lei da sharia?
–Eid: Sim. E ninguém pode se opor, porque equivale a se opor ao islã. Na chegada ao aeroporto, informa-se de forma imediata de que se deve cumprir as estritas leis islâmicas. Eu, como cristão, por exemplo, tinha à mão um refrigerante durante o Ramadã. Dei-me conta de que todo mundo estava me olhando de um modo determinado e que me teriam batido. Não se pode comer em público durante o jejum. Só se pode comer de forma privada. Assim, deve-se observar o jejum mesmo que não seja muçulmano, porque é a lei.
–Os cristãos constituem o maior grupo não muçulmano da Arábia Saudita. Como os cristãos vivem sua fé nesse país?
–Eid: Em segredo. É proibido ter Bíblias, imagens religiosas e rosários, que, se forem detectados no aeroporto, são confiscados de imediato. Em uma ocasião, no aeroporto de Riade, eu estava com um vídeo e pediram para vê-lo. Era o filme Espartaco. De repente, tive medo de que vissem a imagem da crucificação. O guarda permitiu porque era um soldado o crucificado, e não Jesus Cristo... É difícil. Quando mais de dois, ou um grupo de famílias, rezam juntos de forma privada em sua casa, a polícia pode intervir para prendê-los.
–Que ocorre a um cristão que é capturado com um rosário em seu bolso ou portando uma cruz?
–Eid: Se estiver no bolso, ninguém poderá vê-lo. No entanto, se usar uma cruz, qualquer muçulmano – e não só a polícia – pode tirá-lo. Você será preso e corre o risco de ser expulso do reino. O enviarão para a prisão e, depois de alguns dias, emitirão um visto de expulsão.
–Que outro tipo de atividade cristão são punidas por lei?
–Eid: Punem-se todas as manifestações públicas de qualquer fé que não seja o islã. Eles sabem que os americanos, franceses e italianos celebram a Missa de Natal e Páscoa dentro das embaixadas, mas como a embaixada é extraterritorial, a lei não se aplica. A polícia, no entanto, está próxima para controlar. Não há igrejas, sinagogas ou templos no reino. Proíbe-se toda manifestação de outra fé.
–Quem faz cumprir a lei?
–Eid: Há 5.000 policiais religiosos divididos em 100 distritos, mas qualquer muçulmano pode impor a lei, denunciando uma pessoa. Passei dois anos e meio em Riade. Tinha medo de felicitar pela Páscoa ou Natal inclusive por telefone, porque temia que alguém pudesse estar escutando. A polícia religiosa controla tudo, incluindo as livrarias, porque é proibido vender qualquer postal com temas não muçulmanos. Há alguns anos, no colégio americano, um Papai Noel quase foi preso. É proibido.
–Os cristãos são objetivo particular de perseguição ou discriminação?
–Eid: Não só os cristãos, mas também as versões não wahhabis do islã, como a xiita ou a ismaelita. Nem todas as comunidades cristãs sofrem igual. Os norte-americanos, italianos, franceses e britânicos – de fato a maioria dos europeus e outros de países do primeiro mundo – sofrem menos, porque sabem que esses países são poderosos e intervirão de modo imediato para proteger seus cidadãos. Por isso tomam como objetivos os cristãos de países do terceiro mundo como Eritreia, Índia e Filipinas. Esses países temem a perda de remessas de seus cidadãos que vivem no reino.
–Até onde pode chegar a perseguição?
–Eid: Até a morte. Temos o caso do martírio de uma jovem saudita que se converteu ao cristianismo. Seu irmão a descobriu. Escreveu um poema para Cristo e lhe cortaram a língua, depois ela apareceu morta. Seu nome era Fatima Al-Mutairi e isso ocorreu em agosto de 2008. Em 2008, dois casos de intervenções da polícia religiosa deram como resultado que homens, mulheres e crianças de menos de três anos fossem presos. Temos muitos informes de torturas; antes de ser deportados a seus países, esses filipinos, indianos, eritreus são torturados nas prisões.
–Que número de muçulmanos se convertem ao cristianismo?Tem alguma informação?
–Eid: Não é possível saber. A sociedade é difícil de penetrar, porque o regime controla cada atividade. Em ocasiões se sente a partir da perspectiva das mulheres. Quando estas mulheres sauditas vão ao exterior, inclusive quando sobem no avião, tiram o ‘hiyab’. No Líbano e outros países, bebem álcool. Quando voltam a seu país, sabem que têm de cumprir as leis.
– E os convertidos?
–Eid: Existem cristãos convertidos. Eu acompanho a mídia em árabe, que transmite na Arábia Saudita e em todo mundo árabe, e durante as transmissões muitas ligações que têm origem na Arábia Saudita. Esses convertidos que viajam ao Marrocos e Egito falam de sua experiência, mas nunca mencionam seus nomes, e só pedem que a comunidade cristã reze por eles, porque aspiram a ver o dia em que lhes será permitido ir à igreja, andar com o Evangelho e partilhar sua fé. Se um convertido informa seu irmão ou seu pai de sua nova fé, enfrenta o perigo de ser acusado de traição à família, à nação e à sociedade.
–O professor egípcio Samir Khalil Samir, especialista em Alcorão, afirma que esse livro sagrado não traz obrigação nenhuma de matar um apóstata. De onde vem essa expressão de violência?
–Eid: Exatamente. No livro 14 do Alcorão fala-se de apostasia, mas não se diz nada de uma pena nesta vida, mas na segunda. Esta alteração vem do Hadith de Maomé em que diz que qualquer um que mude de religião deve ser morto. Mas disso surge outro problema, porque, como os milhares de Hadiths, não há provas de que Maomé tenha dito isso de verdade. Muitos países islâmicos, como Paquistão, Afeganistão sob os talibãs, Irã e Iêmen, entre outros, aplicam a pena de morte baseando-se em um Hadith do qual não há certeza de que tenha sido de Maomé.
–Pode nos falar dos católicos que vivem na Arábia Saudita?
–Eid: É difícil ser católico leigo na Arábia Saudita, porque é preciso uma fé com base profunda. Não se pode ter o Evangelho em casa. Não se pode ter o terço. Não se pode ter contato com amigos cristãos como comunidade. Você pode ter amigos, frequentar comunidades estrangeiras, mas está proibido de falar de sua fé.
Em outros países islâmicos, a sexta-feira é dia festivo, e assim se permite a Missa comunitária, mas não no domingo, pois o domingo é dia de trabalho. Mas este não é o caso da Arábia Saudita. Assim, você se torna uma comunidade consigo mesmo. Normalmente, não tem sequer a própria família, porque a Arábia Saudita põe restrições à reunificação familiar. Se você tem uma filha maior de 18 anos, não pode ficar na Arábia Saudita se ela não for casada. Assim, a maioria tem suas filhas em outros lugares. Você fica sozinho e sem contato com outros católicos, o que é muito difícil. Terá de ter a força da fé em seu coração, ser capaz de rezar sem livros de oração, só saber e rezar as orações de memória.
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Esta entrevista foi realizada por Mark Riedemann para "Deus chora na terra", um programa rádio-televisivo semanal produzido por ‘Catholic Radio and Television Network’, (CRTN), em colaboração com a organização católica Ajuda à Igreja que Sofre.

Mais informação em www.aisbrasil.org.br, www.fundacao-ais.pt.

Notícias Cristãs com informações da Zenit

SOU ÉTICO! Cito as fontes. Copiado do Site Notícias Cristãs. Link Original: http://news.noticiascristas.com

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Massacre no Rio de Janeiro, Céu e Inferno: "Sem Arrependimento em Vida não há Perdão"

Por Amanda Gigliotti, repórter do The Christian Post
Para o assassino de 12 crianças na escola, no oeste do Rio de Janeiro, pedindo o perdão de Jesus em uma carta deixada, teólogos e pastores evangélicos no Brasil dizem que não haverá perdão para ele.
Após o massacre nesta quinta-feira, o assassino Wellington Menezes de Oliveira, 23, descrito por seus amigos e parentes como um garoto quieto e isolado deixou uma carta pedindo a alguém para orar para Jesus perdoá-lo após sua morte.
"Preciso da visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante da minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo que eu fiz rogando para que na sua vida Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna."
Oliveira invadiu a Escola Pública Tasso da Silveira durante o horário de aula fingindo ser um palestrante. Quando foi questionado sobre suas intenções o agressor começou a atirar.
As razões para o assassinato ainda são desconhecidas e sua carta reflete idéias islâmicas e cristãs.
O teólogo brasileiro e pastor presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes, considerado um dos maiores teólogos da linha conservadora do Brasil, ficou chocado com a tragédia e comentou ao The Christian Post sobre o pedido de perdão assassino para Jesus.
"Não há nada na Bíblia para justificar o pedido de perdão do assassino."
Mesmo sem ser capaz de distinguir a doutrina exata de Oliveira através da sua carta, o teólogo disse que "uma condição para o perdão é o arrependimento do pecado" e no caso "o assassino não mostrou nenhum sinal de arrependimento."
"Pedir perdão por aquilo que ele vai fazer e então fazer, significa que não há nenhum sinal de arrependimento. Não vai ser a gente orando e pedindo perdão de Deus para ele que ele vai obter isso. Deveria ter resolvido isso em vida.”
No que trata de céu e do inferno ele disse: "Jesus Cristo foi quem mais falou sobre isso na Bíblia, particularmente sobre o inferno." E declarou que a Bíblia não ensina a salvação de ‘todas as pessoas.’
"A Bíblia diz que Deus é amor, mas também diz que Ele é justo e odeia o pecado."
Ele também explicou que o céu e o inferno são duas “realidades que se excluem, ou vamos para uma ou vamos para outra.” E ressaltou, “Não existe um meio termo, e esse destino final é resolvido aqui nesse mundo.”
Tentando identificar qual seria a religião do assassino, o teólogo acredita que o assassino não devia ser um ex-evangélico, porque segundo ele, "os evangélicos não dizem que há uma possibilidade de perdão depois da morte."
A carta que Oliveira deixou começa a falar de pureza refletindo alguns aspectos da religião islâmica, apesar de ter posições cristãs.
"Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem luvas."
Sua irmã Rosilane de Oliveira, 49, afirmou que, aparentemente, ele havia se tornado um Muçulmano. "Ele estava muito focado em coisas relacionadas ao Islamismo e tinha deixado a barba crescer muito. Ele era estranho, ficava na internet o dia inteiro lendo temas relacionados e era muito estranho, muito reservado," disse ela em entrevista à Band News.
Mas o presidente da União Nacional de Entidades Islâmicas do Brasil, Jamel El Bacha, assegurou nesta quinta-feira, que o atirador não tinha vínculos com a representação e a religião muçulmana. Além disso, a organização denunciou o crime chamado de "insano e inexplicável."
Wellington era filho adotivo e seus pais adotivos já estão mortos. Ele foi adotado quando criança. Sua irmã disse que ele não tinha amigos.
Mencionando o "reivindicar o perdão de Jesus após sua morte," Lopes acredita que isso tem mais a ver com o Catolicismo.
"Isso tem mais cara de Catolicismo ou de um misticismo vago.”
O Diretor Executivo da Convenção Batista Brasileira Sócrates Oliveira de Souza não acredita que o assassino "possa ​​ter qualquer tipo de perdão."
Segundo ele, premeditar tirar a vida das pessoas e tendento continuar a matança se não fosse barrado por policiais, “Oliveira não mostrou seu arrependimento.”
Para ele, é claro o que a Bíblia diz: "Depois da morte não há possibilidade física de arrependimento, não há possibilidade de salvação," disse ele ao The Christian Post.
Ciro Sanches Zibordi, escritor evangélico, concordou que “não é possível morrer perdido e obter perdão ‘post mortem.’” E que provavelmente ele não era evangélico pois ele "distorceu o que Jesus ensinou."
"Em nenhum momento há incentivo, nas páginas sagradas, à vingança, ao revide, à retaliação por parte do cristão para com as pessoas que se lhe opõem (Rm 12.17-21). Pelo contrário, o Senhor Jesus nos manda amar os nossos inimigos (Mt 5.43-48)."
Perto da escola onde ocorreu o tiroteio, está localizada a Igreja Batista Betânia, com cerca de 30 estudantes da escola. “Felizmente ninguém foi alcançado,” segundo o pastor da Igreja Neil Barreto. Mas com tristeza declarou que "De alguma forma todos nós formos alcançados."
"O Começo do Fim dos Tempos" foi sua conclusão sobre a tragédia, identificando na televisão as mães dos alunos da escola que frequentam a Igreja.
"Seus filhos eram próximas às vítimas do massacre."
Para Barreto, o atirador já era um “morto” e “só estava vivo biologicamente. Ele iria concretizar o que de fato já era - se encontrar com a morte - Porque ele era um morto.”
"é uma ação demoníaca tentando tirar as crianças que representam o nosso futuro e a nossa esperança."
"Mas não vai ter sucesso," concluiu.

Fonte: The Christian Post

Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org

CONGRESSO SINODAL - ILHÉUS - BAHIA


Queridos irmãos,

Graça e Paz!

Seguem abaixo as informações sobre o Congresso Unificados das Confederações Sinodais do SIB 2011, para divulgação as Federações. 
Lamentamos o atraso no envio, mas explicamos que deveu-se a uma falha na comunicação.
Contamos com a compreensão e a participação e empenho de todos.

Grande abraço a todos

Nos vinculos da cruz

Pb. Vicente Lucio Gouveia de Deus
Presidente do Sínodo Sul da Bahia - SIB
CONGRESSO UNIFICADO DAS CONFEDERAÇÕES SINODAIS DO SIB
LOCAL: CENTRO CRISTÃO DE RECREAÇÃO  - CECRE  - ACUÍPE – ILHÉUS/BA
DATA: 17 A 19   De Junho de 2011
TEMA: CRISTO VIVE EM MIM - Gálatas 2.19-20    
Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus..
Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”
PRELETOR: A definir
Valores: R$ 130,00 a partir de 11 Anos.
(0-2 anos) - grátis
(3-6 anos) – 50% de desconto
(7-10 anos) – 25% de desconto
São 6 refeições – Jantar da Sexta; Café, Almoço e Jantar do Sábado e Café e Almoço do Domingo.
A hospedagem será efetuada a partir das 16h da sexta dia 17.06.2011 e terminará às  16h do Domingo 19.06.2011.
Todos os apartamentos já contam com ventiladores de teto.
O CECRE dispõe de toda a infra-estrutura, como salão de cultos, refeitório, piscina, praia, quadras e muita área livre. Não é necessário levar prato ou talher. Leve apenas sua roupa de cama, seus pertences pessoais e suas roupas, além das bíblias e muita disposição para o trabalho...no local podem ser alugados lençóis, ar condicionado e frigobar.
Há espaço reservado para todas as confederações trabalharem simultaneamente.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Calvinismo em Foco

INTRODUÇÃO


   Bem sabemos que as reformas na Europa foram fundamentais para o surgimento e a consolidação do protestantismo atual. Muitos foram os homens que estiveram engajados pelo retorno da igreja ao evangelho. Dentre estes reformadores teremos como alvo o francês João Calvino. A apresentaremos sua biografia, obras  e alguns de seus pensamentos que consideramos importantes.  

  1.  João Calvino
1.1.  Sua vida e obras
       Segundo Earle Edwin Cairns poderíamos separar a vida de Calvino em dois grandes períodos. Até 1536, Calvino teria sido um estudante itinerante; de 1536 até sua morte em 1564, com exceção dos três anos de seu exílio em Estrasburgo, Calvino foi o grande líder de Genebra. 1  Ele nasceu em Noyon, cidade diocesana situada cerca de  95 Km ao nordeste de Paris2 em 10 de julho de 1509.3  Seu pai se chamava  Gérard Cauvin, que era assistente administrativo do bispo de Noyon. Sua mãe era Jeanne Cauvin que morreu quando Calvino tinha apenas 5 ou 6 anos. 4 Calvino teve educação cuidada e boa formação humanista. Passou um ano no Colégio de la Marche, em Paris, e quatro anos no Colégio Montaigu, donde saiu Mestre em artes. Depois deveria ter começado estudos de teologia, mas seu pai contrariando a primeira intenção, fez que estudasse direito. 5 Em 1532 recebeu seu diploma de direito na Universidade de Bourges.6 No final de sua vida , Calvino revelou sua “conversão inesperada”, que segundo estudiosos, teve lugar em algum momento dos anos de 1533-34. 7  Em Estrasburgo se casou com Idelette Bure em 1540. Casamento este que durou até 29 de março de 1549, quando sua esposa faleceu. 8 Calvino morreu em 27 de maio de 1564.9
       Várias são as obras de Calvino: Sobre a Clemência, de Sêneca; Comentários sobre o Antigo Testamento (Pentateuco, Josué, Salmos e Isaías) e todo Novo Testamento (com exceção de 2 e 3 João e Apocalipse); Sermões; Folhetos e Tratados  (sobre os reformadores radicais, católicos romanos, luteranos, reforma na igreja, santa ceia e predestinação); Cartas; Escritos Litúrgicos e Catequéticos e as Institutas que passou por vários processos de edições e revisões sendo que a de 1559 foi a final.10
1.2.  Pensamentos
   Segundo Alister McGrath “para se entender Calvino é necessário ler Calvino”11 por isso buscaremos o pensamento de Calvino nas Institutas sem, contudo deixar de lado os historiadores que serão posso dizer como “guias” nos conduzindo com segurança para a elaboração deste trabalho.
I. Conhecer Deus é tudo: No Capítulo I do primeiro livro de sua obra ele começa afirmando que o resumo de nossa sabedoria que deve ser sólida e verdadeira consiste em duas partes - Primeiro “o conhecimento de Deus”; segundo, “o conhecimento de nós mesmos”12. Sendo que o conhecimento de Deus é fundamental para podermos nos conhecer porque do contrário segundo Calvino “... o homem jamais chega a um conhecimento puro de si sem que, antes, contemple a face de Deus, e, desça para inspeção de si mesmo”. 13 Para Calvino Deus se torna conhecido como Criador “tanto na obra do mundo quanto na doutrina geral da Escritura”; e como Redentor “na imagem de Cristo”14
II. O pecado original: Quando a humanidade foi criada por Deus em sua forma original ela refletia bondade em todos os seus aspectos. Porém a queda do ser humano prejudicou os seus dons. 15 Que podemos dividir em dois grupos o primeiro são os sobrenaturais: a fé e a integridade. O segundo são os naturais: o intelecto e a vontade. 16
III. Jesus Cristo: Para Calvino Jesus só poderia ser nosso Mediador se “fosse verdadeiro Deus e verdadeiro homem”17. Calvino entendia que só por meio de Cristo o ser humano pode se aproximar de Deus. O Homem por mais incontaminado que fosse do pecado jamais poderia se achegar a Deus se não por Cristo, ou seja, nosso Mediador. Por isso Cristo como nosso Mediador veio pelo menos segundo Calvino com três propósitos estabelecidos por Deus que em Cristo seria matéria sólida da salvação. Jesus seria Profeta, Rei e Sacerdote. Como Profeta foi ungido com o Espirito Santo para pregar e testemunhar da graça de Deus18. Segundo Calvino a natureza do Reino Cristo é espiritual “uma vez daí se conclui o que Ele vale e confere para nós com toda a sua força e eternidade”. 19 Como nosso Sacerdote somente a Cristo coube esta honra “... uma vez que o sacrifício de sua morte apagou nossas faltas e satisfez com relação aos nossos pecados”. 20  
IV. Justificação pela fé: Calvino defendia que só seria justificado pela fé aquele que abandona sua justiça referenciada pelas obras, mas por meio da fé veste a justiça de Cristo de forma que na presença de Deus ele é visto como justo. Ele define que a justificação é forma como Deus nos recebe pela sua graça e nos justifica. Pela justificação somos perdoados e absolvidos pela justiça de Cristo. 21  
V. PREDESTINAÇÃO:
Chamamos predestinação ao decreto eterno de Deus pelo qual determinou o que quer fazer de cada um dos homens. Porque Ele não os cria com a mesma condição, mas antes ordena a uns para a vida eterna, e a outros, para a condenação perpétua. Portanto, segundo o fim para o qual o homem é criado, dizemos que está predestinado à vida ou à morte. 22
    Com base na exposição de Timothy George a doutrina da predestinação pode ser sintetizada em três palavras. A primeira é que a predestinação é absoluta, pois sua base é a vontade imutável de Deus. A predestinação em segundo lugar é particular, pois se destina apenas a indivíduos e não ao um conjunto de pessoas. Por último a predestinação é dupla significa que para manifestação da misericórdia de Deus alguns indivíduos foram destinados para a vida eterna, e outros para a manifestação da justiça de Deus à condenação eterna. 23
VI. Sacramentos: Sobre os sacramentos Calvino fala da importância de aprender o propósito desta instituição. Por isso ele trás duas definições sobre o que é um sacramento. Em primeiro lugar sacramento é um símbolo externo com o qual o Senhor tem como objetivo marcar em nossas consciências as promessas de sua bondade para conosco. Para Calvino os sacramentos abastece nossa fé em meio a nossa fraqueza e habilita nosso testemunho diante de Deus, dos anjos e entre os homens. Em segundo lugar o sacramento é uma declaração da graça de Deus para conosco ela é demonstrada de forma visível por meio de um recíproco testemunho diante de Deus. 24 Ele aponta o batismo como sacramento que testemunha nossa purificação e a eucaristia como nossa condição de salvo. 25 
VII. Igreja: Calvino define a igreja como invisível, pois só Deus a conhece, e a igreja visível, onde os cristãos são ordenados a honrar e manter comunhão com ela. 26 Para Calvino a igreja se torna conhecida de duas formas: Primeiro “onde a palavra de Deus é sinceramente pregada e ouvida”; segundo, onde “os sacramentos são administrados segundo a instituição de Cristo” e conclui “não podemos de modo algum duvidar de que ali está uma igreja de Deus”. 27
VIII. Estado: Calvino definia o governo civil em três partes: “o primeiro diz respeito ao magistrado, que é o guardião e defensor das leis; o segundo, à legislação mediante a qual o magistrado governa; o terceiro, diz respeito ao povo que deve ser governado pelas leis e obedecer ao magistrado” 28 Os magistrados tinha a responsabilidade de manter a tranquilidade, a ordem, a moralidade e a paz pública. 29 Para Calvino o poder civil era uma vocação, santa e legítima para Deus e considerada “a mais sagrada e honrosa de todas as vocações.”30 Por isso o magistrado “deve se empenhar na manutenção da honra divina”. 31

Considerações finais
   Embora nossa abordagem tenha sido mínima em relação à vida, obras e pensamentos de Calvino. No entanto podemos perceber nestas poucas linhas acima escritas que Calvino era um escritor fecundo, sua formação humanista lhe deu ferramentas fundamentais para sua vida intelectual principalmente em questões políticas e sociais e seu conhecimento bíblico lhe deu um espírito arguto na elaboração de seus pensamentos teológicos.

Notas:
  1. CAIRNS, Earle Edwin. O cristianismo através dos séculos: uma história da Igreja Cristã. 2º ed. São Paulo: Vida Nova, 2008. p. 278.
  2.  LINDBERG, Carter. As Reformas na Europa. São Leopoldo Sinodal/IEPG, 2001. p.298.
  3. GONZALEZ, Justo L. A era dos reformadores: uma história ilustrada do cristianismo. São Paulo: Vida Nova, 1995. p. 107.
  4. GEORGE, Timothy. Teologia dos reformadores. São Paulo: Vida Nova, 1993. p. 168.
  5. LACOSTE, Jean-Yves. Dicionário crítico de teologia. São Paulo: Paulinas/Edições Loyola, 2004. p. 333.
  6. CAIRNS, op. cit., p.280.
  7. LINDBERG, op. cit. p. 300.
  8. WACHHOLZ, Wilhelm. História e teologia da Reforma: Introdução. São Leopoldo: Sinodal, 2010. p. 76.
  9. GONZALEZ, op. cit. p. 117.
  10. GEORGE, op. cit. p. 185-188.
  11. MCGRATH, Alister. A vida de Calvino. São Paulo: Cultura Cristã, 2004. p. 171.
  12. CALVINO, João. A Instituição da Religião Cristã. São Paulo: UNESP, 2008. v. 1. p. 37.
  13. CALVINO, op. cit. p. 38.
  14. CALVINO, op. cit. p. 40.
  15. MCGRATH, op. cit. p. 183.
  16. GONZALEZ, Justo L. Uma história do pensamento cristão. São Paulo: Cultura Cristã, 2004. p. 147.
  17. CALVINO, op. cit. p. 441.
  18. CALVINO, op. cit. p. 469-470.
  19. CALVINO, op. cit. p. 471.
  20. CALVINO, op. cit. p. 476.
  21. CALVINO, João. A Instituição da Religião Cristã. São Paulo: UNESP, 2008. v. 2. p. 193.
  22. CALVINO, op. cit. p. 380.
  23. GEORGE, op. cit. p. 232.
  24. CALVINO, op. cit. p. 692.
  25. CALVINO, op. cit. p. 711.
  26. CALVINO, op. cit. p.474.
  27. CALVINO, loc. cit.
  28. CALVINO, op. cit. p.878.
  29. CALVINO, op. cit. p.884.
  30. CALVINO, op. cit. p.879.
  31. CALVINO, op. cit. p.883.


BIBLIOGRAFIA
CAIRNS, Earle Edwin. O cristianismo através dos séculos: uma história da Igreja Cristã. 2º ed. São Paulo: Vida Nova, 2008.
CALVINO, João. A Instituição da Religião Cristã. São Paulo: UNESP, 2008. v. 1.
CALVINO, João. A Instituição da Religião Cristã. São Paulo: UNESP, 2008. v. 2.
GEORGE, Timothy. Teologia dos reformadores. São Paulo: Vida Nova, 1993.
GONZALEZ, Justo L. A era dos reformadores: uma história ilustrada do cristianismo. São Paulo: Vida Nova, 1995.
GONZALEZ, Justo L. Uma história do pensamento cristão. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.
LACOSTE, Jean-Yves. Dicionário crítico de teologia. São Paulo: Paulinas/Edições Loyola, 2004.
LINDBERG, Carter. As Reformas na Europa. São Leopoldo Sinodal/IEPG, 2001.
MCGRATH, Alister. A vida de Calvino. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.
WACHHOLZ, Wilhelm. História e teologia da Reforma: Introdução. São Leopoldo: Sinodal, 2010.

SBB lança Bíblia da Mamãe

Sucesso nos Estados Unidos, chega ao Brasil a Bíblia da Mamãe. Aguardado com grande expectativa, este lançamento da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) é indicado para presentear mães e futuras mães de todas as idades, especialmente em datas comemorativas como o Dia das Mães e aniversários. Os recursos contidos na publicação ajudam a levá-las até a presença de Deus, onde encontrarão sabedoria e inspiração para poder desempenhar o seu papel materno, auxiliando e orientando seus filhos a partir dos sólidos princípios e valores bíblicos.
Com texto bíblico na tradução de Almeida Revista e Atualizada, a Bíblia da Mamãe é uma tradução da Mom’s Bible, publicada em 2010 pela editora Thomas Nelson. Os estudos e notas foram escritos por Bobbie Wolgemuth. Esposa, mãe e avó, a autora dirige grupos de estudo bíblico voltados especialmente para mães.
A Bíblia da Mamãe possui uma série de recursos, entre os quais quadros de estudos divididos em oito temas, com destaque para o intitulado “Perguntas de Criança”. Nessa seção, há 97 perguntas usualmente feitas pelos filhos, desde a tenra idade até a adolescência. A seleção dos conhecidos “por quês?”, que acompanham todo o desenvolvimento da criança até a fase adulta, são extremamente úteis para guiar as mães, à luz da Bíblia, no relacionamento com seus filhos.
A obra reúne, ainda, notas e referências cruzadas, introduções aos livros da Bíblia, índice de assuntos, leitura para dias especiais, textos famosos da Bíblia, como encontrar ajuda na Bíblia e o que a Bíblia diz sobre o perdão de Deus.
Outro diferencial da publicação é sua capa rosa decorada com textura na cor branca. Vem embalada em caixa de presente diferenciada, cuja edição é limitada.

Recursos:
· Texto bíblico: Almeida Revista e Atualizada, 2ª edição
· Notas e referências cruzadas · Introduções aos livros da Bíblia
· Recursos (quadros de estudo) divididos em:
Nosso Deus é...: destaca alguns pontos para a leitora conhecer Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo.
Crescendo em...: aborda atitudes diárias das pessoas.
Caráter divino: para fortalecimento do caráter divino e desenvolvimento de um coração em Cristo.
Passando adiante: um olhar bíblico sobre o que é digno e importante de ser transmitido aos filhos.
Mães da Bíblia: histórias de mães que são verdadeiros modelos a serem seguidos.
Maravilhoso conselheiro: artigos escritos para ajudar a descobrir questões que devem ser abordadas de modo a libertar a mulher para ser aquilo que Deus espera.
Reflexões: textos curtos ligados a passagens específicas da Bíblia, que oferecem uma saudável perspectiva bíblica para meditação e orientação quanto ao papel de mãe.
Perguntas de criança: respostas úteis à luz da Bíblia para responder aos principais questionamentos da criança.
· Índice de assuntos
· Leitura para dias especiais
· Textos famosos da Bíblia
· Como encontrar ajuda na Bíblia
· O que a Bíblia diz sobre o perdão de Deus
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