terça-feira, 18 de setembro de 2012

O que é Pietismo?

Pietismo é uma visão que olha para o mundo mais amplo como uma questão de extrema insignificância, pois se foca exclusivamente em tornar a alma individual melhor. Radicalmente individualista e profundamente gnóstico, o movimento evita o envolvimento político, denigre o exercício do domínio e algumas vezes faz adições à lei de Deus. Isso, sem dúvida, nunca deveria ser confundido com piedade, que é algo bom. Piedade é santidade no caráter, um zelo de crescer em graça e sabedoria, dar muito fruto do Espírito. Porque essas duas coisas são frequentemente confundidas, não é incomum aqueles mais relaxados na busca da santidade acusar os mais zelosos de pietismo. De forma semelhante, não é incomum alguns que são apaixonados em reafirmar os direitos régios do Rei Jesus, que anseiam em ver o Seu reino reconhecido, desdenhem a busca da piedade pessoal como uma distração.
Nosso chamado, sem dúvida, é trabalhar para manifestar o reinado de Cristo sobre todas as coisas, incluindo nossas almas. E devemos fazer isso em círculos concêntricos. Isto é, minha primeira obrigação é buscar a minha própria santidade. Em seguida devo trabalhar para ver que meus filhos cresçam na graça. Em seguida estão aqueles sob o meu cuidado pastoral, direta ou indiretamente. Finalmente devo trabalhar para ver todas as instituições sob o Seu domínio. Todos nós deveríamos reconhecer quão firmemente ligadas essas coisas são. O mundo, a igreja, minha família melhorarão à medida que eu melhorar. Não abandonei essas coisas para buscar uma piedade maior; estou buscando uma maior piedade servindo a Deus nessas áreas. Da mesma forma, purificar o mundo, a igreja e a minha família por sua vez redundam para minha própria santificação. Ninguém pode errar ao trabalhar para ver a glória e a beleza da autoridade de Cristo mais amplamente reconhecida.
Dito isso, eis aqui alguns exemplos onde a piedade termina e o pietismo começa. Não é incomum ouvir alguns cristãos bem intencionados argumentarem que não deveríamos tentar tornar o aborto ilegal, pois, somos informados, “Isso é uma questão do coração”. Em vez disso, somos informados que precisamos somente trabalhar para ganhar almas, e a questão do aborto cuidará de si mesma. O mesmo, sem dúvida, poderia ser dito sobre o assassinato. O assassinato é ilegal, e as pessoas ainda o praticam. Dessa forma, por que ver os assassinos processados? Ganhar almas não é muito mais importante? Bem, o Senhor a quem alegamos adorar estabeleceu o Estado como um instrumento de justiça. Ele deu a esse Estado a espada para punir os malfeitores. Isso significa que ele chama o Estado a proteger os não nascidos. É impiedade abandoná-los mediante o abandono do nosso chamado profético ao mundo. Sem dúvida deveríamos buscar ver almas alcançadas. Assim como deveríamos buscar ver a justiça sendo feita para com os não nascidos.
Isso nos leva ao nosso segundo exemplo. Há aqueles que argumentam que a única função da igreja é a Palavra e os Sacramentos. A Bíblia, nos é dito, não fala diretamente sobre questões políticas. A igreja não deveria estar falando contra comportamento homossexual. A igreja não deveria falar em favor dos não nascidos. Cultura é simplesmente cultura, uma realidade humana mais que uma realidade espiritual. Não há, portanto, tal coisa como trazer a carpintaria, poesia ou política sob o Senhorio de Cristo. Isso é pietismo. Ele pode estar disposto a afirmar o Senhorio de Cristo sobre todas as coisas, mas não de uma forma que você possa dizer que Jesus reina. A Palavra nos chama a fazer o Seu reinado conhecido, a destruir as obras do diabo e suas tropas diabólicas. E os sacramentos alistam (batismo) e alimentam (Ceia do Senhor) o Seu exército.
Pietismo é uma palavra feia, e podemos ser culpados de usá-la demasiadamente. Um problema, contudo, é que o pietismo é uma realidade feia. A piedade nos chama a sair e demonstrá-la lá fora, em nome do nosso Rei ressurreto e soberano.
 
 
Fonte: Highlands Ministries
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto – setembro/2012


Sobre o Autor

R. C. Sproul Jr.
R. C. Sproul Jr.
Dr. R.C. Sproul Jr. gradou-se no Reformed Theological Seminary e no Grove City College. Recebeu seu Doutorado em Ministério em 2001. É o pastor fundador da Saint Peter Presbyterian Church, e é o fundador, diretor e professor do Highlands Ministries. Sproul Jr. escreveu e editou dezenas de livros, incluindo Biblical Economics, Almighty Over All,Tearing Down Strongholds, Eternity in our Hearts, Bound for Glory, When You Rise Up, Believing God e The Call to Wonder (2012). The important thing is that he is the the father of Darby, Campbell, Shannon, Delaney, Erin Claire, Maili, Reilly and Donovan.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

OBSERVAÇÕES SOBRE A AUTENTICIDADE DE I João 5:7


"Em I João5:7,8 o Texto Recebido (Textus Receptus) nos apresenta duas tríades de testemunhas, uma no céu, a outra na terra, e declara a unidade da primeira tríade em um só ser. No texto grego revisado que fundamenta as versões modernas, tudo isto é omitido, e toda a referência a eruditos modernos e que têm implicações doutrinárias parecem minar a doutrina da Trindade, e particularmente a doutrina da deidade de Cristo. As diversas leituras nos manuscritos e versões contam-se por centenas de milhares, mas a grande maioria são insignificantes. Entre as poucas diversas leituras importantes há umas que atingem esta única doutrina – uma doutrina fortemente debatida entre crentes ortodoxos e hereges logo antes de serem escritos os três mais antigos manuscritos (cópias).

As controvérsias Ariana e Sabeliana correram ardentemente nos Séculos III e V e as cópias ora tidas com elevado valor entre eruditos, foram escritas nos séculos IV e V. A hostilidade desses documentos contra a doutrina trinitariana incita a mente à conclusão que tais omissões e alterações não são meramente os erros ocasionais dos copistas, mas a obra dum esforço deliberado. Ao lembrarmos da data do grande contesto trinitariano na Igreja, e ao compará-lo com a data atribuída a esses documentos, a nossa suspeita grandemente se sobressalta. O partido de Atanásio introduziu testemunhas espúrias no texto a fim de promover a sua doutrina trinitariana, ou o partido de Ários apagou testemunhas autênticas das cópias do texto sagrado a fim de ocultar esta doutrina?

Os alegados códices mais antigos concordam em omitir um número notável de testemunhas da divindade de Cristo assim como omissões relativas a prática e fé do Evangelho. Isto aconteceu porque esses documentos antigos representam as opiniões dos copistas que consideravam os Trinitarianos atanasianos como corruptores, ou pode ser comprovado que as omissões foram feitas propositadamente pelos Arianos para apagar as evidências escriturísticas contra o seu caso?

Todos os críticos votam contra a autenticidade de I João 5:7, mas vejamos se a questão é tão clara como acham. Os argumentos em favor de sua autenticidade conduzem elevado grau de probabilidade, e este texto é um bom exemplo do valor da evidência interna, desprezada pelos críticos modernos. Segue o texto completo com as palavras disputadas entre parênteses:



HOTI TREIS EISIN HOI MARTUROUNTES (EN TO OUTANO, HO LOGOS, KAI TO HAGION PNEUMA, KAI HOUTI HOI TREIS HEN EISI. KAI TREIS EISEN HOI MARTUROUNTES EM TE GE) TO PNEUMA, KAI TO HUDOR , KAI TO HAIMA; KAI HOI TREIS EIS TO HEN EISIN.

A evidência interna contra a omissão é a seguinte:

1. O artigo, numeral e particípio masculino HOI TREIS MARTUROUNTES, são forçados a concordar diretamente com três neutros, uma dificuldade gramatical grosseira e insuperável. Se as palavras disputadas permanecem, elas concordam com dois masculinos e um substantivo neutro HO PATER, HO LOGOS, KAI TO HAGION PENUMA e, conforma a regra de sintaxe, os masculinos entre um grupo controlam o gênero do neutro ligado a eles. Desta forma a concorrência dos masculinos TREIS MARTUROUNTES no verso 8 concordando com os neutros PNEUMA, HUDOR e HAIMA podem se explicar pela força de atração, bem conhecida na sintaxe grega.



2. Omitidas as palavras disputadas, o verso 8 segue logo após o 6 e faz uma repetição grosseira, esquisita e aparentemente sem nexo do testemunho do Espírito, duas vezes logo em seguida.



3. Com a omissão das palavras, as palavras concludentes no final do verso 8 contém uma referência incoerente. As palavras gregas KAI HOI TREIS EIS TO HEN EISIN significam exatamente: “e estes concordam com aquele (já mencionado) Ser”. Esta versão mantém a força do artigo definido deste verso. Então o que é “Aquele” com que “estes três” concordam? Com a omissão do verso 7, “Aquele” não aparece, e por conseguinte “Aquele” do verso 8, que indica um já apresentado ao leitor, não tem antecedente na passagem. Permaneça o verso 7 e tudo fica claro, e as três testemunhas terrestres testemunham àquela unidade já mencionada que O Pai, a Palavra e o Espírito constituem.



4. João declara nos 6 versos anteriores que a fé é o vínculo da nossa vida espiritual e a vitória sobre o mundo. Esta fé deve ter uma base sólida, e a verdade em que a fé se apoia é a Filiação e Divindade de Cristo. Vê os versículos 5,11,12,20. A única fé que vivifica a alma e vence o mundo é (verso 5) a crença que Jesus é o Filho de Deus, que Deus o constituiu nossa Vida, e que esta Vida é o Deus verdadeiro. O apoio de Deus para esta fé provém de :



PRIMEIRO: No verso 6, nas palavras do Espírito Santo falando através de homens inspirados;



SEGUNDO: No verso 7, nas palavras do Pai, da Palavra e do Espírito, declarando e confirmando por milagres a Filiação e unidade com o Pai;



TERCEIRO: No verso 8, pela obra do Espírito Santo ao aplicar o sangue e água do lado ferido de Cristo para nossa purificação;



QUARTO: No verso 10, na consciência espiritual do próprio crente, certificando-lhe que sente por dentro uma mudança divina.



Como tudo isto é harmonioso ao aceitarmos o verso 7 como autêntico, mas ao omiti-lo, o fecho de arco está faltando, e fica eliminado a prova contundente que a nossa fé é divina (verso 9).



Também temos que levar em conta o tempo e as circunstâncias nas quais a passagem foi escrita. João avisa seus filhos espirituais que seu objetivo é adverti-los contra enganadores (2:26), cuja heresia era a negação da verdadeira Filiação e encarnação de Jesus Cristo (4:2). Sabemos que esses hereges eram os Cerintianos e Nicolaitanos. Irineu e outros escritores primitivos nos contam que esses todos corrompiam a doutrina da trindade. Cerinto ensinava que Jesus não nasceu milagrosamente duma virgem, e que a Palavra, Cristo, não era verdadeira e eternamente divina, mas um certo tipo de “Aion” angélico ligado com o homem natural Jesus até a sua crucificação. Os Nicolaitanos negaram que o “Aion” Cristo tivesse um corpo real, e lhe atribuíram somente um corpo e sangue fantasmagórico. É contra esses erros que João está fortalecendo os seus “filhos” e é o ponto destacado no controverso verso 7. Se permanece o verso 7, então toda ao passagem é articulada para excluir ambas as heresias. No verso 7 ele rebate o erro cerintiano declarando a unidade do Pai, da Palavra e do Espírito , e com maior precisão pelo emprego do neutro HEN EISEN a fim de concentrar o ponto em UMA substância única. Em seguida ele rebate os Nicolaitanos declarando a própria humanidade de Jesus, o real derramamento de sangue, e a aplicação pelo Espírito, daquela água e sangue dos quais ele testifica como testemunha ocular no Evangelho – 19:34,35.



Ao vermos que João em sua epístola adverte seus “filhos” contra “enganadores” que ensinavam erro sobre a verdadeira Filiação do Senhor Jesus Cristo e sobre a Sua encarnação e verdadeira humanidade, e ao vermos ainda mais João revelar estes erros nos versos 7 e 8 do capítulo 5, somos levados a reconhecer a coerência na passagem toda e que apresenta forte evidência interna em favor da autenticidade do “Texto Recebido” (Received Text).

OS MANUSCRITOS

É verdade que o verso controverso tem pouco apoio das cópias gregas e encontra-se somente em duas - o Manuscrito Montfort na Universidade de Dublin e no Códice WIZANBURGENSIS do séc. VIII. A principal autoridade nos manuscritos para I João 5:7 está nas versões latinas e ele se acha, com poucas exceções em todos os códices destas versões, tanto na Vulgata quanto no Antigo Latim. Entre os escritores antigos que fazem referência ou alusão às palavras disputadas acham-se Tertuliano e Cipriano e muitos outros subseqüentes autores latinos. A passagem é considerada verdadeira Escritura com a quase unânime concordância da Cristandade latina desde os tempos mais remotos. Deve se lembrar que o Antigo Latim foi traduzido do grego numa época bem primitiva, certamente dentro dum século da morte dos Apóstolos. As igrejas africanas não perderam os seus livros sagrados na mesma medida das igrejas gregas durante as grandes perseguições e é nos escritores africanos que encontramos as mais antigas citações do verso disputado. Um outro fato relevante é que as antigas igrejas latinas não ficaram tão atingidas pela heresia ariana, a fonte principal suspeita de tantas corrupções. No conteste contra os arianos, o Concílio de Cartago, e outros “Pais” primitivos apelaram com confiança inabalável para este verso como testemunho contundente contra eles.

 
Orígenes exerceu poderosa influência sobre a transmissão do texto grego no período antes de serem escritas algumas das cópias mais antigas ora existentes. Mosheim o descreve como “um composto de contradições, sábio e imprudente, inteligente e burro, entendido e sem entendimento, o inimigo da superstição e seu patrocinador; um enérgico defensor do cristianismo e seu corruptor; ativo e vacilante; um a quem a Bíblia deve muito e um do qual ela tem sofrido muito”. Ele foi o grande corruptor, e a fonte ou pelo menos o canal, de quase todos os erros especulativos que perturbaram a Igreja nas épocas sucessivas. Nolan afirma que as discrepâncias mais características entre o texto grego comum e os textos correntes na Palestina e Egito no tempo de Orígenes são identificáveis com uma fonte marcionita ou valentiniana, e que a mão de Orígenes mediou a introdução dessas corrupções nos textos subseqüentes.

 
É altamente relevante que textos importantes sobre a doutrina trinitariana, que aparecem no grego e latim estão faltando nos antigos manuscritos da Palestina e do Egito. Os textos disputados tinham o propósito de condenar e combater os erros dos Ebionitas e Gnósticos, Cerintianos e Nicolaitanos. Não é surpresa que a influência de Orígenes teria resultado na exclusão de algumas dessas testemunhas autênticas das cópias gregas, enquanto as cópias no Antigo Latim deveriam conservar as palavras de I João 5:7 , porque circulavam em áreas não atingidas pela influência de Orígenes.

( Sumarised from Dabney’s Discussions, published by Banner of Truth Trust.) This article no. 17 published by the Trinitarian Bible Society, Tyndale House, Dorset Road, London, SW193NN, England."


A Benção de ter uma alma atormentada!


Por Josemar Bessa

Há textos na Bíblia que nos surpreendem com base no que lemos na Bíblia. O apóstolo Pedro diz algo surpreendente em 2 Pedro 2.7 – “E livrou o justo Ló...” – Quando penso em Ló, não me lembro de Ló como alguém especialmente justo na história famosa em que ele aparece em Sodoma e Gomorra.

Ele escolheu habitar nas campinas verdes de Sodoma (Gênesis 13.13). Ainda lembro de algo pior – na hora da fuga, quando as cidades seriam destruídas, Ló demorou (Gênesis 19.16). Depois que escapou da cidade foi embebedado por suas filhas... De fato não é uma grande história.

Mas Pedro ainda consegui chamá-lo de “justo” em algum sentido. E se Deus repetidamente tinha assegurado a Abraão que ele não iria punir o justo com o ímpio (Gn 18.25), então é lógico que o veredicto é o mesmo do de Pedro. Então em que sentido Ló era um homem “justo”? (Não estamos usando o termo como a justiça imputada por Deus quando justifica o homem em Cristo – é óbvio – mas de uma vida que resulta de tudo o que Deus opera no homem por graça – justificação, regeneração...).

Vemos, e Pedro nos mostra, (que com resultado daquilo que Deus faz no coração de um homem por graça ) – viver lá foi um tormento para Ló. Ló não foi um homem que banalizou o pecado e com ele se acostumou. Ló, diz Pedro: “...se afligia, era atormentado... com o procedimento dos que não tinham princípios morais” – em outra versão: “Ló vivia enfadado da vida dissoluta dos homens...” (2 Pedro 2.7). Sua alma justa estava “atormentada” ao contemplar todos os dias a vida dos homens alienados de Deus e expressando seu amor ao pecado – “Pois vivendo entre eles, todos os dias aquele justo se atormentava em sua alma justa por causa das maldades que via e ouvia” - “porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo sobre suas obras injustas”  - 2 Pedro 2.8.

Apesar de todas as falhas que vemos em Ló, ele é um exemplo digno a este respeito: o pecado o incomodava!

Este é um equilíbrio difícil – como ser atormentado pelo pecado, e ainda ser uma fonte de boa notícia para o pecador. É um grande desafio – porque muitos ao dizerem que desejam ser fonte de salvação dos pecadores... missionais... banalizam o pecado, encontram estratégias que não mostram apenas amor, mas sim que não tem uma alma atormentada pelo pecado.

Por um lado queremos mostrar amor e respeito aos nossos vizinhos, amigos de escola, trabalho... queremos que encontrem misericórdia, desejamos vê-los regenerados pela graça soberana de Deus...  Queremos ver pecadores reconciliados com Deus em Cristo, em paz com Deus... no entanto, NUNCA podemos fazer a paz com o pecado do e no mundo.

Tanto quanto queremos mostrar bondade para com nossos vizinhos, amigos, conhecidos... o seu pecado, a sua rejeição a Cristo... sua rejeição a lei de Deus, sua vida como se Deus não existisse... nos atormenta. Não nos opomos ao pecado do mundo simplesmente porque ele é errado, leva o homem a tristes consequências... Em nossos novos corações ( se somos de fato regenerados ) – nos opomos aos seus pecado (pessoas, mundo, sociedade) e nossos, porque o achamos terrível, desagradável, angustiante... para nossos novos corações, e, acima de tudo, porque rouba a glória de Deus.

Aí Ló é um exemplo para nós. Ele não tinha um sentimento frio e morno sobre o pecado, como muitos tem. Não tinha uma familiaridade com o pecado que o deixou insensível e cauterizado ante a hediondez do pecado aos olhos de Deus. Muitas pessoas se chocam com o pecado e a impiedade apenas a primeira vista – nos ambientes em que com ele são obrigados a conviver, mas logo ficam acostumados a vê-lo, que vê-lo já não faz grande diferença, pelo contrário há um indiferença.

Já não temos percebido a estratégia do mundo e do diabo que é fazer com que olhemos o pecado e ao olharmos nos sintamos normais e como algo normal. Mas como alguém disse no passado, “nossa grande segurança contra o pecado está em que o pecado nos choque”. Mas num mundo repleto de sensualidade ( como o que vivemos, como o que Ló vivia) – estamos em grave perigo de nos tornarmos insensíveis ao pecado, e disfarçarmos, o que é pior, essa insensibilidade com a desculpa de estarmos amando os pecadores e tentando salvá-los...

Podemos realmente dizer hoje que como Ló, nossas almas justas são atormentadas todos os dias ( não pelas tristezas humanas) mas pelos pecados, maldades... contra Deus que vemos e ouvimos? Nossas almas ficam atormentadas? Ou seria mais correto dizer que achamos muito disso normal e as vezes até engraçado? O que você tem ouvido e visto tem te atormentado? Ou já fizemos paz com os pecados que um dia nos chocavam? Estamos entretidos com coisas que antes nos fariam recuar de dor na alma pelo quanto tudo aquilo rouba a glória de Deus e o ofende? Temos crescido em nossos corações calos insensíveis ao pecado e que nos torna confortáveis diante dele?

Quando não somos atormentados mais, isso não é evidência de amar o pecador, é evidência de uma coração que se assemelha a eles em seu pecado. Isso não é abrir portas para “ganhá-los, é estar sendo vencido pelo pecado.

A verdade triste é que muitos de nós sente apenas cócegas pelo pecado do mundo, e não tormento. Podemos morrer de rir dos pecados do mundo. Mas poucos de nós podemos dizer honestamente hoje: “Rios de lágrimas correm dos meus olhos, porque a tua lei não é obedecida” – Salmos 119.136.

Deus tenha misericórdia de nossa geração!!!

Fonte: Josemar Bessa

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Cartas a Lene - Soli Deo Gloria


Por Marcelo Lemos

Olá, Lene, como está você? Fiquei feliz quando me disse que suas férias – merecidas, aliás – foram tão abençoadas. E aqui estou eu, com mais uma das nossas cartas, a quinta, tratando dos pilares da Fé Reformada. Você talvez já tenha escutado falar em “Soli Deo Gloria” – este será nosso tema hoje.

Somente à Deus a Glória. Uma declaração certamente bonita, e doce para os evangélicos. Uma declaração facilmente desejável. Mas, como praticar tal princípio? Será que temos vivido isso em nosso ministério, trabalho, e no dia-a-dia em geral? Um jeito simples de medir o quanto compreendemos a doutrina do Soli Deo Gloria é perguntar a nós mesmos:

- Afinal, porque Deus me salvou da condenação eterna?


Muitas respostas corretas poderiam ser dadas a esta pergunta, sem que atingissem o centro da questão. Ou seja, repostas certas que só contam parte da história.

- Deus me salvou do Inferno porque, em Cristo, me amou desde a eternidade!

- Deus me salvou da Condenação porque Cristo, Deus feito homem, pagou pelos meus pecados!

- Deus me salvou da Morte, visto que, onde abundou o Pecado, por Cristo superabundou a Graça!

Não há nada de errado com nenhuma dessas respostas. Cada uma delas é ensinada nas Escrituras, portanto, verdadeiras. Mas não é só isso. Segundo a Escritura, tudo que Deus faz, o faz para Sua própria Glória. Deus trabalha para sua própria exaltação. Tudo o que Ele faz visa sua Glória, e isso inclui nossa salvação. É certo que ao nos salvar, amou-nos, desejou-nos, teve compaixão de nós, etc., mas não é tudo! Qual o fim último, qual o objetivo maior da nossa salvação?

“Nele, digo, em quem também fomos feito herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; com o fim de sermos para louvor da sua glória...” – Efésios 1. 11,12.

A fim de sermos para louvor da sua glória. Existimos como o povo que promove a Glória Deus. Não existimos para desfrutar de bênçãos, prazeres, privilégios, dons espirituais ou o mesmo céu. Podemos ter todas estas coisas, mas existimos por uma única razão última: a glória de Deus. Lene; sabe aquele desejo que o evangélico brasileiro nutre em ver um Brasil de “maioria evangélica”? Olha; tal sonho só terá sentido, só será agradável ao Senhor, se for para a Sua glória pessoal, e de mais ninguém – “... para que a Graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para a glória de Deus” (II Coríntios 4.15).

Acredito que você já esteja desvendando algumas das implicações práticas dessa doutrina bíblica abraçada pelos Reformadores. Vou listar algumas de modo breve e simples.

O impacto sobre nossa espiritualidade. Somos sempre vitimas da tentação de criarmos um Deus a nossa imagem e semelhança. Queremos dizer a Deus o que Ele é, e como deve agir – quando essa tarefa pertence apenas a Ele. E o “deus” preferido da nossa geração é aquele que foi feito refém dos nossos caprichos e desejos. Somos atrevidos o bastante para dizermos a ele que “não aceitamos” os problemas da vida, frutos do pecado de Adão, como a morte, a doença, a fome, e o desemprego! Temos coragem o bastante para introduzir “fogo estranho” no Altar de Deus, transformando a liturgia num culto a serviço de nós mesmos, e das nossas preferencias.

Lene, talvez eu fique rico, talvez eu fique famoso, talvez eu seja curado de um câncer ou de uma paralisia, talvez eu faça um paralítico andar com uma oração, talvez eu fale mandarim sob a iluminação do Espírito, talvez eu ande sobre as águas, talvez eu compre um Camaro amarelo (!) – porém, não foi para nada disso que Cristo me salvou dos meus pecados. Cristo morreu por mim apenas para a glória do Deus Triuno. É certo, contudo, que a Graça de Deus pode nos trazer maravilhosos efeitos colaterais.

O impacto sobre nossa vida cotidiana. “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus!” (I Coríntios 10.31). Bem, sei que os sindicalistas aqui da firma vão querer me prender por isso, mas, ouça o que diz o apóstolo S. Paulo, Lene: “Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo, não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus” (Efésios 6.6ss). Tudo para a Sua Glória, inclusive meus afazeres diários, ainda que seja ajudar minha esposa com a louça do jantar. Aliás, falando em família, até mesmo as obrigações – e privilégios! – sexuais do cristão devem ser regrados por tal princípio máximo: a glória de Deus.

O impacto sobre nossa vida social. Talvez eu te agrade, Lene, mostrando as razões pelas quais não gosto dos políticos evangélicos se candidatando a torto e a direito no Brasil. E está na moda criticar evangélicos que se envolvem com política e políticos. Mas, talvez te assuste ao lhe contar qual é a visão bíblica de um político realmente comprometido com a Religião Cristã. Princípios que valem para qualquer cristão, político ou não. Em primeiro lugar, o cristão deve se engajar na vida da sociedade para a glória de Deus. Ele não defende um partido, uma ideologia, uma escola econômica. Claro, ele pode preferir este a aquele, mas seu compromisso último é com a glória de Deus. Seu objetivo é promover o Reino de Deus sobre toda a terra (S. Mateus 28. 18; I Tim. 6.15; Ef. 1.20-22). Sabemos que políticos, mesmo se cristãos, costumam trair seus princípios se precisam defender uma causa, uma cartilha, um projeto, um padrinho... Se fizermos assim, não estaremos governando – ou exercendo qualquer outra função - para a glória de Deus. Se fizermos assim, estaremos nos curvando aos homens. Se fizermos assim, nos tornamos idólatras.

Em segundo lugar, nossa atuação na sociedade precisa vir acompanhada de dois verbos: reconstruir e resistir. Reconstruir aquilo que perdemos; valores que abandonamos; verdades que esquecemos ou desprezamos. Um exemplo? A ilusão de que nossa sociedade possa chegar ao conhecimento da Verdade sem o auxilio da Lei de Deus. Não pode! Aqui temos algo a reconstruir, certamente. Mas, é também preciso resistir aos constantes ataques do mundo moderno contra a Igreja e a moral cristã. Rendemos glória apenas a Deus! Servimos apenas a Ele, e isso exige que não nos curvemos diante do maior ídolo que a humanidade já produziu, o Estado. Entre servir a Cristo ou prostrar-se diante de César, a arena dos leões é a única opção para o crente.

Você certamente já terá notado, querida Lene, que ser um cristão reformado, ou evangélico, não é coisa simples. Optar pelo legado dos Reformadores é uma escolha radical e trabalhosa. Aceitar a primazia completa de Deus, e de Sua Graça, sobre tudo o que somos, temos e fazemos, é um desafio para toda a vida. Estamos preparados? Espero que sim. Espero - de coração - que nos libertemos das amarras intelectuais e emocionais daqueles que nos convenceram de que a fé evangélica resume-se apenas a um playground dominical.

Bem, até aqui chegamos ao fim dos Cinco Solas da Reforma. Nestas cinco cartas, tentei mostrar de modo simples cada um dos principais pilares que moldaram a fé evangélica. Pelas reações, constato aquilo que já imaginava: o quão longe estamos de ser o que afirmamos ser! E se você quer, e Deus permite, continuaremos a conversar, aprofundando um pouco mais em nossas meditações.

Um abraço, e até nossa próxima conversa!

Nota da CNTE sobre Adin contra a Lei do Piso

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No mesmo dia em que os movimentos sociais comemoraram a derrubada do recurso que impedia a tramitação ordinária do PNE no Senado Federal, e em que a CNTE e a CUT realizaram a 6ª Marcha Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, foi publicada no Diário Oficial de Justiça, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 4.848 contra o art. 5º da Lei 11.738, que trata da atualização monetária anual do piso nacional do magistério. Subscrevem a referida ação os governadores dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás, Piauí e Roraima – os novos "e velhos" Inimigos da Educação, Traidores da Escola Pública.
A CNTE lamenta, profundamente, a atitude leviana dos governadores que abdicam do debate democrático em torno da valorização dos profissionais da educação, para continuar a tumultuar o processo de implementação integral do piso no país, além de tentar rebaixar os objetivos da Lei Federal.
Cabe informar que, nesse exato momento, o Congresso Nacional discute alternativas para a alteração do critério de reajuste do piso do magistério, mantendo-o porém atrelado à meta 17 do PNE, que prevê equiparar a remuneração média do magistério à de outros profissionais – hoje a diferença é de 40%. O mesmo debate pretende ampliar a complementação da União ao piso, à luz de diretrizes nacionais para a carreira dos profissionais da educação.
Vale destacar que ao contrário do que alega os Governadores, não é a União quem dita aleatoriamente o índice de atualização do piso. O mecanismo associa-se ao Fundeb, que conta com recursos dos estados e mais a perspectiva de complementação da União ao piso. Portanto, o mecanismo possui sustentação financeira. Ocorre que, transcorridos 4 anos de vidência da Lei, nenhum ente federado comprovou cabalmente a incapacidade de pagar o piso. O que se vê Brasil afora são redes públicas de ensino extremamente desorganizadas, inchadas e com desvios de dinheiro da educação que tornam o piso impagável na carreira do magistério.
A nova ADIn dos governadores, além de afrontar a luta dos trabalhadores e da sociedade por uma educação pública de qualidade e com profissionais valorizados, despreza a importância do debate cooperativo entre os entes federados para cumprir as exigências do piso, e por isso a mesma merece o nosso repúdio. Desde já a CNTE compromete-se a mobilizar sua base social e a arregimentar todas as formas de lutas para combater mais essa investida de gestores públicos contra o direito à educação de qualidade e à valorização de seus profissionais.
 
Fonte: CNTE

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cristianismo e Política

   As eleições municipais estão se aproximando e nosso contexto atual não está muito propício ao otimismo. A crise de liderança política atinge a todas as nações e a nossa tem sofrido muito. Diante disso qual deve ser nosso papel como cristãos? Isolar-nos e rejeitar todo e qualquer envolvimento político? Ou será que devemos criar um partido ou nos associar a candidatos do meio evangélico para defender os interesses da igreja?
   Por perceber a necessidade de responder essas perguntas, resolvi escrever esse artigo. 
  Muitos cristãos tem se aventurado na política sob pretexto de salvar a igreja dos ataques do mundo. Alguns se envolvem em partidos cujos ideais são opostos ao aos ideais cristãos e ainda acham que vão transformar o mundo. Mas infelizmente não é isso que muitos dos candidatos que usam o evangelho como plataforma de governo tem em mente. Há uma busca de interesses denominacionais, partidários e até mesmo particulares.
   Existem candidatos que entram na política para defender sua denominação. Eles se ajuntam e formam um colégio eleitoral onde se comprometem a eleger o candidato tal, que é da denominação tal, para defender os direitos dela.
  Outros são lançados na política com interesses puramente eleitoreiros. São partidos que enxergam o público evangélico como uma grande fatia do mercado e investem nos candidatos evangélicos apenas para eleger seus partidos.
  E há aqueles cujo objetivo maior é apenas a satisfação de seus interesses pessoais. Quanto a estes não tenho muito o que dizer. Seus objetivos falam por si só.
  Eu reconheço que há muito que mudar no quadro político do país. E que a idéia de candidatos com princípios cristãos seja muito tentadora do ponto de vista ético para consertar esta situação. Mas será que só o fato de ser cristão habilita alguém a um cargo publico?

Somos criaturas políticas

  A política é um dom de Deus. É por causa da imagem de Deus no homem que este é um ser político.
  Numa conceituação moderna, política é a ciência moral normativa do governo da sociedade civil[1]. Neste sentido, política está relacionada ao mandato social. Já no ato da criação o Senhor deu ao homem tarefas políticas: crescer, multiplicar, cultivar o jardim... todas essas ordens são políticas.
  Por isso o problema não é com a política, mas com o homem. Por causa da queda, a corrupção do pecado afetou toda capacidade humana de desenvolver de forma correta o potencial que Deus lhe deu na criação. A política não é corrupta, os homens políticos (falo de todos os homens em geral e não apenas candidatos) é que são. Por isso o papel do cristianismo na política é de grande importância.
  O cristianismo não é uma religião meramente restrita aos atos de adoração litúrgica nos templos cristãos. O cristianismo é uma religião de princípios que afetam a maneira de enxergar a vida em todas as suas áreas. Paulo diz que a Escritura, que é a única regra de fé e prática, é capaz de tornar o homem “perfeito para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17). Isso inclui a política.
  Quer dizer que todos os cristãos devem se tornar candidatos ao um cargo público? Não! Isso é apenas para mostrar que nós não podemos nos alienar da política e viver como se não tivesse nada a ver conosco.
  O papel da Igreja é ser instrumento de Deus na obra de salvação que faz do homem uma nova criatura capaz de exercer os dons que Ele deu em todas as áreas da existência humana, inclusive na política. O papel da Igreja é pregar o evangelho que transforma vidas. É manter um comportamento ético que faça diferença além dos muros do templo.
  E se algum cristão tem o dom e o chamado para política pública, este deve assumir sua responsabilidade e exercer seu mandato guiado por uma cosmovisão bíblica. E a igreja deve orar por ele encomendando-o à graça de Deus. Isso significa que devemos formar um partido cristão, ou manifestar apoio público a algum candidato cristão?

Política para todos

  Muitos cristãos tem se candidatado a cargos públicos. Muitas igrejas têm buscado votar em candidatos de suas denominações. E isso não é pecaminoso se a motivação for um governo justo para todas as pessoas e não apenas para defender interesses pessoais e ou de um grupo em detrimento da maioria.
  Na Teologia Bíblica existe um aspecto da doutrina da Graça chamado de Graça Comum. Esta é aquela ação proveniente da graça de Deus pelo qual ele cuida e sustenta todos os homens em geral, e age no mundo de tal maneira a restringir os males de suas ações, e por meio delas, proclamar Sua Glória.
  A graça comum inclui a capacidade dos homens de produzir arte, tecnologia, avanços científicos, zelar pela ética e pela moral, ainda que sejam corruptos e não tenham qualquer temor de Deus em seu coração. Deus é quem faz isso para que sua glória seja proclamada e o mundo viva em razoável tranqüilidade.
  Dentro da graça comum está a capacidade política do ser humano. Uma pessoa pode não ser cristã e ainda assim realizar um governo excelente em prol de todos e não apenas de alguns, como deve ser a política bem feita.
  Cristãos que foram devidamente vocacionados por Deus para a política, que exerçam uma liderança eficaz para todas as pessoas, que demonstrem capacidade para assumir o que o cargo público exige, devem ser o alvo de nossas orações e votos.
  Não apenas pelo fato de ser crente, mas de ser habilitado para isso. Cristãos que se candidatam apenas para defender igreja devem ser rejeitados. Por sua graça, Deus cuida do bem comum de todos e não apenas de alguns. Não devemos ser partidaristas, mas correspondendo ao mandamento de amar ao próximo devemos selecionar aqueles que de fato estão interessados no bem estar comum, sejam crentes ou não.
   Lembremos que Deus é glorificado em tudo, quer na vida correta do justo, sobre os quais resplandece sua graça e misericórdia, quer na impiedade dos ímpios, sobre os quais pesa sua ira e justa condenação.   
  Assim não é obrigatório votar em cristãos, mas é imprescindível votarmos naqueles que foram dotados por Deus de habilidades governamentais e de liderança, quer sejam crentes ou não. Isso demanda atenção, oração e cuidado na hora da escolha.

 Concluindo, nós cristãos temos um papel singular na política pública. Temos a responsabilidade de pregar o evangelho que habilita o homem para toda boa obra; a responsabilidade de incentivar àqueles que foram dotados por Deus para o exercício da política pública; a responsabilidade de votar consciente e em busca do bem comum; e a responsabilidade de orar por aqueles que se acham investido de autoridade.   


 

JESUS, O PASTOR DA NOSSA ALMA


“Eu sou o bom pastor. 
O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.”
Jo 10.11

Um dos títulos mais importantes que Jesus Cristo ostenta é o de pastor. O Salmo 22 nos apresenta o Filho de Deus como o bom pastor que deu sua vida pelas ovelhas. O Salmo 23 nos apresenta Jesus como o grande pastor que vive para as ovelhas e o Salmo 24 nos apresenta Jesus como o supremo pastor que voltará para as ovelhas. Jesus é o bom, o grande e o supremo pastor.

Como bom pastor, ele morreu por nós para nos dar a vida eterna. Como grande pastor, Jesus Cristo vive para nos dar provisão, direção e comunhão. Ele é quem nos conduz aos pastos verdes e às águas tranquilas. Ele é quem nos guia por veredas de justiça e caminha conosco mesmo nos vales escuros da sombra da morte. Ele é quem coloca diante de nós uma mesa no deserto e nos dá vitória contra os inimigos.

Ele promete caminhar conosco aqui e depois nos receber na glória. Como supremo pastor, Jesus voltará em majestade e glória e trará em suas mãos a sua gloriosa recompensa. Você já é ovelha de Jesus, o bom, o grande e o supremo pastor?

Ore


Senhor, concede-me o privilégio de ser ovelha do supremo e bom pastor. Aceite-me pela tua graça! Permita-me fazer parte desse abrigo guardado e cuidado por Jesus. No nome de quem peço.
 
Fonte: LPC

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Esboço do Sermão do Missº Veronilton Paz (IPB Sítio Serrote)



TEXTO: I JOÃO 2.7-11
[7] Amados, não vos escrevo mandamento novo, mas um mandamento antigo, que tendes desde o princípio. Este mandamento antigo é a palavra que ouvistes. [8] Contudo é um novo mandamento que vos escrevo, o qual é verdadeiro nEle e em vós; porque as trevas vão passando, e já brilha a verdadeira luz. [9] Aquele que diz estar na luz, e odeia a seu irmão, até agora está nas trevas. [10] Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há tropeço. [11] Mas aquele que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai; porque as trevas lhe cegaram os olhos.

TEMA: A EXCELÊNCIA DO AMOR FRATERNAL

1.       É BASEADO NA PALAVRA DE DEUS. V.7

1.1    O amor é um mandamento antigo porque é ordenado desde o inicio e durante toda a história da salvação. V. 7a
“Amados, não vos escrevo mandamento novo, mas um mandamento antigo, que tendes desde o princípio [...]”.

1.2    O amor é uma ordem de Cristo em sua Palavra. V.7b
“[...] Este mandamento antigo é a palavra que ouvistes”.

2.       É APERFEIÇOADO EM CRISTO. V.8a, 8b

2.1    O amor é um novo mandamento porque Cristo está em nós. V.8a
“Contudo é um novo mandamento que vos escrevo, o qual é verdadeiro nEle e em vós [...]”.

2.2    O amor do cristão deve ser verdadeiro e não fingido. V.8b
“[...] o qual é verdadeiro Nele e em vós [...]”.

3.       É VIVENCIADO POR QUEM VIVE NA LUZ. V.8c, 9, 10, 11

3.1    O amor dissipa as trevas e faz a luz de Cristo brilhar em nós. V.8c
“[...] porque as trevas vão passando, e já brilha a verdadeira luz”.

3.2    Quem não ama está nas trevas. V.9,11

3.2.1          Mesmo se falar que anda na luz, se não ama está nas trevas. V.9
“Aquele que diz estar na luz, e odeia a seu irmão, até agora está nas trevas”.

3.2.2          Se não ama, está, anda e não sabe para onde vai, porque está cego. V.11
"Mas aquele que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai; porque as trevas lhe cegaram os olhos".

3.3    O amor nos faz permanecer na luz de Cristo e não tropeçarmos. V.10
Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há tropeço”.

CONCLUSÃO:
O amor fraternal é baseado na Palavra de Deus, é aperfeiçoado em Cristo e vivenciado por quem vive na luz. O amor de Cristo está em nós?

APLICAÇÃO:
  1. Musica: Qual o adorno desta vida?
  2. Desafio ao amor cristão
  3. Oração.