sexta-feira, 11 de maio de 2012

A mãe de Moisés

Por Elben César
 
Meu nome é Joquebede, que quer dizer “Jeová é a minha glória”. Tenho algumas lembranças muito tristes, como o estupro de minha tia Diná e a vingança cruel que meu pai Levi e meu tio Simeão infligiram aos siquemitas. Sou casada com Anrão, que é meu sobrinho. Para mexer comigo, meu marido, de vez em quando, me chama de tia. Somos tementes a Deus. Acabamos de sair do Egito e estamos acampados ao pé do monte Sinai. Faraó custou a nos deixar sair e só o fez depois de grandes manifestações de julgamento da parte de Deus. Meus filhos Moisés e Arão foram os instrumentos que Deus usou para nos retirar do Egito. Nosso destino é Canaã, a terra que mana leite e mel,prometida aos nossos antepassados Abraão, Isaque e Jacó, que a percorreram de ponta a ponta. Estou bem avançada em anos. Não sei se chegarei até lá. Mas sinto-me realizada e profundamente grata a Deus por todos os seus benefícios.
 
Salvo do genocídio
 
Estou me lembrando agora de quando fiquei grávida pela terceira vez, há oitenta anos. A essa altura já tínhamos uma filha e um filho: Miriã e Arão. Os tempos eram muito difíceis. Faraó começava a apertar o cerco contra nós. Não valia a pena colocar mais filho no mundo. Anrão e eu evitávamos o relacionamento físico naqueles dias em que certamente poderia ocorrer uma gravidez. Mas houve um lapso e fiquei esperando um bebê. Orávamos diariamente para que fosse uma menina, porque Faraó havia ordenado a matança pura e simples de qualquer criança do sexo masculino nascida entre os hebreus. Era uma questão de segurança nacional, justificava o rei do Egito. Achamos por bem esconder a gravidez. Então passei a usar roupas ainda mais largas. De vez em quando uma comadre me dizia que eu estava engordando e eu, naturalmente, concordava com ela para encerrar a conversa o mais rápido possível. O parto foi bem discreto: meu marido mesmo cuidou de mim. Não era a menina que havíamos pedido insistentemente a Deus, mas um menino robusto e formoso. Todos nos entreolhamos e assumimos a situação. Como ninguém sabia da gravidez, resolvemos ocultar também a própria criança.
 
A tarefa não foi fácil. As fraldas eram lavadas e estendidas dentro de casa para não chamar a atenção das pessoas. Acho que nenhum recém-nascido tomou tanto mel quanto esse nosso filho: mal ele começava a chorar, Miriã pingava uma gota de mel na boca do garoto. Se insistisse no choro, a família inteira entoava o mais alto possível os cânticos do Senhor. Éramos conhecidos como a família cantante. Não podendo escondê-lo por mais tempo, calafetamos com betume e piche um pequeno cesto de junco e nele colocamos o menino, então com 3 meses de idade. Eu mesma levei o cestinho e o larguei no carriçal à beira do rio Nilo, nas proximidades do sítio onde a filha de Faraó costumava banhar-se. Era um lugar mais ou menos seguro, longe da correnteza, a salvo dos crocodilos, da famosa tilápia nilótica (que chega a pesar 90 quilos) e do peixe-elétrico (que é capaz de produzir uma descarga de 300 a 400 volts). Meu medo maior era de um tipo de cobra venenosa chamada naja haie, comum no Egito. Mas todo o nosso plano foi preparado na presença e na dependência de Deus, com muita oração. Desde o nascimento do menino, tive o pressentimento de que ele era formoso também aos olhos de Deus. Voltei para casa e deixei Miriã nas proximidades do lugar onde o menino ficara.
 
Salvo das águas
 
Deus fez infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos. O plano deu certo. A filha de Faraó desceu ao rio dos rios e logo viu o estranho cestinho. Curiosa, ela mesma o tomou e o abriu. Meu filho chorava — estava molhado de xixi, com fome e sem as gotinhas de mel de Miriã — e a princesa se ligou imediatamente a ele. Ela era uma das sessenta filhas de Ramessés II e se chamava Merris. A jovem logo percebeu que o menino era filho de hebreus e o adotou. Nesse momento, Miriã entrou em cena e se ofereceu para chamar uma mulher hebreia para amamentar a criança até o desmame. A princesa deu o seu consentimento — afinal o garoto estava morto de fome e chorava sem parar. Minutos depois, lá estava eu com meu próprio filho ao seio, sem que Merris soubesse que eu era a mãe dele. Por ironia da história, até recebi salário para cuidar do menino. A filha de Faraó deu-lhe o nome de Moisés, que significa “salvo das águas”. Só então percebi que nossas orações devem ser flexíveis e inteiramente sujeitas à vontade e à sabedoria de Deus. Felizmente, o Senhor não as ouviu ao pé da letra, quando lhe pedíamos que viesse uma menina e não um menino.
 
Salvo dos prazeres transitórios do pecado
 
Além de alimentar Moisés e lhe dispensar outros cuidados físicos, transmiti-lhe as primeiras impressões e informações recebidas de nossos ancestrais sobre Deus e sobre o nosso povo. Porém ele foi educado em toda a ciência dos egípcios. Tornou-se um homem poderoso em palavras e obras. Aos 40 anos, ele recusou ser chamado filho da filha de Faraó e se identificou conosco, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado. Abandonou o Egito e permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. Mais tarde, já casado e com dois filhos, Deus lhe apareceu na terra de Midiã, numa chama de fogo, e o comissionou para liderar o êxodo de Israel.
 
Ao voltar ao Egito, aconteceu uma coisa terrível: Deus veio ao seu encontro numa estalagem e o quis matar. Pode parecer muito estranho o Senhor querer destruir o instrumento que Ele mesmo escolheu, preparou e equipou. Moisés e Zípora, sua mulher, logo entenderam que tratava-se de uma advertência divina para que eles circuncidassem os filhos, cumprindo assim “o sinal da aliança” dado por Deus a Abraão e aos seus descendentes.
 
Quanto ao êxodo e à nossa viagem até aqui, ao pé do monte Sinai, privo-me de narrar todos os fatos para não me alongar demais. Há vários dias, Moisés se encontra no alto do monte de Deus. Aqui embaixo há uma certa inquietação e uma movimentação que começa a me preocupar. Estou orando muito por Arão, três anos mais velho que Moisés. A responsabilidade dele é muito grande.
 
Nota
Retirado do livro Deixem Que Elas Mesmas Falem, de Elben César.
O título original é “Meu filho é homem. E agora?”.
Fonte: Ultimato
 
Extraído de www.ministeriobbereia.blogspot.com

Epiritualidade Egolátrica

Por Carlos Queiroz
Na espiritualidade ególatra, o sacerdote se confunde com a divindade.
A egolatria não é o simples cuidado do indivíduo consigo mesmo. Cuidar de si mesmo, afinal, é uma virtude. Quando praticamos o cuidado conosco mesmos, aprendemos a amar mais as pessoas. A egolatria não é também um sentimento de egoísmo. O indivíduo egoísta tem a expectativa de que todas as coisas e pessoas estejam em torno de seus interesses. Sem dúvida, isso é pecado; mas não é, ainda, um culto ao ego. Isso porque, enquanto o egoísta deseja que todas as coisas existam para atender seus interesses, o ególatra acredita que tem o poder para mover todas as coisas e pessoas em torno de si. A principal marca do ególatra é a cobiça, às vezes demonstrada por atitudes extremas. Tal sentimento foi muito bem exemplificado na proposta do diabo a Cristo: “Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares.”  
A egolatria é mais danosa do que a idolatria. E existe, lamentavelmente, uma espiritualidade ególatra, aquela que é caracterizada pela prática religiosa cujas celebrações e liturgias favorecem a promoção de personalidades. Na idolatria, a divindade é inanimada; o ídolo não controla a situação. Já na egolatria, o ego-deus tem boca e fala; tem nariz e cheira; tem pés e anda. Ele tem uma inteligência cheia de artimanhas; em geral, possui carisma e cativa as massas. O ego-deus consegue passar a ideia de que foi o único dotado para uma missão especial – assim, possuiria poderes especiais, como uma capacidade mística de desvendar os mistérios escondidos no além e trazer revelações sobrenaturais.
Nas instituições caracterizadas pela egolatria, há a necessidade de intermediários entre os devotos e o divino. Por essa razão, os cargos e papéis espirituais são uma espécie de concessão do ego-deus a esses intermediários, sob a condição de trocas simbólicas e materiais. Diante de um ego-deus, todos os seguidores obedecem, sem o mínimo de discernimento. Qualquer atitude crítica é denunciada como rebeldia intolerável. A egolatria é marcada pela necessidade de promoção pessoal, vanglória e arrogância. Os ególatras necessitam de títulos que os façam diferentes. Em se tratando da vocação pessoal, os dons e ministérios não representam habilidades para servir às pessoas; eles são, isso sim, títulos particulares, espécie de insígnias ostentadas como demonstração de poder e domínio. Nos ambientes marcados pela egolatria, títulos que, em si mesmos, em nada credenciam seus detentores como sobre-humanos – como pastor, padre, bispo, apóstolo –, assumem um significado de divinização de indivíduos em seus feudos religiosos e redes de submissão ao seu controle.
Na espiritualidade ególatra, o sacerdote se confunde com a divindade. O agente mágico e a divindade fundem-se numa só personalidade. Mas o ego-deus é materialista, possessivo, vingativo; seu discurso não glorifica ao único Deus, Senhor dos céus e da terra, mas favorece a própria dominação, estimula a vassalagem dos seguidores e legitima a dinâmica do poder. A legítima pregação bíblica é substituída por um discurso caracterizado por frases-feitas e palavras de ordem supostamente capazes de mover a mão divina, decretar a bênção e promover bem estar físico e material aos adeptos – normalmente, em troca dos chamados sacrifícios, quase sempre realizados através do dinheiro.
Se, numa determinada comunidade, as pessoas estão dando mais ênfase à experiência espiritual que isola, discrimina os de fora e põe os supostamente espiritualizados em pedestais, é bem provável que estejamos diante da espiritualidade egolátrica, e não do modelo proposto por Jesus Cristo. No Evangelho de Cristo, o que é aparentemente oculto é revelado aos pequeninos do seu Reino. As boas novas “escondidas” em Deus, de fato, estavam sempre presentes; todavia, os seres humanos sofisticados não compreenderam a singeleza dessa mensagem: a de que aos pobres e aos pequeninos é que foram reveladas as boas novas a respeito do Reino de Deus (Lucas 10.18-19). As “revelações” recebidas pelos poderosos dos empreendimentos religiosos não dizem respeito à mesma revelação anunciada pelo Filho de Deus aos pobres e pequeninos.
É muito importante que saibamos discernir entre a espiritualidade revelada por Jesus de Nazaré e aquela praticada nas ambiências egolátricas da cristandade brasileira.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Solilóquio, uma conversa no espelho
 
A marca distintiva da sociedade contemporânea é a superficialidade. Somos rasos em nossas avaliações. Falta-nos reflexão. Falta-nos introspeção. Estamos atarefados demais e cansados demais para examinarmo-nos a nós mesmos. Corremos atrás de coisas e perdemos relacionamentos. Sacrificamos no altar das coisas urgentes, as coisas que de fato são importantes. Como muito bem afirmou George Carlin, num artigo sobre o paradoxo do nosso tempo: “Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à lua, mas temos dificuldade de cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço sideral, mas não o nosso próprio espaço. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, mas nos comunicamos cada vez menos. Estamos na era do fast-food e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados”.

Solilóquio é conversar consigo mesmo. É olhar nos olhos daquele que vemos no espelho e enfrentá-lo sem subterfúgios. É entrar pelos corredores da alma e não escapar pelas vielas laterais. É lidar com o nosso mais difícil interlocutor. É falar com o nosso mais exigente ouvinte. A introspecção, porém, é uma viagem difícil de fazer. Olhar para dentro é mais difícil do que olhar para fora. É mais fácil falar para uma multidão do que conversar com a nossa própria alma. É mais fácil exortar os outros do que corrigir a nós mesmo. É mais fácil consolar os aflitos, do que encorajar-nos a nós mesmos. É mais fácil subir ao palco e pregar para um vasto auditório do que conversar com aquele que vemos diante do espelho.


O salmista, certa feita, estava muito triste e percebeu que precisava endereçar sua voz não para fora, mas para dentro. Então disse: “Por que estás abatida ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu” (Sl 42.11). É preciso dizer à nossa alma que a tristeza não vai durar para sempre. Devemos levantar nossos olhos e saber que Deus está no controle da situação, ainda que agora isso não seja percebido pelos nossos sentidos. Devemos proclamar, em alto e bom som para nós mesmos, que o louvor e não o gemido; a alegria e não o choro é que nos esperam pela frente. Não nos alarmemos com nossas angústias; consolemo-nos com as promessas de Deus.


Não basta reflexão, é preciso introspecção. Não basta falarmos aos outros, precisamos falar a nós mesmos. Não basta lançarmos mão do diálogo, precisamos de solilóquio. O salmista, disse certa feita: “Volta minha alma ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo” (Sl 116.7). Muitas vezes, ficamos desassossegados, quando deveríamos estar em paz. Curtimos uma grande dor na alma, quando deveríamos estar experimentando um bendito refrigério. E por que? Porque deixamos de pregar para nós mesmos. Deixamos de exortar nossa própria alma. Deixamos de fazer viagens rumo ao nosso interior. Deixamos de conversar diante do espelho. Deixamos o solilóquio. É preciso alertar, entretanto, que o solilóquio só é saudável, quando estamos na presença de Deus, quando nossa esperança está em Deus, quando encontramos em Deus nosso refúgio e fortaleza, quando podemos dizer como o salmista: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu”.


Rev. Hernandes Dias Lopes

O Que Vai Rolar no Congresso do Mackenzie sobre Cristianismo e Cultura

São raros os eventos no Brasil que tratam da relação entre o Cristianismo e a Cultura, com ênfase nas artes. Vejam o que vai ser abordado no Congresso do Mackenzie semana que vem sobre Cristianismo e Cultura. Não dá para perder!!!
  • Nancy Pearcey – “Estratégias para Cristãos numa Era de Secularismo Global”
  • Nancy Pearcey – “Sexo, Mentiras, e Secularismo”
  • Nancy Pearcey – “O Que Aconteceu com a Mente Cristã?”
  • Nancy Pearcey – “Apologética Cristã e os Dois Caminhos para o Secularismo”
  • Davi Charles Gomes - "Ars nostrum: Reflexões sobre uma visão cristã da arte e da cultura pop"
  • F. Solano Portela Neto – “Educação Cristã e Cultura: Desconstruindo um Falso Dilema”
  • Paulo Romeiro – “Pentecostalismo e Cultura: Distanciamentos e Aproximações”
  • Ricardo Bitun – “Nomadismo religioso: Desafio (pós)moderno ao Cristianismo”
  • J. Richard Pearcey – “Cosmovisão e Impacto Cultural: Uma Estrutura para a Resistência e Mudança Positiva em um Mundo Quebrado”
  • Guilherme Carvalho – "A Teologia Natural e a tarefa do artista cristão contemporâneo"
  • Guilherme Carvalho – "Fé Cristã na Era do Narcisismo"Fernando de Almeida – "Graça Comum: A relação do Cristão com a Cultura sob uma ótica reformada"
  • Wallace Tesch Sabaíni – “O mundo ocidental Cristão e as novas tendências de comportamento da sociedade”
 As inscrições podem ser feitas no site do Mackenzie.

Missões: Precisamos ir além


 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em Jerusalém a promessa fora cumprida e no dia de pentecostes todos os que estavam reunidos foram revestidos com o poder do Espírito Santo. Milhares de pessoas se convertiam e eram batizadas. Viviam num ambiente de extraordinária comunhão. “Da multidão dos que creram eram um o coração e a alma” (At 4.32). Imagino o quanto deveria ser bom conviver naquela comunidade cristã. Pessoas que se desfaziam de seus próprios bens pelo prazer de ajudar o próximo, que diariamente estavam no templo adorando a Deus com fervor e que perseveravam na sã doutrina.

As coisas estavam caminhando quase que perfeitamente a não ser por um único detalhe. O evangelho também precisara ser anunciado em outras regiões e não apenas poderia ficar restrito aos irmãos de Jerusalém. “E sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como na região da Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).  Foi em meio a este contexto que os cristãos começaram a enfrentar o que conhecemos como a primeira perseguição à Igreja primitiva desencadeada através da morte do piedoso Estevão. O diácono foi apedrejado e morto, após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal de Jerusalém. A maioria dos judeus convertidos exceto os apóstolos foram obrigados a ir para outras regiões, devido o atormento causado pelos lideres religiosos judeus. Este acontecimento por mais que tenha sido doloroso, deve ser visto como a soberana intervenção de Deus na historia da Sua igreja, pois este acontecimento foi um fator providencial que contribuiu diretamente para que o evangelho começasse a ser difundido entre os gentios.

Quando olhamos para as Comunidades Evangélicas atuais, vemos que estas estão cada vez mais bem estruturadas. Tanto fisicamente através de seus templos que oferecem o máximo de conforto possível, quanto em suas programações que visam o entretenimento, o envolvimento e a unidade entre os membros de tal forma que estes não sentem nem um pouco impelidos de ir para outras localidades. Estamos tão bem aqui porque então ir para outro lugar? Poderíamos pensar. Mas na verdade fomos chamados para fora. A próprio vocábulo grego ekklesia traduzido para igreja  deriva de dois vocábulos que juntas trazem este significado. É como se alguém fosse “gentilmente” convidado a retirar-se de um ambiente. Não é uma cena muito elegante, não é mesmo?! Mas é este o convite que o Senhor faz ao seu povo para que esta cumpra o seu propósito.

Quanto ao crescimento numérico de nossas congregações. Não podemos pensar que isto irá nos eximir de nossa responsabilidade de irmos além e pensarmos que já executamos o nosso papel. A multiplicação da membresia local não deve ser vista como a totalidade do cumprimento de nossa tarefa. O nosso dever não estará completo enquanto não alcançarmos cada povo, raça, tribo e nação. Temos a obrigação expandirmos, pois esta foi uma atribuição dada por Deus exclusivamente a sua Igreja. Por isso, enquanto ela não conquistar o ultimo palmo de chão deste planeta, não pode se dar por satisfeita.

A apatia missionária da Igreja também deve nos levar a uma séria reflexão. Será que temos ansiado a volta de Cristo? E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”. (Mt 24.14). Cristo condicionou a Sua volta ao nosso trabalho missionário. Mas a Igreja parece não ter despertado para isto. Não pode existir nenhuma motivação maior do que esta para trabalharmos do que a volta do Senhor Jesus. Ver o Reino de Deus ser estabelecido de forma definitiva significa nos empenharmos ao máximo em concluir o mais rápido possível este encargo.

Dificilmente enfrentaremos em nossos dias tal perseguição semelhante a que afligiu os convertidos do primeiro século e sejamos obrigados a nos refugiar em outras regiões. Podemos dizer que o que ocorreu a dois mil anos atrás foi à dispersão da providencia divina para que a igreja iniciasse a sua missão. E o que precisamos hoje é a dispersão da consciência cristã para que esta continue a Sua missão. Não nos esqueçamos que além da nossa Jerusalém existem as “Judéias”, as “Samarias” e confins que ainda precisam ser alcançadas.

Avante Igreja!

Missionário Ericon Fábio
@ericonfabio

terça-feira, 8 de maio de 2012

BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER

PERGUNTA 26. Como exerce Cristo as funções de rei?
R. Cristo exerce as funções de rei, sujeitando-nos a si mesmo, governando-nos e protegendo-nos, contendo e subjugando todos os seus e os nossos inimigos.
Ref. Sl 110.3; At 2.36; 18.9-10; Is 9.6-7; 1Co 15.26-27.

PERGUNTA 27. Em que consistiu a humilhação de Cristo?
R. A humilhação de Cristo consistiu em Ele nascer, e isso em condição baixa, feito sujeito à lei; em sofrer as misérias desta vida, a ira de Deus e amaldiçoada morte na cruz; em ser sepultado, e permanecer debaixo do poder da morte durante certo tempo.
Ref. Lc 2.7; Fp 2.6-8; Gl 4.4; 3.13; Is 53.3; Mt 27.43; 1Co 15.3-4.

PERGUNTA 28. Em que consiste a exaltação de Cristo?
R. A exaltação de Cristo consiste em Ele ressurgir dos mortos no terceiro dia; em subir ao Céu e estar sentado à mão direita de Deus Pai, e em vir para julgar o mundo no último dia.
Ref. 1Co 15.4; Ef 1.20-21; At 17.31.

PERGUNTA 29.
Como nos tornamos participantes da redenção adquirida por Cristo?
R. Tornamo-nos participantes da redenção adquirida por Cristo pela eficaz aplicação dela a nós pelo Seu Santo Espírito.
Ref. Jo 1.12; 3.5-6; Tt 3.5-6.

PERGUNTA 30. Como nos aplica o Espírito a redenção adquirida por Cristo?
R. O Espírito aplica-nos a redenção adquirida por Cristo, operando em nós a fé, e unindo-nos a Cristo por meio dela em nossa vocação eficaz.
Ref. Gl 2.20; Ef 2.8; 1Co 12.12-13.

Boas notícias vindas de longe! Numero de cristãos cresce no Afeganistão, a despeito das dificuldades


Quando já estava me preparando para inserir um post no blog, me deparo com esta bela noticia e decidi então compartilhar! Boas notícias!
Numero de cristãos cresce no Afeganistão, a despeito das dificuldades
07 mai 2012 - Afeganistão
Um crescente número de afegãos, incluindo políticos, estão abraçando o cristianismo. Eles se reunem em igrejas domésticas, apesar da perseguição e ataques contra suas vidas por militantes islâmicos.
De acordo com a agência cristã de noticias Mohabat News, " informaram as autoridades afegãs", o cristianismo tem granhado espaço no país "entre os jovens e outras camadas da sociedade". "Igrejas domésticas" estão crescendo tremendamente", disseram funcionários do governo.
Um funcionário não identificado teria dito que, pelo menos, "mais de 10 igrejas operam secretamente em casas residenciais". A agência BosNewsLife noticiou ainda que, fora abordada por afegãos querendo obter mais informações sobre a Bíblia.
O Cristianismo no parlamento
A agencia de noticias Voz dos Mártires do Canadá (VOMC) informou que existem relatórios que indicam que alguns membros do parlamento afegão adotaram o cristianismo como nova fé.
Uma agencia de noticias irâniana publicou um relatório sobre essas conversões, dizendo: "Evangelismo e propaganda cristã estão ocorrendo no país em grande escala ", disse a VOMC.
"Esta é a primeira vez que aqueles que se dizem representantes do povo afegão não só se tornaram "apóstatas", mas se uniram a ministérios cristãos para evangelizar", concluiu.
Apostasia, ou abandonar o Islã, é um ato passível de morte pela legislação do Afeganistão. Há vários casos no país de cristãos foram detidos sob a acusação de apostasia.
A despeito disso, os parlamentares cristãos "querem servir aos muçulmanos do Parlamento através de atitudes cristãs". Nenhum nome foi revelado, por questões de segurança.
"Embora haja relativa liberdade para a prática de outras religiões no Afeganistão, não se pode propagar outras religiões ou converter um muçulmano", acrescentou a VOMC.
Os muçulmanos constituem a maioria da população afegã, estima-se que os cristãos sejam apenas apenas 0,01%, de acordo com diversas fontes.
FonteBosNewLife
TraduçãoMarcelo Peixoto

Os milagres de Valdemiro Santiago

Já faz algum tempo que venho assistindo os programas do Valdemiro. No início fiquei impressionado com o número de pessoas. Depois fiquei impressionado com a indelicadeza dele com algumas pessoas (até mesmo com pessoas de idade). Mas eu me interessei pelos milagres...
Observei algumas coisas nos milagres ali relatados e testemunhados. Farei minhas observações tendo em vista o modelo bíblico de cura:
1) As pessoas estão em pleno tratamento médico: Obviamente que todo mundo que está doente, em pleno juízo, irá buscar a cura da parte de Deus por meio dos médicos e pelos meios extraordinários. O que Valdemiro explora parece que nenhum resultado ali possa ter sido resultado de tratamento médico. Por exemplo, ele mostrou uma mulher que teve trigêmeos, embora não podia engravidar, segundo os médicos. No meio do testemunho ela dizia que estava fazendo tratamento. E todos sabem que os tratamentos para engravidar resultam, não raro, em gestação de gêmeos, etc.
Louvo a Deus por ela conseguir ser mãe, mas a exploração do ocorrido desconsidera o evidente. Deus usou os meios ordinários (que também são extraordinários).
2) Nunca houve um milagre instantâneo: As tentativas de milagres instantâneos sempre foram (e são) frustrantes. Ele passou as lágrimas (nos dias da reportagem da Record) na perna de uma senhora e mandou ela andar! Ela já estava andando com muita dificuldade e continuou, com muito esforço. Mas Valdemiro disse que ela estava curada, pois a unção estava nele. As pessoas recebem orações e por algum tempo depois, continuando o tratamento médico, remédios, etc. testemunham a cura.
A cura do leproso: Valdemiro tem explorado muito a cura de um homem que tinha lepra (ou algo semelhante). Pelo que parece, ele sofria muito. Era uma oportunidade muito grande para confirmar o que Valdemiro tem afirmado: “Os milagres da Bíblia” ... “Só vi esses milagres na Bíblia”. Pois bem, leio na Bíblia que todas as curas de lepra foram instantâneas: Mt 8.2,3; Mc 1.40-42; Lc 5.13. O caso dos dez leprosos também foi instantâneo, é só ler com atenção Lc 17.11-16.
3) Restauração de marcas visíveis: Jesus chamou o homem com a mão ressequida no meio da casa (Mc 3.1), diante de incrédulos, opositores, e disse: “Estende a mão. Estendeu-a, e a mão lhe foi restaurada.” (Mc 3.5). Os milagres que Valdemiro mostra, quando a natureza da doença deixam marcas na carne, não são restauradas. Os milagres são, pelo que parece, o modo que Deus tem feito em muitos casos. Usando os meios ordinários (os mecanismos de defesa do corpo, estimulados por remédios, ou mesmo, sendo resultado dos mesmos).
É o demônio que cura? Quando a entrevista de Edir Macedo com o demônio foi ao ‘ar’, eu fiquei impressionado com a desonestidade ali exibida. Dei risada, pois aquele demônio não sabia falar direito o nome de Valdemiro. Ele dizia ValdOmiro. Em um momento o demônio disse que o Edir tirou ele, ValdOmiro, da Universal... depois teria sido ele mesmo, o próprio demônio... Parei de ouvir a palhaçada.
ATENÇÃO: Valdemiro, na manhã de sábado, orou pelo cantor acidentado dizendo: 'Senhor, se for da tua vontade reverta o quadro, e onde o médico não consegue alcançar, que a Tua mão alcance.' Parece que a situação do jovem cantor era complicada demais, e muito pública, para Valdemiro colocar a unção em risco e dizer que ele ‘vai ser curado’.
Deus é Bom. E jamais duvidarei que Ele cura. Quer seja na Mundial, Universal, Internacional, no hospital, etc. Da mesma maneira, não sei se todas as curas ali, são fieis ao que se propagam.
(Além disso nesse Blog AQUI, mostra evidência que o 'Apóstolo' andou perto do esgoto Ariano.)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Esboço Dominical do Missº Veronilton Paz (Congregação Presbiteriana do Sítio Serrote)

Texto: III João V.1-4

Tema: Características do Cristão Gaio

1. Tinha Felicidade Plena. V. 1-2

1.1 Era Amado Por Outros Irmãos. V.1

1.2 Sua Alma Era Satisfeita em Deus. V.2

2. Tinha Um Testemunho Verdadeiro. V.3-4

2.1 Eram Outros Que Falavam do Seu Bom Testemunho. V.3

2.2 Seu Testemunho fiel Alegrava e Animava Outros Cristãos. V.4

Aqui está apenas o esboço, mais informações o contato do Missionário Veronilton é cristaoreformado@gmail.com e 83 96790574.

BOAS INTENÇÕES QUE LEVAM A MORTE


Por Pr. Silas Figueira

2Sm 6. 1-23

A Bíblia nos relata que o Rei Davi depois que se estabeleceu como rei de Israel, quis trazer a Arca do Senhor que estava na casa de Abinadabe para Jerusalém. Só que nesse percurso ouve um incidente que marcou a sua vida, é que Uzá, um dos que estavam guiando o carro que trazia a Arca do Senhor quando viu que o boi havia tropeçado e a Arca estava para cair, ele colocou a mão nela para evitar que isso ocorresse. O texto bíblico relata que Uzá, por ter feito isso, o Senhor o matou. A narrativa bíblica é muito clara em relação a isso, veja: “Quando chegaram à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus e a segurou, porque os bois tropeçaram. Então, a ira do SENHOR se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta irreverência; e morreu ali junto à arca de Deus” (2Sm 6.6,7). Porque Deus fez isso com um homem tão bem intencionado? Havia naquele ambiente temor e tremor diante de Deus. As pessoas ali, a começar pelo próprio rei, estavam alegres e cultuando a Deus levando a Arca para Jerusalém, e de repente Deus se levanta com ira santa e mata aquele homem. Porque isso ocorreu? Porque a ira de Deus se acendeu contra Uzá? Durante muito tempo eu me questionei a respeito desse texto até o dia em que eu parei de questionar e procurei em oração estuda-lo e descobri porque isso tudo ocorreu. Vamos analisar esse texto e observar as lições que esse episódio tem para nos ensinar e que se adapta muito bem para os dias de hoje, mas para isso temos que retornar cerca de oitenta anos, no tempo do sacerdote Eli.

O contexto histórico. Na época do sacerdote Eli os seus dois filhos Hofni e Finéias, que eram também sacerdotes, estavam em pecado. Apesar de eles serem responsáveis em levar o povo a cultuar a Deus e interceder por ele, estes dois sacerdotes estavam agindo na contra mão das suas funções. Além de menosprezarem o sacrifício a Deus oferecido pelo povo, eles também se deitavam com as mulheres que serviam à porta da tenda da congregação (1Sm 2.12-17, 22-26). O Senhor então falou para o sacerdote Eli que sua família não continuaria mais no sacerdócio e o sinal que Eli receberia como prova de que isso provinha do Senhor era que os seus dois filhos morreriam no mesmo dia, pois Eli honrava mais aos seus filhos que a Deus (1Sm 2.27-34). Entenda uma coisa, os filhos do sacerdote Eli eram sacerdotes, mas eram homens que segundo a Bíblia, eram filhos de Belial, ou seja, eles eram homens sem valia ou rebeldes. Homens que não se importavam com o Senhor (1Sm 2.16). 

Nesse período, houve uma guerra entre Israel e os Filisteus. Na primeira batalha os filisteus venceram (1Sm 4.2), então os israelitas tiveram a brilhante ideia de levar para o campo de batalha a Arca do Senhor, pois para eles, aquela batalha havia sido perdida porque o Senhor não estava com eles através da Arca. Observe o texto: “Mandou, pois, o povo trazer de Siló a arca do SENHOR dos Exércitos, entronizado entre os querubins; os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, estavam ali com a arca da Aliança de Deus” (1Sm 4.4). Para o povo a Arca da Aliança representava somente um patuá, um amuleto, pois eles não entendiam que a manifestação da glória do Senhor no meio do seu povo vinha de uma vida consagrada e o Senhor não tem compromisso com quem não tem compromisso com Ele. No entanto, o povo era o reflexo do que era o ofício sacerdotal naquela época. Sacerdotes de si mesmos e não do Deus Altíssimo. Sacerdotes segundo a vontade do povo e não segundo os princípios estabelecidos por Deus em sua Palavra. Não eram diferentes dos líderes que temos visto nos dias de hoje. Como disse Judas, irmão de Jesus em sua epístola a respeito dos líderes que estavam se levantando em sua época: “Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá. Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre” (Jd 11-13). E este mesmo espírito está até hoje em nosso meio, agindo na vida e no ministério de muitos líderes por aí. 

Como Deus não compactua com o pecado e para cumprir a Sua Palavra já antes anunciada ao sacerdote Eli, os israelitas perderam a batalha, os seus dois filhos morreram e a Arca do Senhor foi levada pelos filisteus. Quando a notícia chegou a Siló, o sacerdote Eli que estava assentado numa cadeira ao pé do caminho, pois temia pela Arca do Senhor, quando soube que a Arca havia sido tomada pelos filisteus, caiu para trás, quebrou o pescoço e morreu, pois era um homem pesado e idoso, ele tinha noventa e oito anos. Ele havia julgado Israel por cerca de quarenta anos. A nora do sacerdote Eli, esposa de Finéias, quando soube que a Arca havia sido tomada, que seu sogro havia acabado de falecer e que seu marido havia morrido também; ela, que estava para dar a luz teve seu filho naquele momento, mas não se alegrou com o nascimento do filho e ainda pôs o nome dele de Icabô, que quer dizer: “Foi-se a glória de Israel” (1Sm 4.12-22). Tudo isso devido a consequência do pecado de um pai que não ousou com autoridade repreender seus filhos, por deixa-los exercendo o sacerdócio e ainda permitir levar a Arca da Aliança para o campo de batalha mesmo depois de ter ouvido o que o Senhor lhe havia dito.

A Arca ficou na terra dos filisteus por cerca de sete meses (1Sm 6.1). Nesse período eles foram atacados por várias enfermidades e pragas de ratos que estavam destruindo a terra (1Sm 6.5). Diz a Bíblia que lhes nasceram tumores e muitos morreram devido a isso.  A Arca do Senhor foi então enviada para cinco cidades diferentes e onde a Arca chegava isso ocorria. Então resolveram devolver a Arca aos israelitas com uma oferta de cinco ratos e cinco tumores ambos de ouro dentro de um cofre, representando os males que os estavam assolando. Colocaram em um carro novo guiado por duas vacas com crias. Diz-nos as Escrituras que elas foram em direção à terra dos israelitas andando e berrando, mas sem se desviarem nem para a direita nem para a esquerda (1Sm 6.12). Por fim chegou ao território dos israelitas e a Arca ficou na casa de Abinadabe e consagraram seu filho Eleazar para guardar a Arca do Senhor (1Sm 7.1).

Nos dias do rei Davi. Passaram-se cerca de oitenta anos, Davi já estava estabelecido como rei em Israel, então ele propôs em seu coração trazer a Arca do Senhor que estava na casa de Abinadabe em Quiriate-Jearim (1Cr 13.5), para Jerusalém. Nesse percurso houve então esse incidente e nos diz a Bíblia que Davi muito se desgostou por isso ter ocorrido. Mas a questão é, porque isso ocorreu já que o rei estava tão bem intencionado? Vamos mostrar os erros que Davi cometeu passo a passo e os erros que as outras pessoas cometeram também.

Primeiro erro: Davi foi consultar ao povo e não a Deus (1Cr 13.1-4). 

“Consultou Davi os capitães de mil, e os de cem, e todos os príncipes; e disse a toda a congregação de Israel: Se bem vos parece, e se vem isso do SENHOR, nosso Deus, enviemos depressa mensageiros a todos os nossos outros irmãos em todas as terras de Israel, e aos sacerdotes, e aos levitas com eles nas cidades e nos seus arredores, para que se reúnam conosco; tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus; porque nos dias de Saul não nos valemos dela. Então, toda a congregação concordou em que assim se fizesse; porque isso pareceu justo aos olhos de todo o povo.”

Davi agiu como alguns tipos de líderes que querem estar bem com o povo, fazer a vontade deles e ao mesmo tempo ver se a sua vontade está de acordo com o gosto dos liderados. E ainda usam o nome de Deus para satisfazerem o seu egocentrismo. Observe o final do texto: porque isso pareceu justo aos olhos de todo o povo”, ou seja, as pessoas é que estavam ditando o que queriam. O que mais temos visto hoje em dia são igrejas ao gosto do freguês, e esse tipo de “igreja” é formada por pessoas que não tem compromisso com Deus, mas com o seu prazer e suas vontades. Os líderes por sua vez são os balconistas que estão para servi-los e agrada-los.  

Segundo erro: Davi trouxe a Arca do Senhor imitando os filisteus (2Sm 6.3).

“Puseram a arca de Deus num carro novo e a levaram da casa de Abinadabe, que estava no outeiro; e Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, guiavam o carro novo.”

Isso deu certo com os filisteus, mas não foi isso que a Lei determinava. A Arca deveria ser levada nos ombros pelos levitas e não em carro novo:

“Também lhe farás moldura ao redor, da largura de quatro dedos, e lhe farás uma bordadura de ouro ao redor da moldura. Também lhe farás quatro argolas de ouro; e porás as argolas nos quatro cantos, que estão nos seus quatro pés. Perto da moldura estarão as argolas, como lugares para os varais, para se levar a mesa” (Êx 25.25-27). 

“Os filhos dos levitas trouxeram a arca de Deus aos ombros pelas varas que nela estavam, como Moisés tinha ordenado, segundo a palavra do SENHOR” (1Cr 15.15).

Outro detalhe importante, não era qualquer levita que podia levar a arca, deveria ser os filhos de Coate (Nm 4). Somente os coatitas que podiam lidar com as coisas santíssimas. Hoje em dia tem gente que pensa fazer tudo de qualquer maneira passando a frente dos verdadeiros responsáveis na igreja. Todo mundo pensa que pode ser pastor e vai por aí a fora. Outra coisa a Arca deveria ser coberta e quem pusesse a mão nela morreria (Nm 4.15). Uzá sofreu as consequências do que já estava escrito na Lei do Senhor. Tem gente que lê a Bíblia e pensa que o que está nela não é bem assim, que as coisas hoje estão diferentes, e vai por aí. Cuidado, com Deus não se brinca! Os filisteus simbolizam o mundo e Davi estava imitando o mundo. Mas isso tem ocorrido em muitas igrejas hoje. Tem muitas igrejas se mundanizando, ao invés de observarem a Palavra de Deus observam as últimas novidades e como podem aplica-las em suas igrejas, são como os atenienses na época de Paulo, que só queriam saber as últimas novidades (At 17.21). Recentemente eu vi uma igreja que tinha um ringue de luta livre dentro dela, outra tinha lutas de capoeira. Se a igreja pretende competir com o mundo em divertimento certamente irá perder, primeiro porque a igreja não tem esse papel e segundo, a igreja foi levantada para adorar a Deus e não agradar as pessoas. Devemos ir a igreja para ouvir a voz de Deus e não uma palavra que nos agrade. Devemos ir a igreja cultuar a Deus e não nos divertir. Para isso existem os cinemas, teatros e shows dos mais diversos por aí. Quer se divertir vá para o mundo, quer adorar a Deus vá a um culto. Eu não adoro a Deus imitando o mundo, mas negando a mim mesmo e tomando a minha cruz. Foi isso que Jesus nos ensinou (Lc 9.23).

Terceiro erro: Uzá e Aiô não quiseram contrariar o rei Davi. Esses dois homens eram netos de Abinadabe, filhos de Eleazar, eles sabiam muito bem como Arca deveria ser transportada e a maneira como o rei estava fazendo estava totalmente errada. O rei deveria ser corrigido, mas nenhum deles deve coragem de desafiar as suas ordens. Eles foram coniventes com o erro. Uma coisa é administrar uma nação outra é culto a Deus. Eles foram completamente diferentes dos sacerdotes da época do rei Uzias. Diz-nos a história bíblica que o rei Uzias resolveu oferecer incenso no templo e foi barrado pelos sacerdotes (2Cr 26.16-20). O texto nos fala assim:

“Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o SENHOR, seu Deus, porque entrou no templo do SENHOR para queimar incenso no altar do incenso. Porém o sacerdote Azarias entrou após ele, com oitenta sacerdotes do SENHOR, homens da maior firmeza; e resistiram ao rei Uzias e lhe disseram: A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o SENHOR, mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que são consagrados para este mister; sai do santuário, porque transgrediste; nem será isso para honra tua da parte do SENHOR Deus. Então, Uzias se indignou; tinha o incensário na mão para queimar incenso; indignando-se ele, pois, contra os sacerdotes, a lepra lhe saiu na testa perante os sacerdotes, na Casa do SENHOR, junto ao altar do incenso. Então, o sumo sacerdote Azarias e todos os sacerdotes voltaram-se para ele, e eis que estava leproso na testa, e apressadamente o lançaram fora; até ele mesmo se deu pressa em sair, visto que o SENHOR o ferira.” 

Aquele não era o papel do rei, ele poderia ser rei, mas dentro da Casa do Senhor quem tinha autoridade eram os sacerdotes. Eles desafiaram o rei e não permitiram tal atitude. Já Uzá e Aiô não tiveram a mesma coragem e permitiram que o rei Davi fizesse o que bem lhe agradara. O resultado com Davi foi morte de Uzá, já no caso de Uzias a lepra recaiu sobre ele. Devemos seguir a Palavra para agradar a Deus e não aos homens. Ainda que tais homens estejam revestidos de autoridade o que não nos obriga a satisfazê-los e nem seguir as suas leis. Estamos vivendo uma época em que muitas pessoas querem nos dizer como devemos adorar a Deus. Como devemos ver o pecado, não como pecado, mas como algo natural e que não ofende a Deus; afinal de contas Deus é amor. Estão tentando nos dizer como devemos educar nossos filhos. Dizem-nos que o homossexualismo não é pecado contra Deus (teologia inclusiva). Tentam até controlar o que fazemos com o nosso dinheiro ensinando que o dízimo é coisa do AT com suas mais esdruxulas teologias. Pessoas sem nenhuma autoridade espiritual tentando nos convencer a relativar a Palavra de Deus. Pessoas assim agem da mesma forma que Satanás agiu com os nossos primeiros pais (Gn 3). Mas nós não seguimos homens, o que nos direciona é a Palavra de Deus, pois se não for assim geraremos morte e não vida.

Outro problema aqui detectado é o que podemos chamar de culto à celebridade. Uzá e Aiô deixaram de cultuar a Deus para cultuar o rei Davi. Fizeram uma celebração não ao Rei dos reis, mas a um rei terreno e falho. Hoje o que mais se vê por aí é show e não culto a Deus. As pessoas vão ao culto para ver o cantor famoso, a banda de sucesso, o pregador das multidões, mas Deus que é bom mesmo não é cultuado. 

Quarto erro: indiferença para com as coisas de Deus. Aiô e Uzá eram netos de Abinadabe e filhos de Eleazar. Os dois sacerdotes cresceram com a Arca em sua casa e aquilo se tornou algo familiar para eles. O fato de toda a sua vida ter conhecido a Arca aliando à geral indiferença poderia ter gerado neles sentimento de excessiva familiaridade com a mesma. Eles não tinham zelo pelo sagrado, aquilo se tornou corriqueiro para eles. Daí eles fizeram como o rei queria, pois para eles aquilo não importava muito. Isso me chama a atenção para a nova geração que está crescendo em nossas igrejas, principalmente filhos de pastores que correm o mesmo risco de verem a igreja como um ganha pão do pai ou ver o pai pastor como uma celebridade e que ele, como filho do pastor, podendo fazer qualquer coisa na igreja e fora dela, pois ele é filho do “dono da igreja”. E é exatamente isso que temos visto por aí. Filhos de pastores que não tiveram ainda uma experiência de conversão e estão seguindo inclusive a “carreira” do pai. A culpa de tudo isso, geralmente, são dos pais. Veja a história do sacerdote Eli que é um bom exemplo disso e até mesmo das dos filhos de Samuel posteriormente:

“Tendo Samuel envelhecido, constituiu seus filhos por juízes sobre Israel. O primogênito chamava-se Joel, e o segundo, Abias; e foram juízes em Berseba. Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram à avareza, e aceitaram subornos, e perverteram o direito” (1Sm 8.1-3).

Muitas vezes o pastor tem tempo para as famílias da igreja, mas não dá a devida atenção aos seus próprios filhos. Filhos de pastor não são pastorzinhos e muito menos devem ser tratados de forma diferente dos filhos dos membros da igreja. Isso é muito sério.

E o que gerou tudo isso? Morte. Quem anda na contra mão da Palavra de Deus tendo a responsabilidade de ensiná-la e não a faz gera morte em sua vida e na vida dos outros. Deu não foi mau com Uzá, Deus foi bom com o povo, pois se Ele não fizesse isso o erro continuaria e Ele não compactua com o erro. Saiba de uma coisa, a Bíblia nos ensina como devemos cultuar ao nosso Deus, mas tem muita gente querendo fazer do seu jeito. O Senhor Jesus disse que devemos adorar a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.23,24) e não com o espírito de mentira. Cuidado por onde você anda!

Devido a esse ocorrido, Davi deixou a Arca na casa de Obede-Edom por cerca de três meses. E nos diz o texto sagrado que a casa deste foi abençoada por causa da arca que estava em sua casa. Observe que em momento algum as Escrituras dizem que a casa de Abnadabe foi abençoada, mas nos diz que a casa de Obede-Edom e tudo que ele tinha foi abençoado (2Sm 6.11,12). Sabe por que disso? Postura diante do sagrado. Reverência diante das coisas de Deus. Isso faz toda diferença em nossas vidas também.

Davi então resolve trazer a Arca para Jerusalém, só que desta vez de forma correta. Os levitas a estavam trazendo em seus ombros:

“Os filhos dos levitas trouxeram a arca de Deus aos ombros pelas varas que nela estavam, como Moisés tinha ordenado, segundo a palavra do SENHOR” (1Cr 15.15).

Quais foram as consequências dessa atitude correta em relação a Arca do Senhor?

Primeiramente Davi se alegrou (2Sm 6.15). Desta vez não houve morte, mas abundância de alegria na presença de Deus. Como disse Deus a Caim: “Se procederes bem, não é certo que serás aceito?” (Gn 4.7a). Deus age de acordo com os seus preceitos pré-estabelecidos em Sua Palavra, ou seja, Deus é lógico. E bem sabemos que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23). A Palavra de Deus é a nossa regra de fé e prática, mas tem muitas pessoas que são meros expectadores e não praticantes. O próprio Senhor Jesus falou para os saduceus que eles erravam por desconhecerem as Escrituras e o poder de Deus (Mt 22.29). Esse desconhecimento leva ao erro e o erro a morte. Mas quando conhecemos e praticamos temos abundante alegria em nossas vidas.

Segunda coisa, Davi abençoou o povo (2Sm 6.18). Por Davi estar abençoado ele tinha condições de abençoar as pessoas também. E isso ocorre conosco também. O senhor nos chamou para sermos canal de bênção na vida das outras pessoas. Quando Deus chamou Abraão para deixar sua terra, seus parentes e amigos e seguir para um lugar que ele ainda não sabia ao certo onde seria, para ali criar uma nova nação e estabelecer um povo para Deus, deu-lhe uma recomendação nestes termos: "Sê tu uma bênção". Tal imperativo definiu um perfil diferente na vida de Abraão. Ser bênção, e não simplesmente viver à procura dela, faz uma grande diferença. Muitos hoje perguntam por que a Igreja Evangélica no Brasil, que tanto cresceu nas últimas décadas, não tem promovido as mudanças que imaginávamos iria promover quando tivesse as oportunidades que tem hoje. Arriscaria uma resposta simples: tornamo-nos consumidores religiosos com todos os direitos que um consumidor tem.

Ao invés de ser bênção, queremos receber bênçãos; usamos a igreja, a família e a sociedade para alimentar nossas ambições mais mesquinhas. Não somos mais agentes de transformação; viramos espectadores ingratos e exigentes. Ao invés de promover a prosperidade social, transformamo-nos em parasitas sociais, querendo cada vez mais e melhor para nós e não para os outros. A conversão é a transformação do ser passivo num ser ativo; do paciente num agente; do parasita social num ser solidário; do consumidor religioso num canal de bênção e cura para os outros. A solução para as mazelas sociais que vivemos em nosso país não será conquistada por uma Igreja que exige o melhor para si; que reivindica o direito de ser cabeça e não cauda; que busca a sua prosperidade em detrimento da miséria dos outros. 

A vida de muitos homens e mulheres de Deus ao longo da História foi ricamente abençoada porque viveram dominados pelo sentimento de dívida. Isso fez deles pessoas gratas, generosas, entregues, corajosas. Não esperavam que os outros viessem consolá-los; eles consolavam. Não viviam exigindo ou reivindicando direitos, mas carregavam um enorme senso de dívida; não viviam aguardando que alguém fosse procurá-los - eles é que procuravam. Eram bênção na vida dos outros e, consequentemente, eram abençoados.

Ser bênção para a vida dos outros é criar os meios para que a graça de Deus os envolva trazendo salvação, reconciliação, cura e libertação. É criar os meios para que o cansado encontre alívio, para que o doente ache consolo, para que o perdido seja achado. E usar os dons e talentos que Deus nos deu para criar novas esperanças e para alimentar a fé dos outros [1].

Terceira coisa: Davi foi abençoar a sua casa (2Sm 6.20a). A manifestação da glória de Deus precisa estar em nossa casa. Parafraseando uma palavra de Jesus que disse: “Que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua casa”. Há vários exemplos bíblicos de pais que enfrentaram problemas familiares sérios, isso não é para nos mostrar que ninguém está isento de problemas, mas acima de tudo, para nós vigiarmos e evitarmos seguir os mesmos exemplos negativos que eles cometeram. A Bíblia é um espelho e ela reflete a minha condição espiritual como também o da minha família, mas ela reflete para concertarmos o problema e não só para identifica-los. Há na Bíblia promessas de bênçãos sem medida para o nosso lar, leia o Salmo 128 e você verá isso. Mas para que eu possa ser canal de bênção para minha família é necessário eu ser uma pessoa abençoada, e de que forma eu sou abençoado, andando em conformidade com Deus e com a Sua Palavra. Não fazendo do Evangelho uma religião, nem uma filosofia de vida como muitos fazem, mas tendo o Senhor Jesus como SENHOR em minha vida. Entregando-lhe a direção da minha vida e deixando-o direcionar os meus passos assim como fez Rute a moabita: “Faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver” (Rt 1.17).

AS ADVERSIDADES EXISTEM

Agora entenda uma coisa, não é por andarmos de forma correta na presença de Deus que iremos agradar todo mundo. Quando Davi foi para sua casa para abençoá-la ele encontrou resistência e até mesmo rejeição pelo que havia feito. Mical, sua esposa, filha de Saul, não se agradou nem um pouco com a atitude de Davi:

“Voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, filha de Saul, saiu a encontrar-se com ele e lhe disse: Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer!” (2Sm 6.20).

Mas Davi lhe respondeu sem pestanejar:

“Disse, porém, Davi a Mical: Perante o SENHOR, que me escolheu a mim antes do que a teu pai e a toda a sua casa, mandando-me que fosse chefe sobre o povo do SENHOR, sobre Israel, perante o SENHOR me tenho alegrado. Ainda mais desprezível me farei e me humilharei aos meus olhos; quanto às servas, de quem falaste, delas serei honrado” (2Sm 6.21,22). 

Que tenhamos essa mesma postura diante dos nossos opositores. Jesus já nos havia alertado que os nossos inimigos seriam os de nossa própria casa:

“Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa” (Mt 10.34-36).

A vida cristã é feita de escolhas, se escolhermos andar com Cristo seremos muitas vezes perseguidos, mas teremos a Sua companhia conosco todos os dias. Como disse Pedro em sua carta:

“Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome” (1Pe 4.12-16).

Que o Senhor nos ajude a sermos fiéis a Sua Palavra mesmo que venhamos sofrer perseguição. Que não venhamos ser encontrados desqualificados, mas aprovados pelo Senhor de nossas almas. Que o Senhor nos ajude a sermos suas fiéis testemunhas todos os dias.

Que Deus nos abençoe!
                                          
Nota:
1 - Barbosa de Sousa, Ricardo - Revista Eclésia (nº 85 - Jul/03).
 
Fonte: www.ministeriobbereia.blogspot.com

Por Que Deixei a Universal?



Antes de tudo, quero dizer que meu objetivo ao escrever esse texto, não é "desconverter ninguém da IURD", e chamá-la para "minha igreja", até porque eu não "tenho igreja". Eu sou igreja! Faço parte da Assembléia Universal dos santos (como diz em Hebreus).  Essa Igreja só Jesus conhece. E como diz Paulo a Timóteo: "O Senhor conhece os que lhe pertencem." Aleluia!

Eu bem poderia discorrer sobre várias e várias coisas que vi, ouvi, e fiquei sabendo dos bastidores da IURD. Mas não irei fazê-lo. Não acho prudente. Não acho sábio. A Palavra de Deus diz: "não dirás falso testemunho".

Embora minhas denúncias a esse respeito sejam verdadeiras, eu não tenho "provas documentais", entendeu? Eu não acho justo nem honesto de minha parte denunciar algo sem provas. A meu ver, seria como se eu estivesse dando falso testemunho, embora o que eu diga fosse verdade.

Outra razão, é que me apóio nas palavras de Paulo aos efésios: "o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha." Sim amigo (a), é vergonhoso! Não trata-se de "casos isolados", mas de algo que se tornou um "life style" na vida da liderança da IURD.

É pavoroso, é nojento, é sujo, é podre! Eles praticam coisas que deixam a Máfia Italiana e a Yakuza "no chinelo". E o mais assustador disso: fazem em nome de Deus!

E mais uma vez recorro às palavras de Paulo: "No tocante a Deus, professam conhecê-lo, mas o negam por suas obras." Por isso, tenho pra mim que ateu mesmo, é quem pratica maldades em nome de Deus, e não uma pessoa íntegra que nega a existência do Criador!

Os vídeos que estão no Youtube, como por exemplo, o "dá ou desce" de Edir Macedo, e o do Romualdo (possível sucessor de Edir), ensinando arrecadar dinheiro nas campanhas, é só a "ponta bem fininha do iceberg". O "buraco é muito mais embaixo", acreditem!

Mais uma razão de eu não "jogar a fezes no ventilador" é que tenho muito carinho pelos membros sinceros da IURD, e sei que muitos, além de terem sido curados, libertos, e restaurados, tiveram um encontro real com o Senhor Jesus ali, e sei também que muitas dessas ovelhinhas sinceras crêem que os pastores e bispos ali são "homens de Deus", pelo simples fato de curarem, profetizarem e expulsarem demônios em Nome de Jesus! Por isso, não quero escandalizá-los!

 Deixa as coisas acontecerem naturalmente. Nada há de oculto que não venha ser revelado, diz o Nosso Senhor! Sim, eu confio que Aquele que tem os olhos como chama de fogo está olhando para os bastidores da IURD. Eu creio que Aquele que tem os pés reluzentes como o bronze polido, está prestes a pisar e esmagar os falsos profetas!

Eu até estaria no meu direito de denunciar. Denunciar não é errado, denunciar não é ódio, denunciar não é perseguição, denunciar não é blasfêmia, denunciar não é julgar! (entenda isso crente!).

Denunciar é mostrar que você não compactua com as falcatruas deles. Denunciar é repudiar o abuso e a opressão. Denunciar é ter zelo pelas coisas de Deus. Denunciar é estar do lado da verdade e da justiça! E isso é agradável a Deus!

Mas eu abro meu direito de denunciar os bastidores da IURD, pelos motivos que expus acima, apenas para ficar no campo das idéias.

Jesus e os apóstolos nos exortam o tempo todo a confrontar qualquer ensinamento que não esteja em conformidade com a Palavra de Deus! Nisso, eu tenho não só a autorização de Deus para fazê-lo, mas também o dever!

Graças a Deus moramos num país com liberdade de expressão religiosa! Portanto, nenhum governo humano ou espiritual pode me impedir de fazer o que estou fazendo, ou dizer que é crime!

Estou exercendo meu dever como "cidadão do Reino de Deus", e meu direito como "cidadão brasileiro".

Meu objetivo? Apenas levar você a rever seus conceitos sobre o Evangelho em que tem crido!

Abaixo, segue as razões (doutrinárias) pelas quais deixei a instituição "Igreja Universal do Reino de Deus":




è Deixei a IURD porque a espiritualidade do pastor é medida pela quantidade de oferta que ele arrecada e não pela sua integridade cristã (1 Timóteo 3.1-7, Tito 1.5-9, 1Pedro 5.1-4). O "life style" dos pastores e bispos são exatamente o oposto ao que a referência bíblica orienta!

Na IURD, o pastor tem que bater meta (todo iurdiano sabe disso), como um vendedor de uma empresa. Bateu meta, "é de Deus". Não bateu meta, está "mal com Deus", isso quando não dizem que o pastor está endemoninhado, e não tem vocação de Deus para o pastoreio. O que importa para Edir Macedo é o pastor ser "bom de oferta", bom em arrecadar dinheiro.

Por exemplo, se o pastor é um homem íntegro e honesto diante de Deus (na IURD ainda tem alguns), mas não bate meta de arrecadação, ele é rebaixado na hierarquia, humilhado, e visto com maus olhos pelo Macedo. Por outro lado, se o pastor é bom arrecadador de grana, cresce na hierarquia, é promovido e considerado "de Deus", mesmo que tenha várias mulheres e seja alcoólatra (como acontece com a maioria dos pastores na IURD)!

Na IURD, só sai da obra um pastor bom de arrecadação, se o escândalo "vazar" para o povo. Aí sim Edir Macedo expulsa o pastor ou bispo; pra manter as aparências e o povo pensar que lá há "disciplina espiritual", entendeu?
 Tudo fachada!

 Quer exemplos? Bispo Carlos Rodrigues, Bispo Gérson Cardozo, Bispo Eduardo Cardozo, etc. Homens que eram "braços fortes" de Edir Macedo, mas que tiveram que ser expulsos por causa da repercussão que seus adultérios e roubos tiveram entre o povo da igreja.

Entre os pastores/bispos da IURD há um jargão nos bastidores, que diz: "matar o leão"... "pegar o boi pelo chifre"...."arrebentar", para designar o cumprimento de meta financeira! É triste, mas é verdade. 
 PS: Não estou aqui revelando nada, a maioria do povo sabe que é assim!







è Deixei a IURD porque Edir Macedo apóia o aborto baseado no "direito da mulher sobre o próprio corpo". Ele prega que uma mulher tem o direito de escolher entre ter ou não o filho, independente das circunstâncias.

Isso é abominável! Explico porquê. O feto é chamado pelo nome na Bíblia (Jeremias 1.5, Salmo 139.13-16). Sim, um feto é uma vida diante de Deus. E a própria Biologia confirma que a vida começa na concepção, confirmando assim, as Escrituras!

A Biologia também nos informa de que um feto é o agente ativo na gestação, e a mulher, o passivo! O feto é um ser independente, e até mesmo regula a menstruação da mulher enquanto está no corpo dela!

E mais: Na Lei, dizia que se dois homens brigassem, e esbarrassem ainda que sem querer em uma mulher grávida, e essa, por causa disso, abortasse, e a criança nascesse morta, o homem que provocou o acidente teria que ser morto (Êxodo 21.22-25).

Esse é um princípio divino: não mate um feto nem sem querer, pois senão será culpado! Agora imagine matando "por querer"? Aborto é uma violência cruel contra uma vidinha inocente! É a pior espécie de covardia que existe! É tirar a vida de alguém inocente e indefeso! Edir Macedo aprova isso, e até faz campanha pró-aborto na sua emissora de TV!

A Bíblia registra dois homens que mataram ou tiveram a intenção de matar crianças inocentes: Faraó (Êxodo) e Herodes (Mateus). O primeiro era "duro de coração", idólatra e perverso! O segundo, a História registra que ele era um homem totalmente perverso, cruel, e violento!

Não tem como negar que uma potestade satânica paira sobre a vida de homens que matam crianças inocentes!

O apóstolo Paulo afirma que num matrimônio, nem o homem nem a mulher tem direito sobre o próprio corpo! Imagine uma mulher grávida!

Então, alguém me dirá: "mas o aborto está aí aumentando na sociedade e é um problema de saúde pública, não seria melhor legalizá-lo?" Esse é o argumento de Macedo também!

Eu digo o seguinte: antes de ser um "problema de saúde pública", é um problema de rebeldia da natureza humana. Num mundo caído, esse tipo de mazela só se resolve com o Evangelho chegando ao coração do indivíduo!

Nem a legalização, nem a criminalização resolverão o problema, pois as mulheres continuaram a abortar! Não importa se "legalmente" ou clandestinamente! E as conseqüências na vida da mulher, independente do contexto constitucional em que ela tenha abortado, serão trágicos e traumáticos, físico e emocionalmente falando!

Em caso de estupro, penso o seguinte: se nem uma folha cai da árvore sem a permissão de Deus, quanto mais um estupro. Esse seria um assunto longo a ser debatido (e não é esse meu objetivo aqui).

Mas tenho a dizer o seguinte: confio no que diz o profeta Naum "- Deus tem o seu caminho no meio da tormenta."

 Mesmo em caso de estupro, permanece o princípio de que a mulher não tem direito sobre o próprio corpo. Se ela quiser entregar a criança para um orfanato após o nascimento, já são "outros 500".

E em caso de que a vida da mulher corre risco, já não se trata de uma "escolha pela morte" (no caso, abortar), mas de uma escolha pela vida (no caso a da mãe, que já é um ser formado). Nesse caso, não há o que discutir. É a "escolha de Sophia"!

Mas não é esse o "único caso" em que Macedo "apóia" o aborto, mas em qualquer circunstância, como eu disse acima. Quem duvidar pesquise as declarações dele no Youtube e verás!

Encerrando esse tópico: não consigo conceber que um cristão verdadeiro possa compactuar com a legalização dessa abominação chamada aborto!







è Deixei a IURD porque não vejo no Evangelho; Jesus ou os apóstolos "batendo papo" com o diabo na maior normalidade, como se fossem "cúmplices". Isso acontece todo dia na IURD, especialmente terça e sexta, que são os dias "oficiais" de exorcismo! Digo exorcismo, porque os métodos são mais pagãos do que cristãos. Já vi até pastor esfregar dinheiro no rosto da pessoa endemoninhada pra expulsar demônios. Pasmem, mas é verdade!! Sim, expulsando em nome de Mamom, que é o deus de Macedo, rsrs.

No Evangelho, Jesus não deixava o diabo iniciar um diálogo. Mandava-o calar a boca e sair logo. E os evangelistas relatam: Jesus fazia isso meramente com a palavra!! Só teve uma vez que Jesus perguntou o nome do espírito maligno, e só. Não estendeu a conversa. Em outra ocasião explico o porque de Jesus ter feito isso (não vou dar as referências bíblicas nesse tópico, quero que você leia o Evangelho, rsrs).

Ora, e por que Jesus não estendia conversas? Simples: porque luz e trevas não tem comunhão, não tem associação, não tem conversa, entendeu? Conversar com demônios é exorcismo. Jogar água benta, sal "ungido", e esfregar dinheiro (rsrs) é exorcismo, e não libertação!

Ficar pondo a mão na cabeça da pessoa, rodando-a, induzindo a pessoa à alteração de estados de consciência com palavras psicologistas de "quinta categoria", é manipulação, indução, sugestão, nunca libertação!

Chamar o demônio e obrigá-lo a "se manifestar" é macumba e não libertação! No Evangelho, a simples presença de Jesus fazia o demônio se manifestar e "abrir o bico" (rsrs). Onde você viu no Evangelho, Jesus dizendo: "Belzebu, manifesta agora nessa pessoa"? Eu nunca vi!

Quando alguém manifesta genuinamente com demônios na IURD, a libertação é por pura misericórdia de Deus na vida da pessoa. Mas o "método iurdiano" é pagão, anticristão, e falso! E isso, eles terão que dar contas a Deus!

Outra coisa: não acredite que em conversas entre demônios e pastores da IURD, há verdade nas palavras do diabo. Digo isso porque Edir Macedo argumenta: "o diabo é mentiroso, mas na presença de Jesus tem que falar a verdade."

Ele fala isso pra justificar as falas do demônio dizendo que: “pastores da IURD são de Deus, e o de outras denominações não... que tal obreiro sofreu acidente trágico porque se afastou da IURD... que fogueira santa é inspirada por Deus", etc., etc., etc.

Não acredite quando você ouvir o diabo manifestado falando essas coisas, pois não são verdade.  Jesus obriga o diabo falar a verdade quando a pergunta tem propósito e sentido espirituais, como no caso em que Jesus perguntou o nome do demônio.

Mas as perguntas que Macedo e os pastores fazem pro diabo são totalmente fora de propósito divino. E nesse caso, Jesus não tem nada a ver com o "teatro" que é feito entre pastor e demônio. Jesus não banca esse tipo de coisa feita em Seu Nome! No máximo, o que Jesus faz é realmente libertar a pessoa, independente do que o diabo tenha dito a favor da IURD!

O diabo, como é pai da mentira, não perderá tempo em mentir o tempo todo se for preciso, e falar algumas verdades quando lhe for conveniente, pois enquanto subjugado pelo dedo de Deus, o diabo está incomodado e queimando de dores pelo fogo de Deus; logo, o que ele mais quer é ir embora daquele lugar; por isso, falará tudo o que o pastor quer ouvir, para mandá-lo embora logo! Entende isso?

Encerrando esse tópico, saiba disso: Jesus não é exorcista. Jesus é Libertador!







è Deixei a IURD porque não vejo no Evangelho um sistema híbrido de correntes, campanhas e usos de objetos e elementos "sagrados" para "ungir" as pessoas ou objetos pessoais. Isso, a meu ver, é feitiçaria e paganismo!

As correntes e campanhas "sistematizam" Deus. É como se Ele fosse um garçom, que Segunda feira servisse prosperidade financeira. Terça e Sexta servisse libertação espiritual. Quinta e Sábado servisse bênçãos familiares e sentimentais. Quarta e Domingo servisse o Espírito Santo.

E eu nem sei se "servir" seria a palavra certa em relação aos pastores. Sim, porque eles mais "vendem" Deus, do que servem a Deus!

Mas o que vejo no Evangelho? Jesus fazia tudo todos os dias. Não tinha dia nem hora marcada pra nada. Jesus não tinha agenda de milagres ou bênçãos! Todo dia era dia de curar, libertar, prosperar, restaurar casamentos, famílias, derramar o Espírito Santo, etc. Todo dia era dia de Deus fazer tudo! E sem cobrar nada, rsrs. Em Atos dos Apóstolos a mesma coisa, o mesmo espírito!

Não acredite em mim! Leia os Evangelhos, Atos, e Epístolas, e verá que é assim que é!

Mas por que Edir Macedo criou toda essa mecânica e esquema de correntes e campanhas? Simples: pra que todo dia entre dinheiro na IURD, e ele possa levar a cabo seus interesses pessoais e megalomaníacos!

Todos os dias da semana existem "campanhas de fé" na IURD. Todos os dias a pessoa é convidada a entrar "nas correntes", ou seja, "na fila da benção divina", que não tem nada a ver com o Evangelho puro e simples de Jesus de Nazaré! Ou tem? Tem? Prove-me então!!

E enquanto estiver presa na corrente (sim, pois a palavra já diz: corrente. Corrente é pra prender né, rs) tem que ir "renovando seus votos com Deus" através de ofertas cada vez mais e mais polpudas, pois a oferta, na teologia macediana, "é a materialização da fé"!

Entendeu o ardil e astúcia que existe por detrás das "correntes"?

A corrente é pra fidelizar a pessoa na IURD, sob o argumento (falso) de que ela está "perseverando na fé", não só pelo comparecimento sistemático no Templo, mas também pela "manutenção e materialização da fé" através da oferta sistemática também no Templo!

E como Macedo conseguiu incutir na mente dos iurdianos que oferta = fé, e fé = oferta, a pessoa não titubeia em perseverar na corrente, pois sabe que "sem fé é impossível agradar a Deus", ou seja, na consciência do iurdiano, se ele "quebrar a corrente" ou não "renovar o voto com a oferta", está desagradando a Deus, pois nesse caso, sua fé estaria "esfriando".

E enquanto a "benção não chega", se diz ao fiel: "persevere, pois Deus é fiel." Mas se a benção vem logo, também se diz: "continue na corrente, para o diabo não tomar o que você já conquistou." Essa é apenas uma das centenas de estratégias da IURD pra prender o povo nas correntes e campanhas, e assim, extorquir o povo de Deus!

Agora, quero fazer um convite a você: leia Hebreus cap. 11 inteiro. Ali temos dezenas de exemplos do que Deus considera uma "atitude de fé" perante Ele. Só se fala em oferta uma única vez, que foi o caso de Abel! No mais, se fala em perseverança, obediência, coragem, honestidade, etc., etc., como sendo "atitudes de fé" para Deus!

Mas a "teologia macediana" resume fé em oferta, e enfatiza ela todos os dias, exagerada, e distorcidamente nos templos da IURD.

Em relação a "objetos e elementos consagrados" nem vou perder tempo, pois realmente não há o que discutir. Eles usam sal, suco de uva, sabonete, arruda, água, azeite, etc.

Apresentam esses elementos a Deus, e pedem para Ele "consagrá-lo". E aí, usam esses elementos para se "ungirem", e "ungirem" objetos pessoais, acreditando que aquilo está imantado pelo poder divino. Usam os elementos para "tomarem posse" de bênçãos materiais, para expulsarem demônios, para converterem alguém a Cristo, etc.

No NT, vejo apenas o uso do azeite, e mais nenhum elemento. E apenas para um propósito: servir de simbolização de cura (Tiago 5.14, Marcos 6.13). E não precisava "consagrar" o elemento, ele já é em si o símbolo da cura!

Mas na IURD, Macedo faz o povo voltar aos tempos da Lei, ungindo e consagrando pastores e bispos com azeite, quando são "levantados na obra".

No AT, reis, sacerdotes e profetas eram consagrados com azeite, que simbolizava o Espírito Santo vindo sobre eles, e capacitando-os para o ministério.

O fato de reis, sacerdotes e profetas serem consagrados com azeite, era apenas uma sombra e tipificação do Espírito Santo vindo sobre nosso Rei, Sacerdote e Profeta, Jesus Cristo, nosso Senhor!

Portanto, não cabe mais à Igreja ungir com azeite líderes para o ministério, e nem ungir qualquer objeto. O azeite é apenas pra ser usado em enfermos.

E quanto aos líderes, a consagração se faz apenas com imposição de mãos. É assim que é no NT.

E você? Vive pela Lei ou pela Graça? Vive pela sombra de coisas que já se cumpriram, ou vive pelo que o Verbo Encarnado ensina no Evangelho? Que Evangelho você tem vivido? O "Evangelho Judaizante" ou o Evangelho de Cristo Jesus?







è Deixei a IURD porque ela prega o dízimo usando o texto de Malaquias 3.

A IURD não é a única denominação evangélica que faz isso. Não vou me demorar nesse tópico, por achar que não mereça muita reflexão, é só pensar um pouquinho!

Jesus deve ser a "Chave Hermenêutica" de compreensão da Escritura. Quando isso ocorre, não há confusão nas interpretações bíblicas, mas quando o Antigo Testamento é a "Chave Hermenêutica" para compreender Jesus, aí a coisa complica, e nascem as heresias!

Em Cristo, diz Paulo, foram abolidas todas as leis cerimoniais e civis da Lei de Moisés. É simples entender isso: As leis cerimoniais dizem respeito ao sistema de sacrifício de animais, que tipificava a vinda de Jesus ao mundo.

Ora, Jesus já veio, foi crucificado como o Cordeiro de Deus, morreu, ressuscitou, ascendeu aos Céus e intercede por nós! Ponto! Não precisamos mais sacrificar animais!

Já as leis civis, eram leis dadas a Israel como nação! Sim, como entidade política, econômica, histórica, civil, militar, etc. na face da Terra! E o dízimo, de Êxodo a Malaquias, está enquadrado nesse contexto. O dízimo era uma lei civil em Israel!

Era, portanto, um imposto que o povo pagava para Deus, e que era recebido pelo sacerdote para seu sustento, pois o seu quinhão nesta vida era servir a Deus no Templo, e cuidar da manutenção do culto. Os sacerdotes eram da tribo de Levi, tribo separada por Deus para os "serviços sagrados do Templo".

Pois bem, dentro desse contexto é que Deus levanta Malaquias e diz: "tragam os dízimos à Casa do Tesouro, pra que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir a janela dos Céus, e derramar sobre vós benção sem medida, por vossa causa repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra, a vossa vide no campo não será estéril, e vós sereis uma terra deleitosa, e todas as nações vos chamaram felizes, diz o Senhor dos Exércitos."

Por que Deus levantou o profeta com essa palavra de exortação (450 a.C)? Porque o povo estava começando a ficar avarento, e se distanciando da vontade Deus (leia o livro inteiro de Malaquias). Não fazia nem dois séculos que eles viveram oprimidos no cativeiro babilônico, e parece que não tinham aprendido a lição.

Foi nesse espírito que Deus levantou Malaquias e advertiu o povo a voltar a ser generoso e justo, inclusive com o sacerdote, que dependia do dízimo do povo (que não era dinheiro, mas sim comida) para viver e sustentar sua família e a ordem no culto!

Era como se Deus, como Governador de Israel, estivesse usando o profeta para cobrar o "atraso no imposto de renda" da nação! Compreende isso?

Veja que a exortação é coletiva e não individual... "toda a nação". Portanto, não é uma exortação para o crente individualmente.

 Quando há avareza e ganância, Deus tem que "puxar a orelha" de Seus Filhos. Por isso, Deus diz que permitiria que o devorador entrasse em Israel e destruísse o plantio, a colheita, os animais, enfim, a vida "econômica" das pessoas. Quando há avareza, egoísmo e ganância, Deus permite a miséria e pobreza vir sobre o povo, para seu próprio bem. Sim, para curá-los do Mamom!

E mais: o devorador não era uma "casta especial de demônios". Devorador era uma espécie de gafanhotos com poder altamente destrutivo (Joel 1.4).

Fazer essa alegoria de que esses gafanhotos eram demônios que hoje atuam na vida do "crente não dizmista" é deturpação horrenda das Escrituras, e falta de temor de Deus!

Mas se o povo de Israel - Nação voltasse a "pagar os impostos" novamente, Deus derramaria bênçãos sem medidas na terra de Israel, e devolveria a prosperidade para o povo, a ponto de que isso seria visível entre as nações, e o nome do Senhor seria glorificado!

Compreendeu agora o propósito do dízimo na Lei? Por isso, é totalmente errado dizer que Malaquias 3 é mandamento para a Igreja! Pois se for assim, então sacrificar animais também é, pois está no mesmo livro, e no mesmo contexto (Malaquias 1e 2).

Então o cristão não deve ser dizimista? você me perguntaria...

Eu respondo: Bem, no Evangelho não vejo Jesus tratando sobre "dízimos e ofertas" como ordenança propriamente dita. O único mandamento Dele é esse: "amai-vos uns aos outros como eu vos amei." (João 13.34, 15.12). Sim, é a única vez que Jesus "dá um mandamento".

O "dogma" do Evangelho é o Amor! Simples assim! Ora, quem ama não está preocupado com porcentagens numéricas, quem ama está preocupado em dar o melhor!

Essa é a chamada do Evangelho: dar o melhor! Dar aquilo que tem valor pra você, e que você irá desprender daquele valor financeiro por amor a pessoas que você não conhece, mas que sabe que precisam ser alcançadas pelo Evangelho.

Essa é a maior recompensa de quem oferta: ver o próximo ser abençoado por ela!

O que está envolvido no amor não é a quantidade do que se dá, mas sim a qualidade do que se dá! E a qualidade da oferta é medida pelo sacrifício envolvido! Que o diga a viúva pobre!

Portanto, eu digo o seguinte: O melhor de uma pessoa será sempre "100%" aos olhos de Deus, ainda que monetariamente seja até menos do que os "10% malaquianos".

Jesus fala sobre o dízimo duas vezes: em Mateus 23 e em Lucas 18. Nas duas vezes não o fala como "mandamento a ser cumprido pelo crente", mas como algo que os religiosos estavam praticando como "rito de auto justificação".

Sim, pois em Mateus 23 Jesus diz que não adianta "ser dizimista fiel" se não houver antes disso, a prática da justiça, misericórdia e fé (que faz parte do "dogma" do amor, rsrs).

E em Lucas 18, o religioso se auto-justifica diante de Deus, e uma de suas "santas justificativas", qual é? "Ó Deus, graças te dou porque sou dizimista", rsrsrs.

Veja que não adianta "ser dizimista". O publicano não era dizimista, mas foi justificado, pois seu quebrantamento mostrou um coração que amava a Deus!

Não adianta: no final das contas tudo desemboca nisso: Amor!

Religioso é quem se preocupa com porcentagens. Cristão verdadeiro se preocupa em dar o melhor, independente do valor das cifras!

Dito isso, você me pergunta: por que os pastores usam Malaquias 3 pra pregar sobre o dízimo?

Simples: porque eles se aproveitam do sistema capitalista pra incitar o crente a "possuir tudo, prosperar, arrebentar, ser cabeça", etc. e para isso, a promessa do "derramarei bênçãos sem medida, e vós sereis uma terra deleitosa" cai como uma luva.

Acrescente a isso, o fato de que eles fazem uma alegoria nojenta e mentirosa de que a "terra deleitosa" é a vida financeira particular de cada crente, e de que isso significa "ser patrão, ter carro do ano, comer no melhor restaurante, vestir a melhor marca de roupa", etc.

Por outro lado, quem nesse mundo capitalista e materialista, deseja perder dinheiro, empobrecer, passar necessidades, baixar o padrão de vida, etc? Ninguém é óbvio! Daí...a ameaça do devorador como sendo um demônio que nem "Gezuiz amarra", na vida de quem "rouba" a Deus, cair como uma luva também!

Cabe aqui dizer também, que quando Deus diz que Israel o tem roubado, foi uma "força de expressão" que Deus usou para designar a infidelidade do povo. Ninguém em sã consciência pode realmente achar que Deus pode ser literalmente "assaltado"! Quem pode furtar o Criador? Tem lógica isso? Na verdade, o sacerdote era quem estava sendo roubado, e Deus "tomou suas dores" na boca de Malaquias. O sacerdote tipificava Cristo no AT, daí Deus o ter defendido!

Portanto, temos o crente dizimando malaquianamente por dois motivos básicos do mundo capitalista e materialista: retorno financeiro e proteção financeira, e isso em nome do Deus-Sócio-Financeiro que criou para si! Ou que os pastores criaram pra ela!

Jesus se torna um grande "sócio financeiro" do crente! O problema é que a Igreja não é uma Nação-Estado, com toda estrutura política, econômica, e civil, como era Israel!

A Igreja é uma Nação Espiritual dirigida pelo Dogma do Amor, levantada e erguida por Jesus para ser luz do mundo e sal da Terra. Em nenhum momento, o Evangelho apóia a idéia de que a Igreja tem que viver nos mesmos moldes do Israel - Estado do passado, pelo contrário, a rechaça!

Paulo chama a Igreja de "Israel de Deus" no sentido de que a salvação vem dos judeus, ou seja, de Jesus de Nazaré!

Portanto, cuidado com alegorias falsas que pastores fazem por aí!

Mas se você quer ser "dizimista fiel" por conta de algum voto particular com Deus, que seja então como Abraão, que dizimou antes da Lei, por livre e espontânea vontade, levantando as mãos ao Céu e dizendo: "ao Deus Altíssimo, Possuidor do Céu e da Terra!"

Sim, qualquer dinheiro que ofertamos para a obra de Deus, além de ser um gesto de amor para com o próximo, é também um ato de fé, pois estamos crendo que Deus é o Possuidor do Universo, e que sempre nos proverá de tudo o que precisamos para vivermos bem!

Eu teria muito mais para discorrer sobre a oferta, mas nesse texto, o objetivo é apenas eu te mostrar porque deixei a Universal, e creio que este tópico já está basicamente explicado!

Finalizando: Jesus diz- "Se és filhos de Abraão, pratique as obras de Abraão." Essa exortação não é para nós, é para os "crentes religiosos", mas fica a dica, rsrs.







è Deixei a IURD porque não vejo propósito divino na construção da réplica do Templo de Salomão que a IURD está construindo.

Por que?


1° Porque é uma jogada de marketing da Universal pra recuperar os milhares de crentes que estão migrando para outras denominações, especialmente para a Mundial. É a guerra do mercado neopentecostal.

2° Porque essa réplica remeterá o povo para uma espiritualidade totalmente judaica, fazendo que todo o esquema híbrido e mecânico das correntes e campanhas seja elevado a uma "potência mil" na consciência dos iurdianos. Espere de tudo nesse Templo, e não duvide se sacrificarem animais nele, (claro...com o dinheiro em cima do bicho), rsrsrs.

3° Porque o Evangelho não é contra a construção de templos, sejam eles pequenos, médios ou grandes, mas é contra todo o investimento financeiro (ainda mais com oferta do povo) no qual haja desperdício e luxo exagerado! Nem tudo que é bonito aos olhos dos homens, o é aos olhos de Deus. A ênfase no NT é usar o dinheiro em favor do próximo, não em construções megalômanas em nome de Jesus, ou como argumento de que é "para a glória de Deus."

4° Porque esse Templo vai fazer com que São Paulo seja a "Jerusalém" dos crentes iurdianos. Crentes iurdianos irão fazer das "tripas ao coração", para irem lá pelo menos uma vez na vida (os que moram longe). Essa consciência de fé, como já disse, é totalmente anticristã, dando mais importância ao lugar, do que Àquele que supostamente estará no lugar, entende isso?
Jesus diz: "nem aqui nem acolá adorareis. Deus é espírito..." Compreende a minha preocupação em relação a esse Templo?

5° Porque haverá uma verdadeira "romaria iurdiana evangélica" nesse Templo. Esse Templo será para os crentes e simpatizantes da IURD, o que o templo em Aparecida é para os católicos. Vai ser "lei" ir lá pelo menos uma vez ao ano (pra quem mora no estado de SP). Como também era lei no AT, o judeu ir a Jerusalém no Templo, pelo menos uma vez ao ano. Mas como eu já disse, o Evangelho desmistifica esse conceito de espiritualidade!

6° Porque Edir Macedo está "profetizando" que toda a pessoa que ajudar na construção desse Templo será rica como a maioria dos judeus o são, e que ele porá o nome da pessoa gravado nas pedras do Templo. Bem, primeiro que Jesus não faz barganha com o homem, e nem promete enriquecê-lo apenas porque alguém deu uma oferta para alguma "construção arquitetônica" em Seu nome. E segundo, é que a ênfase de Jesus é que se tenha escrito o nome no Livro da Vida que está nos Céus, e não em algum "templo evangélico terrestre". Quem faz questão que seus nomes estejam escritos em alguma pedra nesse mundo, é porque buscam a glória terrena, e não a celestial. Mais uma vez Macedo erra, ao instigar esse desejo mundano no povo!

7° Porque o próprio Macedo diz: "Templo de Salomão", rsrsrs. Não é de Jesus....


"Eis aqui está quem é maior do que Salomão." (Jesus, acerca de Si mesmo)







è Deixei a IURD porque infelizmente eles se enquadram na profecia de 2Pedro 2.

Convido você a ler o capítulo inteiro, pra entender todo o contexto. O "ápice" desse capítulo é logo no vers. 3, quando se diz que muitos pregadores evangélicos "fariam comércio da fé com palavras fingidas, para corromper a fé do povo de Deus."

Por que a IURD se encaixa nesse contexto? Simples: Por causa da "Teologia da Prosperidade". Aliás, qualquer denominação evangélica, ou pregador evangélico que seja adepto dessa doutrina importada dos EUA para o Brasil na década de 60, se enquadra nesse contexto de Pedro.

Essa é uma doutrina em que se propõe uma espécie de barganha com Deus, de troca com o Criador, de "sociedade financeira" com o Eterno! É baseada em uma "lei de semeadura" distorcida, e com textos distorcidos do NT e AT, principalmente do AT.

Quanto mais dinheiro eu der pra Deus, mais dinheiro Ele me dará. E aí, pegam textos isolados do Antigo Testamento, criam uma "campanha de fé", e constrangem o povo a dar dinheiro, sob o argumento de que, fazendo isso, Deus os recompensará financeiramente. Quem não fizer, não será!

Nessa Teologia, o "dizimista", se for preciso, tem que tirar o pão da boca do filho pra ser "fiel a Deus." Tem que deixar de pagar conta se for preciso. Tem que ser obrigado a dar calote nos outros se for preciso. Tudo sob o argumento de que, fazendo isso, a pessoa está sendo "fiel a Deus, ou seja, fiel ao "Sócio Financeiro", que na verdade não é o Jesus do Evangelho, mas sim o Mamom! O "Deus" de tal teologia é Mamom, não Jesus!

Paulo diz que antes de cuidar do meu semelhante "lá fora", tenho que ter cuidado pelos meus. Quem não cuida dos da própria casa, tem negado a fé e é pior que o descrente, diz Paulo!

 E mais: Jesus repudiou a espiritualidade dos fariseus, que se preocupavam mais com o Templo -Prédio do que com o Templo-Humano. Pois os fariseus implicaram com os discípulos de Jesus por terem colhido espigas em dia de sábado para matar a fome, em nome de uma "doutrina da lei". Jesus "quebra" eles quando cita o que Davi fez no passado. Quando ele e seus companheiros tiveram fome. Como entraram no Templo e comeram pães dos quais não era "lícito" comer, senão apenas ao sacerdote, e que não apenas Davi comeu, mas deu aos companheiros que com ele estavam! Pra Jesus, a necessidade humana real, é maior do que uma "doutrina humana-religiosa".

A Teologia da Prosperidade é fácil de ser desmascarada. A viúva pobre deu tudo que possuía, e a Bíblia não registra que ela enriqueceu, virou "cabeça", ou virou empresária por causa disso. Os discípulos, em Atos, vendiam propriedades e colocavam o dinheiro aos cuidados dos apóstolos, e não há menção na Escritura de que tenham enriquecido ou tornado-se os magnatas da época.

Por outro lado, Abraão, José, Jô e Salomão, foram homens riquíssimos, que não enriqueceram por causa dessa barganha, ou dessa "lei de semeadura" distorcida que tais pregadores ensinam. Eram homens que ofertavam sim, mas não barganhavam com Deus, e nunca "cobraram" do Eterno tais riquezas. 

José, por exemplo, nunca participou de alguma "Fogueira Santa" da época.
Foi promovido de escravo a governador do Egito pela sua obediência e coração íntegro para com Deus. Abraão já era rico antes de ser chamado por Deus. Jó, depois que perdeu tudo, nunca requereu de Deus as riquezas de volta. Salomão, só pediu a Deus sabedoria!

Mas o que prega Edir Macedo? Ele ensina as pessoas a "cobrarem" de Deus as riquezas da Terra, por tal pessoa ter participado da campanha que ele mesmo; Macedo, criou, usando versículos distorcidos do Antigo Testamento.

Veja, Macedo comercializa a fé, usa palavras fingidas, deturpa a Escritura, e ensina heresias que tem destruído a fé dos crentes sinceros!

Não tem como negar que ele se encaixa na profecia de Pedro. É melhor Macedo se converter enquanto há tempo, porque a mesma profecia de Pedro ainda diz: "era melhor não ter conhecido o caminho da justiça, pois quem o conhece e se desvia dele, será como o cão que voltou ao seu próprio vômito, e como a porca lavada, que voltou a revolver-se no lamaçal. Para tais homens, o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme."

Eu tenho muito que falar sobre esse tema, mas até aqui basta! Vamos ao último e derradeiro tópico.







è Deixei a IURD porque Edir Macedo administra o dinheiro dos crentes de uma maneira errada.

Por que tanta ambição em fazer da Record a N°1? Não há outra explicação a não ser vingança contra a Globo!

Não tem como aceitar um cristão ser promotor daquilo que é anticristão! No caso do Macedo, ele não só é um cristão confesso promovendo mundanismo. Ele é um líder evangélico que o faz com dinheiro dos crentes, o que é pior! Ele combate a Globo com os mesmos conteúdos, ou até pior.

No dia que vi no Youtube, o vídeo que a Ana Hickman deu um selinho em Marcos Mion, ali percebi que Macedo não tem limites éticos tentar para conseguir o que deseja. Era nítido o constrangimento da apresentadora, que parece ser uma moça de pudores, e que não se sentiu a vontade com aquilo. Vale tudo pela audiência! Percebi ali que Macedo não apenas age com um espírito hitleriano na IURD, mas também na Record!

O programa "O Melhor do Brasil" deveria se chamar "O Pior do Brasil". Nada contra Rodrigo Faro, pelo contrário, gosto dele, mas o conteúdo do programa é horrível, medonho, bizarro, e de péssimo gosto!

Será que Macedo nunca leu a orientação de Paulo? "Não vença o mal com o mal; vença o mal com o bem!

Dinheiro do povo de Deus era usado pelo apóstolos, pastores e bispos da Igreja Primitiva pra sustentar os pregadores em suas necessidades básicas de alimentação, moradia e vestimenta. E também para ajudar os cristãos necessitados! E ponto! Desafio qualquer homem nesse mundo a dizer que não era assim!

Não vejo erro em a Igreja, hoje, na pós-modernidade, investir dinheiro em construções de templos, mídia televisiva, literária, internetiana, etc. A tecnologia deve ser usada pela Igreja, com certeza, mas que seja para proclamação do Evangelho, e não de mundanismo!

E aqui aproveito, e denuncio a vida opulenta que eles levam. A Record está no nome do Macedo, que foi comprada com oferta do povo de Deus (e outras rendas adicionais que prefiro não comentar). A meu ver é pecado, adquirir coisas com o dinheiro do povo de Deus e colocá-las em seu próprio nome. Tudo que Jesus usava era emprestado e alugado. Com os apóstolos, a mesma coisa. Leia o NT, e verás que o que digo é verdade!

Penso que ministros do Evangelho devem andar como peregrinos e forasteiros na Terra, e não como "empresários de Deus" na Terra!

Pra que ternos de vinte mil reais? Pra que vários carros importados e blindados na garagem? Pra que compras de jatinhos particulares com inscrições "a serviço do Rei"? Pra que aquisições de mansões para descanso de pastores (sendo que eu sei que o que rola lá é outra coisa)?

Use sua imaginação amigo leitor (a). Você consegue imaginar Jesus ou os apóstolos vivendo no mundo hoje, nesse mesmo espírito? Se você diz sim, sinto te informar, mas o Jesus que você crê não é o do Evangelho, é outro...

As únicas pessoas que eu vi até hoje enriquecerem na prática da "Teologia da Prosperidade" são os próprios pregadores dela!

Pense nisso!




Encerro por aqui, na esperança de que esse texto tenha sido libertador pra você, pois o que escrevi aqui, com ou sem referências bíblicas, foi apenas o Evangelho da Graça de Deus!
E como diz Jesus: "conhcereis a verdade, e a verdade vos libertará!"

Sendo você ou não membro da IURD, reflita sobre tudo!

Deus nos abençoe!


Celso Luís Ferreira