sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Mensagem Doutrinária do Missº Veronilton Paz na Igreja Presbiteriana do Brasil em Monteiro - PB


VEREDAS DA JUSTIÇA: SERMÕES QUE EDIFICAM

TEXTO: Tito 1.1-4

EXÓRDIO:
Havia um homem nos Estados Unidos da América era especialista em conseguir descobrir dólar falso, muitos queriam saber a causa daquele homem ser perito em descobrir a moeda americana falsificada, logo seu sucesso cresceu tanto que fizeram um desafio na TV com um prêmio ao vencedor. Mas ninguém conseguia e perguntaram a ele o porquê dele ser tão ágil na descoberta do dólar falso e o mesmo disse: “Eu tenho contato direto e intenso com o verdadeiro, quando vem a falsa eu já sei discernir. Sabemos discernir o verdadeiro do falso cristão?

NARRAÇÃO:
Esta epístola do apóstolo Paulo, foi endereçada a Tito, seu verdadeiro filho na fé (Tt 1:4), também tratado como irmão em Cristo conforme está descrito em II Coríntios 2.13; companheiro e cooperador em II Coríntios 8.23; fiel administrador financeiro em II Coríntios 12.18. Ainda usando outro referencial fora desta carta temos em Gálatas 2.13, que Tito é grego de nascimento. Foi escrita pelo apóstolo Paulo por volta do ano 66 d.C. segundo comentários sobre o Novo Testamento, talvez da cidade de Corinto. Segundo o texto, o apóstolo Paulo escreveu a Tito com os seguintes propósitos:
1. Ajudar Tito a refutar os falsos mestres;
2. Instruir Tito acerca da administração e do pastoreio da igreja;
3. Encorajar Tito e pedir-lhe que venha a Nicópolis (3.12)
No esboço a seguir temos o perfil desta carta:
1. INTRODUÇÃO (1:1-4);
2. QUALIFICAÇÃO DOS ANCIÃOS E BISPOS (1.5-16);
3. EXORTAÇÃO AOS MEMBROS DA IGREJA (2.1-3.11);
4. CONCLUSÃO (4.12-15);
Igualmente às epístolas anteriores, vemos o apóstolo Paulo preocupado com as questões doutrinárias, pelo que pede a Tito para exortar os fiéis a serem sãos na fé (1.13); e a falar o que convém a sâ doutrina (2.1); são ensinos com aplicação prática também em nossos dias, pelo que devemos estar atentos para o bom exercício do ministério pastoral à frente do rebanho do Senhor.  Os problemas que Tito estava enfrentando são semelhantes aos que nos deparamos em nossos dias, principalmente com relação à "novidades teológicas" ou "modismos evangelicais" que surgem a cada dia. Sem consistente respaldo bíblico, se tratando de verdadeiras heresias; o que acaba por requerer constante vigilância e zelo doutrinário. Como identificar um verdadeiro cristão? Ou mesmo como diferenciar um verdadeiro cristão de um falso? Nesta mensagem gostaríamos de tratar neste assunto sobre o verdadeiro cristão.

TEMA: ENSINAMENTOS SOBRE O VERDADEIRO CRISTÃO

1. AS CREDENCIAIS DO VERDADEIRO CRISTAO. V.1
Paulo, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé que é dos eleitos de Deus, e o pleno conhecimento da verdade que é segundo a piedade”.

1.1 É servo de Deus. V. 1a
“Paulo, servo de Deus...”.
Sua maior motivação não é ser servido pelos homens, nem aparecer na tela da Globo, ou mesmo ir parar no planeta Xuxa, mas sua motivação é servir a Deus. Ele não quer exigir as bênçãos de Deus, pois sabe que sua posição é de servo, diferente da teologia humana que afirma que a força da vitória vem de dentro do homem, nossa vitória vem de Cristo e sem Ele nada podemos fazer (João 15.5).

1.2 Seu serviço é confirmado por Cristo. V.1b
“... e apóstolo de Jesus Cristo...”.
Ele não espera reconhecimento humano, pois seu serviço é confirmado por Cristo Jesus e mesmo que os homens tentem o desencorajar, Jesus o faz vencer. A mensagem de Paulo não era fruto de um ensino humano, mas uma revelação de Jesus Cristo (Gálatas 1.12)

1.3 Prega para todos visando que os eleitos creiam. V.1c
“... segundo a fé que é dos eleitos de Deus...”.
Alguns dizem que nós ensinamos que não é necessário evangelizar, pois os eleitos serão salvos de qualquer jeito, mas nunca ensinamos isso, pelo contrário ensinamos que o evangelho deve ser pregado para todos, pois só Deus conhece os eleitos e pela pregação eles virão a Cristo.

a)     A fé vem pelo ouvir a pregação da Palavra de Deus. Romanos 10.17
“Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo”.
Para alguém ter fé é preciso que Deus trabalhe no seu coração, ele faz isso pela pregação da sua Palavra, então se você está querendo justificar sua preguiça com a soberania de Deus, veja o que J. I. Packer disse: “Sendo Deus soberano, eu posso evangelizar, pois Ele tem eleitos e eles ouvirão e crerão.

b)     A fé e um dom de Deus. Ef 2.8
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”.
A fé salvadora não vem de nós mesmos, mas Deus coloca em nosso coração, como disse o teólogo Santo Agostinho: “Deus coloca em nós o que vai exigir de nós”.

c)     A fé só entra no coração que Deus abre. At 16.14-15
“E certa mulher chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que temia a Deus, nos escutava e o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos, dizendo: Se haveis julgado que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso”.

1.4 Sua teologia é acompanhada de uma vida piedosa. V. 1d
“... e o pleno conhecimento da verdade que é segundo a piedade”.
Diz o Bispo J. C. Ryle: “Desde muitos tenho tido a profunda convicção que a santidade de que a santidade prática, auto consagração a Deus não são seguidos pelos crentes modernos [...] a Sã Doutrina será inútil, se não for acompanhada de uma vida santa, piedosa, precisamos de um completo reavivamento bíblico na nossa prática”. (Ryle, P.8)

1.      O Conhecimento é bom para a vida do cristão.
“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim” (João 5.39).
“Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra” (Oséias 6.3).
“E logo, de noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia; tendo eles ali chegado, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim” (Atos 17.3).

2.      A vida prática dá crédito ao nosso conhecimento.
Tg 1.22
“E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”.

2. A ESPERANÇA DO VERDADEIRO CRISTÃO. V.2-3
“Na esperança da vida eterna, a qual o Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos eternos”, e no tempo próprio manifestou a sua palavra, mediante a pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador”.

2.1 Sua esperança é de vida eterna. V.2a
“Na esperança da vida eterna”
Dizem por aí que a esperança é a última que morre. Conta-se uma história de um jovem que foi noivar com sua namorada e ao retornar estava triste, sua mãe perguntou o porquê da sua tristeza, ele respondeu que o nome de sua sogra era esperança e a esperança é a última que morre. Mas nossa esperança está viva para sempre, é Jesus Cristo. Ele nos prometeu a vida eterna e ele já nos deu esta esperança de vida eterna em sua presença. A nossa esperança não é só nesta vida, mas um dia estaremos com Jesus para sempre (I Tessalonicenses 4.17).

2.2 Sua esperança é segura, pois o Deus que prometeu é fiel. V. 2b-3a
“... a qual o Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos eternos”, e no tempo próprio manifestou a sua palavra...”.
“Eu sei em quem tenho crido e que é poderoso para guardar meu deposito até aquele dia” (II Tm 1.12)
“Fiel é o que vos chama, e ele também o fará”. (I Ts 5.24)
“Mas fiel é o Senhor, o qual vos confirmará e guardará do maligno”. (II Ts 3.3)
”Pela fé, até a própria Sara recebeu a virtude de conceber um filho, mesmo fora da idade, porquanto teve por fiel aquele que lho havia prometido”. (Hb 11.11)

2.3. Sua esperança o leva a pregar o evangelho de Cristo. v. 3b
“[...] mediante a pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador”.
“Sabendo Paulo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no sinédrio: Varões irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus; é por causa da esperança da ressurreição dos mortos que estou sendo julgado”. (At 23.6)
“Mas confesso-te isto: que, seguindo o caminho a que eles chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas, tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição tanto dos justos como dos injustos”. (At 24.15)

3. A RELAÇÃO DO VERDADEIRO CRISTÃO COM AS PESSOAS. V.4
“A Tito, meu verdadeiro filho segundo a fé que nos é comum, graça e paz da parte de Deus Pai, e de Cristo Jesus, nosso Salvador”.

3.1 Torna as pessoas seus filhos na fé pela evangelização. V.4a
“A Tito, meu verdadeiro filho segundo a fé que nos é comum [...]”

3.2 Abençoa as pessoas com a graça e paz de Cristo. V. 4b
“... graça e paz da parte de Deus Pai, e de Cristo Jesus...”
Quando nós saudamos alguém com a Graça e paz de Cristo, nós estamos reconhecendo que só existe a paz porque Deus derramou sua graça sobre nós. A palavra graça no grego káris significa favor imerecido e paz no grego é êirene e seu significado é bem estar ou voltar um relacionamento que estava rompido. Só Jesus pode pela sua graça nos dá a paz. O cristão foi alcançado pela graça, agora tem paz e deseja isso para outras pessoas.
 
3.3 Apresenta a salvação em Cristo Jesus as pessoas. V.4c
“... Cristo Jesus, nosso Salvador”.


CONCLUSÃO:
Meus amados nós vimos nesta mensagem que mesmo com tanto falso ensino, tantas heresias; mas existem os verdadeiros cristãos, trouxemos este assunto a baila com o seguinte esboço:
Tema: Ensinamentos sobre o verdadeiro cristão
1.      As credenciais do verdadeiro cristão.
2.      A esperança do Verdadeiro cristão.
3.      A relação do verdadeiro cristão com as pessoas.
Faço a seguinte pergunta: Temos agido como verdadeiros cristãos? Nossa vida, atitudes e o testemunho das pessoas a seu e a meu respeito indica que somos cristãos verdadeiros?

APLICAÇÃO:
Quero fazer uma aplicação retomando o termo falado pelo Rev. Luis Ricardo nas Aulas de Orientação para Vida Cristã: “Ser cristão no original significa ser maquetes de Cristo, ou ser parecido com Jesus”. As suas e minhas atitudes demonstram que somos maquetes de Cristo ou parecidos com Jesus?
Música:
Desafio:
Oração:

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
GENEBRA, Bíblia de Estudo. Texto Bíblico e notas de rodapé. 2ªED. Ampliada. Campinas – SP: Editora Cultura Cristã, 2010.
PACKER, John I. A Soberania de Deus e a Evangelização. 1ª ED. Campinas - SP: Fiel, 2006.
RYLE, John C., Santidade, sem a qual ninguem verá o Senhor. 1ª ED. Campinas – SP: Fiel, 2006.
CRUZ, Luiz Ricardo Monteiro da. Orientação para Vida Cristã. 1ªED. Garanhuns – PE, CPO/IBN, 2006.
NETO, Carlos Eduardo Aranha. Introdução à Homilética. 1ªED. Garanhuns – PE: CPO/IBN, 2006.
BISPO, Jardelita. Missões: Um Estilo de Vida. 1ªED. Garanhuns – PE: CPO/IBN, 2006.
GEORGE, Sherron. A Igreja Missionária. 2ªED. Patrocínio – MG: CEIBEL, 1992.
BERKHOF, Louis. Manual de Doutrina Cristã. 32ªED. Patrocínio – MG: CEIBEL, 1996.

Autor: Presbítero e Missionário Veronilton Paz da Silva (Bacharel em Teologia pelo ITG Belo Jardim e Graduando em Letras – Língua Portuguesa pela UEPB Campus VI em Monteiro-PB.

Deus tem um plano


É impensável que um Deus de sabedoria e poder infinitos criasse um mundo sem um plano definido para aquele mundo. E porque Deus é assim infinito Seu plano deve extender-se a cada detalhe da existência do mundo. Se nós pudéssemos enxergar o mundo em todas as suas relações, passado, presente, e futuro, veríamos que segue um curso pré-determinado com precisão exata. Entre as coisas criadas, podemos procurar onde quisermos, tanto quanto o microscópio e o telescópio possibilitam nossos olhos a ver, encontramos organização em todo lugar. Grandes formas resolvem-se em partes, e estas partes, por sua vez, são nada menos que organizadas em partes menores, até onde possamos infinitamente perceber.

Cada ser humano, que nada mais é que a criatura de um dia e sujeito a todas formas de erros, desenvolve um plano antes de agir; e um ser humano que age sem planejamento e propósito é considerado tolo. Antes de iniciarmos uma viagem ou empreendermos qualquer tipo de trabalho, todos nós estabelecemos nosso objetivo e então trabalhamos para alcançá-lo, tanto quanto sejamos capazes para tanto. Independentemente de como algumas pessoas possam opor-se à Predestinação em teoria, todos nós em nossas vidas diárias somos "predestinarianos" práticos. Como E. W. Smith diz, um homem sãbio "primeiro determina o objetivo que deseja atingir, e então as melhores maneiras de fazê-lo. Antes que o arquiteto comece seu edifício, ele desenha as plantas e forma seus planos, até os mínimos detalhes da construção. Na cabeça do arquiteto, o edifício já está completo, em todas as suas partes, mesmo antes que a primeira pedra seja assentada. Assim também com o comerciante, o advogado, o fazendeiro, e todos os homens inteligentes e racionais. Suas atividades seguem a linha de propósitos previamente formados, tanto quanto suas capacidades finitas o permitirem, de planos pré-concebidos."

Quanto maior for a nossa jornada, o mais importante é que deveremos ter um plano; caso contrário todo o nosso trabalho acabará em fracasso. Alguém poderia ser considerado mentalmente desarranjado se se propusesse a construir um navio, ou uma estrada de ferro, ou governar uma nação sem um plano. Aprendemos que antes que Napoleão começasse a invasão da Rússia, ele tinha um plano detalhado, mostrando que linha de marcha cada divisão de seu exército deveria seguir, onde deveria estar a determinado tempo, que equipamentos e provisões deveriam ter, etc. O que quer que fosse que ele quisesse naquele plano, era devido às limitações de poder e sabedoria humanos. Tivesse a visão de Napoleão sido perfeita e seu controle sobre os eventos sido absoluto, seu plano - ou podemos dizer seus pré-comandos - teriam sido extendidos a cada ato de cada soldado que fêz aquela marcha.

E se tal é fato para o homem, quanto mais é verdadeiro para Deus! "Um universo sem decretos", diz A. J. Gordon. "seria tão irracional e horrível como seria um trem expresso à noite sem farol nem maquinista." Nós não podemos conceber Deus trazendo à existência um universo sem um plano que se extendesse a tudo o que fosse feito naquele universo. Como as Escrituras ensinam que o controle providencial de Deus se extende a todos eventos, mesmo o menor; elas assim ensinam que Seu plano é igualmente compreensível. É uma das Suas perfeições que Ele tenha o plano melhor possível, e que Ele conduza o curso da história para o seu final já apontado. E admitir que Ele tem um plano o qual ele controla é admitir Predestinação. "O plano de Deus é mostrado ser um em sua efetuação," dis Dabney. "Causa é ligada ao efeito, e o que era efeito torna-se causa; as influências de eventos no inter relacionamento de eventos entre sí, e descendendo em correntes cada vez mais descêntricas para eventos subseqüentes; de maneira que o resultado do complexo todo seja através de cada parte. Como os astrônomos supõem que a remoção de um planeta do nosso sistema modificaria mais ou menos o equilíbrio e a órbita dos demais, assim a falha de um evento neste plano prejudicaria o todo, direta ou indiretamente."

Se Deus não tivesse de antemão ordenado o curso de eventos mas esperasse até que uma condição indeterminada fosse ou não cumprida, Seus decretos não poderião ser nem eternos nem imutáveis. Nós sabemos, contudo, que Ele é incapaz de erro, e que Ele não pode ser surpreendido por quaisquer inconveniências imprevistas. Seu reino está nos céus e Ele rege sobre tudo. Seu plano deve, portanto, incluir cada evento no âmbito completo da história.

Que mesmo os menores eventos tenham seu lugar neste plano, e que eles devem ser como são, é facilmente percebido. Todos nós sabemos de certos "acontecimentos ao acaso" que tem realmente mudado o curso de nossas vidas. Os efeitos destes extendem-se através de toda a história posterior, com influências cada vez mais abrangentes, causando outros "acontecimentos ao acaso". É dito que certa vez Roma foi salva pelo grasnado de alguns gansos. Se historicamente verdade ou não, serve como uma boa ilustração. Não tivessem os gansos acordado os guardas que fizeram soar o alarme e levantado o exército defensor, Roma teria caído e o curso da história daquele momento em diante teria sido radicalmente diferente. Tivessem aqueles gansos permanecido em silêncio, quem pode imaginar que impérios poderiam existir atualmente, ou onde os centros de cultura poderiam estar? Durante a batalha, uma bala não acerta o general por apenas uma polegada. Sua vida é poupada, ele segue comandando suas tropas, vence uma vitória decisiva, e é feito o governador supremo de seu país por muitos anos, -como foi o caso de George Washington. Assim mesmo, que curso diferente a história teria seguido se o soldado do outro lado tivesse mirado um pouquinho só mais para cima ou para baixo! O grande incêndio de Chicago em 1871, que destruiu mais da metade da cidade, começou, somos informados, quando uma vaca deu um coice num lampião. Quão diferente teria sido a história de Chicago se aquele movimento tivesse sido ligeiramente diferente! "O controle dos maiores deve incluir o controle dos menores, pois não somente as grandes coisas são feitas de pequenas coisas, mas a história mostra o quão verdadeiramente aqueles mínimos traços estão continuamente provando serem pivôs das importantes consequências nas quais os eventos se revolvem. A persistência de uma aranha encorajaram um homem extremamente desanimado, quase apático, a atitudes e esforços laboriosos que formaram o futuro de uma nação. O Deus que predestinou o curso da história Escocesa deve ter planejado e presidido sobre movimentos daquele pequenino inseto que salvou Robert Bruce do desespero." 3 Exemplos deste tipo poderiam multiplicar-se indefinidamente.

Os Pelagianos negam que Deus tenha um plano; os Arminianos dizem que Deus tem um plano geral mas não específico; mas os Calvinistas dizem que Deus tem um plano específico, que engloba todos os eventos em todas as épocas. Em reconhecendo que o Deus eterno tem um plano eterno no qual está pré-determinado cada evento que venha a acontecer, os Calvinistas simplesmente reconhecem que Deus é Deus, e O liberam de quaisquer limitações humanas. As Escrituras representam Deus como uma pessoa, tal como outras pessoas alí. Seus atos são cheios de propósitos, mas diferentemente de outras pessoas alí. Ele é onisciente em Seus planos e onipotente em Sua performance. Eles vêem o universo como o produto do Seu poder criativo, e como o teatro no qual são apresentadas Suas perfeições gloriosas, e o qual deve em toda sua forma e toda sua história, até o menor detalhe, corresponder com o Seu propósito em construi-lo.

Num artigo muito iluminado sobre "Predestinação", Dr Benjamin B. Warfield, quem na opinião do presente escritor emergiu como destacado teólogo desde João Calvino, nos diz que os escritores das Escrituras viram o plano divino como "largo o bastante para conter todo o universo de coisas, e pequeno o bastante para relacionar-se com os menores detalhes, e atualizar-se com certeza inevitável na ocorrência de cada evento." "Na sabedoria infinita do Senhor de toda a terra, cada evento cai com precisão exata em seu próprio lugar no desdobramento de Seu plano eterno; nada, mesmo pequeno, mesmo estranho, acontece sem a Sua ordem, ou sem a capacidade de caber, de amoldar-se ao seu lugar devido, para a ocorrência dos Seus propósitos; e o fim de tudo deverá ser a manifestação da Sua glória, e a acumulação do Seu louvor. Esta é a filosofia tanto do Velho como do Novo Testamentos, da visão terrestre dos universos, a qual atinge unidade concreta em um decreto absoluto, ou propósito, ou plano do qual tudo o que vem a passar é o desenvolvimento no tempo." 

A própria essência de teísmo consistente é que Deus teria um plano exato para o mundo, conheceria antecipadamente as ações de todas as criaturas que Ele propôs-se a criar, e através de Sua ôni-abrangente providência controlaria o sistema inteiro. Se ele previamente ordenara somente certos eventos isolados, a confusão seria introduzida no sistema em ambos, no mundo natural e nas atividades humanas e Ele precisaria estar constantemente desenvolvendo novos planos para atingir o que desejasse. Seu governo no mundo então seria um trabalho caprichoso de novos expedientes que no máximo governaria somente de uma maneira geral, e seria tanto quanto ignorante acerca do futuro. Mas ninguém com idéias próprias sobre Deus crê que Ele tenha de mudar de opinião a cada alguns dias para acomodar acontecimentos inesperados os quais não estavam incluídos em Seu plano original. Se a perfeição do plano divino for negada, nenhum ponto consistente de parada será encontrado em que não haja o ateísmo.

Em primeiro lugar não havia a necessidade de Deus criar tudo. Ele agil com perfeita liberdade quando ele trouxe este mundo à existência. Quando Ele escolheu criar havia à sua frente um número infinito de possíveis planos. Mas a bem da verdade nós achamos que Ele escolheu este plano particular no qual nos encontramos agora. E desde que ele sabia perfeitamente todos eventos de todas espécies os quais estariam envolvidos nesta específica espécie de mundo, Ele muito obviamente pr-determinou cada evento que aconteceria quando ele escolhesse este plano. Sua escolha do plano, ou Sua certeza de que a criação devesse ser nesta ordem, nós chamamos Sua prévia ordenação ou sua predestinação.

Mesmo os atos pecaminodos dos homens estão incluídos neste plano. Eles são previstos, permitidos, e têem seu exato lugar. Eles são controlados e a glória divina prevalece sobre os mesmos. A crucificação de Cristo, que admitidamente é o pior crime em toda a história da raça humana, teve, foi expressivamente dito, seu exato e necessário lugar no plano (Atos 2:23; 4:28). Esta maneira particular de redenção não é um expediente para o qual Deus foi levado depois de ter sido derrotado e desapontado pela queda do homem. Antes, é "segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor," (Efésios 3:11). Pedro nos diz que Cristo como um sacrifício pelo pecado foi "conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo,..." (I Pedro 1:20). Crentes foram escolhidos "...nele, antes da fundação do mundo,..." (Efésios 1:4). Nós somos salvos não pelas nossas próprias e temporárias obras, "..., mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos." (II Timóteo 1:9). E se a crucificação de Cristo, ou Sua oferta de Si mesmo como sacrifício pelo pecado, era parte do plano eterno, então também a queda de Adão e todos os demais pecado que tornaram aquele sacrifício necessário eram parte do plano, não importando o quão indesejável parte do plano eles possam ter sido.

A história em todos os seus detalhes, até o mais ínfimo minuto, nada mais é que os propósitos eternos de Deus. Seus decretos não são sucessivamente formados quando surge a emergência, mas são todos partes de um só "oni-compreensivo" plano, e nós nunca deveríamos pensar em Deus como se Ele de repente estabelecesse um plano ou fizesse qualquer coisa a qual Ele não tivesse pensado antes.

O fato de as Escrituras muitas vezes falarem de um propósito de Deus como dependente do resultado de outro ou das ações dos homens, não constitui objeção contra estra doutrina. As Escrituras estão escritas na linguagem cotidiana de homens, e eles muitas vezes descrevem um ato ou uma coisa como parece ser, ao invés de como realmente é. A Bíblia fala "...desde os quatro confins da terra." (Isaías 11:12), e de "...os fundamentos da terra,..." (Salmo 104:5); ainda assim ninguém entende tais textos como a terra sendo quadrada, ou que ela realmente repousa sobre uma fundação. Nós falamos do sol nascendo e pondo-se, ainda assim nós sabemos que não é o movimento do sol, senão a da terra, quando revolve-se sobre seu próprio eixo causa tal fenômeno. Similarmente, quando as Escrituras falam do arrependimento de Deus, por exemplo, ninguém com idéias próprias de Deus entende como se Ele vê que tenha tomado um caminho errado e muda de opinião. Simplesmente significa que Suas ações, quando vistas sob a ótica do ser humano, parecem ser como as de alguém que se arrepende. Em outras partes as Escrituras falam das mãos, ou braços, ou olhos de Deus. Estes são conhecidos como "antropoformismos", exemplos nos quais Deus é referrido como se Ele fosse um homem. Quando a palavra "arrepender-se", por exemplo, é usada no sentido estrito, nunca foi dito que Deus tenha se arrependido: "Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa." (Números 23:19); e novamente, "...a glória de Israel não mente, nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa." (I Samuel 15:29).

A contemplação deste grande plano deve redundar em louvor da sabedoria insondável e do poder ilimitado dAquele quem o idealiza e executa. E o quem pode dar ao Cristão mais satisfação e alegria do que saber que a trajetória inteira do mundo é ordenada com referência ao estabelecimento do Reino dos céus e a manifestação da glória Divina; e que ele (o Cristão) é o objeto sobre o qual amor e misericórdia infinitos são derramados em profusão?

PROVAS NAS ESCRITURAS

01. O plano de Deus é eterno:

II Timóteo 1:9: "que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos."

Salmo 33:11: "O conselho do Senhor permanece para sempre, e os intentos do seu coração por todas as gerações."

Isaías 37:26: "Não ouviste que já há muito tempo eu fiz isso, e que já desde os dias antigos o tinha determinado?"

Isaías 46:9, 10: "...que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam;..."

II Tessalonicenses 2:13: "...Deus vos escolheu desde o princípio para a santificação do espírito e a fé na verdade,"

Mateus 25:34: "Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;"

I Pedro 1:20: "[Cristo] o qual [como sacrifício pelo pelcado], na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo,..."

Jeremias 31:3: "...o Senhor me apareceu, dizendo: Pois que com amor eterno te amei, também com benignidade te atraí."

Atos 15:18: "diz o Senhor que faz estas coisas, que são conhecidas desde a antiguidade."

Salmo 139:16: "Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles."

02. O plano de Deus é imutável:

Tiago 1:17: "Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação."

Isaías 14:24: "O Senhor dos exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará."

Isaías 46:10, 11: "...O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade; ... sim, eu o disse, e eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei."

Números 23:19: "Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá?"
Malaquias 3:6: "Pois eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos."

03. O plano divino inclui os atos futuros do homem:

Daniel 2:28: "mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de suceder nos últimos dias. ..."

João 6:64: "... Pois Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar."

Mateus 20:18, 19: "Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas, e eles o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem e crucifiquem; e ao terceiro dia ressuscitará.

(Todas as profecias das Escrituras que são predições de eventos futuros são também arroladas neste tópico. Veja especialmente: Miquéias 5:2 - comparando com Mateus 2:5,6 e Lucas 2:1-7; Salmo 22:18 - comparando com João 19:24; Salmo 69:21 - comparando com João 19:29; Zacarias 12:10 - comparando com João 19:37; Marcos 14:30; Zacarias 11:12, 13 - comparando com Mateus 27:9, 10; Salmo 34:19, 20 - comparando com João 19:33, 36).

04. O plano divino inclui os eventos fortuitos ou acontecimentos ao acaso:

Provérbios 16:33: "A sorte se lança no regaço; mas do Senhor procede toda a disposição dela."

Jonas 1:7: "E dizia cada um ao seu companheiro: Vinde, e lancemos sortes, para sabermos por causa de quem nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas."

Atos 1:24, 26: "[24] E orando, disseram: Tu, Senhor, que conheces os corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido [26] Então deitaram sortes a respeito deles e caiu a sorte sobre Matias, e por voto comum foi ele contado com os onze apóstolos."

Jó 36:32: "Cobre as mãos com o relâmpago, e dá-lhe ordem para que fira o alvo."

I Reis 22:28, 34: "[28] Replicou Micaías: Se tu voltares em paz, o senhor não tem falado por mim... [34] Então um homem entesou o seu arco, e atirando a esmo, feriu o rei de Israel por entre a couraça e a armadura abdominal."

Jó 5:6: "Porque a aflição não procede do pó, nem a tribulação brota da terra;"

Marcos 14:30: "Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes tu me negarás." (comparando com Gênesis 37:28 e 45:5; também comparando com I Samuel 9:15, 16 e 9:5-10).

05.  Eventos são gravados ou fixados com certeza inevitável:

Lucas 22:22: "Porque, na verdade, o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído!"

João 8:20: "Essas palavras proferiu Jesus no lugar do tesouro, quando ensinava no templo; e ninguém o prendeu, porque ainda não era chegada a sua hora."

Mateus 24:36: "Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai."

Gênesis 41:32: "Ora, se o sonho foi duplicado a Faraó, é porque esta coisa é determinada por Deus, e ele brevemente a fará."

Habacuque 2:3: "Pois a visão é ainda para o tempo determinado, e até o fim falará, e não mentirá. Ainda que se demore, espera-o; porque certamente virá, não tardará."

Lucas 21:24: "E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos destes se completem."

Jeremias 15:2: "quando te perguntarem: Para onde iremos? dir-lhes-ás: Assim diz o Senhor: Os que para a morte, para a morte; e os que para a espada, para a espada; e os que para a fome, para a fome; e os que para o cativeiro, para o cativeiro."

Jó 14;5: "Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; tu lhe puseste limites, e ele não poderá passar além deles."

Jeremias 27;7: "Todas as nações o servirão a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho, até que venha o tempo da sua própria terra; e então muitas nações e grandes reis se servirão dele."

05. Mesmo os atos pecaminosos dos homens estão incluídos no plano e são controlados para o bem.

Gênesis 50:20: "Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim (José); Deus, porém, o intentou para o bem, ..."

Isaías 45:7: "Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, que faço todas estas coisas."

Amós 3:6: "...Sucederá qualquer mal à cidade, sem que o Senhor o tenha feito?"

Atos 3:18: "Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado que o seu Cristo havia de padecer."

Mateus 21:42: "Disse-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular; ..."

Romanos 8:28: "E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito."

Por Loraine Boettner

Fonte: www.presbiterianoscalvinistas.blogspot.com

Doação de Kit Infantil para EBD da Congregação do Sítio Serrote pelo Rev. José Maria Passos para as mãos das Tias Patrícia Silvestre e Manoelly Jéssica

Foto: 2013 nos espera \o/ se Deus quiser, recebendo os kits de educação infantil para a escola dominical na Congregação do Sítio Serrote. Vamos continuar com este trabalho maravilhoso levando a palavra de Deus ao pequeninos. Pregação Pastor José Maria Passos.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O PERIGO DO SUCESSO




 “Então, regressaram os setenta, possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome! Mas ele lhes disse: Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago. Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano. Não obstante, alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus.” (Lucas 10.17-20).

No início do capítulo 10 vemos que o Senhor Jesus envia estes setenta homens para anunciar a sua chegada e proclamar seu evangelho, provavelmente nas cidades de Jerusalém (cf Lc 9.51). Não se revela quanto tempo levou para eles cumprirem a missão, nem em que lugar voltaram para Jesus. O que sabemos é que voltaram com alegria e júbilo pelo sucesso da missão.

Estes versículos nos mostram quão facilmente os crentes podem sentir-se envaidecidos por causa do sucesso. Fica claro que entre eles havia auto-satisfação no relato das realizações. A declaração de nosso Senhor Jesus a respeito da queda de Satanás do céu provavelmente tinha o objetivo de ser um alerta. Ele sondou o coração daqueles homens  e percebeu o quanto eles haviam sido ensoberbecidos pela sua primeira vitória. Com sabedoria, o Senhor os repreendeu em sua incorreta exultação, advertindo-os contra o orgulho.

É uma lição que precisa ser recordada por todos os que servem a Cristo. Pelos os fiéis trabalhadores da seara do evangelho que desejam sucesso. Os pastores das igrejas locais, os missionários, evangelistas, professores de Escola dominical e demais obreiros – por todos que esperam igualmente sucesso no trabalho que realizam. Todos eles desejam ver almas convertidas a Deus. E este desejo é correto e bom. Porém, jamais devemos esquecer que o tempo de sucesso é uma ocasião de perigo para a alma do crente. Os corações que se acham deprimidos, quando todas as coisas parecem estar contra eles, com frequência sentem-se indevidamente exaltados no dia da prosperidade.  O apóstolo Paulo instruiu que o presbítero: “não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo.”(1Tm 3.6). Muitos servos do Senhor Jesus provavelmente alcançam tanto sucesso quanto suas almas são capazes de suportar. O que fazer?

         1-   Ore intensamente por humildade – Quando tudo ao nosso redor parece prosperar e todos nossos planos se realizam bem; quando as provações familiares e a enfermidade são mantidas longe de nós e os nossos afazeres seculares segue com tranquilidade; quando nossa cruz é suave e tudo em nossa vida vai bem – este é o tempo em que nossas almas encontram-se em perigo. É tempo em que necessitamos de reforço na vigilância dos nossos corações. É tempo que as sementes do mal são plantadas no nosso íntimo por Satanás.  Há poucas pessoas que permanecem humildes nos tempos de grandes sucessos. Somos tendentes a pensar que nossa própria capacidade e sabedoria nos conquistaram a vitória. A advertência do Senhor Jesus nesta passagem jamais deve ser esquecida. Em meio ao triunfo, clamemos ao Senhor com sinceridade de coração: “Senhor, reveste-me de humildade”!

            2-   Os dons e milagres não são superiores à graça de Deus – O Senhor Jesus disse aos setenta discípulos: “alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus.” Com toda certeza, foi uma honra e privilégio receberem eles o poder de expulsarem demônios. Tinham motivos corretos para estarem agradecidos. No entanto, um privilégio maior era serem convertidos, perdoados e salvos em Cristo. A distinção entre a graça da salvação e os dons é profundamente importante, mas com frequência tem sido esquecida em nossos dias. Dons, tais como uma poderosa inteligência, grande memória, eloquência admirável, argumentação hábil, são constantemente valorizados acima do que convém por aqueles que os possuem e admirados de maneira indevida por aqueles que não os tem. Estas coisas não devem ser assim. Os homens esquecem que os dons sem a graça divina não salvam a alma de ninguém e são uma característica do próprio Satanás. Aquele que têm dons, sem a graça, está morto em seus pecados, ainda que seus dons sejam admiráveis. Porém aquele que possui a graça divina está vivo em Deus, mesmo que pareça iletrado e inculto aos olhos dos homens.

         Jamais nos contentemos com o falar com eloquência, o pregar com vigor, o debater com dinamismo, o argumentar com inteligência e conversar com muita fluência. Jamais nos contentemos em saber todas as doutrinas do cristianismo e ter à nossa disposição textos e passagens bíblicas. Estas coisas são boas e não devem ser menosprezadas. Elas são proveitosas, mas não constituem a graça de Deus e, portanto, não poderão livrar-nos do inferno. Não podemos descansar enquanto não tivermos o testemunho do Espírito Santo em nosso íntimo e não formos lavados, santificados e justificados em Cristo (cf 1Co 6.11). Esforcemo-nos para ser cartas de Cristo, conhecidas e lidas por todos os homens (cfr 2Co 3.2); devemos nos empenhar para demonstrar por meio de humildade, amor, fé e mentalidade espiritual que somos filhos de Deus. Esse é o verdadeiro cristianismo. Estas são verdadeiras características do cristianismo que salva. Sem elas, uma pessoa pode ter dons em abundância e tornar-se nada mais do que um seguidor de Judas Iscariotes.    


Por Rev. Ronaldo P Mendes 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O Ritmo da Fé

Por John Piper Quando estamos para morrer, tantas coisas da vida ficam diferentes. Muitas das antigas agitações nos parecem tolices. Quando estamos no leito de morte, 99% dos temores de nossa vida nos parecem ridículos. Então por que não aprendemos isso agora? Nas palavras de Isaías 28:16, "aquele que crê, não se apressará". Confiar em um Deus amoroso e soberano continue em MINISTÉRIO BERÉIA

O falso evangelho descarado de Mike Murdock e Silas Malafaia

 
E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. 2 Pedro 2:1 Algo que me chamou muito a atenção esses dias, foi o fato de ter assistido o vídeo em que no programa do telepastor Silas Malafaia e de sua respectiva igreja, Assembléia de Deus Vitória em Cristo, onde o já conhecido charlatão Mike Murdock. Nesse vídeo, as palavras iniciais, do Malafaia foram “ele (Murdock) tem uma palavra de Deus p... mais »

Pr. Yousef Nadarkhani foi libertado da prisão!

Via AME - Associação Missionária Esperançaem.::AME - Associação Missionária Esperança::.
Irã *Encarcerado pela segunda vez desde o dia de Natal, 25 de dezembro, Nadarkhani foi solto nessa segunda-feira, 7 de janeiro, enquanto seu advogado, Mohammed Ali Dadkhah, permanece preso, com seu estado de saúde bastante prejudicado.* * * [image: Youcef Nadarkhani.jpg] Em setembro de 2012, o pastor Yousef Nadarkhani foi absolvido da acusação de apostasia que poderia condená-lo à morte; mas recebeu uma sentença de três anos de prisão por evangelizar muçulmanos. Uma vez que ele já havia passado cerca de três anos preso em Lakan, Rasht, aguardando o julgamento e sua decisão,... mais »

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Sermão do Missº Veronilton Paz na Igreja Presbiteriana do Brasil em Monteiro - PB (06/01/2013)


Veredas da Justiça: Sermões que Edificam

TEXTO: APOCALIPSE 1.9-20

INTRODUÇÃO:
     A chave deste livro encontra-se no versículo inicial. "Revelação de Jesus Cristo". O propósito principal consiste em revelar o Senhor Jesus Cristo como o Redentor do mundo e Conquistador do mal, e apresentar de forma simbólica o programa mediante o qual ele desempenhará seu trabalho.   A conclusão do livro é um convite à devoção. Se Cristo vai retornar, a santidade e o trabalho são obrigatórios no que respeita a seu povo. A oração no final deve expressar o desejo de todo crente: "Amém. Ora vem, Senhor Jesus" (22:20). Existem três correntes principais de pensamentos sobre o Apocalipse: A preterista, relata que este livro trata apenas do passado, de fatos que já ocorreram naquela época; a futurista, ensina que este livro expõe apenas fatos que ainda hão de acontecer; por fim temos a corrente histórica, esta explana que o autor sagrado ensina nestes escritos sobre coisas que já aconteceram (passado), estão acontecendo (presente) e, de coisas que ainda irão acontecer, esta é a corrente seguida pelas igrejas de linha reformada, entre estas a Igreja Presbiteriana do Brasil
     A autoria do livro de Apocalipse é dada a um homem cujo nome é João, estava na ilha de Patmos, onde se achava exilado por causa de sua fé cristã (1:4-9; 22:8) Era bem conhecido entre as igrejas da Ásia, e considerado "profeta" (22:9). Justino Mártir (cerca do ano 135 d.C.) e Irineu de Lião (cerca do ano 180 d.C.), pais da igreja, citaram verbalmente este livro, atribuindo-o a João, um apóstolo de Cristo. Mas devido a sua linguagem ser bem diferente do evangelho segundo São João, alguns intérpretes da Bíblia, pensam que não foi escrito pela mesma pessoa. Contudo, o pensamento conservador atribui a João, filho de Zebedeu, a escritura deste livro, por volta do ano 95 d.C., durante o governo de Domiciano, neste livro há muita simbologia e sinais trazendo lições para a igreja da época que passava por pesada tribulação, daí a necessidade desta revelação para confortá-la.

TEMA: JESUS, O AUTOR DA REVELAÇÃO DIVINA

1.      JESUS USA UM INSTRUMENTO HUMANO PARA ENTREGAR A REVELAÇÃO. V.9-11

1.1  É irmão e companheiro na tribulação. V.9a
“Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na tribulação [...]”
     Ele se autodenomina irmão e companheiro. João não se sente melhor do que os demais irmãos nem se enaltece por ter recebido uma alta revelação, como em outra ocasiao Paulo também recebeu (2 Co 12:17), a condição de porta-voz de Deus não anula a condição de irmão, co-igual. A tribulação é o quinhão do povo de Deus nesta era (Jo 16:33; At 14:22). A igreja está no meio do conflito entre o Reino de Deus e o Reino das trevas. A igreja sempre foi e será atribulada no mundo. Em Mateus 24 Jesus fala desse sofrimento de forma crescente: Os v. 4-8 descrevem o "princípio das dores", os v. 9-14 os "tormentos" na forma de perseguição aos discípulos, os v. 15-28 uma "grande tribulação" como o auge, e os v. 29-31 apontam que esta “tribulação” culmina na segunda vinda de Cristo. As perseguições desencadeiam traição e apostasia na igreja (Mt 24:10-12). Essa perseguição já havia começado no banimento do apóstolo da civilidade para uma ilha separado de todos, inclusive dos irmãos, daí a expressão que ele usou apontando para o novo ceu e nova terra dizendo que o “mar já não existe” (21.1), ele estava dizendo que quando Jesus instaurasse o seu reino, não haveria mais separação dele e dos irmaos, pois o que o separava dos irmãos era uma ilha cercada pelo mar, ele usou a figura de linguagem metonimia, o instrumento pela coisa causada.

1.2  Persevera no reino presente em Jesus. V.9b
     “Eu, João, irmão vosso [...] no reino, e na perseverança em Jesus [...]”
A igreja é o povo sobre o qual o Reino já veio de forma provisória na terra e que herdarão o Reino quando ele vier na sua plenitude na nova terra, nova jerusalém; mas nesta posição a igreja é o objeto do ódio satânico, destinada a sofrer perseguição. Por causa desta perseguição e males nós precisamos ter uma perseverança triunfadora. "Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo" (Mt 24:13). Ainda não chegou o que havemos de ser. Ainda aguardamos o triunfo final. Nossos olhos estão fixados no Rei que vem. Somos a noiva que espera o noivo. Vivemos em grande expectativa! Todas essas dificuldades, entretanto, nós experimentaremos em Jesus, em união espiritual com ele. Só existe um caminho entre tribulação e o Reino, entre aflição e a glória, e este caminho é a paciência ativa, a perseverança, afinal o salvo persevera até o fim e Jesus é quem o faz perseverar (Jd V.24). Dizia a irmã Geó: “Eu estou esperando a volta de Jesus”.

1.3  Sofre dano por causa do seu testemunho fiel do evangelho. V.9c
“Eu, João, irmão vosso [...] estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”.
     João é preso na ilha de Patmos por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo (v. 9). Possivelmente João foi acusado de subversão pelo governador da Ásia por pregar o Evangelho e testemunhar do senhorio de Cristo, num tempo em que o imperador Domiciano arrogava para si o título de Senhor e Deus. João é condenado a sofrer humilhações, prisão, fome e trabalhos forçados por amor à Palavra de Deus. As lutas da igreja perseguida nos paises mulçumanos, ali irmãos e irmãs são presos e torturados por declarar que são crentes em Jesus.

1.4  Recebe a revelação diretamente de Deus. V.10
“Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta”.
     João achou-se em espírito. Apesar de João estar fisicamente em Patmos, naquele dia do Senhor (Domini Dei), achou-se também em espírito. A ilha do exílio transforma-se em porta do céu. Em Patmos ele enfrentou a dor do exílio, mas em espírito ele entrou na sala do trono. Em Patmos nós sofremos, mas em espírito, nós reinamos. Deus transforma nossas tragédias em triunfos gloriosos. Em Patmos João tocou o outro mundo. Não importa as circunstâncias, se você está no palácio ou na favela. O todo-poderoso pode sempre nos tocar e nos levar ao seu trono. O lugar do exílio tornou-se a ante-sala da glória. Jesus falou diretamente com João como fazia quando ele reclinava a cabeça no peito do mestre. João recebeu esta revelação no dia do Senhor, dia que a igreja celebra a vitória do seu Senhor sobre a morte e também o dia da esperança, que dirigia seus sentidos para a consumação e a renovação do mundo. Na solidão da ilha, isolado e exilado João ouve uma voz. Roma pôde até proibir João de ter contato com os seus irmão perseguidos, mas não pôde proibir João de ter contato com o trono de Deus. O mundo não pode proibir o nosso contato com o céu. A visão começa com uma audição. Por trás para que João não fosse confundido com vozes paralelas (Is 30:21). A trombeta fala de uma voz sobrenatural, poderosa, assustadora. Jesus fala pessoalmente com João e continua falando pessoalmente conosco pela sua palavra.

1.5  Tem a responsabilidade de transmitir à igreja. V.11
“Que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia”.
 O que vês escreve em livro - A mensagem precisa ser registrada fielmente e perpetuamente. Essa ordem percorre todo o livro (2:8,12; 3:1,7,14;10:4;14:13;19:9;21:5). Isso eleva essa profecia a uma categoria normativa para toda a igreja em todos os tempos. Deus quis registrar sua palavra para nós, o diabo tem usado politicos corruptos para desviar dinheiro da educação, pois ele não quer que as pessoas aprendam a ler e escrever, afinal Deus tem um livro escrito.
Envia para as sete igrejas - Essas cidades eram sedes administrativas e já por isso áreas de concentração do culto ao imperador, estas igrejas precisavam de conforto para superar toda a pressao que sofriam do império romano, Deus quer falar pessoalmente à sua igreja e envia seu servo a escrever cartas exortativas e consoladoras.

2.      JESUS NA REVELAÇÃO UTILIZA ELEMENTOS VISÍVEIS PARA COMUNICAR LIÇÕES ESPIRITUAIS. V. 12-16, 20

2.1  Deus mostrou a ele sete candeeiros de ouro, que representavam a igreja de Cristo. V.12
“E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro”.

Ø      A Igreja de Cristo é para crescer.
     São “sete” igrejas e não mais uma igreja apenas em Jerusalém, mas agora está espalhada pelo mundo conhecido à época, doze homens viraram o império romano de ponta cabeça, a ponto dos inimigos dos cristãos falarem: “estes que tem transtornado o mundo chegaram até nós (Atos 17.6). Agora já estava espalhada por toda a Ásia Menor. Temos aproximadamente 30 cidades no Cariri, próximas a Monteiro, o número de evangélicos é mínimo e não há um trabalho presbiteriano, nossa igreja foi fruto de visão missionária, diferentes de algumas que cresceram levando crentes de outras igrejas. Mas o que está acontecendo que nossa igreja perdeu essa visão missionária? Precisamos retomar essa visão, muitos de nós estão brincando de ser crente, acha que participar de evento missionário em outra cidade é para sair da rotina. Deus é quem dá o crescimento da igreja, mas a missão de levar o evangelho é nossa como diz Marcos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15). João fez parte deste movimento de expansão do evangelho através da igreja da sua época. Nós o que temos feito na época atual? Lembrar que sete também significa plenitude da presença de Deus da mesma forma que Sete Espíritos de Deus significa plenitude da presença do Espírito Santo (Apocalipse 3.1).

Ø      A igreja deve ser luz para as pessoas, vemos na expressão “Candeeiros”.
     Quando eu era criança, alcancei a época do candeeiro, usávamos durante a noite para iluminarmos a casa e para nós não tropeçarmos na escuridão, pois candeeiro tinha nesta época a função que a lâmpada e energia elétrica tem hoje iluminar casas, escolas e vias públicas, a igreja precisa ser luz para trazer pessoas da escuridão do pecado para a luz da vida que é Jesus. O próprio Cristo disse que não se acende um candeeiro para colocá-lo debaixo do alqueire, mas no velador para iluminar a todos da casa (Mateus 5.15), ainda disse que não se esconde uma cidade edificada sobre um monte (Mateus 5.14), Ele queria mostrar que o cristão não pode se esconder, mas botar a cara na rua para que as pessoas possam conhecer a Cristo por meio dele, deve nossa luz brilhar diante dos homens para que glorifiquem o Pai (Mateus 5.16). Pedro tentou se esconder quando disse para uma empregada que não conhecia Jesus, mas ela disse que sua própria voz denunciava que ele havia estado com Jesus (Mateus 26.69-75); Jonas tentou se esconder no porão de um navio quando homens o acordaram, o chamaram de preguiçoso e pediram que clamasse ao seu Deus para os livrar da tempestade (Jonas 1.5, 6), de sorte que não adianta esconder-se, mas ser luz como diz o grupo Sal da Terra na sua música “ candeeiro”, dizendo: “Nosso Senhor nos fez candeeiro para iluminar o mundo inteiro falando do seu amor”. Seja candeeiro de Jesus para iluminar os que vivem nas trevas, pois o papel da igreja é ser candeeiro de Deus no mundo. João vê a igreja em duas figuras: sete estrelas e sete candeeiros. Tanto a estrela como o candeeiro são luzeiros. Eles devem refletir luz. A igreja é a luz do mundo. Ela resplandece no mundo. Se uma lâmpada deixasse de proporcionar luz ela era afastada (2:5). A luz da igreja é emprestada ou refletida, como a da lua. Se as estrelas têm de brilhar e as lâmpadas luzir, elas devem permanecer na mão de Cristo e na presença de Cristo, a igreja só é candeeiro e estrela se estiver na dependencia de Jesus.

Ø      A igreja é preciosa para Deus, vista na expressão “candeeiros de ouro”.
     O ouro é o mais precioso dos metais, a igreja tem um valor tão grande para Jesus que foi descrita como candeeiro de ouro, Jesus amou a igreja e se entregou por ela (Efesios 5.25), Ele protege sua igreja, guarda como um pastor cuida do seu rebanho (João 10.1-10), quem tocar em um dos seus servos é mesmo que tocar na menina do olho de Deus (Zacarias 2.8). Quando alguém disser que você não vale nada, lembre que Jesus o comprou por um preço enorme não de coisas fúteis, mas o preço do sangue do Cordeiro perfeito, Jesus (I Pedro 1.18-20). Você tem valor, pois Jesus colocou algo precioso em você que é o Espírito Santo de Deus (Romanos 5.5).

2.2  O Deus que revela é o mesmo que passeia no meio da igreja. V.13-16, 20
     Ele passeia no meio da igreja constantemente, por isso ele conhece a vida de cada crente no seu mais íntimo ser, como ele afirma para cada um dos lideres das sete igrejas, como disse o Rev. Hernandes Dias Lopes em uma de suas mensagens que se as cartas às sete igrejas da Ásia fosse uma música, o refrão seria “Eu conheço”, e de fato, ele conhece o mais intimo do nosso coração, alguém me disse que coração é terra que ninguém anda, mas eu respondi que Deus é agricultor (João 15.1). Jesus falando do conhecimento que tinha sobre uma das igrejas e seus líderes, fez algumas declarações:

a)      Para a igreja de Éfeso disse que conhecia as suas obras.Apocalipse 2.2
     Jesus conhecia o trabalho, sua perseverança, doutrina fiel, mas aquela igreja esqueceu do primeiro amor, ou seja, trabalhou tanto para Jesus que esqueceu de parar para ouvir Jesus falar (Apocalipse 2.2-4), semelhante a Marta que se preocupou tanto em servir almoço para Jesus, deixar a casa limpa para Jesus, mas esqueceu da melhor parte, que é parar aos pés de Jesus para o escutar (). Pare um pouco para escutar Jesus falar.

b)      Para igreja de Esmirna, Ele conhecia o sofrimento e a pobreza daquela igreja Apocalipse 2.9
     Aquela igreja tinha de enfrentar falsos cristãos, prisões por causa do evangelho, ainda era uma igreja muito pobre que nem tinha condições de sustentar obreiros, pois o império romano com raiva dos crentes de Esmirna por não se dobrarem diante da imagem do imperador, confiscava os bens deles e eles passavam por várias privações, mas Jesus disse que para Ele aquela era uma igreja rica. Como ficariam os “teólogos” da prosperidade, que dizem que o crente tem que ser rico e saudável? (Apocalipse 2.9).

c)      Para Igreja de Pérgamo, o Senhor diz que conhece o lugar onde aquela igreja está, que seria um lugar onde estaria o trono de satanás. Apocalipse 2.13
     Aquela igreja está localizada em uma cidade onde havia o mais antigo templo para o Culto ao imperador, daí a expressão “onde satanás habita”, mas os crentes de pérgamo não negam o nome de Jesus, mas infelizmente há tolerância aos falsos ensinos como o de Balaão, estavam querendo colocar dentro da igreja práticas de sincretismo religioso como Balaão introduziu feitiçarias e práticas pagãs no meio do povo de Israel, neste período falsos mestres queriam introduzir o paganismo no meio do cristianismo, hoje não é diferente com a sessão do descarrego, toalha molhada de suor para curar doenças, refazer casamento, fazer sumir debito de conta, a toalha só não cura joelho, pois o apostolo da toalha operou o joelho no hospital Albert Einstein, um dos melhores hospitais da América Latina, ainda havia a doutrina dos Nicolaítas que tinham as mesmas heresias do grupo de Balaão. São muitos grupos que seguem teologias enganosas, como a da prosperidade, o liberalismo teológico, russelitas e outros. O mal se espalha com facilidade, por isso está na hora de nós sairmos do comodismo, deixar a preguiça de lado e sair para espalhar a boa semente do evangelho. Esta cidade mesmo em lugar de difícil aceitação do evangelho pregou e Deus salvou almas, o ano passado um pastor jubilado chamado Cleomines Anacleto decidiu plantar uma igreja presbiteriana na Praça do Papa, o lugar mais católico de Belo Horizonte – MG, ali não tinha nenhum crente. O Presbitério de Belo Horizonte devido aos apelos do Pastor aceitou, ele iniciou os trabalhos com sua esposa, filhos e netos em uma casa com uma garagem, foram se achegando pessoas, hoje está ali a Igreja Presbiteriana na Praça do Papa com 150 membros, pois até na Praça do Papa quem  manda é Jesus. Imagine se nós começarmos a evangelizar estas cidades vizinhas, com certeza teremos êxito, pois no Cariri quem manda é Jesus.

d)      Para igreja de Tiatira Ele afirmou que conhecia as obras, fé, serviço, perseverança e constância. Apocalipse 2.19
     Era uma igreja operosa, insistia na obediência, serviço cristão, preservava a fé apostólica que é o corpo de doutrinas deixadas pelos apóstolos, era uma igreja que amava a Deus e as pessoas, mas fazia vistas grossas ao pecado tolerando a falsa profetisa Jezabel que ensinava a idolatria e prostituição dentro da igreja. Nós muitas vezes somos legalistas com aqueles que não temos afinidade, achamos que devem ser punidos sem dó nem piedade, mas quando é alguém que temos afinidade buscamos amenizar e arrumar desculpas para tolerar o seu pecado, alguém chegou para mim e disse que determinada pessoa deveria ser disciplinada, mas desconhecia as dificuldades que a outra pessoa enfrentava, enquanto parentes seus que têm um testemunho terrível, passa a defender com unhas e dentes. Essa Jezabel de Apocalipse tinha afinidade com o líder daquela igreja que tentava amenizar o seu pecado, enquanto com outros era rígido. Houve um líder que disciplinou um jovem de sua igreja por adultério, seu filho engravidou uma jovem da igreja, o pastor na calada da noite tirou seu filho para outro estado, assim acontecia na igreja de Tiatira.  

e)      Para a igreja de Sardes ele explanou que conhecia suas obras, parecia viva, mas estava morta. Apocalipse 3.1
     Tem muitas igrejas que parecem grandes, abastadas, mas estão mortas, o pecado está tomando conta de tudo, prostituição, mentira, bajulação com políticos para receber benefícios em troca, faz-se da igreja curral eleitoral, talvez por isso vários políticos não gostem de vir a Igreja Presbiteriana. Pois, nós não trocamos púlpito por telhado, piso ou tijolo para igreja. Tudo que é construído por essa igreja é com recursos da própria igreja. Meus irmãos o que vemos no Brasil é um absurdo, varias igrejas se preocupam em encher seus templos sem preocupar-se com a qualidade de vida deles, não se prega mais sobre pecado, agora a pregação é de auto ajuda “Determina”, “decreta”, “esse cara sou eu”, são templos magníficos para encher de pessoas vazias em busca de coisas fúteis como bens materiais, curas temporárias enganosas como as feitas por determinado apostolo que foi comprovado que todas as pessoas que deram testemunho continuaram o tratamento médico. Você e eu somos templo do Espírito Santo, você e eu precisamos viver de maneira real e não apenas de aparência. A igreja de Sardes parecia viva, mas estava morta.

f)        Para a igreja de Filadélfia ele disse que conhecia suas obras, era uma igreja fiel. Apocalipse 3.8
     Aquela era uma igreja pequena, que confessava e não negava o nome de Jesus Cristo, mesmo com sua pequenez, ela se confiava no nome de Jesus, Ele diz que ela deve continuar servindo e confiando Nele. Muitas vezes deixamos de confiar em Deus para confiar em nossas forças, muitas vezes nos escondemos na hora de confessar a Cristo quando aquilo pode nos trazer transtornos pessoais, como a história do rapaz que foi para o exercito e foi contar a bênção que ninguém zombou dele porque não souberam que ele era crente, aqueles crentes de Filadélfia eram conhecidos pelo seu testemunho do Senhor Jesus. Existem empresas que só querem crentes para trabalhar porque os crentes que passaram por lá foram os melhores funcionários, dedicados, ousados e amigos. Ao passo que muitas empresas não querem nem saber de crentes nela, devido a maus testemunhos de crentes que por ali passaram. Testemunho não é o homem falar de si próprio, mas de Jesus, e outros enxergarem Jesus nele. Aquela igreja estava em um lugar que havia sido afetado por vários terremotos, mas Deus disse que aquela igreja seria uma coluna no Santuário de Deus (v.12), não importa o lugar onde você está, pode ser um lugar inseguro, mas Deus pode te fazer coluna firme naquela cidade. Imagine as cidades japonesas de Hiroshima e Nagazak que ficaram reduzidas a cinzas, mas hoje a Igreja Presbiteriana Japonesa está presente nestas cidades, delas estão saindo grandes pregadores para o resto do Japão. Jesus transforma o caos em benção. Asbhel Green Simonton disse que “A guerra com Deus é paz, e a paz sem Deus é guerra”.
   
g)      Para a igreja de Laodicéia Ele falou que conhecia as suas obras, que não era fria, nem quente, mais morna. Apocalipse 3.15
     Aquela igreja era insignificante na sociedade, não fazia nada diferente, não se envolvia nas questões sociais, sua pregação era apenas massagear o ego de seus crentes orgulhosos, era uma igreja elitizada. Estes termos “quente”, “frio” e “morno” têm tido distorções por algumas igrejas, como por exemplo vi uma interpretação de uma revista de escola dominical de uma denominação pentecostal que ditava:
“A interpretação do termo quente é uma igreja avivada pronta para espalhar este avivamento; o termo frio significa uma igreja necessitada de avivamento que vive buscando e Deus pode avivá-la; o termo morno é uma igreja que precisa de avivamento, mas não busca este avivamento e nem acha que precisa. (CPAD, 2011).
     Esta interpretação pode até parecer bonita e inteligente, mas é desprovida de base bíblica e teológica seguras, pois precisamos partir da Bíblia para nossa interpretação e não da nossa interpretação para a Bíblia. O que os autores da revista fizeram foi uma eisegese, trouxeram de fora para dentro, pegaram seus pressupostos e preconceitos e jogaram no texto que não afirma nada do que os editores da revista disseram. Vamos fazer uma exegese, ou seja, cavar dentro do texto o significado destas expressões, para isso precisamos saber algumas informações descritas a seguir: 1. a carta foi escrita para uma e não para três igrejas; 2. a localização de Laodicéia fica entre duas cidades chamadas Hierapólis e Colossos; 3. Na cidade de Hierapólis tinha fontes de águas quentes que eram medicinais contra problemas de pele e Colossos tinha uma fonte de águas refrescantes vindas de uma montanha e pessoas iam ali devido ao calor excessivo; 4. a água de Laodicéia vinha de uma fonte longínqua por meio de tubulações e quando chagava na cidade estava morna e cheia de sujeira e fezes de animais como ratos e outros. Assim chega-se a conclusão que a carta foi escrita para uma única igreja, ainda que esta igreja que era rica e abastada humanamente, mas estava corrompida de orgulho (V.17), cegueira (V. 17b), cheia de pecado e impureza (V.18), mas Deus não deixava de amá-la, corrigindo-a para que se se arrependesse, Cristo desejaria que estes crentes tivessem sua comunhão com Cristo renovada (V.20). Agora especificamente os termos quente, frio e morno significam que a igreja deve ser uma comunidade terapêutica como as fontes quentes de Hierapólis, deve trazer refrigério e paz para as pessoas como as fontes refrescantes de Colossos, mas ela estava insignificante para as pessoas como eram aquelas águas mornas de laodicéia que traziam náuseas e problemas intestinais. Portanto, ser morno é não ajudar as pessoas, dá mau testemunho, mentir, pregar o que a Bíblia não diz, enganar as pessoas, então que nossa vida possa ser quente e fria ao mesmo tempo e jamais morna, que possamos curar e trazer paz para as pessoas e jamais males. Ser quente e frio são atitudes louváveis e significa trazer cura e paz, morno é ser insensível com as pessoas e com a voz de Deus, não representam três classes de igrejas como alguns estão a ensinar por aí.
   
2.2.1        Ele tem as seguintes características: V.13, 14, 15, 16.

Ø      Estava cingido com uma vestimenta real e sacerdotal. V.13
“E no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro”.
     Fala de Cristo como Sacerdote e Rei, estas roupas eram proprias dos sacerdotes e reis. Ele nos conduz a Deus (Joao 14.6, I Timóteo 2.5) e reina sobre nós .

Ø      Seu aspecto físico mostrava sua glória e majestade. V.14-16
“[14] E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo; [15]e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas. [16] Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força”.
Sua Cabeça (v. 14) - Falam da sua divindade, da sua santidade e da sua eternidade.
Seus Olhos (v. 14) - Falam da sua onisciência que a tudo vê e perscruta. Ele é o juiz diante de quem tudo se desnuda.
Seus Pés (v. 15) - Isso fala da sua onipotência para julgar os seus inimigos. Convém que ele reine até que ponha todos os seus inimigos debaixo dos seus pés (1 Co 15:23).
Sua Voz (v. 15) - Isso fala do poder irresistível da sua Palavra, do seu julgamento. No seu juízo desfalecem palavras humanas. A voz de Cristo detém a última palavra e é a única a ter razão.
Sua Boca (v. 16) - Essa Palavra aqui não é o Evangelho, mas a Palavra do juízo. A única arma de guerra usada pelo Cristo conquistador no capítulo 19 é a Espada que saía da sua boca (19:5). Essa é a cena do tribunal, onde é proferida a sentença judicial, e precisamente sem contestação.
Seu Rosto (v. 16) - A visão agora não é mais de um Cristo servo, perseguido, preso, esbofeteado, com o rosto cuspido, mas do Cristo cheio de glória. A luz do sol supera o brilho dos candeeiros, esta visão nos faz lembrar o episodio do apostolo Paulo quando disse que viu Cristo no caminho de Damasco, relatou que era uma luz mais resplandecente que o sol (Atos 26.13)

Ø      Tinha as igrejas e lideres em suas mãos, o governo da igreja pertencia a Ele e não aos líderes locais. V.16a, 20
“Tinha ele na sua destra sete estrelas [...]”
“Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas”.
     Sua Mão (v. 16) - A mão direita é a mão de ação, com a qual age e governa. Isso mostra o seu cuidado com a igreja. Ninguém pode arrebatar você das mãos de Cristo (Jo 10:28). Ele tem toda a igreja em suas mãos, estamos seguros nas suas mãos, por isso o crente não precisa procurar catimbozeiro, nem ler horoscopo, ou ter medo da morte, muito menos do fim do mundo. Diz a canção antiga: “Com tua mão segura bem a minha, pois fraco eu sou ó salvador”, quando Jesus segura nossa mão ninguém nos tira da sua mão, estamos com nosso futuro garantido.

3.      O DEUS DA REVELAÇÃO REVELOU-SE PESSOALMENTE AO SEU SERVO. V.17-19

3.1  Ele é o redentor que consola seu servo. V.17
“Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último”.
     Ele é o criador, sustentador e consumador de todas as coisas. Ele cria, controla, julga e plenifica todas as coisas. Cristo aqui é enaltecido como vitorioso sobre o último inimigo, a morte. João não precisa temer o exilio de Patmos, pois Jesus estava com ele, Ele tem o controle de tudo, o império Romano não é maior do que Ele. A vitória final é do povo de Deus. Joao quebrantou-se na presença de Jesus e foi consolado por Ele. "Quando o vi, cai a seus pés como morto". O mesmo João que debruçara no peito de Jesus, agora cai aos seus pés como morto. Isaías, Ezequiel, Daniel, Pedro e Paulo (Is 6:5; Ez 1:28; Dn 8:17; 10:9,11; Lc 5:8; At 9:3-4) passaram pela mesma experiência ao contemplarem a glória de Deus. Em nossa carne não podemos ver a Deus, pois ele habita em luz imarcescível (1 Tm 6:16). É impossível ver a glória do Senhor sem se prostrar. Ilustração: as pessoas que dizem cair diante da glória de Deus e se levantam do mesmo jeito.

3.2  Ele é o redentor que é eterno. V.18a
“E o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo pelos séculos dos séculos; e tenho as chaves da morte e do inferno..
     João está diante do Cristo da cruz, que venceu a morte. Ele não apenas está vivo, mas está vivo para sempre, é eterno. Ele não só ressuscitou, ele venceu a morte e tem as chaves da morte e do inferno. Quem tem as chaves tem autoridade. Jesus recebeu do Pai toda autoridade no céu e na terra (Mt 28:18). Jesus tem não apenas a chave do céu (3:7), mas também a chave da morte (túmulo). Agora a morte não pode mais infligir terror, porque Cristo está com as chaves, podendo abrir os túmulos e levar os mortos à vida eterna. João foi único que seguiu Cristo até a cruz, viu o momento mais dificil, ele todo ensaguentado, traspassado, ferido, agora tem o privilegio de vê-lo glorioso, vivo para sempre, agora morte não faz mais terror, pois com Cristo morrer é lucro (Filipenses 1.21)

3.3  Ele é o redentor que tem o controle sobre a morte. V.18b
“E tenho as chaves da morte [...]”.
     A morte é intrusa, ela entra na vida dos seres humanos sem marcar hora, mas todas as pessoas só morrem no dia determinado por Deus, o salmista relatou que todos os nossos dias já estão contados desde o nascimento até a morte (Salmos 139.16), isto não quer dizer que vamos agir de forma irresponsável expondo-nos ao perigo, apenas tenhamos calma e não fiquemos assustados, pois a vida está para ser vivida e não para vivermos assustados, lembre-se que Jesus tem o controle sobre a morte.

3.4  Ele é o redentor que tem o controle sobre as forças do mal. V.18c
“E tenho as chaves [...] do inferno”.
Isso significa autoridade suprema sobre qualquer força do mal (Mt 16.18; 28.18; Cl 2.15). Neste livro, Cristo não só tem as chaves da morte e do inferno, mas também “a chave de Davi” (Ap 3.7), e por conseguinte, no Novo Testamento: “...as chaves do reino dos céus” (Mt 16.19). É evidente que, enquanto o Senhor estava aqui na terra, Ele tinha em suas mãos “as chaves do reino dos céus”; isso pode bem ser entendido na expressão do próprio Jesus ao dizer a Pedro: “Eu te darei (no futuro) as chaves...”. Na missão dos setenta, os enviados ao regressarem disseram maravilhados que os espiritos maus se submetiam a eles pelo nome de Jesus (Lucas 10.17), pois ele tem o poder sobre as forças do mal. O mal não conseguirá vencer, pois Jesus está no controle.

3.5  Ele é o redentor que é Senhor da história: Passado, presente e futuro. V.19
“Escreve, pois, as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de suceder”.
     Em toda a história, aconteceram muitas tragédias, mas Jesus continua no controle das coisas que passaram, das que passam agora e das que ainda hão de passar. Sua historia foi escrita por Deus, Ele irá levar você a bonança, a tempestade vai passar, Jesus é Senhor da história. Jesus escreveu sua vida, você vai chegar onde Jesus desejar. Você não veio aqui porque foi convidado por alguém, nem porque não tinha nada para fazer ou, porque deu na telha para está aqui hoje, você veio aqui, porque Deus preparou este momento para falar contigo. “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas” (Apocalipse 3.6)

CONCLUSÃO:
     Nós vimos nesta mensagem que Jesus é o autor da revelação divina e expusemos que [1] Jesus usa um instrumento humano para entregar a revelação, e que este instrumento é irmão e companheiro na tribulação, persevera no reino presente em Jesus, sofre dano por causa do seu testemunho fiel do evangelho, recebe a revelação diretamente de Deus, tem a responsabilidade de transmitir à igreja; [2] Jesus na revelação utiliza elementos visíveis para comunicar lições espirituais, mostrou sete candeeiros de ouro, que representavam a igreja de Cristo, o Deus que revela é o mesmo que passeia no meio da igreja; [3] Jesus, o Deus da revelação revelou-se pessoalmente ao seu servo, ele é o redentor que consola seu servo, ele é o redentor que é eterno, ele é redentor que tem o controle sobre a morte, ele é o redentor que tem o controle sobre as forças do mal, Ele é o redentor que é Senhor da história: Passado, presente e futuro. Nós conhecemos pessoalmente o Senhor Jesus? Servimos a Ele com a dedicação que João teve?

APLICAÇÂO:
     Gostaria de convidar todos os presentes a uma comunhão íntima com o Senhor, buscando viver uma vida de devoção a Ele. Jesus nesta visão mostrou a João coisas que aconteceram, estavam acontecendo e ainda aconteceriam no futuro. Mas no Jesus presente cobra uma decisão de cada um de nós, uma entrega pessoal a Jesus. Faça isso para ter uma vida de paz aqui e no porvir a salvação da sua alma, vida eterna.

REFERÊNCIAS:
POHL, adolph. Apocalipse de João: Comentário Esperança. 1ªEd. São Paulo – SP: Editora Evangélica Esperança, 2001.
BARCLAY, Willian. The Revelation of John. 1ªED. Glasgow – England: Trinitty College, 1958.
LOPES, Hernandes Dias. Estudos no Livro de Apocalipse. 1ªED. São Paulo – SP: Editora Hagnos, 2009.
SILVA, Severino Pedro da. Apocalipse Versículo por Versículo. 1ªED. São Paulo – SP: CPAD, 2008.
WILCOCK, Michael. A Mensagem do Apocalipse: Eu Vi o Céu Aberto. 3ªED. São Paulo – SP: ABU, 2003.
KALLER, Donald. Apocalipse. 1ªED. Patrocínio – MG: CEIBEL, 1986.
SMITH, Willian. Nossa Esperança: Introdução à Escatologia. 3ªED. Patrocínio – MG: CEIBEL, 1985.

Autor: Presbítero e Missionário Veronilton Paz da Silva