sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Igreja Presbiteriana do Brasil - PARTE II - HISTORIA (CONT.)

9. Em que estão baseadas as doutrinas da Igreja Presbiteriana? 
R. Estão baseadas na Bíblia, a palavra de Deus. Nossa Igreja não aceita nenhuma doutrina que não tenha base sólida nas escrituras (Gl.1:8, 9). 

10. Quando Simonton Chegou ao Brasil, já havia aqui missionários de outras denominações? 
R. Simonton encontrou, no Rio de Janeiro, o Dr. Robert Reid Kalley, médico escocês, que fazia um trabalho missionário independente. Do trabalho do Dr. Kalley resultou a Igreja Evangélica Fluminense. Havia também pastores que vieram acompanhando imigrantes europeus. Estes pastores, entretanto, se limitavam a dar assistência espiritual aos imigrantes europeus. Simonton foi, portanto, o primeiro missionário enviado ao Brasil, com o objetivo de evangelizar os brasileiros. Os missionários de outras denominações só chegaram bem mais tarde. 

11. Que é uma “doutrina baseada solidamente nas Escrituras Sagradas?” 
R. É uma doutrina baseada na Bíblia toda ou, seja, que compreende todos os livros da Bíblia, do Gênese ao Apocalipse. A nossa Igreja não aceita doutrinas baseadas em apenas algumas passagens ou textos isolados das Escrituras. 

12. Quais são os padrões doutrinários da Igreja Presbiteriana? 
R. Nossa Igreja adota, como exposição das doutrinas bíblicas, a confissão de fé e os Catecismos como exposição do sistema de doutrinas ensinadas nas Santas Escrituras. Isto se faz necessário em virtude de a Bíblia não trazer as doutrinas já sistematizadas. 

13. Quem elaborou a Confissão de Fé e os Catecismos? 
R. A confissão de Fé e os Catecismos foram elaborados por 151 teólogos de várias Igrejas Evangélicas, reunidos na Abadia de Westminster, em Londres, na Inglaterra, de julho de 1643 a fevereiro de 1649. Estes livros foram preparados em espírito de oração e profunda submissão ao ensino das Escrituras. 

Fonte: www.charlezine.com.br/wp-content/uploads/razao-nossa-fe-1981.pdf

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

JESUS NÃO É PLANO B


Persiste no Cristianismo moderno um ensino sútil, mas diabólico. É a idéia de que, uma vez salvo pelo Senhor Jesus Cristo, cabe ao cristão somente a responsabilidade de glorificar a Deus com suas próprias forças. Nessa visão, Jesus Cristo é um mecânico, e uma vez concertado o carro (vida cristã), o cristão segue na sua jornada sozinho. Até quebrar o carro novamente.
 
O cristão é instigado a se exaustar, muitas vezes cumprindo longas listas de exigências, para tentar 'glorificar a Deus' por forças próprias. Somente quando a vaca vai pro brejo, e você se pega pecando, é que se recorre ao socorro do Senhor Jesus. Ele é o último recurso. O estepe. O plano B quando nosso plano não dá tão certo.
 
O antídoto se encontra na oração de Jesus Cristo, transcrita em João 17, aonde lemos essas lindas palavras: "Pai, chegou a hora. Glorifica teu Filho, para que também o Filho te glorifique."
 
O Pai é glorificado quando o Filho é glorificado. E só. Não há outro meio de glorificar o Pai se não por meio do Filho.
 
Isso é uma tremenda lição e um enorme encorajamento para os filhos de Deus. Cristão, não pense por um segundo que sua necessidade de Jesus Cristo é de alguma forma um sinal de imaturidade. Não! Você foi criado para confessar sua incapacidade. Você foi transformado para confessar sua necessidade de Jesus. Você foi salvo para reconhecer — a cada manhã — que Jesus Cristo é o único que cumpriu as exigências da glória de Deus e, portanto, o único que expressa toda a glória de Deus.
 
Não seja tímido em reconhecer que seu Salvador é todo-poderoso, magnífico em amor, misericórdia e santidade.
 
Glorificar a Deus através de Jesus Cristo sempre foi o plano divino. Desde antes da fundação do mundo. Não há plano B. Cristo é a Alfa e o Omega da glória, para todo sempre, amém.

Fonte: www.palavraprudente.com.br

terça-feira, 7 de novembro de 2017

IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL - PARTE I - HISTÓRIA


A Razão da Nossa Fé - Adão Carlos Nascimento 

 “A história, as doutrinas e o governo da Igreja Presbiteriana do Brasil, ao alcance de todos.” 65 questões que precisamos saber responder. 

1. Como surgiu a Igreja Presbiteriana? 
R.Surgiu da Reforma do Século XVI. Deus levantou um homem chamado João Calvino para conduzir Seu povo de volta à Bíblia. E, desta volta à Bíblia, nasceu a Igreja Presbiteriana. 

2. Como se processou a Reforma Religiosa do Século XVI? 
R. A Reforma tem, como data básica de sua origem, o dia 31 de outubro de 1517, dia em que Lutero afixou as suas 95 teses, contra as indulgências, na porta da capela de Wittenberg. Martinho Lutero era monge agostiniano e pretendia reformar a Igreja à qual pertencia. Porém, como foi excomungado pelo papa Leão X, viu-se obrigado a romper com a sua igreja, dando, assim, origem ao movimento religioso conhecido como Luteranismo. Movimentos religiosos independentes surgiram em outras regiões. Na Suíça, levantou-se Zwinglio, sucedido depois por Calvino. As Igrejas que adotaram as doutrinas e o sistema Calvinista, denominan-se Igrejas Reformadas ou Presbiterianas. Da Suíça, o Presbiterianismo se espalhou para os Países Baixos, França, Escócia e Inglaterra. E, a seguir, atingiu todos os Continentes. Hoje, os presbiterianos são o segundo maior grupo evangélico do mundo, perdendo em número apenas para os luteranos. 

3. Quem foi João Calvino? 
R. Foi um dos Reformadores do Século XVI. Nasceu em Noyon, Picardia, na França, no dia 27 de maio de 1564. Aos 14 anos de idade, Calvino entrou para a universidade de Paris. Formou-se em direito na Universidade de Orleans, aos vinte anos de idade. Converteu-se a Cristo em 1533. Calvino foi o mais culto e o mais inteligente entre os reformadores. Escreveu comentários sobre todos os livros da Bíblia, com exceção do Apocalipse . Escreveu Sermões e Cartas e também tratados. Sua obra mais importante foi A Instituição da Religião Cristã, mais conhecida como As Institutas. Nesta obra ele apresenta um sistema de doutrinas absolutamente bíblicas. Este sistema de doutrinas é conhecido como Calvinismo. 

4. É verdade que a primeira Igreja que surgiu foi a Igreja Católica? 
R. Não, não é verdade. A Igreja do Novo Testamento é chamada de Igreja Primitiva, por ter sido a primeira e não ter nenhum nome especial. Esta Igreja já não pode ser identificada com a Igreja Católica Romana, por várias razões, como, por exemplo, as seguintes: 1. Os problemas doutrinários e éticos surgidos na Igreja Primitiva eram resolvidos pelo presbitério (At.15.1-29) na Igreja Católica, são resolvidos pelo papa; 2. Na Igreja Primitiva não havia missa; havia culto com cânticos de hinos, orações, leitura e pregação; 3. Todos os membros da Igreja Primitiva participavam do pão e do vinho, na Santa Ceia (I Co.11:23-29); na Igreja Católica só o padre é que participa do vinho, na comunhão. 4. Na Igreja Primitiva não havia padre, nem cardeal, nem papa; havia, sim, presbíteros e diáconos. Qualquer pessoa que examinar o Novo Testamento, fundamento da Igreja Cristã, verá claramente que a Igreja Católica Romana não tem nenhuma semelhança com a Igreja Primitiva. 

5. Como surgiu a Igreja Católico Romana? 
R. Surgiu da degeneração da Igreja Primitiva. Desde o início, homens fraudulentos entraram para a Igreja. No princípio, entretanto, as perseguições contra os cristãos se encarregaram de purificar a comunidade cristã. No ano 323, por um decreto do imperador Constantino, o Cristianismo passou a ser a religião oficial do Império Romano. Cessaram as perseguições e muitas pessoas, sem serem verdadeiras convertidas, entraram para a Igreja. A atuação de tais pessoas e a influência do mundo pagão levaram a Igreja a adotar doutrinas e práticas que se chocam brutalmente com os ensinos bíblicos. Eis alguns exemplo: No ano 375 foi instituído o culto aos santos; no ano 431, instituiu-se o culto a Maria; a partir do concílio de Éfeso, cidade que pontificava a grande Diana dos Efésios, divindade feminina pagã; em 503, surgiu a doutrina do purgatório; em 783 foi adotada a adoração de imagens e relíquias; em 1090, inventou-se o rosário; em 1229, foi proibida a leitura da Bíblia. Há muitas outras inovações que seria longo mencionar aqui. Felizmente, Deus levantou homens para conduzir Seu povo de volta à Bíblia. Vários movimentos de reforma religiosa, inclusive os propostos pelos Concílios de Constantino, Pisa e Basiléia, fracassaram. Porém, a Reforma Religiosa do Século XVI triunfou. 

6. Por que Calvino não se uniu a Lutero, ao invés de criar um movimento à parte? 
R. Porque Lutero queria apenas reformar a Igreja, enquanto Calvino entendia que a Igreja estava tão degenerada, que não havia como reformá-la. Calvino se propôs organizar uma nova Igreja que, na sua doutrina, na sua liturgia e na sua forma de governo, fosse idêntica à Igreja Primitiva. 

7. Como o presbiterianismo chegou ao Brasil? 
R.. No Século XVI houve uma tentativa de implantação do presbiterianismo no Brasil, através dos franceses que aqui chegaram em 1557. A Ceia do Senhor, segundo o rito bíblico calvinista, foi celebrada pela primeira vez, na América do Sul, no dia 21 de março de 1557, no Rio de Janeiro. Os franceses, no entanto, foram expulsos de nosso país em 1567. Duas outras tentativas foram feitas através dos holandeses, em 1624 e em 1630. Em 1654, os holandeses foram expulsos do Brasil, e as comunidades presbiterianas que eles haviam implantado no nordeste, desapareceram. A implantação definitiva do presbiterianismo, no Brasil, se deu através do trabalho de missionários, que vieram especialmente para evangelizar os brasileiros. 

8. Quem foi o primeiro missionário presbiteriano a vir para o Brasil? 
R. Foi o Rev. Ashbel Green Simonton, que chegou ao Brasil, no Rio de Janeiro, no dia 12 de agosto de 1859. Tinha apenas 26 anos de idade. Seu ministério durou apenas 8 anos, pois Simonton faleceu em São Paulo, no dia 8 de dezembro de 1867. A esta altura, a nossa Igreja já tinha um presbitério (Presbitério do Rio de Janeiro), um Seminário, cinco pastores e três Igrejas organizadas (A 1ª do Rio de Janeiro, a primeira de São Paulo e a de Brotas, no Estado de São Paulo). 

Fonte: www.charlezine.com.br/wp-content/uploads/razao-nossa-fe-1981.pdf


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

REFLEXÃO BÍBLICA - SEDE DE DEUS


Salmo 42.1-2
1 Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?”

Você está com sede? Deseja saciar-se?

Um menino chegou à uma casa, após uma longa caminhada em busca das cabras do pai. Chegando ali perto em uma casa falou: “Por favor! Tenho sede! Um pouco de água por favor!” Uma senhora gentil ofereceu aquela água retirada do pote e ele sorveu aquele líquido precioso tornando-se revigorado.

Davi estava pensando sobre a ânsia de um animal chamado corça em busca de uma fonte de água refrescante onde mataria sua sede e refrigeraria o seu corpo por causa do calor. Ele reflete que a nossa alma tem uma sede intensa não de uma água física, mas espiritual que satisfaz a alma, sobre isto podemos depreender algumas lições irrefragáveis para o nosso coração.

Primeira, quem deseja saciar-se em Deus, sua alma precisa suspirar por Deus: 1 Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma (v.1), suspirar é ter paixão, amor desmedido, querer viver para agradar Deus, buscar agradar a Ele, se preciso for morrer pelo Senhor, por isso Paulo diz que o viver é Cristo e o morrer é lucro (Fp 1.21), ele estava disposto a morrer para não negar a sua fé.

Saciar-se em Deus é viver com tanta paixão por Ele a ponto de suspirar por Ele. Quando um casal de namorados estão apaixonados, eles suspiram de paixão, eles ocupam sua mente um com o outro, o crente deve ocupar sua mente com Deus, precisamos viver para agradá-lo, ter o coração ardendo quando fala em Jesus, ter sua alma aquecida quando busca ao Senhor. Você tem suspirado pelo Senhor?

Segundo, quem deseja saciar-se em Deus, sua alma precisa ter sede de Deus: A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo (v.2a), dizia o teólogo Santo Agostinho que o homem possui um vazio do tamanho de Deus e que só Deus pode preencher este vazio, devido a isto o homem anda em vários lugares em busca de paz, vive nos bares, bordéis, drogas, outros buscam satisfazer-se nas coisas materiais, vários estão em busca de religiões diversas, porém, a solução para este vazio não está em ninguém mais, somente em Jesus, ele mesmo disse: 37 [...] Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38 Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva (Jo 7.37-38), venha à fonte das águas vivas que podem matar a sede da tua alma e te dá satisfação eterna.

Ele é a fonte, nós sedentos pecadores quando vamos até Ele com sinceridade de coração, Ele não nos lança fora, pelo contrário, Ele nos acolhe (Jo 6.37), busque nesta fonte que nunca seca, a agua (satisfação) que Ele nos dá nunca se acaba (Jo 4.14). Sua alma está aflita? Jesus é a solução, Ele satisfaz a sua alma!

Terceira, quem deseja saciar-se em Deus precisa ter um encontro com Deus: “[...] quando irei e me verei perante a face de Deus?” (v.2b), o ser humano nascido sob o domínio do pecado, é totalmente incapaz de levantar-se por si só, precisou que Deus viesse até Ele, Jesus se fez homem e veio habitar entre nós (Jo 1.14), o pecado formou uma parede de separação entre o homem e Deus (Is 59.1-2), sendo assim não haveria nenhuma possibilidade dele encontrar-se com Deus a mesmo que Deus viesse ao seu encontro.

 Podemos ver isto exemplificado no pastor que foi ao encontro da ovelha perdida e não desistiu até que a encontrou (Lc 15.3-7), da mulher que perdeu a moeda e não ate recuperar seu dinheiro perdido (Lc 15.8-10), por isto que o apostolo João afirmou que Deus enviou o seu Filho como salvador do mundo (I Jo 4.14), não foi você que buscou a Deus, Ele veio ao teu encontro. O salmista disse que sua alma almejava o Senhor mais do que os guardas pelo amanhecer (Sl 130.6), se você está com o coração ansioso pelo Senhor, saiba que Ele vem ao teu encontro e não te lança fora!

Para Concluir dizemos que da forma como Davi suspirou, teve sede e desejou a presença do Senhor, nós precisamos entender que somente Deus é que pode nos satisfazer, da forma como Ele encheu o coração de Davi, também enche o nosso, como tornou Davi feliz, também nos fará, do modo como deu a salvação ao seu servo, também nos dá. Creia e se lance na fonte de aguas vivas, Jesus Cristo.


Autor: Missº Veronilton Paz

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Repondo a Verdade dos Fatos Sobre a Mentirosa Estoria de Um "Massacre Calvinista". Dona Midia e Dona Romana, a Mentira Tem Perna Curta!


CANONIZAÇÃO NO BRASIL
Ontem, 16/10/17, foi anunciado que a Igreja Católica Canonizará os primeiros Mártires Brasileiros. Na Matéria no site da Globo é repetido insistentemente que essa matança se deu sob as ordens dos Calvinistas Holandeses. Vale à pena ler este artigo do Rev. Francisco Schalkwijk: "As Lágrimas de Cunhaú" para conhecer o outro lado da história.

AS LÁGRINAS DE CUNHAÚ
Recentemente, os jornais noticiaram a beatificação dos mártires de Cunhaú, no Rio Grande do Norte (1645), pelo papa João Paulo II. O massacre ocorreu durante as primeiras semanas do levante português contra a ocupação flamenga (1630-1654). Uma das notícias afirmou que essas horrendas atrocidades foram cometidas por ordem do governo holandês no Recife e orientadas por um pastor “calvinista”. Sem diminuir a monstruosidade do trágico acontecimento, convém lembrar pelo menos três fatos do contexto histórico daqueles dias de guerra que marcaram o começo do fim da ocupação holandesa do Nordeste.

Em primeiro lugar, cumpre observar que não foi o governo holandês que ordenou a chacina. O que ocorreu foi uma vingança por parte dos índios, ajudados por uma tribo indígena da Bahia, em reação às notícias que corriam sobre as crueldades dos portugueses. Desde o início da revolta (13/6/1645), cada vez ficava mais claro que, onde quer que os portugueses restabeleciam seu poder, uma morte terrível esperava seus adversários, especialmente os índios. Conseqüentemente, os “brasilianos” (como eram chamados os índios tupis) refugiaram-se nas proximidades das fortificações holandesas, consideradas inexpugnáveis. Outros decidiram evitar o desastre aparentemente inevitável e pegaram em armas. Foi isso que aconteceu em Cunhaú. 

No Rio Grande, a população indígena consistia em grande parte de índios antropófagos (tapuias), sob a liderança do seu cacique Nhanduí. Para os holandeses, os tapuias significavam um bando de aliados um tanto inconstantes, pois eram um povo muito independente, que não aceitava ordens de ninguém, mas decidia por si o que era melhor para sua tribo. Um tal de Jacob Rabe, casado com uma índia, servia de ligação entre eles e o governo holandês. 

Entre os indígenas do extremo Nordeste existia em geral um grande ódio contra os portugueses, sem dúvida pela lembrança dos acontecimentos anteriores à chegada dos holandeses, que eram considerados como os libertadores da opressão lusa. E, por várias vezes, esses índios quiseram aproveitar-se da situação de derrota dos lusos para vingar-se deles. Assim, em 1637, depois de Maurício de Nassau conquistar o Ceará, os índios procuraram matar todos os portugueses da região, que foram protegidos pelos holandeses, por meio das armas. A mesma coisa aconteceu no Rio Grande do Norte, em 1645. Os tapuias sentiram que, com o início da revolta contra os holandeses, havia chegado a hora da verdade: eram eles ou os portugueses. No dia 16 de julho, começaram por Cunhaú, massacrando as pessoas que estavam na capela e posteriormente, numa luta armada, os restantes.


Em segundo lugar, é preciso reconhecer que, de fato, o nome de um pastor protestante está ligado a esse episódio. Porém, de modo exatamente contrário daquele que se supõe: não foi ele quem orientou a chacina, antes, foi enviado pelo governo para refrear a selvageria dos silvícolas. Quando, no dia 25 de julho, o governo holandês no Recife soube dos terríveis acontecimentos do Rio Grande do Norte, enviou o Rev. Jodocus à Stetten, pastor “calvinista” alemão, capelão do exército, com o capitão Willem Lamberts e sua tropa armada “para refrear os tapuias e trazê-los [para o Recife], a fim de poupar o país e os moradores [portugueses]”. Os índios, porém, ficaram enfurecidos com os holandeses, não entendendo como estes podiam defender seus inimigos mortais, e até romperam a frágil aliança com os batavos. Antes de regressar para o sertão do Rio Grande, fizeram ainda outra incursão vingadora contra os portugueses, desta vez na Paraíba.

Em terceiro lugar, é importante lembrar o fim do algoz-mor de Cunhaú, Jacob Rabe. Alguns meses depois do massacre, esse funcionário da Companhia das Índias Ocidentais, que havia recebido o pastor Jodocus de pistola em punho, foi morto por ordem do próprio governador da capitania do Rio Grande do Norte, Joris Garstman. O capitão Joris era casado com uma senhora portuguesa que havia perdido muitos parentes em Cunhaú. 

Esses três fatos complementares não diminuem em nada o sofrimento dessas vidas inocentes esmagadas entre as pedras de moinho de uma luta armada. Porém, talvez possam eliminar em parte o veneno da história, por nos permitirem entender melhor o contexto daqueles dias cheios de angústia para ambos os lados. Escrever história objetivamente é muito difícil, mais ainda quando se trata de um caso controvertido como este, com muitos pormenores desconhecidos. Mas afirmar, como foi feito por certos porta-vozes, que as barbaridades de Cunhaú foram perpetradas a mando do próprio governo holandês, e ainda por cima orientadas por um pastor evangélico, simplesmente não corresponde à verdade. Convém distinguir os fatos e a interpretação dos fatos. O que não atenua, antes aumenta a nossa ansiosa expectativa do dia em que o Senhor enxugará todas as lágrimas (Ap 7.17), inclusive as de Cunhaú.

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Francisco Schalkwijk, ex-missionário no Brasil, é ministro da Igreja Reformada Holandesa, com mestrado no Calvin Theological Seminary, nos EUA, e doutorado em história na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. É autor do livro Igreja e Estado no Brasil Holandês (1986).

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

ENTREGA TOTAL

A invasão divina na miséria humana e o cumprimento do seu plano de salvação tiveram início e se cumpriram em orações de entrega total. Deus deslanchou seu sonho no dia em que uma jovem chamada Maria entregou seu futuro, sua reputação e ate mesmo seu casamento com que tanto sonhara, submetendo os à vontade do Senhor. O sonho tornou-se realidade quando Jesus se entregou a si mesmo em morte de cruz por causa de seu amor pelo Pai e seu reino.
Ele ainda cumpre sua vontade na Terra mediante corações, vontades, corpos e vidas rendidos a ele. Por esse motivo, a oração de entrega total deve ser a opção dos caçadores de Deus de qualquer geração, em todos os lugares e em qualquer área de atuação. Quando o Senhor se tornar nosso principal desejo, por causa de nosso ardente anseio por ele, veremos nossos dons e ofertas que não forem uma entrega total como algo vazio e sem significado.
A busca pelo Senhor nos custa caro. Talvez tenhamos de gastar tudo para nos aproximarmos daquele que é tudo. Jesus pagou o preço máximo por nosso perdão e nossa adoção na família de Deus. Por acaso o leitor fará essa renúncia para ter maior intimidade com Deus? O custo é bastante alto. Quanto mais nos aproximamos do fogo divino, mais somos consumidos pelas chamas de sua santidade e de sua glória. Quanto mais o amamos, mais nos sacrificamos para realizar sua vontade.

Uma pergunta tocante

A holandesa Corrie ten Boom, uma das grandes cristãs do século XX, sobreviveu a Ravensbruck, um conhecido campo de concentração nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Toda sua família foi exterminada por ter acolhido judeus em sua casa, em Amsterdã.
Corrie registrou uma simples "pergunta em forma de oração" que ela repetiu e pronunciou diante de platéias por todo o mundo até sua morte, em 1983. Fazer essa prece e esse pedido é realizar um custoso auto-exame à luz da obra de Cristo na cruz. A pergunta é tocante:
“Senhor Jesus, tu sofreste por mim. O que estou sofrendo por ti?”
Jesus Cristo foi o maior exemplo de plena submissão à vontade do Pai. Por esse motivo não podemos dizer que não temos um modelo ou um guia para a jornada da entrega total. Seu chamado pessoal aos discípulos faz ressoar, trazendo a lume, o incrível custo da entrega total na oração, em atas e em palavras. Está escrito:
“Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.” (Lc 9.23,24.)
Percebo que a maior parte (se não todos) dos maiores sacrifícios e das "entregas da alma" da história foi fundamentada e motivada pelo amor e não pelo medo. Por acaso temos dúvida de que a rendição que Jesus fez de sua vontade, no jardim, brotou do seu amor pelo Pai e por nós?

Amor profundamente ligado a orações de entrega total

A entrega total a Deus começa com o amor em sua plenitude. Está escrito: “O perfeito amor lança fora o medo" (1 Jo 4.18b) Ele está profundamente ligado a qualquer oração de entrega total. Richard Foster escreveu:
“O amor é a sintaxe da oração. Para sermos eficientes em nossas preces, temos de ser 'amantes' eficientes. Em The Rime of the Ancient Mariner (A balada do velho marinheiro), Samuel Coleridge declara: ‘Aquele que ora bem ama bem'. Coleridge obviamente tirou essa ideia da Bíblia, porque suas páginas manifestam a linguagem do amor divino. A verdadeira oração não brota quando rangemos os dentes, mas quando nos apaixonamos por Deus.”
O profeta Isaías começou seu ministério como um membro altamente instruído e respeitado da corte real. Obviamente sua vida não era muito difícil, até o dia em que teve um encontro com Deus, no templo. Quando ouviu a voz do Senhor dizer: "A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”, sentiu-se mover com uma fé sobrenatural e foi capaz de declarar:
"Eis-me aqui, envia-me a mim." (Is 6.8b.)

ORAÇÃO DE ENTREGA TOTAL

"Usa-me, meu Salvador, para qualquer propósito e de qualquer maneira que o Senhor desejar. Eis meu pobre coração, um vaso vazio. Enche-o com tua graça. Eis minha alma pecadora e atormentada. Aviva-a e refresca-a com teu amor. Faze do meu coração tua morada; usa minha boca para transmitir a glória do teu nome; que meu amor e minhas forças promovam o crescimento dos que crêem; nunca deixes minha fé enfraquecer, para que em todo o tempo eu esteja capacitado a dizer, desde meu íntimo: 'Jesus precisa de mim e eu sou dele'."

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Tommy Tenney é pastor, autor de vários livros traduzidos para mais de 30 idiomas. Orações dos Caçadores de Deus é um de seus livros, publicado pela Editora Betânia, do qual este artigo foi extraído.

Foto: William Farlow

Fonte:https://www.mensagemdacruz.online

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Mais de 5 mil se rendem a Cristo e abandonam seita, em culto na Nigéria

"Não iremos censurar os sermões, nem restringir a liberdade dos nossos pastores”, diz Trump em discurso repleto de menções a Deus.

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Tem sido uma constante nos discursos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a citação de Deus e a responsabilidade americana em seguir o que está escrito nas Escrituras. Disse que quer ver as crianças conhecendo as bênçãos de Deus e assegurou liberdade de expressão a pastores e pregadores do Evangelho. E declarou declarou amor dos EUA à família, à liberdade e a Deus. (vídeo do discurso traduzido no final do post)
“Nesta noite e, em nome dos veteranos, refletimos acerca de tudo que valorizamos enquanto americanos: Amamos o nosso País, amamos as nossas famílias, a nossa liberdade e amamos a Deus”, destacou Donald Trump. Ele destacou também que os fundadores da América invocaram o Criador quatro vezes na Declaração de Independência. Citou Benjamim Franklin, que havia lembrado aos colegas na Convenção da Constituição para começarem por curvar a sua cabeça em oração.Segundo Trump, desde a assinatura da declaração de Independência, 241 anos atrás, a América sempre afirmou que a liberdade advém do Criador. “Nossos direitos são nos dados por Deus e nenhuma força terrena poderá alguma vez nos tirar esses direitos. É por isso que a minha administração está transferindo o poder para fora de Washington e devolvendo esse poder a quem ele pertence: Ao povo”, afirmou.
“Eu quero lembrar a vocês que nós iremos começar a dizer Feliz Natal novamente”, disse Trump, arrancando aplausos da platéia. Também destacou a moeda americana na qual está escrita: “Em Deus confiamos”.
Segundo o presidente, Deus não concedeu apenas a bênção da liberdade, mas também a bênção de heróis dispostos a dar a sua vida para defender essa liberdade, mencionando os veteranos de guerra.
“Na minha administração irá sempre apoiar e defender a sua liberdade religiosa e não queremos ver Deus sendo escorraçado do espaço público, expulso de nossas escolas ou empurrado para fora da nossa vida cívica. Queremos ver oração antes dos jogos de futebol se eles assim o quiserem”, disse Trump.
Ele também não se esqueceu de mencionar as crianças para as quais oportunizou conhecer a Deus: “Nós queremos que todas as crianças tenha a oportunidade de conhecer as bênçãos de Deus. E não iremos censurar os sermões, que possa restringir a liberdade de expressão dos nossos pastores e pregadores, pessoas que nós mais respeitamos!”, finalizou.
É uma praxe dos discursos de Trump o uso de frases bíblicas e o reconhecimento da necessidade de uma volta do povo americano às Escrituras, chegando a afirmar, em uma dessas oportunidades, que a “América sempre foi a terra dos sonhos, porque ela é uma nação de verdadeiros crentes”. Depois ele afirmou: “Na América não adoramos ao governo, adoramos a Deus” e “prometemos proteger sua liberdade religiosa”.
Fonte: http://conscienciacristanews.com.br/nao-iremos-censurar-sermoes-trump/

terça-feira, 14 de março de 2017

MANÁ DIÁRIO (GENESIS 39.1-40.23) - MISSº VERONILTON PAZ

MANÁ DIÁRIO – GÊNESIS 39.1-40.23
                                                                                
JOSÉ, O FILHO USADO POR DEUS EM MEIO ÁS ADVERSIDADES, LONGE DA CASA DO SEU PAI
O poeta Gonçalves Dias compôs um poema intitulado Canção do Exílio, vejamos a primeira e a ultima estrofes: “Minha terra tem palmeiras/Onde canta o Sabiá/As aves, que aqui gorjeiam/Não gorjeiam como lá”.  “Não permita Deus que eu morra/Sem que eu volte para lá/Sem que disfrute os primores/Que não encontro por cá/Sem qu'inda aviste as palmeiras/Onde canta o Sabiá”. Semelhante ao exilado da canção, também José agora longe da casa do seu Pai chega ao Egito como Escravo de Potifar, aquele rapaz foi uma benção ali no Egito, aquele rapaz mesmo vivendo dias tenebrosos, de filho mais intimo do seu pai (Gn 37.3), passa a ser escravo de um estranho (Gn 39.1), mas um detalhe que reverbera é que tanto lá na casa do pai como aqui Deus estava como ele, Deus era com aquele jovem, vamos extrair algumas lições baseados no tema acima descrito.
                        
Primeira, O Senhor abençoa um lugar não por causa do seu servo, mas por amor ao seu servo. José foi um servo e a palavra grega da septuaginta usada para este tipo de pessoa é “leitogós” e significa o “servo abençoador”, tudo que ele coloca a mão, dá certo. Foi exatamente o que aconteceu com José, Deus abençoava até ímpios por amor dele, conforme está escrito: ”1 José foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda, egípcio, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá. 2 O SENHOR era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio. 3 Vendo Potifar que o SENHOR era com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em suas mãos, 4 logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha. 5 E, desde que o fizera mordomo de sua casa e sobre tudo o que tinha, o SENHOR abençoou a casa do egípcio por amor de José; a bênção do SENHOR estava sobre tudo o que tinha, tanto em casa como no campo. Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava. José era formoso de porte e de aparência” (Gn 39.1-6). Como eu e voce temos nos comportado tem levado a benção de Deus aos que estão perto de nós, veja como Deus se preocupa com as demais áreas da vida, pois ele deu subsistência para casa do ímpio Potifar, por intermédio do seu servo José, de tal forma que José tornou-se uma espécie de chefe naquele lugar, Calvino, o reformador francês dizia que os crentes deveriam ser os melhores em tudo que fizessem, pois Deus quer abençoar o mundo por meio das nossas vidas, sejamos como José foi, um servo abençoador, que possamos ser um canal de benção para as pessoas, lembrando que Deus não fez nada por causa de José, mas por amor de José (v.5), assim não sejamos orgulhosos, achando que Deus faz algo por nossa causa, Ele faz por que nos ama, Ele não precisa de nenhum de nós, mas por amor nos usa para abençoar o mundo. Porém, advirto que muitas vezes para agirmos e sermos bênçãos passamos por revezes, isto aconteceu com José e veremos um pouco abaixo.

Segunda, O Senhor abençoa o seu servo, mesmo quando ele está sofrendo injustiças, o Senhor será com Ele. Nesta parte vem ma parte aconteceu uma parte muito amarga da estada de José pelo Egito, começando com mulher de Potifar querendo ter relações com ele, o rapaz não quis, agora a visão dele sobre pecado é que é fenomenal: “[...] cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” (v.9), para José, antes se ele possuísse aquela mulher que pertencia a Potifar, antes de pecar contra o homem, pecaria contra Deus, pois o pecado, antes de ofender aos homens, é uma ofensa a santidade de Deus. A mulher não se intimidou e tentou seduzi-lo de todas as formas, chegando ao cumulo de agarrá-lo e puxar suas vestes, o moço fugiu e ela ficou com suas vestes, as quais arrancou dele, mentiu para o seu marido e aquele servo abençoador foi parar na prisão, de maneira injusta, (v. 7-20), ou seja crente lutas, injustiças, é vitima de enganações, trambicagens, este evangelho que mostra o crente isento de sofrimentos não é o que Cristo e os apóstolos ensinaram, José, servo que por ser fiel ao seu Deus e não querer negociata para possui a mulher do outro, foi parar na prisão, mas uma coisa é certa, Deus estava como ele. José, aquele servo abençoador da casa de Potifar, não foi para prisão por mão do seu senhor terreno, mas pela boa mão da providencia de Deus, quando você for tirado de um lugar para outro, mesmo que seu ministério tenha sido profícuo, nunca fique no passado, viva o presente, foi isso que José fez, antes estava como mordomo e foi benção, agora estava como presidiário pelo crime de fidelidade a Deus, o que ele fez? Foi benção de tal forma que o carcereiro entregou as chaves da prisão e Ele, isto pode ser visto nas palavras da narração: “21 O SENHOR, porém, era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro; 22 o qual confiou às mãos de José todos os presos que estavam no cárcere; e ele fazia tudo quanto se devia fazer ali.23 E nenhum cuidado tinha o carcereiro de todas as coisas que estavam nas mãos de José, porquanto o SENHOR era com ele, e tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava” (v.21-23), aquele jovem foi para prisão como se fosse culpado de estupro, mas Deus pela sua providencia amorosa e perfeita o fez chegar ali para que por intermédio dele, o Senhor manifestasse a sua glória na terra do Egito, texto inicia dizendo que o Senhor era com José (v.21), fez com que ele caísse na graça do carcereiro e este deu a José o cargo de líder dos outros presos (v.22), aqui nós aprendemos que aquele a quem Deus escolheu para ser líder não pode terceirizar seu ministério, pois onde ele estiver, vão surgir situações para ele administrar e seu chamado vai aparecer. Outra questão interessante é que aquele que Deus escolheu para ser líder, a obra de Deus prospera nas suas mãos, então esta história de dizer que queremos qualidade e não quantidade é conversa fiada de líder preguiçoso, pois a qualidade  gera quantidade, José foi um ramo frutífero, um líder que onde chegava liderava e fazia conforme a direção de Deus, por isso o carcereiro não tinha preocupação com a cadeia, pois José dava conta do serviço (v.23). Como nós temos agido onde o Senhor tem nos colocado? Temos sido benção? José foi, nós também devemos ser, mesmo que você não tenha um cargo de liderança formal, mas você é agente da graça de Deus para abençoar pessoas, assim faça isto. Mesmo em meio ao caos precisamos ser boca de Deus, assim agiu o menino José, exaurindo um pouco sobre isto, aprenderemos mais uma lição abaixo.

Terceira, O Senhor abençoa o servo de tal forma que, mesmo em meio às tribulações, ele é boca de Deus. 40.1-23
Continuando o cotidiano de José na prisão, chegaram ali mais dois presos que eram oficiais do rei do Egito, sobre este encontro iremos extrair alguns aprendizados: a) Um acontecimento casual, para os homens, como uma prisão, na agenda de Deus é uma oportunidade para que Ele seja exaltado por meio do seu servo: “1 Passadas estas coisas, aconteceu que o mordomo do rei do Egito e o padeiro ofenderam o seu senhor, o rei do Egito. 2 Indignou-se Faraó contra os seus dois oficiais, o copeiro-chefe e o padeiro-chefe. 3 E mandou detê-los na casa do comandante da guarda, no cárcere onde José estava preso. 4 O comandante da guarda pô-los a cargo de José, para que os servisse; e por algum tempo estiveram na prisão. 5 E ambos sonharam, cada um o seu sonho, na mesma noite; cada sonho com a sua própria significação, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que se achavam encarcerados. 6 Vindo José, pela manhã, viu-os, e eis que estavam turbados. 7 Então, perguntou aos oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa do seu senhor: Por que tendes, hoje, triste o semblante? 8 Eles responderam: Tivemos um sonho, e não há quem o possa interpretar. Disse-lhes José: Porventura, não pertencem a Deus as interpretações? Contai-me o sonho” (v.18). Aqueles homens estavam na prisão por terem ofendido seu senhor, estiveram na prisão por algum tempo (v.4), José ali obedecendo ordens do comandante da guarda estava servindo a eles, ou seja, José até na prisão foi um “leitogós” (servo abençoador), quem nasce para abençoar sempre vai fazer isto. A prisão pode ser um acontecimento humano, mas na agenda de Deus, ali era o lugar que Deus preparou para honrar o seu servo, por isso Ele enviou para lá oficiais do rei, porque Deus queria ser exaltado por meio do seu servo, este momento estava começando a surgir e ali na prisão, iniciou este movimento santo, Se você está em uma situação desagradável, saiba que aí é o lugar que Deus vai ser exaltado por seu intermédio. b) Um acontecimento cotidiano, para os homens, como um sonho, na agenda de Deus é uma oportunidade de Dele falar por intermédio do seu servo: 9 Então, o copeiro-chefe contou o seu sonho a José e lhe disse: Em meu sonho havia uma videira perante mim. 10 E, na videira, três ramos; ao brotar a vide, havia flores, e seus cachos produziam uvas maduras. 11 O copo de Faraó estava na minha mão; tomei as uvas, e as espremi no copo de Faraó, e o dei na própria mão de Faraó. 12 Então, lhe disse José: Esta é a sua interpretação: os três ramos são três dias; 13 dentro ainda de três dias, Faraó te reabilitará e te reintegrará no teu cargo, e tu lhe darás o copo na própria mão dele, segundo o costume antigo, quando lhe eras copeiro. 14 Porém lembra-te de mim, quando tudo te correr bem; e rogo-te que sejas bondoso para comigo, e faças menção de mim a Faraó, e me faças sair desta casa; 15 porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus; e, aqui, nada fiz, para que me pusessem nesta masmorra. 16 Vendo o padeiro-chefe que a interpretação era boa, disse a José: Eu também sonhei, e eis que três cestos de pão alvo me estavam sobre a cabeça; 17 e no cesto mais alto havia de todos os manjares de Faraó, arte de padeiro; e as aves os comiam do cesto na minha cabeça. 18 Então, lhe disse José: A interpretação é esta: os três cestos são três dias; 19 dentro ainda de três dias, Faraó te tirará fora a cabeça e te pendurará num madeiro, e as aves te comerão as carnes” (v.9-19). Aqueles dois sonharam, mas aqueles sonhos eram ,na realidade, Deus querendo demonstrar seu poder ali por meio do seu servo José, ele de fato interpretou os sonhos da forma que Deus lhe entregou a revelação, antes ele havia dito que a Deus pertenciam as interpretações (v.8), agora Deus o usa para tal façanha de dizer o que estava no oculto, porém, Ele dava a Deus toda a glória, aprendemos que quando Deus nos usar, não devemos querer nos gloriar, mas dá a Deus toda a glória, ele atribuía não a sua espiritualidade as bênçãos e interpretações de sonhos que Deus lhe dava, mas sempre ao Senhor, Deus fala por intermédio dos seus servos, mas Ele não nos dá o direito de querer a sua glória para nós, José foi usado por Deus para dizer que um ia viver e o outro morrer, mas José não estava no lugar de Deus. Nós também ao vermos Deus usar nosso ministério devemos pensar, que Ele não precisa de homens, Ele se serve de homens para realizar a sua vontade Ele usa acontecimentos cotidianos, como sonhos ou outro meio qualquer para falar e realizar a sua vontade por nosso intermédio. A Ele seja toda glória! c) Um acontecimento normal, para os homens, como uma festa de aniversario, na agenda de Deus é uma oportunidade Dele ser honrado pelas palavras do seu servo. “20 No terceiro dia, que era aniversário de nascimento de Faraó, deu este um banquete a todos os seus servos; e, no meio destes, reabilitou o copeiro-chefe e condenou o padeiro-chefe. 21 Ao copeiro-chefe reintegrou no seu cargo, no qual dava o copo na mão de Faraó; 22 mas ao padeiro-chefe enforcou, como José havia interpretado” (v.20-22). Aquilo que Deus fala se cumpre, nós precisamos ser boca de Deus, José assim era, disse que o copeiro-chefe ia voltar ao seu cardo e ele voltou (v.20-21), da mesma maneira, o padeiro-chefe foi enforcado como José falou anteriormente (v.22). O grande problema da igreja moderna é que ela tem a Palavra de Deus, mas não temos sido boca de Deus. Ele não tem sido honrado pelas palavras da nossa boca, muitas vezes vivemos uma aridez tão grande que mesmo pregando a Palavra de Deus, ela não tem sido verdade na nossa boca, vida e ministério. As palavras de José não caíram por chão porque Deus estava com ele, ele tinha intimidade com Deus, era benção na casa de Potifar, mas também na prisão, não apenas a Palavra física estava na sua boca, Deus fazia que sua Palavra fosse verdade na boca dele. Peçamos a Deus que Ele faça que sua Palavra seja verdade na nossa boca! d) Um acontecimento providencial como um livramento da morte, na agenda de Deus é uma oportunidade dele provar a gratidão ou ingratidão das pessoas. “23 O copeiro-chefe, todavia, não se lembrou de José, porém dele se esqueceu” (v.23), queridos Deus muitas vezes realiza coisas maravilhosas, Ele faz isso mesmo sabendo que não terá gratidão, mas ingratidão. Depois de tudo aquilo, mesmo José tendo dito que se lembrasse dele que estava ali preso injustamente, ele se esqueceu, muitos querem apenas pedir, esquecem de ser gratos, esquecem quem os abençoou, esquecem quem foi canal de benção para eles, a ingratidão é algo que nem sequer deveria estar na vida de quem se declara cristão, mas muitos reclamam da chuva e do  sol, do frio e do calor,  quando tem algo, dizem não ter nada, a Bíblia ordena ser gratos, conforme Paulo escreveu: 18 Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”(I Ts 5.18), aquele Copeiro-Chefe ingrato nos representa muitas vezes quando reclamamos da vida que nossos pais nos dão, quando reclamamos da comida, e muitas vezes murmuramos contra Deus. Esquecer é uma atitude de ingratidão diante da benção recebida, não esqueça as bênçãos que você recebeu, lembre que foi Deus que deu, mas lembre também das pessoas que Ele usou para te abençoar.

Concluímos lembrando que: 1. O Senhor abençoa um lugar não por causa do seu servo, mas por amor ao seu servo (Gn 39.1-6); 2. O Senhor abençoa o seu servo, mesmo quando ele está sofrendo injustiças, o Senhor será com Ele (Gn 39.7-23); 3. O Senhor abençoa o servo de tal forma que, mesmo em meio às tribulações, ele é boca de Deus (Gn 40.1-23). Como nós temos nos temos nos comportado quando Deus nos usa? Damos a Ele toda a glória, lembrando que tudo que faz não é por nossa causa, mas porque nos ama?. Como reagimos quando somos injustiçados, partimos para o desespero ou esperamos na providencia de Deus, sabendo que Deus está conosco ali? Temos sido boca de Deus ou estamos vivendo uma vida Arida. José foi chamado de ramo frutífero (Gn 49.22), que nós também tenhamos frutos de justiça, santidade e confiança em Deus. Lembre-se que Deus é soberano, tudo que acontece Ele está no controle, Ele pode nos usar para a sua glória! Quem Ele faça com que sua glória seja promovida por nosso intermédio. Em Nome de Jesus! Amém!

AUTOR: Veronilton Paz da Silva – Licenciado ao Sagrado Ministério (PRVP); Missionário Presbiteriano na Cidade de Sumé-PB (JMN/IPB); Bacharel em Teologia (IBHT); Licenciado em Letras – Língua Portuguesa (UEPB); Formação Presbiteriana de Evangelista/Missionário (CPO/IBN e CEIBEL); Pos Graduando em Estudos Teológicos (CPAJ/Mackenzie).





segunda-feira, 13 de março de 2017

O Velho Chico chegou

Monteiro (PB), 12 - No semiárido dos Estados de Pernambuco e Paraíba, região consumida pela seca há seis anos, a grande atração tem sido a água. Mais especificamente, a água que, desde a virada do ano, foi preenchendo os 217 quilômetros do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco. Ela sai da represa da Usina de Itaparica, formada pelo Rio São Francisco, na divisa da Bahia, atravessa quatro municípios de Pernambuco - Floresta, Betânia, Custódia e Sertânia - até desembocar na cidade de Monteiro, na Paraíba.

À medida que a água avançou, primeiro na beira de povoados, depois nas cidades maiores, foi recebida com deslumbramento. Famílias inteiras vestem roupas de banho e mergulham nas represas da Transposição. Os mais audaciosos se jogam no canal, mesmo sem ter noção da profundidade. O gesto mais trivial por lá é tirar selfie com a água.

“A gente faz a foto para registrar e acreditar que não estamos imaginando: olha aí, a água do Chico chegou. Depois de séculos, mas chegou”, diz Rafael Barbosa dos Santos, 26 anos, desempregado, que junto de uma amiga, a técnica de enfermagem Raquel Simplício dos Santos, 31 anos, se autofotografava, quinta-feira passada, no final da Transposição, em Monteiro.

Lazer

No último mês, não faltaram episódios para ilustrar o surto de euforia. No município de Floresta, dois nadadores morreram afogados. Em Sertânia, os banhistas ocupam as represas, sem a menor cerimônia, desde o carnaval. “É impressionante, no domingo, vira o piscinão, a prainha de uma quantidade absurda de pessoas”, diz a comerciante Iranuedja Moreira de Aquino, 42 anos, que se espantou quando foi ver com os próprios olhos a aglomeração. Seu marido, Paulo Cesar Santana, 50 anos, tem uma justificativa para o descontrole coletivo. “Quando a gente, que vive na estiagem, vê uma represa cheia, se sente como ganhador da Mega-Sena, não qualquer Mega-Sena, a da virada.”

Há uma semana, a água ensaiou uma tragédia. O reservatório Barreiro, em Sertânia, se rompeu. A força da água foi tão violenta que abriu uma cratera na pista da rodovia quilômetros à frente. As causas estão sendo apuradas, mas quem mora no entorno conta que o reservatório encheu rápido demais. Na véspera do acidente, dava a impressão de que iria transbordar.

O auge do encantamento ocorreu na sexta-feira passada, em Monteiro, na cerimônia de inauguração do Eixo Leste. A cidade já estava mobilizada pela manhã. O casal Aldo Lídio e Luciana Ferreira levou os filhos Abraão, de 10 anos, e Sara, 4, para a borda da Transposição. “Queremos participar desse momento histórico”, disse Aldo. E foi de tirar o fôlego. Um jorro de água eclodiu da Transposição e promoveu o milagre da engenharia hidráulica: o leito estorricado do rio Paraíba, vazio há seis anos, foi inundado em minutos. Tornou-se tão caudaloso que ninguém na multidão, assombrada com o feito, teve coragem de mergulhar. O rio Paraíba é estratégico. Alimenta os principais açudes do Estado e cheio vai tirar centenas de municípios do racionamento.

Deserto

O entorno do Eixo Leste da Transposição é desolador. São centenas de quilômetros de desertos, preenchidos por arbustos retorcidos, terra ocre, rios secos e rebanhos de cabras magras. As poucas manchas verdes são plantações de palma, tipo de cacto que alimenta o gado. A região sempre foi pouco desenvolvida, já que agricultura, indústria e urbanização só prosperam com garantia de água. E a prolongada estiagem fez dessa carestia uma rotina insustentável para os padrões de vida no século 21.

Luiza Aurélia da Silva, 68 anos, moradora do assentamento Serra Negra, em Floresta, passou a infância buscando água em lata, na cabeça e em lombo de burro. Saía ao amanhecer e voltava na hora do almoço. Hoje, as 64 famílias do assentamento são abastecidas por um poço, de água salobra, e por carros pipas da prefeitura. Parte da comida vinha do cultivo de feijão e milho. “Como não chove, todo ano a gente planta e todo ano perde quase tudo”, diz Luiza.

Mas quis Deus, diz ela, que a Transposição passasse do lado do assentamento. A sua casa está a poucos metros do canal. A expectativa por lá é que haverá irrigação para o plantio de culturas comerciais, como a melancia, viabilizando uma vida nova. “Um hectare irrigado vale mais do que 10 secos. Meu tempo passou, mas meus filhos e netos poderão ter uma vida melhor”, diz Luiza.

A falta de água, porém, não é problema apenas de comunidades pobres e isoladas. Entre os moradores do semiárido não se fala outra coisa: que o governo acelerou a conclusão da Transposição Leste para evitar o colapso no abastecimento do polo econômico de Campina Grande e mais 18 cidades. Na área vivem 800 mil habitantes. Todos dependem do açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão. Hoje, ele está no volume morto, com 3% de água.

O garçom José Gonçalves, 67 anos, lembra que até Juscelino Kubitschek inaugurar o Boqueirão, nos anos 50, os moradores de Campina Grande tiravam água de um chafariz. Gonçalves recorda que ele mesmo carregava galões. Com o crescimento da cidade, aquilo parecia ter ficado para trás. Há um ano, o desabastecimento voltou: ele teve de reequipar a casa com uma caixa d’água adicional e baldes de 100 litros, além de manter um estoque com 12 galões de 20 litros água mineral para fazer comida. “Agora, só o rio São Francisco nos salva”, diz ele.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, nega que o cronograma de obras foi acelerado para atender a uma única cidade, mas confirma que Campina Grande havia se tornado preocupação. “A informação é que em setembro a água vai acabar, mas como o volume morto já é uma reserva comprometida, a cidade poderia ficar sem água a qualquer momento”, diz. Barbalho lembra que a Transposição é apenas um ponto de partida. Várias obras adicionais, como o Ramal do Agreste e o Ramal Juá, estão em andamento para criar, enfim, uma rede segura de abastecimento contra a estiagem.

Apreensão. Como isso depende de obras adicionais, de saneamento e encanamento, os moradores da região ainda estão preocupados. “Nossa pergunta agora é: quando a água do São Francisco chega às torneiras?”, pergunta a comerciante Gilvanete Pires, de 53 anos, proprietária de um café em Monteiro. Para fazer a limpeza do estabelecimento, gasta, por semana, mais de R$ 300 em água de carro-pipa. Também precisa desembolsar R$ 50 com tambores de água mineral para preparar as refeições que serve na hora do almoço. Todos os meses, recebe a conta de água, apesar de não receber uma gota. São mais de R$ 200 por mês.

O agricultor José Severino da Silva Irmão, o Zequinha, tem a mesma preocupação. Em um sítio da família, em Sertânia, ele cria um bezerro, duas vacas, três bois, seis cachorros e 17 jumentos, que recolheu na estrada porque ninguém mais os quer. Hoje, ele busca água no vizinho e colhe mandacaru para engrossar a ração. No entanto, se a Transposição regularizar o abastecimento dos açudes, a água deixará de ser problema e ele poderá garantir uma alimentação melhor para os animais e ampliar o rebanho. “Por ora, a única coisa que a Transposição nos dá é alegria - alegria de ver a belezura da água.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Extraído de: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/03/12/internas_economia,853619/o-velho-chico-chegou.shtml?ref=yfp