sexta-feira, 21 de junho de 2019

MINHA FORMAÇÃO ACADÊMICA ATÉ AQUI ...

 Bacharel em Teologia - FATERGE (Faculdade de Teologia Reformada Genebra), Panorama - SP

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 Pós Graduação em Bíblia, Especialização em Estudos Teológicos - CPAJ (Centro Presbiteriano de Pós Graduação Andrew Jumper), Campinas - SP.

 Licenciatura Plena em Letras/Língua Portuguesa - UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), Campus VI, Monteiro - PB.

 Curso de Preparação de Obreiros - IBN (Instituto Bíblico do Norte), Garanhuns - PE.

Mestrado em Teologia - FEST (Filemon Escola Superior de Teologia), Uberaba - MG.

SERTA (Semana Regional de Treinamento e Avaliação), Garanhuns - PE.

Ensino Médio - EJLS (Escola José Leite de Sousa), Monteiro - PB

terça-feira, 16 de abril de 2019

Reflexão Bíblica – Enfrentando as Tempestades da Vida


Rev. Veronilton Paz da Silva

TEXTO: MARCOS 6.45-52
45 Logo em seguida obrigou os seus discípulos a entrar no barco e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. 46 E, tendo-a despedido, foi ao monte para orar. 47 Chegada a tardinha, estava o barco no meio do mar, e ele sozinho em terra. 48 E, vendo-os fatigados a remar, porque o vento lhes era contrário, pela quarta vigília da noite, foi ter com eles, andando sobre o mar; e queria passar-lhes adiante; 49 eles, porém, ao vê-lo andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e gritaram; 50 porque todos o viram e se assustaram; mas ele imediatamente falou com eles e disse-lhes: Tende ânimo; sou eu; não temais. 51 E subiu para junto deles no barco, e o vento cessou; e ficaram, no seu íntimo, grandemente pasmados; 52 pois não tinham compreendido o milagre dos pães, antes o seu coração estava endurecido”.

Para Começo de Conversa
Estive pregando a Palavra de Deus na Igreja Presbiteriana de Sumé-PB na época da missionaria Adenice, depois do culto fui à casa do irmão Josemar e ali assistíamos uma reportagem sobre uma tempestade que aconteceu nos Estados Unidos da América, gerando uma tromba d’água, ela parecia que iria engolir tudo à sua frente, quando terminou as pessoas foram refazer o que sobrou. Também passamos por tempestades na vida, como temos reagido diante delas?

O evangelho de Marcos nesta passagem escolhida narra uma tempestade no mar, que aconteceu depois de uma multiplicação de pães e peixes (Mc 6.30-44), agora Cristo vai ao monte orar e os apóstolos pegam o barco e nesta viagem aconteceu uma violenta tempestade em que o barco era açoitado pelo vento contrário (Mt 14.24; v.48), aqueles homens mesmo sendo experientes pescadores e acostumados as variações do mar, chegaram a um momento que pensaram não ter mais solução para eles, neste ínterim Jesus entrou em ação para lhes trazer a vitória (v.51). Será analisada de maneira analógica esta tempestade literal com as tempestades que enfrentamos na nossa vida, sobre este tão sublime assunto examinaremos algumas assertivas:

Primeiro, Jesus permite que as tempestades aconteçam na vida do crente, conforme se examina nos vv..45-48a. Nesta primeira lição podemos extrair algumas questões interessantes, tais como: As tempestades que enfrentamos não podem sucumbir a promessa feita por Jesus para nós, verificada no v. 45 que diz:45 Logo em seguida obrigou os seus discípulos a entrar no barco e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão”, podemos aferir neste trecho que aqueles homens haviam recebido uma ordem de Jesus para entrar no barco e a promessa de que chegariam do outro lado do mar, ou seja, mesmo que você enfrente tempestades na vida cristã, mas elas não poderão impedir você de chegar do outro lado. Jesus tem todo poder para nos guardar (Jd v.25), Ele nos manterá em segurança. Jó sabia bem disso ao afirmar que o Senhor tudo pode e que nenhum dos seus planos podem ser frustrados (Jó 42.2). Quem escreveu sua história foi Deus, Ele começou a boa obra em ti e há de conclui-la até o dia de Cristo Jesus (Fp 1.6). Descanse nas tempestades, Deus está no controle e é fiel em todas as suas promessas.

Outra questão que podemos tirar aprendizado é que As tempestades nem sempre acontecem por desobediência, mas muitas vezes por obedecermos a voz do mestre, conferida nos vv.46-47 que afirma: 46 E, tendo-a despedido, foi ao monte para orar. 47 Chegada a tardinha, estava o barco no meio do mar, e ele sozinho em terra”, Cristo aqui nos ensina que quando passamos por lutas porque fizemos algo errado, devemos arrependermo-nos e buscar ajuda em Deus. Porém, nesta passagem os discípulos não passavam por tempestades por desobediência, mas porque obedeceram a voz do mestre e entraram no barco. Muitas vezes a nossa obediência gera tempestades em nossa vida, em nossa casa, em nosso trabalho. Porém, devemos entender que se padecermos por sermos fiéis a Cristo somos bem-aventurados.

Citando um exemplo bíblico de alguém que enfrentou tempestades na vida, examinamos o salmista Asafe, pois o mesmo passou por tempestades financeiras em sua vida, e diz no Salmo 73 que quase desvia do caminho do Senhor por ficar observando a prosperidade dos perversos, Deus falou com Asafe dizendo que aqueles homens só tinham riqueza, mas diante de Deus eles não tinham nada, e Asafe chega a conclusão que era mais rico do que eles porque ele tinha Deus, esta declaração do salmista é vista no trecho a seguir: 25 A quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti. 26 A minha carne e o meu coração desfalecem; do meu coração, porém, Deus é a fortaleza, e a minha herança para sempre” (Sl 73.25,26).

Aqueles apóstolos naquele barco passaram por uma tempestade e Cristo os permitiu passar por isto para que aprendessem a confiar no seu mestre. Davi passou por tempestades na sua vida, na sua casa, no seu reinado, e disse que foi bom ter passado por aflições para aprender a valorizar os decretos de Deus (Sl 119.71-72), e nós como reagimos quando passamos por tempestades na vida? Fazemos uma autoanalise ou ficamos revoltados?

Ainda podemos pedagogicamente inferir que as tempestades que enfrentamos não estão ocultas aos olhos do mestre, ele está nos contemplando, conforme Marcos narra no V.48a que define: 48 E, vendo-os fatigados a remar, porque o vento lhes era contrário [...]”. A passagem em vista atesta que Jesus é onisciente, ele sabe todas as coisas, ele sabia que aqueles discípulos iam passar por aquela tempestade no mar. Jesus não é o deus limitado do teísmo aberto que retira sua onisciência, e torna Ele igual a um homem falível, Jesus não é o deus de algumas religiões, nas quais ele precisa da ajuda de outros intermediários, pelo contrário, ele vê todas as coisas (Pv 15.3), contempla, decreta, sustenta e governa o universo com o seu governo soberano (Hb 1.3). Ele contemplou o sofrimento daqueles homens no mar, quando parecia desfalecer a esperança de salvamento, Jesus foi ao seu encontro. Ele também contempla nossas lutas, sofrimentos e angustias, bem como também vem ao nosso encontro, segundo passaremos a expor a partir deste instante.

Segunda, Jesus vem ao encontro do crente durante a tempestade, consoante nos afirma o evangelista no v. 48b relata: “[...] foi ter com eles, andando sobre o mar; e queria passar-lhes adiante”, o autor apresenta algumas veracidades sobre Jesus afirmando que: Deus não nos livra da tempestade, mas durante a tempestade, afirmando neste v.48b que: “[...] foi ter com eles [...]”, relatando que neste trecho os servos de Cristo passaram pela tempestade, o texto não diz que eles foram livrados sem a tempestade, mas passaram e experimentaram-na, diferente do que dizem os “teólogos da prosperidade”, eles não decretaram o fim da tempestade, nem determinaram que a tempestade sumisse, eles lutaram aproximadamente 10h contra a tempestade, Deus não promete nos livrar das aflições (Jo 16.33), mas promete sua presença conosco durante todos os momentos (Mt 28.20), segundo a sua vontade ele pode nos livrar se Ele quiser (Dn 3.16-18), porém, a verdade é que Ele vem ao nosso encontro em meio as tempestades e lutas da vida. Nós não estamos sozinhos durante as lutas, ele está conosco. Paulo também experimentou a presença do Senhor em suas aflições, nos quais foi abandonado pelos homens, mas o Senhor permaneceu com Ele (II Tm 4.16-18). Ele está conosco mesmo nas lutas. ALELUIA!!

Porém, Deus vem em nosso socorro não segundo a nossa agenda, mas de acordo com seu plano soberano conforme atesta o V.48b, o qual define que Foi ao seu encontro: “[...] pela quarta vigília da noite [...]”. Naquela época a noite era dividida em quatro vigílias: A 1ª vigília ia de 6h - 9h; a 2ª de 9h - 00h (meia-noite); a 3ª de 00h (meia noite) – 3h; a 4ª de 3h – 6h da manhã. Os discípulos remaram de 6h da noite às 3h da madrugada, quando parecia que Jesus não viria livrar eles, ele aparece depois das 3h da madrugada para acalmar a tempestade. Se estamos passando por tempestades, devemos esperar o livramento do Senhor. Ele não se esqueceu de nós, mas virá ao nosso encontro, não conforme a nossa agenda, mas segundo a sua soberana vontade. Espere que Ele virá em teu socorro ainda que seja na quarta vigília da noite, ou seja, quando você pensar que não tem mais jeito.

Marcos ainda afirma que Deus vem ao nosso encontro para que aprendamos que os problemas que parecem impossíveis estão debaixo dos pés de Jesus, verificando isso no v. 48b que explana: “[...] foi ter com eles, andando sobre o mar; e queria passar-lhes adiante”, este trecho exaure que Ele foi ao encontro deles “andando sobre o mar”, era aquele mesmo mar que parecia que iria engolir eles vivos, agora estava literalmente abaixo dos pés de Jesus, talvez você esteja pensando que os seus problemas irão sufocá-lo, que você está imerso pelas lutas, e que chegou ao fim do túnel. Mas, da mesma forma que aquele mar que parecia invencível e foi parar debaixo dos pés do Mestre, os seus problemas podem ser grandes para você, mas eles estão debaixo dos pés de Jesus. Creia nisso e confie no Senhor!

Terceira, Jesus exige uma reação do crente durante e depois da tempestade, de acordo com o que afirma o autor nos vv.49-52 , o qual examina que durante e depois da tempestade os servos de Deus devem ter animo e não se entregar aos problemas, isto está certificado nos vv.49-50a que relatam: 49 eles, porém, ao vê-lo andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e gritaram; 50 porque todos o viram e se assustaram; mas ele imediatamente falou com eles e disse-lhes: Tende ânimo; sou eu [...]”,podemos examinar que aqueles homens ao ver Jesus andando por cima do mar ao invés de se alegrar se assustaram e ao invés de estar animados se esvaíram pensando estar vendo um fantasma, ou seja, aqueles homens ainda tinham estas crenças populares, apesar de Cristo e das Escrituras de modo geral falar da impossibilidade de comunicação entre vivos e mortos (Lv 19.31; 20.6; Lc 16.30-31), parece que não entenderam alguns ensinamentos de Cristo, mas mantinham crenças populares como esta de espíritos entre nós, o que é antibiblica.

Também vemos que aqueles homens precisavam se animar em Cristo, por isso Cristo disse “Sou Eu”, “tende bom ânimo”, para que eles vissem que era Ele e tivessem animo. A razão do nosso ânimo deve ser a presença de Cristo. Durante e depois da tempestade a presença de Cristo deve ser a razão de estarmos animados e termos plenaalegria. Qual tem sido a razão do seu animo, da sua alegria e da sua euforia? Não se deixe entregar aos problemas, mas tenha ânimo na Pessoa de Jesus!

Os discípulos durante e depois da tempestade os servos de Deus não devem ter medo, mas ter uma fé confiante em Cristo, conforme se afirma nos vv.50b-51: [...] não temais. 51 E subiu para junto deles no barco, e o vento cessou; e ficaram, no seu íntimo, grandemente pasmados”, assim sendo a fé é o meio que Deus nos deu para nos aproximarmos Dele em Cristo. Aqueles homens estavam incrédulos, mesmo tendo visto os milagres da multiplicação dos pães e peixes (V.30-44), e do milagre do mar que estava bravio e agora calmo, Aqueles homens não deveriam ter medo, e sim, ter fé, acreditar que aquele que estava com eles no barco é o Senhor do Universo, que sabe o numero das estrelas do céu (Sl 147.4), controla o mar (Is 40.12) e acalma os ventos contrários (Mc 4.39).

Quando Cristo entrou no barco aconteceu o que diz a canção antiga: “Com Cristo no meu barco, tudo vai muito bem”, se você tem Cristo, as tuas tempestades ele vai acalmar, não porque estou dizendo, mas porque a sua Palavra diz que ele acalma as tempestades. Creia e confia Nele que Ele tem poder para te livrar!

Aqueles homens durante e depois da tempestade os servos de Deus não devem ser incrédulos, pois possuem motivos nítidos para confiar, porém estavam descrentes, como afirma o v. 52: “52 pois não tinham compreendido o milagre dos pães, antes o seu coração estava endurecido”, os que estavam presentes no barco tinham visto muitos sinais de Jesus, haviam visto ele acalmar os ventos e o mar numa tempestade anterior (Mc 4.35-41), libertar um endemoninhado gadareno que ninguém dava nada por ele e em questão de horas torna-lo num missionário para pregar o evangelho em dez cidades (Mc 5.1-20), a cura de uma mulher que estava morrendo aos poucos com uma hemorragia que a fez gastar todos os seus bens, com um toque apenas veio a sua cura (Mc 5.24-34), também viram uma menina de doze anos que estava morta, mas Jesus ressuscitou-a (Mc 5.21-23, 35-43), por último eles viram uma multidão de cinco mil homens, além de mulheres e crianças, serem alimentados com cinco pães e dois peixes, multiplicados por Jesus (Mc 6.30-44).

Aqueles homens não tinham motivos para serem incrédulos, eles teriam motivos para confiar em Jesus. Porém, estavam com os seus corações endurecidos. Você e eu temos todos os motivos para confiar em Jesus, a história apresenta Ele como o que está no controle de todas as coisas, aquele mesmo Jesus que andou sobre o mar e fez aquele mar revolto se tornar um tapete, é o mesmo ontem, hoje e o será eternamente (Hb 13.8), precisamos confiar Nele! As nossas tempestades estão no controle Dele. Ouse Confiar neste Deus com fé e você verá o impossível acontecer. Ele faz acontecer onde não está acontecendo! Creia! ALELUIA!!!!

Se este episódio terminasse assim com um gesto tão fraco de incredulidade isto nos deixaria com um sentimento de fracasso, porém, Graças a Deus que houve um fato maravilhoso que enche nossos olhos de esperança, trecho este narrado por Mateus no capitulo 14 e verso 33, o qual diz que: 33 E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!”, a incredulidade deu lugar à fé, a desconfiança deu lugar a uma confiança grandiosa em Jesus. Aqueles homens declaram que Ele é de fato o Filho de Deus. Nós podemos hoje deixar de ser incrédulos e crê em Jesus, podemos abrir mão da incredulidade e confiar no Senhor Jesus.

Para concluir queremos dizer que  esta mensagem trouxe à luz algumas verdades sobre as tempestades na vida dos servos de Deus. Vimos que Deus permite que seus servos passem por tempestades em sua vida; que Ele vem ao encontro dos seus servos e que Ele exige uma reação dos seus servos durante e depois das tempestades. Jesus deseja está presente no barco da tua vida durante as tempestades que você enfrentar, porém você precisa confiar Nele e entregar-se aos seus cuidados. Você deseja ter a presença de Jesus no barco da sua vida? Convide-o para ser o guia do barco do teu viver e verás que Ele tem poder para acalmar as tuas tempestades. Quer fazer isto agora? Deseja ter Jesus como o guia da tua vida?

REFERENCIAS

CHAMPLIN, Russel Norman. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo Vl 01 – Mateus e Marcos. São Paulo: Candeia, 1978.

GENEBRA, Bíblia de Estudo. Texto e Notas de Rodapé. 2 ed. Ampl. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.

LOPES, Hernandes Dias. Marcos: O Evangelho dos Milagres. 1 ed. São Paulo - SP: Hagnos, 2006.

RYLE, John Charles. Meditações no Evangelho de Marcos. 1 ed. São José dos Campos – SP: Fiel, 1978.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Afinal, o que está errado com a teologia da prosperidade?

Rev. Augustus Nicodemus Lopes

Apesar de até o presente só ter melhorado a vida dos seus pregadores e fracassado em fazer o mesmo com a vida dos seus seguidores, a teologia da prosperidade continua a influenciar as igrejas evangélicas no Brasil.

Uma das razões pela qual os evangélicos têm dificuldade em perceber o que está errado com a teologia da prosperidade é que ela é diferente das heresias clássicas, aquelas defendidas pelos mórmons e "testemunhas de Jeová" sobre a pessoa de Cristo, por exemplo. A teologia da prosperidade é um tipo diferente de erro teológico. Ela não nega diretamente nenhuma das verdades fundamentais do Cristianismo. A questão é de ênfase. O problema não é o que a teologia da prosperidade diz, e sim o que ela não diz.

§  Ela está certa quando diz que Deus tem prazer em abençoar seus filhos com bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que qualquer bênção vinda de Deus é graça e não um direito que nós temos e que podemos revindicar ou exigir dele. 

§  Ela acerta quando diz que podemos pedir a Deus bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que Deus tem o direito de negá-las quando achar por bem, sem que isto seja por falta de fé ou fidelidade de nossa parte.

§  Ela acerta quando diz que devemos sempre declarar e confessar de maneira positiva que Deus é bom, justo e poderoso para nos dar tudo o que precisamos, mas erra quando deixa de dizer que estas declarações positivas não têm poder algum em si mesmas para fazer com que Deus nos abençoe materialmente.

§  Ela acerta quando diz que devemos dar o dízimo e ofertas, mas erra quando deixa de dizer que isto não obriga Deus a pagá-los de volta.

§  Ela acerta quando diz que Deus faz milagres e multiplica o azeite da viúva, mas erra quando deixa de dizer que nem sempre Deus está disposto, em sua sabedoria insondável, a fazer milagres para atender nossas necessidades, e que na maioria das vezes ele quer nos abençoar materialmente através do nosso trabalho duro, honesto e constante.

§  Ela acerta quando identifica os poderes malignos e demônicos por detrás da opressão humana, mas erra quando deixa de identificar outros fatores como a corrupção, a desonestidade, a ganância, a mentira e a injustiça, os quais se combatem, não com expulsão de demônios, mas com ações concretas no âmbito social, político e econômico.

§  Ela acerta quando diz que Deus costuma recompensar a fidelidade mas erra quando deixa de dizer que por vezes Deus permite que os fiéis sofram muito aqui neste mundo.

§  Ela está certa quando diz que podemos pedir e orar e buscar prosperidade, mas erra quando deixa de dizer que um não de Deus a estas orações não significa que Ele está irado conosco. 

§  Ela acerta quando cita textos da Bíblia que ensinam que Deus recompensa com bênçãos materiais aqueles que o amam, mas erra quando deixa de mostrar aquelas outras passagens que registram o sofrimento, pobreza, dor, prisão e angústia dos servos fiéis de Deus.

§  Ela acerta quando destaca a importância e o poder da fé, mas erra quando deixa de dizer que o critério final para as respostas positivas de oração não é a fé do homem mas a vontade soberana de Deus.

§  Ela acerta quando nos encoraja a buscar uma vida melhor, mas erra quando deixa de dizer que a pobreza não é sinal de infidelidade e nem a riqueza é sinal de aprovação da parte de Deus.

§  Ela acerta quando nos encoraja a buscar a Deus, mas erra quando induz os crentes a buscá-lo em primeiro lugar por aquelas coisas que a Bíblia constantemente considera como secundárias, passageiras e provisórias, como bens materiais e saúde. 

A teologia da prosperidade, à semelhança da teologia da libertação e do movimento de batalha espiritual, identifica um ponto biblicamente correto, abstrai-o do contexto maior das Escrituras e o utiliza como lente para reler toda a revelação, excluindo todas aquelas passagens que não se encaixam. Ao final, o que temos é uma religião tão diferente do Cristianismo bíblico que dificilmente poderia ser considerada como tal. Estou com saudades da época em que falso mestre era aquele que batia no portão da nossa casa para oferecer um exemplar do livro de Mórmon ou da Torre de Vigia...


quinta-feira, 11 de abril de 2019

Estudos Bíblicos em Mateus - Rev. Veronilton Paz

 


TEXTO BÍBLICO: MATEUS 28.18-20
18 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. 19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século”.

INTRODUÇÃO:

      Deus foi o primeiro a fazer missões, pois enviou seu filho Jesus para salvar a humanidade. Na história do Velho testamento vemos que Deus criou o homem (Gn 1.26, 27), o homem pecou (Gn 3.6-10) e Ele prometeu resgatar o homem por alguém que iria esmagar a cabeça da serpente (Gn 3.15). Deus escolheu Israel para que atraísse todas as nações para o Senhor, podemos ver isto no chamado de Abraão quando dito que ele seria uma benção para todas as nações (Gn 12.3), mas Israel fracassou na sua missão e ao invés de atrair as nações para o Senhor, eles foram atraídos pelas praticas pagãs destas nações (Jr 2.13). No Novo Testamento Jesus veio e deu uma missão para a sua igreja realizar, que é testemunhar Dele para todo o mundo, começando em Jerusalém, Samaria e até os confins da terra (At 1.8). Jesus enviou sua igreja para proclamar a sua graça, amor, poder e libertação.

     Embora as Escrituras não tragam de modo explicito o autor deste evangelho, Matthew Henry diz que alguns manuscritos antigos possuem a inscrição “de acordo com Mateus”, e Eusébio descreve que Papias se referiu a Mateus como tendo reunido os oráculos a respeito de Jesus em hebraico, bem como Clemente, Henry disse ainda que a tradição atribui este evangelho a Mateus, bem como João Calvino e outros reformadores, sendo, possivelmente, escrito antes de 70 a.D.e o lugar que foi escrito é bem plausível que tenha sido escrito em Antioquia, pois Inácio, o primeiro pai da igreja, a citar Mateus, era bispo naquela localidade (HENRY, 2008, P.118).

     Esta passagem de Mateus relata quando Jesus faz seu discurso de comissionamentoaos seus discípulos para que continuem a obra que Ele começou. Ele enviou a igreja para proclamar o evangelho. Este discurso está presente também em Marcos 16.14-20; Lucas 24.36-49; João 20.19-23; Atos 1.1-11. Nestes trechos há um desafio de anunciar o evangelho e confiar no agir de Deus. Toda missão tem uma base de sustentação, e quem sustenta a missão da igreja é Cristo. Nesta passagem gostaríamos de tratar sobre a base missionária da igreja, exaurindo o tema proposto abaixo.

TEMA: A BASE MISSIONÁRIA DA IGREJA

1.    BASEIA-SE NA AUTORIDADE DE CRISTO SOBRE TODAS AS COISAS. V. 18
“Toda autoridade me foi dada no céu e na terra”.

     A autoridade de Jesus descrita neste texto é a sua supremacia sobre tudo que existe, a sua soberania, o seu poder supremo, assim sendo ninguém pode questionar as suas ações, pois Ele está acima de todos e a ninguém deve nada, James Strong traz a assertiva que a palavra autoridade vem do grego ἐξουσία (Exousia) que significa liberdade para fazer o que quer, autoridade para uma decisão juridica, reger ou governar (STRONG, 2002, p.1469). Sobre esta autoridade de Jesus iremos examinar algumas lições que são:


1.1 Esta autoridade Dele não é pouca nem muita, ela é total.
“Toda autoridade [...]”

     Este texto fala que Jesus tem toda autoridade, ou seja, Ele tem poder absoluto. Esta atribuição de toda autoridade indica que Ele tem o controle de todas as situações, nada podendo acontecer fora desta autoridade ou do seu decreto, quando centraliza-se Cristo na  vida cristã, está apenas reconhecendo esta autoridade total que Ele  tem sobre nós. A igreja católica atribui alguma autoridade a Maria e aos santos quando afirma que eles “adquiriram mais do que precisavam para sua salvação e este baú que é um tesouro de boas obras”, disponibilizam para os pecadores buscar ajuda (Pequeno Catecismo Católico, A Comunhão dos Santos, 1999, p.55), porém quando lemos esta passagem, vemos que este ensino não se sustenta, afinal, se Cristo tem toda autoridade não há como sobrar algo para aqueles.

     Jesus comissionou a igreja depois da ressurreição com autoridade, esta autoridade adquirida passaria pelo estado de humilhação e de exaltação, com a ressurreição sua autoridade conquistada de modo titânico foi validada, sobre isto o Rev. Leandro Antônio de Lima, explicando sobre esta autoridade, disse que ela é jurídica por legitimidade, vejamos um trecho da obra:

Quando Jesus diz que toda autoridade lhe foi dada no céu e na terra está afirmando que a ressurreição o habilitou a conquistar a autoridade que Satanás lhe oferecera na tentação do deserto, em troca da submissão ao próprio Satanás, que não foi aceita. Porém, Cristo conquistou a autoridade legítima pelo caminho longo e árduo, o qual, de fato, era o único possível: O caminho da sangrenta cruz. Tendo então destronado o príncipe deste mundo, e conquistado a autoridade para que o evangelho fosse pregado a todas as nações, Cristo ressuscitou para garantir a execução dessa grande obra. Na ressurreição, Ele colheu os frutos do penoso trabalho da sua alma (Is 53.11), Ele conquistou toda autoridade (LIMA, 2016, p.81).

     Em outras palavras, o escritor citado está dizendo que a autoridade de Jesus é legítima e total, sendo confirmada na sua ressurreição dentre os mortos, para comissionar a sua igreja a levar o evangelho a todas as nações, quem envia tem toda autoridade, quem é enviado deve obedecer. Segundo William Smith, quando declaramos toda a autoridade de Jesus, isso faz com que nós não possamos lançar outro fundamento ou mensagem, mas a que já está declarada nas Escrituras como Cristocêntrica e transmiti-la de acordo com a vontade de quem tem toda a autoridade (SMITH, 1992, p.34). Ou seja, quem nos ordena fazer missões não é um pastor, concilio ou denominação, mas Aquele que tem toda autoridade, a Ele devemos obedecer. Obedecê-lo deve ser nosso maior prazer. Ele com a sua autoridade total nos conquistou e quer usar-nos para conquistar as nações.

1.2 Esta autoridade foi conquistada na terra como homem.
“[...] me foi dada [...]”

     Ele já tinha autoridade como Deus, quando se encarnou e passou pelo seu período de humilhação, ou seja, passou a conquistar a autoridade como homem, realizando sua obra aqui com a cruz e validando com a sua ressurreição, toda autoridade foi conquistada, sobre isto o Rev. José Martins afirma que

O termo usado aqui se refere não aquela autoridade que Jesus tinha no céu (Jo 17.5), mas a que Ele conquistou como o Verbo encarnado, por isso o autor sacro usa o termo “me foi dada”. Ele se encarnou para nos representar, a este homem o Pai deu a autoridade para iniciar e consumar a obra salvadora. Ele não tem apenas autoridade sobre algumas pessoas, mas Ele está no controle de tudo que existe (MARTINS, 1992, p.142).

     Jesus foi obediente até a morte, Ele não abriu mão nem um milímetro do plano, conquistando toda a autoridade, com a sua perfeita justiça, com o seu braço Ele executou a obra da salvação, realizou o sacrifício mais excelente (Hb 1.3), pisou sozinho o lagar (Is 63.3), experimentou o cálice da ira de Deus (Jo 18.11) e suportou toda a ignominia (Hb 12.2), aquele que era adorado pelos anjos (Hb 1.6), foi pisado, cuspido, escarnecido e morto pelos homens, com tudo isso suportou e venceu (Lc 18.32).

     A cruz foi o lugar onde Cristo foi humilhado e ao mesmo tempo ali foi lugar da vitória, ou seja, a cruz era um lugar de derrota e fracasso, porém, no dia em que nela penduraram o rabi da Galiléia, ela tornou-se o palco da vitória cósmica do Filho de Deus, na qual ele rasgou a divida, pisou a serpente e resgatou os eleitos. Ele conquistou toda a autoridade! Ele recebeu toda a autoridade! Jesus, o homem perfeito, tem toda autoridade! Ele é quem nos envia e a nós cabe obedecer!

     Perguntaram a uma missionária qual a razão dela fazer missões, ela disse que não tinha escolha, aquele que recebeu toda autoridade a comissionou e a ela não caberia perguntar, mas obedecer. Jesus conquistou toda a autoridade, nos dá autoridade sobre o mal, doenças e para pregar o evangelho, para isto nos dispondo o Espírito Santo.

1.3 Esta autoridade se estende na terra como já é plena no céu.
“[...] no céu e na terra”.

     A autoridade no céu é indicada por Rev. Leandro Lima como uma batalha escatológica, Ele expulsou do céu o que acusava os irmãos, seduzia as nações, então a vitória de Cristo, segundo o referido autor, seria nas regiões celestes e Ele venceu abrindo o céu para nós (Lima, 2016, p.88). A sua autoridade no céu foi conquistada por Ele como um rei que saiu para lutar e depois volta vitoriosamente, abrindo-se os portões para recebê-lo, tendo a igreja um representante que está assentado à direita de Deus, intercedendo, cooperando com ela e confirmando o seu serviço (Mc 16.19-20), por isso que a Igreja pode trabalhar crendo que os resultados virão dos céus, afinal Cristo tem toda autoridade lá.

     A autoridade de Jesus, embora se estenda a todo o universo, somente os que já pertencem é que entendem esta autoridade, sobre isto o pastor presbiteriano Willian S. Smith descreve que
      
A igreja é diferente já sabe que Jesus tem todo poder, já dobrou os joelhos perante Ele, confessou com os seus lábios que Ele é o Filho de Deus, já se submeteu a Ele.  Ser liberto do império das trevas quer dizer tornar-se súdito do Filho de Deus em um novo reino, o salvador fala aos seus discípulos com autoridade, essas pessoas deixaram tudo para segui-lo, assim submetendo-se a Ele [...] (SMITH, 1992, p.138).

     A igreja é a comunidade dos eleitos, sob a autoridade de Jesus, que os guarda e os leva a caminhar sob a tutela e proteção Dele no seu trabalho, o escritor reformado holandês Herman Ridderbos afirma que

Os discípulos deverão viver sob esta autoridade como um escudo, o horizonte se alarga, todas as nações são levadas em consideração, este trabalho será realizado de modo eficaz se a igreja estiver em comunhão com o Senhor exaltado que tem todo poder e autoridade (RIDDERBOS, 1980, p.95).

     A autoridade de Cristo na terra e no céu é um fato inconteste, Ele conquistou-a, esta autoridade suprema o faz nos comissionar para realizarmos a sua missão na terra, missão esta que será explanada nas linhas seguintes.


2.    BASEIA-SE NA ORDEM DE TRABALHO DADA POR JESUS A SUA IGREJA. V.19, 20a
19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado [...]”.

     Jesus deu uma ordem para que sua igreja trabalhe para o seu reino, se movimente e faça o que Jesus ordenou. Alguns autores dizem que a grande comissão apenas se referia aqueles discípulos daquela época, porém outros autores dizem que todos os crentes fazem parte desta grande comissão, dentre estes, o Rev. Ronaldo de Almeida Lidório, por sua vez, diz que da mesma forma que Cristo discipulou os discípulos, nós devemos discipular as nações (LIDÓRIO, 2014, p.167). Assim sendo, este que vos fala concorda que a grande comissão se estende a todos os servos de Deus de todos os tempos, como afirmava o Rev. Luiz Ricardo Monteiro da Cruz: “a grande comissão ainda não acabou, nós estamos dando continuidade a ela, ela somente encerrará quando o arcanjo tocar a trombeta e nosso mui amado Jesus voltar”.

2.1 O trabalho da igreja é ordenado por Jesus: Fazer discípulos de todas as nações
“[...] fazei discípulos de todas as nações [...]”

     Jesus disse que tem toda autoridade, aqui nos dá a ordem de fazer discípulos de todas as nações. Ou seja, o programa de Cristo tem alcance global, atinge a todos os povos. O pacto de Lausane definiu que a missão da igreja é “pregar toda a Escritura, em todo tempo, e a toda criatura, em todo lugar”, então tomemos cuidado com os que só querem pregar para ricos ou pobres, brancos ou negros, o evangelho deve chegar a todos. Vale lembrar que a missão principal da igreja não seria a evangelização, mas a adoração. Assim sendo a evangelização é uma consequência da adoração, conforme afirma John Piper, “a adoração é o combustível da missão” (PIPER, 2001, p.17).

     A obra missionária é ordenada por Jesus, conforme descreve o missiólogo reformado John Leonard que a ordem de discipular se faz acompanhando a pessoa até chegar à condição de caminhar sozinha, conforme se examina no trecho da obra abaixo:

A ordem principal aqui neste trecho é fazer discípulos, mas fazer discípulos não é apenas dar um folheto, ou pregar uma vez e abandonar a pessoa evangelizada, é fazer como Cristo fez com os doze, dedicar-lhe tempo até chegar à maturidade. É como um adestrador de cavalo que leva o animal para ir acompanhando a carroça enquanto um já adestrado puxa, com o tempo ele já manso pode ir fazendo junto com o outro, depois disso faz sozinho (LEONARD, 1992, P.142).

     O nosso campo não é apenas nossa família, cidade, país; mas o mundo inteiro. Como disse John Wesley: “O mundo é o nosso campo”, então aqui se exclui a pescaria em aquário feita por algumas igrejas, fazer discípulos é ir buscar pessoas que ainda não ouviram falar de Jesus e buscar levá-las a Cristo, tendo um crescimento saudável.

     O pastor D. A. Carson afirma que esta ordem de Jesus para fazer discípulos, leva os seus discípulos a obedecer e confiar no poder de quem está ordenando (CARSON, 2010, p.687-688), ou seja, além de obedecer ao chamado devemos realizar o mesmo confiante que aquele que nos chamou tem toda autoridade para nos fazer gerar frutos na missão.

2.2  O trabalho da igreja é detalhado por Jesus: Como fazê-lo?

     Cristo não apenas ordena, mas também define como deve ser este trabalho. Este trecho no grego indica, segundo Strong, um particípio, denotando assim Constância e continuidade, ou seja, não devemos desistir de fazer missões e evangelismo nos grandes centros e também nos sertões. Vamos examinar um pouco sobre o detalhamento de Jesus sobre o trabalho da igreja, ou seja, a forma como a igreja irá realizar este trabalho. Explanaremos

a) Indo até onde as pessoas estão.
“[...] Ide, portanto [...]”

     A igreja ao realizar a missão de anunciar Jesus não deve esperar as pessoas procurar a igreja, mas deve ir até elas, como diz o poeta que “o artista vai aonde o povo está”. O grande problema na obra missionária é que muitos vão com a visão errada de alcançar status; ou fugir de problemas; busca por aventuras, quando a obra de Deus não é lugar para aventureiros; apenas para ter uma profissão garantida. Alguns motivos corretos para fazer missões são promoção da glória de Deus entre os povos; buscar alcançar os perdidos por gratidão ao Senhor em tê-lo alcançado; preocupação de por Palavras e ações tornar Cristo conhecido.

     A realidade é que muitos não estão indo, a realidade é que há inúmeras pessoas sem Jesus e muitos crentes estáticos, assistindo a banda passar enquanto as seitas se proliferam. Você está indo aos perdidos ou espera que outros façam? Lembre-se que para fazer discípulos é preciso ir à procura dos perdidos, como Deus foi em busca de Adão no Éden (Gn 3.8-9), o pastor em busca da ovelha perdida (Lc 15.3-7). Aquele que semeia a palavra de Deus terá resultados, pois Ela não volta vazia (Is 55.11). Que possamos sair do nosso mundo encantado e ir até os perdidos.

     Uma declaração que merece atenção é a de Carl J. Bosma,pois o mesmo declara que este o verbo indo no particípio se refere a toda a vida do cristão (BOSMA, 2009, pp.26-27), ou seja, na visão do referido autor fazer discípulo é uma atividade que o cristão faz com a vida toda, utilizando palavras e ações, enquanto vive o evangelho faz discípulos, ele não escolhe entre trabalho, lazer, estudo ou fazer discípulos, quando realiza aquelas, está realizando essa, não é ir à igreja, mas ser igreja, viver de modo integral e urgente o evangelho, e assim fazer discípulos.Esta declaração faz sentido porque o grupo de discípulos iniciou com um grupo de irmãos na Galiléia, se espalhou pela Judeia, Samaria e outras regiões distantes, a ideia de discípulo fazendo discípulo foi crescendo progressivamente até chegar até nós, e nós devemos pegar o bastão e levar para frente.

     Semelhante ao que disse Bosma, o pastor luterano José Roberto Cristofani atestou que a tarefa de ir é seguir o curso natural da nossa vida e a expressão “indo de um lugar a outro” revela a vida cotidiana das pessoas (CRISTOFANI, José Roberto. Olhando Mateus pelo Retrovisor. Extraído de: https://www.jrcristofani.com/blog/item/214-olhando-mateus-pelo-retrovisor-mateus-281820>acessoem22/01/2019). Deus de fato separa alguns dentre todos para sair para lugares distantes como fez com os apóstolos (Lc 5.1-11), Barnabé e Saulo (At 13.1-3) e outros, entretanto, o indo deste texto também nos incentiva fazermos do lugar onde estamos o nosso campo missionário. Depois de realizarmos esta etapa precisamos incorporar a pessoa á uma igreja local, fato este tratado a partir deste intervalo.

b) Incorporando-os a uma igreja local.
“[...] batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo [...]”

     A igreja é uma comunidade que Deus escolheu e por meio dela o evangelho de Cristo é proclamado. O rito de iniciação por meio do qual a pessoa é incorporada à igreja é o batismo. Aqui não trataremos sobre formas de batismo, mas sobre a necessidade de se está associado a uma igreja local, o autor aos hebreus alerta o povo que não deixe de congregar, mas admoestar uns aos outros (Hb 10.25). A ordem de batizar é ingressar a pessoa na igreja local, afinal o rito de iniciação da pessoa na comunidade visível é o batismo.

     O escritor Fritz Rienecker afirma ainda que a “a locução “no nome de” significa a entrega do batizando ao Pai, Filho e Espírito. A realidade de Deus é desdobrada em três aspectos num só nome” (RIENECKER.1994, p.304), na verdade fazer discípulo deve levar a pessoa discipulada a um testemunho público de pertencimento ao Senhor, assim sendo ingressar na igreja pelo batismo é afirmar para os que estão presentes que sua vida pertence ao Deus Trino: Pai, Filho e Espírito Santo, fazendo parte da grande comissão, por isso que a Confissão afirma que este sacramento vai continuar até o final do mundo (CFW, Capítulo XXVIII, I).

     A igreja foi figurada por alguém como uma fogueira e na qual os paus se aquecem um ao outro. Não podemos cair na bobagem de alguns que vivem a dizer que a igreja é coisa de homens. A igreja é projeto de Deus, é mais que vencedora e tem a missão de preparar discípulos para servir ao Senhor e fazer outros discípulos de Cristo. Quando Cristo nos reconciliou com Deus nos concedeu o ministério da reconciliação, a fim de que outros sejam também alcançados pela graça de Deus (II Co 5.18-21), isto fazemos por meio da igreja local. Lucas descreve a missão da igreja em termos de evangelização, libertação, restauração e proclamação (Lc 4.18, 19).Para J. C. Ryle, o batismo é uma união do converso à igreja local, com um testemunho publico da sua fé em Cristo (RYLE, 2002, p.261), ou seja, não se deve batizar quem não estar disposto a unir-se à igreja.

     O Pastor D. A. Carson escreve que somente deve ser batizado aquele que foi feito discípulo, ou seja, aquele que declarou pertencer à família de Deus, que é a igreja (CARSON, 2010, p.690), isso desanda o comportamento de algumas igrejas que batizam as pessoas sem se importar se elas já são discípulos de Jesus, pois fazer discípulos implica em batizar os conversos, ou seja, ingressá-los em uma igreja local.

     O Rev. Hernandes Dias Lopes tratando sobre este tema de batizar os conversos, afirmou que “a igreja é importante, pois não existe crente isolado, fora do corpo. Não existe ovelha fora do rebanho, aigreja foi instituída pelo Senhor e os novos crentes devem ser integrados a ela pelo batismo” (LOPES, Hernandes Dias. A grande Comissão, Uma Missão Inacabada. Extraído de: <http://ipbvit.org.br/2012/04/23/a-grande-comissao-uma-missao-inacabada/>acessoem15/10/2018), o pastor citado concorda com a ideia que o batismo marca o ingresso do discípulo na igreja.

     Alguém que foi discipulado não deve ser jogado a sua própria sorte, mas entregue a uma igreja local e ela o instruirá e ensinará a também fazer discípulos. O homem foi criado para viver em sociedade e a igreja é uma comunidade de adoradores que buscam viver para glória de Deus e proclamar esta glória entre as nações, ou seja, é o ambiente perfeito para um salvo viver. Os que servem a Deus são definidos como “povo de propriedade exclusiva de Deus” (I Pe 2.9), povo é aglomerado de pessoas e não um individuo solitário, então não há base para ser crente em casa. O salvo precisa estar na igreja.

c) Ensinando-os a guardar os ensinos de Jesus.
“[...] e ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado [...]”.

     O discipulador não deve somente ensinar a ortodoxia cristã, mas também a ortopraxia. Além de ensinar a verdade das Escrituras deve-se também falar da importância da obediência. Eles precisam saber sobre o que Jesus ordenou e que está na Bíblia toda. Não devemos negar a verdade da Palavra de Deus às pessoas, mas é importante o que vem depois do conhecimento. Tiago falou que os cristãos não devem ser apenas ouvintes, mas praticantes da Palavra (Tg 1.22),ou seja, o mais importante não é o que se ouve, e sim o que se faz com o que se ouve.

     Doutrina e obediência, teologia e devoção, conhecimento e prática devem andar juntas. Alertamos que a maior ferramenta de quem discípula é seu exemplo de vida, afinal Spurgeon dizia que o mundo não conhece teologia nem dogmas, o que veem é nosso amor demonstrado uns pelos outros e por eles. Jesus tinha autoridade para pregar e ser seguido porque seus ensinos condiziam com suas práticas. Sua teologia condiz com sua prática de vida.A igreja não pode falhar no ensino sobre Jesus, pois podemos cair no erro de tornarmos as pessoas discípulas dos homens e não de Jesus. Para que ela pertença a Jesus precisa aprender sobre Ele, não apenas algumas coisas sobre o Senhor, mas tudo sobre Ele.

     Ensinar neste texto indica algo constante, pois, segundo R. V. G. Tasker, discípulo não é alguém que aprendeu, mas que vive aprendendo sempre, os dias de escola do cristão não acabam nunca (TASKER, 1980, p.220), enquanto houver discípulo haverá ensinamento sobre Jesus, muitas vezes as pessoas esquecem com facilidade o que Jesus ensinou e precisam ser sempre relembradas, o ministério de ensino na igreja precisa ser bem cuidado, precisamos de professores bem preparados em conhecimento bíblico-teológicos para que transmitam seja no templo, de casa em casa ou nas suas ocupações, a sã doutrina de modo fiel e avivado.

3.    BASEIA-SE NA PROMESSA ENCORAJADORA DA PRESENÇA DE JESUSV.20b
“[...] E eis que estou convosco todos os dias até consumação do século”.

     Jesus encerra o seu discurso trazendo uma promessa consoladora para os seus servos que seria sua maravilhosa presença com eles, não é uma promessa de um político ou de um homem falível, mas de Jesus o perfeito homem e verdadeiro Deus. Vejamos um pouco sobre o que Jesus falou detalhado abaixo.

3.1  A presença de Cristo é uma realidade na sua igreja.
“[...] E eis que estou convosco [...]”

     Jesus ao prometer a sua presença, ela não trata de algo hipotético, mas de uma realidade tão grande que ela seria experimentada na vida daqueles que o servem, mas neste contexto específico tratando sobre a grande comissão, é uma esperança auspiciosa para quem se lança na missão, Sobre isso Sherron K. George, missióloga reformada expressou-se da seguinte forma:

Os missionários precisam muitas vezes deixar pai, mãe, irmãos e amigos. Muitas vezes deixam sua terra para ir a lugares longínquos com outras línguas e culturas. Ao lançar Mão no arado o missionário não deve olhar para trás. Muitas vezes há pessoas que mesmo dentro da igreja tentam dissuadir o irmão de sair para outras terras, afinal em todo lugar tem pessoas para evangelizar, mas o que as pessoas muitas vezes não entendem é que é melhor cumprir a ordem de Jesus. Ele promete que não nos deixará só, assim sendo quando formos para um novo lugar plantar uma igreja, o Senhor Jesus nos acompanha (GEORGE, 2001, pp.25-26).

     A promessa de Jesus de estar conosco sempre, além de ser uma realidade, conta com um fator de suma importância que é a sua fidelidade, Ele além de ser poderoso, é igualmente fiel, sobre isso o Rev. José Martins expressou da seguinte forma:

O Senhor que prometeu sua presença conosco é o mesmo que sempre cumpriu suas promessas sem falhar.  Quando obedecemos o seu chamado missionário não corremos o risco de ficarmos sem assistência, pois Jesus, o nosso divino companheiro, amigo fiel e fonte inesgotável de onde recebemos tudo que precisamos, nos assistirá em todas as coisas (MARTINS, 1992, p.146)

     Esta fidelidade dele pode nos assegurar daquilo que Paulo escreveu, pois o mesmo disse que O Apostolo Paulo diz que nada nos separará do amor de Deus em Cristo Jesus (Rm 8.37). Ele está e sempre será conosco! ALELUIA!!!. O bispo anglicano J. C. Ryle afirmou esta presença real em termos de consolo, força, animo e santidade, ele ainda descreveu que mesmo eles estando agora com uma grande responsabilidade de fazer discípulos, eles não estavam sem alento, a presença do Senhor os impulsionava e os mantinha vivos e atuantes, anunciando com palavras e ações o reino de Deus (RYLE, 2002, P.263). Mas, esta presença além de ser real é também permanente, veremos esta verdade briosa nas seguintes linhas.

3.2  A presença de Cristo é permanente na igreja.
“[...] E eis que estou convosco todos os dias [...]”

     Algo muito importante nesta passagem é que Jesus usou o verbo no presente “[...] estou [...]”, ele não disse estarei nem estive. Ele afirmando isto, no dizer do Rev. Hernandes Dias Lopes, está deixando claro que está presente em nossa vida e que iria continuar presente conosco (LOPES, Hernandes Dias. A grande Comissão, Uma Missão Inacabada. Extraído de: <http://ipbvit.org.br/2012/04/23/a-grande-comissao-uma-missao-inacabada/>acessoem15/10/2018). A partir do dia que fomos alcançados pela graça de Deus em Cristo Jesus, sua presença está em nossa vida. Outra expressão usada foi [...] todos os dias [...], ou seja, até mesmo nos momentos ruins Ele está com seu povo.

     Quando parece que ninguém se converte no campo, quanto mais pregamos as pessoas parecem que não dão ouvidos, ou quando falta visão para a igreja, Jesus está presente conosco. Ore pedindo despertamento missionário na igreja. Não desista da missão que o Senhor te chamou e não demore a atendê-la que inúmeras pessoas estão esperando uma palavra de salvação, Jesus está presente na igreja, devido a isto é que o evangelista Marcos descreve este chamado em termo de cooperação e confirmação da obra da igreja (Mc 16.20), Ele somente faz isso na igreja porque estápresente e atuante no seu povo.

     Sobre esta permanência de Cristo, embora ela seja também para um chamado especifico, refere-se a todo o povo de Deus como um povo missionário por isso que Chistopher J. A. Wright afirma que o povo da aliança recebe a promessa da própria presença permanente de Cristo entre eles como um eco do que já fazia na sua igreja no Velho Testamente tipificada pelo povo de Israel, quando prometeu estar com Moisés, Josué e todo o seu povo (WRIGHT, 2014, P.371).

     Jesus prometeu estar conosco todos os dias na vida e missão do seu povo. Ele é o Emanuel que significa Deus conosco (Mt 1.23), agora Ele traz esta auspiciosa promessa que Ele estará todos os dias do nosso viver. Esta é uma declaração inaudita, porque na cruz lhe faltou à presença dos amigos, agora Ele é o nosso amigo presente de todas as horas e a sua presença garante a vitória final para a sua igreja, lição graciosa que estaremos esmiuçando a partir deste intervalo de tempo.

3.3 A presença de Cristo garante a vitória final a igreja.
“[...] E eis que estou convosco [...] até a consumação do século”

     A palavra consumação exprime o cumprimento do plano salvador de Deus para o seu povo, a presença de Jesus estará conosco até a consumação do século, ou seja, até a vitória final de Cristo e de sua igreja. Neste desfecho glorioso da história o Senhor Jesus será glorificado por todos, inclusive pelos que o rejeitam agora (Fp 2.10-11). Esta será também a vitória final de Cristo sobre o mal (Ap 20.10), a conclusão da obra da redenção dos eleitos. Jesus mandou que fosse pregado o evangelho a todos os povos e garante sua presença na vida da igreja. Esta gloriosa presença leva igreja a ter resultados positivos na evangelização, pois quem convence de pecado é o Espírito Santo (Jo 16.8). O evangelho chegará a todos os povos, afinal, em Apocalipse João viu uma grande multidão de salvos de todas as tribos, povos, línguas e nações (Ap 5.9; 7.9)

     O escritor e pastor A. T. Robertson afirma que consumação do século é uma meta que está no futuro desconhecido por nós e a presença de Cristo conosco é um incentivo para um maior esforço na missão, a garantia que Ele nos acompanha até que se consuma tudo, trazendo a esperança que a missão será cumprida e receberemos a vitória final do Redentor ressurreto e todo-poderoso que permanece com o seu povo todo o tempo (ROBERTSON, 2011, p.337). Não sabemos quando será este dia, mas que sua presença nunca nos deixará, assim temos certeza que a nossa missão terão resultados que se confirmarão no final.A sua presença na igreja traz resultado para o seu trabalho de evangelização. Afinal de contas, Ele é quem abre o coração do pecador (At 16.14-16), concede arrependimento para a vida (At 11.18; II Co 7.9-10), coloca a fé no coração (Ef 2.8), etc., A presença de Jesus garante a nossa vitória como algo certo e concreto e um dia ela estaremos para sempre com o Senhor.

CONCLUSÃO:

     Esta mensagem ora transmitida, longe de presumir ser um compêndio sobre missões, é apenas uma introdução a este assunto muito importante para a igreja de Cristo.  Se os queridos irmãos desejarem saber mais sobre este tema muito importante para o povo de Deus, abaixo você pode ter a oportunidade de conhecer alguns autores que tratam sobre o assunto em questão. Esta mensagem trouxe um pouco de luz sobre um texto muito conhecido que trata sobre a grande comissão, foi detalhado sobre a base missionária da igreja que é: A autoridade de Cristo sobre todas as coisas; a ordem de trabalho dada por Cristo para sua igreja e; a promessa encorajadora de Jesus aos seus servos.

APLICAÇÃO:

     Temos feito a obra de Cristo? Se temos feito, a fazemos segundo nos prescreve o Senhor ou segundo nos indica nosso coração?Quem sou eu e você na missão da igreja? Somos agentes ou expectadores? Nossa vida tem sido um testemunho vivo da graça de Deus? Que a nossa vida e a vida da IPB, como um todo, seja um objeto de louvor ao Senhor no lugar onde estivermos inseridos, seja nas grandes cidades ou nos sertões, façamos discípulos do Senhor por meio de palavras e ações anunciando o reino de Deus. Amém!

REFERENCIAS:

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