terça-feira, 17 de outubro de 2017

Repondo a Verdade dos Fatos Sobre a Mentirosa Estoria de Um "Massacre Calvinista". Dona Midia e Dona Romana, a Mentira Tem Perna Curta!


CANONIZAÇÃO NO BRASIL
Ontem, 16/10/17, foi anunciado que a Igreja Católica Canonizará os primeiros Mártires Brasileiros. Na Matéria no site da Globo é repetido insistentemente que essa matança se deu sob as ordens dos Calvinistas Holandeses. Vale à pena ler este artigo do Rev. Francisco Schalkwijk: "As Lágrimas de Cunhaú" para conhecer o outro lado da história.

AS LÁGRINAS DE CUNHAÚ
Recentemente, os jornais noticiaram a beatificação dos mártires de Cunhaú, no Rio Grande do Norte (1645), pelo papa João Paulo II. O massacre ocorreu durante as primeiras semanas do levante português contra a ocupação flamenga (1630-1654). Uma das notícias afirmou que essas horrendas atrocidades foram cometidas por ordem do governo holandês no Recife e orientadas por um pastor “calvinista”. Sem diminuir a monstruosidade do trágico acontecimento, convém lembrar pelo menos três fatos do contexto histórico daqueles dias de guerra que marcaram o começo do fim da ocupação holandesa do Nordeste.

Em primeiro lugar, cumpre observar que não foi o governo holandês que ordenou a chacina. O que ocorreu foi uma vingança por parte dos índios, ajudados por uma tribo indígena da Bahia, em reação às notícias que corriam sobre as crueldades dos portugueses. Desde o início da revolta (13/6/1645), cada vez ficava mais claro que, onde quer que os portugueses restabeleciam seu poder, uma morte terrível esperava seus adversários, especialmente os índios. Conseqüentemente, os “brasilianos” (como eram chamados os índios tupis) refugiaram-se nas proximidades das fortificações holandesas, consideradas inexpugnáveis. Outros decidiram evitar o desastre aparentemente inevitável e pegaram em armas. Foi isso que aconteceu em Cunhaú. 

No Rio Grande, a população indígena consistia em grande parte de índios antropófagos (tapuias), sob a liderança do seu cacique Nhanduí. Para os holandeses, os tapuias significavam um bando de aliados um tanto inconstantes, pois eram um povo muito independente, que não aceitava ordens de ninguém, mas decidia por si o que era melhor para sua tribo. Um tal de Jacob Rabe, casado com uma índia, servia de ligação entre eles e o governo holandês. 

Entre os indígenas do extremo Nordeste existia em geral um grande ódio contra os portugueses, sem dúvida pela lembrança dos acontecimentos anteriores à chegada dos holandeses, que eram considerados como os libertadores da opressão lusa. E, por várias vezes, esses índios quiseram aproveitar-se da situação de derrota dos lusos para vingar-se deles. Assim, em 1637, depois de Maurício de Nassau conquistar o Ceará, os índios procuraram matar todos os portugueses da região, que foram protegidos pelos holandeses, por meio das armas. A mesma coisa aconteceu no Rio Grande do Norte, em 1645. Os tapuias sentiram que, com o início da revolta contra os holandeses, havia chegado a hora da verdade: eram eles ou os portugueses. No dia 16 de julho, começaram por Cunhaú, massacrando as pessoas que estavam na capela e posteriormente, numa luta armada, os restantes.


Em segundo lugar, é preciso reconhecer que, de fato, o nome de um pastor protestante está ligado a esse episódio. Porém, de modo exatamente contrário daquele que se supõe: não foi ele quem orientou a chacina, antes, foi enviado pelo governo para refrear a selvageria dos silvícolas. Quando, no dia 25 de julho, o governo holandês no Recife soube dos terríveis acontecimentos do Rio Grande do Norte, enviou o Rev. Jodocus à Stetten, pastor “calvinista” alemão, capelão do exército, com o capitão Willem Lamberts e sua tropa armada “para refrear os tapuias e trazê-los [para o Recife], a fim de poupar o país e os moradores [portugueses]”. Os índios, porém, ficaram enfurecidos com os holandeses, não entendendo como estes podiam defender seus inimigos mortais, e até romperam a frágil aliança com os batavos. Antes de regressar para o sertão do Rio Grande, fizeram ainda outra incursão vingadora contra os portugueses, desta vez na Paraíba.

Em terceiro lugar, é importante lembrar o fim do algoz-mor de Cunhaú, Jacob Rabe. Alguns meses depois do massacre, esse funcionário da Companhia das Índias Ocidentais, que havia recebido o pastor Jodocus de pistola em punho, foi morto por ordem do próprio governador da capitania do Rio Grande do Norte, Joris Garstman. O capitão Joris era casado com uma senhora portuguesa que havia perdido muitos parentes em Cunhaú. 

Esses três fatos complementares não diminuem em nada o sofrimento dessas vidas inocentes esmagadas entre as pedras de moinho de uma luta armada. Porém, talvez possam eliminar em parte o veneno da história, por nos permitirem entender melhor o contexto daqueles dias cheios de angústia para ambos os lados. Escrever história objetivamente é muito difícil, mais ainda quando se trata de um caso controvertido como este, com muitos pormenores desconhecidos. Mas afirmar, como foi feito por certos porta-vozes, que as barbaridades de Cunhaú foram perpetradas a mando do próprio governo holandês, e ainda por cima orientadas por um pastor evangélico, simplesmente não corresponde à verdade. Convém distinguir os fatos e a interpretação dos fatos. O que não atenua, antes aumenta a nossa ansiosa expectativa do dia em que o Senhor enxugará todas as lágrimas (Ap 7.17), inclusive as de Cunhaú.

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Francisco Schalkwijk, ex-missionário no Brasil, é ministro da Igreja Reformada Holandesa, com mestrado no Calvin Theological Seminary, nos EUA, e doutorado em história na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. É autor do livro Igreja e Estado no Brasil Holandês (1986).

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

ENTREGA TOTAL

A invasão divina na miséria humana e o cumprimento do seu plano de salvação tiveram início e se cumpriram em orações de entrega total. Deus deslanchou seu sonho no dia em que uma jovem chamada Maria entregou seu futuro, sua reputação e ate mesmo seu casamento com que tanto sonhara, submetendo os à vontade do Senhor. O sonho tornou-se realidade quando Jesus se entregou a si mesmo em morte de cruz por causa de seu amor pelo Pai e seu reino.
Ele ainda cumpre sua vontade na Terra mediante corações, vontades, corpos e vidas rendidos a ele. Por esse motivo, a oração de entrega total deve ser a opção dos caçadores de Deus de qualquer geração, em todos os lugares e em qualquer área de atuação. Quando o Senhor se tornar nosso principal desejo, por causa de nosso ardente anseio por ele, veremos nossos dons e ofertas que não forem uma entrega total como algo vazio e sem significado.
A busca pelo Senhor nos custa caro. Talvez tenhamos de gastar tudo para nos aproximarmos daquele que é tudo. Jesus pagou o preço máximo por nosso perdão e nossa adoção na família de Deus. Por acaso o leitor fará essa renúncia para ter maior intimidade com Deus? O custo é bastante alto. Quanto mais nos aproximamos do fogo divino, mais somos consumidos pelas chamas de sua santidade e de sua glória. Quanto mais o amamos, mais nos sacrificamos para realizar sua vontade.

Uma pergunta tocante

A holandesa Corrie ten Boom, uma das grandes cristãs do século XX, sobreviveu a Ravensbruck, um conhecido campo de concentração nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Toda sua família foi exterminada por ter acolhido judeus em sua casa, em Amsterdã.
Corrie registrou uma simples "pergunta em forma de oração" que ela repetiu e pronunciou diante de platéias por todo o mundo até sua morte, em 1983. Fazer essa prece e esse pedido é realizar um custoso auto-exame à luz da obra de Cristo na cruz. A pergunta é tocante:
“Senhor Jesus, tu sofreste por mim. O que estou sofrendo por ti?”
Jesus Cristo foi o maior exemplo de plena submissão à vontade do Pai. Por esse motivo não podemos dizer que não temos um modelo ou um guia para a jornada da entrega total. Seu chamado pessoal aos discípulos faz ressoar, trazendo a lume, o incrível custo da entrega total na oração, em atas e em palavras. Está escrito:
“Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.” (Lc 9.23,24.)
Percebo que a maior parte (se não todos) dos maiores sacrifícios e das "entregas da alma" da história foi fundamentada e motivada pelo amor e não pelo medo. Por acaso temos dúvida de que a rendição que Jesus fez de sua vontade, no jardim, brotou do seu amor pelo Pai e por nós?

Amor profundamente ligado a orações de entrega total

A entrega total a Deus começa com o amor em sua plenitude. Está escrito: “O perfeito amor lança fora o medo" (1 Jo 4.18b) Ele está profundamente ligado a qualquer oração de entrega total. Richard Foster escreveu:
“O amor é a sintaxe da oração. Para sermos eficientes em nossas preces, temos de ser 'amantes' eficientes. Em The Rime of the Ancient Mariner (A balada do velho marinheiro), Samuel Coleridge declara: ‘Aquele que ora bem ama bem'. Coleridge obviamente tirou essa ideia da Bíblia, porque suas páginas manifestam a linguagem do amor divino. A verdadeira oração não brota quando rangemos os dentes, mas quando nos apaixonamos por Deus.”
O profeta Isaías começou seu ministério como um membro altamente instruído e respeitado da corte real. Obviamente sua vida não era muito difícil, até o dia em que teve um encontro com Deus, no templo. Quando ouviu a voz do Senhor dizer: "A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”, sentiu-se mover com uma fé sobrenatural e foi capaz de declarar:
"Eis-me aqui, envia-me a mim." (Is 6.8b.)

ORAÇÃO DE ENTREGA TOTAL

"Usa-me, meu Salvador, para qualquer propósito e de qualquer maneira que o Senhor desejar. Eis meu pobre coração, um vaso vazio. Enche-o com tua graça. Eis minha alma pecadora e atormentada. Aviva-a e refresca-a com teu amor. Faze do meu coração tua morada; usa minha boca para transmitir a glória do teu nome; que meu amor e minhas forças promovam o crescimento dos que crêem; nunca deixes minha fé enfraquecer, para que em todo o tempo eu esteja capacitado a dizer, desde meu íntimo: 'Jesus precisa de mim e eu sou dele'."

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Tommy Tenney é pastor, autor de vários livros traduzidos para mais de 30 idiomas. Orações dos Caçadores de Deus é um de seus livros, publicado pela Editora Betânia, do qual este artigo foi extraído.

Foto: William Farlow

Fonte:https://www.mensagemdacruz.online

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Mais de 5 mil se rendem a Cristo e abandonam seita, em culto na Nigéria

"Não iremos censurar os sermões, nem restringir a liberdade dos nossos pastores”, diz Trump em discurso repleto de menções a Deus.

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Tem sido uma constante nos discursos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a citação de Deus e a responsabilidade americana em seguir o que está escrito nas Escrituras. Disse que quer ver as crianças conhecendo as bênçãos de Deus e assegurou liberdade de expressão a pastores e pregadores do Evangelho. E declarou declarou amor dos EUA à família, à liberdade e a Deus. (vídeo do discurso traduzido no final do post)
“Nesta noite e, em nome dos veteranos, refletimos acerca de tudo que valorizamos enquanto americanos: Amamos o nosso País, amamos as nossas famílias, a nossa liberdade e amamos a Deus”, destacou Donald Trump. Ele destacou também que os fundadores da América invocaram o Criador quatro vezes na Declaração de Independência. Citou Benjamim Franklin, que havia lembrado aos colegas na Convenção da Constituição para começarem por curvar a sua cabeça em oração.Segundo Trump, desde a assinatura da declaração de Independência, 241 anos atrás, a América sempre afirmou que a liberdade advém do Criador. “Nossos direitos são nos dados por Deus e nenhuma força terrena poderá alguma vez nos tirar esses direitos. É por isso que a minha administração está transferindo o poder para fora de Washington e devolvendo esse poder a quem ele pertence: Ao povo”, afirmou.
“Eu quero lembrar a vocês que nós iremos começar a dizer Feliz Natal novamente”, disse Trump, arrancando aplausos da platéia. Também destacou a moeda americana na qual está escrita: “Em Deus confiamos”.
Segundo o presidente, Deus não concedeu apenas a bênção da liberdade, mas também a bênção de heróis dispostos a dar a sua vida para defender essa liberdade, mencionando os veteranos de guerra.
“Na minha administração irá sempre apoiar e defender a sua liberdade religiosa e não queremos ver Deus sendo escorraçado do espaço público, expulso de nossas escolas ou empurrado para fora da nossa vida cívica. Queremos ver oração antes dos jogos de futebol se eles assim o quiserem”, disse Trump.
Ele também não se esqueceu de mencionar as crianças para as quais oportunizou conhecer a Deus: “Nós queremos que todas as crianças tenha a oportunidade de conhecer as bênçãos de Deus. E não iremos censurar os sermões, que possa restringir a liberdade de expressão dos nossos pastores e pregadores, pessoas que nós mais respeitamos!”, finalizou.
É uma praxe dos discursos de Trump o uso de frases bíblicas e o reconhecimento da necessidade de uma volta do povo americano às Escrituras, chegando a afirmar, em uma dessas oportunidades, que a “América sempre foi a terra dos sonhos, porque ela é uma nação de verdadeiros crentes”. Depois ele afirmou: “Na América não adoramos ao governo, adoramos a Deus” e “prometemos proteger sua liberdade religiosa”.
Fonte: http://conscienciacristanews.com.br/nao-iremos-censurar-sermoes-trump/

terça-feira, 14 de março de 2017

MANÁ DIÁRIO (GENESIS 39.1-40.23) - MISSº VERONILTON PAZ

MANÁ DIÁRIO – GÊNESIS 39.1-40.23
                                                                                
JOSÉ, O FILHO USADO POR DEUS EM MEIO ÁS ADVERSIDADES, LONGE DA CASA DO SEU PAI
O poeta Gonçalves Dias compôs um poema intitulado Canção do Exílio, vejamos a primeira e a ultima estrofes: “Minha terra tem palmeiras/Onde canta o Sabiá/As aves, que aqui gorjeiam/Não gorjeiam como lá”.  “Não permita Deus que eu morra/Sem que eu volte para lá/Sem que disfrute os primores/Que não encontro por cá/Sem qu'inda aviste as palmeiras/Onde canta o Sabiá”. Semelhante ao exilado da canção, também José agora longe da casa do seu Pai chega ao Egito como Escravo de Potifar, aquele rapaz foi uma benção ali no Egito, aquele rapaz mesmo vivendo dias tenebrosos, de filho mais intimo do seu pai (Gn 37.3), passa a ser escravo de um estranho (Gn 39.1), mas um detalhe que reverbera é que tanto lá na casa do pai como aqui Deus estava como ele, Deus era com aquele jovem, vamos extrair algumas lições baseados no tema acima descrito.
                        
Primeira, O Senhor abençoa um lugar não por causa do seu servo, mas por amor ao seu servo. José foi um servo e a palavra grega da septuaginta usada para este tipo de pessoa é “leitogós” e significa o “servo abençoador”, tudo que ele coloca a mão, dá certo. Foi exatamente o que aconteceu com José, Deus abençoava até ímpios por amor dele, conforme está escrito: ”1 José foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda, egípcio, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá. 2 O SENHOR era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio. 3 Vendo Potifar que o SENHOR era com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em suas mãos, 4 logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha. 5 E, desde que o fizera mordomo de sua casa e sobre tudo o que tinha, o SENHOR abençoou a casa do egípcio por amor de José; a bênção do SENHOR estava sobre tudo o que tinha, tanto em casa como no campo. Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava. José era formoso de porte e de aparência” (Gn 39.1-6). Como eu e voce temos nos comportado tem levado a benção de Deus aos que estão perto de nós, veja como Deus se preocupa com as demais áreas da vida, pois ele deu subsistência para casa do ímpio Potifar, por intermédio do seu servo José, de tal forma que José tornou-se uma espécie de chefe naquele lugar, Calvino, o reformador francês dizia que os crentes deveriam ser os melhores em tudo que fizessem, pois Deus quer abençoar o mundo por meio das nossas vidas, sejamos como José foi, um servo abençoador, que possamos ser um canal de benção para as pessoas, lembrando que Deus não fez nada por causa de José, mas por amor de José (v.5), assim não sejamos orgulhosos, achando que Deus faz algo por nossa causa, Ele faz por que nos ama, Ele não precisa de nenhum de nós, mas por amor nos usa para abençoar o mundo. Porém, advirto que muitas vezes para agirmos e sermos bênçãos passamos por revezes, isto aconteceu com José e veremos um pouco abaixo.

Segunda, O Senhor abençoa o seu servo, mesmo quando ele está sofrendo injustiças, o Senhor será com Ele. Nesta parte vem ma parte aconteceu uma parte muito amarga da estada de José pelo Egito, começando com mulher de Potifar querendo ter relações com ele, o rapaz não quis, agora a visão dele sobre pecado é que é fenomenal: “[...] cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” (v.9), para José, antes se ele possuísse aquela mulher que pertencia a Potifar, antes de pecar contra o homem, pecaria contra Deus, pois o pecado, antes de ofender aos homens, é uma ofensa a santidade de Deus. A mulher não se intimidou e tentou seduzi-lo de todas as formas, chegando ao cumulo de agarrá-lo e puxar suas vestes, o moço fugiu e ela ficou com suas vestes, as quais arrancou dele, mentiu para o seu marido e aquele servo abençoador foi parar na prisão, de maneira injusta, (v. 7-20), ou seja crente lutas, injustiças, é vitima de enganações, trambicagens, este evangelho que mostra o crente isento de sofrimentos não é o que Cristo e os apóstolos ensinaram, José, servo que por ser fiel ao seu Deus e não querer negociata para possui a mulher do outro, foi parar na prisão, mas uma coisa é certa, Deus estava como ele. José, aquele servo abençoador da casa de Potifar, não foi para prisão por mão do seu senhor terreno, mas pela boa mão da providencia de Deus, quando você for tirado de um lugar para outro, mesmo que seu ministério tenha sido profícuo, nunca fique no passado, viva o presente, foi isso que José fez, antes estava como mordomo e foi benção, agora estava como presidiário pelo crime de fidelidade a Deus, o que ele fez? Foi benção de tal forma que o carcereiro entregou as chaves da prisão e Ele, isto pode ser visto nas palavras da narração: “21 O SENHOR, porém, era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro; 22 o qual confiou às mãos de José todos os presos que estavam no cárcere; e ele fazia tudo quanto se devia fazer ali.23 E nenhum cuidado tinha o carcereiro de todas as coisas que estavam nas mãos de José, porquanto o SENHOR era com ele, e tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava” (v.21-23), aquele jovem foi para prisão como se fosse culpado de estupro, mas Deus pela sua providencia amorosa e perfeita o fez chegar ali para que por intermédio dele, o Senhor manifestasse a sua glória na terra do Egito, texto inicia dizendo que o Senhor era com José (v.21), fez com que ele caísse na graça do carcereiro e este deu a José o cargo de líder dos outros presos (v.22), aqui nós aprendemos que aquele a quem Deus escolheu para ser líder não pode terceirizar seu ministério, pois onde ele estiver, vão surgir situações para ele administrar e seu chamado vai aparecer. Outra questão interessante é que aquele que Deus escolheu para ser líder, a obra de Deus prospera nas suas mãos, então esta história de dizer que queremos qualidade e não quantidade é conversa fiada de líder preguiçoso, pois a qualidade  gera quantidade, José foi um ramo frutífero, um líder que onde chegava liderava e fazia conforme a direção de Deus, por isso o carcereiro não tinha preocupação com a cadeia, pois José dava conta do serviço (v.23). Como nós temos agido onde o Senhor tem nos colocado? Temos sido benção? José foi, nós também devemos ser, mesmo que você não tenha um cargo de liderança formal, mas você é agente da graça de Deus para abençoar pessoas, assim faça isto. Mesmo em meio ao caos precisamos ser boca de Deus, assim agiu o menino José, exaurindo um pouco sobre isto, aprenderemos mais uma lição abaixo.

Terceira, O Senhor abençoa o servo de tal forma que, mesmo em meio às tribulações, ele é boca de Deus. 40.1-23
Continuando o cotidiano de José na prisão, chegaram ali mais dois presos que eram oficiais do rei do Egito, sobre este encontro iremos extrair alguns aprendizados: a) Um acontecimento casual, para os homens, como uma prisão, na agenda de Deus é uma oportunidade para que Ele seja exaltado por meio do seu servo: “1 Passadas estas coisas, aconteceu que o mordomo do rei do Egito e o padeiro ofenderam o seu senhor, o rei do Egito. 2 Indignou-se Faraó contra os seus dois oficiais, o copeiro-chefe e o padeiro-chefe. 3 E mandou detê-los na casa do comandante da guarda, no cárcere onde José estava preso. 4 O comandante da guarda pô-los a cargo de José, para que os servisse; e por algum tempo estiveram na prisão. 5 E ambos sonharam, cada um o seu sonho, na mesma noite; cada sonho com a sua própria significação, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que se achavam encarcerados. 6 Vindo José, pela manhã, viu-os, e eis que estavam turbados. 7 Então, perguntou aos oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa do seu senhor: Por que tendes, hoje, triste o semblante? 8 Eles responderam: Tivemos um sonho, e não há quem o possa interpretar. Disse-lhes José: Porventura, não pertencem a Deus as interpretações? Contai-me o sonho” (v.18). Aqueles homens estavam na prisão por terem ofendido seu senhor, estiveram na prisão por algum tempo (v.4), José ali obedecendo ordens do comandante da guarda estava servindo a eles, ou seja, José até na prisão foi um “leitogós” (servo abençoador), quem nasce para abençoar sempre vai fazer isto. A prisão pode ser um acontecimento humano, mas na agenda de Deus, ali era o lugar que Deus preparou para honrar o seu servo, por isso Ele enviou para lá oficiais do rei, porque Deus queria ser exaltado por meio do seu servo, este momento estava começando a surgir e ali na prisão, iniciou este movimento santo, Se você está em uma situação desagradável, saiba que aí é o lugar que Deus vai ser exaltado por seu intermédio. b) Um acontecimento cotidiano, para os homens, como um sonho, na agenda de Deus é uma oportunidade de Dele falar por intermédio do seu servo: 9 Então, o copeiro-chefe contou o seu sonho a José e lhe disse: Em meu sonho havia uma videira perante mim. 10 E, na videira, três ramos; ao brotar a vide, havia flores, e seus cachos produziam uvas maduras. 11 O copo de Faraó estava na minha mão; tomei as uvas, e as espremi no copo de Faraó, e o dei na própria mão de Faraó. 12 Então, lhe disse José: Esta é a sua interpretação: os três ramos são três dias; 13 dentro ainda de três dias, Faraó te reabilitará e te reintegrará no teu cargo, e tu lhe darás o copo na própria mão dele, segundo o costume antigo, quando lhe eras copeiro. 14 Porém lembra-te de mim, quando tudo te correr bem; e rogo-te que sejas bondoso para comigo, e faças menção de mim a Faraó, e me faças sair desta casa; 15 porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus; e, aqui, nada fiz, para que me pusessem nesta masmorra. 16 Vendo o padeiro-chefe que a interpretação era boa, disse a José: Eu também sonhei, e eis que três cestos de pão alvo me estavam sobre a cabeça; 17 e no cesto mais alto havia de todos os manjares de Faraó, arte de padeiro; e as aves os comiam do cesto na minha cabeça. 18 Então, lhe disse José: A interpretação é esta: os três cestos são três dias; 19 dentro ainda de três dias, Faraó te tirará fora a cabeça e te pendurará num madeiro, e as aves te comerão as carnes” (v.9-19). Aqueles dois sonharam, mas aqueles sonhos eram ,na realidade, Deus querendo demonstrar seu poder ali por meio do seu servo José, ele de fato interpretou os sonhos da forma que Deus lhe entregou a revelação, antes ele havia dito que a Deus pertenciam as interpretações (v.8), agora Deus o usa para tal façanha de dizer o que estava no oculto, porém, Ele dava a Deus toda a glória, aprendemos que quando Deus nos usar, não devemos querer nos gloriar, mas dá a Deus toda a glória, ele atribuía não a sua espiritualidade as bênçãos e interpretações de sonhos que Deus lhe dava, mas sempre ao Senhor, Deus fala por intermédio dos seus servos, mas Ele não nos dá o direito de querer a sua glória para nós, José foi usado por Deus para dizer que um ia viver e o outro morrer, mas José não estava no lugar de Deus. Nós também ao vermos Deus usar nosso ministério devemos pensar, que Ele não precisa de homens, Ele se serve de homens para realizar a sua vontade Ele usa acontecimentos cotidianos, como sonhos ou outro meio qualquer para falar e realizar a sua vontade por nosso intermédio. A Ele seja toda glória! c) Um acontecimento normal, para os homens, como uma festa de aniversario, na agenda de Deus é uma oportunidade Dele ser honrado pelas palavras do seu servo. “20 No terceiro dia, que era aniversário de nascimento de Faraó, deu este um banquete a todos os seus servos; e, no meio destes, reabilitou o copeiro-chefe e condenou o padeiro-chefe. 21 Ao copeiro-chefe reintegrou no seu cargo, no qual dava o copo na mão de Faraó; 22 mas ao padeiro-chefe enforcou, como José havia interpretado” (v.20-22). Aquilo que Deus fala se cumpre, nós precisamos ser boca de Deus, José assim era, disse que o copeiro-chefe ia voltar ao seu cardo e ele voltou (v.20-21), da mesma maneira, o padeiro-chefe foi enforcado como José falou anteriormente (v.22). O grande problema da igreja moderna é que ela tem a Palavra de Deus, mas não temos sido boca de Deus. Ele não tem sido honrado pelas palavras da nossa boca, muitas vezes vivemos uma aridez tão grande que mesmo pregando a Palavra de Deus, ela não tem sido verdade na nossa boca, vida e ministério. As palavras de José não caíram por chão porque Deus estava com ele, ele tinha intimidade com Deus, era benção na casa de Potifar, mas também na prisão, não apenas a Palavra física estava na sua boca, Deus fazia que sua Palavra fosse verdade na boca dele. Peçamos a Deus que Ele faça que sua Palavra seja verdade na nossa boca! d) Um acontecimento providencial como um livramento da morte, na agenda de Deus é uma oportunidade dele provar a gratidão ou ingratidão das pessoas. “23 O copeiro-chefe, todavia, não se lembrou de José, porém dele se esqueceu” (v.23), queridos Deus muitas vezes realiza coisas maravilhosas, Ele faz isso mesmo sabendo que não terá gratidão, mas ingratidão. Depois de tudo aquilo, mesmo José tendo dito que se lembrasse dele que estava ali preso injustamente, ele se esqueceu, muitos querem apenas pedir, esquecem de ser gratos, esquecem quem os abençoou, esquecem quem foi canal de benção para eles, a ingratidão é algo que nem sequer deveria estar na vida de quem se declara cristão, mas muitos reclamam da chuva e do  sol, do frio e do calor,  quando tem algo, dizem não ter nada, a Bíblia ordena ser gratos, conforme Paulo escreveu: 18 Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”(I Ts 5.18), aquele Copeiro-Chefe ingrato nos representa muitas vezes quando reclamamos da vida que nossos pais nos dão, quando reclamamos da comida, e muitas vezes murmuramos contra Deus. Esquecer é uma atitude de ingratidão diante da benção recebida, não esqueça as bênçãos que você recebeu, lembre que foi Deus que deu, mas lembre também das pessoas que Ele usou para te abençoar.

Concluímos lembrando que: 1. O Senhor abençoa um lugar não por causa do seu servo, mas por amor ao seu servo (Gn 39.1-6); 2. O Senhor abençoa o seu servo, mesmo quando ele está sofrendo injustiças, o Senhor será com Ele (Gn 39.7-23); 3. O Senhor abençoa o servo de tal forma que, mesmo em meio às tribulações, ele é boca de Deus (Gn 40.1-23). Como nós temos nos temos nos comportado quando Deus nos usa? Damos a Ele toda a glória, lembrando que tudo que faz não é por nossa causa, mas porque nos ama?. Como reagimos quando somos injustiçados, partimos para o desespero ou esperamos na providencia de Deus, sabendo que Deus está conosco ali? Temos sido boca de Deus ou estamos vivendo uma vida Arida. José foi chamado de ramo frutífero (Gn 49.22), que nós também tenhamos frutos de justiça, santidade e confiança em Deus. Lembre-se que Deus é soberano, tudo que acontece Ele está no controle, Ele pode nos usar para a sua glória! Quem Ele faça com que sua glória seja promovida por nosso intermédio. Em Nome de Jesus! Amém!

AUTOR: Veronilton Paz da Silva – Licenciado ao Sagrado Ministério (PRVP); Missionário Presbiteriano na Cidade de Sumé-PB (JMN/IPB); Bacharel em Teologia (IBHT); Licenciado em Letras – Língua Portuguesa (UEPB); Formação Presbiteriana de Evangelista/Missionário (CPO/IBN e CEIBEL); Pos Graduando em Estudos Teológicos (CPAJ/Mackenzie).





segunda-feira, 13 de março de 2017

O Velho Chico chegou

Monteiro (PB), 12 - No semiárido dos Estados de Pernambuco e Paraíba, região consumida pela seca há seis anos, a grande atração tem sido a água. Mais especificamente, a água que, desde a virada do ano, foi preenchendo os 217 quilômetros do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco. Ela sai da represa da Usina de Itaparica, formada pelo Rio São Francisco, na divisa da Bahia, atravessa quatro municípios de Pernambuco - Floresta, Betânia, Custódia e Sertânia - até desembocar na cidade de Monteiro, na Paraíba.

À medida que a água avançou, primeiro na beira de povoados, depois nas cidades maiores, foi recebida com deslumbramento. Famílias inteiras vestem roupas de banho e mergulham nas represas da Transposição. Os mais audaciosos se jogam no canal, mesmo sem ter noção da profundidade. O gesto mais trivial por lá é tirar selfie com a água.

“A gente faz a foto para registrar e acreditar que não estamos imaginando: olha aí, a água do Chico chegou. Depois de séculos, mas chegou”, diz Rafael Barbosa dos Santos, 26 anos, desempregado, que junto de uma amiga, a técnica de enfermagem Raquel Simplício dos Santos, 31 anos, se autofotografava, quinta-feira passada, no final da Transposição, em Monteiro.

Lazer

No último mês, não faltaram episódios para ilustrar o surto de euforia. No município de Floresta, dois nadadores morreram afogados. Em Sertânia, os banhistas ocupam as represas, sem a menor cerimônia, desde o carnaval. “É impressionante, no domingo, vira o piscinão, a prainha de uma quantidade absurda de pessoas”, diz a comerciante Iranuedja Moreira de Aquino, 42 anos, que se espantou quando foi ver com os próprios olhos a aglomeração. Seu marido, Paulo Cesar Santana, 50 anos, tem uma justificativa para o descontrole coletivo. “Quando a gente, que vive na estiagem, vê uma represa cheia, se sente como ganhador da Mega-Sena, não qualquer Mega-Sena, a da virada.”

Há uma semana, a água ensaiou uma tragédia. O reservatório Barreiro, em Sertânia, se rompeu. A força da água foi tão violenta que abriu uma cratera na pista da rodovia quilômetros à frente. As causas estão sendo apuradas, mas quem mora no entorno conta que o reservatório encheu rápido demais. Na véspera do acidente, dava a impressão de que iria transbordar.

O auge do encantamento ocorreu na sexta-feira passada, em Monteiro, na cerimônia de inauguração do Eixo Leste. A cidade já estava mobilizada pela manhã. O casal Aldo Lídio e Luciana Ferreira levou os filhos Abraão, de 10 anos, e Sara, 4, para a borda da Transposição. “Queremos participar desse momento histórico”, disse Aldo. E foi de tirar o fôlego. Um jorro de água eclodiu da Transposição e promoveu o milagre da engenharia hidráulica: o leito estorricado do rio Paraíba, vazio há seis anos, foi inundado em minutos. Tornou-se tão caudaloso que ninguém na multidão, assombrada com o feito, teve coragem de mergulhar. O rio Paraíba é estratégico. Alimenta os principais açudes do Estado e cheio vai tirar centenas de municípios do racionamento.

Deserto

O entorno do Eixo Leste da Transposição é desolador. São centenas de quilômetros de desertos, preenchidos por arbustos retorcidos, terra ocre, rios secos e rebanhos de cabras magras. As poucas manchas verdes são plantações de palma, tipo de cacto que alimenta o gado. A região sempre foi pouco desenvolvida, já que agricultura, indústria e urbanização só prosperam com garantia de água. E a prolongada estiagem fez dessa carestia uma rotina insustentável para os padrões de vida no século 21.

Luiza Aurélia da Silva, 68 anos, moradora do assentamento Serra Negra, em Floresta, passou a infância buscando água em lata, na cabeça e em lombo de burro. Saía ao amanhecer e voltava na hora do almoço. Hoje, as 64 famílias do assentamento são abastecidas por um poço, de água salobra, e por carros pipas da prefeitura. Parte da comida vinha do cultivo de feijão e milho. “Como não chove, todo ano a gente planta e todo ano perde quase tudo”, diz Luiza.

Mas quis Deus, diz ela, que a Transposição passasse do lado do assentamento. A sua casa está a poucos metros do canal. A expectativa por lá é que haverá irrigação para o plantio de culturas comerciais, como a melancia, viabilizando uma vida nova. “Um hectare irrigado vale mais do que 10 secos. Meu tempo passou, mas meus filhos e netos poderão ter uma vida melhor”, diz Luiza.

A falta de água, porém, não é problema apenas de comunidades pobres e isoladas. Entre os moradores do semiárido não se fala outra coisa: que o governo acelerou a conclusão da Transposição Leste para evitar o colapso no abastecimento do polo econômico de Campina Grande e mais 18 cidades. Na área vivem 800 mil habitantes. Todos dependem do açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão. Hoje, ele está no volume morto, com 3% de água.

O garçom José Gonçalves, 67 anos, lembra que até Juscelino Kubitschek inaugurar o Boqueirão, nos anos 50, os moradores de Campina Grande tiravam água de um chafariz. Gonçalves recorda que ele mesmo carregava galões. Com o crescimento da cidade, aquilo parecia ter ficado para trás. Há um ano, o desabastecimento voltou: ele teve de reequipar a casa com uma caixa d’água adicional e baldes de 100 litros, além de manter um estoque com 12 galões de 20 litros água mineral para fazer comida. “Agora, só o rio São Francisco nos salva”, diz ele.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, nega que o cronograma de obras foi acelerado para atender a uma única cidade, mas confirma que Campina Grande havia se tornado preocupação. “A informação é que em setembro a água vai acabar, mas como o volume morto já é uma reserva comprometida, a cidade poderia ficar sem água a qualquer momento”, diz. Barbalho lembra que a Transposição é apenas um ponto de partida. Várias obras adicionais, como o Ramal do Agreste e o Ramal Juá, estão em andamento para criar, enfim, uma rede segura de abastecimento contra a estiagem.

Apreensão. Como isso depende de obras adicionais, de saneamento e encanamento, os moradores da região ainda estão preocupados. “Nossa pergunta agora é: quando a água do São Francisco chega às torneiras?”, pergunta a comerciante Gilvanete Pires, de 53 anos, proprietária de um café em Monteiro. Para fazer a limpeza do estabelecimento, gasta, por semana, mais de R$ 300 em água de carro-pipa. Também precisa desembolsar R$ 50 com tambores de água mineral para preparar as refeições que serve na hora do almoço. Todos os meses, recebe a conta de água, apesar de não receber uma gota. São mais de R$ 200 por mês.

O agricultor José Severino da Silva Irmão, o Zequinha, tem a mesma preocupação. Em um sítio da família, em Sertânia, ele cria um bezerro, duas vacas, três bois, seis cachorros e 17 jumentos, que recolheu na estrada porque ninguém mais os quer. Hoje, ele busca água no vizinho e colhe mandacaru para engrossar a ração. No entanto, se a Transposição regularizar o abastecimento dos açudes, a água deixará de ser problema e ele poderá garantir uma alimentação melhor para os animais e ampliar o rebanho. “Por ora, a única coisa que a Transposição nos dá é alegria - alegria de ver a belezura da água.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Extraído de: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/03/12/internas_economia,853619/o-velho-chico-chegou.shtml?ref=yfp

sexta-feira, 10 de março de 2017

MANÁ DIÁRIO (GENESIS 37.18-36) - MISSº VERONILTON PAZ

MANÁ DIÁRIO – GENESIS 37.18-36
18 De longe o viram e, antes que chegasse, conspiraram contra ele para o matar. 19 E dizia um ao outro: Vem lá o tal sonhador! 20 Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos. 21 Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles e disse: Não lhe tiremos a vida. 22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão sobre ele; isto disse para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai. 23 Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia. 24 E, tomando-o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água. 25 Ora, sentando-se para comer pão, olharam e viram que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade; seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra, que levavam para o Egito. 26 Então, disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue? 27 Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas; não ponhamos sobre ele a mão, pois é nosso irmão e nossa carne. Seus irmãos concordaram. 28 E, passando os mercadores midianitas, os irmãos de José o alçaram, e o tiraram da cisterna, e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito. 29 Tendo Rúben voltado à cisterna, eis que José não estava nela; então, rasgou as suas vestes. 30 E, voltando a seus irmãos, disse: Não está lá o menino; e, eu, para onde irei? 31 Então, tomaram a túnica de José, mataram um bode e a molharam no sangue. 32 E enviaram a túnica talar de mangas compridas, fizeram-na levar a seu pai e lhe disseram: Achamos isto; vê se é ou não a túnica de teu filho. 33 Ele a reconheceu e disse: É a túnica de meu filho; um animal selvagem o terá comido, certamente José foi despedaçado. 34 Então, Jacó rasgou as suas vestes, e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias. 35 Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado e disse: Chorando, descerei a meu filho até à sepultura. E de fato o chorou seu pai. 36 Entrementes, os midianitas venderam José no Egito a Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda.

JOSÉ, O FILHO ULTRAJADO E TRAÍDO PELOS FILHOS DE SEU PAI.
Quem já sofreu ultraje e traição sabe o quanto é difícil, pois esta acontece por meio de pessoas que temos convivência e muitas vezes amizade, no caso de José, ele já era odiado por seus irmãos porque ele tinha mais intimidade com o seu pai e seu pai com ele, porém, sendo irmãos de sangue, quem sabe o jovem não imaginasse que eles seriam tão audaciosos e maldosos a ponte de prejudicar alguém do seu próprio sangue. Os irmãos de José já demonstravam que já lhe tinham ódio desde cedo (Gn 37.4), também não o suportavam por causa de sonhos que Deus lhe dava (Gn 37.5-11), eles eram pessoas sem caráter e José por não concordar os denunciava (Gn 37.2), José pagou um preço por sua obediência a seu pai, por sua integridade e por ter sonhos revelacionais de Deus, isto atraiu o ódio de alguns e eles só esperavam a hora para  fazer-lhe o mal, toda aquela traição teve uma seqüência de atos e a partir do tema acima iremos tratar um pouco sobre eles, vamos lá gente?

Primeira, A traição feita a José foi iniciada com uma conspiração: Aqueles irmãos de José planejaram tudo contra ele, a passagem fala sobre isso falando que: “18 De longe o viram e, antes que chegasse, conspiraram contra ele para o matar” (v.18). O Dicionário Online de Português atesta que conspiração é: Maquinação; ação de construir um plano que prejudica alguém, geralmente um governante ou uma pessoa poderosa: conspiração contra a presidente.Conluio; ação de quem busca prejudicar alguém, com a ajuda de uma outra pessoa.Trama; ação de combinar algo, secretamente com alguém, contra uma terceira pessoa. Ou seja, eles tramaram de maneira secreta a malévola contra a vida do próprio irmão, o mundo também tem conspirado contra o povo de Deus, às escuras, para prejudicar e fazer o povo de Deus cair, o mundo nunca vai querer o bem do povo de Deus, se o mundo está amando você, é porque você está mais próximo dele e longe de Deus. José foi odiado não por causa dos seus erros, mas por causa dos seus acertos, quando o mundo estiver conspirando contra você, saiba que estás mais próximo de Deus. José sofreu esta conspiração, mas além disso ele foi humilhado pelos seus irmãos, verdade esta que será tratada abaixo.

Segunda, A traição feita a José continuou com gestos de humilhação: Depois de planejar uma maneira de causar danos no seu irmão eles o humilharam, afirmando isto a passagem cita: “19 E dizia um ao outro: Vem lá o tal sonhador! 20 Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos. 21 Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles e disse: Não lhe tiremos a vida. 22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão sobre ele; isto disse para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai. 23 Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia. 24 E, tomando-o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água” (v.19-24). Eles pegaram um rapaz jovem de 17 anos e lançaram mão, ele passou momentos de desespero, conforme relatado mais a frente: “Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos; por isso, nos vem esta ansiedade” (Gn 42.21), ou seja, fora humilhado, o despiram de sua túnica, isto era uma vergonha para os judeus, a sua intenção era matar, mas Deus usou um deles chamado Rubén para não permitir e só o humilharam (v.21-22), saiba que se você estiver sendo humilhado, Deus está no controle e mesmo em meio às humilhações está cuidando de Ti. Deus permite que passemos por humilhações por pessoas da família, amigos, irmãos na fé, as humilhações que Deus permite que passemos, Ele faz com que estas sirvam para forjar o seu caráter em nós, as humilhações que José passou o prepararam para que mais adiante ele fosse exaltado em uma terra estrangeira. Se você estiver sendo humilhado, saiba que no tempo de Deus, Ele vai te exaltar. Todo aquele plano dos irmãos de José começou com uma conspiração, depois fizeram ele  passar por humilhações, depois aparece alguém que não queria o peso da culpa e sugeriu uma atitude tão pecaminoso quanto humilhar e matar, que foi vender seu irmão, porém ele queria lavar aos mãos quanto aquilo, assunto este que será visto nas próximas linhas.

Terceira, A traição de José é seguida por alguém que tenta tirar de si o peso da culpa: Depois de conspirar e humilhar agora eles fizeram algo que era proibido fazer aos filhos de Israel que era vender como escravos. O texto apresenta Judá que para minimizar sua culpa e se livrar daquele crente certinho, sugeriu vendê-lo para um povo distante conforme as Escrituras continuam ditando: “25 Ora, sentando-se para comer pão, olharam e viram que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade; seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra, que levavam para o Egito. 26 Então, disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue? 27 Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas; não ponhamos sobre ele a mão, pois é nosso irmão e nossa carne. Seus irmãos concordaram”(V.25-27). Não adianta tentar tirar o peso da culpa pelas suas atitudes erradas arrumando paliativos, o que precisa fazer é se arrepender e deixar o pecado de lado, eles não estavam quebrantados, apenas queriam tirar o peso da consciência, sem chegar ao verdadeiro arrependimento, vejamos o sábio Salomão afirmou: “13 O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13), ele não orienta a criar métodos alternativos para se conseguir o perdão, mas que se deve confessar e deixar o pecado, os irmãos de José não queriam a parte correta, queriam a mais fácil e nem sempre esta é a decisão certa a se tomar. Quando estivermos em um dilema para tomar decisões, a decisão certa, mesma que seja amarga é sempre a certa, não queira tirar o peso da consciência, queira agradar a Deus e fazer o certo. José foi vitima de conspiração, humilhação, os algozes tentaram tirar o peso da culpa com paliativos, além disso negociaram a tragédia do seu irmão, coisas estas que serão examinadas abaixo.
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Quarta, A traição de José é prosseguida por alguém que faz uma negociação escusa: Imagine alguém que negocia para que seu irmão sofra danos, foi isso que eles fizeram com José segundo o verso seguinte: “28 E, passando os mercadores midianitas, os irmãos de José o alçaram, e o tiraram da cisterna, e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito”(v.28) Eles só pensaram de maneira egoísta em satisfazer os desejos do seu coração, queriam satisfazer o seu ódio, quantas vezes nós também fazemos negociatas que prejudicam os nossos irmãos, às vezes quando muda um governo começam rolar as cabeças, irmãos perdem um emprego, são transferidos e por vezes com anuência de irmãos na fé, para satisfazer o ódio do irmão por ele ter seguido outra orientação política, se não tomarmos cuidado podemos sermos tão traidores como os irmãos de José. Eles prejudicaram o seu próprio irmão, não pensaram, não pensaram nem nos laços familiares, fizeram uma negociação escusa, da mesma forma que muitas vezes são feitas por políticos, fazendo votações secretas para prejudicar o próximo, venderam-no como se a vida humana não tivesse nenhum valor, por causa de negociatas a vida humana tem sido colocada em risco, pacientes ficam na fila do SUS porque não tem dinheiro e os que poderiam resolver não resolvem nada. Aqueles irmãos fizeram o que de fato estava no seu coração, eles estavam cheios de orgulho e aquela negociação demonstrou que eles estavam dispostos a qualquer coisa para se ver livre dele, nós devemos pensar que aquilo que aconteceu tem sido muitas vezes a nossa história, negociamos as coisas de Deus, queremos colocar nossas vontades dentro do evangelho, porém, o evangelho é inegociável, pensemos nisso! Vimos que José foi traído por uma conspiração, humilhado, depois eles tentaram tirar o peso da culpa ao invés de o matar, o venderam por meio de uma negociata escusa, depois de tudo isto tinham que dar alguma satisfação ao velho pai antes que se desse conta da falta de José, arquitetaram uma estória, um teatro para fazer o pai crer que seu filho era morto. Esta será a próxima explicação que daremos.

Quinta, A traição de José é levada por alguém ao cumulo da enganação: Os irmãos traidores agora com a sua saga completa, teriam de criar uma cena que justificasse a ausência de José, eles armaram o que está registrado a seguir: “29 Tendo Rúben voltado à cisterna, eis que José não estava nela; então, rasgou as suas vestes. 30 E, voltando a seus irmãos, disse: Não está lá o menino; e, eu, para onde irei? 31 Então, tomaram a túnica de José, mataram um bode e a molharam no sangue. 32 E enviaram a túnica talar de mangas compridas, fizeram-na levar a seu pai e lhe disseram: Achamos isto; vê se é ou não a túnica de teu filho. 33 Ele a reconheceu e disse: É a túnica de meu filho; um animal selvagem o terá comido, certamente José foi despedaçado. 34 Então, Jacó rasgou as suas vestes, e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias. 35 Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado e disse: Chorando, descerei a meu filho até à sepultura. E de fato o chorou seu pai”(v.29-34). Aqueles cidadãos pensaram apenas em si, nem no pai pensaram que ficou consternado quando recebeu a túnica do filho suja de sangue e entendendo que havia sido devorado por uma fera (v33-34), porém, antes relata a maldade deles que mataram um animal do rebanho para sujar de sangue a roupa de José, aqueles homens mentiram, eles praticaram algo que Deus abomina e lança condenação sobre quem pratica tal ato (Ap 21.8), foram enganadores e nós temos sido muitas vezes quando prestamos relatórios falsos em congressos, convenções, etc. Eles enganaram para esconder sua astucia cruel e muitos têm enganado para não serem descobertas suas ações pecaminosas. O engano não pode estar na boca de quem conhece a Deus, devemos ser verdadeiros e nunca deixar que o nosso coração queira ditar as ordens na nossa vida, pois segundo Jeremias: Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9), siga Cristo e não seu coração, seja verdadeiro e não enganoso. José foi traído por seus irmãos e eles conspiraram contra ele, o humilharam, tentaram tirar o peso da culpa não o matando, mas vendendo por uma negociata, para não serem descobertos eles armaram um plano para enganar o pai, parecia que tudo estava dando certo e eles estariam para sempre livres daquele moleque atrevido que estragava os seus mal-feitos contando ao pai. Mas, será que se livrariam mesmo para sempre dele? Isto nos chama para mais um aprendizado que será visto a partir de agora.

Sexta, A traição de José pode trazer á tona acontecimentos surpreendentes: A história poderia acabar aqui e eles nunca mais ver e nem ser atormentado por ele, mas eles não contavam com uma questão chamada a “Soberania de Deus”, Ele no seu plano já tinha tudo traçado para que José chegasse ao Egito e ficasse lá, conforme relata a passagem na seqüência: 36 Entrementes, os midianitas venderam José no Egito a Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda” (v.36). Os compradores de José foram justamente ao lugar que Deus havia determinado no seu plano que José estivesse ali, fosse comprado por Potifar, ali Deus o abençoou de tal forma que tudo que o egípcio fazia dava certo por causa de José e ele o colocou sobre tudo que era dele (Gn 39.1-6), depois a mulher do oficial queria se deitar com ele, o mesmo não quis e ela mentiu para o marido ao dizer que o rapaz tentou forçá-la a ter relação com ela, ele foi preso (Gn 39.7-20), depois que estava na prisão ele era tão reto que o carcereiro entregou os presos a ele (Gn 39.1-23). Depois na prisão interpretou dois sonhos de um padeiro e de um copeiro e assim aconteceu (Gn 40.1-23). Adiante, Faraó teve um sonho duplo de sete vacas gordas e sete espigas magras, depois de sete vacas e sete espigas magras, José interpretou e tornou-se governador do Egito (Gn 41.1-57), para encurtar a história, José terminou cuidando de seu pai e dos seus algozes do passado, mas ao invés de ter deixado seu coração cheio de ódio, Ele disse que tudo o que aconteceu foi pela Divina Providencia, vejamos as suas palavras: 19 Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus? 20 Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. 21 Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim, os consolou e lhes falou ao coração”. Deus não perdeu o controle, mesmo diante da traição dos irmãos de José, Ele estava controlando a história para o fim pretendido por Ele.

Concluindo, amados irmãos Nesta mensagem vimos que José foi traído pelos seus próprios irmãos, eles conspiraram de maneira malévola contra ele; o humilharam de maneira vergonhosa, tentaram tirar o peso da sua consciência deixando de matar para o vender com escravo, fizeram uma negociata escusa contra seu irmão, enganaram o seu velho por meio de uma cena teátrica montada para parecer que tinha morrido, eles somente não contaram que por trás de todos os acontecimentos está a mão soberana de Deus guiando todos os rumos da história, este Deus soberano mesmo quando eu você passamos por traições está no controle e manejando a história para um fim glorioso pretendido por Ele próprio. Que este Deus soberano nos abençoe em Nome de Jesus! esta é mais uma mensagem Devocional do Maná Diário.

Autor: Veronilton Paz da Silva – Licenciado ao Sagrado Ministério (PRVP); Missionário Presbiteriano na Cidade de Sumé-PE (JMN/IPB); Bacharel em Teologia (IBHT); Licenciado em Letras – Língua Portuguesa (UEPB); Formação Presbiteriana de Evangelista/Missionário (CPO/IBN e CEIBEL); Pos Graduando em Estudos Teológicos (CPAJ/Mackenzie).

domingo, 5 de março de 2017

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM JOÃO 1.35-42 - O TESTEMUNHO DOS HOMENS - SEGUNDA MENSAGEM

Veredas da Justiça: Sermões que Edificam

TEXTO: JOÃO 1.35-42
35 No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus! 37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. 38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes? 39 Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima. 40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).

INTRODUÇÃO
O rainha inglesa Maria Tudor chamada de “Maria Sanguinária”, que tinha este nome por ter feito um banho de sangue no seu pais matando crentes ela queimou vivos na fogueira, em acordo com o Papa Julio III, os três maiores lideres cristãos do país Cranmer, Lalimer e Ridley, tudo isto porque eles se negaram a aceitar os dogmas contrários às Escrituras, estes homens continuaram fieis a Cristo, apesar da maldade daquela rainha, o evangelho cresceu e com as perseguições um grupo fugiu formando o a Nova Inglaterra, que hoje é os Estados Unidos da América, o testemunho cristão não é em vão. Aqui nesta passagem de João trata do resultado do testemunho de João Batista, Ele apontou Jesus desde o inicio como a aquele que tem a primazia (Jo 1.15, 30), o cordeiro de Deus (Jo 1.29, 35), aquele que batiza com o Espírito Santo (Jo 1.33), o Filho de Deus (Jo 1.34), tudo isto resultou em pessoas dentre os seus discípulos saindo das suas para seguir a Jesus, mas isto não era problema para João, pois seu objetivo era engrandecer a Cristo (Jo 3.30), André e um outro foram procurar Jesus para se tornarem seus discípulos, vamos extrair mais algumas lições sobre os homens testificando sobre quem é Jesus, faremos isto com base no tema abaixo mencionado.

TEMA: O TESTEMUNHO DOS HOMENS SOBRE JESUS – QUINTA PARTE

1.     O TESTEMUNHO TEM O OBJETIVO DE APONTAR PARA JESUS. V.35-36
35 No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus!

1.1   O testemunho dos homens deverá aponta para Cristo como a única saída para o homem pecador. At 4.10-12
10 tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós.b11 Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. 12 E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.

1.2   O testemunho dos homens sobre Cristo deverá apontar para Cristo através Escrituras. Jo 5.39
Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.

1.3   O testemunho dos homens sobre Cristo deverá apontar para Cristo a partir de uma experiência pessoal com Ele. Jo 1.16
“Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça”.

2.     O TESTEMUNHO TEM O OBJETIVO DE LEVAR PESSOAS A SEGUIR A JESUS. V.37-39
37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. 38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes? 39 Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima.

2.1   Para seguir a Jesus o discípulo precisa negar a si mesmo. Lc 9.23
Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me”.

2.2   Para seguir Jesus o discípulo precisa calcular o preço do discipulado. Lc 14.28-33
28 Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? 29 Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, 30 dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar. 31 Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? 32 Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz. 33 Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo”.

2.3   Para seguir Jesus o discípulo deve fazê-lo com urgência. Mt 8.21-22
21 E outro dos discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai. 22 Replicou-lhe, porém, Jesus: Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos.

3.     O TESTEMUNHO TEM O OBJETIVO PREPARAR MISSIONÁRIOS DENTRE OS DISCIPULOS. V.40-42
40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

3.1   Os discípulos alcançados por Jesus querem falar desta boa noticia para outros. V.40-41
40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo)”.

3.2   Os discípulos alcançados por Jesus querem a todo custo levar pessoas a Jesus. V.24
“E o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

CONCLUSÃO

A presente mensagem tratou que o testemunho do cristão: Primeiro, tem o objetivo de apontar para Jesus: 35 No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus!” (v.35-36). Segundo, tem o objetivo de levar pessoas a seguir a Jesus: 37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. “38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes? 39 Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima” (v.37-39). Terceiro, tem o objetivo preparar missionários dentre os discipulos: 40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)” (v.40-42). Aplicação: a) O nosso testemunho tem apontado para Jesus ou para nós mesmos? b) O nosso testemunho tem levado pessoas a seguir a Jesus ou a se afastar Dele? c) O nosso testemunho tem levado discípulos a se envolver com a obra missionária ou a ser omisso e negligente? Desafio: 1. Que o testemunho nosso como discípulos aponte para Jesus. 2. Que o nosso testemunho como discípulos leve pessoas a seguir a Jesus. 3. Que nosso envolvimento com a obra de Cristo possa induzir outros a fazer o mesmo. Que Deus nos abençoe em Nome de Jesus!

sexta-feira, 3 de março de 2017

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM JOÃO 1.35-42 (O TESTEMUNHO DOS HOMENS SOBRE JESUS - OBJETIVO - SEXTA PARTE) - PRIMEIRA MENSAGEM

Veredas da Justiça: Sermões que Edificam

TEXTO: JOÃO 1.35-42
35 No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus! 37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. 38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes? 39 Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima. 40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).

INTRODUÇÃO
No discurso existem três pessoas: A pessoa que fala (eu), a pessoa com quem se fala (tu, você) e a pessoa de quem se fala (ele), um testemunho não é falar de si, é falar de alguém, quando se testemunha sobre Jesus, o objetivo não pode ser falar de si, das suas habilidades, caprichos e desejos, João Batista tanto falou sobre Jesus que o seu objetivo foi alcançado, sobre o objetivo do testemunho iremos tratar neste instante continuando a temática sugerida.

TEMA: O TESTEMUNHO DOS HOMENS SOBRE JESUS – O OBJETIVO - SEXTA PARTE

1.     O TESTEMUNHO DO CRISTÃO TEM O OBJETIVO DE APONTAR PARA JESUS. V.35-36
35 No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus!”

1.1  Cristo é a conteúdo central de todas as Escrituras. Jo 5.39
“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.

1.2  Cristo é a revelação perfeita do Pai aos homens. Jo 1.18
“Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”.

1.3  Cristo é superior aos que ensinam sobre Ele. Jo 1.30
“É este a favor de quem eu disse: após mim vem um varão que tem a primazia, porque já existia antes de mim”.

2.     O TESTEMUNHO DO CRISTÃO TEM O OBJETIVO DE LEVAR PESSOAS A SEGUIR JESUS. V.37-39
37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. 38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes? 39 Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima”.

2.1  Para seguir Jesus o homem precisa ouvir falar sobre Jesus. V.37
“Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus”.

2.2  Para seguir Jesus o homem precisa ser sincero diante de Cristo. V.38
“E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes?”

2.3  Para seguir a Jesus o homem precisa ter proximidade com Jesus. v.39
“Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima”.

3.     O TESTEMUNHO DO CRISTÃO TEM O OBJETIVO DE ENCORAJAR OS CRENTES A SALVAR OUTRAS VIDAS. V.40-42
40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

3.1  O discípulo de Cristo inicia a sua pregação pelos seus parentes. V.40-41a
40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão [...]”

3.2  O discípulo de Cristo prega somente sobre Cristo. V.41b
“[...] a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo)

3.3  O discípulo de Cristo sabe que seu testemunho por si só não salva, a palavra de salvação vem de Cristo. V.42
“e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

CONCLUSÃO
Examinamos nesta mensagem que o Testemunho tem por objetivo: Primeiro, Apontar para Jesus: Como o conteúdo central das Escrituras, a revelação perfeita do Pai e, também superior aos que ensinam sobre Ele. Segundo, Levar Pessoas a Seguir Jesus: Ouvindo sobre Jesus, tendo sincero diante Dele e, tendo proximidade com Ele. Terceiro, Encorajar os Crentes a Salvar outras Vidas: Começa pelos parentes, prega somente Cristo e, reconhece a incapacidade de seu testemunho de salvar sem a ação de Cristo. Você tem testemunhado sobre Jesus? Você já tem Cristo como o teu Senhor e como o teu Salvador? Lembre-se que para testemunhar sobre Jesus você precisa primeiro ter Ele em sua vida. Reflita se você já pertence a Ele e assim poderá testemunhar.


AUTOR: Missionário Veronilton Paz da Silva