sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ORAÇÃO A DEUS PAI

perdoarás aquele pecado onde comecei,
o qual é meu pecado, embora já tenha sido cometido antes?
Tu perdoarás aqueles pecados que tornei a cometer
e ainda cometo, embora eu ainda os lamente?
Quando o tiveres feito, tu não o terás concluído,
pois eu tenho mais.
Tu perdoarás aquele pecado pelo qual induzi
outros a pecar? E fiz de meu pecado a porta deles?
Tu perdoarás aquele pecado do qual me esquivei
por um ano ou dois, mas acabei por nele chafurdar?
Quando o tiveres feito, tu não o terás concluído,
pois eu tenho mais.
Eu peco por temer que, quando tiver extraído
minha última gota de vida, eu venha a perecer na praia;
jura por ti mesmo que em minha morte teu Filho
brilhará como brilha agora e brilhou outrora;
e, tendo-o feito, tu o terás concluído,
não temo mais.
John Done

O PENSADOR COSMÉTICO

A subversão toma conta dos ossos, da carne, da pele, do cérebro e da língua dos pensadores que têm a inclinação para perturbar, desconstruir e transformar a ordem estabelecida. Um pensador insatisfeito com a ordem é sempre um pensador subversivo em potencial. Pois tudo o que um pensador subversivo é e faz está plenamente tomado da insatisfação com relação à suposta crença na ordem do “estado de coisas”. E é essa insatisfação que o faz ceder a irresistível tentação de mostrar o caos de todas as estruturas de pensamento, inclusive, daquelas que se dizem livres. Assim, o pensador subversivo é sempre o exato oposto do tipo “livre pensador”.

O livre pensador não é subversivo, como ele pensa que é. Na verdade, ele é um pensador cosmético. Antes que você diga: “Afinal, que absurdo é esse?”, lembre-se de que uma das acepções da palavra cosmos, em grego, é “ordem”. Para os gregos, cosmos é tudo o que ornamenta, embeleza, organiza, oculta ou esconde o caos. Daí “cosmético” ser o adjetivo mais apropriado para designar os produtos de beleza que prometem esconder o caos de rostos e de peles femininas ou masculinas. Nesse sentido, um livre pensador é um maquiador da realidade. Em contrapartida, tal como o pensador subversivo, ele também vê e sabe que o caos está aí, pois ninguém está completamente livre do caos, não é mesmo? Porém, como carece de caráter e sinceridade, o livre pensador acha melhor negar e ocultar a realidade. Que realidade? A realidade de que ele mesmo sabe que não é tão livre assim para pensar. Para livres pensadores, o condicionamento do pensamento é sempre visto como algo aprisionador e destrutivo. Por isso, o argumento que o livre pensador usa é aquele mesmo argumento que os ateus sempre recorrem quando querem opor o pensamento à religião: "dogmas aprisionam o pensamento". Não é à toa que os livres pensadores se dizem livres justamente porque não se veem presos a dogmas, certo?

Porém, não tenha dúvida, o livre pensador não é sincero nem com ele nem com seu povo. A propósito, dizem que a palavra “sincero” significa etimologicamente “sem cera”. Os que acreditam nessa etimologia argumentam que, na antiga Roma, os restauradores de esculturas inventaram uma cera que ajudava na preservação da boa aparência das esculturas desgastadas com o tempo. Um dos desgastes mais frequentes eram as rachaduras, e para escondê-las o restaurador usava uma cera que era capaz de cobrir as fissuras da escultura. Contudo, quando o sol batia era plenamente possível enxergar através das ceras as rachaduras que se tentava inutilmente ocultar. Portanto, sinceridade é a atitude de não mais tentarmos esconder o que não mais conseguimos esconder. É assim que essa etimologia explica o motivo pelo qual usamos o adjetivo “sincero” apenas para qualificar aquilo que de fato é.

Por que acuso os livres pensadores de falta de sinceridade? Simplesmente porque não existem pensamentos livres. O que de fato existe é um fluxo ininterrupto de pensamentos dos quais não temos o menor controle. Tudo o que pensamos é sempre resultado de uma série de adesões a pressupostos que somos obrigados a assumir como axiomáticos se queremos ser no mínimo verdadeiros para nós mesmos. Um livre pensador cerra o galho em que está sentado justamente porque acredita naquela historinha iluminista de que é possível analisar o mundo sem participar dele, ou seja, de que é possível e necessário o distanciamento existencial do objeto de análise. Pessoal, sempre que falamos do nosso mundo falamos de dentro dele, nunca de fora. Por isso, a pergunta certa é “Sabemos em que mundo vivemos?”. Tem uns caras que gostam de bancar de subversivos, mas não passam de pura cosmética. Eles se acham livres e subversivos só porque não acreditam em dogmas. Pobres pensadores, pois não enxergam seus próprios dogmas. Quem disse que não é dogmático o “Diga não aos dogmas!”?

O pior de tudo é que o livre pensador se acha subversivo, livre, libertador, mas na verdade ainda não se deu conta do quanto é escravo de seus pressupostos. Que contradição! Para sua infelicidade ou vexame, ele ainda não percebeu que suas opções intelectuais são como meninos carolas, fiéis em demasia aos seus vigários pressupostos. Agora, qual é o motivo da maquiagem? Por que livres pensadores escondem que têm seus dogmas? Por que têm tanto medo de colocar as cartas na mesa? Qual a razão da ocultação de suas doutrinas tão cristalizadas e tão vistas como inerrantes? Por que afirmar que são tão livres quando, na verdade, estão tão presos às estruturas dogmáticas do pensamento?

É por essas e tantas outras razões que acredito que assumir os pressupostos é uma virtude, escondê-los é malandragem.

Cristãos Universitários

Professor Felipe Aquino e padre Paulo Ricardo falam sobre importância de cristãos estarem presentes nas universidades

Por Leonardo Meira e Nicole Melhado
A Universidade molda a cultura de um povo, pois é dela que saem os profissionais que ajudam a formar o rosto da sociedade. Por isso o apresentador do programa Escola da Fé da TV Canção Nova e escritor, professor Felipe Aquino, defende que os cristãos não apenas podem, mas devem marcar presença nos bancos universitários.
“É muito importante que essas pessoas sejam formadas também pela óptica cristã. Se nós não evangelizarmos a universidade os profissionais sairão dela adversos a Igreja, alguns até anti-cristãos, combatendo a Igreja”, enfatiza o professor.
A falta de conhecimento ou uma leitura equivocada da história faz com que muitos jovens tomem uma posição hostil perante a Igreja. Segundo o professor Aquino, muitos professores, especialmente nas áreas de ciências humanas, mostram muitas vezes os erros dos filhos da Igreja como a Inquisição, o caso de Joana D'Arc, de Galileu Galilei, as Cruzadas, fora de um contexto histórico, analisando o passado com a mentalidade do presente, o que é um erro histórico crasso e onde se comete uma injustiça muito grande.
Além disso, muitos professores universitários esquecem de mencionar as maravilhas que a Igreja fez e os grande cientistas da Igreja, os grandes homens que salvaram o ocidente como São Leão Magno e como São Gregório Magno.
Cristãos devem defender a fé e atuar nas universidades
“Ai a importância dos cristãos atuarem nas universidades de modo a mostrar o que de fato é a Igreja: A instituição que mais fez caridade na história do ocidente, que fundou as universidades e que salvou a civilização ocidental depois que o Império Romano desabou nas mãos dos bárbaros”, explica Aquino.
A Igreja fundou as grandes universidades do mundo como Bolonha na Itália, Oxford e Cambridge na Inglaterra, Sorbonia na França, La Sapienza na Itália, entre outras. Mas infelizmente, salienta o professor, as universidades foram dominadas por muitos acadêmicos que são contra a Igreja e o racionalismo, o iluminismo, o positivismo penetraram no meio acadêmico, e a cultura marxista do século XVII e XIX tomou conta das universidades. “Uma cultura materialista e ateísta que não se coaduna com a fé católica de forma alguma, transformando as universidades em ambientes anti-católicos”, ressalta.
O que o professor Felipe Aquino propõe não é uma guerra santa, mas mostrar o lado importante da Igreja na história do mundo. Ele lembra que existem boas universidades católicas, mas muitas só permanecem católicas no nome. Mas para avivar o cristianismo no meio acadêmico o professor destaca o grande contributo da atuação do movimento Universidades Renovadas e de encontros como aquele que a Canção Nova promove neste fim semana.
Este é o terceiro ano consecutivo que a Canção Nova sedia um Aprofundamento para Universitários. O tema do encontro deste ano é "A quem você quer servir?". Além do professor Felipe Aquino, outra presença confirmada no Aprofundamento é a do vigário judicial da Arquidiocese de Cuiabá (MT) e apresentador do programa Oitavo Dia da TV CN, padre Paulo Ricardo.
O objetivo desse evento é auxiliar esse público a entender que entre fé e razão não há nenhuma barreira, mas uma harmonia natural.
Aquino ressalta que fé e razão vieram de Deus, pois Ele criou as leis da natureza e deu a fé aos homens, dessa forma um aspecto complementa o outro. “Durante 40 anos fui professor universitário, fiz mestrado, doutorado, pós-doutorado, na Unesp, USP e ITA, e nunca senti uma oposição entre a fé e a razão, muito pelo contrário, uma fazia crescer a outra”, testemunha o professor.
Fonte: Canção Nova Notícias

Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pedro Tu Me Amas?

Caio Fábio
Pedro havia negado Jesus três vezes...
No entanto, para Jesus, a questão daquela manhã de sol nascente das alturas na quieta praia de Tiberíades era apenas uma: “Tu me amas?”
Até na hora de lidar com a negação e com a traição, Jesus é completamente diferente de tudo e todos, e completamente coerente com Seu próprio Ser-Ensino.
O Verbo se fez carne, por isso o Ser-Ensino de Jesus são um.
O que diriam as nossas lógicas de amor?
“Se ele amasse, jamais teria feito o que fez”—e, assim, se atribui impecabilidade ao amor humano.
“Ama, mas não tem raízes em si mesmo”—diria a sofisticação psicológica.
“É egoísta demais para amar”—diria uma voz moral piedosa e certa.
“É cedo demais para perdoar você. O que fazes aqui entre os outros?”—diria o Mestre das Disciplinas.
“Nunca mais será a mesma coisa. Como poderei confiar em você outras vez?”—diria a razão mais humana e ressentida.
“Pode ser que ainda dê, um dia... quem sabe? Mas você terá que fazer um longo caminho de volta!”—diria um piedoso e quase esperançoso pastor de almas.
“Já que você insiste, verei do que você é feito. Colocarei um diretor espiritual para supervisionar você”—diria um ser crente na fabricação de caráter e de fidelidade.
“Sinto muito, Pedro, mas já não é possível. Você jogou fora a sua chance, embora eu o tenha advertido várias vezes”—diria a razão fria e justa.
“Você está perdoado, sem ressentimentos, vá em paz; pois não há mais clima para a gente prosseguir”—diria o melhor do homens.
“Logo você, em quem tanto confiei! Como pode fazer isso? Explique-me suas razões”—diria o bondoso justo.
“Meu Deus! E pensar que amei tanto você. Eu sou um santo idiota mesmo!”—diria um Deus com alma de esposa ou de marido.
No entanto, Jesus apenas pergunta: “Tu me amas?”
E com isso Ele admite que o amor peca, trai, nega, se engana, enfraquece, pode ser egoísta, é capaz do impensável, é passível de repetir o mesmo erro, não apenas três vezes, mas até setenta vezes sete.
Jesus não estava buscando perfeição, mas apenas um amor que pudesse ser aperfeiçoado no próprio amor... no Caminho.
“Tu me amas?”—pergunta Ele três vezes.
Ao que Pedro responde, dizendo, humilhadamente, um “sim” cheio de vergonha, e até se sentindo um sem caráter por ainda ter a coragem de confessar amor tendo negado.
Pedro diz “sim, sim, sim”... mas não o faz sem a angústia de quem não quer ser visto como cínico!
Pedro ama. Ama com amor que é dele, com o amor que lutava para ser amor no chão raso de sua alma. Mas era amor, e isso ele não podia negar. Ele admitia que negara Jesus, só não podia admitir que não amava Jesus.
Jesus sabe que às vezes se ama apesar de...
Jesus sabe que o único amor que ama sem nenhum apesar de... é o Seu próprio amor, de mais ninguém.
Jesus ama os nossos amores, apesar de... Pois Ele sabe que quem não ama apesar de... esse deve se oferecer para ser o Salvador dos homens.
“Tu me amas?”
Pedro não tem mais o que dizer. Provar amor? Meu Deus! Levaria o resto de sua vida, e teria que demonstrar isso não apenas com ações, nem com palavras apenas, e, se fosse o caso, deveria provar tal amor com dores de alma até a morte.
Pedro não tem meios de provar nada. Não tem o poder de reverter quadros e nem de apagar memórias. E também não suportaria ficar gemendo o resto da vida num canto de sua casa a fim de provar a Jesus que o amava apesar de...
Provar que se ama pode ser o inferno!
Pedro está perdido. Quem o ajudará? Quem testemunhará em seu favor? Quem terá garantias a oferecer em seu nome? Quem seria o fiador de seu fracassado amor?
A esperança de Pedro quanto a provar a Jesus que ele O amava era o próprio Jesus.
“Senhor, tu sabes todas as coisas... e se as sabes, certamente tu sabes que eu te amo!”
Assim, Pedro não tem argumentos, nem explicações, nem mesmo se oferece para padecer como prova eterna de seu amor ...no inferno do amor...
Pedro não quer o inferno do amor... ele quer ser salvo do inferno de sua alma pelo amor... e só Jesus poderia fazer isso, pois somente Jesus sabia o que existia no coração dele.
Assim, ele está tão certo de sua total incapacidade de vencer os fatos esmagadores com argumentos ou mesmo com penitências, que ele apenas recorre a uma certeza: Jesus conhece meu coração!
“Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que eu te amo!”
Chega uma hora quando todos os argumentos cessam, quando não há explicações a serem dadas, quando toda fala é cinismo, quando todo gesto parece compensatório e auto-justificatório, e quando toda e qualquer promessa de fidelidade e lealdade apenas cerram sobre a alma a porta da masmorra das infindáveis penitências.
Pedro amava, mas não queria que seu amor fosse sepultado vivo na morte!
A resposta de Jesus é de confiança!
Sim, Ele sabe que Pedro o ama apesar de Pedro, de seu egoísmo, de sua vacilação, de sua pusilanimidade, de seus ímpetos inconseqüentes, de suas coragens pouco resistentes, de seus vícios de fuga...
“Pastoreia as minhas ovelhas... os meus cordeirinhos... esse povo que me ama como tu... que ama e que trai... Tu, que agora sabes quem és, pastoreia nesse amor esses que são como tu mesmo”.
E conclui: “Agora, vem, e segue-me...”
Jesus não bota o amor de castigo, parado no ponto e na esquina da negação, frizado na vitrine do espetáculo da fraqueza, preso para sempre aos seus próprios pecados.
Jesus sabe que a cura para a traição e a fraqueza só acontece no caminho, enquanto se O segue, e no chão da vida, onde o amor terá a chance de ser amor, e não negação.
Trai-se na vida. Ama-se na Vida. Nega-se na vida. Se é curado na Vida. Somente na vida o que é, é; e pode se manifestar!
Sem que seja assim o que resta é deixar Pedro em Tiberíades para sempre, envolto nas malhas de suas angústias, pescando os peixes que fogem dele, existindo numa seqüência de dias que já lhe são o próprio inferno.
Nossa salvação é uma só: O Senhor sabe todas as coisas, e quem sabe que ama apesar de... não tem outra chance se não confiar no que Jesus sabe em nós e acerca de nós, pois se o que há em nós é verdade, Ele em nós aproveitará toda verdade de amor para o nosso próprio bem.
Confie. Ele conhece você!

Satanás pode ouvir nossos pensamentos?

John MacArthur
jm004-bocacalada.jpg (38K) - Perdão
Satanás pode ouvir o que nós dizemos e conhece os nossos pensamentos? Deveríamos evitar orar em voz alta porque Satanás poderia nos ouvir?
Não há nada na Bíblia que indique que Satanás é onisciente. Não há nenhum versículo que diga que ele sabe tudo ou que ele pode ler nossos pensamentos. Mas ele é perito em predizer o comportamento humano porque ele o viu em operação por tanto tempo. Ele pode antecipar o que você fará em uma determinada situação sem conhecer seus pensamentos por causa do conhecimento que ele tem da humanidade e porque ele tem uma mente sobrenatural.
Mas em termos de ser onisciente e poder ler seus pensamentos (como Deus pode fazer), a Bíblia não apóia essa idéia de forma alguma. Ela nunca nos diz que anjos são oniscientes. E se um anjo santo não é onisciente, um caído também não é. Portanto, Satanás não pode ler nossos pensamentos, mesmo que ele seja bom em predizer o comportamento humano porque ele já viu tanto dele.
"E se um anjo santo não é onisciente, um caído também não é."
Eu falei em uma conferência em Iowa sobre este problema. Pessoas estavam perguntando coisas como "Como você lida com demônios?" e "Precisamos de exorcismo para nos livrarmos de demônios?" Bem, há muitas pessoas hoje que dizem que sim. Eu li um livro sobre libertação, certa vez, no qual o autor descreveu um médico que foi supostamente libertado do demônio do gotejamento pós-nasal1. E nessa abordagem, sempre que você pensa que tem um demônio, há uma certa fórmula mágica que você diz ou você anda de uma lado para o outro ou "clama o sangue"2 - seja lá o que for que essa frase signifique, já que não vem da Bíblia. O sangue já foi clamado em seu favor na hora da sua salvação e isso resolve a questão.
Há pessoas que defendem pequenas fórmulas e práticas do tipo sessão-espírita com uma conotação cristã, reivindicando que podem expulsar demônios e assim por diante. Mas quando você vai para a Bíblia, percebe que lidar com o diabo é realmente tão simples quanto ir a Efésios 6 e vestir a armadura de Deus. Veja que, em Efésios 6, diz assim: " a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades", certo? Nós estamos lutando contra demônios e contra Satanás.
"O que ele diz é: "Vista a armadura de Deus" e aquilo de que aquela armadura realmente consiste é a justiça."
Mas o que fazemos com isso? O melhor lugar para descobrir é ler ali mesmo naquele capítulo, não é? Note que ele não diz: "Vá tratar de exorcizar seus demônios com um exorcismo cristão". Nem diz: "Vá arrumar alguém para expulsar seu demônio". O que ele diz é: "Vista a armadura de Deus" e aquilo de que aquela armadura realmente consiste é a justiça. O coração dela é "a couraça da justiça". A chave, então, é viver uma vida íntegra, cheia do Espírito e confiar no poder soberano de Deus.
Portanto, não há nada na Bíblia que diga que Satanás pode ler nossos pensamentos. Certamente demônios podem ouvir o que dizemos. Eles podem entender o que nós dizemos. E, como eu disse antes, eles são muito bons em predizer as respostas comuns do homem porque eles praticam isso há muito tempo.
Mas não se preocupe com isso! Uma senhora me disse uma vez: "Nós sussurramos", porque ela tinha medo de que demônios ouvissem as orações dela. Minha resposta foi: "Bem, isso é tolo!". Você pode ir confiantemente diante do trono da graça. No Antigo Testamento, não diz: "E Davi sussurrou ao Senhor"; o que diz é: "E Davi disse ao Senhor" - e ele pôs para fora o que tinha para dizer. Você nunca ouviu falar de qualquer momento no ensino do apóstolo Paulo sobre oração em que ele diz: "Não fale alto". Quando ele desejava orar, ele simplesmente orava e não se preocupava se Satanás o ouvia porque ele estava vivendo de tal modo que Satanás não podia fazer nada a respeito de qualquer forma. Essa é a questão.

1 N. do Trad.: Post-nasal Drip - é uma condição das vias respiratórias que pode ser a causa de tosse crônica e outros problemas, também crônicos.
2 N. do Editor: "Clamar o sangue de Jesus" é um recurso comum em meios carismaníacos (citando Mark Driscoll) quando se quer amarrar e expulsar demônios. Muito comum em alguns tipos de música dita evangélica como este exemplo e este demonstram.

Fonte:  Extraído de Grace To You.

Benny Hinn Está De Caso? Cadê a Properidade?

O pastor e tele evangelista Benny Hinn está sendo processado pela editora Strang Communications Co. por violar uma cláusula de moralidade de seu contrato devido a um suposto envolvimento imoral com a também pastora e tele evangelista Paula White. Se for condenado Benny terá que pagar 250.000 dólares.



O romance entre os dois foi denunciado por um tablóide no ano passado e foi negado categoricamente por ambas as partes. No meio do ano de 2010 o The National Enquirer publicou fotos que mostram o casal de pregadores de TV entrando e saindo de um hotel em Roma, de mãos dadas.

Sobre seu relacionamento com a sra White, Hinn, através de um comunicado, disse que Paula, divorciada duas vezes,  havia sido um “encorajamento” para ele e ” compartilhara conselhos úteis” depois que sua esposa, Suzanne, pediu o divórcio em janeiro passado.

“Eu não vou negar que a amizade se fortaleceu, e, permaneceu moralmente pura em todos os momentos, enquanto eu tenho desfrutado da companhia de alguém que também passou pelo trauma de um divórcio doloroso e público”, afirmou.

Em sua declaração, Paula White, que conhece Hinn mais de 20 anos, chamou as afirmações do tablóide “categoricamente falsas”. “Nós nunca ficamos sozinhos e estávamos na companhia constante de Staff e outros companheiros”, afirmou. “Meu relacionamento com o Pastor Benny é genuíno e puro e não devem ser imaginado fora deste contexto.”

A editora Strang deu a Hinn um adiantamento de 300.000 dólares para o seu primeiro livro, “Blood in the Sand”, há três anos. Hinn teria para escrever três livros para a editora, de acordo com a ação. Arquivado em “Contrato/endividamento”, a denúncia é de que Hinn admitiu “sua relação inapropriada” com White em agosto e que ele deixou de cumprir o acordo com a Strang.

Um advogado da editora também alega em carta anexada ao processo que Hinn também cumpriu uma cláusula contratual que o obrigava a ajudar a divulgar do livro. A carta dizia que ele era um “no-show” em aparições na mídia, inclusive o programa da Christian Broadcasting Network, “The 700 Club”.

Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Melhor das Ajudas – J. C. Ryle


O combate cristão é bom porque é realizado com a melhor das ajudas. Ainda que cada crente seja um fraco em si mesmo, o Espírito Santo nele veio habitar, e o seu corpo tornou-se templo do Espírito de Deus. Escolhido por Deus Pai, lavado no sangue do Filho de Deus e renovado pelo Espírito Santo, ele não se lança ao combate cristão por sua própria conta e risco, e nunca está sozinho em meio à luta. Deus Espírito Santo o ensina a cada dia, conduzindo-o, guiando-o e dirigindo-o.

Deus Pai guarda-o por intermédio de Seu todo-poderoso poder. Deus Filho intercede em favor dele a cada instante, tal como Moisés fez no monte, enquanto os israelitas combatiam no vale, lá em baixo. Uma corda de três dobras como essa jamais poderá partir-se!

As provisões divinas e os suprimentos diários do Senhor nunca falharão e nem faltarão ao crente. Suas estratégias de guerra nunca se mostram deficientes. Seu pão e Sua água não falham. Por mais fraco que apresente ser um crente, como se fosse um verme, ele se torna forte no Senhor, sendo capaz de realizar grandes feitos. Certamente isso é bom!

Pelágio - A Heresia que continua hoje.

Por R. C. Sproul


O nome pelagianismo tem sua origem a partir de um monge britânico que se engajou num debate ardente com Agostinho na igreja primitiva. Presumivelmente nascido na Irlanda, Pelágio tornou-se monge e eunuco. Movido em sua alma, ele chamava a igreja para uma perseguição vigorosa da virtude e até mesmo a perfeição moral. Passou muitos anos em Roma onde Coelestius e Juliano de Eclanum, um bispo que se tornara viúvo ainda jovem, se juntaram a ele no seu conflito com Agostinho. Dos três, Julianoera o mais culto. Também era o mais agressivo na controvérsia, embora tenha sido menos agitador do que Coelestius.

Adolph Harnack diz que Pelágio foi "levado à ira por uma cristandade inerte, que se desculpava alegando fragilidade da carne e a impossibilidade do cumprimento dos mandamentos opressivos de Deus". De acordo com Harnack, Pelágio "pregava que Deus não havia ordenado nada impossível, que o homem possuía o poder de fazer o bem se assim desejasse e que a fraqueza da carne era meramente um pretexto".

O princípio controlador do pensamento de Pelágio era a convicção de que Deus nunca ordena o que é impossível para o homem realizar. Para Pelágio, esse não era um princípio teológico abstrato mas um assunto que acarretava conseqüências práticas urgentes para a vida cristã. Ele se levantou inicialmente contra Agostinho por causa de um oração que Agostinho havia escrito: "Concede o que tu ordenaste, e ordena o que tu desejas".

Pelágio não discordava da última frase dessa oração. Na verdade, é virtualmente supérfula. Deus tem o direito de ordenar tudo o que deseja. Esta, claramente, é uma prerrogariva divina. A suposição, naturalmente, é de que o que Deus deseja das suas criaturas nunca era frívolo ou mal. Essa parte da oração de Agostinho não indica que Deus precisa da permissão humana para legislar seus mandamentos, mas refletia, em seu lugar, a postura de humilde submissão de Agostinho quanto ao direito divino de lei.

Pelágio exasperou-se com a primeira parte da oração de Agostinho: "Concede o que tu ordenaste..." O que Agostinho estava pedindo que Deus concedesse? Não poderia ser sua permissão, porque a criatura nunca precisa pedir permissão para fazer o que havia sido ordenado. Na verdade, ele precisaria de permissão para não fazê-lo. Agostinho, obviamente, estava pedindo outra coisa, algum tipo de dom para atender ao comando. Pelágio acertadamente supôs que Agostinho estava orando pelo dom da graça divina, que viria na forma de algum tipo de assistência.

Pelágio levantou a seguinte questão: A assistência da graça é necessária para o ser humano obedecer aos comandos de Deus? Ou esses comandos podem ser obedecidos sem essa assistência? Para Pelágio, a ordem de obedecer implicava habilidade para obedecer. Isso se aplicaria não apenas a lei moral de Deus mas também aos comandos inerentes ao evangelho. Se Deus ordena que as pessoas creiam em Cristo, então elas devem ter o poder de crer em Cristo sem a ajuda da graça. Se Deus ordena que os pecadores se arrependam, eles devem ter a habilidade de se inclinarem para obedecerem ao comando. A obediência não precisa, de forma alguma, ser "concedida".

A questão entre Pelágio e Agostinho era clara. Não estava ofuscada por argumentos teológicos intrincados, especialmente no começo. "Nunca houve, talvez, uma crise de igual importância na história da igreja na qual os oponentes tenham expressado os princípios em debate tão clara e abstratamente" - diz Harnack. "Somente a disputa Ariana antes do Concílio de Nicéia pode ser comparada a ela..."

Para Pelágio, a natureza não requer graça a fim de cumprir suas obrigações. O livre-arbítrio, adequadamente exercido, produz virtude, que é o bem supremo e devidamente seguido pela recompensa. Por meio do seu próprio esforço, o homem pode alcançar tudo o que se requer dele na moralidade e na religião.
Dezoito Premissas.

01) A base do pensamento de Pelágio é a premissa de que os mais altos atributos de Deus são a bondade e a justiça. Para Pelágio, esses atributos são a condição sine qua non do caráter divino. Sem os mesmos, Deus não seria Deus. É inconcebível um Deus que carece da perfeição da bondade e da justiça.

02) A segunda premissa sobre a qual Pelágio elabora é: se Deus é completamente bom, então tudo o que criou é igualmente bom. Toda a sua criação é boa, incluindo o homem. "Adão... foi criado por Deus sem pecado e inteiramente competente para todo o bem, com um espírito imortal e um corpo mortal", observa Philip Schaff, resumindo a visão de Pelágio. "Ele (Adão) - foi dotado com razão e livre-arbítrio. Com sua razão, ele deveria ter o domínio sobre todas as criaturas irracionais; com o seu livre-arbítrio, ele deveria servir a Deus. A liberdade é o bem supremo, a honra e a glória do homem, o bonum naturae, que não pode ser perdido. É a base única da relação ética do homem com Deus, que não teria um culto relutante. Ela consiste... essencialmente no liberum arbitrium, ou na possibilitas boni et mali; liberdade de escolha e na habilidade obsolutamente semelhante para o bem ou mal a cada momento"

Pelágio arraigou sua visão da natureza humana e do livre-arbítrio na sua doutrina da criação. O livre-arbítrio consiste essencialmente na habilidade de se escolher entre o bem e o mal. Essa habilidade ou possibilidade é a própria essência do livre-arbítrio, de acordo com Pelágio. Essa habilidade é dada ao homem por Deus na criação, e é um aspecto essencial da natureza constituinte do homem.

03) A terceira premissa de Pelágio é que a natureza foi criada não apenas boa mas incontestavelmente boa. Isso é verade "porque as coisas da netureza persistente desde o início da existência (substância) até o seu fim". Schaff diz de Pelágio:

Ele vê a liberdade na sua forma apenas, e em seu primeiro estágio, e lá ele a fixa e a deixa, no equilíbrio perpétuo entre o bem e o mal, pronta para se decidir por qualquer um a qualquer momento. Ela não tem passado ou futuro; absolutamente independente de tudo, seja interior ou exterior; um vácuo que pode se fazer pleno e , então, tornar-se um vácuo novamente; uma tábula rasa, sobre a qual o homem pode escrever tudo o que lhe agra; uma escolha impaciente, a qual, depois de cada decisão, reverte-se à indecisão e oscilação. A vontade humana é como se fosse o eterno Hércules na encruzilhada, que dá o primeiro passo para a direita e o segundo para a esquerda e sempre volta à primeira posição.

Se a vontade do homem é uma tábula rasa perpétua, então quando uma pessoa peca, a natureza da vontade não passa por uma mudança e nem por uma deformação. Não há uma corrupção inerente no homem. Não há predisposição ou inclinação para o pecado que é, em si mesma, um resultado do pecado. Cada ato de pecado flui de um novo começo, um bloco limpo de papel que não é inscrito a priori com alguma predileção.

04) A quarta premissa de Pelágio é que a natureza humana, como tal, é inalteravelmente boa. Isto é, a essência constituinte do homem permanece boa. A natureza não pode ser alterada na sua substância; só pode ser modificada acidentalmente. O termo acidentalmente aqui não significa que algo acontecesse sem intenção como um resultado do infortúnio. Ele refere-se à distinção de Aristóteles entre a substância de um objeto e seus accidens. Accidens refere-se ao que é exterior a alguma coisa, as qualidades perceptíveis, qualidades que estão na periferia e não são essencias ao ser desse algo. O comportamento de alguém pode ser mudado quando ele comete atos pecaminosos, mas essas ações não mudam a natureza desse alguém.

05) A quinta premissa de Pelágio, que se segue a partir das quatro primeiras, é que o mal ao pecado nunca pode transformar-se em natureza. Ele define o pecado como um desejo de fazer o que a justiça proibe, do qual somos livres para nos abstermos e, assim podemos sempre evitá-lo pelo exercício adequado da nossa vontade. O pecado é sempre um ato e nunca uma natureza. Caso contrário, Pelágio insiste, Deus seria o autor do mal. Os atos pecaminosos nunca podem causar uma natureza pecaminosa, e o mal também não pode ser herdado. Se pudesse, então a bondade e a justiça de Deus estariam destruídas.

06) Na sexta premissa, Pelágio explica que o pecado existe como o resultado das armadilhas de Satanás e da concupiscência sensual. Essas tentações ao pecado podem ser superadas pelo exercício da virtude. Nem a lascívia ao a concupiscência surgem da essência do homem mas é "extrínsica" a ela. Essa concupiscência não é, em si mesma má, porque até mesmo Cristo estava sujeito a ela. Isso dá origem a formulação história com relaão à concupiscência: ela é do pecado e inclina ao pecado mas não é, em si mesma, pecado.

07) A sétima premissa - conclui que sempre permanece a possibilidade e, na verdade, a realidade dos homens sem pecado. O homem pode ser perfeito e alguns têm sido. Essa tese rejeita categoricamente qualquer doutrina do pecado original, isto é, que os homens têm a natureza corrupta como resultado da queda de Adão. Isso conduz às teses nas quais Pelágio descreve a condição de Adão e de sua progenitura.

08) A oitava premissa - é que Adão foi criado com livre-arbítrio e uma santidade natural indubitável. Essa santidade natural compreendia a liberdade da sua vontade e da sua razão. Uma vez que essas faculdades eram dons dados por Deus na criação, podiam ser consideradas dons da graça. Não foram adquiridas por Adão, mas eram inerentes na sua criação.

09) A nona premissa - é que Adão pecou por vontade própria. Ele não foi coagido por Deus ou por qualquer outra criatura a cometer o primeiro ato de pecado. Esse pecado não resultou na corrupção da sua natureza. Nem causou a morte natural porque Adão foi criado mortal. O pecado de Adão resultou, sim, em "morte espiritual", que não era a perdad da habilidade moral ou uma corrupção inerente, mas a condenação da alma por causa do pecado.

10) A décima premissa - é que a progenitura de Adão não herdou a morte natural e nem a morte espiritual. Sua descendência morreu porque também era mortal. Se seus descendentes experimentaram a morte espiritual, isso se deu porque, de forma semelhante, também pecaram. Eles não experimentaram a morte espiritual por causa de Adão.

11) A décima primeira premissa - afirma que nem o pecado de Adão nem sua culpa foram transfimitos a sua descendência. Pelágio considerava a doutrina do pecado transmitido (tradux peccati) - e a do pecado original (peccatum orignis) como uma doutrina blasfema arraigada no maniqueísmo. Pelágio insistia que seria injustiça de Deus transmitir ou imputar o pecado de um homem a outros. Deus não introduziria novas criaturas a um mundo onerado com o peso de um pecado que não era delas. O pecado original envolveria uma mudança na natureza constituinte do homem de boa pra má. O homem se tornaria naturalmente mau. Se o homem fosse mau por natureza, tanto antes quanto depois do pecado de Adão, então Deus seria novamente considerado o autor do mal. Se a natureza do homem se tornou pecaminosa ou má, então estaria também acima da redenção. Se o pecado original fosse natural, então Cristo teria de possuí-lo e seria incapaz de se redimir, muito manos a qualquer outra pessoa.

Schaff faz a seguinte observação sobre essa dimensão da antropologia de Pelágio:"Pelágio, destituído da idéia do todo orgânico da raça ou da natureza humana, via Adão meramente como um indivíduo isolado; ele não deu a Adão nenhum lugar representativo, logo seus atos não acarretavam conseqüência além de si mesmo. Em sua visão, o pecado do primeiro homem consistiu de um único e isolado ato de desobediência ao comando divino. Juliano o compara à ofensa insignificante de uma criança que se permite ser desencaminhada por alguma tentação sensual mas que depois se arrepende de sua falha... Esse ato de transgressão único e desculpável não gerou conseqüências à alma e nem ao corpo de Adão, muito menos à sua posteridade, onde todos se mantém ou caem por si mesmos"

Para Pelágio, não há conexão entre o pecado de Adão e o nosso. A idéia de que o pecado poderia ser propagado via geração humana é absurda. "Se seus próprios pecados não prejudicam os pais depois da sua conversão", diz Pelágio, "muito menos os pais podem prejudicar seus filhos".

12) A décima segunda premissa conclui que todos os homens são criados por Deus na mesma posição que Adão gozava antes da queda. Há duas diferenças essenciais entre Adão e sua descendência; mas essas diferenças não são essenciais. A primeira é que Adão foi criado como um adulto; sua descendência teve de desenvolver sua habilidade quanto à razão. A segunda diferença é que Adão foi colocado num jardim paradisíaco ande não prevelacia o costume do mal; sua descendência nasce em uma sociedade ou ambiente no qual o costume do mal prevalece. No entanto, as crianças ainda nasce sem pecado.

Por que, então, a universalidade virtual do pecado? Pelágio atribui a imitação e a longa prática do pecado: "Porque nenhuma outra causa faz com que tenhamos dificuldades de fazer o bem do que o longo costume dos vícios que nos infectam desde a infância e gradualmente, através dos anos, nos corrompem e , assim, nos mantém abrogados e devotados a eles, parecendo, de alguma forma, ter a força da natureza".

Nessa passagem, Pelágio parece chegar perto de admitir o pecado original. A palavra-chave, no entanto, é parecendo. O pecado, na verdade, não tem "a força da natureza", a despeito da sua presença difundida.

13) - A décima terceira premissa é que o habito de pecar enfraquece a vontade. Esse enfraquecimento, no entanto, deve ser entendido no sentido acidental. O costume de pecar obscurece o nosso pensamento e nos conduz aos maus hábitos. Mas esses hábitos descrevem uma prática, não algo que realmente "habita a vontade". A vontade não é enfraquecida; ela não passa por uma mudança constituinte. Ela ainda retém a postura da indiferença sempre que uma decisão ética ou moral precisa ser tomada.

14) - A décima quarta premissa - de Pelágio revela o início de um conceito da graça: A graça facilita a bondade. A graça de Deus faz com que seja mais fácil para nós seros justos. Ela nos assiste em nossa busca da perfeição. Mas o ponto crucial de Pelágio é que, embora a graça facilite a justiça, ela não é, de forma alguma, essencial para que alcancemos essa justiça. O homem pode e deveria ser bom em a ajuda da graça.

"A resolução pelagiana do paradoxo da graça foi baseada numa definição de graça fundamentalmente diferente da definição agostiniana, e foi aí que o debate apertou", observa Joroslav Pelikan. "Espalhou-se que Pelágio estava 'contestando a graça de Deus'. Seu tratado sobre a graça dava a impressão de consentrar-se 'apenas no tópico da faculdade e capacidade da natureza, enquanto fez com que a graça de Deus consistisse quase que inteiramente disso'. Nesse livro, parecia que 'com cada argumento possível, ele defendia a natureza do homem contra a graça de Deus, pela qual o ímpio é justificado e pela qual nós somos cristãos"

15) - A décima quinta premissa - declara que a graça fundamental que Deus dá é aquela dada na criação. Essa graça é tão gloriosa que alguns gentios e judeus têm alcançado a perfeição.
16) - A décima sexta premissa denota a graça dada por Deus em sua lei, a graça da instrução e iluminação. Essa graça nada faz interiormente, mas produz uma definição clara da natureza da bandade. Nas categorias clássicas da virtude, duas coisas distintas foram requeridas: o conhecimento do bem e o poder moral para fazer o bem. Ambos são facilitados pela instrução e ilumimação da lei.

A graça é dada não apenas pela lei, mas também, de acordo com a 17) - décima sétima premissa, por meio de Cristo. Essa graça é também definida como illuminatio et doctrina. A principal obra de Cristo foi nos fornecer em exemplo.

Pelágio escreve, numa carta: "Nós, os que fomos instruídos pela graça de Cristo e nascidos de novo pra uma humanidade melhor, que fomos expiados e purificados pelo seu sangue e incitados a justiça perfeita pelo seu exemplo, devemos ser melhores do que aqueles que existiram antes da lei, e melhores também do que aqueles que estiveram sob a lei"; mas o argumento total dessa carta, emque o tópico é simplesmente o conhecimento da lei como meio poara a promoção da virtude, e também a declaração de que Deus abre os nossos olhos e revela o futuro "quando nos ilumina com o dom multiforme e inefável da graça celestial", prova que para ele... a"assistência de Deus" - consiste, no final, apenas em instrução.

A doutrina da graça de Pelágio é meramente o outro lado da sua doutrina do pecado. Por todo o seu pensamento, permanece a afirmação fundamental da inconversibilidade da natureza humana. Tendo sido criado boa, ela sempre permanece boa.

18) - A décima oitava premissa é que a graça de Deus, é compatível com sua justiça. A graça não fornece benefício adicional a natureza humana, mas é dada por Deus de acordo com o mérito. Em última análise, a graça é merecida.

Podemos resumir os dezoito pontos do pensamento pelagiano como se segue:

01. Os mais altos atributos de Deus são sua retidão e justiça.

02. Tudo o que Deus criou é bom.

03. Como alogo criado, a natureza não pode ser mudada na sua essência.

04. A natureza humana é inateravelmente boa.

05. O mal é um ato que nós podemos evitar.

06. O pecado vem via armadilhas satânicas e concupiscência sensual.

07. Pode haver homens sem pecado.

08. Adão foi criado com livre-arbítrio e santidade natural.

09. Adão pecou por livre vontade.

10. A descendência de Adão não herdou dele a morte natural.

11. Nem o pecado de Adão nem sua culpa foram transmitidos.

12. Todos os homens são criados como Adão era antes da queda.

13. O hábito de pecar enfraquece a vontade.

14. A graça de Deus facilita a bondade mas não é necessária para se alcançá-la.

15. A graça da criação produz homens perfeitos.

16. A graça da Lei de Deus ilumina e instrui.

17. Cristo trabalha principalmente pelo seu exemplo.

18. A graça é dada de acordo com a justiça e mérito.

O Curso da Controvérsia.

A controvérsia pelagiana surgiu por volta de 411 ou 412 em Cartago. Coelestius, discípulo de Pelágio, tentava ser nomeado presbítero em Cartago. Paulinius o denunciou com a acusação de que ele ensinava que o batismo de unfantes não objetivava a purificação do pecado. Harnack lista os itens da denúncia de Paulinius: Pelágio ensinava "que Adão foi feito mortal e teria morrido se tivesse ou não pecado - que o pecado de Adão só trouxe prejuízo a ele mesmo e não a raça humana - infantes, quando nascem, estão no estado em Adão estava antes do seu erro -que a raça humana não morre por causa da morte de Adão e do seu erro e nem ressuscitará em virtude da ressurreição de Cristo - tanto a lei quanto o Evangelho admitem os homens no reino dos céus - mesmo antes do advento de nosso Senhor, houve homem impecáveis, isto é, homens sem pecado - que o homem pode estar sem pecado e pode facilmente manter os comandos deivinos se assim desejar".

O Sínodo de Cartago excomungou Coelestius. Ele, então, retirou-se para Éfeso onde conseguiu tornar-se presbítero. Enquanto isso, Pelágio desejando evitar qualquer grande controvérsia, havia viajado pra a Palestina. Antes disso, havia visitado Hippo, mas Agostinho estava fora e assim, não se encontraram. De Jerusalém, Pelágio escreveu uma carta lisonjeira a Agostinho. Este respondeu com uma carta cortês mas cautelosa. Agostinho ainda estava se recuperando da pressão da controvérsia donastia e sabia pouco sobre a controvérsia que estava se formando em Cartago com Coelestius. Agostinho recebeu notícias de Jerusalém de que o ensino de Pelágio estava causando um tumulto por lá.

Orósio, um amigo e discípulo de Agostinho, solicitou uma sindicância contra Pelágio em 415, mas Pelágio foi exonerado. Em dezembro desse ano, um sínodo palestino denunciou alguns escritos de Pelágio. Quando o sínodo exigiu que ele renunciasse ao seu ensino de que o homem pode estar sem pecado sem a ajuda da graça, Pelágio capitulou. Ele disse, "eu os anatemizo como insensatos, não como heréticos, visto não ser caso de dogma". Ele repudiou o ensino de Coelestius dizendo: "Mas as coisas que declarei não sendo minhas, eu, de acordo com a opinião da santa igreja, reprovo, pronunciando um anátema a todo aquele que se opuser".

Como resultado, Pelágio foi pronuciado ortodoxo. Reinhold Seeberg chama a resposta de Pelágio de "mentira covarde". Isso deixou Pelágio com a difícil tarefa de recuperar a sua credibilidade diante de sus próprios defensores. Ele escreveu quatro livros, incluindo De natura e De líbero arbitrio para elucidar suas opiniões.

A igreja da África do Norte não estava satisfeita com os resultados do sínodo. Jerônimo o chamou de "sínodo miserável" e Agostinho disse, "não foi a heresia que foi absolvida lá, mas o homem que a negou". Dois sínodos norte-africanos aconteceram em 416, e ambos condenaram o pelagianismo. Uma carta dos precedimentos foi enviada ao papa Inocência, e esta foi seguida por outra carta de cinco bispos norte-africanos, incluindo Agostinho. Pelágio reagiu com uma carta sua. O papa Inocência se agradou em ser consultado e expressou sua concordância total com a condenação de Pelágio e Coelestius: "Declaramos, em virtude da nossa autoridade Apostólica, que Pelágio e Coelestius estão excluídos da comunhão da Igreja até que se lebertem das armadilhas de Satanás".

No ano seguinte (417), o papa Inocência morreu e foi sucedido pelo papa Zózimo. Pelágio enviou uma confissão de fé bem-composta a Roma, argumentando que havia sido falsamente acusaso e deturpado pelos adversários. Enquanto isso, Coelestius havia ido a Roma e submetido ao papa uma síntese de submissão. O biógrafo de Agostinho, Peter Brown, escreve: "Pelágio apressou-se em obedecer às convocações do Bispo de Roma; ele havia sido precedido por um bispo Heros e Lázaro, eram inimigos pessoas de Zózimo... numa sessão forma, Zózimo recusou pressionar Coelestius e, assim, pôde declarar-se satisfeito. Pelágio obteve uma saudação ainda mais calorosa em meados de setembro. Zózimo disse aos africanos..., 'Quão profundamente cada um de nós foi movido! Dificilmente alguém presente poderia reter as lágrimas ao pensamento dessas pessoas de fé genuína terem sido difamadas".

O julgamento de Zózimo não encerrou o assunto. A igreja norte-africana convocou um concílio geral em Cartago em 418 ao qual compareceram mais de duzentos bispos. O concílio lançou vários cânones contra o pelagianismo, incluindo o seguinte:

"Todo aquele que diz que Adão foi criado mortal e teria, mesmo sem pecado, morrido por necessidade natural, seja anátema...

Os cânones prosseguiram condenando as seguintes doutrinas: "que... o pecado original ( não é) herdado de Adão; que a graça não ajuda com relação aos pecados futuros; que a graça consiste apenas em doutrinas e mandamentos; que a graça apenas faz com que seja mais fácil fazer o bem; (e) que os santos expressam a quinta súplica da oração do Senhor não por si mesmos, ou apenas por humildade"

Zózimo, então, retratou-se quanto a sua posição anterior e publicou uma epístola requerendo que todos os bispos subscrevessem os cânones desse conselho. Dezoito bispos, incluindo Juliano de Eclanum, recusaram-se. Historiadores uniformemente consideram Juliano como o mais capaz e astuto defensor da teologia pelagiana. Ele forçou sua causa com cartas ao papa e com uma crítica mordaz às visões de Agostinho. Quando Banifácio secedeu Zózimo, ele persuadiu Agostinho a refutar Juliano, e esse trabalho o ocupou até a sua morte. Dezessete dos dezoito bispos que resistiram à epístola papal, retrataram-se subsequentemente. Apenas Juliano persistiu. Depois de ser desposado do seu cargo, refugiou-se, juntamente com Coelestius, em Constantinopla, onde em 429 recebeu as boas vindas do patriarca Nestor. Pouco se sabe da vida subseqüente de Pelágio e Coelestious. A aliança de Juliano e Nestor não o ajudou porque o póropio Nestor foi mais tarde condenado por causa da heresia que levava seu nome.

O terceiro conselho ecumênico em Éfeso (431 d.C), realizado um ano após a morte de Agostinho, conenou o pelagianismo. Schaff faz a seguinte observação sobre o sistema de pensamento pelagiano:

"Se a natureza humana não é corrupta, e a vonta de natural é competente para todo o bem, não precisamos de um Redentor para criar em nós uma nova bondade e uma nova vida, mas apenas de alguém que nos melhore e enobreça; e a salvação é, essencialmente, obra do homem. O sistema pelagiano realmente não tem lugar para as idéias de redenção, expiação, regeneração e nova criação. Ele as substitui pelos nossos próprios esforços de aperfeiçoar nosso poderes naturais e a mera adição da graça de Deus como suporte e ajuda valiosa. Foi somente por uma feliz inconsistência que Pelágio e seus adeptos tradicionalmente permanecem nas doutrinas da igreja da Trindade e da pessoa de Cristo. Logicamente, seu sistema condizia a uma Cristologia racionalista".

Fonte: [ Liga Calvinista ]

Viúva de Nelson Cavaquinho, evangélica da Assembleia de Deus, visita barracão da Mangueira

Dorvalina Maria de Jesus, viúva de Nelson Cavaquinho, esteve no barracão da Mangueira nesta sexta-feira - dia em que a morte do compositor completava 25 anos - para saber detalhes da homenagem ao artista. Acompanhada pela filha Márcia Regina, de 48 anos, e pela neta Taísa, de 11, ela se emocionou ao ver as alegorias e fantasias da Verde e Rosa, mostradas pelos carnavalescos Wagner Gonçalves e Mauro Quintaes.
- Está tudo muito bonito! - disse Dorvalina, de 69 anos.
Evangélica da Assembleia de Deus, ela chegou a dizer que não desfilaria porque participaria de um retiro espiritual, quando convidada por Wagner Gonçalves para sair no abre-alas - que fala da chegada de Nelson à Mangueira. Ao final da visita, no entanto, perguntou a um dos diretores no barracão se seria possível conseguir um convite para ela e a neta assistirem ao desfile na Sapucaí. Recebeu resposta positiva e garantiu presença.
- Não é uma coincidência eu estar aqui hoje. O Nelson, pouco antes de morrer, não pôde desfilar porque não estava bem de saúde, mas queria sair. E agora, 25 anos depois da morte dele, eu estou aqui e ele vai ser homenageado pela escola.

Dorvalina ( na foto acima, com o compositor e a filha Márcia Regina) será lembrada em duas partes do enredo. O nome dela está gravado na fantasia de uma das alas da escola, que traz as mulheres da vida de Nelsonem fitas semelhantes às do Senhor do Bonfim - referência à música Nome Sagrado - e no último setor, inspirado na música "Minha festa", feita para ela.
- O nome de mulher é tão sagrado/Mulher é nome pra ser respeitado/A cobra não morde uma mulher gestante/Porque respeita seu estado interessante... Não me lembro mais do resto - lamentou Dorvalina, cantarolando um trecho da música a que a ala se referia.
No ateliê, Márcia Regina, enteada do cantor, não segurou as lágrimas ao tentar cantar o início de "Juízo final" (O sol há de brilhar mais uma vez...), quando viu a fantasia do setor que faz menção à obra.
Vestindo uma camisa do astro pop Justin Bieber, Taísa confessou que pouco conhecia sobre a obra de Nelson, mas também ficou impressionada com o que viu no barracão.

Notícias Cristãs com informações do Extra

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Missões Presbiterianas Na Amazônia

A Igreja Presbiteriana de Manaus, quando sob o pastorado do Pr. Caio Fábio D'Araújo, iniciou missões entre os ribeirinhos do Amazonas usando um barco de 16 metros em Julho de 1990 através de equipes de jovens em fins de semana ou uma vez por mês, sob a liderança do Pr. José João Mesquita e do Missionário João Wilson Vasconcelos.
Em Abril de 1992, iniciou-se nova fase com Projeto Barco-Hospitalar com apoio da Visão Mundial, utilizando um barco de 20 metros, com consultórios médicos, odontológico, laboratório, farmácia e contando com a participação de muitos profissionais voluntários. Em Outubro de 1993 este barco sofreu naufrágio, foi recuperado e devolvido ao proprietário.
1993 - Recebemos por empréstimos de um irmão da igreja um barco de 16 metros, que adaptamos consultórios, laboratórios, farmácias. Usamos este barco de por apenas um ano.
A Igreja recebeu uma oferta da Igreja Sal da Terra de Uberlândia e com participação da Igreja em Manaus e Visão Mundial, foi comprado um barco de 22 metros, o qual foi adaptado para uso hospitalar.
1996 - O trabalho missionário ganhou nova dimensão, agora não só com voluntários esporádicos, mas com uma equipe com médica, dentista, enfermeiro, assistente social, evangelistas, ao todo 12 pessoas dedicadas exclusivamente ao trabalho missionário.
1998 - Foi acrescentado ao projeto uma agrônoma, iniciando assim uma área nova de trabalho: Agroecologia. Ainda neste ano, foi recuperado o barco Peniel.
1999 - Recebemos da SBB - Sociedade Bíblica do Brasil, em convênio por dois anos, o barco hospitalar Luz na Amazônia II.
No ano 2000 a IPM concebeu o Projeto Visão Amazônica 2010. Alvo: Plantar 200 novas igrejas no interior do Estado até 2010.
Em Agosto de 2001 começamos a usar o avião de Asas de Socorro.
2002 - Concluindo um novo barco.
Atualmente atendemos 2.500 familiares (aproximadamente 10.000 pessoas).
Hoje são cinco barcos, três hospitalares e dois em atividade evangelísticas no interior.
Foram feitos mais de 40.000 atendimentos ambulatoriais, muitas pequenas cirurgias em nossos barcos.
Foram plantadas 50 novas igrejas (congregações) no interior do Estado.
O que será os próximos 10 anos ?
Se obedecermos a Deus, vivendo de acordo com sua Palavra, certamente Ele fará um grande trabalho através de nós.
Você está disposto (a) a orar, contribuir e obedecer o comando de Deus ? Se assim for, podemos sonhar com grandes coisas para a glória de Deus.
Rev. José João Mesquita

Konkombas no Brasil


Queridos irmãos da IPM,
Obrigado pelas orações e apoio durante este tempo com os nossos irmãos Konkombas no Brasil. Labuer e Makandá voltaram para Gana, alegres por dias tão preciosos em nosso país. Deus é bom. Eles partilharam a Palavra e seus testemunhos em diversas igrejas, fórum indígena, universidade, escolas, seminários teológicos e encontros de líderes e pastores, em um total de 38 encontros. Falaram sobretudo do amor por Cristo e Sua Palavra, ardor missionário e santidade de vida. Muitos foram abençoados, despertados para a obra missionária e também reanimados em seus corações. Antes de partirem oramos juntos e, com alegria, pude lhes falar que o Senhor os usou em todos os lugares por onde passaram.
Gravamos alguns breves vídeos com seus testemunhos e podem ser acessados pelo Youtube procurando por “Konkombas no Brasil” .
Pessoalmente foram dias muito especiais para nós. Conversas gostosas e boas risadas, discussões sobre a presente missiologia Konkomba e lembrança do início do trabalho, com muita graça de Deus. Também pudemos trabalhar juntos e refletir sobre alguns problemas e desafios na Igreja Konkomba hoje. Eles resolveram escrever um livro sobre o nascer da Igreja entre o povo na região de Koni, segundo a perspectiva dos primeiros convertidos, e acho que será algo muito rico. Labuer e Makandá foram também abençoados pelo calor e carinho da Igreja no Brasil, pelo encorajamento, apoio e por vários e vários modelos eclesiológicos que viram e os fizeram pensar e imaginar a Igreja Konkomba amanhã, com suas possibilidades e também perigos.
Ficamos contentes pela maneira madura com a qual se posicionaram em diversas situações no Brasil. Isto nos fez perceber de forma mais enfática que, desde nossa saída em 2001, eles assumiram muito bem todas as áreas de liderança da Igreja e se sentiram motivados a dar passos ousados. Um sinal disto é o plantio de 15 novas igrejas nos últimos anos. Elas não foram plantadas em lugares fáceis ou acessíveis, mas no norte do Togo, árido e distante, e não evangelizado até então. Tiveram a ajuda da clínica e do NT Limonkpeln para um abrir de portas na chegada e, assim, investiram onde não havíamos conseguido chegar.
Algumas frases de Labuer e Makandá em suas pregações e testemunhos nos fizeram pensar nestes dias. Anotamos algumas que compartilhamos com vocês.
Grande abraço.

Pr. Ronaldo e Rossana Lidório

"Deus não gosta de usar os grandes. Se aqui no seminário você se acha maior que seu professor, em pouco tempo se achará maior do que Deus". (Labuer); "Mesmo nós Konkombas, que temos tão pouco da Palavra em comparação a vocês, já sabemos o suficiente para obedecer. A obediência não vem do quanto se conhece, mas de uma disposição”. (Labuer);  "A história de Davi e Golias não é sobre guerra ou vitória, mas sim sobre confiança. O pequeno Davi tinha tanta confiança no Senhor que tinha paz em guerrear". (Makandá);  "Quando um homem vem a Cristo com suas 3 esposas e filhos, todos são muito bem recebidos na Igreja e não aconselhamos o divórcio, pois a Bíblia o condena. Nenhum deles, porém, será um líder na Igreja, porque a Palavra nos ensina assim”. (Makandá)

PL 122: Em contra-ataque a lei “anti-homofobia”, deputado evangélico cria PL anti-heterofobia

Se os homossexuais têm a sua PL-122, os heterosseuxais acabam de ganhar um projeto lei novinho em folha. Trata-se da PL-7382/2010 proposto pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que penaliza a discriminação a heterossexual em até três anos de prisão.
O tal projeto visa contrapor-se a PLC-122/06, apelidada por alguns evangélicos de ditadura gay, que prevê punição equivalente em casos de homofobia. Segundo o nobre deputado, “o Poder Executivo, dentro de sua esfera de competência, penalizará os estabelecimentos comerciais e industriais e demais entidades que, por atos de seus proprietários ou prepostos, discriminem pessoas em função de sua heterossexualidade”, diz no texto do projeto.
Cunha também diz que será punido aquele que “impedir ou restringir a expressão de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público”.

Controvérsias
O deputado Eduardo Cunha foi um dos que votaram contra na votação que beneficiaria a classe trabalhadora brasileira, com um aumento do salário mínimo para R$600. O nobre deputado, cujo slogan de campanha é “o nosso povo merece respeito”, é pivô de um escândalo envolvendo a estatal FURNAS, um golpe de R$ 73 milhões.
Para o Bispo e conferencista Hermes Fernandes o projeto pode ter um outro pretexto: “Até que ponto a tal PL proposta por Cunha não seria mais uma cortina de fumaça? Parece melhor para sua imagem estar envolvido numa controvérsia entre gays e heteros, do que ter seu nome ligado a um escândalo de corrupção”.

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Afegão é condenado a execução ilegalmente por sua conversão

Fonte: Missão Portas Abertas
AFEGANISTÃO (3º) - O julgamento de um afegão que enfrenta a execução por se converter ao cristianismo é ilegal e deve ser parado, segundo o representante da liberdade religiosa do maior órgão evangélico mundial.

Yogarajah Godfrey, diretor executivo da comissão da Aliança Evangélica Mundial de Liberdade Religiosa, argumenta que o julgamento do convertido Said Musa, 45, quebra pelo menos três disposições da Constituição do Afeganistão de 2004.

De acordo com o Artigo 130 da Constituição do país, os tribunais podem recorrer ao direito Sharia apenas dentro dos limites da Constituição e somente se o caso "pendente" não se relacionar com as disposições da Constituição ou de qualquer outra lei.

Um caso é classificado como "pendente" se for registrado sob a lei, mas Yogarajah aponta que a apostasia não é um crime reconhecido pela Constituição afegã, ou qualquer outra lei estatutária.

"O Artigo 27 da Constituição diz que ninguém será perseguido, preso ou detido por um ato que não é considerado um crime", disse Yogarajah em um comunicado nesse sábado, dia 12. "Então, sob que lei estatutária Musa foi preso?"

Musa é um ex-funcionário da Cruz Vermelha que perdeu sua perna esquerda na explosão de uma mina terrestre e foi detido em maio de 2010, depois que uma rede de televisão local transmitiu imagens de cristãos afegãos sendo batizados pelos ocidentais. Musa foi um dos convertidos ao cristianismo identificado no vídeo.

Ele é pai de seis filhos e disse que foi torturado e abusado sexualmente por guardas prisionais durante o seu encarceramento. Está no infame Centro de Detenção Cabul e teve negado o acesso a um advogado ou um julgamento justo. Alguns advogados se recusaram a representá-lo, a menos que Musa se reconvertesse. Outros abandonaram o seu caso depois de ser ameaçados. Sua esposa e filhos fugiram para o Paquistão depois de sua prisão.

O caso de Musa é o primeiro em que a apostasia está próxima de levá-lo à execução, desde a queda do regime talibã no Afeganistão.

Em acréscimo ao Artigo 130, Yogarajah também aponta o artigo 7º da Constituição do Afeganistão, no qual os estados obrigam o país a aderir aos pactos internacionais dos quais é signatário. Dentre eles, incluem o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (PIDCP).

Três cláusulas do artigo 18 do PIDCP:

• Todas as pessoas têm o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião. Este direito inclui a liberdade de ter ou adotar uma religião ou crença de sua escolha, e liberdade, individualmente ou em comunidade, em público ou privado, de manifestar a religião ou crença em culto, costume, prática e ensino.
• Ninguém pode ser submetido a medidas coercitivas que possam restringir sua liberdade de ter ou adotar uma religião ou crença de sua escolha.
• Liberdade de manifestar religião ou crenças pode estar sujeita apenas às limitações previstas pela lei e consideradas necessárias para proteger a segurança pública, a ordem, a saúde ou a moral, ou os direitos fundamentais e liberdades de outrem.

Yogarajah, no entanto, reconhece que o artigo 3º da Constituição do Afeganistão diz que nenhuma lei pode ser contrária às “crenças e às disposições da religião sagrada do islamismo".

"Ainda que isto contradiga as constituições anteriores, após a inclusão do Artigo 7º (com a promessa de respeitar as convenções internacionais) na Constituição de 2004, a interpretação do Artigo 3º deve ser reformulada em função desta contradição gritante".

A Aliança Evangélica Mundial, que representa 600 milhões de evangélicos em 128 países, lamenta que, nove anos após a queda do regime talibã, há pouca mudança visível nas áreas de direito e liberdades civis.

"Os apelos dos extremistas pela morte de um apóstata são compreensíveis, mas quando a administração pede a pena de morte por uma conversão, utilizando-se abusivamente de vagas leis, levanta sérias preocupações", disse Yogarajah. "A repressão nunca pode levar à paz em longo prazo. O governo não deve evitar as reformas por medo de uma reação por parte de extremistas."

O Afeganistão é classificado como 3º na Classificação de países por perseguição.

Tradução: Missão Portas Abertas
URL: http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=6889

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O que o ser humano pode fazer para salvar-se?


A história que acabamos de ler é relatada três vezes no Novo Testamento. Mateus, Marcos e Lucas foram todos inspirados pelo mesmo Espírito ao escrevê-la para a nossa instrução. Não se deve duvidar de que há um propósito muito sábio na tripla repetição dos mesmos feitos e de feitos tão simples. O objetivo é indicar-nos que os ensinamentos que podem ser extraídos da passagem merecem uma atenção particular da igreja de Cristo.

Aprendamos, antes de tudo, nesta passagem, a respeito da ignorância que o homem tem de si mesmo.

Há o relato de que alguém “veio correndo” aonde estava o nosso Senhor, e que “se ajoelhou diante dele” e lhe fez a solene questão: “Que farei para herdar a vida eterna?” À primeira vista, aparentava uma boa intenção: ele se ocupava de questões espirituais, enquanto que a maioria dos que estavam em sua volta apresentavam-se descuidados e indiferentes; mostrava-se disposto a reverenciar o nosso Senhor, ajoelhando-se diante dEle, enquanto que os escribas e fariseus desprezavam-No. No entanto, este homem ignorava completamente o estado do seu coração. Após ouvir o nosso Senhor recitar os mandamentos que determinam os nossos deveres quanto o próximo, imediatamente declarou: “Tudo isso guardei desde a minha mocidade.” A natureza íntima da lei moral, sua aplicação aos nossos pensamentos, palavras e ações, é algo do qual ele apresentou total ignorância.

É, infelizmente, muito comum a existência da cegueira espiritual que está demonstrada aqui. Milhares dos que se denominam cristãos, atualmente, não têm a mais remota ideia da sua pecaminosidade e de suas culpas diante dos olhos de Deus. Lisonjeiam-se por não fazer nada de mal. Não assassinaram, nem roubaram, nem cometeram adultério, nunca deram falso testemunho; portanto, acreditam que não podem correr o risco de deixarem de ir para o céu. Esquecem a santidade de Deus, com quem terão de retratar-se; esquecem as repetidas vezes que violaram sua lei de pensamentos ou intenções, embora sua conduta externa seja muito regrada. Nunca estudam algumas partes da Escritura, por exemplo, o capítulo 5 de Mateus, ou, se o fazem, é como se tivessem um espesso véu sobre os seus corações, e não colocam em prática o que leram. O resultado é que eles andam envoltos em sua própria retidão. Como a igreja de Laodiceia, estão “ricos e em abundância de bens, e de nada necessitam” - Apocalipse 3:17. Vivem satisfeitos de si mesmos, e assim frequentemente morrem.

Guardemo-nos desse estado de alma. Enquanto crermos que podemos guardar a lei de Deus, Cristo de nada nos aproveitará. Peçamos a Deus o dom de autoconhecimento. Peçamos ao Espírito Santo que nos convença do pecado, que nos revele os nossos corações, a santidade de Deus, a necessidade que temos de Cristo. Feliz o que aprendeu na prática o significado destas palavras de Paulo: “E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri.” – Romanos 7:9. A ignorância da Lei e o desconhecimento do Evangelho caminham juntos. Aquele cujos olhos foram abertos realmente à espiritualidade dos mandamentos, não descansará enquanto não encontrar a Cristo.

Aprendamos, aliás, nesta passagem, sobre o amor de Cristo aos pecadores.

Esta é uma verdade que põe em destaque a expressão que Marcos utiliza, na sua narração da história, que “Jesus, olhando para ele, o amou.” Esse amor, sem dúvida, era piedade e compaixão. Nosso Senhor observou compadecidamente a estranha mistura de fervor e ignorância que estava diante dele. Viu, cheio de piedade, aquela alma lutando em toda debilidade e miséria que a queda produz; viu aquela consciência inquieta com a convicção de necessitar ajuda; viu aquela inteligência estar cega e cercada de trevas - sem conseguir ver os primeiros rudimentos da religião espiritual. Assim como um nobre edifício em ruínas, destelhado, com suas paredes rachadas, é inútil - mesmo mostrando, ainda, sinais da habilidade com que foi planejado e fabricado -, assim imaginamos que Jesus, com terna diligência, contemplava a alma deste homem.

Não devemos esquecer que Jesus ama e se compadece das almas dos ímpios; mas é induvidável o fato de que ele sente um amor especial pelos que ouvem a sua voz e o seguem; são as ovelhas que o Pai lhe deu. Ele as vigia com especial cuidado. São sua Esposa, ligados a Ele por um pacto eterno, e eles são avaliados em alto preço - como partes dEle mesmo. O coração de Jesus é um coração muito grande: nele abundam a piedade, a compaixão, e um terno interesse pelos que estão afundados no pecado e escravizados ao mundo. Aquele que chorou pela incrédula Jerusalém é sempre o mesmo; ainda deseja recolher a si o ignorante e o que crê ser justo, o infiel e o impenitente, contanto que eles desejem ser recolhidos – Mateus 23:37. Podemos dizer, com confiança, ao pecador mais incorrigível, que Cristo o ama. Há salvação preparada para o pior dos homens se ele quer dirigir-se a Cristo. Se os homens permanecem perdidos, não é porque Jesus não os ame e nem está disposto salvá-los. Palavras solenes que Ele pronunciou nos revelam esse mistério: “Os homens amaram mais as trevas do que a luz.” “E não quereis vir a mim para terdes vida.” – João 3:19; 5:40.

Aprendamos, finalmente, nesta passagem, o grande perigo do amor ao dinheiro. É uma lição que nos é inculcada duas vezes. A primeira é revelada através da conduta do homem descrito até aqui. Com todo o desejo que manifestava de conseguir a vida eterna, amava mais ao seu dinheiro que sua alma.“Retirou-se triste.” E pela segunda vez o nosso Senhor proclamou, em solenes palavras, aos discípulos, “quão difícil é, para os que confiam nas riquezas, entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus.” O dia final, tão somente aquele dia, provará de uma maneira completa a verdade destas palavras.

Coloquemo-nos em guarda contra o "amor ao ouro" – é um laço tanto para o pobre quanto para o rico. O que perde a alma, não é o que possui riquezas, mas aquele que confia nelas. Peçamos a Deus que venhamos a nos sentir satisfeitos com o que possuímos. A sabedoria mais elevada é pensar como Paulo, quando disse, “já aprendi a contentar-me com o que tenho.” – Filipenses 4:11.

Os milagres do dinheiro e o dinheiro dos milagres

"A trajetória de vida de Macedo revela curiosa proximidade com números. Aos 17 anos ingressou como office-boy na Loterj - Loteria do Rio de Janeiro – trabalhando durante dezesseis anos como funcionário público. Deixou a carreira no funcionalismo somente em 1977, quando exercia a função de agente administrativo, para se dedicar exclusivamente à IURD. Diferentemente da maioria dos líderes pentecostais, freqüentou, no começo dos anos 70, os bancos universitários. Estudou Matemática na Universidade Federal Fluminense e Estatística na Escola Nacional de Ciência e Estatística, sem, contudo, concluir os respectivos cursos. Disto talvez decorra o fato de existir em Macedo, por trás da figura eclesiástica, também a de um empreendedor sempre à vontade com números e balanços contábeis. Tal preparo deve, naturalmente, ter contribuído para que viesse a ser reconhecido como negociador habilidoso, também no âmbito eclesiástico. Ricardo Mariano ainda observa tal característica, associando a projeção do movimento iurdiano à figura do seu líder, destacando a controvertida, mas funcional atuação desempenhada:


Parte do sucesso da IURD deve ser creditada a seu controverso líder, bispo Edir Macedo, sobre o qual não há unanimidade. Venerado por fiéis e subalternos, invejado e criticado por adversários religiosos e pastores concorrentes, acusado pela polícia, pela Justiça e pela imprensa de charlatanismo, estelionato, curandeirismo e de enriquecimento às custas da exploração da miséria, ignorância e credulidade alheias. Edir vai, em parte graças ao Diabo que tanto ataca, interpela e humilha, construindo a passos largos seu império.

A projeção financeira da IURD, que acompanhou o ritmo acelerado da multiplicação dos seus templos, também suscitou inúmeras polêmicas. Reportagens do início da década de 90 calculavam a arrecadação financeira dos templos em “cerca de 150 milhões de dólares ao ano”. Na ocasião da aquisição da TV Record, estratégias de captação de recursos ainda mais agressivas vieram à tona, a fim de garantir a compra dessa emissora e de várias outras estações de rádio adquiridas no período. Mário Justino, então pastor da IURD, relata sobre um megaculto promovido pela IURD no estádio de futebol da Fonte Nova, em Salvador – BA, com a presença de Macedo:

O bispo, depois de recolher os envelopes com as ofertas, denominadas de “sacrifício”, e com os pedidos de oração, que seriam levados para o Monte das Oliveiras, em Jerusalém, pediu aos seus seguidores baianos uma oferta especial para comprar uma emissora de rádio em Salvador, assim como seus fiéis cariocas o haviam contemplado com a Rádio Copacabana. – “Será que os cariocas têm mais fé que os baianos?” – referindo- se à multidão. – Não! – a resposta retumbou como um trovão. As ofertas vieram então em forma de dinheiro e jóias. Passamos três dias trancados em umas ala contando os sacos de dinheiro levantados no Fonte Nova. No final, o dinheiro foi depositado na conta da Igreja, no Bradesco, em Salvador. O ouro foi levado para o Rio de Janeiro e transformado em barras.

Um verdadeiro frenesi também foi causado na mídia pelas palavras de Macedo, proferidas numa concentração de fiéis que lotou o Estádio do Maracanã, com capacidade para mais de cem mil pessoas, na cidade do Rio de Janeiro: “Sacudam bem obreiros [as sacolas de oferta], para eles verem que estão vazias e só voltem quando estiverem tão cheias quanto um saco de pipoca”. Também foram impactantes as imagens que mostraram Macedo – em uma gravação em fita de vídeo – orientando seus pastores sobre como mobilizar os fiéis da Igreja a aumentar as contribuições financeiras. Tais imagens mostravam Edir Macedo, numa chácara, jogando futebol juntamente com a maior parte da liderança de sua igreja. Ao final daquela atividade, informalmente, ele passou a orientar os pastores sobre como deveriam agir na arrecadação de ofertas e na ousadia de conduzir a massa de fiéis:

Você tem que chegar e dizer: ó pessoal! Você vai ajudar agora na obra de Deus. Se quiser ajudar, amém. Se você não quiser ajudar, então Deus vai ajudar outra pessoa a ajudar, amém! Ou dá ou desce! Entendeu como é que é? Porque aí o povo vê coragem em você. O povo tem que ter confiança no pastor. Quer ver o pastor brigando com demônio! Se você mostra aquela maneira “chocha”, o povo não vai confiar em você. (...) Tem que ser o super-herói para o povo e dizer: Olha pessoal, vamos fazer isto aqui? É o grande desafio. Eu fiz isso. Eu peguei a Bíblia e disse: Oh! Deus! Ou o Senhor honra a sua palavra (...) e então joguei a Bíblia, que se despedaçou no chão. Fiz isso na igreja e na televisão. Então isso chama a atenção. O povo diz: Esse aí, pô, briga até com Deus! Cuidado, heim! Então tem aqueles que são tradicionais e dizem: Hi! Esse aí é um falso profeta... esse aí, então, não vai ser abençoado. Agora, têm outros que dizem: Puxa, há quanto tempo que eu queria isso, “poxa”, eu estou cansado de ler a Bíblia, de ler tantas palavras e não acontecer nada na minha vida. Então esse vai ficar do nosso lado. É tudo ou nada! E ele põe tudo lá. Quem embarcar está abençoado. Quem não embarcar fica. Então você nunca pode ter vergonha, timidez. Peça, peça, peça. Se, tem alguém que não quer dar, há um montão que vai dar. (...) O povo está cansado de falsa humildade. O padre é tão humilde, e não dá nada, não oferece nada. O padre com aquela maneira (...) e nós vamos lá, é isso mesmo, (sic) e bota pra quebrar, e vira cambalhota, e faz o povo ficar louco (...). Vejam o caso de Moisés, que se apresentou perante o povo com um cajado na mão – aquele mesmo que ele havia usado para abrir o Mar Vermelho e fazer tantos milagres no deserto - e perguntou: “a caso pode sair água dessa pedra?” Ele bateu com o cajado na rocha e então jorrou água e o povo ficou maravilhado. É também isso que vocês precisam dizer ao povo: quem aqui tem um cajado? O cajado é a fé e o “toque na rocha” significa a oferta de dez mil, cinco mil ou dois mil cruzados novos... Desafiem: se você tem o cajado, então use-o agora! Assim, as pessoas vão dar a oferta e o milagre vai acontecer...

Vários jornais e revistas, na ocasião, reproduziram denúncias sobre esse tema, como por exemplo, a revista Isto É (27/01/1996) e a Folha de S. Paulo 02/01/1996), que publicaram reportagens, apontando aspectos empresariais e de exploração financeira praticados pela IURD e apresentando dados de arrecadações, consideradas “exorbitantes”, de vários templos iurdianos.

Edir Macedo juntamente com a IURD também têm sido alvo de diversos processos criminais sob acusações de práticas escusas envolvendo dinheiro, tais como charlatanismo, vilipêndio do culto religioso etc. Exemplo disso se deu no dia 24 de maio de 1992, quando Macedo foi preso em São Paulo, acusado de charlatanismo, curandeirismo e estelionato. Sua prisão teve origem num inquérito aberto, em 1989, por cinco ex-fiéis alegando terem doado dinheiro e bens à igreja em troca de milagres, que não teriam ocorrido. O Ministério Público de São Paulo acatou a denúncia e determinou a prisão. Mas três dias antes de ser detido, Macedo também fora indiciado com base no artigo 15 da Lei do Colarinho Branco, acusado de usar a IURD como instituição financeira clandestina. A acusação principal era de que o bispo teria adquirido grande patrimônio, graças à sua atividade frente à Universal. Segundo o Ministério Público, o patrimônio pessoal de Macedo chegava, em 1992, ao equivalente a 100 milhões de reais. Vale observar que, antes, esse mesmo tribunal, a 21ª Vara Criminal de São Paulo, já havia absolvido Edir Macedo em outros dois processos. Um deles, que tratava de ataques contra cultos afro-brasileiros, acusava quatro pastores da IURD de terem invadido um templo de umbanda em Diadema, município da grande São Paulo, em abril de 1990. Nesse processo, Macedo foi acusado de estimular publicamente os ataques a adeptos daquela religião que, segundo ele, eram “adoradores do demônio”. Num outro inquérito, o bispo era acusado de vender “óleo bento” aos fiéis que participavam dos cultos de sua igreja.

Traduzida como símbolo da existência de perseguição religiosa no país, sua prisão também foi capaz de mobilizar fiéis, pastores e políticos evangélicos. Em primeiro de junho de 1992, preso há oito dias, “cerca de dois mil fiéis da IURD formaram uma corrente humana em volta da Assembléia Legislativa de São Paulo para protestar contra a sua detenção”. Entendendo ser esta uma questão de liberdade religiosa, líderes evangélicos também reagiram imediatamente. Logo vários políticos, evangélicos e não evangélicos, solidarizaram-se com Macedo. Curiosamente, até mesmo alguns dos segmentos religiosos que se sentiam concorrencialmente ameaçados pela atuação da IURD, uniram-se naquele momento, em prol de um interesse comum. Duzentos pastores protestaram na Assembléia Legislativa de São Paulo, argumentando que a prisão fora manipulada por grupos ligados ao setor de comunicações que a propriedade da Rede Record estava ameaçando, e os setores religiosos, que estavam tendo seus membros captados pelo discurso da Universal. Reunidos no interior da Assembléia, os pastores, representando 34 igrejas, e 30 deputados redigiram documento repudiando o ocorrido, o qual apresentava o seguinte teor:

O Brasil vive nos últimos dias momentos de preocupação no que diz respeito aos direitos de expressão religiosa e suas garantias constitucionais. Os 35 milhões de evangélicos em todo o país exigem o cumprimento da Constituição e o fim de todo tipo de discriminação religiosa.

Doze dias depois, Macedo foi solto. Vale ressaltar a habilidade sempre demonstrada por ele em lidar com as “regras do campo”, fato que lhe tem permitido grande capacidade de reverter obstáculos em benefício do grupo. Quando esteve preso, representou bem o papel de vítima, recorrendo comparativamente à imagem de sofrimento de Cristo e dos apóstolos. Dizia-se “orgulhoso de estar preso em nome de Deus”. Atrás das grades, ao conceder entrevistas ou deixar-se fotografar, aparecia lendo ou portando uma Bíblia. Até bem pouco tempo, quem tomava a Folha Universal para uma primeira leitura teria sua atenção despertada para uma imagem: em seu logotipo uma foto do bispo em uma cela de presídio, fazendo a leitura da Bíblia. A imagem no jornal ajuda a preservar e a manter vivo na memória dos fiéis o ato heróico do seu líder, cuja confiança se observa no depoimento de um obreiro da IURD:

O bispo não mente conforme as revistas e a televisão dizem por aí. Ele é um servo de Deus, dedicado, honrado, infelizmente, caiu nas garras da mídia, mas Deus fala através dele e as pessoas que têm fé crêem nisso. Eu a credito em tudo o que o bispo Macedo fala, pois sei que ele é iluminado, inspirado por Deus.

A confiança em seu líder, diante das experiências adversas que enfrentou, é destacada pela Igreja:

Calúnias, injúrias, difamações e ataques gratuitos somam-se a uma lista imensa de adversidades vividas pelo bispo Edir Macedo. Embora nunca se tenha aprovado nenhuma das acusações, ele não se deixou abater por nenhuma delas. Como lema principal de seu ministério, o bispo vive aquilo que prega e, diante das dificuldades, não se mostra nem mesmo cansado. O segredo, segundo ele é o emprego da fé sobrenatural, pois seus sonhos nunca foram baseados em emoções, mas sim na certeza de que com seu trabalho, aliado à ação do poder de Deus, tornariam-se realidade.

Ao se sentir afrontada pelas acusações de charlatanismo e abuso da fé popular, pela mídia e demais segmentos religiosos, a IURD também reagiu. Nos cultos, os jornalistas passaram a ser identificados como enviados do Diabo. Os fiéis receberam expressas orientações para não lerem nem darem crédito às notícias veiculadas na imprensa sobre a Igreja Universal e seus pastores, e de igual forma, para também não concederem entrevistas ou emitirem opinião a jornalistas sobre a Igreja:

Em meados de 1994, convictos ou tomados por paranóia de que havia uma conspiração em andamento para destruir a Universal, líderes da denominação proibiram todo e qualquer membro ou pastor de dar entrevistas ou esclarecimentos a quem quer que solicitasse. Além de jornalistas, pesquisadores passaram a não ser benquistos.

Em um grande evento realizado no estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, na ocasião, Edir Macedo, em tom combativo e convocatório, exclamou: “Estamos sendo castigados e perseguidos pela imprensa como cão danado. Eles querem arrancar nossa cabeça. Mas isto só aumenta a nossa fé”.
É isso!
Fonte:
WANDER DE LARA PROENÇA: “SINDICATO DE MÁGICOS: Uma história cultural da Igreja Universal do Reino de Deus - 1977-2006”. (Tese apresentada à Faculdade de Ciências e Letras de Assis – UNESP – Universidade Estadual Paulista para a obtenção do título de Doutor em História. Orientador: Prof. Dr. Milton Carlos Costa. Assis, 2006.
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