segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Juvep foi instrumento de Deus para a alemã Julia

Julia escreve diretamente da Alemanha

"Foi num seminário sobre congregações na base da missão Juvep que Deus começou a falar comigo sobre o meu futuro. Foi lá que Ele me acordou para me mostrar o Seu maravilhoso plano."
“O que Deus limpa, ele então enche. Finalmente, quem Deus enche, ele usa. Uma vida santa é o autêntico sinal de ser cheio do Espírito.” — L.Ravenhill
Quando eu penso no meu tempo no Brasil, lembro-me que foi um grande processo que Deus colocou em prática. Ele me quebrou e limpou, para depois me encher e me usar. Em meu caminho, encontrei muitas pessoas e situações que Deus usou para me moldar, para falar comigo.
A missão Juvep tem o seu lugar na história que Deus teve para minha vida enquanto no Brasil. Eu sou capaz de lembrar todas as vezes que a missão Juvep influenciou meus passos, meu jeito de pensar: projeto missionário, seminário em Sousa, na base em Cabedelo. O hilário é que a missão indiretamente me influenciou para estar onde hoje estou: Bamberg.
Foi num seminário sobre congregações na base da missão Juvep que Deus começou a falar comigo sobre o meu futuro. Foi lá que Ele me acordou para me mostrar o Seu maravilhoso plano. Foi lá que Ele me mostrou que me quer vivendo Igreja: que faz discípulos, que serve e luta por justiça… Foi lá que Ele me chamou e falou: vá para Bamberg, porque Eu lhe usarei lá. Na mesma semana, de uma forma singular, Ele me arrumou um parceiro para esta missão.
Hoje nós estamos aqui em Bamberg. Duas pessoas inexperientes de 21 anos, sem muita força, títulos… Dois estudantes, mas com um objetivo: revolucionar Bamberg, ver Deus agindo, com igrejas plantadas que alcançam pessoas… Vidas mudadas… Queremos ver a Alemanha acordada. Sonhamos com grandes coisas, dando um passo de cada vez, mas cientes que Deus está do nosso lado.
Posso soar utópica, mas sabe… A fé que tenho tem fundamento no que Deus já fez na história, inclusive com a própria Juvep e seu começo. Três jovens, mais ou menos com nossa idade, que compartilhavam um sonho. Queriam ver Deus agindo e O mostravam através de suas vidas na sociedade, não se limitando a denominações… Queriam mudar o Brasil. Este sonho sobreviveu, plantou igrejas, mudou vidas e tem alcançado milhares de sertanejos. Eu vi que é possível.
Por que isso não pode acontecer aqui na Alemanha daqui alguns anos?
Julia
"OS DOIS VASOS"


"Temos porém esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não nossa" (2 Coríntios 4.7)"

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara, ao qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; enquanto o pote rachado chegava apenas pela metade.
Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer. Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem à beira do poço:
- "Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas."
- "Por quê? De que você está envergonhado?", perguntou o homem.
- "Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura faz com que a água vase por todo o caminho. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha salário completo dos seus esforços", disse o pote.
O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- "Quando retornarmos para casa de meu senhor, quero que perceba as flores ao longo do caminho."
De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou as flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:
- "Você notou que pelo caminho só havia flores do seu lado, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Se não fosse do jeito que é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua mesa."

Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar-nos com todas nossas imperfeições para embelezar a mesa e trazer alegria ao coração de nosso amado Pai Celeste. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde. Das nossas fraquezas, podemos tirar forças.

Lembremo-nos sempre: "Nunca te julgues inútil, Deus te fez sem cópia".

"Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as fracas deste mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante Ele" (1 Coríntios 1.27-29).

Missª Danielle Durães
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A Revista "Os Puritanos"

surgiu do anelo de compartilhar com o povo de Deus os tesouros da literatura evangélica do passado e do presente. Na sua maioria os artigos apresentados são inéditos na língua portuguesa ricos e edificantes. Periodicidade trimestral.
www.puritanos.com.br


Aborto, o grito silencioso dos que não nasceram.

Rev. Hernandes Dias Lopes (1ª IP Vitória-ES)




A questão do aborto esteve no topo da lista das grandes discussões políticas em nossa nação. Este é um assunto solene, que merece nossa maior atenção. Não devemos ser frívolos em sua análise. O aborto sempre foi e ainda é assunto de debates entre juristas e legisladores; é tema da ética cristã que exige um posicionamento da igreja. Algumas ponderações precisam ser feitas no trato dessa matéria: Quando começa a vida? Quem tem o direito de decidir sobre a interrupção da vida? Em que circunstâncias um aborto pode ser justificado? O que a Palavra de Deus tem a dizer sobre o assunto? Não queremos, neste artigo, discutir aqueles casos de exceção, onde a medicina e a ética cristã precisam fazer uma escolha entre a vida da mãe ou do nascituro. Queremos, sim, alertar para a prática indiscriminada e irresponsável do aborto, fruto muitas vezes, de uma conduta imoral.
Embora seja ainda matéria de discussão, é consenso geral que a vida começa com a fecundação. A ciência apresenta o fato de que a vida humana inicia com a fecundação e termina com a morte. Desde a concepção, todos os componentes da vida já estão potencialmente presentes para o seu pleno desenvolvimento. É desse óvulo fertilizado que se desenvolve o ser humano pleno, corpo e alma. Na perspectiva bíblica, Deus é o autor da vida e ele mesmo é quem forma o nosso interior e nos tece no ventre da nossa mãe. É Deus quem nos forma de maneira assombrosamente maravilhosa. O salmista diz: “Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Sl 139.15,16). A Bíblia fala do ser antes do nascer. Davi diz: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). Jó descreve sua existência pré-natal afirmando: “Porventura não me vazaste como leite e não me coalhaste como queijo? De pele e carne me vestiste, e de ossos e tendões me entreteceste” (Jó 10.10). Fica claro na perspectiva da Escritura, que a vida começa na concepção.
A lei de Deus é enfaticamente clara: “Não matarás” (Ex 20.13). Deus é o autor da vida e só ele tem autoridade para tirá-la (1Sm 2.6). A decisão acerca do aborto não pode ser apenas uma discussão restrita à mãe e ao seu médico. O direito à vida é um direito sagrado e deve ser amplamente discutido, sobretudo, à luz da ética cristã. O aborto é a eliminação de uma vida. É um assassinato. E o mais grave: um assassinato com requintes de crueldade. O aborto é matar um ser indefeso, incapaz de proteger-se. É tirar uma vida que não tem sequer o direito de erguer a voz e clamar por socorro. Ah! Se os milhões de crianças que não chegaram a nascer pudessem gritar aos ouvidos do mundo, ficaríamos estarrecidos diante dessa barbárie. Ficamos chocados com o Holocausto, onde seis milhões de judeus foram mortos nos campos de concentração e nos paredões de fuzilamento. O aborto, entretanto não é menos perverso. O ventre materno em vez de ser um refúgio da vida, torna-se o corredor da morte; em vez de ser o berço da proteção, torna-se o patíbulo da tortura; em vez de ser o reduto mais sagrado do direito à vida, torna-se a arena mais perigosa da morte. O aborto é um crime com vários agravantes, pois não raro, a criança em formação é envenenada, esquartejada e, sugada do ventre como uma verruga pestilenta e indesejável. Oh, que Deus tenha misericórdia da nossa sociedade! Que Deus tenha piedade daqueles que legislam! Que Deus tenha compaixão daqueles que favorecem ou praticam tamanha crueldade!
Lula segura nomeação para o STF Imprimir E-mail

Para evitar que a escolha do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) seja contaminada pela disputa por cargos no governo Dilma Rousseff, o presidente Lula resolveu segurar a indicação.
A mensagem com o nome do novo ministro, em razão disso, deverá ser encaminhada ao Congresso no início de dezembro, com tempo exíguo, mas calculado para que o escolhido seja sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aprovado pelo plenário do Senado. Pessoas próximas ao presidente argumentam não haver motivos para a indicação imediata do sucessor de Eros Grau.
Mesmo que fosse escolhido nesta ou na próxima semana, o novo ministro dificilmente conseguiria ser empossado a tempo de votar algum processo antes do recesso do STF - como a aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições deste ano. A posse, muito provavelmente, ficará para 2011, já durante o governo de Dilma Rousseff.
A declaração do presidente, na terça-feira, mostrava que ele não tem pressa para preencher a vaga no tribunal. “Eu, de forma muito prudente, não quis escolher alguém no meio do processo eleitoral, porque queria respeitar, de forma republicana, quem quer que fosse eleito”, afirmou. “Vou conversar com a Dilma, mas tem que dar um tempo, porque ela agora está preocupada com a montagem do governo. É a prioridade dela”, acrescentou.
Sem constrangimento
Além disso, segundo um ministro do STF, o presidente não vê motivos para apressar a indicação - pois isso apenas desagradaria mais rapidamente os candidatos preteridos. Outros dois ministros do tribunal entendem que o presidente pode atrasar a indicação para que o escolhido seja sabatinado pelos senadores que assumirem no ano que vem. Com uma base de apoio ampla, o presidente tentaria evitar constrangimentos para o escolhido. A se confirmar essa hipótese, a indicação seria feita por Lula mas a nomeação já ocorreria no governo de Dilma Rousseff.
De acordo com pessoas próximas ao presidente, o atual advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, ainda é o nome mais cotado. Sua indicação era dada como certa antes de o presidente viajar para a Coreia do Sul. Como no retorno o presidente declarou não ter pressa para tomar essa decisão, os cabos eleitorais de Cesar Asfor Rocha, atualmente ministro do Superior Tribunal de Justiça, entenderam que ele ainda tem chances de ser o selecionado.
Barrados não serão diplomados
A demora na nomeação do novo ministro deixará para 2011 a definição da aplicação da Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano. Os dois empates no julgamento dos recursos de Jader Barbalho (PMDB-PA) e de Joaquim Roriz (PMDB-DF) manterão a dúvida sobre o destino dos candidatos considerados fichas suja. Assim, os candidatos barrados com base na Lei da Ficha Limpa, mesmo que tenham conseguido votos suficientes para se eleger, não serão diplomados pela Justiça Eleitoral.
Quando o assunto voltar a ser julgado, já com a composição do Supremo completa, o impasse poderá, enfim, ser resolvido. Se o tribunal entender que a lei não poderia ser aplicada para as eleições deste ano, os candidatos que forem empossados no lugar dos fichas suja deverão deixar os seus cargos.
Cássio protocola último recurso
Os advogados do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), que teve registro de candidatura ao Senado negada com base na Lei da Ficha Limpa, ingressaram no final da tarde o último sábado com um recurso extraordinário no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o caso seja julgado em última instância pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o advogado Harrison Targino, que atua na defesa de Cássio ao lado dos advogados José Eduardo Alckimin e Luciano Pires, a expectativa é que o STF garanta a elegibilidade do ex-governador e a validação dos mais de 1 milhão de votos que ele obteve na disputa do último dia 3 de outubro ao cargo de senador da Paraíba, com base em precedentes constitucionais e da própria anualidade da lei eleitoral.
Harrison Targino explicou que recurso teve que ser apresentado no TSE, obedecendo ao próprio rito processual, para as partes contrárias apresentem as contra razões e que o presidente da Suprema Corte Eleitoral analise a admissibilidade ou não da emissão do recurso para o STF.
“O presidente do TSE tem opinado pela admissibilidade de todos os recursos envolvendo a Lei Complementar 135/2010, para serem apreciados pelo Supremo, onde acreditamos que o caso será resolvido, com a garantia constitucional e do respeito à democracia”, declarou o advogado.
Harrison disse ainda que está confiante que a decisão do TSE será revertida no STF, que segundo ele vai reconhecer a elegibilidade de Cássio, com base em tudo que vem sendo apresentado pela defesa, bem como a legitimidade do voto de mais de um milhão de paraibanos que o elegeu como senador. “Estamos confiantes de que a vontade de mais de um milhão de paraibanos será respeitada pela Suprema Corte”, afirmou.
Fonte: www.vitrinedocariri.com.br

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Política Sadia


O ranking dos governadores e sua relação com a urna
Há uma relação direta entre a popularidade de um governante e a chance de ele ser reeleito, ou de ao menos influir na sua sucessão. A questão é onde passa a linha que separa vencedores e vencidos. O ranking de governadores do Ibope dá pistas.
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Breve comentário sobre Mateus 5.20

Por isso vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.
Almeida Revista e Atualizada.
Não seria nenhum exagero dizer que a passagem supracitada é o cerne do mais famoso discurso de Jesus, o Sermão do Monte, visto que é exatamente aqui que o Redentor nos avisa que não podemos exercer nenhum tipo de justiça fora dEle, pelo fato de ter sido Ele, e tão somente Ele, Aquele a quem o Pai enviou para cumprir toda a Lei, nada revogando desta (Mt 5.17)*. É por este motivo que jamais haveremos de entrar nos portais celestiais, a menos que estejamos alicerçados em Sua perfeita Justiça (obediência), pela qual importa que sejamos sarados (Is 53.5). Fora de Cristo, nossa justiça não passa de meros “trapos de imundícia” para Deus (Is 64.6).
Isto posto, é apropriado que também enxerguemos aqui a doutrina da união do fiel com o seu Senhor (União Mística), pois não há a mínima possibilidade de obtermos um veredicto favorável da parte de Deus se não estivermos totalmente unidos a Cristo. Sem tal união, não seríamos em nada diferentes dos ativistas religiosos hipócritas contra quem Jesus proferiu graves acusações, visto que ainda teríamos como essência da piedade a mera obediência externa. Somente em Cristo é que a nossa justiça consegue exceder a dos fariseus. Fora disso, estamos estabelecendo a nossa própria (cf. Rm 10.3).
É nisto que creio.
Soli Deo Gloria!

 Nesse sentido, o referido texto também versa sobre a Humilhação do Redentor, que se submeteu à Lei para resgatar os que estavam sob ela, a fim de que recebessem a adoção de filhos (Gl 4.4,5).

Um convite á Liturgia. Você vem?



 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marcelo Lemos

Queridos irmãos em Cristo, estimados leitores que nos acompanham, daremos inicio hoje A uma série de artigos, reportagens, e publicações diversas, que terão como objetivo principal difundir, e promover, temas relacionados a Liturgia Reformada. 

Na verdade, há tempos que nosso portal já conta com um link chamado "Liturgia Reformada", e agora daremos um passo a mais, promovendo recursos e subsídios liturgicos e teológicos sobre o tema. Reconhecemos que uma espiritualidade liturgica é conceito estranho para a maioria de nossos irmãos brasileiros, mas, sabemos o quanto de valor pode ser agregado a Igreja Brasileira com o resgade de nossa herança liturgica reformada. 

Como primeiro artigo, escolhemos publicar o Prefácio do Livror de Oração Como Brasileiro, que pode ser encontrado no site da Diocese Anglicana do Recife, liderada DOM EDWARD ROBINSON DE BARROS CAVALCANTI, bispo diocesano da referida Igreja. Para os não iniciados em liturgia, é possível que este artigo sirva para fazer brotar duvidas e questionamentos. Não tem problema. Com a graça de Deus, e a colaboração de irmãos mais experiêntes no assunto, os próximos artigos trarão mais luz, e mais saber teológico, sobre este tema tão rico, e valioso.

O objetivo do presente volume [Livro de Oração Comum Brasileiro] é servir de suporte à devoção pessoal e ao culto comunitário de fiéis e comunidades que se intitulam Anglicanas, e de outras denominações protestantes, que nele encontrem apoio para uma forma organizada de culto.

O Livro de Oração Comum Brasileiro é herdeiro de uma rica tradição da Reforma Inglesa do século dezesseis, particularmente do gênio do Arcebispo de Cantuária Thomas Cranmer, com edições em 1549 e 1552. A edição revisada de 1662 se tornou um padrão litúrgico e doutrinário ("lex orandi; lex credendi"), com o qual se identifica esse volume, além de subsídios oriundos de outras Províncias da Comunhão Anglicana.

Todas as Igrejas de uma ou de outra forma são litúrgicas. A beleza da liturgia cristã se fundamenta, principalmente, em três princípios: (1) ela deve ser cristocêntrica; (2) ela deve ser racional; (3) ela deve ser solene.

O que apresentamos aqui, reúne estes três elementos: a exaltação a Cristo é vista em cada Ordem de Culto, pois Ele é o motivo de tudo o que aqui está exposto. Temos um culto racional, elaborado de tal forma que tanto os Ministros quanto os fiéis sentir-se-ão amparados por uma liturgia elaborada com ordem e decência, como acumulação da adoração da Igreja ao longo dos séculos. E, por fim, a solenidade da liturgia deve levar o adorador à experiência do encontro com Deus. Só há solenidade verdadeira se há um encontro com Cristo.

A liturgia sistematizada, expressando a Sã Doutrina, não engessa a adoração e nem inibe o espontâneo e o inculturado. Além do que, para muitos dos ritos, apresentamos uma diversidade de propostas e modelos.

Este manual apresenta várias ordens para a Oração Matutina, Oração Vespertina, o Ofício do Meio Dia ou das Completas, os Ofícios Eucarísticos ou Santa Comunhão, o Lecionário, e tantos outros recursos que podem ser utilizados como modelos: Batismo, Confirmação, Matrimônio, Ministério aos Enfermos, Funeral, Ordenação e devoções diárias para indivíduos e famílias.

Agradecemos ao Senhor da Igreja que nos permitiu colocar este trabalho ao serviço do povo de Deus no Brasil.

A Jesus Cristo, Senhor nosso, seja toda a honra e a glória!

Recife, dezembro de 2008.

Custódios do Livro Padrão:
Rev. Côn. Manoel Severino Moraes de Almeida
Vigário Geral

Rev. Virgílio Cezar H. P. Torres
Honoris Causa

Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

Leitura: Salmo
O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.
Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.
A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos. Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie


Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org

Deus não Abandona seus Filhos

Rev. Charles Spurgeon



"Pois o SENHOR não rejeitará o seu povo, nem desamparará a sua herança." Salmo 94:14


Não, Deus sequer abandonará a um só deles. Os homens abandonam, mas Deus não, pois Sua eleição é imutável, e seu amor é eterno. Ninguém pode encontrar uma só pessoa a quem Deus tenha desamparado depois de ter revelado-se a ela de forma salvadora.


O Salmo menciona essa grandíssima verdade para dar ânimo ao coração do afligido. O Senhor disciplina aos Seus, porem, nunca os desampara. Nossa instrução é o resultado da dupla obra da lei e da vara, e o fruto dessa instrução é uma quietude de espírito e uma sobriedade de mente, das quais procede o descanso. Os ímpios são deixados sozinhos até que é cavada a fossa em que se afundarão e sumirão; mas os piedosos são enviados à escola afim que sejam preparados para seu glorioso destino no futuro mais adiante. O juízo retornará e terminará sua obra sobre os rebeldes, mas igualmente retornará para defender aos sinceros e aos piedosos. Por essa razão, podemos suportar a vara da disciplina com calma submissão, pois não significa para nós ira, mas antes, amor.


"Deus pode castigar e corrigir
Porem, não pode jamais abandonar;
Pode em fidelidade repreender, 
Porem, nunca deixar de amar"

Fonte: Projeto Spurgeon