terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

COMO SUPORTAR AS PROVAÇÕES (Tiago 1.2–12) - PARTE III

por John MacArhtur  
Tradução: Thiago Mancini  
passando pela prova
     “Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações;
     Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência.
     Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.
     E, se algum de vós tem falta de sabedoria, Peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada.
     Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte.
     Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa.
     O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos.
     Mas glorie – se o irmão abatido na sua exaltação,
     E o rico em seu abatimento; porque ele passará como a flor da erva.
     Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em seus caminhos.
     Bem – aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.”
(Tg 1.2 – 12).



     Abra sua bíblia em Tiago capítulo 1 aonde nós temos olhado para a questão de transformar os problemas em triunfos. Tiago capítulo 1, nós temos olhado através do versículo 2 até o versículo 12, me permita ler este texto para você, Tiago 1.2 – 12:

     “Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações;
     Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência.
     Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.
     E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser–lhe–á dada.
     Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte.
     Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa.
     O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos.
     Mas glorie – se o irmão abatido na sua exaltação,
     E o rico em seu abatimento; porque ele passará como a flor da erva.
     Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em seus caminhos.
     Bem-aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.”  (Tg 1.2 – 12).


     É um acontecimento comum encontrar pessoas que pensam que elas são cristãs ou que pensam que elas eram cristãs, que sentem que estavam salvas, que acreditam que conheciam a Deus, e que acreditam que em algum ponto de suas vidas elas fizeram uma decisão ou alguma espécie de comprometimento que lhes assegurou a posição de cristãos... até... até que alguma dificuldade muito severa se levantou na sua vida, até que ela foi exposta a algum desafio, a alguma provação, a alguma sobrecarga insuportável que expôs o fato de que esta pessoa, na verdade, nunca foi cristã.

     A fé desta pessoa foi testada através das provações e esta pessoa foi encontrada morta na fé, com uma fé não – salvadora. Ao invés de encontrar recursos e conforto em Deus e nas Escrituras através das provações, estas pessoas abandonam a Deus.

     Este é um acontecimento comum. Felizmente, as provações fazem a pessoa despertar para a sua verdadeira condição espiritual, e é essencial na vida cristã ser despertado para o seu verdadeiro estado espiritual; mas tragicamente muitas pessoas se afastam do que uma vez confessaram.

     Através da epístola de Tiago, Tiago está preocupado sobre este problema. Tiago está preocupado sobre a fé viva, a fé real. Tiago está preocupado sobre o verdadeiro cristianismo, sobre a salvação genuína.

     E do começo ao fim da epístola de Tiago, Tiago dá uma série de testes que revelam o caráter verdadeiro da fé de uma pessoa.

     É o tipo real de fé que salva, ou é uma espécie de uma farsa de uma fé morta que não salva? Através de toda a epístola de Tiago existem testes para a fé verdadeira, e francamente, dentro da conjuntura da igreja, dentro da conjuntura do Cristianismo, não existe um assunto mais importante.

     Nós precisamos ser capazes de reconhecer a nossa verdadeira condição espiritual, reconhecer a nossa fé e discernir se é uma fé viva ou se é uma fé morta.

     Agora, como eu disse, existe um número de testes que Tiago dá, mas o primeiro teste que ele dá é como o cristão responde às provações.

     O versículo 12 diz que quando uma pessoa persevera na provação, isto é perseverar na fé, perseverar na confiança em Deus, perseverar na confiança em Jesus Cristo; quando a pessoa persevera na provação, se agarrando em Deus, se agarrando em Cristo, de modo inabalável em sua fé, ele foi aprovado e é ele quem vai receber a coroa que é a vida eterna. Aquela coroa prometida para todos que verdadeiramente e genuinamente amam o Senhor.

     “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.” (Tg 1.12) – (ARA).

     O primeiro teste, então que Tiago traz até nós é o teste da fé genuína que vem através das provações.
     Volte por um momento para o Evangelho Segundo Lucas, capítulo 8, aonde uma declaração muito familiar é feita por nosso Senhor neste contexto. Nós temos ouvido isto em mais algum lugar, mais precisamente no Evangelho Segundo Mateus.

     Mas em Lucas 8.13, Jesus descreve um certo tipo de pessoa que escuta o Evangelho e que diz no versículo 13 que é como se a semente do Evangelho tivesse caído em um solo rochoso:

     “A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, crêem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam.” (Lc 8.13).
                                                                                                                                         

     Existem certas pessoas que são como um solo rochoso, um solo cheio de rochas.

     Há uma respostas inicial, uma reação inicial que é positiva, uma fé inicial: “A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria...”  (Lc 8.13a).

     Mas estes não tem raiz: “... estes não têm raiz, crêem apenas por algum tempo e  [ ...e aqui é que está a questão... ], na hora da provação [ em tempos de teste, em tempos de tentação, em tempos de provação... ], se desviam.” (Lc 8.13).

     Agora, você está muito familiarizado com isto. Jesus contou a parábola sobre os tipos de solo e disse que existe um tipo de solo que tem terra rasa na superfície, mas que por baixo da superfície é um solo rochoso.

     E então, quando a semente é plantada, e começa a crescer em direção ao sol e receber a água que está disponível, e logo cedo as raízes vão para baixo, e batem na rocha, as raízes não podem receber mais água e eventualmente o sol vai queimar a planta que está acima do solo até ela murchar e morrer. [ ver Lucas 8.4 – 15 ].

     Isto é realmente uma ilustração ou uma imagem das provações escaldantes que sobrevêm à nossa vida. Existem determinados momentos na nossa vida quando nós enfrentamos estes tipos de provações, e eles se tornam significativamente, Jesus diz, um teste para nós... em tempos de provação, ou o tempo de teste.

     Tempo é “kairós”, e não “chronos”, você fala sobre um cronômetro, isto é, alguma coisa que conta o tempo cronológico, ou o tempo sequencial em um relógio ou em um cronômetro.

     Não estamos falando sobre isto. Estamos falando sobre “kairoswhich” que é um evento, ou uma temporada, ou uma época, ou uma circunstância, ou um tempo destinado, ou um momento de oportunidade.

     Lá vem estes tipos de vezes e um alarido daqueles tempos de provação, ou tentação ou teste, eles se desviam. Isto não significa que uma vez eles pertenceram a Deus e que agora não pertencem mais a Deus.
    
     Isto não é verdade. Eles nunca deram frutos, e fruto é uma evidência de que verdadeiramente pertenceram a Deus. Eles simplesmente fizeram algum tipo de afirmação de fé superficial que não durou, por que não poderia sobreviver às provações.
     Elas são como aqueles de I Timóteo 4.1 que apostataram da fé.

     “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios.” (I Tm 4.1).

     Estes mesmos tipos de pessoas são descritas em I João 2.19.

     “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos.” (I Jo 2.19).

     O mesmo tipo de pessoa está em Hebreus capítulo 3. Em Hebreus 3, estas pessoas que apostataram da fé depois de terem sido expostas ao Evangelho. O mesmo tipo de pessoa também está em Hebreus 6 que tendo percorrido todo o caminho da plena revelação do Evangelho apostata da fé e é impossível para eles serem renovados para o arrependimento.

     “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová -los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia.

     Porque a terra que absorve a chuva que freqüentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada recebe bênção da parte de Deus; mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada.” (Hb 6.4 – 8).

     Estes textos não se referem aos cristãos verdadeiros, mas àqueles que fazem uma profissão de fé superficial, mas quando a provação vem para testar a sua fé, ele apostata da fé por que não suporta a provação.
     A semente em Lucas 8, encontra um pouco de terra na superfície mas não a quantidade de terra suficiente para criar raízes. Então, a ideia aqui é que simplesmente nunca houve nenhuma raíz, nunca houve uma absorção substancial.

     A união... a união imaginária com o solo era apenas aparente, e nunca houve na verdade um relacionamento verdadeira entre a somente e a terra. De modo que quando o sol chega, a planta murcha até morrer.

     Agora, Tiago sabe que o Senhor ensinou isto. Tiago, você se lembra, é o irmão do Senhor, mencionado como seu irmão no décimo terceiro capítulo do Evangelho segundo Lucas nos versículo 55 e 56. [1].
     Então, quando Tiago começa a epístola, com uma série de testes da fé viva, ele começa com a questão das provações sabendo que Jesus tornou o assunto das provações em algo muito importante. O versículo 3 chama isto de o teste da sua... o quê?... da sua fé. As provações sempre testam a sua fé.

     Escute o que eu vou dizer agora, é muito importante. As provações não podem destruir a fé verdadeira. Você escutou isto? As provações não podem destruir a fé verdadeira por que a fé verdadeira é um dom de Deus e a verdadeira fé salvadora é para sempre.

     Nós estamos seguros por que Deus nos deu uma fé inabalável. Isto foi ilustrado por Jó que disse: “Ainda que ele me mate, nele esperarei.” (Jó 13.15).

     As provações não podem destruir a fé verdadeira. Mas embora não possam destruir, as provações podem testar a fé verdadeira. E as provações vão revelar a fé morta.

     Tiago, então, está preocupado para testar a genuinidade de nossa fé no que concerne à provações. E Tiago no diz que a fé verdadeira, versículo 3, perdura. E mais abaixo no versículo 12, ele diz que a fé verdadeira persevera... duas palavras que realmente identificam a mesma coisa.

     A fé verdadeira não pode ser destruída pelas provações, a fé verdadeira perdura, a fé verdadeira persevera mesmo através das provações. Esta é a natureza da fé verdadeira.

     Então, trazendo provações nas nossas vidas, Deus não está destruindo a nossa fé, Deus está manifestando a nossa fé. Eu creio que uma das coisas mais encorajadoras na vida de um crente, e é claro que à medida que eu envelheço eu passo mais por isto, é que você tem na vida provação depois de provação depois de provação.

     Quando eu era criança eu sofri um terrível acidente de carro, 17 anos de idade ou 18 anos de idade e eu fui jogado para fora de um carro a 75 milhas por horas     (aproximadamente 120 km por hora), e eu quase morri, além de diversas outras vezes em que a morte passou perto.
    
     Eu me recordo de cair de um precipício uma vez e ficar pendurado por uma raíz até que eu fui ajudado a sair desta situação, o que quase me custou a vida. Aconteceram algumas vezes no oceano quando eu fiz coisas ridículas enquanto estava navegando e você pode realizar que foi somente pela providência fortuita de Deus que você encontra ar na profundidade de uma onda na qual você não deveria estar envolvido com ela.

     E você caminha através da vida e você enfrenta os problemas com os seus filhos, e tão bem quanto você saiba, um tumor cerebral no nosso filho, Mark, e um acidente que quase custou a vida da minha esposa; e então, recentemente atravessando uma situação difícil quando por algumas horas eu estive praticamente morto, de acordo com os doutores.

     E você enfrenta todas estas provações da vida e você ainda por cima perde as pessoas que você ama. No último ano, a minha irmã estava morrendo por causa do câncer, e poucas semanas atrás minha mãe morreu. E você enfrenta provação, depois de provação, depois de provação e nunca na vida de um verdadeiro crente estas provações podem destruir a fé deste crente. Tudo o que estas provações fazem na vida do crente é expor a realidade da fé verdadeira.

     E eu posso dizer honestamente a você que eu... quanto mais eu vivo, mais provações eu enfrento, e não apenas as minhas provações pessoais, mas as provações que eu enfrento como pastor da igreja, as vezes em que tem havido assaltos na igreja, ou assaltos contra o meu caráter, ou ataques pessoais contra mim, ou o compartilhar do carregar as cargas de outras pessoas, o que também é de cortar o coração.

     Quanto mais destas provações você enfrenta mais a sua fé vai se tornando inabalável e mais confiante você se torna de que a sua fé é uma fé real.

     Eu suponho que houve um tempo quando eu era jovem, que havia dúvidas. Você sabe, as vezes você pergunta a uma pessoa jovem... Você já convidou a Cristo para entrar na sua vida? E eles vão dizer: “Sim, 25 vezes... ou 50 vezes... ou ainda, eu faço isto todo o tempo, por que eu só quero estar seguro.” Eu não quero mais fazer isto, e você que é maduro no Senhor também não quer. A sua fé já tem sido testada o suficiente de modo que você sabe do que você é feito.

     E você sabe que não é a sua própria mixórdia, você sabe que a sua fé é dom de Deus, certo? O tipo de fé que Deus dá é o tipo de fé que perdura nos testes. E quanto mais esta fé é testada pelas provações, mais esta fé é comprovada; e quanto mais esta fé é comprovada, mais confiança você desfruta nesta fé de modo que a sua esperança se torna mais forte.

     A fé verdadeira vai perseverar, não importa o que aconteça. A fé verdadeira é provada e é testada em cada caso.

     Tendo dito isto, isto não nos divorcia de estarmos envolvidos em provações, nos divorcia? Ainda é uma batalha aqui não é? Você não pode abandonar o Senhor, você não pode abandonar a sua confiança no Evangelho, você não pode simplesmente abandonar tudo e mergulhar no pecado como se Deus houvesse desapontado você tão severamente que você está como que abandonando a Deus pelo pecado para ver como Deus reage. Não... isto não significa que, mas eu vou te dizer isto, quando você enfrenta provações existem algumas coisas que você precisa fazer para ganhar algo de bom das provações que Deus tem permitido na sua vida.

     Eu tenho visto verdadeiros cristãos enfrentarem provações. A sua fé permanece intacta, mas as suas atitudes certamente não. Você tem notado isto?

     E então, Tiago é muito instrutivo nesta parte de abertura do capítulo 1 por que ele nos diz como suportar a provação. A nossa fé vai resistir ao teste, e vai ser revelada pelas provações se é uma fé verdadeira ou não. E eu me congratulo nisto e você deveria congratular – se também por que isto é muito, muito importante e uma confiança maravilhosa saber que você é genuinamente de Deus, que você tem uma fé genuína e verdadeira fé salvadora que tem sido testada nas mais severas circunstâncias.

     Mas ao mesmo tempo, a sua fé está resistindo aos testes, que é mínima, no nível de sobrevivência. Mas o desejo de Deus não é que apenas que a sua fé sobreviva, mas que o teste se torne um ponto muito claro do seu progresso espiritual... e que ao invés de segurar as unhas com os dentes cerrados, você caminhe através dos testes e das provações triunfantemente. Para fazer isto muitas coisas são necessárias, e nós estamos olhando para estas coisas.

     Número um é uma atitude alegre... número um é uma atitude. Versículo 2: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações.” Considerar com toda a alegria, pura, sem mistura, total e absoluta.

     Você diz: “Isto não é normal!”. Você está certo, isto não é normal, mas é um mandamento.

     Alegrai – vos... com que frequência o apóstolo Paulo diz para os filipenses se alegrarem?... com que frequência?... sempre, e caso você não tenha percebido isto, novamente eu digo se alegre... todo o tempo, todo o tempo, todo o tempo.

     “Alegrai – vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai – vos.” (Fp 4.4).

     Os cristãos deveriam ter uma incessante atitude de alegria. Isto não significa que você deve andar por aí igual a um bobo com um sorriso de orelha a orelha todo o tempo, isto não é real.

     Mas há uma confiança profunda, uma paz profunda, uma tranquilidade profunda e uma emoção profunda e uma gratitude antecipada que não pode ser tocada nem mesmo na superfície por nenhuma experiência.

     Você deveria enfrentar as provações com uma atitude alegre.

     Em segundo lugar, nós vimos no versículo 3, que deveríamos enfrentar as provações com um entendimento mental. “sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.” (Tg 1.3).

     Você tem que entender o que é que Deus está fazendo. Deus está produzindo perseverança através das provações. Isto é, perseverança, que é o poder da permanência. É um tremendo benefício por que a vida segue acumulando provações, provações e provações, de modo que a fé precisa aprender a ser perseverante.

     Se aproxime das suas tribulações com uma atitude alegre e com um entendimento metal, “sabendo”... versículo 3, é a palavra chave... “sabendo” o que é que este teste da sua fé está produzindo. Está tornando você mais forte e mais capaz de perseverar.

     Em terceiro lugar, nós dissemos que a maneira correta de se aproximar das provações é ter uma vontade submissa... ter uma vontade submissa. Você sabe o que é que está acontecendo, Deus está produzindo algum a coisa.

     Então, no versículo 4: “Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.” Isto quer dizer que as provações vão trazer a você maturidade espiritual. Então, tenha uma vontade submissa.

     Através das provações nós somos levados à maturidade espiritual.

     Eu fui lembrado nesta manhã por Dick Mayhue que Joni Eareckson Tada escreveu um livro chamado When God Weeps (Quando Deus Chora). E quando ela escreveu isto ela me perguntou se eu iria colocar junto alguns... alguns pensamentos para um apêndice aonde as Escrituras dizem sobre o que é que Deus está fazendo no nosso sofrimento.

     E naquele apêndice eu escrevi, “Descobrir a mão de Deus em tempos de provação e de dificuldade é realmente uma descoberta da Palavra de Deus.” Você nunca vai entender o que é que Deus está fazendo até você olhar para a Palavra onde existe uma miríade de versículos da Palavra de Deus que vão revelar para nós esta perfeição sobre a qual fala o versículo 4, esta completude, este resultado perfeito, esta falta de nada que o Senhor está tentando efetuar em nós através das provações.
    
     À medida que as provações vêm, elas produzem perseverança. Quando nós permitimos desfrutar da provisão de Deus no meio da provação, o ganho da perseverança tem um resultado cada vez mais perfeito e que nos torna cada vez mais maduros à imagem de Jesus Cristo.
     Bem, à medida que eu olhava para a lista que estava naquele apêndice, eu não lembrei de tudo isto, mas estas são as coisas que eu disse que Deus está fazendo para nos aperfeiçoar no sofrimento. E aqui estão apenas alguns.

     “O sofrimento é utilizado para aumentar a nossa consciência do poder sustentador de Deus a quem devemos o nosso sustento. Deus utiliza o sofrimento para nos refinar, nos fortalecer e nos impedir de cair. O sofrimento permite que a vida de Cristo seja manifesta em nossa carne mortal e nos permite compartilhar do Seu sofrimento.

     O sofrimento nos fali, nos drena de todos os recursos humanos e nos torna mais dependentes de Deus. O sofrimento nos comunica a mente de Cristo a se despojar de Si mesmo e se tornar um servo e se curvar às necessidades dos outros.

     O sofrimento nos ensina que Deus está mais preocupado com o nosso caráter do que está preocupado com o nosso conforto. O sofrimento nos ensina que o maior bem da vida cristã não é a ausência de dor; mas sim a presença da maturidade espiritual, ou a perfeição.

     O sofrimento pode servir de lição de Deus pelos nossos pecados e pela nossa rebelião. O sofrimento nos ensina obediência e auto – controle quando vem em forma de correção.”

     “O sofrimento é uma forma voluntária de demonstrar o amor de Deus pelo        auto – sacrifício pessoal. O sofrimento é uma parte inevitável da luta contra a nossa natureza caída e contra o pecado que está em nós.

     O sofrimento é uma parte da luta contra o mundo maligno e contra Satanás e os demônios e as pessoas malignas. O sofrimento é parte da luta para o avanço do Reino de Deus. O sofrimento é parte da luta para a proclamação do Evangelho.

     O sofrimento é parte da luta contra a injustiça. O sofrimento é parte da luta para elevar o nome de Cristo. O sofrimento indica como os justos são capazes de compartilhar os sofrimentos de Cristo.

     O sofrimento produz perseverança e a perseverança produz uma       recompensa eterna. O sofrimento força o amor mútuo e a ministração e a administração dos nossos dons para o bem comum. O sofrimento nos faz socorrer uns aos outros.”

     “O sofrimento, então, ata os cristãos juntos em um propósito comum. O sofrimento produz discernimento, que produz conhecimento, entendimento, e nos permite compartilhar o que temos aprendido e entendido com outros.

     Através do sofrimento, Deus é capaz de obter o nosso espírito quebrantado e contrito que Ele deseja. O sofrimento causa a nossa disciplina mental nos fazendo focar a nossa esperança na graça de Jesus Cristo que há de ser revelada.

     Em outras palavras, o sofrimento torna o céu ainda mais maravilhoso e nos faz antecipá-lo com uma quantidade ainda maior de alegria. O sofrimento nos ensina a contar os nossos dias de maneira sábia para que possamos nos apresentar a Deus com um coração sábio.

     O sofrimento é às vezes parte de alcançar os perdidos com a mensagem do Evangelho. O sofrimento nos permite nos tornarmos fortes o suficiente para superarmos a fraqueza.

     Deus deseja a verdade no mais íntimo e no mais profundo de uma forma que Ele atinge através do sofrimento. O sofrimento nesta vida vai ser recompensado na vida por vir. O sofrimento é sempre relacionado com uma grande quantidade de graça.

     O sofrimento nos ensina a dar graças em tempos de angústia e a apreciar os tempos em que não sofremos. O sofrimento aumenta a fé. O sofrimento permite que Deus manifeste o Seu cuidado.” E eu poderia dizer bem mais.

     Você precisa entender isto. É por isto que Tiago diz no versículo 3 que você precisa saber o que é que está acontecendo aqui. E então, no versículo 4, você precisa deixar isto acontecer.

     “sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.” (Tg 1.3 – 4).

     Então, com qual abordagem nós deveríamos suportar as nossas provações? Com uma atitude alegre, com um entendimento mental, com uma vontade submissa, e número quatro, nós vamos para o versículo 5, um coração crente.

     E nós fomos através disto na última vez, apenas brevemente para mencionar isto a você. “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser–lhe–á concedida.” (Tg 1.5).

     Isto simplesmente significa que Deus não diz: “Bem, você quer sabedoria, você quer, bem, Eu vou dar a você exatamente o que você merece, aqui vai uma pequena gota de sabedoria e uma ralha junto com ela.” Não. Deus nos dá sabedoria generosamente e nunca nos reprova no processo.

     Agora, há uma condição, no versículo 6.

     “Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos.” (Tg 1.6 – 8).

     Tal pessoa que é de ânimo dobre, como nós falamos sobre isto, ânimo dobre, instável, que nas palavras dos Salmos 12.2 tem um coração duplo, não vai receber nada do Senhor. Ele não vai até Deus com dúvidas e disputas, questionando a Deus, desafiando a Deus, dizendo para Deus que estaria melhor se fizesse o que quisesse fazer ao invés de seguir as escolhas de Deus. Você não vai receber o alívio do seu sofrimento até que você confie completamente em Deus.

     Mas quando você confia completamente em Deus, quando você vai não como o duvidoso que vacila entra a dúvida e a fé, ele é instável, instável em todos os seus caminhos. Mas aqueles que vêm com uma fé verdadeira e pedem por sabedoria para entender as provações vai receber a sabedoria.

     Agora, já que nós como que terminamos este ponto, eu quero adicionar uma nota de rodapé à tudo isto.

     Você deve estar se perguntando a seguinte questão... de que maneira Deus  entrega esta sabedoria? Resposta: em primeiro lugar, através das Escrituras.

     Como eu mencionei a um momento atrás, um entendimento daquilo que Deus está realizando no seu sofrimento é um entendimento baseado nas Escrituras por que arranjado desta forma, e eu dei à vocês uma longa lista de coisas que as Escrituras dizem que as provações tem a tendência de cumprir.

     Então, a primeira coisa que acontece é quando você pede a Deus por sabedoria no meio da sua provação, e você está tentando descobrir por que isto está acontecendo e o que é que está acontecendo e você não entende isto e você não consegue se agarrar a isto, e você vai a Deus e você pede sabedoria a Deus, você está para ser direcionado de volta para a Palavra de Deus.

     Em primeiro lugar, as respostas que você precisa vêm da Escritura. Em segundo lugar, as respostas que você precisa vão vir através das circunstâncias... as respostas que você precisa vão vir através das circunstâncias.

     Pode ser a instrução de um professor, pode ser a instrução de um amigo, pode ser a maneira de Deus providencialmente ordenar as circunstâncias da vida até que você diga... Aha, eu vejo por que isto está acontecendo, olhe para isto, olhe para o que tem acontecido, olhe o rumo que as coisas estão tomando...como Deus começa a trabalhar providencialmente no mundo ao seu redor e entre as pessoas que tocam a sua vida.

     Agora, finalmente e aqui é aonde concluímos isto, as provações são um teste da verdadeira fé. Nós não apenas vamos enfrentar as provações e sobreviver, nós queremos enfrentar as provações triunfantemente. E enfrentar as provações triunfantemente requer uma atitude alegre, um entendimento mental, uma vontade submissa, um coração crente, e finalmente, um espírito humilde... um espírito humilde.

     E obviamente isto é essencial. Eu quero dizer, uma das coisas que Deus está fazendo no seu sofrimento é humilhar você. Mas olhe para o versículo 9 até o versículo 11.

     “Mas glorie – se o irmão abatido na sua exaltação, e o rico, em seu abatimento, porque ele passará como a flor da erva. Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em seus caminhos.” (Tg 1.9 – 11).

     É interessante como Tiago apenas escreve aqui, e algumas pessoas podem pensar que estas coisas não estão relacionadas, mas é por que no versículo 12, ele volta para a questão do sofrimento.

     “Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.”  (Tg 1.12).

     Portanto, isto está englobado neste contexto. [ ver Tiago 1.9 – 10 ]. E então, Tiago passa a descrever como o vento seca a grama e as flores o que é uma figura das riquezas terrenas. [ ver Tiago 1.11 ].

     Mas o denominador comum aqui no versículo 9 é a humildade, no caso do homem pobre e humilhação no caso do rico no versículo 10.

     Esta discussão é fascinante, a propósito, fascinante. Há um outro mandamento aqui, e o mandamento vem no versículo 9: “O irmão, porém, de condição humilde      glorie – se na sua dignidade.”

     Este é o irmão, alguns textos dizem, de grau baixo, o irmão humilde. Esta é uma pessoa pobre, que está em baixo na escala econômica, que está embaixo no gráfico de prestígio.

     Tipicamente, na Igreja, não existem muitas pessoas nobres, não muitos nobres, como I Coríntios diz. E estes crentes particulares que estavam espalhados por todo lugar, o versículo diz à respeito deles: “Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que se encontram na Dispersão, saudações.” (Tg 1.1).

     Eles eram vítimas da perseguição. Eles foram despojados dos bens. Eles sofreram privações. Eles foram vítimas de racismo e de intolerância religiosa.

     Aos longos do capítulo 5, os ricos são condenados. No capítulo 5 e versículo 1 os ricos são condenados e uma das razões no versículo 4 é por que a oração dos trabalhadores que trabalhavam nos campos e que tiveram o pago retido nos campos estava clamando.

     “Atendei, agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras, que vos sobrevirão.” (Tg 5.1).

     “Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido com fraude está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetraram até aos ouvidos do Senhor dos Exércitos.” (Tg 5.4).

     Os ricos não estavam... não estavam pagando aos pobres que trabalhavam para eles. Os ricos estavam defraudando os pobres. E então, no versículo 6, eles condenaram e executaram  o justo.

     “tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência.”    (Tg 5.6).

     Os ricos eram culpados deste tipo de coisa contra as pessoas pobres, somente para ressaltar que a pobreza na dispersão, que os judeus dispersos, particularmente os judeus crentes, realmente eles eram tipicamente pobres. Eles não podiam encontrar o caminho dentro da Comunidade Judaica por serem chamados pelo nome de Cristo. a Comunidade Gentílica não os queriam também por que eles pertenciam a Cristo e não tinha nada a ver com o Paganismo Gentílico.

     Eles eram os pobres, do grego “tapeinos”, literalmente a palavra para pobres. E Tiago lhes disse para se gloriarem... a palavra aqui é “kauchaomai”, que significa vanglória, mas é a alegria ou a vanglória de um orgulho legítimo.

     Você pode não ter nada no mundo, nada mesmo, mas tudo bem. Que o irmão destas circunstâncias humildes se alegre e se regozije na sua alta posição. Ele pode não ter nada no mundo, mas ele tem uma alta posição com Deus. Ele pode ser a escória do mundo, ele pode ser, como o apóstolo Paulo chama isto, a escória do mundo; mas mesmo assim ele pode se alegrar por que o seu estado espiritual é de exaltação.

     Que ele se alegre nisto... literalmente é dito, que ele se exalte... e nós poderíamos colocar entre parêntesis, que em Cristo, ele é exaltado. Ele pode estar faminto, mas ele tem o pão da vida. Ele pode estar sedento, mas ele bebe a água da vida. Ele pode ser pobre, mas ele tem a verdadeira riqueza. Ele pode ser posto de lado pelos homens, mas ele é recebido por Deus.

     E então, ele pode aceitar suas privações, sua humilhação humana, sua solidão e se alegrar. Ele não precisa de mais nada. A sua posição perante Deus é suficiente, é suficiente.

     Em Romanos capítulo 8 você tem uma declaração muito similar feita no       versículo 17, dizendo que nós somos filhos de Deus, então seus herdeiros também, herdeiros de Deus e co – herdeiros com Cristo, se de fato sofrermos com Ele nós também seremos glorificados com Ele.

     “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e  co – herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.” (Rm 8.17).

     Então, o apóstolo Paulo diz no versículo 18 que não considera o sofrimento do presente merecedor de ser comparado com a glória a ser revelada no futuro.

     “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.” (Rm 8.18).

     Ou seja, de bom grado nós sofremos, conhecendo a glória que está por vir. Nós temos uma herança reservada para nós no céu, reservada para nós lá, uma herança que não se desvanece.

     Então, ele diz que se você é pobre, você é humilhado socialmente e você é humilhado economicamente. Aceitar esta humilhação por causa da pobreza é uma provação de vida curta, por que é apenas para esta vida. E aqueles que são pobres, mas em Cristo tem a esperança da vida eterna são ricos.
     Em outras palavras, não corra atrás da alegria deste mundo, e você nunca vai ser desapontado. Se você está procurando pela alegria nas circunstâncias da vida, você nunca terá a verdadeira alegria. Se você anexar alegria às possessões terrenas, a qualquer status econômico terreno, você perdeu o ponto. Aceite sua humilhação, é bom para você, mantém o seu foco aonde deve estar e torna as realidades espirituais e todas as riquezas eternas mais preciosas.

     Agora o homem rico, ele tem um problema diferente. “O irmão, porém, de condição humilde glorie – se na sua dignidade, e o rico, na sua insignificância, porque ele passará como a flor da erva.” (Lc 1.9 – 10).

     A maioria das pessoas ricas estão muito preocupadas com a possibilidade de perder as suas riquezas. Mas que o irmão rico se regozije quando estiver pobre. Que o rico se regozije quando o mercado de ações quebrar. Que ele se regozije quando ele perder tudo por que ele não deveria ter nenhum orgulho das suas possessões, e de qualquer forma não deveria ter nenhuma esperança na sua posição. Que ele se regozije quando for humilhado por que a humildade é bom para a vida espiritual.
    
     Havia algumas pessoas ricas na igreja primitiva. Aqueles que eram ricos tinham que suportar um certo estigma. Você sabe, o tipo de vida das pessoas ricas espera pessoas ricas, você tem notado isto? Eles realmente não estão confortáveis com a ralé, o resto de nós.

     Mas você sabe, a igreja apenas rompe com tudo isto. E se você está em Cristo você está como que preso com não muitos nobres, nem muitos poderosos, as coisas vis deste mundo, as coisas comuns, apenas nós, pessoas simples. Há uma certa quantidade de humilhação nisto. Os ricos estão, portanto, misturados na vida, juntamente com as pessoas pobres.

     E você sabe o que acontece? O pobre necessita de muito do quê eles têm. E se eles realmente honram a Cristo, eles estão dispostos a compartilhar isto. Então, os ricos, mesmo que eles pudessem, de um ponto de vista terreno, ter uma certa quantidade de prestígio, uma vez que eles vão à Cristo, eles pertencem à família de Deus, e há uma certa quantidade de humilhação com as pessoas com as quais eles tem que se associar.

     Bem, que o rico se regozije nisto, diz Tiago. Que o rico se regozije nas suas humilhações. Que o pobre se regozije nas suas humilhações. Que todos se regozijem nas suas humilhações por que o caminho para a maturidade espiritual é estritamente através do processo da humilhação.

     O homem pobre pode se regozijar por que a sua fé em Cristo o eleva acima das provações e ele contempla a glória da sua posição em Cristo. O homem pobre que não possui absolutamente nada é humilhado na vida social e é humilhado na vida econômica e é humilhado na vida em termos de qualquer tipo de prestígio, que ele... que ele se eleve a grandes alturas por que ele contempla que ele é de fato o filho de Deus que é rico além de qualquer descrição. É só que ele ainda não recebeu a sua herança.

     E a fé faz uma coisa igualmente abençoada para o irmão rico. Deus o preenche com o Espírito de Cristo. Isto o coloca juntamente com o mais baixo e humilde e lhe dá um espírito de quebrantamento e de humildade.

     Então, como o irmão pobre esquece toda a sua pobreza terrena, o irmão rico esquece toda a sua riqueza terrena e os dois se dão conta que são iguais em Cristo. A humildade verdadeira aceita os pobres e os ricos. De qualquer maneira, não se ate muito fortemente ao que você tem e não viva a sua vida tentando ter o que você não pode.
  
     Para enfatizar como tudo nesta vida é temporário, Tiago dá uma ilustração. No fim do versículo 10 ele diz que todas as riquezas terrenas da pessoa rica passarão como uma planta: “... porque ele passará como a flor da erva.”; e as pessoas ricas, Tiago não está falando aqui espiritualmente sobre as pessoas ricas, “por que a pessoa rica vai perder tudo, todas as suas coisas terrenas.” No versículo 11 Tiago diz: “Porque o sol se levanta com seu ardente calor, e a erva seca, e a sua flor cai, e desaparece a formosura do seu aspecto; assim também se murchará o rico em seus caminhos.”

     Todas estas coisas são muito temporárias. Se você não perde isto aqui, você vai perder quando você sair daqui. Existem algumas flores em Israel, e Israel é um lugar realmente quente, que elas apenas florescem e desaparecem.

     Tipicamente a anêmona e todos os outros ramalhetes de flores, incluindo os lírios que crescem lá, eles como que chegam em fevereiro e eles são literalmente queimados em Maio. Todos eles sabem disto. Tudo vai ser queimado.

     Tiago está dizendo que você só precisa ser humilde através de tudo isto, você só precisa aceitar que Deus está no processo de tornar você mais humilde, e quanto mais humilde você é, menos dependente de você mesmo você se torna, mais manso então você é, mais parecido com Cristo então você é. Tiago, pelo jeito, tem muito mais a dizer sobre os ricos e sobre as riquezas que nós não temos tempo para falar.

     Então, aqui está o primeiro teste de Tiago. É um teste da fé verdadeira. Se você é realmente um cristão, você vai sobreviver às provações. A provação pode ser a perda de um emprego. A provação pode ser uma ofensa pessoal por alguém na igreja. A provação pode ser um affair da esposa. A provação pode ser o marido que abandona a família. A provação pode ser uma enfermidade no coração, pode ser um câncer ou pode ser qualquer outra doença. A provação pode ser uma criança que nasce com uma severa deficiência e morre. A provação pode ser um adolescente que é morto em um acidente de carro.

     A provação pode ser como a jovem com a qual eu falei esta semana, Gladys Staines, eu falei para vocês sobre ela. Eu liguei para ela e tive uma conversa incrível com ela. Muito difícil de imaginar. Ela é uma missionária na Índia e no dia 24 de Janeiro, o marido dela, Graham, e os seus dois meninos, um de 10 anos e um de 6 anos, foram para um passeio de pai e filho em um lugar muito simples com cabanas de barro.

     Eles tinham um pequeno tipo de Jipe com vagão aonde eles dormiam por que não havia acomodações. E então, durante o dia, eles tinham atividades e ministérios. Uma turba de Hindus indisciplinados e rebeldes, derramou gasolina no carro e os queimaram vivos e os incineraram.

     Eu estava falando com a Gladys sobre isto, justamente esta semana. Eu disse o seguinte: “Qual é a sua resposta à tudo isto?”. E ela respondeu da seguinte maneira: “Bem, eu não estou com raiva, eu só estou triste.”

     Eu disse: “Bem, como você enxerga o futuro agora?”. “Oh,” ela disse: “Eu nunca vou entreter o pensamento de abandonar. Eu só tenho que pegar o trabalho do meu marido e continuar fazer este trabalho.”

     Fé inabalável. E então eu disse para ela: “Bem, Gladys, eu posso fazer à você uma pergunta pessoal? Eu gostaria de alguns conselhos para transmitir às pessoa jovens, o que você diria à uma pessoa jovem que está se preparando nos dias de hoje para ir ao campo missionário?”.

     Instantaneamente ela disse: “Em primeiro lugar, esteja muito seguro e muito certo do seu chamado... esteja muito seguro e muito certo do seu chamado. Em segundo lugar, esteja disposto a dar a sua vida.” Ela me disse isto poucos dias depois de sua família ser queimada viva.

     Você diria que ela passou no teste da fé? Eu diria que ela passou no teste. Você não pode destruir a fé salvadora com as provações. Tudo o que você pode fazer é manifestar o seu caráter.

     E aqui há um triunfo em falar com esta mulher, no meio de tudo isto, uma atitude alegre, um entendimento mental, uma compreensão completa da obra de Deus, uma vontade submissa, ela vai permanecer se ela e sua filha de 13 anos de idade tiverem que dar as suas vidas.

     Um coração crente, eu estou seguro de que ela tem estado perante o Senhor incessantemente desde então, pedindo por sabedoria, para resolver tudo isto. E ela disse:

     “Você sabe, nós estamos administrando um leprosário aqui tanto quanto pregando o Evangelho e trabalhando com estas pessoas que viajam, nós somos os único missionários na área. Não há ninguém mais para cuidar dos leprosos neste lugar. E eu não sei todas as coisas que o meu marido fazia, então eu estou lá tentando aprender tudo e pedindo sabedoria a Deus.”

     Acredite em mim, ela estava pedindo sem vacilar certo? E a coisa que tanto me tocou foi a humildade dela. Ela literalmente dobrou os seus joelhos diante dos propósitos de Deus.

     Marinheiros costumam dizer que os ventos transversais são os mais seguros para entrar no porto. George Whitefield disse: “Todas as provações são para dois finais, que nós estejamos mais familiarizados com o Senhor Jesus e mais familiarizados com o nosso próprio coração.” Isto não é bom?

     O Cardeal Richelieu morreu em 1642, ele uma vez disse isto, e eu o cito, “Uma pessoa virtuosa e bem disposta é como o bom metal, quanto mais é levado ao fogo, mais é refinado; quanto mais oposição sobre, mais ele está aprovado. Os males podem tentá-lo e tocá-lo mas nunca vai imprimir nele nenhum selo falso.”

     Ella Wheeler Wilcox escreveu de volta na virada do século,

     “Eu não vou duvidar, apesar de todos os meus navios no mar irem à deriva, casa com mastros quebrados e velas; Vou acreditar que na mão que nunca falha, De parecendo mal pratica o bem para mim; E apesar de eu chorar porque essas velas são agredidas,  Ainda vou chorar, enquanto as minhas melhores esperanças caem quebradas, Eu confio em Ti.

     Eu não vou duvidar, apesar de todas as minhas orações regressarem  sem resposta do imóvel e branco terreno acima;  Vou acreditar que é um amor todo – sábio que se recusou à essas coisas para as quais eu anseio;  E embora às vezes eu não posso me manter de luto,  No entanto, o puro ardor da minha crença continua queimando.

     Eu não vou duvidar, embora tristezas caem como chuva,  E problemas enxameiam como abelhas e cerquem de uma colméia;  Vou acreditar nas alturas para as quais eu me esforço , São e só chegou pela angústia e pela dor;  E embora eu gema e trema com os meus cruzamentos,  Eu ainda verei, através de minhas severas perdas,  O maior ganho.

     Eu não vou duvidar; bem ancorada na fé,  Como algum navio firme, minha alma enfrenta cada vendaval;  Tão forte a sua coragem que não falhará, Para peito do poderoso mar desconhecido da Morte.  Oh, eu posso chorar quando partes do corpo com o espírito,  Não duvido, portanto, os mundos escutam e poderão ouvi-lo,  Com o meu último suspiro.”

     O Puritano Joseph Church disse uma vez: “Os sofrimentos não são mais do que pequenas lascas da cruz.” E Deus nunca permitirá que você seja testado acima do que você é... acima do que você é capaz. E sempre com estes testes faz também um meio de escape. [ ver I Coríntios 10.13 ].

     Um dos puritanos chamado Perkins expressou uma atitude no meio das provações que é extremamente desejável para o filho de Deus. Isto é o que ele escreveu.

     “Aqui há uma notável diferença entre o piedoso e o ímpio. Esta diferença vem no sofrimento das provações. O réprobo, a pessoa ímpia, quanto mais o Senhor coloca as mãos sobre ele, mais ele murmura e se rebela contra Deus.

     Os fiéis, quando se sentem sobrecarregados com o pecado, tumultuados com os conflitos de Satanás, quando eles sentem a ira de Deus ofendida contra eles, eles se lançam nos braços misericordiosos de Deus, eles agarram na mão de Deus que os esbofeteia e a beijam.”

     Thomas Watson disse, “Quaisquer que sejam os problemas que os filhos de Deus enfrentem nesta vida, é todo o inferno que ele vai ter.”

     Bem, resumindo tudo isto, as nossas provações deveriam ser doces para nós por causa destas considerações. Existe um Deus todo – poderoso, onisciente, soberano e infinitamente gracioso que sabe tudo sobre as nossas provações.

     Deus tem me dado algumas vezes no passado e está me dando no tempo presente insinuações do Seu amor por mim, tanto por Sua providência quanto por Sua graça, e também através do sofrimento.
     O sofrimento é uma evidência do amor deste Deus, um amor do qual Ele nunca se arrepende e um amor o qual Ele nunca retira, mas um amor que O compele a nos refinar.

     O que quer que aconteça na minha vida então, é o resultado da sua vontade. As minhas aflições são parte do Seu plano. Todas elas são ordenadas em peso, em número e em medida.

     O meu sofrimento não é resultado do azar ou um simples acidente, ou ainda alguma combinação fortuita das circunstâncias, mas a realização dos propósitos soberanos de Deus destinados para responder ao grande propósito, que é a minha maturidade espiritual e a minha semelhança com Cristo.

     Além disto, a minha aflição não vai continuar por um momento a mais que seja do que o momento que Deus tem decidido. E Ele que trouxe isto até mim vai me dar o suporte até à vitória. Então, eu vou me alegrar nas minhas tribulações.

     “Pai, nós te agradecemos por esta noite, pela alegria de considerarmos a Sua Palavra, a Sua verdade, pela claridade com a qual a Palavra de Deus fala de assuntos tão pertinentes que tocam toda a nossa vida. Nos force com esta verdade para termos o que é necessário neste texto... uma atitude alegre, um entendimento metal, uma vontade submissa, e tão crítico e tão essencial, um coração crente e humildade. Produza isto em nós assim como o Senhor utiliza as tribulações para nos tornar parecidos com Cristo, no nome de Cristo. Amém.”


Nota do Tradutor.
[1] Embora do texto mencione que Tiago é mencionado como irmão do Senhor em Lucas 13.55 – 56; na verdade, Tiago é mencionado como irmão do Senhor em Mc 6.3.




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A ALMA CATÓLICA DOS EVANGÉLICOS NO BRASIL

Rev. Augustus Nicodemus Lopes


Os evangélicos no Brasil nunca conseguiram se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos, o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de ver o mundo (“cosmovisão”). O crescimento do número de evangélicos no Brasil é cada vez maior – segundo o IBGE, seremos 40 milhões neste ano de 2006 – mas há várias evidências de que boa parte dos evangélicos não tem conseguido se livrar da herança católica. É um fato que a conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica uma mudança espiritual e moral, mas não significa necessari... mais »

sábado, 23 de janeiro de 2016

Esperança para o Pregador Abatido

Matt McCullough


Pedro pensou que seria um pregador melhor. E você?
Não quero dizer que ele tinha, necessariamente, anseios por glória. Porém, daquilo que sabia que teria que fazer quando estivesse no ministério, ele imaginava que pregação seria a mais fácil. Afinal de contas, foi o que o atraiu primeiramente ao ministério. Ele ama estudar, organizar e se comunicar. Ele ouve Keller e Piper quando corre. Possui as biografias de Spurgeon e Whitefield no seu criado-mudo.
Ao sair do seminário, ele sabia que aconselhamento seria um desafio, que administração seria algo a ser aprendido na prática do dia a dia, que pouco conhecia a respeito de marketing efetivo e que gerenciamento de equipe e voluntários não seria natural no princípio. Entretanto, imaginou que se existia uma coisa que faria bem feito, seria compreender e explicar a Bíblia de uma maneira que engajasse a sua audiência.
E isso é algo bom, pensou, pois a pregação centrada na Bíblia é definitivamente o sangue da igreja. Ele acreditava que valia a pena, se necessário, sacrificar tudo para que a pregação fosse bem. Esse é um custo que Pedro está pagando. Pedro está deixando tudo à sua volta ao léo só para que consiga ter as suas 20 horas de preparação de sermão.
Tudo isso se acumulou em um enorme fardo existencial que cada sermão carrega. Pedro se sente no dever de apresentar algo incrivelmente espetacular a cada pregação para justificar a mediocridade em outras áreas do seu trabalho. Todavia o seus sermões raramente saem espetaculares como ele esperava.
E ainda tem mais. Com base no seu contato pastoral com as pessoas, Pedro está bem ciente do quanto o seu contexto atual é distante de uma sala de aula cheia de seminaristas onde pregou os seus primeiros sermões. Ele já não está mais operando em uma situação teórica. Ele está falando diretamente para vidas em situações reais – pessoas que conhece e ama e que desesperadamente precisam de ajuda. Ele sabe que elas precisam de mais perspectiva em situações difíceis em suas vidas, mais confiança em sua fé de que Jesus é verdadeiro. Elas têm mais urgência sobre seus problemas matrimoniais. Ele sabe que as carências relacionadas às circunstâncias de cada vida são tão grandes e tão específicas que não consegue imaginar como conseguirá dar conta em apenas um sermão. Contudo Pedro está dando tudo de si. Ele leva esse fardo toda a semana em seus estudos e está sobre os seus ombros cada vez que sobe ao púlpito.
Parece familiar?
Independente da extensão que essa descrição descreve como você vê a sua experiência, ela reflete a minha. Mais do que gostaria de admitir, eu tenho sido, de diversas formas, como o Pedro. A tarefa semanal da pregação é um tremendo fardo emocional, intelectual e psicológico que carregamos conosco durante todo o tempo. Uma porção desse fardo se deve a própria natureza da fera. Outra porção advém da fábriva de ídolos que cultivamos dentro de nós. É um fardo complicado e pode ser fatal para a longevidade do nosso ministério.
Onde podemos encontrar a perspectiva necessária para continuar seguindo em frente? Como aprendemos a lidar com o fato de que nenhum sermão jamais vai se equiparar com a profundeza do texto bíblico, com as necessidades do nosso público ou com o ideal que imaginamos para nós mesmos? Como é que entendemos o que significa sucesso quando sabemos que nossa pregação nunca será boa o bastante?
Seguindo João Batista rumo à liberdade
Algum tempo atrás eu passava por uma fase frustrante em relação às minhas pregações concomitantemente à preparação de uma nova séria baseada no Evangelho segundo João. A maneira com a qual o evangelista descreve o ministério de João Batista foi-me incrivelmente útil naquele momento – e é a perspectiva na qual tenho buscando progredir desde então. Existem três locais onde o ministério de João Batista aparece e, em cada situação, há uma mensagem que precisamos caso queiramos pregar com confiança, liberdade e alegria.
1. “Eu não sou o Cristo” (João 1.19-28)
A primeira vez que ouvimos a voz de João Batista foi quando os sacerdotes e levitas vêm de Jerusalém para testemunhar bem de perto o seu ministério. O evangelista não se preocupa em tomar muito espaço com diversos detalhes a respeito do estilo de João Batista e de sua popularidade, porém considerando a forma que os demais autores bíblicos o descreveram não é difícil de imaginar o que esses líderes judeus esperavam encontrar.
Em essência, eles vem perguntando: Quem você pensa que é? Eles certamente ouviram a respeito do seu modo despojado de se vestir, sua dieta estranha e suas chocantes declarações. Eles certamente esperavam um cara cheio de si. Contudo as respostas de João falavam somente sobre quem ele não era: “Eu não sou o Cristo” (João 1.20).
João Batista não está tentando proteger a si mesmo e assim desviar a atenção. Ele não é um Obi Wan em um gesto evasivo, dizendo “esses não são os androides que vocês procuram”. Ele logo, logo entregará a sua própria vida. Porém, aqui, não quer falar de si mesmo porque sabe e tem amor pelo fato de que ele não é o ponto importante. Ele não é a solução. Ele não é o herói. Ele não pode salvar ninguém. Ele não é quem você estava procurando. E ele não apenas aceita essa realidade, mas a incorpora.
Há um grande senso de liberdade para nós, pregadores, à medida que também incorporamos tal realidade. Não há dúvida de que os nossos sermões nunca serão capazes de dar ao nosso público o que ele realmente precisa. Graças a Deus, eu não sou o Cristo.
Obviamente, é essencial que suportemos junstamente os fardos do nosso povo. É inevitável que carreguemos tais fardos até nossos púlpitos. Porém não cabe a nós e aos nossos sermões aliviarem as pessoas dos seus fardos. Somente o Cristo pode fazer isso, e é precisamente isso o que ele veio fazer.
Considere fazer esta oração à medida em que você se prepara para dirigir-se ao seu povo nesta semana:
Obrigado Pai por ter lhes dado – e também a mim – um Salvador maior do que eu poderia ser. Obrigado por Jesus, o qual concluiu a sua obra, e pelo seu Espírito, o qual sabe como aplicá-la a nós.
2. “Que ele cresça e que eu diminua” (João 3.22-30)
A próxima vez que ouvimos a respeito de João, o cenário é em algum lugar afastado da Judéia, um lugar onde há abundância de água. Jesus e os seus discípulos estão nessa área realizando batismos, e João estava próximo fazendo a mesma coisa.
O diálogo começa com os seguidores de João aproximando-se com preocupações deveras humanas. Eles se preocupam com o fato de que o ministério de João está sendo ofuscado por Jesus. Jesus era totalmente desconhecido até que João falasse abertamente quem ele era, eles insinuam, mas olha o que está acontecendo agora. O discurso exagerado deles demonstra claramente a sua frustração: “...todos lhe saem ao encontro” (João 3.26).
A resposta de João oferece uma explicação esclarecedora sobre nosso alvo como pregadores. Ela flui diretamente do fato que nós não somos o Cristo de ninguém. A nossa tarefa é apontar as pessoas para aquele que salva e então sair da jogada.
A metáfora que João usa com os seus amigos ainda hoje fala poderosamente.  Ele fala sobre o noivo (que é Jesus), a noiva (que é o seu povo) e o amigo do noivo (esse é João Batista). “O que tem a noiva é o noivo”, diz João. Todavia o amigo do noivo não é invejoso. Ele buscava apresentar o noivo, e não por uma noiva para si. Ele buscava elevar a imagem do seu amigo, e ele se enche de alegria quando a sua obra é concluída (João 3.29).
Por um lado, o ministério de João – a obra da sua vida – está se esvaindo. Em questão de meses, ele terá a sua cabeça servida numa bandeja. E ele certamente consegue perceber os sinais disso. Porém, longe de cair em desespero, ele afirma: “esta alegria já se cumpriu em mim” (João 3.29). Ele encara anonimato e morte com alegria, pois o seu alvo de vida e ministério tinha um foco e estava cumprido: “...que ele cresça e que eu diminua” (João 3.30).
Não é libertador para o ministério de um pregador um manifesto como esse? Por um tempo mantive essa frase em uma nota adesiva no computador em que preparo os meus sermões – justamente onde sofro com desapontamentos sobre sermões que não são o que eu desejava que fossem, onde sou tentado a escrever aquilo que me enaltecerá. É bom ser criativo, perceptivo, intenso e engajante. Todavia no fim de tudo, há uma questão que devemos perguntar sobre os nossos sermões, uma forma de medir a sua eficácia: “a beleza de Jesus está acessível?”
Senhor, ajude-me a crer que a coisa mais importante sobre mim é o Jesus ao qual proclamo. A minha única glória é dele, compartilhada comigo como um presente, porque sou um com ele.
3. “Tudo quanto disse a respeito deste era verdade” (João 10:40-42)
A última referência a João Batista no Evangelho de João aparece no capítulo 10. Ele já havia sido executado naquele momento, e Jesus veio a uma localização onde João havia realizado boa parte de seu ministério. Muitos que ouviram João pregando agora encontravam Jesus por si mesmos. Aqui está a conclusão deles: “Realmente, João não fez nenhum sinal, porém tudo quanto disse a respeito deste era verdade” (João 10.41).
Que tal isso como epitáfio? Você gostaria?
Imaginemos que isso fosse dito de Pedro, o nosso pregador abatido:
“Sabe, eu ouvi vários pregadores muito mais cativantes. Alguns outros eram mais engraçados, mais provocativos e memoráveis. Pedro não fez nenhum sinal. No entanto, tudo o que ele disse em relação a Jesus era verdade. Nós o vimos por nós mesmos.”
Esse é o epitáfio que queremos, irmãos. E pela graça de Deus, enquanto formos fiéis à sua Palavra, isso está ao alcance de todos nós. Sendo assim, lancemos fora os nossos medos, as nossas inseguranças, os nossos desapontamentos – e sigamos adiante.
Pai, quando eu pregar, guia-me na verdade. Proteja-me do erro. Mostra-lhes que Jesus é verdadeiro. Que eles provem da beleza dele...
Tradução: Paulo Santos
Revisão: Vinícius Musselman Pimentel
Fonte: http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/863/Esperanca_para_o_Pregador_Abatido

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Razões por que eu sou dizimista

Pb. André Sanches – IP Bela Jerusalém

Razão 1 – A Bíblia não me proíbe de ser dizimista
Não existe qualquer proibição na palavra de Deus que condene alguém por contribuir com 10% de seus ganhos para a obra de Deus. Se não existe proibição a essa prática e, que eu saiba, ela não fere qualquer mandamento, por que eu não poderia ser dizimista e contribuir com a obra de Deus?

Razão 2 – A Bíblia não obriga ninguém a nada, a lei do amor é maior
No corpo de Cristo ninguém é obrigado a nada. Não sou obrigado a amar, não sou obrigado a perdoar, não sou obrigado a contribuir. Porém, sabemos, os discípulos (verdadeiros) do Senhor devem gerar certos frutos bons em suas vidas (Mateus 12:33). Não me parece ter bons frutos uma pessoa que não ama, que não perdoa, que não contribui para a obra com o que é e o que tem. A lei do amor é muito superior a lei da obrigação, pois a lei do amor faz muito mais e vai muito além. Parece-me bem claro que foi isso que ocorreu com os crentes da Macedônia, elogiados por Paulo: “Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos” (2 Coríntios 8:3-4). Enquanto alguns hoje em dia tem pedido para não fazer nada, para fazer menos, eles pediam para contribuir até mesmo acima de suas posses.

Razão 3 – Se Deus me deu condições para ser dizimista por que não serei?
Se eu posso ser dizimista, reconheço eu, não é por minha própria força, mas pela força e graça de Deus sobre a minha vida, conforme me ensina em Deuteronômio 8:17-18 “Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê”. Dessa forma, tendo eu possibilidades dadas por Deus de contribuir para a obra, por que não o faria? Que motivo justo e sustentável diante de Deus eu teria para não o fazer?

Razão 4 – Não vou fazer menos do que os servos de Deus fizeram no passado
Se Deus tem me dado condições, por que razão eu contribuiria menos do que os servos de Deus que traziam seus dízimos no passado, na aliança imperfeita da Lei? Agora estou debaixo de uma aliança superior, a aliança da graça de Cristo, sendo assim, eu teria que ter um ótimo e justificável motivo para fazer menos pela obra do Senhor e não pecar com isso, mas ainda não encontrei qualquer motivo plausível que me justifique fazer menos do que eles fizeram.

Razão 5 – É minha obrigação cooperar com a obra de Deus
A obra de Deus, e quando falo obra de Deus estou falando da verdadeira obra de Deus e não da obra que os aproveitadores tem feito por aí, deve ter a minha colaboração (1 Coríntios 3:9). É isso que a Bíblia nos ensina. A Obra de Deus que o corpo de Cristo faz nesse mundo é bem ampla e cabe ao corpo de Cristo prover todos os recursos, tanto os morais, quanto os financeiros e outros, para que a obra seja feita. Por isso, sou dizimista fiel, fazendo aquilo que está em minhas mãos fazer, fazendo a minha parte. Não fazendo menos do que eu posso, o que seria um erro. Aliás, sempre que posso faço como a igreja primitiva e vou além de 10%, tento fazer o que Deus me deu condições para fazer (não falo isso para me gabar, apenas para mostrar que não existem limites para contribuirmos com a obra em todos os sentidos possíveis, inclusive financeiros).

Razão 6 – Não posso fazer menos do que posso, pois estaria pecando
Se Deus me deu condições, se posso ser um dizimista fiel e não faço isso, qual seria o motivo? Seria um motivo justo? Eu posso muito bem pecar por ser avarento quando posso contribuir e não o faço apenas para, de forma egoísta, reter algo que eu poderia disponibilizar para o bem da obra. Posso ser também omisso, quando tiro meu corpo fora como se não tivesse qualquer responsabilidade com a obra de Deus, não só financeiramente, mas também em outros sentidos. Posso pecar por falta de amor, em não estender minhas mãos aos necessitados para reter cada vez mais para mim mesmo. Posso pecar também por ser um mal administrador e não usar corretamente os recursos que Deus me dá. Enfim, os pecados de quem não faz a sua parte podem ser diversos.

Razão 7 – Minha igreja aplica os recursos no reino
Eu não sou do tipo que contribuo para a obra e fecho os olhos. É importante saber se realmente a contribuição está sendo aplicada no reino de Deus. Minha igreja faz isso, presta contas, e assim posso verificar onde estão sendo aplicados os recursos e participar disso ativamente. Vendo essa retidão, e considerando os outros pontos que expus, tenho motivação suficiente para manter minha prática e, pela graça de Deus, pela prosperidade que Deus pode me dar, fazer ainda muito mais pela obra em todos os sentidos, me envolvendo de verdade na obra com 100% do meu ser e não apenas com meu bolso.


domingo, 17 de janeiro de 2016

6 INIMIGOS FATAIS DO CASAMENTO

O seguinte texto foi compartilhado por Tim Challies via Facebook, ontem. O texto é de 2014 (original aqui), mas ele continua bastante pertinente. Espero que Deus abençoe grandemente a nossa vida por meio desta leitura.

Que Deus seja glorificado.

O casamento está sob ataque. O casamento sempre esteve sob ataque. O mundo, a carne e o diabo são todos fortemente opostos ao casamento, e especialmente a casamentos que são distintamente cristãos. O casamento, afinal, é dado por Deus para fortalecer seu povo e para glorificar a Si mesmo; não é de se admirar, então, por que ele é constantemente um grande campo de batalha.
Recentemente, eu tenho pensado sobre alguns dos principais inimigos do casamento cristão e, de fato, os principais inimigos que eu tenho visto rastejar para atacar o meu próprio casamento. Aqui estão 6 inimigos fatais do casamento e, em particular, do casamento cristão.

1)    Negligência do Fundamento

O inimigo do casamento que merece estar no topo da lista é este: negligenciar o fundamento - negligenciar o fundamento bíblico. A Bíblia claramente mostra que o casamento é uma instituição decretada por Deus e uma instituição tem seu significado em glorificar a Deus por mostrar algo sobre Ele. O grande mistério do casamento é que o relacionamento pactual de marido e esposa é um retrato do relacionamento pactual de Cristo e Sua igreja. O casamento é de Deus, sobre Deus, para Deus, e por Deus, então, nós corremos o risco de negligenciar a Deus. É apenas quando o fundamento bíblico está em seu devido lugar que nós somos aptos a entender corretamente como um marido e uma esposa devem se relacionar, como eles devem assumir seus papéis distintos, e como eles devem buscar trazer glória a Deus tanto individualmente quanto como um casal. Construir o casamento sobre outro fundamento qualquer é negligenciar a rocha a fim de construir sobre a areia.

2)    Negligência da Oração

A oração é nossa corda salva-vidas, o meio pelo qual nós louvamos a Deus, expressamos nossa gratidão, confessamos nosso pecado, e clamamos por ajuda. O casal que ora junto está confessando diante de Deus que eles são dependentes dEle, que eles são incapazes de prosperarem sem Ele. A oração privada é essencial para a vida cristã, e orar como um casal é essencial para o casamento cristão. Aqui, ajoelhados ao lado da cama ou assentados próximo à lareira, o marido e a esposa encontram-se com o Senhor juntos, louvando-O por Sua graça e benignidade, confessando os seus pecados contra Ele e contra um ao outro, e clamando por Sua sabedoria e ajuda. Quando a oração cessa, o casal está indiretamente proclamando que eles podem sobreviver e prosperar por eles próprios, que eles não precisam da assistência contínua de Deus, momento após momento. A falta de oração é um grande inimigo do casamento.

3)   Negligência da Comunhão

Outro grande inimigo do casamento é a ausência de comunhão - comunhão com a igreja local. Satanás ama quando ele pode compelir um indivíduo a se afastar da igreja; quão melhor quando ele pode afastar um casal ou uma família inteira. Quando um casal de marido e mulher abandonam a igreja, ou mesmo quando "empurram com a barriga" para fazer o mínimo, eles estão deixando o lugar em que eles devem aprender o modelo do casamento sadio, onde eles são capazes de adorar lado a lado, juntos, onde eles encontrarão amigos com os quais eles podem expor o seu casamento e então ver e diagnosticar as suas lutas. O casamento floresce no contexto da igreja local e murcha fora dela. 

4)    Negligência da Comunicação

Da mesma maneira que Satanás quer que um casal pare de se comunicar com Deus pela oração, ele também quer que o casal pare de se comunicar um com o outro. A comunicação livre, aberta e regular é a chave para qualquer relacionamento, e em nenhum mais que no casamento. Quando um casal é capaz e disposto a se comunicar, eles são capazes de admitir e lidarem com as dificuldades, eles são capazes de compartilhar tanto as alegrias quanto as tristezas que são inevitáveis em uma vida vivida em conjunto. Muitos casais param de se comunicar, ou talvez eles nunca aprenderam a fazê-lo. Ao invés de lidarem com as dificuldades, eles permitem que elas permaneçam, para apodrecer, e se tornarem tóxicas. A comunicação é a chave do casamento saudável, e a falta de comunicação é um inimigo perigoso.

5)    Negligência dos Interesses Compartilhados

Quando um casal está namorando é raro para eles encontrar que eles não possuem nada em comum, que eles têm poucos interesses em comum. Mas à medida que o tempo passa, ao passo que eles se tornam marido e mulher e estão estabelecidos na vida normal, eles podem tão facilmente cair em suas rotinas separadas. Agora eles vivem sozinhos juntos, duas pessoas carregando as suas vidas separadas sob o mesmo teto. Interesses compartilhados motivam tempo compartilhado, conversa compartilhada, paixão compartilhada. Isto pode ser umhobby, pode ser uma atividade, pode até mesmo ser um programa de televisão, mas isto precisa ser algo. A negligência de interesses compartilhados é um grande inimigo para um casamento saudável.

6)    Negligência do Sexo

Deus foi bom em providenciar o curioso e misterioso presente do sexo a fim de unir um marido e sua esposa juntos de uma maneira única. Sexo é o "Super Bonder" de um casamento saudável, e ainda assim muitos casais nunca estão longe de negligenciá-lo, seja substituindo-o por pornografia, ou por qualquer outra coisa. A Bíblia determina que marido e esposa sempre mantenham o relacionamento sexual, exceto em pouquíssimas circunstâncias - com acordo mútuo, por um curto período de tempo, a fim de se concentrarem na oração. Há momentos inevitáveis quando nada parece mais difícil que buscar o relacionamento sexual e nada parece mais fácil que negligenciá-lo, mas negligenciar o sexo é diretamente desobecer a Deus. Negligenciar o sexo é desprezar um dos maiores e indispensáveis dons de Deus.

Se Satanás não pode destruir um casamento, ele irá pelo menos lutar para enfraquecê-lo. Negligenciar qualquer uma dessas 6 coisas é convidar a sua presença e dar boas-vindas à sua influência.

Fonte: http://gqlgeracaoquelamba.blogspot.com.br/2016/01/6-inimigos-fatais-do-casamento.html


MINUTO MISSIONÁRIO MOSSORÓ 17/01/15

"Se nós, que vivemos nesse tempo, não alcançarmos a nossa geração com a semente do Evangelho, então fracassamos na Missão que a nós foi confiada."(Autor não conhecido) Pense nisto* *bom dia no amor do senhor Jesus Até breve Minha Gente!. Atenção quer ajudar a plantar IPBs no Sertão? Entre em Contato com a AGÊNCIA MISSIONÁRIA MACEDÔNIA


Faculdade de R.R. Soares fecha as portas e culpa o governo (Faltou determinar ou decretar, não foi? kkkkkkk)

Cíntia Alves Jornal GGN – A Faculdade do Povo (FAPSP), criada em 2009 para ofertar cursos na área de Comunicação, fechou as portas no final de 2015 alegando inviabilidade financeira, gerando a demissão de todo o quadro de funcionários e a transferência forçada de seus 430 alunos. De acordo com a instituição, o “grande vilão” da história foi o programa de financiamento estudantil Fies, cuja mudança de diretriz para suportar o contingenciamento dos gastos da União acabou reduzindo o número de beneficiados. A FAPSP era mantida pela Associação Educacional e Assistencial Graça de De... mais » em Blog da Rô - Mulheres Sábias