terça-feira, 13 de setembro de 2016

JESUS E A VIAGEM PARA A FELICIDADE - PARTE 1

viagem para felicidade jesus

Exposição em Filipenses 3.1, por John Piper 

Tradução: Thiago Mancini

     “ Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor. Não me aborreço de escrever – vos as mesmas coisas, e é segurança para vós. ” (Fp 3.1)

Parte I – Como você define a Alegria?

     À medida em que começamos esta série de exposições sobre a alegria na carta do apóstolo Paulo aos Filipenses, parece-me que provavelmente nós deveríamos começar com uma definição de alegria.
     As definições são simples descrições da maneira como as pessoas usam as palavras. As palavras não possuem definições intrínsecas. As palavras recebem definições através das maneiras pelas quais são usadas pelas pessoas.



     Quando eu digo que eu desejo definir a alegria para vocês, eu estou perguntando, a respeito de qual alegria nós estamos falando ou sobre qual  uso da palavra nós estamos falando?
     Eu quero dizer alegria, assim como o apóstolo Paulo utiliza a palavra alegria nas cartas paulinas, e particularmente no livro de Filipenses. Eu não estou apenas perguntando sobre o significado da palavra alegria em geral.
     Eu estou falando sobre a alegria cristã, assim como o apóstolo Paulo a descreve.
     Então, deixem-me dar a vocês a minha definição de alegria, e depois separá-la e tomar uma parte de cada vez:


A alegria cristã é um bom sentimento na alma,
 produzido pelo Espírito Santo,
como o Espírito Santo nos faz ver a beleza de Cristo na Palavra e no mundo. 

Um Bom Sentimento 

     A alegria cristã é um bom sentimento. Por dizer que a alegria cristã é um bom sentimento eu quero dizer que a alegria cristã não é uma ideia. Não é uma convicção. Não é uma persuasão ou uma decisão. É um sentimento. Ou – eu utilizo as palavras alternadamente aqui – uma emoção.
    
     Uma das marcas da diferença entre uma ideia e uma emoção ou sentimento é que diferente das ideias você não tem controle imediato sobre os seus sentimentos ou sobre as suas emoções. Você não pode, por exemplo, estalar o seu dedo e decidir sentir alguma coisa.
     Por exemplo, digamos que você vai acampar. Você acorda, e há uma silhueta gigante de um urso fora da sua tenda, um urso pardo. O urso parece faminto. Você não vai dizer: “Agora, me deixe pensar sobre isto. Há um urso. Os ursos são grandes. Os ursos são perigosos. Conclusão: Eu deveria sentir medo aqui, então agora eu vou decidir ter medo.”
     As emoções não funcionam desta forma. O pensamento funciona assim, mas o sentimento não. Isto acontece com você, o que significa que a Bíblia está cheia de mandamentos para fazermos coisas que estão imediatamente fora do nosso controle fazer – mandamentos para se alegrar, sentir medo, ser grato, ser compassivo.
     Uma das razões pelas quais eu sou o tipo de cristão que eu sou, com a teologia que eu tenho, é que eu sei que a Bíblia requer de mim certas coisas que, de mim mesmo eu não posso produzir imediatamente pelo meu próprio poder. Eu estou caído. Eu sou pecador. E ainda assim eu sei que deveria estar sentindo as emoções que a Bíblia espera que eu sinta. Eu sei que eu sou culpado.
     Santo Agostinho disse: “Pai, concede – me o que ordenas e ordena – me o que queres.” Santo Agostinho sabia que Deus o ordenou sentir certas emoções, que ele não poderia fazer acontecer por si próprio. Então ele orou, Oh Deus, se o Senhor vai me mandar estas coisas, me conceda que o Senhor me daria quando me mandar.
     Então, a primeira parte desta definição é que a alegria é um bom sentimento.

Na Alma
     A segunda parte da minha definição é que a alegria é um bom sentimento na alma. E por isto, eu estou chamando a atenção para o fato de a alegria não estar no corpo.
     A alma, a parte imaterial da minha personalidade, experimenta alegria. E o corpo pode sentir os efeitos disto. Eu posso sentir borboletas no meu estômago¹. Eu posso ter uma mola no meu passo². Pode haver lágrimas de alegria rolando pela minha face. Todavia, nenhum destes efeitos no meu corpo é a própria alegria. Eles são todos distintos da alegria verdadeira.
     O corpo é um produto químico composto de músculos e de nervos. É feito de elétrons, átomos e moléculas. E quando estas moléculas se movem, o movimento das moléculas não é um evento moral. O corpo não tem certo e errado.

     Eu posso movimentar o meu braço para frente e para trás sem nenhum significado moral, até que pelo meu próprio desejo ou pela minha própria emoção eu diga ao meu braço para bater em alguém. Então, a ação que não tinha nenhum significado moral, passa a ser uma ação ruim. Ou então eu posso dizer aos meus braços para abraçarem alguém em necessidade. E então, a ação de movimentar o meu braço para frente e para trás que não tinha nenhum significado moral, passa a ser uma ação boa. A minha alma comunica virtudes, certas ou erradas, para as partes físicas da minha vida.
     E claramente a Bíblia diz que é um direito do homem se alegrar em Deus. Ou, que é errado estar ansioso, à respeito de uma situação. Há certo e errado nestas emoções, e estas emoções precedem os movimentos corporais que seguem. Os sentimentos são movimentos da alma.
Produzido Pelo Espírito
     
 A terceira parte da definição é que estes movimentos da alma são produzidos pelo Espírito Santo, o que é muito claro por que eu não posso fazer estas coisas acontecerem.
     Elas são chamadas de fruto do Espírito Santo. O fruto do Espírito Santo é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gl 5.22 – 23).
     Portanto, a alegria da minha alma transbordante em Deus, vem do trabalho do Espírito Santo.

A Visão de Jesus
     A quarta parte da definição é que o Espírito Santo realiza este trabalho, não de modo mágico sem que a minha mente esteja envolvida, mas me fazendo ver a glória e a beleza de Jesus Cristo.
     Em Filipenses 3.1 está escrito, “Alegrai – vos no Senhor”. Como é que você se alegra no Senhor, se você não sabe nada sobre o Senhor? Como é que você se alegra no Senhor se você não está vendo coisas sobre o Senhor que causam alegria no seu coração? Este é o trabalho do Espírito Santo.
     O Espírito Santo não apenas vira a chave, e você se alegra de qualquer forma, sem nenhum conteúdo mental.
     O Espírito Santo é dado, de acordo com Jo 16.14 para glorificar a Jesus Cristo, o que significa que o Espírito Santo abre os olhos do meu coração para ver a beleza de Cristo.
     Quando eu vejo a Cristo em tudo o que Cristo está fazendo, e em tudo o que Cristo é, então o meu coração transborda de alegria nEle.
     O Espírito Santo gera o fruto da alegria nos fazendo ver a beleza de Cristo.

Na Palavra e no Mundo
     A última parte da definição é que nós vemos a Cristo na Palavra e no mundo. É óbvio que o lugar mais autoritário e claro aonde nós podemos ver a beleza de Cristo na Palavra, é na Bíblia.
     E é por isto que o Espírito Santo inspirou a Palavra, para que nós pudéssemos ler a Palavra, e conhecer a Cristo. O Espírito Santo nos concede olhos para ver as belezas de Jesus que se chamam a alegria do coração.
     Não é apenas na Palavra que nós vemos a Cristo. Nós vemos a Cristo em seus dons e nas pessoas. Nós vemos a Cristo em seus dons da natureza. Nós vemos a Cristo em seus dons de alimento e em todas as coisas boas que o nosso Pai que está nos céus nos concede.
     Cada dom de Cristo para nós está destinado a ser a comunicação de alguma coisa do próprio Cristo. Então, nós não somente vemos a Cristo – nós não apenas provamos a Cristo – em sua Palavra, mas também em suas obras.
     Como nós vamos nos ocupar com a alegria nas próximas cinco mensagens no livro de Filipenses, a definição com a qual eu estou trabalhando é que a alegria é um bom sentimento na alma, produzida pelo Espírito Santo, como o Espírito Santo nos faz ver a beleza de Cristo na Palavra e no mundo.
    
     Esta mensagem é a primeira mensagem, de uma série de seis mensagens sobre o tema da alegria no livro de Filipenses. John Piper, vai nos guiar através de um pequeno  estudo sobe como entender a alegria, e nos dedicar à alegria, e então aplicar a alegria em toda a nossa vida.





4 simples razões para batizarmos crianças:

Por Esli Soares Via Ricardo Murilo  por meio dofacebook.com

1) A obviedade: Parece certo insistir que nos tempos do Novo Testamento, as crianças simplesmente eram batizadas. É bastante plausível que boa parte (se não a maioria) das famílias que aceitavam a nova fé, e por isso se batizavam, tinham crianças que eram também introduzidas no cristianismo pelo batismo. Assim é razoável pensar que quando o Texto Sagrado disse que alguém foi batizado juntamente com toda a sua casa, ali se batizaram crianças também. 

2) A antiguidade: É tão possível que nos tempos apostólicos se praticava o batismo infantil que registros dos primeiros séculos do cristianismo tratam disso: 
ORIGENES (185 – 254) disse, “A Igreja recebeu dos Apóstolos o costume de administrar o batismo até mesmo para crianças”. 
HIPÓLITO (? - 235) afirma “...e si batizarão as crianças em primeiro lugar. Todos os que puderem falar por si mesmos, falarão. Enquanto aos que não podem, seus pais falarão por eles ou alguém de sua família. Se batizará em seguida os homens e finalmente as mulheres...”; 
CRISÓSTOMO (347 - 407) “batizamos também as crianças de pouca idade”; 
AGOSTINHO (354 – 430) “desde a circuncisão, que era então o sinal da justificação pela fé, tinha valor também para as crianças, pelo mesmo motivo o batismo desde o momento que foi instituído. (com alterações)” 
Interessante o mais antigo registro contra o batismo de infantes parece ser do herege Pelágio no século V. 

3) A continuidade: Se no antigo modo da Aliança, a circuncisão era símbolo do povo de Deus, que devia ser aplicado, sem demora e sem estorvo, a todo o macho (no 8º dia; Lv 12;3), por que agora o batismo nas águas tendo o mesmo sentido, mas ampliado pela largura da Graça em Cristo, deve ser atrasado? Se os filhos dos cristãos, são também parte do povo de Deus, por que negar-lhes o símbolo? Se a promessa é para a família, que faria a fé obediente, além de batizar o infante? 

4) A objetividade: Em Mt 28;18 a 20, quando o mestre passa a Grande Comissão, inequivocamente afirma a necessidade do sacramento do batismo. Daí segue-se que devem ser batizados todos os que estão sendo ensinados a obedecer tudo o que Cristo ensinou, sendo feitos assim discípulos (literalmente cumprir o ide...). Se os filhos dos cristãos devem ser ensinados na disciplina do Senhor (Ef 6;4), logo devem ser batizados! 

Conclusão: 
O Batismo Cristão não é para a salvação, nem para o perdão de pecados, nem mesmo de arrependimento. Segundo Jesus (Mt 28:19 e 20), o 'batismo, com água, no Nome Tríplice' é marca inicial dos que aderem a Fé Cristã. E para tal, não há referência a quantidade de água e nem a origem ou local dessa água, ou percentual do corpo que deve ser molhado. Bem como não há idade mínima ou máxima para receber o selo (batismo). Nem mesmo a quantidade assimilada dos ensinos de Jesus (poucos ou muitos) é apontada como qualificante! A REGRA dada por Jesus é simples: Feito discípulo, isso é, sendo ensinado a obedecer TUDO o que Cristo mandou, fez e ensinou, este deve receber a marca de iniciação cristã (Batismo, com água, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo). SIMPLES ASSIM, tenha fé, OBEDEÇA! 

Esli Soares 
------------- 
A citação dos ‘Pais da Igreja’ (ponto 2) foi retirada de diversas pesquisas, inclusive via internet, mas confirmada sobre tudo, nas afirmações similares de F. Turretini (Compêndio de Teologia Apologética, 3, XIX, 7, pág. 508,) e de H. Bavinck (Dogmática Reformada, 4, 10, pág. 503).
1) A obviedade: Parece certo insistir que nos tempos do Novo Testamento, as crianças simplesmente eram batizadas. É bastante plausível que boa parte (se não a maioria) das famílias que aceitavam a nova fé, e por isso se batizavam, tinham crianças que eram também introduzidas no cristianismo pelo batismo. Assim é razoável pensar que quando o Texto Sagrado disse que alguém foi batizado juntamente com toda a sua casa, ali se batizaram crianças também.
2) A antiguidade: É tão possível que nos tempos apostólicos se praticava o batismo infantil que registros dos primeiros séculos do cristianismo tratam disso: ORIGENES (185 – 254) disse, “A Igreja recebeu dos Apóstolos o costume de administrar o batismo até mesmo para crianças”. HIPÓLITO (? - 235) afirma “...e si batizarão as crianças em primeiro lugar. Todos os que puderem falar por si mesmos, falarão. Enquanto aos que não podem, seus pais falarão por eles ou alguém de sua família. Se batizará em seguida os homens e finalmente as mulheres...”; CRISÓSTOMO (347 - 407) “batizamos também as crianças de pouca idade”; AGOSTINHO (354 – 430) “desde a circuncisão, que era então o sinal da justificação pela fé, tinha valor também para as crianças, pelo mesmo motivo o batismo desde o momento que foi instituído. (com alterações)” Interessante o mais antigo registro contra o batismo de infantes parece ser do herege Pelágio no século V.
3) A continuidade: Se no antigo modo da Aliança, a circuncisão era símbolo do povo de Deus, que devia ser aplicado, sem demora e sem estorvo, a todo o macho (no 8º dia; Lv 12;3), por que agora o batismo nas águas tendo o mesmo sentido, mas ampliado pela largura da Graça em Cristo, deve ser atrasado? Se os filhos dos cristãos, são também parte do povo de Deus, por que negar-lhes o símbolo? Se a promessa é para a família, que faria a fé obediente, além de batizar o infante?
4) A objetividade: Em Mt 28;18 a 20, quando o mestre passa a Grande Comissão, inequivocamente afirma a necessidade do sacramento do batismo. Daí segue-se que devem ser batizados todos os que estão sendo ensinados a obedecer tudo o que Cristo ensinou, sendo feitos assim discípulos (literalmente cumprir o ide...). Se os filhos dos cristãos devem ser ensinados na disciplina do Senhor (Ef 6;4), logo devem ser batizados!
Conclusão: O Batismo Cristão não é para a salvação, nem para o perdão de pecados, nem mesmo de arrependimento. Segundo Jesus (Mt 28:19 e 20), o 'batismo, com água, no Nome Tríplice' é marca inicial dos que aderem a Fé Cristã. E para tal, não há referência a quantidade de água e nem a origem ou local dessa água, ou percentual do corpo que deve ser molhado. Bem como não há idade mínima ou máxima para receber o selo (batismo). Nem mesmo a quantidade assimilada dos ensinos de Jesus (poucos ou muitos) é apontada como qualificante! A REGRA dada por Jesus é simples: Feito discípulo, isso é, sendo ensinado a obedecer TUDO o que Cristo mandou, fez e ensinou, este deve receber a marca de iniciação cristã (Batismo, com água, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo). SIMPLES ASSIM, tenha fé, OBEDEÇA!
Esli Soares ------------- A citação dos ‘Pais da Igreja’ (ponto 2) foi retirada de diversas pesquisas, inclusive via internet, mas confirmada sobre tudo, nas afirmações similares de F. Turretini (Compêndio de Teologia Apologética, 3, XIX, 7, pág. 508,) e de H. Bavinck (Dogmática Reformada, 4, 10, pág. 503).

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

10 VERDADES BÍBLICAS SOBRE A OBEDIÊNCIA DAS CRIANÇAS


Por John Piper 
Tradução: Thiago Mancini
 
                Dois anos atrás, eu devo ter atingido a espinha dorsal ao escrever o artigo “Pais, Exijam Obediência Dos Seus Filhos.” E este artigo foi um dos artigos mais visitados no nosso site.

            Em vista disto, eu pensei que poderia ser últil ir atrás deste artigo, e dar uma base bíblica mais profunda e mais ampla para criar os filhos com disciplina. O meu palpite: a maioria de nós, os pais, cria os nossos filhos por intuição e por tradição. E isto não é de todo ruim. A paternidade é uma arte, e não uma ciência. E artistas não consultam manuais à medida em que pintam.
Mas as nossas intuições e traduções deveriam ser moldadas pela revelação de Deus. Então, eu penso neste artigo como uma curta lição sobre algumas coisas que Deus revelou na Bíblia que nos dão a base e a orientação para a paternidade. Nós vamos começar com o mais básico.

1. O CASAMENTO  ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER É O PLANO DE DEUS PARA A PROCRIAÇÃO E PARA A EDUCAÇÃO DOS FILHOS

     O pacto do casamento para a vida inteira entre um homem e uma mulher é a ideia original de Deus para a raça humana. Está modelado e enraizado no plano eterno de Deus de redimir a noiva para o Seu Filho – a Igreja.

“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando – se os dois uma só carne.” (Gn2.24).

porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe [e unir–se–á a sua mulher], e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.” (Mc 10.6 – 9).

“Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja.” ( Ef 5.31 – 32 ).

2. O PACTO DE UNIÃO DO CASAMENTO FOI A FORMA QUE DEUS PLANEJOU PARA ENCHER A TERRA COM SERES-HUMANOS QUE DEVERIAM REFLETIR A SUA GLÓRIA PELA SUA FÉ E  PRODUTIVIDADE CRIATIVA.

“E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai–a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.” (Gn 1.28).

3. AS CRIANÇAS NÃO DEVEM SER CONCEBIDAS FORA DO PACTO DO CASAMENTO. POR CAUSA DESTA RAZÃO – E AINDA POR OUTRAS RAZÕES – RELAÇÕES SEXUAIS FORAM PROIBIDAS PARA OS NÃO CASADOS, E O ADULTÉRIO FOI PROIBIDO PARA OS CASADOS.

            Fugir da fornicação sexual:

Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo.” (I Co 6.18).

            Não cometa adultério:

 “Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Rm 13.9).

4. CRIANÇAS SÃO UM DOM DE DEUS; ELAS NÃO SÃO FRUTOS DE NÓS MESMOS.

     Jó nos diz que foi Deus quem lhe deus os seus filhos. O Salmista diz que os nossos filhos são herança do Senhor. E Rute ilustra isto, quando a criança é concebida, dizendo que a concepção é obra de Deus.
e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1.21).
    
Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão.” (Sl 127.3).

Assim, tomou Boaz a Rute, e ela passou a ser sua mulher; coabitou com ela, e o Senhor lhe concedeu que concebesse, e teve um filho.” (Rt 4.13).

5. OS PAIS, PORTANTO, DEVEM SUPRIR AS NECESSIDADES DOS FILHOS

            Os pais devem suprir as necessidades básicas de seus filhos, desde a primeira amamentação no peito até o estabelecimento maduro e autossuficiente.

            Paulo ensina aos pais de Éfeso a alimentar e a criar os seus filhos. Este é o significado básico da palavra grega ektrepho em Efésios 6.4:

“E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai–os na disciplina e na admoestação do Senhor."

            Paulo modelou a função providencial do pai em sua relação com seus filhos espirituais na igreja de Corinto:

 “Eis que, pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco e não vos serei pesado; pois não vou atrás dos vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos.” (II Co 12.14).

6. OS PAIS DEVEM INSTRUIR OS FILHOS NAS HABILIDADES MAIS BÁSICAS DA VIDA CULTURAL, NAS VERDADE SOBRE DEUS E SOBRE A SUA FORMA DE SALVAÇÃO, E O CAMINHO DA SABEDORIA NESTE MUNDO

             “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar–te, e ao levantar–te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.” (Dt 6.6–9).

     “Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos, a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes; para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos.” (Sl 78.5–7).

     “Ouvi, filhos, a instrução do pai e estai atentos para conhecerdes o entendimento; porque vos dou boa doutrina; não deixeis o meu ensino. Quando eu era filho em companhia de meu pai, tenro e único diante de minha mãe, então, ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos e vive.” (Pv 4.1–4).

7. OS PAIS DEVEM DISCIPLINAR OS FILHOS DESOBEDIENTES COM MEDIDAS PROPORCIONAIS E AMOROSAS DE PUNIÇÃO.

     Deus nos ensina através de mandamentos diretos encontrados nas Escrituras.

     “Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá–lo.” (Pv 19.18).

     “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.” (Pv 22.15).

     “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” (Pv 23.13–14).
     “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe.” (Pv 29.15).

     “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.” (Ef 6.4).

     Deus também nos ensina a disciplinar os nossos filhos pelo exemplo aonde nossos pais falharam.

     “Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu.” (I Sm 3.13).

     “Então, Adonias, filho de Hagite, se exaltou e disse: Eu reinarei. Providenciou carros, e cavaleiros, e cinquenta homens que corressem adiante dele. Jamais seu pai o contrariou, dizendo: Por que procedes assim? Além disso, era ele de aparência mui formosa e nascera depois de Absalão.” (I Rs 1.5 – 6).

            E, em terceiro lugar, Deus nos ensina a disciplinar os nossos filhos ao estabelecer para nós o exemplo de disciplinar o seu próprio filho.  E isto é especialmente para pais cristãos, por que Deus já cobriu os pecados de seus filhos pelo sangue de Cristo, mas ainda assim Deus acredita que os filhos precisam de disciplinam na formação de sua fé e de seu caráter.

     “Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da sua repreensão. Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” (Pv 3.11-12).

     “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.” (Ap 3.19).

     “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?
Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos.
     Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.
     Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.” (Hb 12.7–11).

            Ninguém ama a Deus mais do que Deus ama. E ninguém está mais atento à nos disciplinar para o nosso próprio bem do que Deus.

            Todo pai cristão deveria considerar seriamente que quando os nossos filhos estão sob o nosso cuidado, nós somos os representantes de Deus para prepará-los para a disciplina do Pai celestial quando eles não estiverem mais sobre a nossa disciplina. Se os nossos filhos ficarem surpresos ao serem disciplinados por Deus, então o nosso trabalho como pais terá sido incompleto.

8. OS PAIS DEVEM ENCORAJAR OS FILHOS

     Nós recebemos esta instrução através de mandamentos diretos da Bíblia para encorajar os nossos filhos ao invés de desencorajá-los. Os mandamentos vêm em forma negativa de advertência, talvez por que sejamos muito propensos a desanimar os nossos filhos com críticas, e assim sejamos inaptos a elogios autênticos, espontâneos e não manipulados.

     “Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados.” (Cl 3.21).

     “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.” (Ef 6.4).
    
Deus nos dá o seu próprio exemplo paterno de encorajar o seu próprio filho.

     “Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades. Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem.” (Sl 103.10; Sl 103.13).

     “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.” (Is 49.15).

     E o apóstolo Paulo deu a si mesmo como deste tipo de encorajar os filhos:

E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória.” (I Ts 2.11–12).

9. A RESPONSABILIDADE DOS PAIS DE REQUERER OBEDIÊNCIA ESTÁ SUBLINHADA PELA OBRIGAÇÃO QUE DEUS DÁ AOS FILHOS DE OBEDECEREM.

                       Nós vemos isto nos mandamentos bíblicos diretos aos filhos.

Honra teu pai e tua mãe, para que os seus dias se prolonguem na terra que te dá o Senhor teu Deus.” (Ex 20.12 = Dt 5.16; Mt 15.4 = Mc 10.19).

     “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. ” (Ef 6.1–3).

     “Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê–lo é grato diante do Senhor.” (Cl 3.20).

E nós vemos o nosso dever como pais de requerer a obediência de nossos filhos na forma em que as Escrituras indicam aqueles que não obedecem aos seus pais.

E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais.” (Rm 1.28–30).

pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes.” (II Tm 3.2).

     E aos anciãos da Igreja é dito que sejam modelo para as pessoas na vida do lar com filhos submissos.
     “e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito.” (I Tm 3.4).

10. AMBAS AS TAREFAS DA PATERNIDADE – ENCORAJAR E DISCIPLINAR – ESTÃO ENRAIZADAS NO PROPÓSITO DE DEUS PARA QUE A VERDADEIRA FÉ BÍBLICA FLORESÇA QUANDO OS CRISTÃOS ( E OS SEUS FILHOS ) SÃO REGULARMENTE RELEMBRADOS DA BONDADE E DA SEVERIDADE DE DEUS.

Bem! Pela sua incredulidade, foram quebrados; tu, porém, mediante a fé, estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará. Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado.” (Rm 11.20–22).
    
O tipo de temor que devemos cultivar em nós mesmos como cristãos, e em nossos filhos, não é o tipo de medo que faz o escravo se encolher diante do seu senhor, mas um temor reverencial da pessoa que amamos e nos deleitamos em agradar – um temor que desperta quando estamos indo à deriva, e nos envia correndo de volta.

     Este tipo de temor é o princípio da sabedoria: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência.” (Pv 9.10).

          É este tipo de temor que devemos sentir em relação ao Pai que está nos céus:

 “Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação.” (I Pe 1.17).

Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem.” (Sl 103.13).
    
E nós esperamos que os nossos filhos aprendam com a bondosa disciplina paterna de Deus: “Teme ao Senhor, filho meu, e ao rei e não te associes com os revoltosos.” (Pv 24.21).

A Paternidade Bíblia Exige Sacrifício.
    
A paternidade é um chamado muito alto de Deus.
É um dos papéis mais influentes do mundo.
A paternidade deve retratar Deus para os filhos antes que eles saibam como Deus é.
A paternidade molda os filhos profundamente.

A paternidade é a forma pela qual Deus tem concedido que a verdade salvífica se transmita de uma geração para a próxima. E não é fácil, mas é custosa.

A paternidade passiva é fácil, e carrega frutos amargos.

A paternidade fiel demanda sacrifício e abnegação. Não é sucesso garantido. As crianças mais bem criadas e educadas podem se tornar rebeldes.

Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o Senhor é quem fala: Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim.” (Is 1.2).

Esta é uma grande Tristeza; mas ao menos, não é o fruto amargo da negligência paterna.

 Se derrame em oração diante de Deus, e dê o seu coração aos seus filhos. Dê a eles a sua força, e dê a eles também a verdade de Deus. As recompensas vão ser grandes. E você não vai se arrepender disto. 




sábado, 3 de setembro de 2016

CRISTÃO PODE FAZER TATUAGEM?

   POR THIAGO MANCINI


tatoo biblia jesus crente

O cristão pode fazer tatuagem? Tatuagem é pecado? 

É certo ou errado fazer tatuagem? O cristão que marca o corpo com tatuagem está condenado ao inferno? 

O cristão que faz tatuagem “perde” a salvação?

Fazer tatuagem significa fazer uma espécie de “pacto de sangue” com o diabo? 

Existem tatuagens que são permitidas e outras tatuagens que são proibidas?

Se a Bíblia permite que o cristão faça tatuagem, quais circunstâncias devem ser consideradas antes de que o cristão marque o corpo com uma tatuagem?

O que é que a Bíblia diz sobre a questão da tatuagem? 

Deus proíbe que o cristão faça tatuagem? 

Jesus diz alguma coisa sobre a questão da tatuagem?

A BÍBLIA FALA CONTRA A TATUAGEM?

    Embora no estatuto e no regimento interno de algumas denominações evangélicas, seja proibido que o membro marque o corpo sob pena de exclusão da comunhão da igreja e ameaça de herdar o inferno por marcar o corpo; é necessário afirmar que a Bíblia não contém nenhuma proibição sobre a questão da tatuagem; ou seja, o fato é que a Bíblia não proíbe que o cristão faça tatuagem.

A Lei do Antigo Testamento ordena aos israelitas não fazerem marca alguma sobre o corpo:

     “Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o Senhor.” (Lv 19.28)–(ACF).

     “Não façam cortes no corpo por causa dos mortos, nem tatuagens em si mesmos. Eu sou o Senhor.

(Lv 19.28)–(NVI).

     Todavia, a referência aqui é uma referência às tatuagens religiosas que os pagãos faziam no culto à falsos deuses e que identificam o pagão como adorador de um determinado deus.

     Por exemplo, o adorador de Baal tinha como que uma marca ou uma tatuagem que o identificava como adorador de Baal; e assim por diante, cada adorador de determinado deus, era identificado como adorador deste deus através de uma marca ou através de uma tatuagem característica e específica.

     Então, esta ordem aqui de Levítico 19.28 para o judeu não marcar o corpo ou não se tatuar é uma proibição de natureza religiosa para que o judeu não faça tatuagem marcando o corpo com nenhum símbolo de alguma divindade do paganismo; o que seria o mesmo que dizer aos judeus para não adorarem a outros deuses.

     Portanto, em Lv 19.28 não existe nada indicando que um cristão não possa fazer tatuagens, pois Lv 19.28 consiste de uma ordenança divina para que os judeus não imitem os costumes das nações pagãs que feriam e marcavam o corpo em adoração aos mortos. E assim sendo, desta forma, Lv 19.28 não pode se r utilizado para proibir o uso de tatuagem.

     Uma tatuagem pode ser de muitas coisas, pode ser a tatuagem de algum animal como uma borboleta ou um pássaro, pode ser a tatuagem de uma flor, pode ser algum símbolo, pode ser o nome de Deus ou o nome de Jesus, pode ser o nome de alguém da família...

    À vista disto, não possuindo nenhuma conotação pagã, não tenho nenhuma conotação de paganismo, não marcando o cristão como adorador de outro Deus, não identificando o cristão como participante de alguma prática pagã, talvez não existam maiores dificuldades com a tatuagem...

ENTÃO, POSSO ME TATUAR?

Sem embargo, antes que se decida pela tatuagem, antes de marcar o corpo de forma permanente, existem pelo menos duas considerações a serem feitas pelo cristão que está pensando em marcar o corpo com a tatuagem.

     A verdade é que não existe na Bíblia nenhuma passagem que proíba ou que autorize a prática da tatuagem, mas antes de se decidir pela tatuagem, são necessárias algumas ponderações para que esta decisão não venha a se transformar em um problema, e para que, principalmente, não venha a desagradar a Deus.

ALGUMAS PERGUNTAS A SE FAZER:

A primeira consideração a ser feita por um cristão que pensa em fazer uma tatuagem é a glória de Deus.

     Absolutamente tudo o que o cristão faz, deve ser feito para a glória de Deus:

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.”

(I Co 10.31).

     O princípio da glória de Deus deve ser aplicado em absolutamente todas as áreas da vida do cristão. O princípio da glória de Deus deve ser aplicado em todas as ações da vida do cristão, o que inclui a tatuagem.

     Portanto, a primeira consideração a ser feita por um cristão que pensa em fazer uma tatuagem é a glória de Deus.

Será que esta tatuagem vai glorificar a Deus?

Será que marcar o meu corpo com um símbolo vai render glória a Deus?

Será que homenagear alguém ou dar uma prova de amor tatuando o nome de alguma pessoa vai glorificar a Deus?

São perguntas que devem ser respondidas pelo cristão antes de se decidir pela tatuagem, pois caso alguma prática da vida do cristão não seja para a glória de Deus, então o cristão deve se abster desta prática por que se constitui em pecado.

Caso a tatuagem seja apenas por vaidade ou caso a tatuagem seja como que um ato de rebeldia contra algo ou contra alguém, por exemplo, a tatuagem não deveria ser feita, pois neste caso a tatuagem não seria feita para a glória de Deus, e assim se constituiria em pecado...

segunda consideração a ser feita por um cristão que pensa em marcar o corpo com a tatuagem é que existem determinados ambientes nos quais há pessoas que se incomodam profundamente com a tatuagem e que discordam completamente de ser marcar o corpo de forma permanente e definitiva.

     Assim, o jovem cristão ou qualquer outra pessoa que é cristã e que está pensando em fazer uma tatuagem, deveria levar em consideração esta questão: que a tatuagem não representa absolutamente nada; mas que para muitas pessoas a tatuagem é ofensiva e escandalosa; e então, por amor a estas pessoas, o cristão, talvez, deveria se abster de fazer a tatuagem para não causar escândalo no outro irmão e não ser motivo de tropeço para o seu irmão em Cristo por quem Cristo morreu.

     Assim, uma pergunta a ser feita por um cristão que pensa em se tatuar seria a seguinte pergunta:

“A minha tatuagem vai escandalizar?”

     A questão do escândalo é uma questão muito subjetiva, haja vista que aquilo que pode escandalizar uma pessoa pode ser completamente normal para outra pessoa.

     O apóstolo Paulo, na carta à igreja de Corinto trata de modo detalhado sobre este assunto ao falar acerca da liberdade cristã, especialmente em relação às pessoas mais fracas na fé: (I Co 8.13).

     E aqui em I Co 8.13, existem ao menos duas considerações importantes a serem feitas pelo cristão que está pensando em fazer tatuagem:

     “Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos.” (I Co 8.9).

     “Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize.” (I Co 8.13).

     Ou seja, o apóstolo Paulo está ensinando aqui que o Reino de Deus é formado por uma família de muitos membros, de modo que o cristão não pode e não deve pensar de forma egoísta...

     Assim sendo, caso você esteja pensando em fazer uma tatuagem, avalie e pondere muito bem se essa sua decisão de marcar o corpo irá trazer mais problemas do que bençãos na sua vida.

terceira consideração a ser feita por um cristão que pensa em marcar o corpo com a tatuagem é a questão da motivação.

     Assim, para o jovem cristão ou para qualquer pessoa que é cristã e que está pensando em fazer uma tatuagem eu faria também a seguinte pergunta:

“Qual é a sua motivação em fazer esta tatuagem?”,

“Por que é que você quer fazer uma tatuagem?”,

“Por qual motivo você quer fazer uma tatuagem?”, “

Qual é a razão de você marcar o seu corpo com um determinado símbolo?”

     Muitos cristãos não prestam atenção no tipo de tatuagem a ser feito; e a verdade é que existem muitos desenhos que carregam fortes simbologias oriundas até mesmo do mundo espiritual das trevas.

     Assim que antes de marcar o corpo com um símbolo, o cristão deve procurar se informar muito bem acerca da origem do desenho a ser feito a fim de não fazer nada precipitadamente como uma jovem que tatuou um kanji (caracteres da língua japonesa) para homenagear o marido, mas que depois de pronta a tatuagem foi advertida por uma professora de japonês na Universidade que o significado do kanji era este: "meu marido é um cabeça vazia e eu me casei com um idiota..."

Então, em tese, o cristão pode sim se tatuar, desde que seja respeitada a liberdade do próximo, desde que seja respeitado o conteúdo da tatuagem (ou seja, desde que a tatuagem não possua nenhuma conotação com o paganismo), e desde que seja respeitada a motivação do cristão.

     Caso você esteja com o desejo de fazer uma tatuagem, porém está com o coração mais cheio de dúvidas do que de certeza, ouça o que diz a Palavra de Deus:

E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações...

(Cl 3.15).

     Árbitro é justamente aquele que tem capacidade de julgar e de apontar a direção certa sobre alguma coisa. Ou seja, aqui em Cl 3.15 o apóstolo Paulo coloca a paz de Deus como uma forma de guiar o cristão na tomada de uma decisão importante.

     Geralmente a dúvida tira a paz do coração, de modo que caso a dúvida seja maior do que a certeza em relação a marcar o corpo com a tatuagem, talvez seja melhor não fazer...




sexta-feira, 26 de agosto de 2016

BATISMO INFANTIL À LUZ DAS ESCRITURAS

As crianças fazem parte da família de Deus. Deus firmou conosco uma aliança eterna, prometendo ser o nosso Deus e o Deus dos nossos filhos (Gn 17.1-10). O selo espiritual dessa aliança foi a circuncisão (Rm 4.16-18; Gl 3.8,9,14,16). A circuncisão era o rito de entrada no pacto. A criança era circuncidada ao oitavo dia e a partir daí participavam dos benefícios do pacto (Gn 17.10; Is 54.10,13; Jr 31.34). O pacto feito com Abraão, o pai da fé, não foi ab-rogado (Is 59.20,21; At 2.37-39). A promessa está vigente na nova dispensação (Rm 4.13-18 e Gl 3.13-18). Na nova dispensação os infantes não foram excluídos. O Novo Testamento confirma que as crianças de pais crentes era membros da igreja (Mt 19.14; Jo 21.15; At 2.39; I Co 7.14). Temos forte evidência de que os apóstolos batizaram crianças (At 10.48; 11.14; 16.15; 16.33; 18.8; I Co 1.16; I Co 7.14). Outrossim, os principais pais da igreja, como Justino, o mártir, Irineu, Orígenes, Agostinho e Tertuliano fizeram menção dessa prática apostólica. Os teólogos reformados e as principais confissões de fé da igreja reformada também defenderam a prática do batismo infantil, como a Confissão belga, O Catecismo de Heidelberg, os Cânones de Dort e a Confissão de Fé e os Catecismos de Westminster.
Aqueles que se opõem ao batismo infantil, levantam algumas objeções:
1. As crianças não podem exercer uma fé pessoal em Cristo como seu salvador e por isso não devem ser batizadas (Mc 16.16). Esse texto não está endereçado às crianças. Porque a dedução lógica, então, seria que a criança por não crer está condenada, enquanto o próprio Jesus disse que das tais é o Reino dos céus. O apóstolo Paulo disse também: quem não quer trabalhar, também não coma. Poderíamos nós aplicar esse texto a uma criança?

2. O batismo das crianças inconscientes é uma violação da sua liberdade de escolha pessoal. Não foi essa a visão de Josué quando disse: “Eu a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15). Nos pactos de Deus com o seu povo, os pais sempre foram legítimos representantes dos seus filhos (Gn 9.8,9; 17.7). Os pais escolhem vestuário, alimentação, escola. Não teria que decidir sobre a quem a criança deve adorar? O argumento teria que ser usado também para o caso da criança que era circuncidada ao oitavo dia.
3. Não há no NT nenhum mandamento expresso para se batizar criança. Não há necessidade, pois que não há nenhum que o proíbe. Então, o princípio não foi ab-rogado. Já que o batismo substituiu a circuncisão, o batismo infantil está absolutamente legitimado no NT.
4. O batismo não pode ser substituto da circuncisão, por que esta era só aplicada aos do sexo masculino. As mulheres no velho pacto era representadas pelos pais e pelos maridos. Entretanto, no NT Cristo conferiu novos direitos à mulher (Gl 3.28).
5. A circuncisão era apenas um distintivo de nacionalidade entre os judeus, sem significação religiosa. Esse não é o ensinamento das Escrituras como podemos testificar em Rm 4.10,11; Dt 10.16; 30.6.
6. Se o batismo é o sinal da recepção da criança na igreja, assim como os adultos, porque eles então não participam da Ceia? No rebanho há cordeirinhos e ovelhas. O adulto senta-se à mesa e come feijoada, a criança leite. Nem por isso, a criança deixa de ser membro da família. Uma criança não pode votar, nem por isso deixa de ser cidadã.
7. Quando se batiza uma criança não se pode ter certeza da sua regeneração, ela pode se desviar. O mesmo pode acontecer com os adultos. Batizamos pela ordenança do pacto (Pv 22.6).
8. Por que então, Jesus não foi batizado na infância e por que ele não batizou as crianças que vieram a ele? Primeiro, porque Jesus foi circuncidado ao oitavo dia (ato semelhante ao batismo infantil). Segundo, porque o batismo cristão ainda não havia sido instituído. Portanto, estava em vigência a circuncisão. O batismo cristão foi instituído depois da ressurreição de Cristo (Mt 28.19).
A prática do batismo infantil não é uma inovação católica, como querem os antipedobatistas, mas um ensino profundamente arraigado nas Escrituras do Velho e Novo Testamento.
Rev. Hernandes Dias Lopes.