terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Na Segura Paz de Deus

Spurgeon
Banco da Fé

"e os farei deitar em segurança." Oséias 2:18

Sim, os santos haverão de ter paz. A passagem da quão é tomada essa graciosa palavra fala de paz "com as feras do campo, e com as aves do céu, e com os répteis da terra " Essa paz é com os inimigos terrenos, com males misteriosos, e com pequenas moléstias! Qualquer dessas coisas poderiam nos impedir de dormir seguros, porem nenhuma delas o fará. O Senhor destruirá completamente aquelas coisas que ameaçam Seu povo: "da terra quebrarei o arco, e a espada, e a guerra." A paz será profunda quando todos os instrumentos que produzem inquietação sejam destruídos.

Com essa paz virá o descanso. "Pois assim dá ele aos seus amados o sono." (Salmo 127:2) Plenamente provisionados e divinamente apaziguados, os crentes dormem em calmo descanso.

Esse descanso será seguro. Uma coisa é dormir, mas algo bem diferente é "deitar em segurança" Somos levados à terra prometida, à casa do Pai, ao aposento do amor, ao peito de Cristo - agora, certamente, podemos "deitar seguros," Para um crente é mais seguro dormir em paz que estar vigilante e preocupado

"Deitar-me faz em verdes pastos" (Salmo 23:2) Nunca acharemos o descanso até que o Consolador nos faça dormir em segurança.

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trad. Projeto Spurgeon

Economia e Casamento

Recuar no casamento é receita para o desastre


(...)

Os economistas nos dão a informação de que o déficit de poder econômico dos solteiros em comparação com os casados chega a 75 por cento. Os solteiros são menos saudáveis, menos ricos e menos estáveis em relacionamentos em comparação com os casados. E, o que não é surpresa para ninguém, os maus efeitos dessa condição se estendem diretamente aos filhos de uniões sem casamento e até as gerações que virão.

(...)
No livro “When Marriage Disappears: The New Middle America” (Quando o casamento desaparecer: a nova classe média dos EUA), um excelente grupo de pesquisa fornece ampla documentação dessa tragédia. A cada ano, o Projeto Nacional de Casamento da Universidade da Virginia e o Centro de Casamento e Famílias do Instituto de Valores Americanos divulgam um relatório intitulado “The State of Our Unions” (A situação de nossas uniões).

(...)
Os nascimentos fora do casamento para as pessoas com nível elevado de educação atingem agora a faixa dos 6 por cento. Compare isso com os 44 por cento para as mães com educação moderada e 54 por cento para as mães com o nível mais baixo de educação. Os filhos das pessoas com maior educação têm agora mais probabilidade de viverem com ambos os pais biológicos do que os filhos da classe média que tem educação moderada. Conforme observam os pesquisadores, os padrões que devastaram as populações urbanas e de minorias em décadas recentes agora se alastraram para os subúrbios e para a classe média dos EUA.

Conforme explica W. Bradford Wilcox da Universidade da Virginia:

Os números são claros. Para onde quer que olhemos entre as comunidades que compõem o fundamento da classe média dos EUA — quer o Maine de pequenas cidades, os subúrbios de classes operárias do sul de Ohio, as terras cultivadas do Arkansas rural ou as cidades industriais da Carolina do Norte — os dados contam a mesma história: O divórcio está crescendo, ter filhos fora do casamento está se alastrando e a felicidade conjugal está cada vez mais escassa.

Kay S. Hymowitz alertou acerca desse desastre iminente em seu livro de 2006, “Marriage and Caste in America: Separate and Unequal Families in a Post-Marital Age” (Casamento e casta nos Estados Unidos: Famílias separadas e desiguais numa era pós-matrimonial). Agora, menos de uma década mais tarde, o distanciamento da classe média do casamento está ocorrendo diante de nossos olhos.

(...) a classe média está ficando mais permissiva.

Segundo, essa nova permissividade significa que esses americanos têm agora mais probabilidade de se envolverem em condutas “que colocam em risco suas possibilidades de alcançar sucesso matrimonial”. Essas condutas incluem múltiplos parceiros sexuais e infidelidade conjugal.

Terceiro, os americanos com educação moderada têm agora significativamente menos probabilidade de adotar os “valores e virtudes” que se exigem para se ter sucesso matrimonial. Os pesquisadores apontam para abstinência de álcool, gratificação demorada e aspiração educacional como exemplos dessas virtudes que estão desaparecendo. O casamento depende de um alicerce moral, e sem essas virtudes (e outras), é muito difícil sustentar o casamento.

(...)

Sabemos que o casamento, embora fundamental para a sociedade humana, não foi dado para a humanidade por razões puramente sociológicas. O casamento foi dado por nosso Criador, que nos concedeu graciosamente essa instituição de aliança para nossa saúde, nossa felicidade e nosso florescimento humano.

(...)
Este artigo foi reproduzido com a permissão de AlbertMohler.com

Traduzido por Julio Severo: http://www.juliosevero.com/

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/

Os presbiterianos nas redes sociais

Por Rev. Francisco Macena da Costa.


Nos últimos anos, tenho observado com atenção a dinâmica interativa dos presbiterianos nas redes sociais. Algumas das minhas impressões já foram publicadas, e tiveram uma relativa repercussão, por parte dos interessados no fenômeno relacionado à participação dos presbiterianos nas redes sociais.

Hoje, a realidade da participação virtual dos presbiterianos no Orkut, reflete outros desafios e requer outras demandas. Em pouco mais de um ano houve uma verdadeira redescoberta do poder das redes sociais, ao mesmo tempo em que se concretizou uma espécie de “desgaste” no antigo padrão interativo que cerceava a dinâmica dos presbiterianos no Orkut. Para que haja uma melhor compreensão dos fatos, irei destacar alguns pontos que considero cruciais para entender o novo momento dos presbiterianos nas redes sociais.

A consolidação das mídias sociais.

Primeiramente quero destacar o papel das mídias sociais no universo da comunicação em nosso país. De modo inequívoco, o último pleito mostrou a capacidade de instrumentalização das redes sociais no processo eficiente de formação de opinião e expansão da informação. Existe uma grande praça virtual, onde as pessoas se encontram para dizer algo e essa forma de relacionamento veio para ficar.

No Brasil, além do Orkut, temos a possibilidade de interagir através do Facebook, Twuitter, Myspace e tantos outros sites de relacionamentos que já marcam presença em vários dispositivos móveis que cada vez mais, fazem parte do cotidiano das pessoas. O crescimento das redes sociais e seu uso dinâmico indicam um caminho sem volta onde os relacionamentos se desprendem em certo sentido das amarras de tempo e espaço, favorecendo a rapidez, a agilidade, a qualidade da informação e a competência linguística.

Apesar dessa universalização do saber, se revestir de um manto impessoal, ainda assim, as redes sociais conseguem preservar uma lâmina da condição humana traduzida em palavras que expressam ansiedades, paixões, recalques, doçura, amargura e afeto. A digitalização do saber e da informação não teve o poder de des-humanizar os usuários, pelo contrário, o que se vê nas redes sociais é apenas o retrato digital da condição humana em toda a sua precariedade e ambigüidades.

Considerando que as redes sociais foram incorporadas ao cotidiano das pessoas e que esse processo é irreversível, cabe às instituições históricas incrementar formas planejadas do uso estratégico das redes sociais. Através das redes as igrejas históricas no Brasil terão uma grande possibilidade de interagir, dialogar e fazer parte do cotidiano de milhões de pessoas. Contudo, para que de fato haja um encontro das instituições com o público das redes sociais é preciso contar com a qualidade e o engajamento na cultura virtual. Efetivamente não basta apenas criar uma comunidade ou um perfil, antes é necessário investir em tempo, recursos, qualificação, conteúdo e qualidade da informação.
As redes sociais não podem mais ser julgadas como uma febre. Elas não devem ser descartadas em nome de instrumentos arcaicos bancaristas. As redes sociais vieram para ficar e certamente serão mais bem aproveitadas quando as instituições despertarem no tocante ao poder exponencial das redes no processo de multiplicação e construção do saber através da virtualidade.

A criação da comunidade oficial da IPB.

Depois de um longo tempo sem participação oficial a IPB finalmente em 2010 abraçou as mídias sociais como ferramenta de comunicação. O simples fato de criar um perfil nas redes sociais, em especial no Orkut, trouxe um impacto relevante no contexto das mídias sociais que apresentavam seus sítios relacionais com uso e a logo marca da IPB, ainda que as mesmas não fossem sequer geridas por oficiais da IPB. Antes da criação de uma comunidade oficial, várias comunidades usavam a marca da igreja para patrocinar fóruns de debates onde algumas particularidades construíram um fenômeno virtual interessante.

A título de exemplo, uma comunidade em específico é usada por alguns membros para divulgar com maior veemência o ecumenismo, a ordenação de mulheres, a defesa da maçonaria como livre associação, a mecânica da alta liturgia, os ideais comunistas, as premissas do liberalismo teológico, as tendências da teologia protestante do séc. XX e até o viés contemporâneo de teologia inclusiva, fazendo uso indistinto da liberdade de pensamento como principal lente hermenêutica.
No outro extremo, existe outra comunidade que mais parece com um partido conservador de direita onde qualquer forma de pensamento alheio ao conservadorismo “julio-severiano” é de pronto repelida por alguns membros como se fosse a própria encarnação do demônio.

Como vivemos num estado democrático de direito, acima de tudo todos tem direito a liberdade de expressão, por isso, não estou defendendo ou constrangendo os que pensam diferente ao silêncio e a censura. Estou apenas constatando que dependendo do sítio virtual que você venha conhecer nas redes sociais, irá de pronto perceber que existem influencias majoritárias em cada comunidade que não representam as convicções da IPB, ainda que as mesmas comunidades utilizem a marca oficial da igreja.

Embora essas comunidades, no ano de 2010, nem de longe espelhem o entusiasmo que as moviam entre 2006-2009, penso que a criação da comunidade oficial serviu para purgar o uso não-oficial da marca de nossa IPB nas redes sociais.

O fato é que existem hoje comunidades oficiais da IPB nas mais diversas mídias digitais que estruturam o universo virtual dos internautas. Antes de qualquer coisa os presbiterianos possuem agora, uma comunidade gerida pelos oficiais da IPB e que prezam pela manutenção da ordem, da ética cristã e pelo respeito as Sagradas Escrituras e símbolos de fé da IPB.

O novo espaço virtual criado em 2010, já passou por grandes desafios, logo em seu nascedouro participantes oriundos de outros sítios virtuais testaram a moderação da comunidade no tocante à manutenção da ordem e da decência que favorecesse um ambiente de debates, informação e interatividade. Ainda que de forma tensa, essa etapa de construção da moderação foi superada e a comunidade hoje possui um código regulador simples que pune a des-ordem e promove o debate livre e cortez. Destaco essa atividade moderadora como fundamental tendo em vista que a qualidade de uma comunidade depende da qualidade da moderação. Esquemas a-narquistas ou de auto moderação na prática não preservam o debate puro e criam uma dinâmica inútil em torno de polêmicas superficiais.

Com o crescimento da cultura virtual em nosso país e com o maior acesso dos presbiterianos as redes sociais, creio que a invenção da comunidade oficial da IPB foi o grande evento dos últimos anos no cenário virtual dos presbiterianos brasileiros. Quando muitos pensavam ser impossível a apresentação midiática da IPB, a comunidade surgiu, trazendo a esperança de representar o verdadeiro simbolismo da tradição reformada brasileira ostentada pela IPB nesses 151 anos de implantação no Brasil.

Os desafios na cultura virtual.

Ainda precisamos de tempo para discernir com maior clareza toda a dinâmica que envolve a engenharia dos recursos de comunicação que promanam das redes sociais. Tempos atrás, apenas os doutores da igreja que ocupam cátedras nos centros de formação acadêmica dispunham do ônus docente em nossa denominação, mas com o advento das redes sociais anônimos se ergueram como editores profícuos para os leitores assíduos das mídias virtuais, provendo uma resposta rápida para os seus questionamentos, dúvidas e conflitos.

Evidentemente que não estou aqui desprestigiando os centros de formação teológica de nossa denominação e nem o mérito e a qualidade de nossos doutores, apenas estou constatando o fato de que através das redes sociais anônimos se tornaram docentes de numa cultura virtual, formando opiniões e gerando um campo relativamente sólido de influência. Esses anônimos dos ambientes tradicionais de ensino são na virtualidade personalidades prestigiadas pela lisura, coerência, inteligência e rapidez de raciocínio que são virtudes prementes nas redes sociais.

Penso que o passo posterior à criação da comunidade oficial nas redes sociais, depende de um avanço no sentido de encarar o diálogo virtual como um ministério da Igreja a fim de promover edificação no corpo de Cristo. Certamente nossa denominação colherá frutos promissores se uma equipe for efetivamente formada no intuito de promover ensaios teológicos de qualidade, tirar dúvidas on-line, promover o debate de temas pertinentes de nossa realidade. É evidente que nossos ministros e doutores possuem ocupações e compromissos, mas creio que não lhes será pesado dedicarem alguns minutos para atender a multidão que consulta todos os dias as redes sociais.

Espero que a APECOM esteja sensível aos novos valores que regulam os processos de construção dos saber e da informação em nossos dias. Igualmente anseio que seja dada a devida continuidade no tocante ao projeto da comunidade oficial da IPB nas redes sociais e que a participação e gestão dos fóruns sejam encaradas antes de tudo como um ministério urgente que seja usado como instrumento para a glória do Senhor. Com esperança aguardamos uma nova dinâmica para os presbiterianos em 2011.

No amor daquele que realiza em nós tanto o querer como o realizar,


Rev. Francisco Macena da Costa.
Moderador da comunidade oficial da IPB no Orkut.

A essência de um levita

Como vocês sabem, os evangélicos têm o costume de falar um dialeto próprio, cheio de expressões estranhas para as outras pessoas. Uma dessas expressões é "levita", normalmente usada para identificar os músicos e cantores das igrejas, as pessoas que ministram o louvor e a adoração cantada a Deus.

A origem do termo está lá na Lei de Moisés. Os levitas são os integrantes da tribo de Levi, descendentes do terceiro filho de Jacó. A tribo de Levi foi separada por Deus para trabalhar no tabernáculo e dirigir o povo de Israel no culto a Deus. Mas eles não eram apenas cantores...eram também porteiros, sacerdotes, professores, tesoureiros e até o de carregadores de objetos. Se fôssemos fazer justiça à analogia, não apenas os cantores, mas todas as pessoas que servem a Deus na igreja, do faxineiro ao pastor, da recepcionista ao tesoureiro, do técnico de som ao regente do coral...todas elas deveriam ser "levitas". Não, digo mais: todos os verdadeiros filhos de Deus são levitas, porque todos nós somos sacerdotes de Cristo, e não apenas o pastor.

Mas, na verdade, ser levita é muito mais que apenas trabalhar na igreja e ser um sacerdote de Cristo. E é isso o que Moisés, o mais ilustre dos filhos de Levi, nos ensina na Palavra de Deus:
Vendo Moisés que o povo estava desenfreado, pois Arão o deixara à solta para vergonha no meio dos seus inimigos, pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: Quem é do SENHOR venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi, aos quais disse: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Cada um cinja a espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, cada um, a seu amigo, e cada um, a seu vizinho. E fizeram os filhos de Levi segundo a palavra de Moisés; e caíram do povo, naquele dia, uns três mil homens. Pois Moisés dissera: Consagrai-vos, hoje, ao SENHOR; cada um contra o seu filho e contra o seu irmão, para que ele vos conceda, hoje, bênção. (Êxodo 32:25-29)

De Levi disse: Dá, ó Deus, o teu Tumim e o teu Urim
para o homem, teu fidedigno, que tu provaste em Massá,
com quem contendeste nas águas de Meribá;

aquele que disse a seu pai e a sua mãe:
Nunca os vi;
e não conheceu a seus irmãos
e não estimou a seus filhos,
pois guardou a tua palavra
e observou a tua aliança.


Ensinou os teus juízos a Jacó
e a tua lei, a Israel;
ofereceu incenso às tuas narinas
e holocausto, sobre o teu altar.
Abençoa o seu poder, ó SENHOR,
e aceita a obra das suas mãos,
fere os lombos dos que se levantam contra ele
e o aborrecem,
para que nunca mais se levantem. (Deuteronômio 33:8-11)
Os levitas, no Antigo Testamento, são um tipo, um símbolo do ministério de Jesus como Servo e como Sacerdote. E podemos ver que segundo a Bíblia a essência do levita não está em seu ministério, mas sim em seu caráter.

Assuma publicamente o chamado de Deus
Para entendermos isso, precisamos voltar ao momento em que Deus decidiu separar a tribo de Levi para o serviço divino. E as circunstâncias não eram boas. Moisés havia subido ao monte Horebe para receber a Lei de Deus e as tábuas com os Dez Mandamentos. Esse processo durou quarenta dias, e os israelitas ficaram impacientes, achando que Moisés morreu. E por causa dessa impaciência, eles fizeram um bezerro de ouro e entregaram-se à idolatria. Enquanto o Deus vivo entregava a Lei, Israel preferia adorar uma estátua.

Mesmo com a chegada de Moisés, alguns idólatras continuavam. Aquilo precisava ter um fim. E aí Moisés pergunta: Quem é pelo Senhor? As tribos de Israel eram doze. Mas apenas uma respondeu ao apelo: a tribo de Levi. Enquanto os demais preferiam se esconder ou pecar, os levitas atenderam ao chamado de Deus.

Ser levita não é identificar-se com Deus apenas dentro da igreja, na hora de cantar músicas em uma posição de destaque diante dos fiéis, impressionando as gatinhas. Não é andar de terno em dia de domingo com Bíblia debaixo de braço. Ser levita é ouvir o chamado público de Deus e obedecer a este chamado, identificando-se com Deus enquanto os demais estão pecando ou se escondendo. Um sinal de coragem que é esperado de todos os discípulos de Jesus:
Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos. (Marcos 8:35)
Hoje muitos líderes se identificam como cristãos na igreja, mas se escondem quando vão para o meio de uma geração adúltera e pecadora. Eu mesmo, devo reconhecer, muitas vezes acabo tendo mais medo dos adúlteros e pecadores que de Cristo. Mas essa não é a atitude que deve estar nos discípulos de Jesus.

Quando o mundo diz ser favorável ao aborto, ao casamento homossexual e a ideia de que todos os caminhos levam a Deus, os levitas devem se erguer e ficar do lado do Senhor. Devem se separar dos demais e deixar claro que estão do lado de Deus. Não devem ter medo de serem identificados como aqueles que são pelo Senhor. Mesmo que isso signifique ficar sozinho no mundo...ou na igreja.

Ame a Deus mais do que a sua família
Mas, qual o objetivo de Deus em convocar os que são seus? O Senhor chama os Seus filhos para que santifiquem o Seu nome, colocando-se contra um mundo pecador. Sim, a Bíblia diz que Deus é amor. No entanto, ela também ensina que Ele é o Santo e quer que os homens deixem seus pecados e se arrependam.

Se o pecado é cometido atrevidamente, diante da presença santa de Deus e sem arrependimento, como era o caso da adoração ao bezerro de ouro, não há perdão para o pecador. Nessas situações, o castigo deve ser aplicado. E a justa penalidade para todos os pecados é a morte:
porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 6:23)
A idolatria de Israel foi cometida diante da glória de Deus. A santidade divina exigia que a justiça fosse aplicada imediatamente. E a ordem de Deus era a de que os idólatras deveriam morrer, ainda que fossem irmãos, amigos, vizinhos...ou filhos.

Sem dúvida alguma, esse foi o grande teste de caráter dos levitas. Obedecer a Deus seria ir contra as pessoas que eles mais amavam. A nossa reação natural seria a de recuar. Mas os levitas se foram, saíram pelo arraial e três mil pessoas caíram mortas. Eles cumpriram a ordem de Deus, mostrando que amaram mais o Senhor do que o próprio sangue.

Hoje não mostramos este amor pegando em armas e matando idólatras. Agora é a época da pregação, no futuro, Deus mesmo julgará os que não se arrependerem e os condenará ao inferno. Mas, mesmo assim, ainda temos diante de nós a mesma escolha dos levitas. Muitas vezes nós precisamos escolher entre agradar a Deus ou aos nossos parentes e amigos. E quem ensina isso é o próprio Jesus:
Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. (Mateus 10:34-38)
Amar a Deus mais do que amamos a família não é uma exigência só para os levitas nos dias de Moisés: é uma exigência de Jesus para todos os Seus discípulos. Se nossos familiares querem nos proibir de cultuar a Deus ou ler a Bíblia, devemos desobedecê-los e servir ao Senhor. Se eles fizerem alguma chantagem emocional, nos acusando de condenarmos os nossos ancestrais ao inferno, devemos continuar do lado de Jesus. Se nos expulsarem de casa (como acontece em muitos países), nos deserdarem, baterem em nós, cortarem a mesada ou o sustento, nos excluírem de suas festas...devemos considerar que Jesus vale mais a pena do que tudo isso, mesmo que o preço seja abrir mão do amor do nosso próprio sangue.
O profeta Jeremias era levita e foi perseguido por seus familiares.
Quadro O Profeta Jeremias, de Michelângelo (1512).

Tenho percebido que muitas vezes as pessoas até se interessam pelo Evangelho, mas recuam quando percebem que a fé bíblica é diferente da fé dos parentes. Há quem ouça as promessas de salvação e prefira ir ao inferno com o resto da família do que ir para o céu com Jesus. E muitos evangélicos participam de cerimônias que são abomináveis aos olhos de Deus, como missas ou cerimônias em favor de mortos, porque receiam ir contra a família. Infelizmente pais chegam a se calar sobre o pecado dos filhos porque preferem ter paz com eles do que obedecer ao mandamento do Senhor.

Ser levita é um dever de todos nós
Talvez algum cristão leia este artigo e pense que exigências tão pesadas sejam apenas para os pastores e líderes. Os leigos, aqueles que não fazem nada na igreja, estes são livres de um compromisso tão alto. Lamento informar...mas Deus espera de todos os Seus filhos a mesma obediência que os levitas tiveram no deserto.

Levitas não são supercrentes. Pouco tempo antes, eles mesmos estavam se prostituindo, bebendo e adorando ao bezerro. Aliás, um levita fez o bezerro de ouro: Arão, que seria escolhido o sumo-sacerdote de Israel! A única coisa que os tornou diferentes é que eles se arrependeram, atenderam ao chamado de Deus, amaram ao Senhor mais do que a qualquer outra coisa e foram obedientes.

Segundo as Escrituras, no Antigo Testamento, o sacerdócio era um privilégio da tribo de Levi. Mas hoje esse privilégio e essa responsabilidade são de todos os cristãos:
Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. (1 Pedro 2:9-10)
Que o Deus de Levi nos ajude hoje a sermos verdadeiros levitas, devotados ao nosso Senhor! A Ele, e somente a Ele, seja dada toda a glória!

Graça e paz do Senhor,

Helder Nozima
Barro nas mãos do Oleiro
Fonte: 5calvinistas.blogspot.com

Explicações

Graça e paz!
Estive alguns dias sem postar, pois estava na Zona Rural com minha família. Agora volto com o Blog mais reformado do Cariri.
Glorias somente a Deus!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Igreja Perseguida na Coreia do Norte






Sobre o editor: Marcelo Lemos Gonçalves é Bacharel em Teologia, pastor, apaixonado por pregação, liturgia, anglicanismo e escola dominical. Casado, com Meirelene Gonçalves,  é pai de dois filhos, Yago e Yuri; e nas horas nada vagas, atua como blogueiro. De vez em quando, acha que sabe fritar pastéis, fazer churrasco e escrever artigos.
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Velho Spurgeon, Õ Velho Macho!

Spurgeon
Banco da Fé


"E até à velhice eu serei o mesmo, e ainda até às cãs eu vos carregarei; eu vos fiz, e eu vos levarei, e eu vos trarei, e vos livrarei." Isaías 46:4

O ano já está muito velho, e  aqui está uma promessa para nosso amigos anciãos - Sim, e também para todos nós, quando a velhice tome conta de nós. Se vivermos o suficiente, todos  nós teremos cabelos grisalhos - portanto, podemos muito bem desfrutar dessa promessa com a visão antecipada da fé.

Quando ficarmos velhos, nosso Deus ainda será o EU SOU, e permanecerá para sempre sendo o mesmo. OS cabelos falam de nossa deterioração, porem Ele não sofre deterioração. Quando não pudermos carregar peso nenhum, e a duras penas possamos nos sustentar, o Senhor nos carregará. Da mesma forma que em nossos anos juvenis Ele nos carregou como ovelhas em Seu peito, fará o mesmo em nosso anos de debilidade. Ele nos fez, e Ele cuidará de nós. Quando nos convertamos em uma carga para nossos amigos, e num peso para nós mesmos, o Senhor não nos lançará fora com uma sacudida, mas antes muito mais nos levantará, nos carregará e nos livrará mais plenamente que nunca. Em muitos casos o Senhor dá a Seus servos um entardecer prolongado e tranquilo. Eles trabalharam arduamente durante todo o dia, e se desgastaram no serviço de seu Senhor, e por isso lhes diz: "Agora repousem em antecipação daquele Dia de Repouso eterno que que preparei para vocês." Não temos de temer a idade. Temos de envelhecer graciosamente, posto que o próprio Senhor está conosco na plenitude da graça.

____________________
trad. Projeto Spurgeon

Confrontando o Paganismo

R.C. Sproul

Neemias servia a um governo pagão como um crente em Deus. Ele era humilde e respeitoso para com o rei, mas o devido temor ao seu rei não o impediu de agir para salvar o seu povo. Ele orou a Deus e fez um pedido ao rei, pedindo permissão para ir à Jerusalém e reconstruí-la. Ele também pediu cartas de salvo conduto que ele poderia apresentar aos vários governadores, e até concessão de materiais de construção.
Nem todos os governadores pagãos estavam otimistas com o Neemias e seus planos. Na verdade, alguns estavam ferozmente resistentes a eles. Quando Sambalá, o horonita e Tobias, o amonita, souberam dos seus esforços, eles ficaram profundamente perturbados por alguém que tivesse vindo procurar o bem dos filhos de Israel.
Quando Neemias começou a tarefa de reconstrução, seus inimigos riram dele e o desprezaram. Neemias, porém, não deixou que seus críticos determinassem sua agenda. A tentação de Neemias teria sido permitir aos pagãos alterar seus planos e se engajar-se no duplo risco do compromisso na missão. Isso teria aliviado o peso sobre o seu próprio povo e ganhado os aplausos de judeus e pagãos. Mas Neemias não se importava nenhum pouco com os aplausos de homens e estava totalmente relutante em desistir da missão que ele tinha assumido com Deus.
Ao invés de se preocupar em agradar os pagãos, Neemias focou as reformas necessárias no meio de seu próprio povo. O paganismo que Neemias temia não era o paganismo dos pagãos; era o paganismo do seu próprio povo. Não era o paganismo fora do campo que ameaçava Israel tanto quanto o paganismo dentro do campo.
Coram Deo:
Você está procurando o aplauso de homens ao invés de a aprovação de Deus?
Passagens para estudo:
Neemias 2.10,18;4.9

___________________________
Fonte:
ligonier.org
Tradução: Renato da Silva Barbosa


Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org/

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Protempores terão Apoio do Governador Ricardo Coutinho

O governador eleito da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), declarou nesta segunda-feira (20) que nas negociações com o Ministério Público Estadual, sobre a questão dos pro tempores, vai defender a todo custo a permanência daqueles que realmente trabalham e contribuem para o Estado. "Vamos separar bem: aqueles que trabalham e aqueles que são de campanha, que não sabem nem qual é o seu setor de trabalho", afirmou.
Ricardo Coutinho concede entrevista no seu escritório de Transição, chamado de Canal 40, no bairro Mangabeira, em João Pessoa. Ele disse que até o dia 3 de janeiro terá um encontro com o procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro, para discutir a questão.
A certa altura da entrevista ele afirmou: "Com relação aos protempores, acho que o Estado não pode, até o dia 5 de janeiro, substituir os pró-tempores. Vou negociar e tentar resolver a questão dos setores essenciais que não podem parar".
Ricardo Coutnho foi enfático: "Quero separar bem: aqueles que estão lá trabalhando e trabalhando muito. Quero separar estes de um pessoal que é o da campanha, que não sabe nem qual é o seu setor de trabalho e todos sabem que isso é verdade. Eu não tenho compromisso com isso. O dinheiro da população não servirá para pagar contas de campanha. Será para pagar aqueles que trabalham e fazem funcionar o serviço essencial".
O governador eleito ainda acrescentou que não tem "compromisso com quem não trabalha e com quem não trabalhou. E estes eu vou defender em qualquer circunstância e tentar construir algumas saídas que não passam pela ilusão e pela enganação".
Educação
Quando ao setor de Educação, Ricardo Coutinho afirmou: “As nossas gerências de ensino serão ocupadas com pessoas selecionadas. Queremos que mais pessoas com vínculo efetivo com o poder público possam ocupar essas funções, porque o governo passa e sai. E se tivermos deixado lá um quadro de elite, de gente do próprio quadro, teremos solução de continuidade muito melhor”.
O governador eleito também disse que uma meta na Educação é “antenar os professores com notbook, prque esta é uma necessidade”. E prosseguiu: “Estamos pensando emj, no futuro, colocar cada aluno com um notbook e o professor com uma grande lousa lá na frente e vá utilizando na medida em que ele achar que é necessário e possível utilizar”. Ele reconheceu, entretanto, que a realidade do Estado ainda está distante dessa meta.
Ricardo Coutinho comentou que o “ensino médio não avançou e é muito ruim, enquanto o pré-escolar é muito ausente. Ela é fundamental. E isso passa por um diálogo com os municípios. Se não fizer isso, não adianta estar fazendo creche”.
O governador eleito disse também que, na luta para combater o analfabetismo, se usará todos os métodos possíveis. Mas comentou que “é impossível se combater o analfabetismo sem o envolvimento de todos, e não de forma burocrática. É preciso ter uma grande mobilização”.

Politica na Paraiba

Marco Aurélio encaminha ação cautela interposta por Cássio para presidente do STF.
O ministro Marcos Aurélio Melo remeteu a ação cautelar interposta pela defesa do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), para presidência do Supremo Tribunal Federal para redistribuição. Melo se averbou suspeito para analisar a cautelar, por ter participado do julgamento do recurso eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral.
O presidente do STF, ministro Cezar Peluso, determina um novo sorteio para escolha de outro relator, mas como o recurso principal está com o ministro Celso de Melo, acreditasse que a ação cautela possa ser distribuída para ele também.
A defesa de Cássio espera que a cautelar seja apreciada pelo ministro plantonista, já que o recesso judiciário se inicia nesta segunda-feira, 20, e se estende até o primeiro dia útil de fevereiro de 2011, ou ainda pelo próprio presidente. A escala dos plantonista será divulgada ainda nesta segunda.
O advogado Harrison Targino disse que a preocupação é garantir o mandato do senador Cássio e o prazo não importa.
A ação já está com o presidente.