sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A irracionalidade do Evolucionismo materialista


Por Marcelo Lemos

Um artigo que publiquei aqui, contrário a Teoria da Evolução, despertou comentários zombeteiros de evolucionistas no Orkut. O artigo não é de minha autoria, apenas o republiquei, tendo-o copiado do fantástico Mídia Sem Máscara(1), mantido pelo também fantástico filósofo Olavo de Carvalho(2), um pensador católico de primeira grandeza.

Baseando-se em depoimentos colhidos entre cientistas evolucionistas, o artigo conclui: “Aí está, a teoria da Evolução tem como fundamento não dados experimentais, não coerência lógica, mas vontade de negar a existência de Deus e desejos sexuais irrefreáveis. Ela é filha de intelectuais moral e intelectualmente pervertidos. Mostrem estes depoimentos a seus filhos quando eles estiverem lendo, nos livros escolares, sobre esta tal teoria”.

Com o artigo de hoje, é de se esperar reação igual entre os evolucionistas, ou ainda pior. Falo de evolucionistas materialistas, já que, talvez, os teístas se sintam menos atingido pela minha tese. E que tese seria? Simples assim: uma cosmovisão baseada numa Evolução Materialista é absolutamente irracional.

Para iniciar, uma ilustração bem atual. Recentemente, uma organização ateísta resolveu trazer para o Brasil a estratégia de vincular propaganda pró-ateísmo em ônibus(3). Honestamente, não dou a mínima para a iniciativa, mas a irracionalidade dessa gente, expressa em um anúncio em particular, me despertou o interesse. Na verdade, eu não posso deixar escapar esta magnifica oportunidade de lhes expor a tolice.

Pelo bem da lógica, é bom explicar o que A e B tem em comum; ou seja, se estou pretendendo falar sobre a irracionalidade do evolucionismo materialista, que a propaganda ateísta tem haver? Bem, vou cometer o deslize de não explicar ainda, espero que no decorrer do artigo a relação entre as partes se torne evidente ao leitor.

Pois então: que tal darmos uma olhada na propaganda ateísta, em primeiro lugar? Na verdade, são quatro outdoors, mas tenho em mente um em particular. Vamos a ele!


Duas imagens. Dois fatos históricos. Três frases simples. Resultado: uma prova cabal da irracionalidade da cosmovisão por trás da propaganda pró-ateísmo, evolucionista, e anti-Deus. Mais uma vez estou relacionando o evolucionismo materialista a ateísmo. Espero não ser necessário explicar. A 'lógica' por trás do cartaz é tão simples quanto falaciosa:

(1) Chaplin era ateu, e foi um homem bom.
(2) Hitler era crente, e foi um homem perverso.
(3) Logo, religião não define caráter.

Não tenho o menor interesse na figura de Chaplin aqui. Ele era ateu e, até onde se sabe, não cometeu nenhuma grande monstruosidade. A comparação é completamente desproporcional, pois resolveram comparar um ator comediante a um estadista sanguinário. Para comprovarmos que o argumento (1) e o (2) não possuem qualquer relação que conduza obrigatoriamente a sua conclusão (3), bastaria, por exemplo, apresentarmos a enorme lista de ateus que foram tão sanguinários quanto Hitler. Como um bom lugar para pesquisas, eu recomendo os anais históricos do Comunismo(4). Comparação por comparação, fico com a minha.

Ou melhor, fico com a comparação que encontrei num site criacionista(5):


Indo além, deixando as comparações de lado por um instante, podemos provar que a conclusão ateísta é completamente falsa, argumentando que fora da religião, e governados apenas pela cosmovisão do evolucionismo materialista, não existe qualquer razão que forneça justificativa lógica para a moralidade, e portanto, para o caráter.

Também não tenho o menor interesse na religiosidade de Hitler. A menos que os autores do cartaz sejam capazes de me provar que suas atrocidades nasceram de sua fé em Deus. No máximo, podem dizer que sua religiosidade não foi capaz de refrear seus impulsos insanos, e talvez tenha sido esta a intenção dos autores. Seu simplismo, porém, não pode ser perdoado, uma vez termos provas suficientes para relacionar as atrocidades de Hitler com sua crença no evolucionismo de Darwin.

Segundo a Teoria de Darwin, as espécies surgiram, se aperfeiçoaram, e se mantiveram por meio da “seleção natural”, onde o “mais forte vence”. Parece um teoria bonita, e até romântica, especialmente quando agente pensa apenas em termos de baleias, formigas, tartarugas e vermes. Nada de mais, afinal, são seres irracionais, capazes de tudo pela sobrevivência.

Entretanto, Darwin não idealizou uma “seleção natural” apenas para os irracionais, mas também para os humanos. Se hoje o homem é um ser evoluído, e dominante na História, é devido ao seu grande potencial para destruir os outros, e seus semelhantes, impondo-se pela “lei do mais forte”. Segundo Darwin, este é o caminho natural.

Os ateus, como ocorre no cartaz acima, afirmam que religião não define caráter, muito menos teria o poder de definir o que seria “bem” e “mal”. Mas, se os conceitos que temos sobre moral não nos veio de Deus, de onde então? Quem sabe se agente pegar o estupro como exemplo, possamos avançar.

Sim, falemos sobre estupro. Como sabemos que é “mal”? Que base moral temos para condenar um estuprador? Ora, se Deus não existe, e a natureza governa-se pelas leis da sobrevivência, onde a vantagem pertence naturalmente ao “mais forte”, haveria algo mais natural, e benéfico para a humanidade, que o ato do estupro?

Natural History of Rape: Biological Bases of Sexual Coercion foi escrito por dois evolucionistas, Craig Palmer e Randy Thornhill. A tese do livro é que “razões evolucionistas” são a causa de sermos o que somos, inclusive para o estuprador. Se a tese de Darwin está correta, a tese do livro é obvia. Tão óbvia que conduz a conclusões impressionantes, para as quais os próprios evolucionistas não estão preparados.
 
Mas, o que seriam “razões evolucionistas”? Palmer, evolucionista, explica: “Uma 'razão evolucionista' também se explica como a máxima explicação. Tem haver com a questão do porque somos o que somos. E a resposta evolucionista é que forças evolutivas favoreceram estes atributos em milhares de gerações passadas e resultaram no que temos hoje”(6).

Mas, se tais “razões evolutivas” explicam o fato de haver estupros nos dias de hoje, como se pode definir tal ato como “crime” ou “mal”, uma vez que a própria natureza criou tal ato para o bem da evolução humana? Palmer, evolucionista, responde: “Esta é uma ótima pergunta. Mas, é preciso evitar a falácia naturalista. O que a seleção natural favoreceu não necessariamente é bom ou mal. Não se pode supor que se algo é natural, favorecido pela evolução, então é bom. Esta é a falácia naturalista”.

Ora, mas sendo que Palmer declara não acreditar num Deus Criador, mas sim numa Evolução Naturalista, não é ele próprio um naturalista? Não são todos “evolucionistas naturalistas” os que negam a Criação? Sendo assim, como os evolucionistas podem ver o “mal” em algo criado pela Natureza? Ora, pela ótica do Naturalismo, o homem não é em nada especialmente digno de valor, mas apenas um acidente da Natureza. E, não só isso, um acidente que deu certo as custas da dor, do sofrimento e da exploração de outras espécies, e da sua própria. Portanto, insisto na pergunta: de onde o ateu, e os evolucionistas materialistas, pretendem buscar seus conceitos sobre moral?

Nós, cristãos, possuímos um motivo lógico, perfeitamente racional, para condenarmos os estupradores e monstros como Hitler: Deus, o Criador e Legislador do Universo. Como cristão, posso dizer a vocês que o estupro, o homicídio, o adultério, a pedofilia, o bestialismo, a conduta homossexual, e tantas outras perversões, são perversões – são imorais e criminosas! Mas, e os nossos amigos ateus e evolucionistas? Em que base eles se apoiam para condenar os atos de Hitler?

Com a palavra, o Darwin: “É surpreendente como um desejo de cuidado, ou cuidado mal direcionado, leva à degeneração de uma raça doméstica; porém, exceto no caso do homem, dificilmente alguém é tão ignorante ao ponto de permitir que seus piores animais se reproduzam.

Para Darwin, neste trecho de sua obra 'A descendência do homem' (7), apenas os seres humanos seria animais burros o suficiente para permitir que seus exemplares inferiores se reproduzissem! Então, Hitler apenas quis corrigir a burrice humana, e seguiu a sabedoria de Darwin, supostamente científica, e natural! Em sua mente, Hitler idealizou judeus, ciganos, negros, e alguns mais, como espécimes 'inferiores' da raça humana.

Ora, pela lógica evolucionista e naturalista, quem poderá condenar as palavras de Rudolf Hess: O Nacional-Socialismo nada mais é que biologia aplicada!”?

A sociedade moderna, supostamente erigida sobre os pilares do naturalismo, condena com todas as letras os atos de Hitler, porém, quando esta mesma sociedade ensina aos nossos filhos a cosmovisão evolucionista e naturalista, ela está a lhes doutrinar no ideal que deu luz a eugenia desejada por Hitler. Novamente, Darwin comprova: ““Se … vários controles … não prevenirem os incautos, os cruéis e outros membros inferiores da sociedade de crescerem a uma taxa maior do que a melhor classe de homens, a nação irá retroceder, como têm ocorrido freqüentemente na história do mundo. Devemos nos lembrar de que o progresso não é uma regra invariável”.

A cosmovisão naturalista – ateísmo, evolucionismo – não é capaz de nos fornecer qualquer base racional para uma existência com valores morais. Vejamos um exemplo mais: o racismo. Não vamos sequer tentar explicar ao leitor que a sociedade atual não possuir qualquer definição lógica para o que seria “racismo”; nos basearemos apenas naquela definição que diz que O racismo consiste em crer que certas pessoas são superiores a outras devido a pertencer a uma raça específica. Os racistas diferenciam as pessoas com base em características físicas como a cor de pele e o aspecto do cabelo” .(8). Com esta definição em mente, voltemos para as conclusões naturalistas de Darwin:

Em algum período futuro, daqui a poucos séculos, as raças de homens civilizados irão, quase certamente, exterminar e substituir as raças de selvagens por todo o mundo. Ao mesmo tempo, os macacos antropomorfos [i.e., que mais se parecem com os homens] … irão, sem dúvidas, ser exterminados. A distância então será ampliada, pois irá separar o homem em um estado mais civilizado, esperamos, que o dos caucasianos, e algum macaco inferior como um babuíno, ao invés de ser como a distância no presente, entre o negro ou o australiano e os gorilas”.

Como poderão os amigos evolucionistas e naturalistas, condenarem a conclusão do filosofo ateu, Nietzsche, de que a simples moralidade, assim como a religião, é coisa para os covardes? Deus está morto, declarou o sábio homem! Não existindo Deus, e sendo o homem apenas fruto das forças cegas da Natureza, que valor tem a moral? Não há qualquer bem nela, exceto na mente dos covardes, que não conseguem atingir a liberdade(sic) que a natureza (sic) lhes oferece!

Nietzsche, Darwin, e Hitler, compartilham da mesma lógica, que demonstra a tolice intelectual do evolucionismo, especialmente o materialista:

Vamos admitir para nós mesmos … como todas as culturas superiores da Terra começaram. Os seres humanos cuja natureza ainda era natural, bárbaros em todos os piores sentidos da palavra, homens saqueadores que ainda estavam em possessão da força da vontade não quebrada e da sede pelo poder, arremessaram-se sobre as raças mais civilizadas, mais pacíficas e mais fracas… A característica essencial de uma aristocracia boa e saudável (é que) aceite de boa consciência o sacrifício de inúmeros seres humanos que, pelo seu bem, devem ser reduzidos e rebaixados a humanos incompletos, a escravos, a instrumentos - Nietzsche.

Vejam, amigos leitores, esta é a conclusão última e inevitável do Evolucionismo Materialista, que tão cara é para nossos amigos ateus, e outros descrentes nas Escrituras. Mas, quão poucos deles vivem tais valores! São completos covardes, que na Academia, zombam dos cristãos, e rejeitam qualquer conceito de Divindade; mas na vida, preferem, em sua maioria, cultivar algum conceito sobre “bem” e “mal”, sobre “certo” e “errado”. Todavia, qualquer opinião evolucionista e naturalista sobre moralidade é arbitrária, desprovida de fundamento lógico, e portanto irracional, uma vez que contradiz sua própria cosmovisão.

A conclusão é óbvia assim: os ateus, e evolucionalistas mil de nossos dias, vivem numa cosmovisão completamente irracional. Chamam o “mal” de “bem”, a fim de se livrarem da Divindade; e depois, o que afirmaram “bem”, chamam de “mal”, a fim de não assumirem as questões últimas de seu sistema de pensamento.

Vai entender...

Disse o tolo em seu coração: não existe Deus!” - Salmos 53.1.

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